quinta-feira, abril 30, 2009

Miss vira garota-propaganda contra o casamento gay

Depois da resposta dada durante o Miss EUA no último dia 19, quando ficou em segundo lugar, a Miss Califórnia virou garota-propaganda contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. (...) Carrie vai passar a trabalhar junto à Organização Nacional pelo Casamento para “proteger as tradições do casamento”, conforme disse em entrevista para o programa Today, da NBC. Segundo a CNN, a campanha da instituição será de US$ 1,5 milhão. "Sem homens e mulheres juntos, as crianças não terão pais e mães", disse ela, em uma entrevista coletiva, na capital Washington.

“O casamento é algo muito querido no meu coração”, disse ela, que contou que muitas pessoas agradeceram-na pelo comentário dado durante o concurso de beleza realizado em Las Vegas.

(G1 Notícias)
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1104686-5602,00-MISS+VIRA+GAROTAPROPAGANDA+CONTRA+O+CASAMENTO+GAY.html

Famoso astronauta garante: “Não estamos sozinhos”

O astronauta da Apolo 14 Edgar D. Mitchell, o sexto homem a andar na lua, tem uma mensagem para todos os cidadãos da Terra: não estamos sozinhos. “Estamos sendo visitados”, disse o viajante do espaço de 79 anos a aproximadamente 100 ufologistas reunidos em uma conferência do National Press Club convocada pelo Paradigm Research Group (lema: “Não é sobre luzes no céu; é sobre mentiras na terra”). “Agora é o tempo para pôr de lado essa censura da verdade sobre a presença extraterrestre”, disse o astronauta que fez a caminhada na Lua mais longa da história.

Com um novo, talvez o presidente intelectualmente mais curioso na Casa Branca, os ufologistas dizem, este é o tempo oportuno para os Estados Unidos seguirem o exemplo de outras nações e abrirem todos os arquivos secretos sobre a interação do governo com seres extraterrestres.

(The Washington Times)

Nota do blog Minuto Profético: Com uma mínima pesquisa, pode-se descobrir que o Sr. Edgar Mitchell é um ilustre maçom internacionalmente reconhecido (a elite da maçonaria mundial está envolvida com a implantação da Nova Ordem Mundial, embora a grande maioria dos maçons ao redor do mundo seja ignorante disso). E também que a Ufologia anda de mãos dadas com o espiritismo. Em relação aos eventos finais, é preciso dizer mais?

“Maomé" contra “Jesus” na tela do computador

Jogo no qual o profeta islâmico e o messias cristão se digladiam na tela do computador é alvo de críticas de organização islâmica. Batizado de “Faith Fighter” (algo como “lutadores da fé”), o jogo tem ainda representações de Buda, Deus e Ganesh (um deus hindu) lutando entre si. Estava no ar há mais de um ano, e havia sido jogado milhões de vezes. Agora está fora do ar. A Organização para a Conferência Islâmica, que representa a maior parte das nações muçulmanas, disse que o jogo é ofensivo tanto para o islamismo quanto para o cristianismo, e pediu que fosse retirado da internet. A lei islâmica proíbe representações físicas do profeta Maomé. O criador do “Faith Fighter” se defendeu dizendo que o jogo foi concebido para ser um instrumento contra a intolerância religiosa.[?!?]

(Opinião e Notícia)

Nota: Não bastassem os jogos de apologia ao ocultismo, com violência extrema e até incentivo ao estupro, agora vem esse... É como previu Paulo: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (2 Timóteo 3:1-4).[MB]

A imagem das brasileiras lá fora

Mestra em filosofia, tradutora e escritora, Rachel Gutierrez escreveu ao colunista Joaquim Ferreira dos Santos, de O Globo: “Num dos jornais de maior tiragem do nosso país, O Globo, você publicou ontem um artigo de meia página, no 2º Caderno, intitulado [perdão] ‘Que Bunda!’ com o subtítulo: ‘Caetano põe música no mais insistente pensamento positivo que move o país.’ Você escreve bem, é engraçado, inteligente. Mas seu artigo me remeteu a uma experiência bastante desagradável que tive em Palermo, na Sicília, num táxi que levava ao aeroporto a mim e minha irmã, duas senhoras moradoras há várias décadas nesta cidade que tanto amamos e que por tantos motivos nos entristece – o Rio de Janeiro. Para nosso espanto, o taxista italiano, assim que percebeu que transportava brasileiras, perguntou: ‘É verdade que no Rio de Janeiro estão as melhores b... do mundo?’ Sentindo-me humilhada, constrangida, envergonhada, respondi que não sabia mas que ouvira dizer, por outro lado, que no Brasil, os italianos são considerados ‘tutti cornutti’! Resposta pronta e grosseira da qual não me orgulho porque reconheço que a nossa reputação no exterior, alimentada exaustivamente pela nudez das mulheres nas praias e no carnaval, ofusca o crescente número de estudantes e profissionais do sexo feminino que já ultrapassa os 60% nas áreas da advocacia e da magistratura, na medicina e na pesquisa científica apesar de que, como escreveu sua colega Míriam Leitão (25/12/2008) ‘as mulheres têm escolaridade maior mas a diferença salarial aumenta quanto mais se estuda’; mesmo assim, a presença feminina sobressai também nas ciências sociais e no magistério secundário e superior. E não vamos esquecer o sucesso das mulheres nas artes, na música, no teatro e na literatura, no atletismo e até mesmo no futebol. Vermos a mulher brasileira como apenas capaz de inspirar um tão reducionista ‘Que b...!’ que você propõe como ‘mantra nacional’ é esquecermos perversamente, desculpe-me, Joaquim Ferreira dos Santos, perversamente, sim, que além de tudo isso, as estatísticas revelam que a cada 15 segundos uma mulher é espancada no Brasil; que a maioria dos assassinatos de mulheres são cometidos por seus parceiros homens, maridos ou namorados; que nas regiões mais sacrificadas da população, 80 ou 90% das famílias são chefiadas por mulheres trabalhadoras; que não apenas no nosso extenso e esquecido interior, pais estuprarem e engravidarem filhas crianças e adolescentes é crime corriqueiro e quase sempre impune; e que a prostituição infantil, o tráfico e o crack destroem a cada dia a vida de milhares de crianças inocentes etc. etc. Joaquim Ferreira dos Santos, a era festiva do Pasquim já passou. Sejamos honestos, não temos mais clima para reduzir levianamente à b..., as mulheres que além da b..., têm o corpo inteiro, personalidade, inteligência, qualidades psicológicas e sociais e um olhar de ser humano como o seu.”

O cronista não é culpado pela imagem da mulher brasileira lá fora. Afinal, ele faz textos – inteligentes, como disse a leitora – e não é responsável pelas imagens divulgadas pela mídia internacional, mostrando as mulheres cariocas na praia, com roupas sumárias. Nem são dele as imagens das mulheres quase nuas nos desfiles de Carnaval, que rodam o mundo todo ano mostrando a grande festa do Brasil.

A culpa não é do cronista e talvez nem seja da imprensa escrita. As imagens, nesse caso, valem mais do que mil palavras. E, infelizmente, a imagem da mulher brasileira que se vê lá fora é de mulheres nuas na praia e nos desfiles de carnaval. Ou mesmo nas praias e piscinas dos hotéis do hemisfério norte, onde nossas conterrâneas desfilam de fio dental em contraste com bem comportados maiôs das senhoras locais.

O resultado é que quando se fala de Brasil, nos filmes e séries, a imagem é sempre a pior possível. O Brasil é o país para onde fogem os criminosos e golpistas e o país das mulheres sensuais e disponíveis. É só dar uma olhada na programação da TV paga. Outro dia, num episódio de CSI, a personagem brasileira era uma mocinha de 16 anos, que se prostituía nas ruas. Em um episódio antigo de House, o Brasil era citado como o lugar onde um funcionário do governo americano tinha sido envenenado, durante os sete dias de Carnaval. E é bom lembrar: foi o Brasil que deu nome à depilação sumária da virilha, grande sucesso nos Estados Unidos. (...)

Mudar essa imagem não vai ser uma tarefa simples. E nem adianta cronistas mudarem o tom de seus textos e passarem a louvar a mulher brasileira por méritos outros que não os de uma bela b... É necessária outra postura de toda a mídia para influenciar a própria atitude das mulheres brasileiras. Aquelas que se destacam por seus feitos no mundo das ciências, das artes, dos negócios – ou ainda as que são espancadas diariamente – não aparecem nos jornais e na TV. O espaço é ocupado pelas que têm belas b...

O papel da mídia – TV e jornais – deveria ser mais educativo. Mostrar que os decotes escandalosos e as barrigas de fora com que as turistas brasileiras costumam escandalizar as ruas de Europa e Estados Unidos são apenas para certas ocasiões e certos locais [na verdade, não deveriam existir]. Mostrar o uso inteligente das tendências da moda. Tentar ensinar, inclusive, as confecções a desenvolverem modelos dentro da moda, mas adequados aos hábitos internacionais, pois as mulheres nem sempre se vestem como gostariam, mas com o que encontram nas lojas, ainda que não seja a seu gosto.

Um segundo passo seria parar de exportar imagens de mulheres nuas no Carnaval e se empenhar mais em defender as mulheres espancadas, estupradas e agredidas. Ou simplesmente aquelas discriminadas no mercado de trabalho, em benefício de homens nem sempre competentes. Quem sabe em uma ou duas décadas os italianos esqueçam que, no Brasil, as mulheres também são mamas e nonas, e não apenas as melhores b... do mundo.

(Ligia Martins de Almeida, Observatório da Imprensa)

Nota: Pior é quando o presidente recebe o líder de outro país. Qual, geralmente, é a primeira atração na recepção? Mulatas sambando em trajes sumários. Isso é realmente o melhor que o Brasil tem a exibir? Samba e indecência representam o todo do nosso país, nossa cultura, nossas preferências? Sinceramente, não me sinto representado nessas situações... Que os cristãos não se deixem levar por essa “onda” e ajudem a melhorar nossa imagem. Que eles sejam os vanguardistas no movimento pela “sensualidade pura”.[MB]

Enem: inclusão ou exclusão?

Até 2008, o Enem era apenas um mecanismo avaliativo de mapeamento do nível acadêmico dos estudantes, professores e escolas. Mas a partir deste ano, além dessa utilidade, o Enem será também um mecanismo determinante e classificatório dos alunos em universidades federais. A tendência é que o vestibular seja abandonado e que os estudantes tenham sua classificação para um curso superior através do Enem. Sem dúvida, uma forma mais inclusiva, que derruba em parte as muralhas econômicas que fazem com que as universidades públicas recebam atualmente a maioria de seus alunos da classe A.

 

Com o Enem, espera-se que isso diminua bastante e, consequentemente, as universidades públicas receberão alunos provindos das classes B, C, D e até mesmo da classe E, o que, sem dúvida, traria diversidade aos campi universitários (geralmente isolados da realidade brasileira e longe de atender às demandas das classes que deveriam entrar lá). Mas a exclusão social continua porque mesmo no Enem alunos das classes A e B tendem a tirar melhores notas do que os das classe C, D e E.

        

Como foi comentado neste blog, o Enem este ano cairá no sábado. Portanto, coloca-se diante da Igreja Adventista do Sétimo Dia e dos seus membros uma guerra silenciosa, mas extremamente importante, porque o Enem, com todo o aparato de inclusão social, apresenta, por outro lado, tremendo aparato de exclusão religiosa. Até parece que as autoridades não sabem que existem judeus que foram massacrados pelo holocausto nazista e que o dia sagrado desses judeus é o sábado; até parece que as autoridades não conhecem outras religiões guardadoras do sábado, além do judaísmo, que necessitam de proteção legal por serem minorias... Seria isso consequência da concordata com o Vaticano? Seria fruto de um acordo secreto ligado a tal da concordata, que prefigura a discriminação religiosa? E o congresso aprovará a concordata? Alguma força poderá impedir essa implementação?

 

Diante dessa guerra, a igreja tem um duplo desafio: (1) Embora o Brasil tenha menos de 2% da sua população como adventista do sétimo dia, a igreja tem que convencer as autoridades e a população brasileira em favor da liberdade religiosa, que, no caso do Enem, significa permitir um horário alternativo de prova aos guardadores do dia sagrado instituído por Deus; (2) aumentar a presença de universidades adventistas, com cursos em vários ramos em todo o território nacional.

 

O primeiro desafio, certamente veio de Deus e consequentemente uma luta corajosa deve ser travada, pois nessa luta brilhará acima de todas as desavenças naturais da podridão política a luz do santo sábado. Também a igreja tem a missão de proteger "esses pequeninos" que lhe são confiados. Eles precisam crescer em sua vida social, profissional e pessoal. Para tanto, formação profissional e acadêmica é essencial, especialmente neste mundo pós-industrial. Logo, a igreja não pode se omitir dessa luta porque as dificuldades que jovens cristãos têm em universidades seculares deve ser motivo bastante para se ampliar a rede educacional adventista (o que tem sido feito, graças a Deus, mas pode ser ampliado). Ellen White pregava: "Cada igreja, uma escola." Talvez quisesse dizer "cada distrito", ou talvez fosse apenas uma expressão forte dada a imensa necessidade de que cada criança tenha educação cristã. Infelizmente, muitas igrejas com recursos não sentem essa prioridade no sentido local. Muitos pais recusam-se a sacrificarem-se para que seus filhos estudem numa escola adventista. Muitos fazem "choradeira" na hora de pagar a mensalidade; e, acredite se quiser, já vi (no tempo em que atuei na rede adventista) muitos pais que não pertencem à igreja se "arrebentarem" para que os filhos estudassem em nossas escolas, sem "chorar" na hora de desembolsar para custear a boa educação dos filhos.

 

É importante lembrar que quando um cerco é feito contra aqueles que são fiéis a Deus, a coragem santificada pode trazer surpreendentes e nobres vitórias. 1 Samuel 14 narra a saga de Jônatas e seu escudeiro. Eles se aproximaram do acampamento dos filisteus e, sob voto, exigiram um sinal de Deus. Se os filisteus dissessem que fossem embora, iriam; mas se dissessem "subi até nós, então subiremos, porque o Senhor os tem entregado em nossas mãos" (1 Samuel 14:10). Jônatas e seu escudeiro ouviram o desafio filisteu: "Subi até nós, e nós vo-lo ensinaremos. E disse Jônatas a seu escudeiro: Sobe atrás de mim, porque o Senhor os tem entregado na mão de Israel" (v. 12). Assim, Jônatas e seu escudeiro, sozinhos, desbarataram o acampamento inimigo. Deus trouxe um terremoto e os exércitos de Israel atacaram novamente alcançando expressiva vitória.

 

No caso do Enem, forças políticas ocultas, mas antidemocráticas, estão promovendo um ataque frontal à liberdade religiosa. E a Igreja Adventista deve enfrentar o problema com fé e ação. Embora em desvantagem numérica, política e econômica, a igreja tem ao seu lado El Shadday, o Todo Poderoso. Assim como aconteceu com Jônatas e seu escudeiro, o sinal para guerrear era o desafio frontal. Existe um desafio mais frontal do que forçar todos a fazerem uma prova classificatória para o ingresso em universidades públicas no dia de sábado, excluindo do curso superior aqueles que se recusarem a fazê-la? O povo de Deus venceu em situações intimidatórias no passado e vencerá agora.

 

A verdadeira solução é, sem dúvida, conseguir fazer com que o Enem seja realizado em outro dia, preferencialmente no meio da semana, sem interferir com o sábado sagrado. Transformar essa dificuldade num marco da liberdade religiosa implantada neste País.

 

Outra vitória é que muitos que não sabiam sobre o significado do sábado passarão a sabê-lo, e outros que rejeitavam o sábado, passarão a aceitá-lo devido ao testemunho dado pelos fiéis servos de Deus, pois verão a bandeira do evangelho erguida com impressionante força. Nas palavras do profeta: "Então temerão o nome do Senhor desde o poente, e a Sua glória desde o nascimento do sol: vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do Senhor arvorará contra ele a Sua bandeira" (Isaías 59:19).

 

(Silvio Motta Costa, professor da rede pública em Campinas, SP)

Colégio Adventista de Maringá se destaca no Enem

A divulgação das médias alcançadas pelas escolas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008 mostrou que praticamente não houve mudança na classificação de cada escola de Maringá. As cinco primeiras classificadas já ocupam as cinco primeiras posições desde que o Enem passou a ser aplicado no Paraná, há cinco anos. No outro extremo da classificação, também as variações foram insignificantes.

Entre as 42 escolas avaliadas, os primeiros lugares ficaram com as particulares e os últimos com as escolas da rede estadual, com diferença significativa entre um e outro grupo.

O Colégio Marista, que encabeça a classificação desde a criação do Enem, mais uma vez ficou em primeiro lugar entre as escolas de Maringá e em 20º entre as escolas paranaenses, seguido de perto pelo Colégio Adventista e pelo Colégio Unidade.

A Criação


Clique aqui para assistir à bela animação do Kids 4 Truth.

quarta-feira, abril 29, 2009

Heavy Metal: anticristo superstar

O anticristo foi a inspiração suprema do heavy metal, praticamente o único estilo musical a abordar o tema. Claro que o blues, com suas histórias das encruzilhadas e contratos assinados com o demo e os Rolling Stones com a música "Sympathy for the Devil", já falavam um pouco do assunto, mas não com a força e a dedicação do metal. E tudo começou com o Black Sabbath, banda inglesa da cidade industrial de Birmingham, que definiu os novos padrões de se fazer música pesada. A influência do tema veio do cinema. O baixista Geezer Butler ficou fascinado quando viu pessoas numa fila de cinema pagando ingresso para ficarem com medo, assustadas com um filme de terror. O nome do filme? Black Sabbath. Então ele quiz fazer o mesmo, mas em vez de usar os filmes, usou a música. A letra da primeira música que dá nome à banda e o primeiro disco mostram todo o mal que o grupo queria expressar nas suas histórias.

Com o sucesso do Black Sabbath, muitas bandas começaram a escrever sobre o ocultismo, inclusive o guitarrista Jimmy Page, do Led Zeppelin, que até comprou o castelo onde morou o mago Aleister Crowley. Do qual, dizem as histórias, Page e Ozzy Osbourne eram discípulos.

Depois, veio o Iron Maiden, que escreveu o disco "The Number of the Beast" baseado no livro do Apocalipse, da Bíblia. Ozzy Osbourne também continuou com o tema em sua carreira solo e até bandas como Deep Purple, Blue Oster Cult e Uriah Heep beberam da água "benta" do metal negro.

Mas foi no começo da década de 80 que o ocultismo veio com força total e várias bandas passaram a utilizar a magia negra como tema para suas letras. São vários os exemplos, mas vou citar apenas algumas bandas que me influenciaram. Creio que a mais "maléfica" que surgiu foi o Venom. Esta banda, também inglesa da cidade de Newcastle, surgiu com letras explícitas e blasfêmias por todo o lado. Em 1981, eles lançaram o disco "Welcome to Hell" e no ano seguinte o disco "Black Metal" que deu nome a um novo movimento musical.

O Slayer, banda norte-mericana de thrash metal, escreveu temas magistrais, pesados e sangrentos como por exemplo o clássico "Reign in Blood", música de mesmo nome do álbum lançado em 1986.

Muitas outras gerações de músicos acabaram utilizando essa forma de poesia, que combinou muito bem com as guitarras pesadas, baterias ultra rápidas e vocais guturais. Bandas que, com o passar do tempo, fizeram um som cada vez mais extremo e agressivo.

A região gelada da Escandinávia, mais precisamente na Noruega, mostrou um metal que ultrapassou os limites da ficção e da arte. Bandas como Mayhem, Immortal, Darkthrone, Emperor, Burzum levaram o satanismo à sério. Algumas delas tornarem-se bandas fundamentalistas e levaram a crença nos temas das letras a um nível absurdo.

Alguns músicos realmente acreditavam ser anjos do mal ou até mesmo o próprio Satanás em pessoa. As consequências dessa estupidez foram igrejas queimadas, brigas e, infelizmente, assassinatos. Um exemplo disso é a morte do músico Euronymous, integrante das bandas Burzum e Mayhem. Ele foi assassinado por seu colega de Burzum Varg Vikernes, em 1993, por "diferenças ideológicas".

Creio que o limite entre a fantasia e a realidade deve ser respeitado, independentemente do estilo, e que a música não deve servir de refúgio aos ignorantes.

(Andreas Kisser, guitarrista do grupo Sepultura, no Yahoo Notícias)

Colaboração: Francis Giovanella Valle

terça-feira, abril 28, 2009

Jesus Cristo versus Luz

"Caros editores [de Veja], os números que inspiraram o título da nota "Mais famoso que Jesus" precisam ser revistos, pois a pesquisa não foi feita utilizando-se aspas, o que restringe e aperfeiçoa a busca. Com aspas, Jesus Luz fica com cerca de 1.060.000 resultados, contra 4.370.000 de Jesus Cristo. E se considerarmos que Jesus Luz foi muito comentado em inglês, também é justo considerar uma busca de "Jesus Christ", que fica com cerca de 39.700.000 resultados. Pode até ser que o Jesus Luz esteja famoso no Google, porém, não mais que o Cristo."

(E-mail enviado pelo jornalista Diogo Cavalcanti à redação de Veja)

Nota: É a segunda gafe recente apontada por leitores na semanal. Confira na postagem abaixo...

O pior cego é aquele que quer Veja

O Scienceblogs publicou o e-mail que Ricardo Vênancio, do Laboratório de Processamento de Informação Biológica da USP Ribeirão, enviou à redação da revista Veja a respeito de um infográfico incluído na reportagem "Um gene, várias doenças" (22/04/09). Se biologia não era sua matéria preferida na escola, não tem problema. Pior do que as falhas no infográfico foi a resposta arrogante da revista ao leitor.

Primeiro, o e-mail de Ricardo Venâncio à revista:

"Caros da Veja, Apesar de o texto da reportagem sobre Genética da última edição estar muito bom, incluindo até conceitos da emergente Biologia Sistêmica, a figura que mostra a sequência 'célula - DNA - gene' induz o leitor a erros conceituais graves: [Leia mais]

Meu texto no OI

O site Observatório da Imprensa publicou meu texto "Estilo de vida conta mais que herança genética". Aproveite e deixe um comentário lá.

segunda-feira, abril 27, 2009

Teoria do impacto sofre forte golpe

A conhecida teoria de que os dinossauros teriam sido extintos pelas consequências da queda de um asteroide há 65 milhões de anos acaba de levar um importante golpe. Segundo um novo estudo, o impacto que formou a cratera de Chicxulub, no México, com 180 quilômetros de diâmetro, não levou à extinção em massa no fim do período Cretáceo, quando desapareceu uma enorme quantidade de espécies de animais e plantas. Em artigo publicado na edição desta segunda (27/4) do Journal of the Geological Society, um grupo internacional de pesquisadores descreve que a queda do asteroide teria ocorrido pelo menos 300 mil anos antes da extinção. O estudo, feito a partir de análises em cortes de sedimentos rochosos, foi coordenado por uma das principais opositoras da teoria de que a extinção teria sido provocada pelo impacto, Gerta Keller, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos.

“Keller e colegas continuam a reunir informações estratigráficas [ramo da geologia que estuda a sucessão das camadas ou estratos que aparecem em um corte geológico] detalhadas que confirmam uma nova compreensão a respeito do impacto de Chicxulub e a extinção no fim do Cretáceo. Os dois eventos podem não ter qualquer relação”, disse Richard Lane, diretor da Divisão de Ciências da Terra da National Science Foundation (NSF), que apoiou o estudo.

“Verificamos que entre 4 e 9 metros de sedimentos foram depositados a cerca de 2 ou 3 centímetros a cada mil anos após o impacto. O nível da extinção em massa pode ser observado em sedimentos bem acima desse intervalo”, disse Gerta.

Defensores da teoria de Chicxulub apontam que a cratera e o evento de extinção aparecem distantes no registro sedimentar por conta de distúrbios provocados pelo terremoto ou por um tsunami resultante do impacto do asteroide.

“O problema com essa ideia é que o complexo de arenito não foi depositado por horas e dias, como seria o caso em um tsunami, mas sim por um período muito longo”, disse Keller. O estudo verificou que os sedimentos que separam os dois eventos são característicos de sedimentação normal, sem evidência de distúrbios estruturais.

Os cientistas também encontraram evidências de que o impacto de Chicxulub não teve o efeito dramático na diversidade de espécies tal qual se estimava. Em escavação na região de El Penon, o grupo encontrou registros de 52 espécies em sedimentos abaixo da camada do período do impacto e as mesmas 52 em sedimentos acima, ou mais recentes.

“Não encontramos sinal de uma única espécie que foi extinta como resultado do impacto de Chicxulub”, afirmou Gerta.

A pesquisadora sugere que a extinção poderia ter sido causada por erupções vulcânicas massivas ocorridas na atual Índia. Os eventos teriam liberado enormes quantidades de gases e poeira que poderiam ter bloqueado grande parte da luz solar e causado efeito estufa de grande dimensão.

(Jornal da Ciência)

Nota: Se os pesquisadores pudessem analisar os fatos à luz do modelo diluvianista, veriam que as observações estratigráficas fazem sentido. No cenário apontado pelos criacionistas, vários (e não apenas um) asteroides teriam atingido intensamente a Terra há milhares de anos. Milhares? Sim, pois os estratos são plano-paralelos e não irregulares, como seria de esperar, caso a deposição de sedimentos realmente tivesse ocorrido ao longo de milhões de anos. Mas por que a cratera de impacto está abaixo dos fósseis dos animais extintos? Simples: o impacto dos asteroides causou rachaduras na crosta e liberou as águas das "fontes do abismo" (de acordo com o relato de Gênesis 6). Os asteroides que cairam no mar geraram tsunamis gigantescos. Os sedimentos da grande inundação resultante acabaram por cobrir as crateras de impacto e, em seguida, os animais, causando fossilização em larga escala. É exatamente isso o que se observa no registro geológico.[MB]

Show de asas

A decolagem foi tranquila. Em poucos segundos, estávamos voando a 300, 400, 500 metros de altura. Daria para ir mais alto, acima dos mil metros, mas, segundo o César Parente, o instrutor que pilotava o planador, é mais seguro ficar abaixo das nuvens para ter visibilidade. Enquanto voávamos em círculos, rebocados por um monomotor Aeroboero 180, eu aproveitava para fotografar e filmar tudo. Quando chegamos a 600 metros, o César disse: “Pode puxar a alavanca amarela para soltar a corda.” Puxei e a corda que nos ligava ao rebocador se soltou. A viagem ficou mais silenciosa – afinal, nosso “pássaro” não tinha motor. Era tudo muito tranquilo. As asas compridas de alumínio (com 17 m de envergadura) nos mantinham flutuando estáveis como se estivéssemos sobre uma rodovia plana e invisível. Mas essa paz durou pouco. “Vamos voar com emoção, agora”, disse o César, me aconselhando a juntar os braços ao corpo para firmar a câmera. De repente, senti como se o chão invisível desaparecesse debaixo de nossos pés. Estávamos mergulhando a 180 km por hora. O estômago gelou e soltei um involuntário “uufff!”. Depois de alguns segundos, o César puxou o manche e voltamos a subir. O corpo colou no assento e meus braços e a câmera pareciam ter uns 50 quilos, graças à força de duas gravidades a que estávamos sendo submetidos. O planador subiu mais um pouco e parou. Sim, parou em pleno ar! Aí não senti mais meu peso. A gravidade agora era zero. Por alguns segundos, me senti como um astronauta, até que “uufff!” de novo. O César repetiu o processo algumas vezes, até que chegou o momento de pousar. O planador se aproximou rapidamente do solo e, quando parecia que ia tocar o chão, uma última surpresa: ele arremeteu e voltamos a subir, para então pousar suavemente no asfalto da pista do Aeroclube. Show de bola! Ou melhor, de asas.

Essa é a minha versão da aventura que, como repórteres da Conexão JA, a Sueli, o Fernando e eu experimentamos para contar tudo na seção “Adrenalina” da edição deste trimestre. Não perca essa reportagem!

A matéria de capa, “Campus missionário”, trata do desafio de viver como cristão num campus secular. Como manter e partilhar a fé no ambiente acadêmico? Para a seção “Expressão”, entrevistamos o grupo vocal Artpella, vencedor do programa “Astros”, do SBT, no ano passado. O testemunho deles é muito bonito. Tem também matéria sobre namoro, dicas sobre internet, mercado de trabalho e saúde, além do relato de uma jovem que ajudou um amigo ateu a conhecer Jesus.

Tudo isso e muito mais na sua Conexão JA. Já fez sua assinatura?

Michelson Borges

Biblicamente correta

A revista Veja desta semana reproduziu uma frase de Carrie Prejean, segunda colocada no concurso Miss Estados Unidos, que, segundo uma jurada, perdeu a coroa por se dizer contra o casamento de pessoas do mesmo sexo: “A questão ali não era ser politicamente correta. Preferi ser biblicamente correta.” O blogueiro de fofocas e autor da pergunta que provavelmente custou o título de Carrie, Perez Hilton, manifestou toda a sua intolerância ao dizer: “Se ela tivesse ganho, eu teria subido no palco e arrancado a coroa da cabeça dela.” Entre a consciência e o desejo de vencer que leva muitas a dizer o que os jurados esperam, Carrie optou pela consciência. A vitória, na verdade, é dela.

domingo, abril 26, 2009

Dissensão Científica do Darwinismo

"Somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado."


Durante décadas recentes, novas evidências científicas de muitas disciplinas científicas como a cosmologia, física, biologia, da pesquisa de "inteligência artificial", e de outras áreas fez com que os cientistas começassem a questionar o dogma central darwinista da seleção natural e a estudar com mais detalhes a evidência que a apóia.

Mesmo assim, os programas das TVs públicas, os documentos das políticas educacionais, e os livros-texto de ciência têm afirmado que a teoria da evolução de Darwin explica completamente a complexidade das coisas vivas. Ao público tem sido assegurado que toda a evidência conhecida apóia o darwinismo e que virtualmente todo cientista no mundo acredita que a teoria é verdadeira.

Os cientistas nesta lista contestam a primeira afirmação e se levantam como testemunho vivo contradizendo a segunda. Desde quando o Discovery Institute lançou esta lista em 2001, centenas de cientistas têm se manifestado corajosamente para assinarem seus nomes.

A lista está crescendo e inclui cientistas da Academia de Ciências dos Estados Unidos, das Academias de Ciências Nacionais da Rússia, da Hungria, da República Checa, do Brasil, e de universidades como Yale, Princeton, Stanford, MIT, UC Berkeley, UCLA, e outras (Unicamp, USP).

Clique aqui para saber como você pode adicionar seu nome à lista da Dissensão Científica do Darwinismo.

Quem pode assinar a declaração?

Os signatários da lista da Dissensão Científica do Darwinismo devem ter o grau de Ph.D. numa área científica como biologia, química, matemática, engenharia, ciência da computação, ou uma das outras ciências naturais; ou devem ser médicos e atuar como professor de medicina. Os signatários também devem concordar com a seguinte declaração: "Somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado." Se você preenche esses requisitos, favor considerar a assinatura da declaração enviando por e-mail a seguinte informação para contact@Dissentfromdarwin.com:

NOME QUE VOCÊ DESEJA QUE CONSTE NA DECLARAÇÃO
GRADUAÇÃO (inclusive ÁREA e UNIVERSIDADE – e.g., Ph.D. em Biologia Molecular, UFMG –Universidade Federal de Minas Gerais)
POSIÇÃO ATUAL (e.g., Professor de Astronomia, UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, ou cientista pesquisador, Corporação XYZ). Se você estiver trabalhando atualmente na área privada, você será identificado pela sua graduação em vez de sua posição.
COMENTÁRIOS — Por favor, se você quiser, declare brevemente por que você duvida do Darwinismo.

Paraíba não vai mais realizar concursos aos sábados

O Estado da Paraíba não pode mais realizar concursos públicos aos sábados. A determinação foi publicada no diário oficial de ontem. O projeto que originou a Lei é de autoria do deputado Nivaldo Manoel. O deputado disse que apresentou a proposta para beneficiar os seguidores da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que devido a princípios religiosos não podem realizar nenhum tipo de atividade no dia de sábado, antes do anoitecer. “É interessante destacar que a lei vale apenas para concursos e vestibulares estaduais”, explica o deputado ao lembrar que a Lei não vale para concursos federais que são regulamentados pelo Congresso Nacional”, acrescentou.

O projeto foi aprovado pela Assembleia Legislativa no ano passado, mas quando seguiu para sanção do Governo do Estado, foi vetado pelo então governador Cássio Cunha Lima (PSDB). Entretanto, no último dia 7 de abril, o veto derrubado com 22 votos contra e dois favoráveis.

(Paraíba.com.br)

Nota: Sem dúvida, é uma importante conquista em prol da liberdade religiosa, que deve ser defendida para todos os credos, a fim de que as pessoas tenham liberdade de adorar/cultuar (ou não) segundo os ditames de sua consciência (e desde que isso não atente contra a liberdade de outras pessoas).[MB]

Papa coloca igreja acima da Bíblia

O papa Bento XVI afirmou que os estudiosos católicos não podem interpretar a Bíblia de uma maneira independente, nem de um ponto de vista científico ou individual, prescindido da fé e da doutrina da Igreja. "A interpretação das Sacras Escrituras não pode ser somente um esforço científico individual, mas deve ser sempre confrontada, inserida e autenticada nas tradições viventes da Igreja", disse Bento XVI durante um encontro com membros da Pontifícia Comissão Bíblica. Segundo o pontífice, "esta norma é decisiva para manter a correta e recíproca relação entre a exegese (interpretação de escrituras bíblicas) e o Magistério da Igreja".

O papa explicou também que os intérpretes católicos devem estar atentos para perceber a palavra de Deus nos textos bíblicos, sendo que a falta deste "imprescindível ponto de referência faz a procura exegética ficar incompleta, perdendo de vista a sua finalidade principal, correndo o risco de se tornar um mero exercício intelectual". (...)

(Estadão)

Leia também: "Autoridade da Igreja ou das Escrituras?" e "A Igreja Romana nunca mudou"

sábado, abril 25, 2009

Davi, Jônatas, Veja, Pitt e Clooney

Interessante a crítica de cinema da Veja desta semana, “O ‘bromance’ está no ar”, de Isabela Boscov. Trata de certo tipo de amizade entre homens que chega a parecer um romance, mas sem nenhuma pulsão (homo)sexual. O que me chamou a atenção no artigo foi o tom adequadamente respeitoso para tratar desses relacionamentos referentes a duplas tanto fictícias como reais (Ben Affleck e Matt Damon, Brad Pitt e George Clooney). Na minha infância, eu já havia observado o fenômeno: Laurel e Hardy eram amicíssimos na vida real, e seus personagens, o Gordo e o Magro, chegavam a partilhar a mesma cama em alguns episódios, sem que o mais maldoso detrator os tratasse com a mesma severidade reservada ao par Bruce Wayne e Dick Grayson do seriado clássico “Batman”, nos anos 60.

Pena que a “inteligentzia” cultural do mainstream não seja tão reverente quando o tema envolve personagens bíblicos. Por exemplo, Davi e Jônatas: “Ora, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas ligou-se com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma. E desde aquele dia Saul o reteve, não lhe permitindo voltar para a casa de seu pai. Então Jônatas fez um pacto com Davi, porque o amava como à sua própria vida. E Jônatas se despojou da capa que vestia, e a deu a Davi, como também a sua armadura, e até mesmo a sua espada, o seu arco e o seu cinto” (1Sm 18:1-4).

“Falou, pois, Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos, para que matassem a Davi. Porém Jônatas, filho de Saul, estava muito afeiçoado a Davi” (1Sm 19:1).

“Logo que o moço se foi, levantou-se Davi da banda do sul, e lançou-se sobre o seu rosto em terra, e inclinou-se três vezes; e beijaram-se um ao outro, e choraram ambos, mas Davi chorou muito mais. E disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porquanto nós temos jurado ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua descendência perpetuamente.” (1Sm 20:41-42).

“Lamentou Davi a Saul e a Jônatas, seu filho, com esta lamentação (...) Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; muito querido me eras! Maravilhoso me era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres” (2Sm 1:17,26).

Certa vez, na primeira metade dos anos 90, entrei em uma livraria e passei a folhear algumas recomendações do mostruário. Uma delas me chamou a atenção – felizmente não guardei o título nem o autor. Tratava-se de uma biografia não-autorizada do rei Davi, com tintas nitidamente panfletárias e antissemitas. Naquele pastiche, Davi era chamado de traidor do seu povo, gigolô do rei, da filha do rei e do filho do rei. Mais não pude avançar, tenho o estômago meio fraco para testemunhar porcos pisoteando pérolas.

Por essa época, li em uma Veja a opinião de determinados “clérigos” liberais afirmando que o espinho na carne do apóstolo Paulo seria nada menos que seu homossexualismo reprimido (fico devendo o link; não consegui a matéria no acervo eletrônico da editora, mas asseguro de que a li).

Já em janeiro de 2005, a revista publicou matéria do livro do psicólogo C. A. Tripp sustentando que Abraham Lincoln seria homossexual, prática que se vem tornando comum entre historiadores e pesquisadores ligados ao movimento gay (sic). Interessante que tal militância tente atribuir homossexualismo a figuras positivamente célebres, mas rejeite definitivamente esse rótulo para vultos históricos infames, como Hitler (nesse caso específico, o antropólogo Luiz Mott foi categórico: “Se nos empurrarem Hitler, então queremos Jesus Cristo do nosso lado”, disse ele, aludindo ao carinho todo especial do Mestre pelo discípulo João). A respeito da relação entre Mott e as Sagradas Escrituras, recomendo os contundentes e devastadores artigos de Olavo de Carvalho: “O Evangelho segundo Luiz Mott” e “Conspiração de iniquidades”.

Mas o ponto para o qual eu queria chamar a atenção é a invulnerabilidade de certas entidades midiáticas em contraposição ao gosto de se impingir ilações escandalosas a personagens bíblicas. Dado o nosso zeitgeist, Pitt, Clooney, Damon e Affleck não precisam de quem lhes defenda a masculinidade. Ainda que fossem homo ou bissexuais (sic), seriam igualmente célebres, bem-sucedidos e endinheirados. Já os servos de Deus não têm o mesmo tratamento. Ninguém mais dá pelota para o caráter violento e intolerante assumidamente confesso por Paulo. Já a suposição de ele ter tido uma atração carnal enrustida por seu pupilo Timóteo... Bom, se o boato rende mais que o fato, publique-se o boato e todos se divertem. Sobretudo, o príncipe deste mundo.

(Marco Antonio Dourado, Curitiba, PR)

Surto de gripe suína pode virar pandemia

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse neste sábado (25) que o surto de gripe suína detectado no México e nos Estados Unidos "é muito grave", de evolução imprevisível e deve ser "vigiado de perto". Em entrevista coletiva, Chan disse que "um novo vírus é o responsável por estes casos" e que "a situação está evoluindo muito rapidamente". Os surtos de gripe suína no México e nos Estados Unidos têm o potencial para causar uma pandemia mundial, mas é cedo demais para afirmar se isso vai ocorrer, disse neste sábado a chefe da Organização Mundial da Saúde. "Ela tem potencial de pandemia porque está infectando pessoas", disse Chan.

A nova cepa de gripe - uma mistura de vírus das gripes suína, humana e aviária, que matou até 68 pessoas entre 1.004 casos suspeitos no México e infectou oito pessoas nos Estados Unidos - ainda é pouco compreendida e a situação está evoluindo rapidamente, disse Chan em uma teleconferência.

(G1 Notícias)

Nota: Noutra matéria, é dito que "cozinhar a carne de porco a 71 graus Celsius mata o vírus da gripe suína, assim como outros vírus e bactérias". De minha parte, prefiro seguir as recomendações de Levítico 11 e não arriscar. Tenho amor à vida e dó dos porcos...[MB]

sexta-feira, abril 24, 2009

Formigas escolhem melhor local para colônias

As formigas tem grande capacidade inata para escolher o melhor local para seus ninhos, de acordo com uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha. Os pesquisadores instalaram minúsculos transmissores de rádio para identificação e observação das formigas. No experimento, as formigas puderam escolher entre dois ninhos, um próximo mas pior e outro melhor, mas nove vezes mais distante. "Formigas que encontraram primeiro o ninho próximo tendiam a procurar outro, enquanto que as que foram primeiro ao ninho distante, se fixaram por lá", disse Elva Robinson, que liderou a equipe de estudos da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira na revista especializada Proceedings of the Royal Society B.

O melhor ninho era escolhido apesar do fato de poucas formigas, individualmente, terem feito comparações diretas entre os locais examinados. Na busca de um novo ninho para a colônia, as formigas da rocha enviam formigas exploradoras antes, para descobrirem novos ninhos e avaliar os locais. Feita a escolha, essas formigas exploradoras trazem para o novo ninho outras formigas, que vão preparar o local para a instalação da colônia e a vinda do resto das formigas.

Aproximadamente 41% das formigas que visitaram o local pior e mais próximo depois trocaram o local do ninho para o que ficava mais longe do antigo ninho. Apenas 3% das formigas que visitaram o ninho mais distante em primeiro lugar depois fizeram a troca para o ninho mais próximo.

Robinson afirma que outros animais, incluindo humanos [sic], que usam avaliação comparativa, com frequência tomam decisões "irracionais", devido ao contexto no qual as opções são comparadas, entre outros fatores. "A regra das formigas leva a uma avaliação absoluta da qualidade do ninho que não está sujeita a esses riscos, e dispensa a necessidade de memorização e comparação de cada local visitado."

Assim, o comportamento individual simples substitui a comparação direta, facilitando uma escolha eficaz entre locais para a colônia se instalar", acrescentou.

(Estadão)

Nota: Para quem pensava que isso era coisa de simples formigas... Aliás, nunca é demais recordar o que escreveu Salomão: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio" (Pv 6:6).[MB]

quinta-feira, abril 23, 2009

Estilo de vida conta mais que herança genética

A revista Veja desta semana traz interessante matéria de capa intitulada “Genética não é destino”, assinada por Gabriela Carelli. Segundo a reportagem, “o tipo de alimentação, o nível de atividade física, o tabagismo, o uso de medicamentos, as experiências emocionais – todos esses fatores agem para ‘ligar’ ou ‘desligar’ determinados genes, ou seja, torná-los ativos ou conservá-los adormecidos. Nos dois casos, ocorrem alterações físicas e psicológicas em seu portador. Essas mudanças podem ser para o bem ou para o mal, atenuando sintomas de doenças ou provocando seu desenvolvimento. Os gatilhos que ativam ou desativam os genes são acionados por trechos do genoma que até pouco tempo atrás os cientistas tinham por inúteis – o chamado DNA lixo. Agora se sabe que eles servem de elemento de ligação entre os fatores ambientais e os genes. Esse ramo da genética que estuda a interação entre o ambiente e o genoma é conhecido como epigenética. O geneticista americano Randy Jirtle, da Universidade Duke, usa uma analogia para explicá-lo. Disse Jirtle a Veja: ‘Imagine o material genético existente no organismo como um computador. O genoma é o hardware. Para que a máquina funcione, é preciso ter softwares. Os mecanismos epigenéticos são os softwares. Eles produzem resultados distintos rodando sobre um mesmo hardware, ou seja, o genoma herdado dos pais.’” [Leia mais]

Leia também: "How To Live To 100", nesse artigo publicado na Forbes, sobre como viver até os 100 anos, a revista cita várias vezes os adventistas, mostrando que eles vivem até dez anos a mais que a média da população norte-americana.

quarta-feira, abril 22, 2009

Bióloga adventista participa de pesquisa na Antártica

A participação da bióloga adventista Juliana Schultz, 28, nas expedições ao território antártico é uma das grandes evidências de que fé pessoal não é um entrave para pesquisadores que desejam fazer ciência. Ela foi selecionada pela PUC-PR, onde se formou e pós-graduou, para colaborar nas pesquisas do "Projeto Evolução e Biodiversidade na Antártica: uma resposta da vida às mudanças". Juliana passou nove meses no extremo sul do Globo investigando os impactos do Aquecimento Global na vida de duas espécies de peixes. Nesta entrevista, concedida a Wendel Lima, ela fala um pouco sobre a experiência de se viver em um lugar tão exótico em que pôde realizar um sonho e testemunhar de sua fé. [Leia mais]

Candidata perde concurso por ser contra casamento gay

Uma das cinco juradas do Miss EUA realizado no domingo à noite (19) em Las Vegas admitiu que a candidata que ficou em segundo lugar perdeu a coroa justamente por conta de declarações contra o casamento gay. No domingo, Kristen Dalton (Carolina do Norte), de 22 anos, venceu outras 50 concorrentes, e representará o país no próximo Miss Universo. Com a "medalha de prata" ficou a Miss Califórnia, Carrie Prejean. Na seção de perguntas, em que um integrante dos jurados fazia uma questão, Carrie escolheu, por sorteio, o blogueiro de fofocas Perez Hilton (sim, o apelido dele é uma alusão a Paris Hilton). E a pergunta foi sobre o casamento homossexual.

“Eu acredito que casamento deveria ser entre um homem e uma mulher. Sem ofender ninguém, mas é isso que eu mostro”, disse ela, provocando uma mistura de aplausos e vaias na plateia.

A jurada Alicia Jacobs, que já foi Miss Nevada, escreveu em seu blog sobre aquilo que chamou de ‘o desastre da Miss Califórnia’. Antes, a própria Carrie afirmou que havia perdido a coroa por conta do que falou.

“Eu fiquei atordoada”, disse. Alicia comentou ainda ter ficado boquiaberta ao perceber que a candidata californiana não sabia quem estava vendo e quem eram os jurados. “Não podemos esquecer que quem fez a pergunta é um gay”, disse ela. “Pelo menos duas pessoas que eram juradas são a favor dos gays. Outro jurado tem uma irmã que é casada com uma mulher... Já mencionei que estou atordoada?”, completou a ex-miss.

Alicia escreveu no blog que cada jurado teve que selecionar as top 5 do concurso. Em meio à escolha, ela diz ter perguntado sobre o quão importante era o peso da performance das candidatas para a “pergunta final”. “A presidente do Miss Universo, Paula Shugart, disse que sim, é importante ser articulada e ter inteligência nas respostas”, contou.

A jurada disse ainda que Perez Hilton foi o único que formulou a sua própria questão e que ela havia sido liberada pela organização do concurso.

“No intervalo comercial, alguns juízes como Perez, Shandi Finessey (Miss EUA-2004) e eu conversamos e ficamos todos chocados com o que havíamos acabado de ouvir. Daí voltamos do comercial e era o momento da verdade. Primeiramente, eu havia escolhido ela para ser a segunda colocada, mas depois alterei e ela ficou em quarto no ranking pessoal. Se eu pudesse, ela seria a 51ª”, disse a jurada. (...)

(G1 Notícias)

No vídeo abaixo, dá para ver a cara de desaprovação do jurado ao não receber a resposta que desejava e o constrangimento do apresentador, ao tentar afrouxar a gola da camisa. Liberdade de expressão? Onde?

Andarilho robótico de DNA imita motor celular

Cientistas utilizaram moléculas de DNA para criar um andarilho robótico bípede capaz de caminhar de forma autônoma, imitando o sistema de transporte que funciona no interior das células. O andarilho de DNA não é exatamente um nanorrobô, mas um sistema de acionamento ou motorização que poderá vir a acionar um nanorrobô. Ele funciona apenas em condições extremamente controladas de laboratório, mas o feito representa um passo importante rumo à criação de motores moleculares sintéticos de maior complexidade. Os cientistas esperam que, um dia, nanorrobôs acionados por esses motores moleculares sintéticos possam ser capazes de ajudar a combater doenças e aplicar medicamentos no interior do corpo humano diretamente nos pontos onde eles são necessários, evitando todos os efeitos colaterais principalmente das quimioterapias atuais.

Em toda a sua complexidade, a vida tem dois componentes que interessam muito aos cientistas que pesquisam a possibilidade de construir robôs microscópicos: o DNA, que contém as instruções para a produção das proteínas, moléculas extremamente complexas, e tipos específicos de proteínas, como a quinesina, que funcionam como motores moleculares, uma parte essencial no sistema de transporte dos compostos químicos necessários à vida.

Na natureza, fitas de DNA, cada uma contendo quatro moléculas – ou bases – “procuram” por outras fitas cujas bases se equivalem para formar a conhecida molécula de DNA, em formato de parafuso. Esse processo natural é chamado pelos cientistas de automontagem, porque a construção da estrutura final não depende da atuação de processos externos.

O que os cientistas das universidades de Nova Iorque e Harvard, ambas nos Estados Unidos, fizeram agora foi usar duas fitas de DNA para funcionarem como o combustível que empurra o robô andarilho sobre um trilho formado por outra fita de DNA. O robô andarilho move-se para a frente porque novos pares de bases são formados a cada passo, um processo que cria a energia necessária para o movimento.

Robôs andarilhos de DNA já demonstrados anteriormente, que também andavam sobre trilhos formados por moléculas de DNA, não funcionavam de forma autônoma, exigindo que mais “combustível” fosse injetado no sistema a cada passo. Mas era difícil sincronizar seus passos e eles rapidamente “descarrilavam”. O motor de DNA agora demonstrado forma ele próprio novos pares de DNA necessários ao seu movimento à medida que caminha. Simultaneamente, as fitas de DNA que atuam como combustível fazem o motor molecular conectar-se à trilha e liberar suas pernas, permitindo o movimento coordenado em passos autônomos e consecutivos. A trilha de DNA, por onde o andarilho molecular caminha, mede 49 nanômetros. A distância de 49 nanômetros está para 1 metro, assim como 1 metro está para o diâmetro da Terra.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Muito dinheiro, planejamento e esforço mental são despendidos para fazer com que, sob “condições extremamente controladas de laboratório”, um sistema de acionamento apenas imite o que a célula faz desde que veio à existência (sim, porque se a quinesina não existisse desde o início – sendo ela um sistema de complexidade irredutível –, a célula não sobreviveria para “contar a história”). E tem gente que não acredita em design inteligente...[MB]

terça-feira, abril 21, 2009

E-mails que nos alegram (4)

"Michelson, nem sei se vc se lembra, eu estava no simpósio universitário de Porto Seguro, Bahia [de 17 a 21 de abril], e tirei foto com você, o Rodrigo [Silva], a Rafaela [Pinho] e a Simone [Azevedo], quando estavam jantando, e fiz algumas perguntas tipo: Como os dias de Gênesis 1 poderiam ser literais e como poderia me tornar como vocês. Uma coisa que quero é me destacar nos estudos e, quando vi vocês dois nas palestras, isso cresceu bastante. Homens como C.S. Lewis e Newton me inspiram muito, mas eles estão tão distantes que às vezes não ajuda tanto, mas ver vocês dois lá foi crucial para a minha vida estudantil e espiritual. Que Deus sempre te de a Sua Graça."

Patrick Pereira

Nota: Obrigado pelo carinho, Patrick, mas não se esqueça de que, como escreveu Ellen White, "o intelecto só é supremo quando santificado por viva conexão com Deus" (Fundamentos da Educação Cristã, p. 450).

Cenas da vida real (e triste)

Domingo, pela festa que fizeram em minha rua, carros buzinando e foguetes pipocando no céu, pude saber que algum time (realmente não sei qual) venceu alguma partida importante. Posso parecer um "ET" ao dizer isso, mas não tô nem aí. Sempre digo que não tenho nada contra futebol (a não ser contra os fanáticos por futebol, aqueles que negligenciam coisas importantes e só têm entusiasmo para falar do "time do coração", e de quase nada mais), mas que esse "pão e circo" moderno (à semelhança das novelas e BBBs) pode alienar, isso pode. Quando viajo de férias com minha família, quase sempre tenho que ouvir as manifestações de extremo otimismo vindas de um parente bem próximo que recusa conhecer a vontade de Deus para este planeta. Segundo esse parente, num futuro próximo, o ser humano acabará com todas as doenças (talvez até conquistará a imortalidade); todas as guerras serão coisa do passado; a fome vai desaparacer; as pessoas serão educadas e saberão votar com consciência; etc., etc., etc.

Não nego que certa dose de otimismo seja necessária, mas a base para esse otimismo faz toda diferença. Confiar no ser humano? Milênios de vida neste planeta rebelde já não nos ensinaram que isso é, no mínimo, temerário? De que adianta equipar de tecnologia avançada um ser cujo coração é naturalmente corrupto? Quando eu era adolescente, na segunda metade dos anos 80, alimentávamos muitas esperanças em relação ao ano 2000. Pois é, ele já passou há quase uma década (meu Deus, como o tempo voa!) e o que temos hoje? Guerras, fome, doenças e - tá bom - medicina avançada, mas para poucos.

A esperança é necessária, mas se estiver alicerçada nas areias movediças deste mundo e seus sistemas rotos, infelizmente, levará a lugar nenhum. É fácil falar de esperança quando nossa consciência e visão da realidade estão ofuscadas pela festa, pelos passatempos, pela diversão do pão e circo de cada dia. É fácil dizer que a humanidade tem solução, quando escrevemos isso em escritórios com ar condicionado, escondidos e protegidos atrás de modernos monitores de LCD. A vida real é diferente disso e muita gente vive nela. Para elas, essa esperança artificial de nada serve. O estômago dói agora. A doença e a miséria oprimem agora. E quantos estão dispostos a levar esperança real para elas?

Hoje recebi e-mail de um amigo que partilhou comigo parte de seu testemunho de vida. Quer conhecer um pouco de vida real? Leia os trechos a seguir:

"Sabemos, Michelson, que o pecado traz somente dor e infelicidade aos seus autores, resultando, finalmente, em morte. Porém, suas consequências costumam ser mais devastadoras sobre pessoas humildes - mental e psicologicamente indefesas. Sei disso porque vivi minha infância em favelas. Tive conhecimento de histórias nas quais uma pessoa civilizada dificilmente acreditaria - e às vezes até as testemunhei. Mas vou contar-lhe uma delas...

"Havia uma senhora que era amiga de minha avó e tentava frequentar a igreja adventista em Ceilândia Sul (DF), em meados dos anos 70. Digo 'tentava' porque o marido a perseguia, espancava-a, rasgava-lhe a Bíblia e o hinário. Esse esposo violento possuía, inclusive, uma ficha corrida de causar orgulho a Satanás: fornicara com a própria mãe, emprenhara a irmã (que ocultou a gravidez como pôde e pariu escondida em uma casinha com fossa séptica, estrangulando o recém-nascido com o cordão umbilical); e o celerado ainda aguardava, ávido, pela entrada da filha única na puberdade. Dos filhos dessa sofrida mulher, o mais velho assimilou os maus tratos e os maus exemplos do pai – tornou-se assaltante e estuprador, e após inúmeros crimes foi parar na cadeia, onde se tornou escravo sexual dos outros detentos; o filho do meio viciou-se em drogas e morreu em um acidente de moto; a filha foi deflorada pelo pai; o filho caçula, ainda de colo, morreu de meningite, em uma época em que o regime militar, como a rede pública de saúde estava despreparada, abafou os rumores da epidemia. Um único filho vingou: tornou-se cidadão trabalhador e integrado à sociedade.

"Um dia, já nos idos dos anos 80, o tal marido passou a frequentar uma dessas seitas neopentecostais liberticidas, ao melhor estilo pagou-pecou. Evangélico, nem assim permitiu que a esposa voltasse à igreja adventista: continuava a bater nela, agora 'em nome de Jesus'. Depois que me mudei para Curitiba, nunca mais soube deles."

Bem, lamentavelmente, esse é um breve retrato da vida real e triste que muita gente vive. E o cerne do problema é apontado claramente no e-mail do meu amigo: o pecado. Podem mudar os sistemas, as épocas, a cultura, mas se o problema real da humanidade não for atacado e resolvido pelo único que pode resolvê-lo, nada mudará de verdade. A solução para o mundo é Jesus. Ele é a verdadeira esperança, pois é capaz de mudar o coração; mudar as pessoas de dentro para fora. Jesus não maquia a realidade - Ele a subverte a nosso favor; melhor, Ele transforma a nossa realidade interna para que sejamos portadores de Esperança. Quando as pessoas vão se dar conta disso? Quando vão abandonar as fábulas para dar ouvidos à Esperança.

Você também já perdeu a esperança neste mundo, nas pessoas, na vida? Deixe-me dizer-lhe que a Esperança existe, pois ela se trata de um Deus vivo. Abra o coração para Ele.

Michelson Borges

segunda-feira, abril 20, 2009

Lesões na vida humana originadas na mídia

Será que a mídia – TV, rádio, jornais, revistas, internet – participa do surgimento de distúrbios comportamentais nas pessoas? Gravidez indesejada, sexualidade precoce, doenças sexualmente transmitidas, dependências químicas, depressão, transtornos de ansiedade, violência, podem ser, entre outros fatores, facilitados pela mídia? Estudos revelam que jovens que assistem muitos programas de TV carregados de cenas de sexo apresentam duas vezes mais chances de relacionamentos que terminam em gravidez do que os que não os assistem. A exposição precoce ao sexo na mídia facilita a gravidez indesejada e faz com que o início da vida sexual seja muito antecipado. Ter órgãos sexuais prontos para a relação sexual não é o mesmo que ter a mente pronta para isso e para as consequências disso. Os jovens adolescentes não estão prontos emocionalmente para sexo.

A sociedade se tornou pornográfica. Muito, infelizmente. Pornografia destrói um monte de coisas, desde a mente do praticante dela, até famílias. Programas humorísticos na TV, que antes eram “familiares” porque apresentavam algum humor “inocente”, hoje são carregados quase que totalmente de sensualidade e exposição sexual. Uma deseducação liberada e depravada. A censura do que destrói preserva a liberdade e a sanidade.

Jovens pré-adolescentes e adolescentes de ambos os sexos, estão sendo afetados negativamente apresentando estresse, ansiedade exagerada e tristeza importante por causa da sexualização prematura e também pelo estilo de vida materialista. São jovens que se sentem forçados a crescer precocemente tanto para “produzirem sexo” quanto dinheiro no mercado de trabalho. Tudo o que é precoce tem um preço. Seja no reino vegetal ou animal. Cada coisa tem seu tempo apropriado, mas se você força para estar pronto antes do timing, alterações negativas ocorrem na saúde.

Seria melhor para as crianças viverem livres em meio à natureza até os 6 ou 7 anos de idade, educadas pelos pais em casa ao invés de serem confinadas em creches. Os pais que entendem com o coração e a razão iluminada pela verdade do sentido não materialista da vida, podem decidir ganhar menos dinheiro e proteger seus filhos cuidando deles em casa com uma educação equilibrada.

Quanto menos exposição à má mídia, melhor para as crianças e todos. Preserva a mente de artificialidades que a destroem. Uma equipe de cientistas psicólogos liderada por Bjarne Holmes e Kimberly Johnson de uma universidade de Edimburgo, analisou 40 comédias românticas mais assistidas entre 1995 e 2005 em filmes e lidas em revistas e chegaram à conclusão de que elas oferecem uma falsa ideia de “amor perfeito” ou “alma gêmea” que poderia ser encontrada na vida.

As pessoas viciadas em novelas românticas perdem a capacidade de ter saudável comunicação com seus companheiros porque pendem para um mundo ilusório. Esses cientistas sugerem que a mídia fornece uma forte influência negativa na mente das pessoas através desses romances porque as mensagens passadas são as de que é possível encontrar pessoas perfeitas, sexo perfeito, “alguém” perfeito para você a ponto de não ser preciso conversar sobre os problemas, resolver as diferenças, lutar pela felicidade através da compreensão melhor de si e do outro.

Também a equipe de psicólogos verificou que apesar de a maioria das pessoas entender que não é realista encontrar um relacionamento perfeito, as imagens e conceitos da mídia exploradora e divulgadora de romances “perfeitos” exercem forte poder mental nas pessoas e isso de uma forma um tanto inconsciente. Esses romances não mostram a realidade de que um bom relacionamento leva anos para ser construído e exige de cada pessoa um trabalho individual de autocrescimento emocional.

As lesões na vida humana originadas na mídia são inevitáveis no que diz respeito à mídia comercial cujo interesse máximo é a produção de dinheiro, custe o que custar. Mas tem jeito se você resistir, selecionar o que é saudável e optar por ler, assistir, pensar e meditar no que produz bons pensamentos, emoções equilibradas e ações construtivas. A esperança é que temos a capacidade de escolha.

(Cesar Vasconcellos de Souza, Portal Natural)

Câmara aprova permissão para falta a aula no sábado

A Comissão de CCJ aprovou [no dia 16], em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 2171/03, do deputado Rubens Otoni - PT/GO [foto], que garante a aplicação de provas e a atribuição de frequência a alunos impossibilitados de comparecer à escola por motivos de liberdade de consciência e de crença religiosa. A proposta segue para o Senado. Otoni explicou que o estudante poderá pedir para realizar a prova em um dia que não coincida com o período de guarda religiosa. A escola deverá oferecer um horário no mesmo turno em que o aluno estiver matriculado. O objetivo da proposta é regulamentar a situação dos protestantes, dos adventistas do sétimo dia, dos batistas do sétimo dia, dos judeus e de todos os seguidores de outras religiões que guardam o período compreendido desde o pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado em adoração divina. O relator, deputado João Paulo Cunha - PT/SP, apresentou emendas de redação que não mudaram o teor da proposta.

(Leia aqui a íntegra da proposta)

Nota: É bom destacar que o Projeto de Lei foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda seguirá o trâmite até a possível aprovação. Se aprovado, resta saber como ficará a contradição em relação à data da prova do Enem deste ano. Sem dúvida, esse é o tipo de assunto [liberdade religiosa] que merece nosso apoio e orações.[MB]

domingo, abril 19, 2009

Quarteto Arautos do Rei ganha Troféu Talento


Qual a importância de ganhar o Troféu Talento? A Novo Tempo acredita que é mais uma forma de falar do Amor de Deus. Como João clamou no deserto anunciando a vinda de Jesus, o desafio do quarteto é cantar, há mais de 40 anos, que Jesus breve virá e, através da música, manter esta esperança viva. Acreditamos que a vinda de Jesus está muito próxima. Deus, com certeza, usará todas as formas para falar às pessoas em nossos dias. Ao receber a premiação, os representantes do Quarteto Arautos do Rei, Elson e Társis, puderam deixar uma mensagem aos presentes no evento realizado na noite do dia 16 de abril, no Credicard Hall, em São Paulo:

"Há mais de 60 anos A Voz da Profecia, o primeiro programa evangélico de rádio no Brasil, anuncia que breve Jesus voltará", disse Elson Gollub, diretor da gravadora e barítono do quarteto. "Que essa chama de esperança continue viva e que possamos ser usados para anunciá-la a todos, sem preconceitos."

A gravadora Novo Tempo agradece aos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia e a todas as pessoas que mantêm o ministério de A Voz da Profecia e o Quarteto Arautos do Rei.

Nota: Desde que me tornei adventista, no começo dos anos 90, sou grande admirador desse quarteto cujas músicas têm levado esperança a incontáveis pessoas ao redor do mundo. Deus seja louvado com mais essa conquista! Aproveite e conheça o blog do Pr. Milton Andrade, baixo dos Arautos.[MB]

Gato vegetariano

Dante se recusa a comer carne e até ração para felino. O gato só tem olhos para frutas e vegetais orgânicos. Dante, de 2 anos, é tão insistente em ter suas cinco refeições diárias e naturebas que, se ele está se sentindo com fome, ataca sem cerimônia a cesta de frutas na casa onde vive, em Norwich (Inglaterra). Os alimentos favoritos de Dante são: melão, banana, brócolis, aspargo, ruibarbo (nem sabia que existia!), cenoura, beringela, batata crua e brotos. Especialistas disseram que o apetite de Dante é raríssimo. Becky Page, dona de Dante, disse que tentou tratar o animal como qualquer outro felino, mas não deu certo: “Tentei alimentá-lo com carne, peixe (incluindo suculentos atuns) e todas as coisas de que os gatos costumam gostar, mas ele torcia o nariz para tudo aquilo.”

(Page Not Found)

Nota: De vez em quando, alguns animais surpreendem com uma dieta diferente da que seria esperada para sua espécie (veja aqui outro exemplo). O apetite de Dante pode ser “raríssimo”, mas existe e ele consegue viver bem assim (tanto quanto se saiba). Seriam resquícios do Éden?[MB]

quinta-feira, abril 16, 2009

A Cabana

A Cabana tem ocupado o primeiro lugar na lista de bestsellers do New York Times, sendo uma narrativa de ficção, que ocupou durante nove meses o número sete em preferência no Amazon e o número seis no Barnes & Noble. Até o mês de janeiro deste ano, cinco milhões de cópias haviam sido vendidas. O livro está sendo traduzido em 30 línguas e um filme está sendo produzido. [N.T.: O povo evangélico emergente adora qualquer coisa que possa diluir o Evangelho verdadeiro, para continuar sentindo-se à vontade com os seus pecados de estimação.] Embora o autor do livro, William Paul Young, não seja membro de igreja alguma e até evite ser chamado cristão, e embora suas doutrinas sobre Deus sejam grosseiramente heréticas, a novela está sendo apresentada como se tratando de um livro de auxílio cristão. A Cabana tem sido endossado pelo Club 700 de Pat Robertson, pelo artista da CCM, Michael W. Smith, por Eugene Peterson (professor do Regente College e autor da Bíblia “The Message”), Mark Baterson (pastor sênior da National Community Church, Washington, D.C.), Wayne Jacbson, autor da obra So, You Don’t Want to Go to Church Anymore), Gayle Erwin, da Calvary Chapel, James Ryle, do movimento Vineyard Churches, Greg Albrecht, editor da revista Plain Truth, dentre muitos outros.

Young foi um dos preletores na Convenção dos Pastores Nacionais, em San Diego (CA), patrocinada pela Zondervan e pela InterVarsity Fellowship. Os 1.500 que frequentaram a Convenção eram pastores e obreiros cristãos. Outros preletores foram Bill Hybels, Leighton Ford, Brian McLaren e Rod Bell . [N.T.: Todos eles são líderes na igreja emergente.] Young teve sua própria vez na Conferência e foi entrevistado em uma das sessões gerais por Andy Crouch, editor sênior da Christianity Today [N.T.: Uma revista totalmente posicionada em favor da igreja emergente.]

Dizem que 57% dos que assistiram à Conferência haviam lido A Cabana e Young foi ali entusiasticamente recebido. Crouch tratou Young como um companheiro crente e não deu o menor sinal de que houvesse no livro algum problema prejudicial de teologia pela maneira como Deus é retratado no livro. Quando Young disse: “Não me sinto responsável pelo fato de que ele (o livro A Cabana) esteja indo contra os paradigmas das pessoas”, ou de como as pessoas pensem a respeito de Deus, a multidão respondeu com palmas, aprovação e risos. A igreja emergente adora contradizer as doutrinas bíblicas tradicionais, sem sentir o menor temor de Deus, quando faz isso.

Young nasceu em Alberta, em 1955, mas passou os primeiros dez anos de sua vida em Papua-Nova Guiné, com seus pais missionários, os quais estavam ministrando ao remanescente do grupo tribal chamado Dani. Ele se graduou no Warner Pacific College, o qual é filiado à Igreja de Deus (Anderson, Indiana), com um diploma em religião. Em A Cabana, Young apresenta o tradicional Cristianismo Bíblico como sendo hipócrita e injurioso. O personagem principal do livro cresce sob “rígidas regras” e seu pai, que ocupava o ofício de ancião na igreja, era um “bêbado às ocultas” e tratava a família com crueldade, quando estava bêbado (p. 7). A hipocrisia é muito prejudicial à causa de Cristo, mas a hipocrisia da parte dos cristãos não desmerece a Bíblia.

O Deus de Young é o deus da igreja emergente. Ele é frio; gosta de rock, não julga pessoa alguma; não se ira contra o pecado, nem envia os incrédulos para o fogo eterno [sic] do inferno; não exige arrependimento, nem o novo nascimento; não impõe obrigação alguma sobre as pessoas; não gosta das igrejas bíblicas tradicionais, nem aceita a Bíblia como a infalível Palavra de Deus e nem mesmo se incomoda que os primeiros capítulos de Gênesis sejam vistos como um “mito”.

(Livros Só Mudam Pessoas)

Mão cósmica gigante

Novas fotografias liberadas pela Nasa mostram uma “mão cósmica”, muito parecida com uma mão humana, enorme, procurando tocar o espaço como se estivesse tentando alcança-lo. A imagem foi capturada pelo telescópio da Nasa localizado no observatório de Chandra, e mostra uma nebulosa de 150 anos-luz de comprimento, ou seja, 142.000.000.000.000.000 km, ou seja, a maior mão do universo. Os dedos fantasmagóricos e azuis são, de acordo com a agência, causados por um “pulsar”, uma estrela muito rápida, que libera energia e matéria pelo espaço, causando formações como essa mão. O nome dessa pulsar em particular é PSR B1509-58.

(Hypescience)

"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos" (Salmo 19:1).

Leia também: "Astrônomos encontram nebulosa em forma de DNA"

Bilionários chineses criam réplica da Arca de Noé


Os irmãos Kwok, bilionários excêntricos de Hong Kong, resolveram dedicar parte da fortuna a um projeto gigantesco e curioso na cidade chinesa: a construção da primeira arca que é uma réplica em tamanho natural daquela bíblica de Noé. Os Kwok dizem ter feito a embarcação seguindo todas as especificações descritas na Bíblia. Mas o propóstio não é bíblico: trata-se de um parque temático com um hotel de luxo no ponto mais alto. A atração foi criada em meio ao rebuliço provocado pela crise econômica mundial. A ideia da arca vem bem a calhar, segundo a teoria dos chineses: "A tsunami financeira vai acabar", disse says Spencer Lu, diretor do projeto da nova "Arca de Noé". Com a arca, pretendem salvar alguns pares de milhões de dólares.

O projeto saiu finalmente do papel após 17 anos. Apesar da excentricidade, os Kwok alertam: que nenhum hóspede apareça com um casal de girafas ou de elefantes. O local já tem 67 pares de animais - todos em tamanho natural e fibra de vidro.

O sonho de reconstruir a arca de Noé vem sendo exercitado nas últimas décadas, mas nada que se compare ao detalhismo explorado no projeto dos Kwok.

(Page Not Found)

Acupuntura não é milenar, nem chinesa

Todos sabem o que é acupuntura, o tratamento ficou muito popular no país de alguns anos para cá. É uma técnica oriental na qual agulhas finíssimas são enfiadas em certas partes do corpo para relaxamento muscular e para o alívio de dores. De acordo com a “teoria” chinesa, esses pontos determinados seriam os canais por onde o Qi, a energia vital, flui. Apesar de maiores estudos, nunca foi provado com solidez que a acupuntura tem um efeito maior do que um tratamento placebo qualquer.

De qualquer forma, seus praticantes reverenciam o tratamento como parte da cultura milenar chinesa. No entanto, um artigo recente do sinólogo Paul Unshuld diz que o método poderia ter sido inventado pelo filósofo grego Hipócrates – posteriormente, a acupuntura teria se espalhado na China.

Nenhum texto médico chinês escrito antes do nascimento de Cristo menciona a técnica e, na verdade, sabe-se que a tecnologia que torna possível a criação das finíssimas agulhas usadas só foi criada há quatrocentos anos.

Nem mesmo o Qi é mencionado nos escritos mais antigos sobre a acupuntura. Wilhelm de Rhijn, no século 17, escreveu o primeiro tratado ocidental sobre o assunto, e não mencionou pontos estratégicos de Qi – de acordo com ele, as agulhas eram colocadas em lugares próximos aos pontos doloridos.

Outra coisa: Qi era o nome que os chineses davam ao vapor que sai da comida quente. Nada de uma mística energia vital.

Ao que tudo indica, a acupuntura que é hoje praticada não é uma técnica milenar chinesa. Não é nem ao menos milenar – que dirá chinesa.

(Hypescience)

Leia também: "Acupuntura tem efeito placebo" e "O que a Igreja Adventista pensa sobre acupuntura?"

Males da geração tecnológica

Deu no site Opinião e Notícia: "Pesquisadores dizem que sites como Twitter e Facebook causam indiferença perante o sofrimento humano. O estudo, intitulado "O Twitter pode fazer com que você seja amoral? Mídias rápidas podem fazer confusão nos seus limites morais", afirma que a rapidez extrema da interação na internet tem efeitos nocivos sobre a compaixão, uma vez que o cérebro leva de seis a oito segundos para "dar a partida" às emoções. A revista de tecnologia Wired diz que o resultado do estudo levanta a possibilidade de se estar formando uma geração de sociopatas."

 

Marcos Guterman, em seu blog no Estadão, denuncia: "O 'sexting' (junção de sex e texting) é uma diversão criada por adolescentes americanos, que enviam fotos de si mesmos, nus ou seminus, pelo celular. Tornou-se algo próximo de uma epidemia – pesquisa indica que 20% deles já fizeram isso alguma vez – e vários Estados começam a estudar uma legislação específica. Por enquanto, os adolescentes podem ser processados sob acusação de crime sexual e pornografia. Mas isso pode mudar – afinal, o envio das fotos é consentido."


quarta-feira, abril 15, 2009

O cérebro distingue Deus de Papai Noel

À exceção de algumas “seitas” mais fanáticas, nem os católicos negam as evidências da Ciência, distinguindo perfeitamente entre a linguagem metafórica e poética do Antigo Testamento e a realidade, nem os cientistas têm a pretensão de provar ou negar a existência de Deus, como se as suas ressonâncias magnéticas e os seus aparelhos tivessem a capacidade de captar e reduzir a uma “chapa” a complexidade do ser humano, do Universo e de para aí além. Mas a verdade é que a fé não consegue deixar de fascinar os investigadores, ou não movessem montanhas. Agora foi a revista New Scientist a publicar um estudo, citado pela Lusa, em que cientistas dinamarqueses concluíram que a oração ativa uma área do cérebro onde se processa o conhecimento social, ou seja, que rezar é como falar com um amigo.

O cérebro de 20 católicos praticantes foi “fotografado” no decorrer de três tarefas: enquanto recitavam o Pai Nosso, enquanto recitavam um poema, e uma terceira em que improvisavam orações pessoais, antes de fazerem pedidos ao Papai Noel.

Curiosamente, o Pai Nosso e o poema ativaram a mesma área cerebral, mais propriamente a que está ligada à enumeração e repetição. Contudo, a oração improvisada pôs em funcionamento os circuitos utilizados quando se comunica com outra pessoa, e que nos concedem a capacidade de lhes imputar motivações e intenções.

Mas a complexidade não fica por aqui: é que a reação foi também diferente quando rezavam [oravam] e quando se dirigiam ao Papai Noel: quando Deus era o interlocutor iluminavam o córtex pré-frontal (o que se acende quando comunicamos com pessoas reais), que se mantinha apagado no caso do Papai Noel, revelando assim considerá-lo uma figura fictícia, equiparada a um objeto ou a um jogo de computador.

A explicação é que “o cérebro não ativa essas áreas por não esperar reciprocidade, nem considerar necessário pensar nas intenções do computador”.

(Destak)

Antony Flew e Deus

A descoberta de provas da existência de Deus reconforta o fiel inquieto com a questão. Porém, não imaginava que um dos mais importantes e atuantes filósofos ateus do século XX pudesse, no fim das contas, colaborar com os crentes de forma tão impressionante.

Em Um Ateu Garante: Deus Existe, Antony Flew revela que há três fenômenos essenciais que fundamentam a convicção na existência de Deus. Primeiro, as leis da natureza; segundo, a vida com sua organização teleológica; terceiro, a existência do universo. São fenômenos que só podem ser explicados à luz de uma Inteligência que explica tanto sua própria existência, como a existência do mundo, conclui Flew.

Flew não se concentra na explicação científica do modus operandi desses fenômenos, tarefa a cargo dos biólogos, físicos e astrônomos. A pergunta de Flew é de ordem filosófica: como é possível ter surgido a vida, as leis da natureza e o universo com suas perfeitas leis e simetrias? Essa é uma questão cuja solução não reside nas descobertas da biologia ou da cosmologia, embora alguns cientistas se esforcem para tanto. Estas ciências podem nos explicar o funcionamento (modus operandi) dos fenômenos, mas jamais podem explicar como eles vieram a ser. E esta é a questão relevante para que possamos tomar uma posição em relação a existência ou não de Deus. Com efeito, foi este caminho que levou Flew a se convencer que Deus existe, abandonando forçosamente o seu cinqüentenário ateísmo.

A conclusão de Flew, todavia, não implicou a sua aceitação de alguma religião, sem mesmo, a priori, concluiu que Cristo seria Deus encarnado. No entanto, não deixa de exaltar o cristianismo.

“Na verdade, eu acho que o cristianismo é a religião que mais claramente merece ser honrada e respeitada, quer seja verdade ou não sua afirmação de que é uma revelação divina. Não há nada como a combinação da figura carismática de Jesus com o intelectual de primeira classe que foi São Paulo. Praticamente todo o argumento sobre o conteúdo da religião foi produzido por São Paulo, que tinha um raciocínio filosófico brilhante e era capaz de falar e escrever em todas as línguas relevantes” (p. 169).

Ao concluir que Deus existe, Flew encerrou sua jornada na justificação filosófica da existência de um ser onipotente que criou a vida e o universo. Nada além disso. Porém, no fim do livro há um sensacional apêndice (apêndice B) em que o filósofo apresenta uma entrevista que fez com o bispo N. T. Wright sobre o tema. O bispo apresenta uma justificativa tão consistente de que Jesus Cristo foi a mais desconcertante “revelação histórica” do próprio Deus que as últimas palavras de Flew na obra fornecem um sinal interessante.

“Estou muito impressionado com a abordagem do bispo Wright, que é absolutamente nova. Ele apresenta o argumento do cristianismo como algo novo, e isso é de enorme importância, principalmente para o Reino Unido, onde a religião cristã praticamente desapareceu. É uma explicação absolutamente maravilhosa, absolutamente radical e muito poderosa.” (p. 191)

Flew afirma que tudo é possível à onipotência, mas não sei as mais recentes posições do autor sobre o tema da revelação divina, todavia, após a entrevista com Wright, me pergunto francamente como ele pode ainda não aceitar que Deus um dia esteve aqui, em pessoa, e depois tenha ressuscitado. Bem, acho que em breve ele se dará conta.

(Blog Austríaco)