segunda-feira, agosto 31, 2009

“Eu creio que Deus criou todas as coisas”

A revista Veja desta semana traz nas páginas amarelas entrevista com a senadora e possível candidata à presidência da República Marina Silva (ex-PT, agora PV). Leia alguns trechos aqui:

A senhora será candidata a presidente pelo Partido Verde?

Ainda não é hora de assumir candidatura. Há uma grande possibilidade de que isso aconteça, mas só anunciarei minha decisão em 2010.

No seu novo partido, o PV, há uma corrente que defende a descriminalização da maconha. Como a senhora se posiciona a respeito desse assunto?

Não sou favorável. Existem muitos argumentos em favor da descriminalização. Eles são defendidos por pessoas sérias e devem ser respeitados. Mas questões como essa não podem ser decididas pelo Executivo, e sim pelo Legislativo, que representa a sociedade. A minha posição não será um problema, porque o PV pretende aprovar na próxima convenção uma cláusula de consciência, para que haja divergências de opinião dentro do partido.

Aos 16 anos, a senhora deixou o seringal e foi para a cidade, a fim de se tornar freira. Como uma católica tão fervorosa trocou a Igreja pela Assembleia de Deus?

Fui católica praticante por 37 anos, um aspecto fundamental para a construção do meu senso de ética. Meu ingresso na Assembleia de Deus foi fruto de uma experiência de fé, que não se deu pela força ou pela violência, mas pelo toque do Espírito. Para quem não tem fé, não há como compreender. Esse meu processo interior aconteceu em 1997, quando já fazia um ano e oito meses que eu não me levantava da cama, com diagnóstico de contaminação por metais pesados. Hoje, estou bem.

A senhora é mesmo partidária do criacionismo, a visão religiosa segundo a qual Deus criou o mundo tal como ele é hoje, em oposição ao evolucionismo?

Eu creio que Deus criou todas as coisas como elas são, mas isso não significa que descreia da ciência. Não é necessário contrapor a ciência à religião. Há médicos, pesquisadores e cientistas que, apesar de todo o conhecimento científico, creem em Deus.

O criacionismo deveria ser ensinado nas escolas?

Uma vez, fiz uma palestra em uma escola adventista e me perguntaram sobre essa questão. Respondi que, desde que ensinem também o evolucionismo, não vejo problema, porque os jovens têm a oportunidade de fazer suas escolhas. Ou seja, não me oponho. Mas jamais defendi a ideia de que o criacionismo seja matéria obrigatória nas escolas, nem pretendo defender isso. Sou professora e uma pessoa que tem fé. Como 90% dos brasileiros, acredito que Deus criou o mundo. Só isso.

A senhora é contra todo tipo de aborto, mesmo os previstos em lei, como em casos de estupro?

Não julgo quem o faz. Quando uma mulher recorre ao aborto, está em um momento de dor, sofrimento e desamparo. Mas eu, pessoalmente, não defendo o aborto, defendo a vida. É uma questão de fé. Tenho a clareza, porém, de que o estado deve cumprir as leis que existem. Acho apenas que qualquer mudança nessa legislação, por envolver questões éticas e morais, deveria ser objeto de um plebiscito.

Seu histórico médico inclui doenças muito sérias, como cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose. A senhora acredita que tem condições físicas de enfrentar uma campanha presidencial?

Ainda não sou candidata, mas, se for, encontrarei forças no mesmo lugar onde busquei nas quatro vezes em que cheguei a ser desenganada pelos médicos: na fé e na ciência.

Nota: Apesar do aparente recuo da posição mais claramente criacionista de Marina Silva (leia aqui), ainda a considero uma mulher honesta, com um bonito histórico de coerência política. Virtudes de que nosso país tanto carece.[MB]

Leia mais sobre a senadora Marina aqui.

O evangelho segundo Saramago

Há Ateus e ateus. Há Socialistas e socialistas. As maiúsculas são propositais: discernem os que merecem admiração dos que não ultrapassam o lastimável. Na primeira categoria, temos Graciliano Ramos. Na segunda, José Saramago. O socialista/comunista e ateu José Saramago lança em outubro um livro justificando o fratricida Caim (leia sobre isso aqui). Acredito que o socialista e ateu Graciliano Ramos poderia ter escrito uma obra por compaixão a Abel. Vejamos o porquê.

Brasil e Portugal já produziram romancistas, ensaístas, dramaturgos, cronistas e poetas de estatura, que nada deveram a seus pares de outras línguas: Machado, Eça, Sá Carneiro, Pessoa, Drummond, Almada Negreiros, Bandeira, Cecília Meirelles, João Cabral, o próprio Graciliano – a lista é imensa.

Coube, entretanto, a Saramago o reconhecimento máximo ao nosso idioma por meio de um Nobel. Não cabe aqui discutir-lhe os méritos. Há quem aprecie sua pontuação bissexta, seu estilo professoral, que enfastia o leitor menos ovino. Contudo, sejamos indulgentes com o pouco que se salva: O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) é uma obra impressionante. Memorial do Convento (1982) também merece ovações (ok, ok... dou a mão à palmatória aos que dizem que o primeiro é impressionantemente maçante e o segundo mereça ovadas).

Mas veio 1998 e com ele o Nobel. E foi-se o que havia de memorável em Saramago. Alçado à condição de celebridade laureada, danou a garatujar libelos ideológicos e iconoclásticos, invariavelmente imaturos, juvenis.

Voltaire, lendo o celerado Rousseau, dizia-se tentado a andar de quatro. Quando leio a resenha de qualquer dos livros de Saramago, vem-me de imediato à mente uma fala de Micael Cássio, tenente do mouro Otelo: “To be now a sensible man, by and by a fool, and presently a beast!” (em tradução livre: “Era um homem sensato, que aos poucos foi-se tornando um idiota; e agora é uma besta”).

Sinal dos tempos e da decadência mental e cultural do Ocidente: espinafrar o Cristianismo ainda é o melhor atalho para a publicidade gratuita e o aplauso fácil. Interessante notar que Pasolini (aquele!) foi rigorosamente respeitoso para com Jesus Cristo em seu O Evangelho Segundo Mateus, assim como Mel Gibson em “A Paixão de Cristo”. O mesmo não se pode dizer de Martin Scorcese em “A Última Tentação de Cristo”. Compreende-se: a patota de Saramago, essa nata que se pretende bem-pensante, não admite que se mostre Jesus reduzido por sessões de tortura a um moribundo irreconhecível, mas vai ao delírio quando Ele é retratado tendo fantasias sexuais com Maria Madalena. Voltemos ao escritor português.

Em novembro de 2008, durante a comemoração do cinquentenário do caderno “Ilustrada” da Folha de S. Paulo, José foi sabatinado pelo jornal perante um auditório com cerca de 300 pessoas. Sempre à vontade diante da deslumbrada claque, soltou o verbo:

“A história da humanidade é um desastre contínuo. (...) Esta raiva que no fundo há em mim, uma espécie de raiva às vezes incontida, é porque nós não merecemos a vida. Não a merecemos. (...) O que importa é que o mundo estava errado, e eu queria fazer coisas para modificá-lo. O espaço ideológico e político em que se esperava encontrar alguma coisa que confirmasse essa ideia era, é claro, a esquerda comunista. Para aí fui e aí estou. Sou aquilo que se pode chamar de comunista hormonal. O que isso quer dizer? Assim como tenho no corpo um hormônio que me faz crescer a barba, há outro que me obriga a ser comunista.” (No fim da entrevista, uma saramaguete mais espevitada berrou do fundo da plateia: “Em nome de todos os brasileiros, obrigada por existir!”)

Não se pode acusar Saramago de incoerência. Ao reconhecer que o Homem não merecia a vida, desposou ele uma ideologia que levou o ódio à Humanidade ao Estado da Arte: em números subestimados, ao menos 150.000.000 de almas foram ceifadas. Precavido, Saramago esconde-se atrás de um subterfúgio curioso, o tal “marxismo hormonal”. Quão conveniente! Em Nuremberg, os nazistas (que foram bem menos prolíficos que os socialistas em produzir cadáveres) alegaram estar cumprindo ordens. Ao sapatear sobre uma cordilheira de defuntos, José de Sousa Saramago sempre poderá dizer: “Eu estava apenas cumprindo meu código genético.”

O que o comunista tardio Graciliano Ramos tem a ver com a história? Em 10/12/2009, por ocasião dos 70 anos da publicação de Vidas Secas, o sempre correto jornalista Reinaldo Azevedo escreveu para Veja um artigo sobre o escritor alagoano (confira aqui). Algumas partes do texto:

Vidas Secas? É bastante conhecida uma das mais devastadoras passagens da literatura brasileira: as páginas em que Graciliano narra a agonia e morte da cadela Baleia. Fabiano, que vaga com a família pelo sertão, tangido pela seca, decide matá-la com um tiro para aliviar-lhe o sofrimento. Segue um trecho:

“‘A carga alcançou os quartos traseiros e inutilizou uma perna de Baleia (...) E, perdendo muito sangue, andou como gente, em dois pés, arrastando com dificuldade a parte posterior do corpo (...). Uma sede horrível queimava-lhe a garganta. Procurou ver as pernas e não as distinguiu: um nevoeiro impedia-lhe a visão. Pôs-se a latir e desejou morder Fabiano. (...) Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora, cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. (...) A tremura subia, deixava a barriga e chegava ao peito de Baleia. (...) A pedra estava fria. Certamente sinhá Vitória tinha deixado o fogo apagar-se muito cedo. Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás (...) gordos, enormes.’”

Prossegue Azevedo:

“Baleia é mais comoventemente miserável quando se arrasta sobre dois pés, quando ‘anda como gente’. Ele não deprecia o homem, comparando-o ao cão; antes, hominiza o cão porque vê com compaixão a nossa condição – e essa compaixão inclemente pelo humano é marca da sua obra. Há dias, em passagem pelo Brasil, José Saramago declarou padecer de ‘marxismo hormonal’. Segundo o escritor português, não merecemos a vida. Ele nos negaria um pedaço de osso. ‘Preás gordos, enormes’, então, nem pensar.”

E conclui:

“‘Todo homem mata aquilo que ama’, escreveu na cadeia o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900). Por isso nos arrastamos, como Baleia, vida afora, em busca de perdão. Somos uns cães. Mas, ainda assim, dignos de amor. E cerraremos os olhos contando acordar felizes, num mundo ‘cheio de preás gordos, enormes’.”

(Marco Antonio Dourado, analista de TI, Curitiba, PR)

Leia também: "A fixação bíblica de José Saramago"

Direito à liberdade religiosa

“A restrita bibliografia sobre liberdade religiosa no Brasil não faz jus à importância dessa grande temática, hiato que esta obra vem suprir, demonstrando o quanto é oportuna, especialmente por reunir grupo tão significativo de juristas, magistrados e acadêmicos com sólidos conhecimentos jurídicos, que realizam com competência uma análise acurada das disposições constitucionais e legais que a matéria vem suscitando no Brasil e em vários países do mundo. (...) A primorosa organização dos textos empreendida por Valerio de Oliveira Mazzuoli e Aldir Guedes Soriano permite ao leitor construir um mosaico histórico da liberdade religiosa, através dos artigos de 14 especialistas e do prefácio do ministro Maurício Corrêa, que faz referências concretas a manifestações do Supremo Tribunal Federal sobre o assunto. A obra também faz uma abordagem conceitual detalhada da evolução do Direito de escolha e da prática religiosa desde os tempos bíblicos ao primeiro século do novo milênio” (Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da OAB-SP).

“Ao reunir artigos de tão excelentes especialistas no campo da liberdade religiosa, os coordenadores Valerio de Oliveira Mazzuoli e Aldir Guedes Soriano prestam significativa contribuição na promoção e na proteção dessa liberdade fundamental que é a liberdade religiosa. Que este livro possa ser lido por todos aqueles que acreditam em um mundo justo e acolhedor” (John Graz, secretário da General International Religious Liberty Association - IRLA).

A palestra e lançamento do livro Direito à Liberdade Religiosa: Desafios e perspectivas para o século XXI será apresentada no dia 21 de setembro, no Salão Nobre da OAB-SP, Praça da Sé, 385 – 1° andar.

A inscrição para a palestra pode ser feita online, aqui.

Para adquirir o livro, acesse o site www.editoraforum.com.br/loja

domingo, agosto 30, 2009

Acordo entre Brasil e Vaticano passa na Câmara

Sob protestos do PSOL e do PPS, o plenário da Câmara aprovou na noite [de] quarta-feira (26) a ratificação de acordo entre o Brasil e o Vaticano, que prevê a instituição do ensino religioso em escolas públicas, isenções fiscais e imunidade das instituições religiosas perante as leis trabalhistas. Assinado no final do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Papa Bento XVI, o acordo prevê também a manutenção, com recursos do Estado, de bens culturais da igreja católica, como prédios, acervos e bibliotecas. Criticado por amplos setores da sociedade, como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o texto acabou aprovado em votação simbólica após a costura de uma negociação com a bancada evangélica, muito forte no Congresso, para estender os privilégios às demais religiões. O acordo seguirá agora para apreciação do Senado.

(Portal ORM)

Segundo matéria publicada na Folha Online, evangélicos argumentaram que a palavra "católico" não trata as religiões igualmente. O Ministério da Educação também criticou o ponto, porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, ao falar sobre ensino religioso, não cita nenhuma fé específica e também veda a promoção de uma religião. Reportagem da Folha, publicada na edição do último dia 27, afirma que os deputados discutiram sobre a possibilidade de fazer uma ressalva, retirando a palavra do texto. Ao final, fechou-se um acordo para aprovar o texto na íntegra. No entendimento do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), a ressalva só seria possível se validada pelo Vaticano.

Leia também: "Análise do tratado Brasil-Vaticano"

Saramago "redime" Caim em novo romance

O escritor português José Saramago volta a atacar a religião em Caim, seu novo romance, que será publicado em outubro e no qual "redime" o protagonista do assassinato de Abel e aponta Deus "como o autor intelectual do crime, ao desprezar o sacrifício que Caim Lhe havia oferecido". O romance será levado à Feria do Livro de Frankfurt, que ocorre de 14 a 18 de outubro e no fim do mesmo mês chegará às livrarias de Portugal, América Latina e Espanha. [Nem mesmo o Nobel de literatura Saramago consegue fugir do rentável filão dos livros que tentam detonar a Bíblia. É outro ateu profundamente interessado em Deus...]

Saramago vai falar pela primeira vez de seu novo livro no lançamento mundial, em Lisboa. Mas o escritor, que passa o verão em sua casa na ilha espanhola de Lanzarote e prepara as malas para voltar a Lisboa, falou à Efe por e-mail que o que pretende dizer com Caim é que "Deus não é de se fiar. Que diabo de Deus é esse que, para enaltecer Abel, despreza Caim?" [Saramago critica o que não conhece. Despreza o que ignora e não se dá ao trabalho de estudar a teologia por trás das histórias bíblicas. Qualquer leitor mais atento da Palavra de Deus sabe que os sacrifícios de cordeiros representavam o grande sacrifício que Jesus, o Cordeiro de Deus (cf. João 1:29), faria na cruz pela humanidade. Quando Caim ofereceu frutas em sacrifício, no lugar do cordeiro, estava, na verdade, desprezando a provisão dada por Deus para perdão dos pecados: o sangue do inocente cordeiro/Jesus pela culpa do arrependido. A atitude de Caim ilustra bem a tentativa de salvação/justificação pelas obras humanas.]

Quase 20 anos depois de seu discutido livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo, que foi vetado pelo governo português para competir pelo Prêmio Europeu de Literatura, o Nobel português faz uma irreverente, irônica e mordaz leitura por diversas passagens da Bíblia, mas não teme que voltem a crucificá-lo.

"Alguns talvez o façam" - afirma Saramago - "mas o espetáculo será menos interessante. O Deus dos cristãos não é esse Jeová. E mais, os católicos não leem o Antigo Testamento. Se os judeus reagirem não me surpreenderei. Já estou habituado." [Se o Deus dos cristãos não é Jeová, Jesus foi um mentiroso, pois Se referiu inúmeras vezes a esse Deus como Seu Pai e o Criador de todas as coisas. Diversas vezes Jesus disse que os judeus de Seu tempo aqui na Terra estavam errando por não conhecerem as Escrituras, e essas Escrituras às quais Ele Se referia eram o Antigo Testamento que justamente apresenta Jeová como o Deus dos judeus e dos cristãos. O Novo Testamento consiste na sequência natural e ampliação do Antigo. Saramago erra mais uma vez.]

No entanto, acrescentou: "Mas é difícil para mim compreender como o povo judeu fez do Antigo Testamento seu livro sagrado. Isso é uma enxurrada de absurdos que um homem só seria incapaz de inventar. Foram necessárias gerações e gerações para produzir esse texto." [Saramago deve ter raiva da religião, por algum motivo que talvez a psicologia pudesse explicar... De fato, foram necessárias muitas gerações para produzir a Bíblia, mas isso, longe de desacreditá-la, chama mais atenção para sua credibilidade, pois todos os livros do cânon sagrado são perfeitamente harmônicos e não se contradizem. Isso é fantástico!]

José Saramago não considera esse romance seu particular e definitivo ajuste de contas com Deus, porque "as contas com Deus não são definitivas, mas sim com os homens que O inventaram", disse. "Deus, o demônio, o bem, o mal, tudo isso está em nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventamos. Não nos damos conta de que, tendo inventado Deus, imediatamente nos tornamos Seus escravos", assinalou o autor. ["Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", disse Jesus (cf. João 8:32). Entre um ateu enraivecido e Jesus, fico com o segundo, sem pestanejar.]

O escritor nega que o fato de ter chegado perto da morte há um ano, quando foi hospitalizado por conta de uma pneumonia, o tenha feito pensar mais em Deus. "Tenho assumido que Deus não existe [ele "assume" porque sabe que não pode afirmar isso], portanto não tive de chamá-Lo em uma situação gravíssima na qual me encontrava. Mas se eu o chamasse, e ele aparecesse, que poderia dizer ou pedir a Ele, que prolongasse minha vida?" Saramago diz ainda que "morreremos quando tivermos que morrer. E diz que quem o salvou foram os médicos, Pilar (sua esposa e tradutora) e o excelente coração que tenho, apesar da idade [e o "excelente coração" que ele tem é resultado de quê? Quem o projetou? A ingratidão é triste.]. O resto é literatura, da pior espécie". (...)

O escritor começou a pensar em Caim há muitos anos, mas começou a escrever o romance em dezembro de 2008, concluindo o texto em menos de quatro meses. "Estava em uma espécie de transe [!]. Nunca havia me sucedido tal coisa, pelo menos com essa intensidade, com essa força", lembra. (...)

(O Estado de S. Paulo)

sábado, agosto 29, 2009

"Você não vale nada, mas eu gosto de você"

Na tarde deste sábado, após o almoço, resolvi descansar um pouco com minha esposa, enquanto minhas filhas brincavam com uma amiguinha em nossa casa. Nos deitamos e ficamos conversando, quando um vizinho de bairro resolveu mostrar toda a potência das caixas de som de seu carro. Lá se foi nossa paz. A "música" (entre aspas mesmo, porque não posso considerar aquilo música) que fez doer nossos tímpanos era do tipo pegajosa, que cola no cérebro e fica causando irritação. O refrão diz: "Você não vale nada, mas eu gosto de você." Não pude acreditar no que estava ouvindo. Como um ser humano pode dizer isso de outro? E como podem as pessoas considerar isso música para ser ouvida? A que nível estamos chegando?

Contendo minha indignação com a falta de respeito daqueles que nos faziam conhecer na marra seu (des)gosto musical, peguei-me pensando naquela letra e imaginei o que Deus pensa a nosso respeito. Por um lado, não valemos nada; não temos méritos que nos recomendem; somos todos pecadores carentes da graça divina. Mas a cruz de Cristo nos atribui profundo valor. Chega a ser um paradoxo: não valemos nada, mas valemos muito. Para Deus, somos tão preciosos que Ele enviou o próprio Filho para morrer em nosso lugar. Não valemos nada, mas Ele gosta de nós. Ele nos ama. "Com amor eterno Eu te amei", diz o Senhor, "por isso, com benignidade te atraí" (Jr 31:3).

Para fugir do barulho, decidimos ir passear numa praça. Quando passei pelos moços, orei por eles em pensamento, e pensei: não valemos nada, mas Deus nos ama mesmo assim.

Michelson Borges

sexta-feira, agosto 28, 2009

Impressões...

Podem ser vagas, singelas, detalhadas, positivas ou negativas, confusas, dissimuladas. Às vezes se coadunam com a realidade, mas, na maioria dos casos, são desfeitas quando se conhece mais a respeito. Quais são nossas impressões de Deus no mundo moderno, farto de desigualdades? Um mundo que mescla beleza e violência, conhecimento multifacetado e ignorância das massas?

Se olharmos para Deus e O avaliarmos sob prismas humanos, certamente ficaremos confusos, pois as opiniões são divergentes. Qual a "opinião" certa sobre Deus? A única "opinião" coerente é aquela fornecida por Ele mesmo, revelada na Bíblia.

Como é fascinante a Bíblia! É um best seller, traduzido para um total de 1.710 línguas e dialetos, com tradução total ou parcial de algum livro importante.* Ela apresenta princípios de saúde e boa convivência. Expõe biografias interessantes de pessoas que venceram as circunstâncias da vida ou foram derrotados por elas. Reis, magistrados, juízes, diplomatas, pessoas do campo, pescadores, médicos, donas de casa... cada personagem tem uma história a nos relatar sobre a fé. Esse é um dos pontos intrigantes desse livro maravilhoso: ele inspira fé, coragem e determinação para vencer quando todos sabem ser impossível sobreviver. [Leia mais]

Livro mostra tabagismo como epidemia

O Cigarro apresenta uma grande reportagem sobre tema atual e polêmico, em que o repórter especial da Folha de S. Paulo, Mario Cesar Carvalho, conta a história da indústria do cigarro e mostra que o fumo é a maior causa de mortes evitáveis na história da humanidade. A obra mostra, por exemplo, que a indústria do cigarro sabia da relação entre fumo e câncer desde os anos 50, e que tentou esconder esse fato até a década de 90, utilizando o cinema de Hollywood e a indústria publicitária para manipular a opinião pública a favor do cigarro.

Algumas informações do primeiro capítulo:

- O cigarro matou mais no século 20 que todas as guerras somadas: foram 100 milhões de vítimas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

- O fumo mata 3,5 milhões de pessoas no mundo ao ano, número superior à soma das mortes provocadas pelo vírus da aids, pelos acidentes de trânsito, pelo consumo de álcool, cocaína e heroína e pelo suicídio.

- No Brasil, todo ano, morrem 80 mil pessoas de doenças relacionadas ao fumo, quase o dobro das vítimas de homicídio no País.

- O cigarro é o maior causador de mortes evitáveis na história da humanidade.

- O futuro pode ser ainda mais tenebroso. Se os padrões de consumo continuarem inalterados no século 21, o cigarro deverá matar dez vezes mais que no século passado: 1 bilhão de pessoas, segundo projeção do Banco Mundial e da OMS. Em 2020, as mortes por ano deverão atingir a casa dos 10 milhões, se nada mudar até lá.

Para retratar com mais precisão o tabagismo, elevado à categoria de doença pela OMS a partir de 1992, os médicos colocaram em circulação um termo reservado para ocasiões muito especiais: pandemia, ou epidemia generalizada. O cigarro gerou a maior pandemia da história, na definição da OMS: 1,1 bilhão de pessoas fuma, o equivalente a um terço da população adulta do mundo.

Compre aqui.

Nota: Se você fuma e quer deixar o vício (ou conhece alguém que queira), procure a igreja adventista mais próxima de você e solicite informações sobre o curso Como Deixar de Fumar.

Zoo criacionista britânico irrita Associação Humanista

Um lugar no qual as crianças vão para aprender sobre o mundo animal se tornou uma plataforma do criacionismo na Inglaterra. Denominado Noah's Ark (Arca de Noé, em inglês), o zoológico radicado em Wraxall (vilarejo próximo a Bristol) explica aos visitantes a origem da Terra a partir da entidade divina [sic] ao longo dos séculos - e vem causando polêmica no país. Segundo o jornal inglês Daily Mail, a Associação Humanista Britânica (BHA, na sigla em inglês) afirma que o zoológico está "ameaçando o entendimento público acerca do mundo natural", e solicita uma providência das autoridades local e de turismo, a fim de que a tese não se propague.

A BHA diz que o Noah's Ark - localizado em uma propriedade semelhante a uma fazenda - é capitaneado pelo casal Anthony e Christina Bush, que se apoia na tese de que o mundo foi criado por Deus em seis dias. A entidade afirma ainda que o zoo descredita fatos científicos, como a datação por radiocarbono (método pelo qual se mede o tempo de vida de uma determinada espécie [sic] ou descoberta arqueológica, a partir do elemento químico), o registro de fósseis e a velocidade da luz.

Os próprios donos do local não fazem questão de manter segredo a respeito de sua crença - mas alegam que são diferentes da corrente "purista" do criacionismo, porque o zoológico explica a vida a partir de "ambos, Deus e a evolução".

Em uma longa seção intitulada "pesquisas de criação", o site do zoológico diz que o darwinismo é falho, e afirma que deseja encorajar o "debate criacionista/evolutivo".

"Acreditamos que o zoológico ilude o público pelo fato de não admitir abertamente a agenda criacionista nas suas atividades promocionais e na má interpretação do mundo natural", afirma o diretor de educação e relações-publicas da BHA, Andrew Copson. "Estamos pedindo para que as autoridades competentes parem de promover o local. Acreditamos que o apoio a crenças religiosas ou ideológicas seja inapropriado", observa.

O governo britânico não permite o ensino do criacionismo faça parte do currículo nacional, mas orientações sobre o ensino já foram publicadas por ministros.

O pesquisador-assistente do Noah's Ark, Jon Woodward, rejeitou a acusação feita pela BHA, afirmando que o debate do Criacionismo era limitado a pôsteres em uma seção dentro do zoológico. "Estamos em busca de uma evidência, e não é 100% certo que Deus não teve envolvimento na criação da Terra", afirmou.

O zoológico tem, em média, 120 mil visitantes anuais.

(Folha Online)

Nota: É exatamente assim que acontece: todos têm direito de expressão, exceto se essa expressão colocar em cheque a "maior descoberta científica de todos os tempos". O debate é proibido. Usa-se a força para colocar a mordaça. Se fazem isso com criacionistas mais moderados, o que se fará com os "fundamentalistas" que, além de tudo, insistem no sábado do quarto mandamento (Êxodo 20:8-11) como memorial da Criação em seis dias? Infelizmente, já sei a resposta...[MB]

Eu preciso quebrar o silêncio?


A maioria das pessoas que tem acesso ao material da campanha Quebrando o Silêncio pensa em outras pessoas como agentes de violência. Porém, no fim do ano de 2008, passei por algo que me fez repensar minhas atitudes.

Sou pai de duas crianças (Lívia, de seis anos, e Kalel, de cinco) e sempre brincamos no Natal. Como cristãos, explicamos o real significado dessa data e temos, em família, o costume de surpreender nossos filhos com presentes que são colocados embaixo da famosa árvore. E são várias bugigangas que eles recebem de mim, minha esposa, tios e avós. Como bônus, na semana do Natal, sempre “aparece”, antecipadamente, um ou outro brinquedo embaixo da árvore.

Também nutrimos a ideia da existência do Papai Noel, contrariando até coleguinhas e professores da Lívia que diziam que ele não existe. Para o Natal de 2008, havia uma promessa especial em nossa brincadeira: a Lívia e o Kalel conheceriam o Papai Noel deles. Comprei minha fantasia vermelha, ensaiei meu melhor Ho! Ho! Ho! e curti muito a expectativa dos meus pequenos. Finalmente minha esposa e eu nos revelaríamos para eles.

Porém, uma semana antes do Natal, a Lívia fez algo merecedor de disciplina.

Como ferramenta de educação, armei-me de uma varinha e disse para a Lívia:

- Não está certo o que você fez e eu já chamei sua atenção várias vezes a esse respeito. Você sabe que precisa de castigo, não sabe?

- Sim, pai! – disse ela, sem tirar os olhos da varinha – Eu sei.

- Vou dar duas escolhas para você – falei, pensando que era uma grande oportunidade de ensinar, também, sobre escolhas. – Qual castigo você quer: duas varadas, ou ficar sem os presentes e a brincadeira de Natal?

Na minha mente, a resposta era óbvia: a Lívia escolheria a varinha, afinal, qual criança do mundo abriria mão de brincar no Natal e ganhar presentes? Mas a resposta me surpreendeu. Com uma lágrima rolando antecipadamente pela bochecha rosada, a Lívia disse:

- Pai, eu fico sem o Natal, mas, por favor, não em bate.

Fiquei sem chão. Não imaginava que aquela vara doesse tanto no corpo e na mente da minha filha. Arrependi-me de ter feito a proposta; arrependi-me de usar a varinha como ferramenta rápida e “eficaz” para disciplina. Naquele momento, eu era o agressor da minha filha.

Palmadas, chineladas, varadas, gritos, sempre são muito eficazes. É como jogar água fria numa fogueira. Como as crianças estão em constante (e barulhento) movimento, esses meios de correção imediatos podem ser banalizados pelos pais. Mas o quanto isso lesiona o corpo e a autoestima de nossos filhos?

A agressão pode ser verbal e descontrolada, falando impropérios para nossos pequenos. Geralmente as palavras ferem muito mais do que imaginamos, machucando a estima dos filhos e degradando seus sentimentos. Principalmente, nossas palavras podem colocar dúvida na mente pueril dos filhos quanto ao amor que sentimos por eles.

Se palavras machucam, as ações de violência contra uma criança também. Chineladas, varadas, palmadas, quando fizerem parte dos recursos de disciplina dos pais, devem ser utilizadas, no mínimo, com muita moderação e apenas para casos extremos. Os pais devem avaliar, inclusive, qual a frequência e intensidade com que usam tais recursos.

Depois de ficar um tempo sem palavras, olhei para minha filha à minha frente e perguntei:

- Dói muito a varada?

- Dói – ela disse.

Meu coração mole de pai, então, deu uma nova alternativa:

- Vamos fazer o seguinte: dou uma varada apenas, e mais fraca. Assim você pode brincar o Natal e ter seus presentes.

A Lívia aceitou e levou a varada mais leve de sua vida, pois, diante da violência do próprio pai, ela quebrou o silêncio e revelou o quanto aquilo a machucava.

(Denis Cruz é advogado e autor do livro Além da Magia)

Falsos cristos (mas esses ainda são "fichinha")


"Professor Vissarion", ou "O Jesus da Sibéria", como é chamado o ex-guarda de trânsito Sergei Totop, cumprimenta seguidores na vila de Petropavlovka. Para milhares de seguidores, "Vissarion" é a reencarnação de Jesus Cristo, mais de 2 mil anos depois da sua morte.

(Terra)

Nota: "Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito. Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas... Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será, também, a vinda do Filho do homem" (Mateus 24:23, 24, 27).

quinta-feira, agosto 27, 2009

A elite dos cientistas e a crença em Deus

Em vários dos seus livros para consumo popular, Carl Sagan (1934–1996) se mostra surpreso com a necessidade da busca de Deus pelo homem contemporâneo. Ele achava a ciência tão maravilhosa que não via necessidade de mais nada. Os fenômenos da criação evolucionista estão à nossa disposição, belezas eternas para serem admiradas sem a necessidade de fé no sobrenatural. Ele não fazia a mínima ideia de como vivemos nós, pobres mortais. Sendo um expoente da ciência, um astrônomo mundialmente conhecido, podia viver em um patamar de deslumbramento que poucos alcançam. Estranho que um homem tão inteligente não tenha percebido que era um privilegiado, alguém especial, absorto dia e noite com os mundos distantes, e que o complemento fama e fortuna o empurraram para mais distante ainda de uma vida espiritual. Nós não vivemos assim. Vivemos cada dia de uma maneira mais ou menos sofrida. Não nos alçamos em voos extraordinários por outras galáxias.

Richard Dawkins (que esteve em Parati, na Flip) é outro cientista famoso, mas sem as qualidades de suavidade e humildade de Sagan. É um militante pela causa do ateísmo. No seu livro Deus, um Delírio, ele se mostra intolerante e rude. Teve a insensatez de propor a mudança do nome de “ateu” para “ILUMINADO”, o que pressupõe chamar de “APAGADO” quem acredita em Deus. Os autores do livro O Delírio de Dawkins (Alister McGrath e Joanna McGrath) nos dizem ainda mais sobre o seu comportamento agressivo: “Educar as crianças dentro de uma tradição religiosa é uma forma de abuso infantil.” O radicalismo inconsequente não é um privilégio dos tolos, afinal. Religião pode trazer um comportamento mais sociavel, e a esperança em outra vida ajuda na procura da felicidade. Não cabe aqui, nesta pequena nota, tratar da questão, mas a China é um dos poucos lugares do mundo onde o povo não acredita em Deus. Os valores são todos materiais, e o chinês é flagrantemente infeliz. Uma elite, uma minoria pode ser ateia, mas 1 bilhão de pessoas é um problema e tanto.

Alister e Joanna McGrath nos dão uma amostra do mundo científico em relação a Deus: “Em 1916, cientistas diligentes foram inquiridos sobre se acreditavam em Deus, especificamente num Deus que Se comunica de modo zeloso com a humanidade e a quem se possa orar na expectativa de receber uma resposta. Os deístas não acreditam num Deus segundo essa definição. Os resultados ficaram famosos: grosso modo, 40% acreditavam nesse tipo de Deus, 40% não, e 20% não tinham certeza.” Valendo-se dessa mesma pergunta, a pesquisa foi repetida em 1997 e resultou quase exatamente no mesmo padrão, com um leve aumento dos que não acreditavam (chegando a 45%). O número dos que acreditavam em Deus permaneceu estável, em torno de 40%.

Esses dados foram uma grande surpresa para mim. Pensei que os cientistas ateus fossem maioria esmagadora. O diretor do Projeto Genoma, Francis Collins, é cristão. Outro choque. Ele é considerado o maior biólogo vivo, e trabalha com o estudo do DNA, que é o código de hereditariedade da vida. Collins foi o responsável pelo mapeamento do corpo humano. Muitos outros exemplos de cientistas que acreditam em Deus estão no livro dos McGrath.

Aqueles que estiverem interessados em ver como ciência do mais alto nivel não exclui caminhar junto com a crença em um Deus misericordioso, podem consultar: O Delírio de Dawkins, Alister McGrath & Joanna McGrath, editora Mundo Cristão, 2007, A Linguagem de Deus, Francis Collins, editora Gente, 2007, Cristianismo Puro e Simples, C.S.Lewis, editora Martins Fontes, 2005 [e as dicas de leitura deste blog].

(Claudio Mafra, Reflexões Radicais)

Tá na Bíblia nada

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), na tribuna do Senado, defendia o governo na decisão de compra de submarinos. Encerrou seu discurso dizendo que a própria Bíblia recomenda: "Se queres a paz, prepara-te para a guerra." E enfatizou: "Está na Bíblia!" Assim que desceu da tribuna, o senador Mão Santa (PMDB-PI), que presidia a sessão corrigiu: "Ô, Crivella, não está na Bíblia, não. Quem disse isso foi Mcnamara, um general americano." Crivella ficou sem graça.

 

Na verdade, a frase é a tradução de um ditado latino cunhado pelo Império Romano: "Se vis pacem para bellum". Teria sido escrita pelo autor romano Publius Flavius Vegetius Renatus. Mcnamara pode ter citado - certamente citou - mas não é o autor, como parece pensar o Mão Santa. E não consta que está na Bíblia. Ambos os senadores, portanto, não estavam certos.

 

Nota: "Bispos" também precisam ler a Bíblia de vez em quando...

 

(Fonte: ClicRBS)


quarta-feira, agosto 26, 2009

E a goleada das evidências contra Darwin?

Texto publicado num site de vendas de livros: "Charles Darwin, reconhecido mundialmente por ter influenciado o meio científico com suas pesquisas sobre a evolução das espécies, é o tema do livro A Goleada de Darwin (Editora Record). O biólogo Sandro de Souza escreve para o público leigo e expõe de modo interessante e compreensível como funciona a ciência natural. É curioso constatar que um terço dos brasileiros ainda rejeita as descobertas científicas dos últimos 150 anos e acredita que o homem foi criado por Deus. Sandro comprova por que os resultados e as explicações obtidos por meio do método de Darwin figuram entre os conhecimentos mais confiáveis de que podemos dispor.

"Sandro de Souza passou quatro anos fazendo doutorado na Universidade de Harvard com o professor Walter Gilbert, ganhador do prêmio Nobel de Química. É responsável pelo laboratório de Biologia Computacional do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer e está envolvido em vários projetos de genômica executados no Brasil nos últimos anos."

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: "Sandro de Souza, por que você não abordou as 'zonas de incertezas' na teoria da evolução de Darwin no seu livro? A origem da vida, a embriologia e o desenvolvimento, o registro fóssil, as árvores filogenéticas, a seleção natural e os mecanismos de evolução. Essas linhas de evidências são necessárias para a corroboração de quaisquer teorias da evolução num contexto de justificação teórica. Darwin não fecha as contas epistêmicas desde 1859.

"Aqui a goleada é das evidências contra as especulações transformativas de Darwin: quase quatro décadas de artigos publicados na literatura especializada que a Nomenklatura científica prefere deixar silenciosa para não afundar de vez o HMS 'Darwinic'. A Grande Mídia Tupiniquim nem se fala: nada fala. Sofre da Síndrome Ricuperiana: o que Darwin tem de bom a gente fala; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde. Parece ser o caso do livro de Sandro de Souza.

"Sandro de Souza sabe: Darwin não fecha as contas da macroevolução no contexto de justificação teórica. E Darwin 3.0 [A Síntese evolutiva Ampliada] foi considerada? Dizem as más línguas que a seleção natural de Darwin terá um papel secundário. Você cobriu esse afastamento teórico de Darwin?

"Durma-se com um barulho desses. Darwin não fecha as contas, e Sandro de Souza diz que ele ganhou de goleada. Está faltando muito Bacon na ciência hoje em dia..."

Igreja da Flórida usa canções do U2 em cultos

A Igreja Metodista Unida de Pensacola, no estado da Flórida, vai levar algumas das mais famosas canções da banda irlandesa U2 aos cultos celebrados neste domingo (29). Criado em 2003, o U2Charist, como é conhecido o movimento, já realizou cultos semelhantes em outras regiões dos Estados Unidos. Canções que marcaram as últimas três décadas de carreira da banda, como “Where The Streets Have No Name”, “I Still Haven’t Found (What I’m Looking For)”, “One” e “With or Without You”, serão interpretadas na ocasião, segundo a publicação local Pensacola News Journal.

A relação do U2 com temas religiosos é amplamente conhecida. Em 1988, o vídeo “Rattle And Hum”, estrelado pelo quarteto, revela o encontro do grupo com um coral gospel em Nova York, parceria que rendeu uma versão de “I Still Haven’t Found (What I’m Looking For)”.

Desde o início da carreira, a banda de Bono tem integrado assuntos religiosos em suas canções. Faixas como “Gloria”, “40” e “Wake Up Dead Man” são pautadas por questões espirituais.

“Beautiful Day”, tirada do álbum “All That You Can’t Leave Behind”, foi a música escolhida por Geoffrey Lentz, ministro da igreja, para abrir o culto. “A canção fala sobre encontrar esperança em situações de desespero”, disse Lentz. “Minha mensagem é que apesar de o mundo ter coisas ruins, nós precisamos passar por isso, há esperança no pombo que traz um ramo de oliveira.”

(Folha Online)

Nota: Talvez alguns fiquem chocados com essa mistura do “sagrado” com o “profano”. Mas é bom lembrar que em muitas igrejas está ocorrendo fenômeno bem mais sutil, mas progressivo: a invasão de estilos musicais não condizentes com a adoração a Deus, que mais fazem é levar os ouvintes (adoradores?) ao êxtase religioso meramente emocional, exaltando quem louva em detrimento de Quem deveria ser louvado.[MB]

Leia também: “A música nos últimos dias – louvando a quem?”

Domingo também é dia de aula

Em vez do silêncio típico dos domingos, gritos e risadas de crianças e adolescentes ecoaram pelos corredores do Colégio Israelita Brasileiro ontem, em Porto Alegre. Para compensar o atraso no calendário escolar – as aulas, que se iniciariam em 3 de agosto, começaram no dia 17 em função da gripe A –, a instituição da Capital decidiu que o domingo também seria um dia letivo. A religião foi decisiva na escolha, já que o colégio segue as tradições do judaísmo. Como essa crença tem o sábado como dia de descanso, os 690 alunos terão até o fim do ano três domingos letivos, com aulas das 8h30min às 12h30min. Ontem [domingo], foi o primeiro. Os próximos ocorrerão nos dias 30 de agosto e 13 de setembro. A previsão é de que o calendário escolar de 2009 termine em meados de janeiro do ano que vem.

Na turma 22 da 2ª série do Ensino Fundamental, o encontro inusitado de ontem foi comemorado pelos estudantes, que assistiam, com atenção, às explicações de uma professora de hebraico.

– Nunca tive aula no domingo, mas é legal – disse Laura Sibemberg Kubaski, oito anos.

Assim como Laura, a colega Deborah Leistner Segal, sete anos, também aprovou a novidade. Numa manhã de domingo qualquer, ela aproveitaria para dormir até mais tarde e, depois, brincar com as vizinhas.

– Prefiro estar aqui – resumiu.

Para a coordenação da escola, o primeiro domingo letivo de 2009 foi um sucesso: o número de alunos que faltaram não foi expressivo quando comparado ao de qualquer outro dia de aula. Entre os professores, a adesão dos estudantes à novidade chegou a surpreender.

– Só quatro faltaram. Os outros 21 vieram. Mas causa uma certa confusão com relação à semana. Parece que hoje é segunda-feira – disse Edilene da Silva, que, pela primeira vez, lecionou em um domingo.

Nem só os alunos tiveram de comparecer ao colégio ontem. A instituição aproveitou a data para promover a Festa do Dia dos Pais, no auditório da escola. Em meio à alegria do encontro com os colegas e às homenagens à família, estudantes do 3º ano do Ensino Médio tiveram de encontrar serenidade para encarar um compromisso sério. Para eles, o domingo foi dia de fazer o simulado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

(Zero Hora)

Nota: Isso mostra que, com boa vontade, dá para resolver o problema criado pela gripe suína. Que cada colégio/escola tenha liberdade para lidar com o assunto e não tenha que se submeter às imposições do governo que, às vezes, desconsidera a liberdade religiosa e de consciência de alguns grupos.[MB]

terça-feira, agosto 25, 2009

Participe do sorteio de 20 DVDs "Evidências"

A gravadora Novo Tempo e o blog Criacionismo fizeram uma parceria e oferecem a você, leitor deste blog, a chance de participar do sorteio de 20 DVDs "Evidências", volumes 1 e 2, do Dr. Rodrigo Silva. O volume 2, recém-lançado, aborda, entre outros assuntos, estes: a Arqueologia e a Bíblia, a Bíblia e os Manuscritos do Mar Morto, o Selo de Jezabel, as catacumbas de Roma, Deus Existe?, história da evolução, história da ciência moderna, Jesus Cristo - mito ou realidade?, o rosto de Jesus e a Nova Ordem Mundial. Cada volume contém quatro DVDs que vêm numa embalagem (box) especial. Não perca essa oportunidade! Clique aqui e saiba como participar do sorteio.

Leitores se interessam por assuntos religiosos

"Leitores de fé" é o título de uma das reportagens da revista IstoÉ desta semana. Segundo a matéria, “no ano passado, o segmento da religiosidade foi o que mais cresceu em faturamento e em exemplares produzidos e vendidos (veja o quadro abaixo), segundo a pesquisa ‘Produção e vendas do mercado editorial brasileiro em 2008’, divulgada recentemente pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Ao contrário dos levantamentos anteriores, no último ano a CBL contabilizou a venda nas igrejas – responsáveis pela comercialização de três milhões de exemplares em 2008.

“A venda de livros pela internet, em supermercados e bancas de revistas, também foi decisiva para atender a um grande público cada vez mais interessado pela espiritualidade. O boom foi impulsionado pelos novos livros da fé, que não se limitam à doutrina religiosa. A maioria dos best-sellers desse mercado, que vendeu 50 milhões de exemplares e gerou receita de R$ 321 milhões no último ano, transita na fronteira entre a autoajuda e a ficção. ‘Há uma forte tendência de sensibilização espiritual e de leitores ávidos por livros que falem de fé, sem falar de igreja’, avalia Sinval Filho, diretor da Associação de Editores Cristãos (Asec). (...)

“À margem dos pontos de venda de destaque - responsáveis por 45% do mercado -, os livros evangélicos se fortalecem nos canais alternativos de comercialização: livrarias especializadas, vendas de porta em porta e igrejas. Apesar da falta de visibilidade literária, são eles os principais responsáveis pelo crescimento do segmento religioso. Segundo a Asec, o mercado editorial evangélico cresce 25% ao ano, em sintonia com o aumento do número de fiéis da doutrina na população - são mais de 40 milhões de seguidores e 200 mil igrejas. O faturamento somado das editoras ultrapassa os R$ 300 milhões. ‘A profissionalização do setor vai garantir a presença dos livros evangélicos nas prateleiras nos próximos anos’, aposta Sinval Filho. (...)”

Nota: Para desespero de Dawkins e sua turma, cada vez mais cresce o interesse do público leitor por assuntos ligados à religião e à espiritualidade. Cabe aos escritores, editores e blogueiros saber explorar bem (e com responsabilidade) esse interesse.[MB]

Crise ajuda a cumprir profecia de Daniel

Quando tudo apontava para a união dos países europeus em um bloco político e econômico, eis que surge a crise econômica! O site Opinião e Notícia relaciona a queda do capital financeiro com a atitude individualista dos países europeus, que antes "haviam recebido seus vizinhos do leste, em instituições como Otan e União Europeia", mas que agora se esforçaram para "salvar os empregos e reforçar os bancos". Dessa forma, as palavras de Daniel 2:43 se mantêm atualíssimas: sobre os reis e reinos europeus, o profeta diz que "misturar-se-ão pelo casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro". Quando Deus afirma, não há quem faça acontecer o contrário!

 

(Questão de Confiança)

segunda-feira, agosto 24, 2009

Marina Silva é criacionista ou não é?

Em entrevista a Marta Salomon, na Folha de hoje, Marina Silva responde a uma questão sobre criacionismo — aquela corrente de pensamento cristã que nega a evolução das espécies [essa definição é muito simplista e cheira a fixismo] e assume os textos bíblicos sobre a origem do homem e do universo como verdades literais.

FOLHA - Antes de mudar de partido, a sra. mudou de religião, de católica para evangélica. No ano passado, equiparou a teoria da evolução de Charles Darwin ao criacionismo, que atribui a origem da vida a Deus. Entre fé e ciência, a sra. fica com a fé?

MARINA SILVA - Houve um completo mal-entendido. Fui dar palestra em uma universidade adventista, que é uma faculdade confessional. A legislação brasileira permite as escolas e as faculdades confessionais, que têm o direito de fazer a abordagem do ensino a partir da perspectiva religiosa.

Um jovem me perguntou o que eu achava de as escolas adventistas ensinarem o criacionismo. Respondi que, desde que ensine também a teoria da evolução, não vejo problema. A partir daí, as pessoas começaram a dizer que eu estava defendendo o criacionismo. Sou professora, nunca defendi essa tese e nem me considero criacionista. Porque o criacionismo é uma tentativa de explicação como se fosse científica para responder a questão da criação em oposição ao evolucionismo. Apenas acredito em Deus, é uma questão de fé. Nunca tive dificuldade em respeitar e me relacionar com os ateus, com pessoas que professam outras crenças ou outra forma de pensar diferente da minha.

(Blog do Paulo Moreira Leite, Época)

Assista à entrevista concedida pela ex-ministra ao jornalista Márcio Tonetti, no Unasp, e tire suas conclusões.

#111 Entrevista com a Ministra do Meio Ambiente Marina Silva from Matheus Siqueira on Vimeo.

Jornal de SC fala sobre os adventistas e o Enem

“Os adventistas seguem estritamente as leis de Deus, de acordo com a Bíblia. O respeito ao sábado se enquadra nas leis morais, explícitas nos mandamentos. Segundo a Bíblia, ao terminar o mundo em seis dias, Deus estabeleceu um dia – o sábado – para que o ser humano parasse com suas atividades e repousasse, para que se lembrasse do Deus Criador.

“‘Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra que, como Criador, fizera’ (Gênesis 2:1-3).

“O quarto dos dez mandamentos morais diz: ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem o teu animal, nem os forasteiros das tuas portas para dentro’ (Êxodo 20:1-10).”

O texto acima acompanha uma reportagem sobre os adventistas e o Enem, publicada no jornal catarinense Notícias do Dia, de hoje. Um bom exemplo de bom jornalismo informativo e não tendencioso.

Clique nos “recortes” abaixo (enviados pelo leitor Marco Aurélio Ronsani) para vê-los ampliados.



Leia também: "Orgulho (santo) de meus alunos"

Pior que a gripe suína

Durante os últimos meses, um assunto dominou as manchetes dos jornais: a gripe suína. Muitos começaram imaginar as mortes em massa que poderiam (ou ainda poderão) ocorrer por causa dessa nova doença, pensando também naquelas que já ocorreram e que, embora menos do que o temido, causaram muito pânico. Conversei com pessoas idosas que vivenciaram a famosa gripe espanhola, que ocorreu concomitantemente à 2ª Guerra Mundial, matando mais gente do que a própria guerra – que, aliás, foi uma das causas de essa gripe se espalhar pelo mundo. Outros idosos também me contaram do terror da gripe asiática. Então, diante de uma pandemia, muitos podem se perguntar: Será que existe algo pior? A resposta é categoricamente sim.

Sim, existe uma pandemia muito pior do que a gripe suína. A própria gripe suína está fazendo aparecer esses sintomas. Durante este inverno prolongado acima do normal, as autoridades de muitos Estados da federação proibiram o funcionamento das escolas, pois lá há aglomeração de pessoas. Curioso é que estádios de futebol, hotéis, centros de convenções... continuaram a funcionar a todo vapor, embora o risco nesses lugares seja imenso também. Os shopping centers, com o ar condicionado fresquinho, ideal para a propagação da gripe, continuaram a funcionar. Mas as escolas foram fechadas, o que causou controvérsias entre especialistas pró e contra a medida.

Agora as autoridades querem forçar as escolas a recuperar o tempo perdido forçando-as a repor as aulas em feriados e aos sábados. Essa medida é inadequada a todos, por vários motivos: muitas crianças de pais separados durante os fins de semana encontram o pai ou a mãe com quem não moram, logo aulas aos sábados prejudicam esse aspecto da vida familiar de muitas crianças.

Dada a indisposição da imensa maioria dos alunos de ir aos sábados à escola, é certeza que a reposição a ferro e fogo durante esse dia não há de realmente melhorar o desempenho da educação neste país, que ostenta vergonhosos títulos de fracassos pedagógicos nos testes educacionais.

O MEC e o governo de São Paulo pouco (nada) fizeram desde o fim da ditadura militar em 1984 para melhorar a educação em suas respectivas esferas. Certamente não é promovendo aulas aos sábados – que 99,9% da população não quer – que vai melhorá-la.

O governo de São Paulo desde os anos 90 vem insistentemente tirando a autonomia das escolas, descumprindo assim a LDB que prevê a gestão democrática do ensino; ou seja, cabe às escolas decidir como repor essas aulas, não ao governo. Mas essa ação ditatorial (dentre outras) atrapalha e muito o andamento da escola.

Aulas aos sábados em escolas públicas ferem o direito das minorias religiosas guardadoras do sábado, como judeus, adventistas do sétimo dia, batistas do sétimo dia, dentre outros. Em nenhum momento, as autoridades de São Paulo mencionaram qualquer provisão para os professores ou alunos que pertençam à essas religiões?

A LDB permite redução da carga horária anual em caso de epidemias, o que torna as imposições mais autoritárias do que já são.

Tudo isso é muito lamentável, pois o Brasil é um país pujante por causa da liberdade de consciência e crença firmemente construída por grandes nomes como Rui Barbosa, Graça Aranha, Joaquim Nabuco, José Bonifácio, Barbosa Sobrinho, e outros.

A gripe suína e a reação autoritária subsequente, apontam para algumas sérias questões:

1. Nossas autoridades estão indispostas a ouvir os interesses da população, mas seguem suas agendas de valores questionáveis e escusos. É bom lembrar da arrogância do nosso Senado também.

2. Há uma insistência das autoridades em São Paulo de forçar aulas aos sábados, ainda que a imensa maioria da população e da classe dos trabalhadores da educação nos últimos anos tenha rechaçado as tentativas de que isso possa ocorrer. Portanto, é uma atitude antidemocrática.

3. O acordo assinado entre o Brasil e o Vaticano (leia mais aqui e aqui) começa a surtir funestos efeitos. O Brasil começa a deixar de ser laico e começa a ser fantoche de uma religião que tenta usar meios políticos para se impor.

Por isso convém dizer que se existe algo pior do que a gripe suína ou qualquer outra pandemia, sem dúvida, é a mistura Igreja-Estado, que joga por terra qualquer anseio democrático, ocasionando atraso político e social, exaurindo recursos públicos os quais deveriam servir a todos os cidadãos, sem exceção, para que sirvam a essa ou àquela igreja.

O governo brasileiro, como fiel fantoche, já está tomando as devidas provisões para introduzir nas escolas públicas aulas de religião, o que é condenado pela maioria dos especialistas, como o sociólogo da Universidade Estadual Paulista José Vaidergorn, que considera o ensino religioso numa escola pública algo discriminatório. Ele acha que “o ensino voltado para uma determinada religião pode constranger os alunos que não compartilham dessas ideias. O professor ressalta ainda a possibilidade de que, dependendo da maneira como forem ministradas, as aulas de religião podem incentivar a intolerância entre os estudantes. “Em vez de a educação fazer o seu papel formador, o seu papel de suprir, dentro das suas condições, as necessidades de formação da população, ela passa a ser também um campo de disputa política e doutrinária” (UOL, 23/08/2009).

O acordo está tramitando no Congresso e tem tudo para passar. A maioria dos políticos é católica, e, infelizmente, ao contrário de outros grandes políticos também católicos do passado (que rechaçaram mais de que categoricamente a mistura Igreja-Estado), não estão comprometidos com a sustentação da democracia plena; também estão em descompasso com a população, haja vista a corrupção endêmica que assola os meandros do poder.

Esses políticos também se recusam a analisar a má história de tais tratados. A primeira Concordata foi assinada em 1929, pelos ditadores Mussolini, Hitler, Salazar, Franco, Pinochet, entre outros, e agora Lula, que disse que a imprensa ocasionou o suicídio de Getúlio Vargas, incomodou o Collor e agora atrapalha o Sarney...

Fazem vistas grossas para o fato de que o atual papa devolveu os direitos religiosos a Williamson, religioso declaradamente antissemita, que não abdicou de suas mal-intencionadas crenças, sendo por isso expulso da Argentina, onde morava. Também homenageou o ditador espanhol Franco, o que despertou a ira dos espanhóis.

Por isso, se você está preocupado com a gripe, preocupe-se dez vezes mais com o fim da religião e o fim do Estado, pois essa mistura vai tirar todo o poder do Estado de servir materialmente à população e tirará o poder da religião (ou das religiões) de cumprir(em) sua função de ser guia moral independente; de ser uma voz corajosa e forte a despertar a consciência da nação, enfrentando a corrupção política custe o que custar, jamais comprometendo-se com ela.

(Sílvio Motta Costa, professor em Campinas, SP)

domingo, agosto 23, 2009

Projeto Atlanta 2010: O sinal para partir

Depois do término do Desafio São Paulo, no qual corri e pedalei por quase todo o Estado num percurso de 2.172 km, resolvi continuar o avanço em direção aos demais países da América do Sul. Elaborei um projeto no qual terminaria este continente em três etapas: Chile e Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. Por último, iria para a Venezuela e as Guianas. Depois de tudo planejado, sai em busca de patrocinadores, como sempre faço nessas maratonas. Enquanto aguardava a resposta, passava dias analisando o melhor caminho em cada país e qual a maneira de alcançar mais objetivamente o objetivo de minhas viagens: pregar o evangelho por meio do esporte.

Nessa busca por informações me deparei com um anúncio em um site sobre a realização da 59ª Sessão da Conferência Geral, em Atlanta, Estados Unidos. Então, acendeu uma luzinha em minha mente sobre a importância de eu ir participar desse evento mundial da igreja adventista do sétimo dia. Já que pretendo visitar todos os países, essa seria uma oportunidade ímpar para falar a uma grande quantidade de adventistas e líderes mundiais sobre o ministério do Atleta da Fé.

Verificando a data do início e término do evento, e considerando o ritmo de viagem diário, observei que para chegar lá com uma margem de folga para a abertura e ainda passar pelos países da América do Sul e Central, evangelizando de cidade em cidade, com calma, precisaria sair “imediatamente”.

Só que para sair num desafio de meses e meses longe de casa, teria que receber um sinal de que Deus estaria à frente, aprovando a iniciativa evangelística, como sempre ocorreu em outras viagens. E, naturalmente, a concirdância de minha esposa e filhos.

Depois de muitos diálogos e orações, consegui mais esta vez o sim da mulher mais corajosa e amada do mundo: a Francis. Depois, foi fácil receber o apoio do Grégori e da Glendali, que são crianças tementes e amantes da causa de Deus. Na verdade, quando deixo meu lar para ir a terras distantes, tenho em mente a seguinte promessa: “Todo aquele que deixar casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna” (Mt 19:29).

Foi muito importante receber o aval da esposa e dos filhos, no entanto, necessitava de algo ainda mais significativo para me lançar de peito aberto nesse projeto: um sinal dos Céus. Uma manifestação da glória de Deus junto a mim para me revestir de uma fé inabalável e confiança sem limites no poder do altíssimo em favor do ministério do atleta da fé.

O sinal foi dado de uma forma estranha, mas que me fez acreditar fielmente no amor e misericórdia de Deus para livrar e salvar. Vejam o que ocorreu com minha esposa, poucos dias antes da data marcada para eu ir a Brasília, a fim de levar o projeto ao líder de Jovens da Divisão Sul-Americana, pastor Otimar Gonçalves. Ela estava na casa da mãe e tomava banho. De repente, se desequilibrou e caiu, batendo com as costas no vaso sanitário. A pancada foi muito forte e próximo à coluna vertebral. Quando a socorri, assustei-me porque ela não conseguia se levantar. Nesse momento, fiz uma oração e pedi a Deus que estendesse a mão sobre ela e a sustentasse nessa hora de dor.

Com cautela e atenção, removi-a do banheiro e a coloquei em um carro. Ela sentia dores intensas. Quando chegamos ao hospital, foi necessária uma cadeira de rodas, porque ela não se sustentava nas pernas. Minha preocupação era que ela tivesse sofrido algum tipo de traumatismo na coluna e não pudesse mais andar. Também poderia ter quebrado ou fraturado alguma costela ou ossos na região pélvica. Ainda havia a possibilidade de afetar órgãos internos.

Percebi que necessitava que Deus realizasse um milagre. Enquanto ela estava sendo examinada e tirando várias radiografias, eu orava e orava. Pela fé senti a presença do Todo-Poderoso junto a nós. A resposta foi imediata. Recebi minutos depois a informação de que ela não tinha quebrado ou fraturado qualquer osso. E, aparentemente, todas as funções orgânicas estavam normais. Tenho convicção de que a mão do anjo do Senhor a livrou de receber a pancada da queda direto na coluna, o que, se ocorresse, a deixaria sem andar.

Os médicos disseram que ela deveria ficar vários meses sentindo aquelas dores e que teria que ficar de cama em repouso absoluto (e isso impediria que eu iniciasse a viagem planejada). Então, aproveitei esse momento trágico, em que estávamos todos agarrados em oração a Jesus, para pedir-Lhe que levantasse minha esposa da cama e a restabelecesse totalmente a fim de que eu pudesse viajar para cumprir o Seu chamado. Dou glórias a Deus por atender minha oração porque ela deixou a cama dentro de alguns dias e passou a fazer suas atividades normais em tempo recorde para um acidente dessa natureza. Depois que retornou ao medico e fez novos exames, inclusive uma ultrassonografia, foi constatado que seu corpo estava completamente sarado.

Assim, é baseado na mão poderosa do Deus que sirvo para livrar, proteger e guardar, que resolvi partir para mais uma missão aparentemente inacessível, mas que será conquistada graças à fé depositada naquele que não posso contemplar com olhos carnais, todavia, posso tocar e sentir com o poder da fé. Inclusive, posso orar assim:

“Em ti, Senhor, confio; nunca me deixes confundido. Livra-me pela Tua justiça. Inclina para mim os Teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortíssima que me salve. Porque Tu és a minha rocha e a minha fortaleza; assim, por amor do Teu nome, guia-me e encaminha-me” (Sl 31:1-3).

Dias depois, peguei um empréstimo para viajar até Brasília e de lá para Manaus e Boa Vista. Hoje, vivo a realidade de percorrer os primeiros quilômetros na Venezuela, o primeiro desafio desta viagem transcontinental.

Venha comigo, porque Deus está aqui.

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

Darwin roubou a ideia de seleção natural de Wallace?

O sucesso do livro The Darwin Conspiracy - Origins of a Scientific Crime significa que os editores agora podem oferecer o livro todo como download gratuito para quem quiser saber como Darwin plagiou a obra de Alfred Russel Wallace. Para os que desejarem um edição capa dura do livro, um número limitado de cópias ainda está disponível para compra diretamente dos editores ou através da Amazon.com, Amazon.co.uk e livrarias Waterstone na Grã-Bretanha. Baixe o PDF gratuito aqui.

sexta-feira, agosto 21, 2009

O ossuário do irmão de Jesus e o silêncio da mídia

Quando descobrem um fóssil duvidoso tido por algum especialista como "elo perdido" ou coisa que o valha, a mídia geralmente faz aquele estardalhaço. Por que, então, silenciaram sobre a primeira descoberta arqueológica referente a Jesus e Sua família? O ossuário (urna funerária, foto abaixo) de Tiago data do século 1 e traz a inscrição em aramaico "Tiago, filho de José, irmão de Jesus" (Ya'akov bar Yosef achui d'Yeshua). Oculto por séculos, o ossuário foi comprado muitos anos atrás por um colecionador judeu que não suspeitou da importância do artefato. Só quando o renomado estudioso francês André Lemaire viu na urna, em abril de 2002, a inscrição na língua falada por Jesus, foi que se descobriu sua importância. O ossuário foi submetido a testes pelo Geological Survey of State of Israel e declarado autêntico. Segundo o jornal The New York Times, "essa descoberta pode muito bem ser o mais antigo artefato relacionado à existência de Jesus".

Estou lendo o ótimo livro O Irmão de Jesus (Editora Hagnos, 247 p.), que trata justamente da descoberta do ossuário de Tiago. A autoria é de Hershel Shanks, fundador e editor-chefe da Biblical Archaeology Review, e de Ben Witherington III, especialista no Jesus histórico e autor de vários livros sobre Jesus e o Novo Testamento. O prefácio é do próprio Lemaire, especialista em epigrafia semítica e autoridade incontestável no assunto. Hershel conduz a história de maneira muito interessante, revelando os bastidores da descoberta e as reações a ela, afinal, o ossuário, além de autenticar materialmente o Jesus histórico, afirma que Ele tinha um irmão chamado Tiago, filho de José e, possivelmente, também de Maria. Segundo a revista Time, trata-se de "uma história de investigação científica com alta relevância para o cristianismo", talvez por isso mesmo deixada de lado por setores da mídia secular e antirreligiosa.

O livro é bom, o achado é tão tremendo quanto o dos Manuscritos do Mar Morto (na década de 1940), e eu estou fazendo minha parte, divulgando-o aqui. Vale a pena ler!

Michelson Borges

Amém: Jesus chorou!

“Jesus chorou” (João 11:35). Cada vez que leio esse verso, lembro dos cultos em família. Depois de lindos louvores de gratidão, chegava a hora em que cada um devia falar um verso bíblico. Como algumas crianças não sabiam de grandes textos, a saída era certa: “Jesus chorou.” Então todos riam. Mas ao lembrar que Jesus chorou, me deparo com dois sentimentos. A tristeza pelo Salvador ter caído em pranto, e a gratidão por Ele ter Se feito homem e Se sujeitado a tanto. Quero me deter no segundo. Gratidão é um dos sentimentos mais passageiros do ser humano, pois é circunstancial. “Precisamos” de uma situação/ocasião para poder expressá-la: aniversário, curas, ganhos, vitórias... O perigo é usamos nosso termômetro para avaliar a temperatura das ocasiões, e isso, na maioria das vezes, não está em harmonia com a avaliação divina.

Agradecemos quando fazemos aniversário, quando ficamos curados ou quando conseguimos um emprego. Até aí isso é normal. Mas você já agradeceu porque Jesus chorou? O que isso representa? O choro é a maior expressão de dor. Quem não fica com o coração partido ao ver alguém chorando em desespero? O choro está ao alcance de todos os seres humanos. Já alcançou você inúmeras vezes. Até em momentos em que você não merecia. O que fazer nessa situação? Buscar alguém que sabe o que isso significa. Jesus. Ele chorou. Pode consolar você.

O ministério de Jesus era, aparentemente, contraditório: quando repartiu pães e peixes, estava rodeado de milhares de pessoas; mas, quando sentiu fome, estava só. Quando curava, inúmeras vidas O acompanhavam e vibravam; quando estava ferido, foi abandonado. Quando pregava sorrindo, centenas de ouvintes O assistiam; mas quando chorou, estava só. Você sabe o que significa isso? Eu também.

Quando choramos, parece que estamos sós. Mas se você compreender o amor incalculável de Cristo, entenderá também que Ele sabe o que se passa no coração de quem chora. Jesus chorou... isso não é apenas triste, é maravilhoso! É paradoxal! É surpreendente!

Nos tempos do Antigo Testamento, alguns ofereciam os filhos pequenos a deuses como Moloque, adorado pelos amonitas. O verdadeiro Deus ofereceu Seu filho pelos pecadores. Mas Jesus não fez apenas a “lição” que lhe havia sido apresentada. Ele passou fome, frio, solidão... Ele chorou. Conhecemos essas situações. Então, se precisamos de Alguém que possa nos ajudar, quem você deve chamar? O Salvador entende o que passamos. Ele não fica sentado num trono observando passivamente as lutas de Seus filhos. Ele entra em campo e luta com e por nós!

“Suportei as vossas dores, experimentei as vossas lutas, enfrentei as vossas tentações. Conheço as vossas lágrimas; também Eu chorei” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 483).

Por que devemos ser gratos? Por Deus ser Poderoso? Médico dos médicos? Por fazer milagres? Sim, sem dúvida. Mas agradeça por Ele ter chorado. Agradeça por Ele ser Deus.

(Leonardo Carvalho tem 24 anos, mora em Cabo de Santo Agostinho, PE, trabalha como orientador social pela manhã e à tarde como obreiro bíblico)

Os famosos que não acreditam em Deus

No dia 23 de julho, o ator Brad Pitt virou o centro das atenções e criou polêmica quando declarou em uma entrevista à revista alemã Bild que não acredita em Deus. O astro disse que não é uma pessoa espiritualizada. “Sou provavelmente 20% ateu e 80% agnóstico. Não acho que alguém realmente saiba (se Deus existe). Você só vai descobrir, ou não, quando chegar lá. Até isso acontecer não existe porque ficar pensando no assunto”, disse [se existe a possibilidade de a vida eterna ser verdadeira, é perda de tempo procurar se preparar para o caso de ela ser mesmo real? O risco é de 50%, portanto, muito alto...]. Mas não é só o galã que já afirmou isso. Há uma lista de famosos que assumiram ser ateus, aqueles que têm 100% de certeza de que Deus não existe, ou agnósticos, aqueles que apenas acham que isso nunca será descoberto.

Em 2002, a atriz Julianne Moore deu uma entrevista no Actor’s Studio e quando foi questionada sobre o que diria a Deus se O visse falou: “Uau, eu estava errada, você realmente existe.” O ator Bruce Lee, que é considerado um deus das artes marciais, disse em uma entrevista ao jornalista Alex Ben Block, em 1972, que não acreditava em Deus e quando foi questionado sobre sua religião respondeu “absolutamente nenhuma”. O vocalista da banda Pearl Jam, Eddie Vedder, disse durante um show da banda no Seattle’s Memorial Stadium, em julho de 1998, que agradeceria aquele momento a Deus, mas não poderia fazer aquilo porque não acredita que Ele exista.

Em 1988, o diretor e ator Sean Penn comentou em uma entrevista à revista George que era agnóstico. O criador dos Simpsons, Matt Groening, disse ao jornal Denver Post, em 1999, que é agnóstico. “Mas eu definitivamente acredito em inferno – especialmente depois de ver a programação de outono na TV”, brincou.

O astro de High School Musical, Zac Efron, não ficou de fora. Em 2007, Zac deu uma entrevista para a revista Rolling Stone e disse que foi criado em uma família agnóstica e nunca praticou religiões.

Quando veio ao Brasil passar o réveillon em Copacabana, a atriz italiana Mônica Bellucci disse que é agnóstica. “Sou, embora respeite e me interesse por todas as religiões. Se tem algo em que eu acredito é em uma energia misteriosa, aquela que enche os oceanos durante as marés, a que une a natureza e os seres”, explicou. [Duvida da existência de Deus, mas acredita em uma “energia misteriosa”...]

O cineasta, roteirista, escritor, ator e músico Woody Allen disse que de vez em quando tem inveja das pessoas que são naturalmente religiosas, sem ter passado por lavagens cerebrais ou captadas por indústrias organizadas.

Jodie Foster é assumidamente ateia. Em 2007 disse: “Amo religiões e rituais mesmo sem acreditar em Deus. Celebramos as datas religiosas com as crianças e elas adoram. E quando perguntam ‘somos judeus?’ ou ‘somos católicos?’ digo que poderão escolher quando tiverem 18 anos.” Mas, em 2008, assistida por um monge shantoísta, a atriz fez uma saudação oriental na première do filme “Nim’s Island Japan”. [Não é de hoje a inclinação de muitos astros de Hollywood para religiões de cunho oriental, as quais não têm que ver com mudança de estilo de vida e compromisso, mas são caracterizadas como “filosofia de vida”.]

Em 1991, a atriz Katharine Hepburn disse ao Ladies’ Home Journal que é ateia. “Eu acredito que não há nada que possamos saber exceto que devemos ser bons uns para os outros e fazer o que pudermos fazer uns pelos outros. Não, eu não acredito em Deus e, depois de viver, pretendo ter um longo e feliz descanso debaixo da terra.” [Quanto conformismo! Sinceramente, não consigo ver sentido em existir, ter consciência, amar, sentir o poder e o chamado da transcendência, para depois virar adubo. Podem discordar de mim, mas isso não faz sentido.]

Durante uma palestra, Drauzio Varela desabafou e disse que virou ateu quando mordeu uma hóstia e viu que não saiu sangue de dentro dela [este é o problema com dogmas como a transubstanciação, o inferno, etc.: quando provados sem sentido ou injustos, afastam as pessoas de Deus]. “Sempre que ouvia as aulas de religião no colégio pensava que aquilo podia ser mentira. Quando você começa a fazer isso com religião é devastador, porque é uma questão de fé. Religião não admite racionalidade”, finalizou. [Drauzio parte de seu ceticismo quanto à sua experiência religiosa pessoal e joga na sarjeta a experiência de pessoas como C.S. Lewis, Anthony Flew, Blaise Pascal, Newton e Galileu, e muitos outros, para os quais religião e racionalidade andam, sim, de mãos dadas. O apóstolo Paulo mesmo diz que nosso culto deve ser racional. Cf. Romanos 12:1. Uma coisa é a opinião particular de que Deus não existe; outra é querer medir/definir a religião por meio dessa opinião.]

Em 2007, o ator de Harry Potter, Daniel Radcliffe, disse para um jornal alemão que não acredita em Deus, mas acredita na teoria da evolução. [Cada um tem a sua fé...]

(Yahoo Notícias)

Nota: Enquanto dinheiro, fama, poder, prazer, etc., procuram preencher o vazio da alma, alguns pensam que podem viver sem uma experiência mais profunda que transcenda a simples realidade visível. Como fomos criados para outro mundo, cedo ou tarde, alguns desses “famosos” se dão conta de que o vazio ainda está lá. Outros escolhem morrer no quarto e jogam fora a oportunidade de abrir a janela para ver o céu.[MB]

quinta-feira, agosto 20, 2009

Oceanos podem estar escondidos dentro da Terra

Estudos medindo a eletrocondutividade no interior do planeta indicam que talvez haja imensos oceanos sob a superfície da Terra. A água é um condutor extremamente eficiente de eletricidade. Por isso, cientistas da Oregon State University, nos Estados Unidos, acreditam que altos níveis de condutividade elétrica em partes do manto terrestre - região espessa situada entre a crosta terrestre e o núcleo - poderiam ser um indício da presença de água. Os pesquisadores criaram o primeiro mapa global tridimensional de condutividade elétrica do manto. Os resultados do estudo foram publicados nesta semana na revista científica Nature.

As áreas de alta condutividade coincidem com zonas de subducção, regiões onde as placas tectônicas - blocos rígidos que compõem a superfície da Terra - entram em contato e uma, geralmente a mais densa, afunda sob a outra em direção ao manto. Geólogos acreditam que as zonas de subducção sejam mais frias do que outras áreas do manto e, portanto, deveriam apresentar menor condutividade.

"Nosso estudo claramente mostra uma associação próxima entre zonas de subducção e alta condutividade. A explicação mais simples seria (a presença de) água", disse o geólogo Adam Schultz, coautor do estudo.

Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas não sabem ao certo quanta água existe sob o fundo do mar e quanto dessa água chega ao manto. "Na verdade, não sabemos realmente quanta água existe na Terra", disse um outro especialista envolvido no estudo, o oceanógrafo Gary Egbert. "Existem alguns indícios de que haveria muitas vezes mais água sob o fundo do mar do que em todos os oceanos do mundo combinados."

Segundo o pesquisador, o novo estudo pode ajudar a esclarecer essas questões.

A presença de água no interior da Terra teria muitas possíveis implicações. A água interage com minerais de formas diferentes em profundidades diferentes. Pequenas quantidades de água podem mudar as propriedades físicas das rochas, alterar a viscosidade de materiais presentes no manto, auxiliar na formação de colunas de rocha quente e, finalmente, afetar o que acontece na superfície do planeta.

Se a condutividade revelada pelo estudo for mesmo resultado da presença de água, o próximo passo seria explicar como ela chegou lá. "Se a água não estiver sendo empurrada para baixo pelas placas, seria ela primordial? (Estaria) lá embaixo há bilhões de anos?" [sic], pergunta Schultz.

"E se foi levada para baixo à medida que as placas lentamente afundam, seria isso um indício de que o planeta já foi muito mais cheio de água em tempos longínquos? Essas são questões fascinantes para as quais ainda não temos respostas."

Os cientistas esperam, no futuro, poder dizer quanta água estaria presente no manto, presa entre as rochas.

Este estudo teve o apoio da Nasa, a agência espacial americana.

(G1 Notícias)

Nota: Embora muitos adeptos da teoria diluvianista afirmem, baseados em evidências geológicas, que os montes não tenham sido tão altos no mundo antediluviano e que as fossas oceânicas também não devam ter sido tão profundas, e que se a Terra fosse mais ou menos planificada poderia ter havido água suficiente para cobrir vastas extensões de terra, essa nova pesquisa poderá responder à pergunta que insiste em não calar na mente e na boca de muitos opositores do modelo diluvianista bíblico: Para onde foi toda a água do dilúvio? Quem sabe não esteja aí a resposta?[MB]

Atleta da Fé dá início ao Projeto Atlanta 2010

O Atleta da Fé, George Silva (clique aqui para conhecê-lo melhor) deu início ao Projeto Atlanta 2010. O projeto é parte do grande alvo missionário do atleta: dar a volta ao mundo correndo e pedalando para anunciar a volta de Jesus e os benefícios de um estilo de vida saudável. O Projeto Atlanta 2010 consiste em correr e pedalar do Brasil até Atlanta, nos Estados Unidos, num total de quase 14 mil quilômetros. George saiu de Boa Vista no dia 13 e pretende chegar a Atlanta no dia 18 de junho do ano que vem, data que coincidirá com a realização da 59ª Sessão da Conferência Geral (reunião mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, realizada a cada cinco anos).

Currículo George tem. No Brasil, ele já percorreu mais de 21.000 km (e registrou tudo no livro Conquistando o Brasil, que, por sinal, está em promoção aqui), e em quatro meses fez 8.200 km por países sul-americanos. "Agora, nada mais natural do que sonhar alto outra vez e colocar meus sonhos nas mãos dAquele que pode realizar o impossível, para que através desse projeto eu possa exaltar o meu Deus diante dos homens e ganhar muitas pessoas para o Seu reino", diz o atleta.

A partir de hoje, você lerá com exclusividade aqui no blog os diários de viagem do Atleta da Fé.

Leia a reportagem sobre a largada de George publicada na Folha Web.

O poder da oração e a importância do casamento

Um neozelandês que prometeu à sua mulher encontrar a aliança de casamento depois de perdê-la no mar cumpriu a promessa, 16 meses depois. O ecologista Aleki Taumoepeau estava trabalhando no porto de Wellington, no ano passado, quando a aliança caiu no fundo da baía, a três metros de profundidade. Ele jogou uma âncora no local, insistindo que encontraria o anel. Seus amigos agora o chamam de “Senhor do Anel”, em referência ao livro de J.R. Tolkien, cujo filme foi rodado na Nova Zelândia.

“A aliança caiu no ar e todo mundo no barco ficou olhando. Parecia uma cena de Senhor dos Anéis em câmera lenta”, disse a mulher, Rachel Taumoepeau, ao jornal Dominion Post. Os dois estavam casados havia apenas três meses quando ele perdeu a aliança.

A primeira busca, três meses após Aleki perder a aliança, fracassou, mas, recentemente, ele voltou ao local, durante o inverno, determinado a encontrá-la. “Eu estava ficando com frio e cansado, então disse a Deus que seria muito bom encontrar a aliança naquela hora”, disse ele, que usou coordenadas de sistema de GPS durante a busca.

Ele então avistou a âncora, com a aliança a apenas alguns centímetros de distância. “Não acreditei que podia ver a aliança tão perfeitamente”, disse ele. “Toda a superfície do anel estava brilhando.”

(Terra)