segunda-feira, novembro 30, 2009

Projeto Atlanta: Colômbia (parte 5)

Quando ingressei na Colômbia, sonhava em alcançar duas cidades: Bogotá e Medellin. Depois que conquistei Medellin, fixei meu alvo no caminho mais curto que me permitisse chegar ao Panamá. Havia um em direção a Cartagena. Mais longo e vigiado todo tempo pelo exército colombiano. O outro seguia em direção de uma cidade chamada Turbo – praticamente a metade da distância e que me deixaria em um porto bem próximo do Panamá. No entanto, esse caminho é considerado como “zona vermelha”, ou seja, região onde existe ação terrorista das Farc. Aliás, Farc quer dizer Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Sua criação se deu em 1964, apenas como uma guerrilha revolucionária do Partido Comunista Colombiano. As Farc são uma das mais capacitadas, equipadas e a mais antiga das forças insurgentes do continente sul-americano. Tem de 12.000 a 18.000 membros e mantém presença em aproximadamente 80% do território colombiano, comandando grande parte dele, a maioria em florestas e selvas a sudeste da base das montanhas dos Andes.

Segundo o governo norte-americano, as Farc obtêm financiamento principalmente por meio de extorsões, sequestros e tráfico de drogas. Muitos combatentes e informantes das Farc são menores – estima-se que cerca de 20 a 30 por cento tenham menos de 18 anos. Todavia, posso também dizer, depois de concluir esta travessia, que este país foi invadido e ocupado estrategicamente por outro exército bem mais poderoso do que as Farc e as Forças Armadas: o exército celestial, cujo comandante-chefe é meu amigo e Criador do Universo, Jesus Cristo.

Por isso digo que o sufoco está passando. Cheguei a Turbo após cruzar de bicicleta todo o território colombiano. Para alcançar essa cidade portuária onde terminam as estradas da Colômbia em direção ao Panamá, foi necessário percorrer 1.580 km. Foi muito complicado galgar o pico das montanhas das Cordilheiras dos Andes Oriental, Central e Ocidental pedalando uma bicicleta. Ainda mais com uma “gorducha”.

A Colômbia é o único país da América do Sul cortado por esses três belíssimos acidentes geográficos. Estive em regiões nas quais havia picos com mais de 4.000 metros de altitude e o frio era insuportável. Como não carrego mochila capaz de levar roupa mais pesada, para aquecer o corpo dependia tão somente do calor produzido pelas pedaladas. Nos momentos em que era obrigado a parar por qualquer motivo – como, por exemplo, um pneu furado –, o frio me congelava os dedos e todo o corpo. Mas, pela compaixão de Deus, raras vezes estive nessa situação. E quando ocorreu, pude suportar.

Então, se apoderou de mim um sentimento profundo de vitória quando cheguei próximo a Turbo e avistei pela primeira vez sítios e fazendas completamente planos. Agora somente olhando para sudoeste, forçando a vista é que se vê muito distante a tênue imagem cinzenta das altas montanhas das cordilheiras. Quando recordo o instante em que cruzei a fronteira da Venezuela para a Colômbia, por Cucutá, e comecei a ziguezaguear por subidas de quase 100 km, as quais me deixavam exausto para vencê-las, é quando entendo que não foram apenas os meus músculos que me fizeram chegar a Turbo. Há outro poder por trás de tudo isso.

Devo regozijar-me e louvar com toda força ao meu Criador e Redentor, o qual me fez com capacidades físicas para superar limites. O incrível também é que esta “máquina humana” vai completar meio século desde que foi criada! Isso mesmo. Os músculos que impulsionam a “gorducha” irão completar 50 anos de existência. E, logicamente, se eu fosse um atleta comum, já estaria “pendurando as chuteiras” e pensando mais em aposentar-me. Todavia, em meu sangue corre um sentimento de missão a cumprir. Só vou poder descansar após ter percorrido todos os continentes da Terra e neles visitado todos os países, divulgando o estilo adventista de vida saudável e anunciando a volta de Jesus.

Somente nesta etapa – o Projeto Atlanta –, estarei cruzando 11 países. São eles: Venezuela, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Belize, Guatemala, México e Estados Unidos. Ainda estenderei esta viagem até o Canadá, depois Europa, África, Oriente, Ásia, Oceania e, por último, Austrália. Portanto, mesmo com a idade “dobrando o Cabo da Boa Esperança”, não poderei aposentar ainda meus sonhos e desafios.

Antes deste projeto, já percorri o Brasil (21.000 km) e toda a União Austral (8.200 km passando por Argentina, Uruguai e Paraguai), sempre caminhando, correndo e mais constantemente pedalando uma bicicleta, ou seja, esquadrinho os países como um desportista. Por onde passo vou semeando um rastro de esperança, de fé, de coragem, de garra e determinação e, sobretudo, de que não sou ninguém e nada posso fazer sem o Deus que está adiante de mim. Esta é a grande mensagem. Esta é a tônica básica e motivo maior de minhas viagens: pregar a verdade, dizendo para o mundo temer a Deus e dar-Lhe glória, pois se aproxima a passos largos a hora do Seu Juízo.

Essa é a maneira singela que Deus encontrou para salvar “alguns”, ou seja, enviar-me como atleta para lhes chamar a atenção, para ouvir-me, converterem-se e serem salvos.

Por isso, mesmo sem nenhuma condição, lutei para chegar a Turbo. Agora preciso descobrir como chegar por barco até o Panamá e a alguma cidade que tenha estradas a caminho de Costa Rica.

Em Turbo, fui recebido por dois irmãos adventistas. Eles estavam muito impressionados por eu estar viajando de bicicleta por seu país. Perguntaram por que não tomei um avião em Bogotá para a Cidade do Panamá. Ao saberem que eu estava sem condições financeiras para fazer esse percurso em avião, informaram que as passagens em barco até o Panamá, apesar de serem mais em conta, também não são tão baratas, e é necessário apresentar 600 dólares em espécie (dinheiro vivo) ao serviço de imigração para ter acesso ao território panamenho.

Por isso, saíram logo com a pergunta: “Irmão, quanto você tem em mãos, em dólares, para sua viagem até Puerto Obaldia, primeira cidade panamenha do outro lado?” Respondi: “Irmãos, não tenho dólares. Apenas alguns bolivares (moeda colombiana).” Dito isso, entreguei-lhes todo o dinheiro das ofertas recebidas das igrejas e que não havia gasto até aquele momento. O irmão Cesar Royas fez a contagem e, com a ajuda de uma calculadora, fez a conversão para dólares americanos. Muito surpreso, disse:

“Irmão George, você só dispõe de 52 dólares. Com este dinheiro não dá para viajar até o Panamá. Você terá que viajar daqui até uma cidade chamada Capurgana e ali pegar outra lancha até Puerto Obaldia, onde deverá receber o visto de entrada e ainda outra lancha até Miramar, que é o porto onde existe estrada ligando o resto do país. Só a primeira parte da viagem custa 50 dólares, sem direito a comida. É impossível o que você pretende fazer! São necessários quase mil dólares para se chegar ao Panamá em condições de ingressar no país. A igreja local é pobre, não temos como lhe ajudar. Você deve buscar ajuda com seus irmãos brasileiros. Há muitos adventistas ricos no Brasil. Se você não tiver apoio financeiro, aqui é o fim desse seu sonho de chegar a Atlanta.”

Após escutar atento as orientações, percebi que havia chegado a um beco sem saída. Não tinha recursos para continuar a viagem e muito menos para regressar ao Brasil. Havendo estradas, eu vou até o fim do mundo com muito pouco. Porém, quando sou obrigado a utilizar outro meio de transporte, quer seja barco, ônibus ou avião, a situação se complica porque os gastos aumentam e não tenho um patrocinador que banque despesas de grande vulto. O dinheiro da minha aposentadoria mantém minha esposa e filhos no Brasil.

Estou com um problema de difícil solução... Onde conseguir mil dólares (600 para apresentar ao serviço de imigração para o carimbo do passaporte e outros 400 para pagar passagens em barcos, comida e hotéis nas vilas portuárias até ingressar no Panamá?

Enquanto o irmão Cezar coçava a cabeça e repetia que não tinha meios de me ajudar, eu orava e a comunhão com Deus dava-me a certeza de que de alguma forma iria sair dessa situação.

Então, passados alguns minutos, meu anfitrião da igreja adventista em Turbo me disse que há uma única alternativa para que eu continue avançando rumo ao Panamá: terei que tomar um barco em direção a um povoado marítimo chamado Unguia e dali seguir por trilhas até outra cidade chamada Acandi. No entanto, ele me advertiu de que ninguém faz esse caminho em bicicleta por ser muito perigoso. Além do risco de se perder (uma vez que é preciso passar por rios, trilhas na selva, cortar por fazendas), corre-se o risco de assaltos e sequestro.

Ah, Senhor, o que devo fazer? Um único caminho. Uma única alternativa para seguir viajando. Lembro-me da Tua Sagrada Escritura que diz assim: “Entrai pela porta estreita, pois largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição.” Ou seja, há muitas direções, mas apenas uma deixa na entrada do Céu.

Deus meu, se não tenho outro rumo para alcançar o Panamá, seguirei por esse estreito, espinhoso e perigoso caminho. Venha, Senhor dos Exércitos! Passe adiante de mim mais esta vez. Avancemos juntos!

Duas horas após essas meditações, depois do pagamento de 25 dólares por mim e mais 15 pela “gorducha”, estava embarcando em uma “palanca” (lancha pequena) na direção de Unguia.

Não sei o que me espera do outro lado. Todavia, de algo tenho certeza: Deus vai adiante de mim.

Meu nome é George Silva. Meu apelido: Atleta da Fé. Triatleta brasileiro viajando sobre duas rodas para os Estados Unidos. Sou um “caçador”. Um “caçador celeste”.

Vamos juntos. Embarque comigo nestes relatos. Viva o que estou passando. Sinta o que tem feito o Deus a quem sirvo, pois Ele está aqui. Venha comigo. Atlanta nos espera!

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

Nota: O Atleta da Fé, George Silva, está enfrentando grandes dificuldades financeiras para prosseguir nessa missão esportivo-evangelística e precisa urgentemente fazer uma revisão na bicicleta. Ele não me pediu isso, mas eu convido: se você puder colaborar de alguma maneira, escreva para ele: georgepalestras@yahoo.com.br

domingo, novembro 29, 2009

Simpósio Universitário Unasp: Sociedade de Consumo

Em uma época de forte apelo da mídia para a compra de produtos e serviços em troca da satisfação pessoal instantânea, universitários adventistas discutiram a sociedade de consumo em seus vários aspectos. Entre os dias 23 e 25 de outubro, 690 estudantes universitários de todo o Brasil se reuniram no campus. O motivo foi o 8º Simpósio Nacional Adventista de Universitários, que teve como tema "O Universitário Cristão na Sociedade de Consumo". Clique aqui e assista a um pequeno vídeo sobre o evento.

Confira também: palestra sobre consumismo para download.

Pai coruja: o certificado de astronomia da minha filha


Minha filha de sete anos participou de uma prova alusiva ao Ano da Astronomia (ofuscado pelo Ano de Darwin...). Leia o que ela escreveu no blog dela (ok, sou coruja mesmo): "No começo do ano eu fiz uma prova de astronomia, foi de manhã, lá na escola adventista. Na prova de astronomia também falava de energia elétrica. Foi bem legal. Eu gosto de astronomia porque isso nos lembra da grandiosidade de Deus, as galáxias, as milhares de estrelas, os planetas, todos eles mostram que Deus é grande e poderoso. Milhares de coisas mostram que Deus é grande e uma delas é a astronomia. Galileu Galilei e Nicolau Copérnico foram os primeiros astrônomos. Galileu aperfeiçoou o telescópio para poder ver os planetas e foi ele quem descobriu as luas de Júpiter. Só que antes de tudo isso acontecer os planetas, estrelas, galáxias... já estavam lá e Deus que colocou eles lá, e foi Deus que fez esses astrônomos viverem para que pesquisassem tudo isso que Ele fez."

Arqueólogos adventistas são destaque na IstoÉ

A revista IstoÉ desta semana traz matéria sobre o trabalho de arqueólogos brasileiros, dois dos quais adventistas: os doutores Rodrigo Silva e Jorge Fabbro. Leia aqui alguns trechos da reportagem: "Fazia 40 graus à sombra, debaixo de uma tela de plástico perfurada em Monte Sião, Jerusalém. Corria o último mês de julho e cerca de 50 titulados acadêmicos de diferentes partes do mundo distribuíam picaretadas nessa porção de terra sagrada, onde ficava a residência de Caifás, o sumo sacerdote que presidiu os dois julgamentos de Jesus Cristo. Todos haviam trocado de bom grado o ar-condicionado de suas salas nas universidades para suar sob o sol escaldante da cidade santa, em busca de tesouros históricos.

No meio dessa turma um brasileiro, professor de arqueologia, com um chapéu à Indiana Jones na cabeça, lutava contra uma tendinite no braço esquerdo provocada por uma inflamação na coluna cervical. Aos 54 anos, o paulista Jorge Fabbro, teólogo com mestrado em arqueologia pela Andrews University (EUA), não queria abandonar a terceira expedição da qual participava em Israel. Além de atender às preces do professor Fabbro, Deus deu o ar da graça a todos os seus colegas de empreitada.

A escavação da qual participavam resultou em uma das maiores descobertas da arqueologia bíblica deste ano: uma taça de pedra, datada do século I d.C., na qual estão escritas dez linhas, possivelmente em aramaico ou em hebraico. Trata-se de um código secreto, ainda misterioso, formado por algumas letras redigidas de cabeça para baixo e frases de trás para a frente. Uma relíquia do tipo, suspeitam os pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte que capitaneavam a missão, pode ter sido usada por Jesus para se lavar ritualmente antes da última ceia.

Não existe na história de Israel nenhum vaso ritual com inscrição tão extensa quanto este. "Infelizmente não fui eu quem deu a picaretada para tirá-lo do chão", lamenta-se, em um primeiro momento, o professor Fabbro. "Mas o prazer de tocar em um objeto que ninguém tinha visto em dois mil anos é indescritível."

Saciar o espírito aventureiro, próprio do herói da série "Indiana Jones", e contribuir com a ciência motivam alguns arqueólogos brasileiros a deixar de lado os livros e o conforto do lar para, no Exterior, sujar as mãos de terra em busca de objetos raros. Não é tarefa fácil. Em 2007, o professor mineiro Rodrigo Pereira da Silva, especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, escavou na Jordânia.

Como os trabalhos em sítios arqueológicos começam cedo por causa do calor, passou um mês acordando às 4h da manhã. Com um turbante na cabeça e munido de trena, pá, picareta, colher de pedreiro, vassoura e pincel, ele dava expediente em uma camada de terra do período persa datada do século VI a.C. até a hora do café, às 8h.

Duas horas e meia mais tarde, Silva, que leciona no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), almoçava no alojamento próximo dali, onde ele e outros colegas dormiam. À tarde, o sol castigava e não havia escavação. A labuta, porém, não parava. Com um balde de água e escova de dente, os pesquisadores tinham de lavar os achados.

Com algumas poucas mudanças, esse foi o ritual de Silva, 39 anos, nas seis expedições que constam de seu currículo. "É um trabalho gostoso, no qual não existe a síndrome da segunda-feira", afirma o professor, que descobriu uma estatueta datada entre 10 mil a.C. e 5 mil a.C., hoje exposta no museu de Shaar ha Golan, em Israel.

Empoeirar-se em terras sagradas do Oriente Médio - o professor Fabbro conta que a cada dois dias de trabalho joga-se fora uma camiseta e uma calça - custa caro e, na maioria dos casos, é bancado pelo próprio acadêmico. Silva desembolsou cerca de R$ 10 mil na missão da Jordânia. Fabbro, que se inscreveu e foi selecionado pela Universidade da Carolina do Norte, contou com o patrocínio de R$ 20 mil da Universidade Santo Amaro (Unisa), na qual leciona, para passar seis semanas em Jerusalém. (...)

"[O] arqueólogo Fabbro, que chegou a escavar com caças israelenses sobrevoando sua cabeça, brinca ao citar a maior das aventuras dessa profissão fascinante: 'Dividir o quarto com colegas. Até Ph.D. ronca!'"

Jorge Fabbro. Idade: 54 anos. Formação: teólogo e advogado, mestre em arqueologia pela Andrews University (EUA). Expedições: Israel (nas cidades de Tel Dor, Megiddo e Jerusalém). Descobertas: taça de pedra com uma inscrição de dez linhas usada por sacerdotes do primeiro século do cristianismo. É o vaso ritual que apresenta a inscrição mais extensa da história de Israel. Escama de bronze de 700 a .C. que fazia parte da couraça de um guerreiro.

Rodrigo da Silva. Idade: 39 anos. Formação: teólogo, filósofo e doutor em teologia bíblica. Fez pós-doutorado em arqueologia na Andrews University (EUA), além de cursos de arqueologia na Universidade Hebraica de Jerusalém. Expedições: escavações em Israel, Jordânia, Sudão e Espanha. Descobertas: uma estatueta do período neolítico, datada entre 10000 a. C. e 5000 a. C., hoje exposta no museu de Shaar ha Golan, em Israel, e três moedas gregas raras.

Detalhe: tenho o prazer e o privilégio de ter o doutor Rodrigo como meu orientador de mestrado. É compensador ver que a mídia está reconhecendo o relevante trabalho desses pesquisadores brasileiros.[MB]

Sequenciamento genético: a frustração

Quando a molécula de DNA foi descoberta, em 7 de março de 1953, pelo estadunidense James Watson e pelo britânico Francis Crick, ficou claro que a ciência se deparava com um dos maiores avanços científicos do século. A partir de então, muitas teorias e especulações foram propostas a respeito do funcionamento da molécula e de suas consequencias para o futuro da humanidade. A ciência chegou a acreditar ser possível traçar, com perfeição, as doenças que uma pessoa teria durante a vida, antes mesmo de ela nascer. Com o anúncio do sequenciamento genético humano, há poucos anos, a ciência parecia tangenciar a ficção científica, em que se afigurava a criação de órgãos para transplantes sem rejeições, medicina preventiva, super-humanos, etc.

No entanto, com o passar dos anos, os cientistas ligados à área tiveram algumas desilusões. Isso tem se mostrado em vários estudos conduzidos sobre a correlação de trechos do DNA e o risco de doenças. Em um artigo publicado recentemente na revista Science, dois pesquisadores (Suíça e Estados Unidos) afirmaram que o homem está muito mais sujeito ao ambiente e seu estilo de vida do que outrora se imaginava, dando ao DNA um papel bem mais humilde do que os anteriores.

Embora a molécula continue sendo uma das mais fantásticas criações conhecidas no Universo, a ciência tem, seguidamente, comprovado que o homem tem cada vez menos apoio para descansar na predestinação e cada vez mais responsabilidades quanto ao seu próprio bem-estar.

"Uma meta factível de saúde pública que merece destaque é identificar, para cada indivíduo, fatores no seu estilo de vida que representem riscos particularmente elevados de doenças crônicas", dizem os pesquisadores.

Essas conclusões já estavam disponíveis há três milênios... E ganharam uma forcinha há 150 anos...

(Em Defesa da Verdade)

Leia também: "Estilo de vida conta mais que herança genética"

sexta-feira, novembro 27, 2009

Dawkins usa crianças cristãs em anúncio ateu

A mais recente campanha contra a religião levada a cabo por Richard Dawkins recorre à imagem de duas crianças que são filhas de um dos mais conhecidos músicos cristãos dos EUA, Brad Mason. “Não me rotule, por favor – Deixe-me crescer e escolher por mim.” É esse o lema que aparece entre as fotografias de duas crianças aos saltos, com um grande sorriso no rosto, numa imagem que pretende revelar liberdade e felicidade. A campanha está sendo levada a cabo pela British Humanist Association e o biólogo e militante ateu Richard Dawkins, com o objetivo de criticar a educação religiosa das crianças. Segundo um dos dirigentes da BHA, Andrew Copson, “rotular as crianças segundo a religião dos seus pais atenta contra seus direitos e a sua autonomia”. (...)

“Parece piada”, explicou o pai e fotógrafo Brad Mason, “porque obviamente estavam à procura de imagens de crianças que parecessem felizes e livres. Aconteceu escolherem estas crianças cristãs. É irônico. No fundo é um elogio, demonstra que educamos bem os nossos filhos, e que são felizes.”

Nota: Quer ver o que é doutrinação infantil, assista este vídeo.

Leia também: "Dawkins lança retiro ateu para crianças" e "Um biólogo irado (e mal educado)"

Sombras do passado

A modelo Joana Prado, que viveu a Feiticeira na Band, não deixou que um programa exibido em Fortaleza (CE) mostrasse vídeos seus como a personagem ou imagens do ensaio que fez para a revista Playboy. Joana, que participava do programa ao lado do marido, Vitor Belfort, disse que se sentia mal vendo imagens da época. "Eu me sinto constrangida quando me vejo dançando porque minha história hoje em dia é totalmente diferente. (...) Se vocês pudessem me respeitar eu gostaria que não mostrassem imagem de Feiticeira ou foto de Playboy porque eu vou me sentir mal", disse a modelo, com a voz embargada, ao apresentador João Inácio, da TV Diário.

Joana falou sobre o seu passado após o apresentador explicar à plateia que uma parte do programa havia sido cancelada a pedido da modelo. "Eu achei que já tinha sido feito um acerto entre a produção e vocês, mas como não houve..."

"Eu tenho coisas mais legais pra falar. Eu tenho três filhos e eu não quero que a referência deles seja essa. Outro dia meu filho falou pra mim: 'Ah, mamãe, você dançava de biquíni.' Eu falei, 'Eu dançava, filho, mas hoje em dia a mamãe vive outra história'. (...) O que eu quero deixar bem claro é que eu tenho coisas mais legais para falar. O que eu quero mostrar para todo mundo é sim a minha mudança, é sim a minha conversão", disse Joana que desde 2003 é evangélica. (...)

(Folha Online)

Nota: Todas as pessoas têm chance de recomeçar e de se arrepender dos erros do passado. Mas a história de Joana Prado nos faz pensar nas consequências de nossas escolhas. Em grande medida, semeamos hoje o que vamos colher no futuro. Quando a igreja orienta os jovens a se manterem castos para o casamento, por exemplo, quer, na verdade, protegê-los de feridas emocionais que poderão acompanhá-los para o resto da vida, ainda que o perdão lhes seja garantido (desde que haja arrependimento, evidentemente). Por isso, pense muito bem antes de dar um passo, tomar uma decisão, fazer escolhas, a fim de que não precise ficar constrangido e envergonhado de seu passado. Se suas decisões e escolhas forem guiadas por Deus, o futuro sorrirá para você e o passado terá sido uma bela história digna de ser recordada. A escolha é sua.[MB]

quinta-feira, novembro 26, 2009

Presidente tcheco é contra acordo sobre aquecimento

O presidente da República Tcheca, Václav Klaus, disse nesta quarta-feira (25), durante visita a São Paulo, ser 100% contra o acordo de aquecimento global que será discutido na próxima Conferência de Copenhague. Segundo ele, muitos dos aspectos do "discurso verde" são uma forma de "escapismo".

"Devo dizer que sou 100% contra o acordo de Copenhague. Não devemos concordar que um acordo nos diga como viver, o que fazer, como se comportar, o que consumir, o que comer ou como viajar. O que precisamos é de cooperação, flexibilidade, avanço técnico e mercados livres. Em outras palavras, o que precisamos é liberdade e temo que isso esteja em perigo em Copenhagem", disse durante conferência na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado).

Klaus disse que as opiniões que defende estão no seu livro "Blue Planet in Green Shackles" (Planeta Azul em Algemas Verdes, em tradução livre, inédito em português). De acordo com ele, não há argumentos convincentes sobre o aquecimento global, a mudança do clima não é grande e vem sendo usada politicamente como um "escapismo".
...
Último presidente dos 27 países que compõem a União Europeia a assinar o Tratado de Lisboa, que deve entrar em vigor em 1º de dezembro, Klaus disse discordar também da idéia dominante de integração na Europa.

De acordo com ele, a idéia original de integração amigável, de remoção de barreiras vem se transformando numa “centralização de decisões”.

Assinado na capital portuguesa em 13 de dezembro de 2007, o Tratado de Lisboa prevê criar um cargo de presidente estável, mecanismos para facilitar a tomada de decisões entre os membros do bloco e reforçar o Europarlamento.

(G1 Notícias)

Nota do blog Diário da Profecia: Algumas nuances a serem consideradas, como de costume: (2) Não há dúvidas sobre as mudanças de ordem climática no planeta. Existem, sim, dúvidas sobre as suas reais causas. As últimas notícias veiculadas nos dão conta de que mesmo os defensores da ideia dominante assim o sejam por motivos "equivocados" (2) Não há dúvidas de que o tema vem sendo utilizado de forma política. Existem, sim, dúvidas sobre aonde essa realidade nos levará. O ceticismo que envolve o assunto e as já citadas denúncias demonstram que a eventual tomada de medidas que reflitam as palavras do presidente tcheco ("como viver, o que fazer, como se comportar, o que consumir, o que comer ou como viajar"), apontarão estarmos diante de algo que não parará até atingir seus plenos objetivos. (3) Não há duvidas de que o Livro de Daniel no capítulo 2 continua atualíssimo: a Europa continua longe de uma bandeira única. Não há dúvidas também sobre quem está nos bastidores da tentativa de "centralização de decisões", assim como quem está para se levantar, voltar e colocar um ponto final nessa história de horror. Maranata!

Um jovem rico moderno

Meu primeiro contato com a mensagem adventista se deu por volta dos meus 15 anos de idade. Nesse período, eu cursava o ensino médio no Centro Interescolar de Segundo Grau Abílio Paulo (CIS), em Criciúma, SC. A professora de religião de então havia convidado um jovem chamado Michelson Borges para nos ministrar algumas aulas sobre a revelação do Apocalipse. Ao longo das aulas acabei descobrindo que o Michelson morava próximo à minha casa. Sempre, no fim das aulas, pegávamos o ônibus de retorno juntos e ficávamos até altas horas da noite conversando sobre religião e a mensagem da salvação.

Confesso que a inteligência daquele jovem me impressionava. Todos os questionamentos que eu lhe fazia sobre religião, muitos até em tom provocativo, ele me respondia com paciência e muita convicção. O tempo nos tornou verdadeiros amigos – desses de um frequentar a casa do outro e tudo mais.

O tempo, a amizade, os estudos da Bíblia e de outros livros levaram-me a aceitar Jesus. Fui batizado nas águas. Tornei-me um adventista do sétimo dia. Foram realmente dias felizes em minha vida!

Passado algum tempo, o Michelson precisou se ausentar de Criciúma, já que ele cursava Jornalismo na Universidade Federal, em Florianópolis, capital do nosso Estado. Sua ausência, aos poucos, tornou-se definitiva, e o Michelson passou a frequentar uma igreja em Florianópolis e a morar nessa mesma cidade. Como eu tinha poucos amigos na igreja, e como o Michelson agora pouco vinha a Criciúma, comecei a sair com meus antigos “amigos”. E aí deu no que deu. Acabei me afastando da fé.

Já fora da igreja, me profissionalizei em contabilidade, também me formei em Direito e me pós-graduei em Processo Civil. Posteriormente, em 2005, abri juntamente com um sócio uma empresa na área de assessoria tributária. Obtive muito sucesso profissional. Atualmente, me dedico à profissão de contabilista, sou advogado e empresário. Tenho 32 anos, sou casado e tenho um filho.

Mas o que mais chama atenção em minha história é o plano que Deus tinha para mim. Sou obrigado a confessar que sempre fui uma pessoa muito ambiciosa. Sempre pensei em estudar para ganhar muito dinheiro. E, nesse aspecto, Deus foi muito generoso comigo. Coisas que jamais imaginei alcançar, mesmo em sonho, Deus me permitiu conseguir. Comprei carro importado dos mais modernos, terrenos em áreas nobres da cidade, cobertura duplex com piscina em bairro chique, frequentava festas sociais, Lions Club, e várias outras coisas com as quais muita gente sonharia.

Todavia, mesmo tendo conseguido tudo isso, eu não era feliz. Vivia triste, desolado. Alguma coisa me faltava. Tinha tudo, e ao mesmo tempo não tinha nada. Algumas vezes, inclusive, pensei até em fazer coisas piores que não convém aqui nem mencionar...

Sucesso profissional, bens materiais, juventude (apenas 32 anos de idade), uma linda esposa, um lindo filho, mas na verdade uma pessoa muito infeliz. Esse era o retrato de minha vida.

Um dia, em uma reunião com um cliente na empresa (o nome dele é Celézio Morona), ele me questionou acerca de minha fé. E eu, muito tristemente, lhe respondi que não tinha nenhuma. Que era infeliz. Incomodado, ele me perguntou: “Mas como, e tudo isso que tu tens?” Respondi-lhe que tudo não passava de ilusão!

Disse-lhe, então, que na minha juventude havia frequentado uma igreja, e que, naquela época, embora não tivesse nada de bens materiais, eu havia sido muito feliz! Qual não foi minha surpresa quando, com alegria, meu cliente me disse que ele era adventista; que havia recentemente abraçado a fé e sido convertido. Ficamos, então, conversando por um longo tempo sobre esse assunto.

Posteriormente, cada vez que esse meu cliente vinha à empresa, nós conversamos sobre religião. Um dia, meu cliente me perguntou se eu não gostaria de voltar a estudar as Escrituras. Se eu aceitaria fazer um estudo bíblico ministrado por um pastor chamado Arildo Oliveira, segundo ele homem muito consagrado. Prontamente aceitei.

Logo ao fim do meu primeiro estudo bíblico (numa sexta-feira à tarde), o pastor Arildo me convidou para ir à igreja no outro dia, sábado. Quem iria pregar era um pastor de Curitiba, muito conhecido. A pregação iria ser na mesma igreja que eu havia frequentado quando jovem. Disse-lhe, então, que iria pensar.

No sábado pela manhã, acordei cedo, tomei coragem e fui ao culto. Chegando à igreja, meu coração disparou. Lembrei-me de todos os momentos felizes que havia passado ali naquele local. Mas a surpresa maior ainda estava por vir. Iniciado o culto, o tema do sermão foi sobre o jovem rico. Foi uma das pregações mais lindas que já ouvi em toda a minha vida. Deus estava falando comigo ali, naquele momento, disso eu tenha certeza! Chorei copiosamente o culto inteiro. Não tive vergonha!

Confesso, aquele sermão me abalou demais. Fiquei estupefato. Tive certeza de que Deus estava me chamando. Chegando em casa, entrei no quarto do meu filho, fechei a porta em secreto, e orei a Deus com todo o meu coração, como nunca antes!

Em profunda oração, questionei: “Meu Deus, se aquela mensagem sobre o jovem rico foi pra mim, se o Senhor falou comigo, se o Senhor está me chamando, por favor, me dê um sinal aqui e agora, estou com Tua Palavra sob minhas mãos; vou abrir a Bíblia e se Tu tens alguma coisa para me dizer, me diga.”

Por incrível que pareça, em lágrimas, ao abrir as Escrituras, deparei-me novamente com a história do jovem rico! Não tive dúvidas. Deus realmente estava me chamando! Tudo aquilo não podia ser coincidência!

Na semana seguinte, disse ao pastor Arildo que queria me batizar o mais rápido possível. Contei-lhe tudo que tinha acontecido e da certeza que tive de que Deus havia me falado! Batizei-me nas águas novamente no dia 21 de novembro. Encontrei novamente minha felicidade!

No dia do meu batismo, dei este mesmo testemunho ainda dentro do tanque batismal, e treze pessoas resolveram naquele momento aceitar a Jesus. Louvo a Deus por isso, e peço a oração de todos os irmãos para que nosso grande Deus continue a nos abençoar. Amém!

Sou profundamente grato primeiramente a Deus, que nunca desistiu de mim, e aos irmãos Michelson, Maria Nascimento e Enedina Borges, que oraram por mim esses anos todos.

(Willian Peres Bittencourte)

Leia também: "Um filho que volta para casa"

Desculpas para a licenciosidade

Deu no Gazeta Online: "Os mais atentos já notaram que adolescentes vêm incrementando o visual com mais um item: uma colorida pulseira de plástico. O objeto parece inocente. Mas, na realidade, é um código para experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até o sexo propriamente dito. As pulseirinhas de silicone, agora promovidas 'a pulseiras do sexo', geraram o maior burburinho desde que começaram a aparecer. Alguns nem imaginam do que se trata. A moda, iniciada na Inglaterra, se disseminou pelo mundo, principalmente via internet, e é febre também dentro das escolas.

"Quem usa as pulseiras está automaticamente participando de um tipo de jogo (o Snap), que funciona assim: uns tentam arrebentar a pulseira do outro. Aquele que consegue ganha o direito ao 'ato' ao qual a cor da pulseira corresponde. As 'prendas' vão desde um carinho até uma atividade sexual.

"Há pais que já ligaram o sinal de alerta. E muitos ficam chocados quando descobrem que a pulseira usada pelo filho serve para esse tipo de 'brincadeira'." (...)

Esta foi publicada no blog Mulher 7x7: “Teve uma época em que circulou até uma corrente de e-mails alertando para o perigo de ser dopado em uma festa qualquer e acabar em uma banheira cheia de gelo, sem um rim, mas, de maneira geral, nunca pensei muito nesse risco. Talvez porque as medidas para evitar o perigo são simples: comprar pessoalmente a bebida que for consumir, ficar de olho no copo quando ele não estiver na sua mão e não aceitar ofertas de estranhos. Simples, não?

"Mesmo assim, ainda acontece de pessoas, principalmente mulheres, prestarem queixa de que foram vítimas do 'boa noite, Cinderela'. Mas, segundo um estudo publicado recentemente aqui no Reino Unido, a história está mais para conto da Carochinha: os pais devem se preocupar menos com o que pode estar dentro da bebida das filhas e mais com a bebida em si.

"De acordo com um acompanhamento feito pelo hospital Wrexham Maelor durante um ano, nenhuma das 75 pessoas que alegaram terem sido dopadas tinha traços de drogas no sangue. Nada de GHB, de quetamina ou de Rohypnol, substâncias usadas no golpe. O que o resultado apontava era uma quantidade exagerada de álcool no sangue dos pacientes, em sua maioria mulheres.

"A conclusão do estudo, apresentado em uma reportagem do jornal britânico Daily Mail, é que muitas mulheres recorrem ao ‘boa noite, Cinderela’ como uma desculpa por terem bebido demais e perdido o controle sobre si mesmas. Elas preferem acreditar que uma droga colocada por um estranho, e não os drinques que tomaram, seja responsável pelas loucuras que fizeram ou pela amnésia que enfrentam.

"'Sempre há uma suspeita de que as pessoas vão dizer que foram dopadas quando, talvez, elas tenham errado na avaliação da quantidade de álcool que ingeriram', diz Peter Saul, um dos médicos que conduziram a pesquisa. 'Se você for para casa e seus pais estiverem lá, e você chegar num estado terrível, depois de vir vomitando pelo caminho, você vai ganhar a simpatia deles se disser: 'Colocaram droga na minha bebida.' O mesmo não acontecerá se você disser: 'Bebi demais.' (...)

"Ao exagerar na quantidade de drinques, muitas mulheres acabam se colocando, involuntariamente, numa posição vulnerável. Com o poder de julgamento prejudicado e os sentidos amortecidos pelo álcool, elas podem virar presas fáceis para estupradores. E a confusão sobre o que de fato aconteceu pode prejudicar a apuração do crime."

Nota: Não faltam desculpas e subterfúgios para dar vazão aos instintos e ao pecado. Só que as consequências dessa vida desregrada do prazer pelo prazer cobram uma conta alta a curto, médio e longo prazo. As marcas físicas e psicológicas de atitudes impensadas podem ficar para a vida toda. O estilo de vida preconizado na Bíblia (o qual tem que ver com fidelidade, pureza, amor desinteressado, doação, etc.) continua e continuará sendo aquele que satisfaz nossos anseios por felicidade e realização. Experimente![MB]

quarta-feira, novembro 25, 2009

Um biólogo irado (e mal educado)

[Meus comentários a esta resenha seguem entre colchetes.] O biólogo inglês Richard Dawkins, 68 anos, é sem sombra de dúvida o maior divulgador vivo da teoria da evolução. Seu primeiro livro, O gene egoísta (1976), inspirou uma geração de estudantes de biologia, enquanto o penúltimo, Deus, um delírio (2006), serviu como um poderoso argumento para elevar a autoestima dos ateus, incentivando-os a sair do armário. Com o seu novo livro, esplendidamente intitulado de O maior espetáculo da Terra - As evidências da evolução (Editora Companhia das Letras, 475 páginas, R$ 53), Dawkins faz uma defesa inabalável [como certos setores da mídia conseguem ser tão laudatórios, quando querem!] da teoria da evolução, formulada há exatos 150 anos por Charles Darwin, com a publicação de A origem das espécies (1859). O objetivo de Dawkins é justificar a validade da teoria ao público leigo – e avesso – à evolução. Sua meta é converter a massa ignara [leia-se ignorante, insensata, estúpida] que, em nome de convicções religiosas, insiste em dar as costas ao princípio basilar das biociências, da genética e da medicina do século XXI. [Lembre-se de que Dawkins se autointitula "bright"; os que não aceitam o ultradarwinismo são, portanto, imbecis.]

Partir do princípio de que seu público-alvo é estúpido não seria um bom ponto de partida para o livro. No entanto, é precisamente isso o que Dawkins faz nessa sua cruzada científica evangelizadora. Ele inicia citando dois livros seus antigos, apenas para observar que, quando os escreveu nos anos 1980, “as pessoas eram, aparentemente, mais inteligentes” e ele não precisava argumentar que a evolução de fato aconteceu. “Não parecia ser necessário”, diz.

Estava enganado. Prova disso é a expansão, principalmente nos Estados Unidos, do criacionismo, movimento pseudo-científico que renega Darwin, e defende a necessidade de uma “inteligência superior” para justificar a complexidade da vida e do universo. Definido quem é o inimigo a ser enfrentado, Dawkins, já no primeiro capítulo, compara a sua tarefa à de um professor de história forçado a ensinar “um bando de ignorantes (...) À exceção daqueles lamentavelmente desinformados, é obrigação de todos aceitarem a evolução como um fato”. [Será que eu li isso mesmo?! Os "ignorantes" são obrigados a aceitar a evolução como fato?!!]

Em cada capítulo, Dawkins destila ironia. “Este não é um livro antirreligioso”, afirma, antes de começar a bater sem dó nos dogmas religiosos. “Deus, é bom repetir o que deveria ser óbvio, mas não é, jamais criou uma asinha”, qualquer. Para Dawkins, os jovens criacionistas foram “iludidos até as raias da perversidade” [ah, sim, agora os criacionistas - que procuram se pautar pelos princípios éticos da lei de Deus e não pelos ditames da competição pela sobrevivência e propagação da bagagem genética (doa a quem doer) - é que são perversos!]. Tem-se a impressão de que Dawkins não consegue controlar sua ira [típico de quem não possui o fruto do Espírito]. Ou melhor, desde que se aposentou em 2008 da Universidade de Oxford, Dawkins não tem mais porque refrear o seu ímpeto antirreligioso.

O maior espetáculo da Terra não é um mau livro – Dawkins não saberia escrever algo que fosse ruim [uia!]. No entanto, pode-se perguntar por que ele perde tanto tempo tentando argumentar com os criacionistas. Todos nós sabemos que os criacionistas não são pensadores racionais [ai, essa doeu, e se eu não acreditasse em sono da morte, diria que muitos dos chamados pais da ciência teriam se revirado na sepultura]. Eles são movidos por suas crenças, não pela lógica [Acreditar que informação complexa especificada não surge, simplesmente, é ilógico? Sustentar que todo projeto deriva de um projetista não é lógico? Faça-me o favor!]. Eis aí a justificativa da profissão de fé desse grande cientista ["grande cientista"?! Por que Época não menciona uma descoberta significativa sequer do "grande biólogo irado"? Por que não diz que, além de aposentado, faz anos que Dawkins não produz ciência, não pisa num laboratório como pesquisador, apenas escreve livros para encher os bolsos e descer a lenha nos teístas e criacionistas?]. Dawkins não tem medo de ser politicamente incorreto. Não tem papas na língua. Não tem medo de criar polêmica nem chamar os criacionistas de imbecis [Por que teria medo disso, se é justamente esse rancor estridentemente sensacionalista que ajuda a vender seus calhamaços?]. A única coisa que Dawkins teme é a ignorância. [Na verdade, a ignorância que lamento é a das editoras brasileiras que ignoram livros que têm feito muito sucesso lá fora e que ajudariam a equilibrar esse dabate em nosso país; livros como The Edge of Evolution, do bioquímico Michael Behe, ou o recém-lançado Signature in the Cell, de Stephen Meyer, primeiro lugar na lista de best-sellers da Amazon na categoria ciência, em 2009, mas praticamente desconhecido no território tupiniquim.]

(Época)

Nota: Alguém tem um Dramin aí? Ler essa matéria me deu náuseas.[MB]

Justiça determina nova data do Enem para alunos judeus

O desembargador federal Mairan Maia, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), determinou que o Ministério da Educação (MEC) fixe uma nova data de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio 2009 (Enem) para que 22 estudantes judeus do Colégio Iavne, no bairro dos Jardins, em São Paulo, possam fazer a prova. O Enem está marcado para 5 e 6 de dezembro. Sua primeira prova cairá num sábado, dia do Shabat, sagrado para os judeus, no qual eles não podem fazer nenhuma atividade secular. O MEC informou que pretende manter a realização do Enem nas datas pré-estabelecidas e recorrerá da decisão em instâncias superiores.

Atualmente, todos os alunos cuja religião preserva os sábados como dia de descanso têm a alternativa de fazer a prova em horário especial. Esses estudantes devem chegar às 12h ao local de avaliação estabelecido, onde permanecem confinados até o pôr do sol, quando começarão a fazer o exame. Na opinião de Rogério Terra, advogado que representou o colégio na ação, essa opção oferecida pelo MEC é paliativa. Para Terra, ela seria uma piada de mau gosto:

"Isso viola o princípio da dignidade da pessoa humana", diz. "Depois de ficar seis horas olhando para o teto, o aluno não poderá competir em condições de igualdade com os outros estudantes."

A decisão do desembargador federal Mairan Maia é inédita no TRF-3. Ela poderá abrir precedente para determinações posteriores, em benefício de outros alunos sabatistas.

Na opinião do desembargador, não há sociedade livre sem liberdade de crença religiosa. Segundo ele escreveu no texto da sua decisão: "Incumbe ao Estado, ao planejar e ao executar as tarefas que a Constituição lhe atribui, como por exemplo, promover a educação, observar e respeitar a liberdade de crença e a pluralidade de crenças religiosas entre seus integrantes."

A decisão do desembargador não prevê, em caso do seu não cumprimento, nenhuma ação punitiva ao MEC. Porém, se o ministério demorar muito ou não atender o pedido da justiça, o advogado Rogério Terra pretende entrar com uma petição, solicitando um prazo para o órgão acatar a decisão, sob pena de multa e de responsabilidade administrativa. Terra explicou também que, caso o MEC não atenda a determinação, os alunos do colégio não farão o exame no sábado. O Iavne ainda avalia se os estudantes iriam ou não à prova de domingo.

A ação judicial impetrada pelo colégio havia sido negada em primeira instância. Foi após ter seu pedido indeferido na 16ª Vara Cível de São Paulo que o Iavne recorreu ao TRF-3.

(O Globo)

Nota: Dia 8 de dezembro é o feriado católico em homenagem à Nossa Sra. da Conceição. Cai numa terça-feira e a empresa em que trabalho não poderá ter expediente, por força de lei. Algumas religiões são mais iguais que outras...[MB]

E-mails que nos alegram (15)

“Prezado Michelson, é com grande alegria que escrevo para lhe agradecer pelo excelente blog. Acesso todos os dias e sempre tem informações úteis e importantes. Os textos são esclarecedores e informativos e, o mais importante, todos os comentários são feitos de acordo com o que a Palavra de Deus nos passa. Enfim, é vital nos dias de hoje, com tanta informação desencontrada, futilidades e falta de senso, que haja um blog como o seu, no qual podemos ter plena confiança e certeza de que estamos sendo informados por alguém que tem por base a Bíblia. Muitos dos seus posts foram esclarecedores e me incentivaram a estudar mais e mais a Palavra de Deus. Sou adventista desde maio de 2008; com muita alegria tomei a decisão de entregar minha vida a Jesus. Desde o início de meus estudos bíblicos, acesso o seu blog, e como já disse, ele me ajudou muito para a minha decisão. Parabéns pelo seu trabalho! Que Deus o abençoe e ilumine sempre.”

(Andreas Pabst)

terça-feira, novembro 24, 2009

Folha Universitária entrevista criacionistas

Uma nova informação ocupou vasto espaço na mídia de todo o mundo do mês passado para cá. Uma investigação intensiva levou à descoberta de um esqueleto feminino que os estudiosos dataram de 4,4 milhões de anos, chamado Ardipithecus Ramidus (já popularizado nos meios de comunicação como Ardi). Os estudos tiveram início no deserto da Etiópia há 17 anos e foram publicados na conceituada revista Science. Os cientistas que fizeram a descoberta têm a pretensão de que ela inaugura um novo capítulo na teoria que prega a evolução humana. Esse novo capítulo exclui a velha crença de que o homem evoluiu a partir de um chimpanzé pré-histórico. (Para ver a reportagem na integra, clique aqui.) Além da reportagem, você pode ler as entrevistas feitas com o biólogo Roberto Azevedo, o geólogo Nahor Neves de Souza Jr. e o jornalista Michelson Borges. Clique aqui.

Lei da gravidade revisada pode dispensar matéria escura

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu uma conexão inesperada entre a misteriosa matéria escura e as estrelas visíveis e os gases que permeiam as galáxias. O achado poderá revolucionar nosso entendimento da força da gravidade. Segundo o Dr. Hongsheng Zhao, um dos membros da equipe, parece haver uma força desconhecida agindo sobre a matéria escura. Somente 4% do Universo é composto dos elementos que conhecemos. Mas as estrelas e os gases nas galáxias movem-se tão rapidamente que os astrônomos especulam que a gravidade desses corpos celestes não seria suficiente para mantê-los agrupados.

Assim surgiu o conceito da matéria escura, um halo hipotético de um material desconhecido que seria responsável pela “gravidade faltante”. Até o momento, contudo, não há qualquer evidência direta de sua real existência [foi inevitável pensar aqui nos elos perdidos, na “célula primordial” e nos inexistentes precursores da explosão cambriana. Mas essa é uma teoria intocável...], e mesmo uma explicação mais sólida a seu respeito continua sendo procurada.

Agora, o grupo de astrônomos propôs que as interações entre a matéria comum e a matéria escura podem ser mais significativas e mais complexas do que se acreditava. Mais ainda, eles especulam que a matéria escura pode não existir e que os movimentos anômalos das estrelas nas galáxias poderiam dever-se a uma modificação na gravidade em escalas extragalácticas.

“A matéria escura parece ‘saber’ como a matéria visível é distribuída. Elas parecem conspirar uma contra a outra de tal forma que a matéria visível no raio característico desse halo escuro seja sempre a mesma”, explica o Dr. Benoit Famaey, outro membro da equipe. “Isso é extremamente surpreendente, uma vez que seria de se esperar que o equilíbrio entre a matéria escura e a matéria visível dependesse fortemente da história individual de cada galáxia”, diz o pesquisador.

Segundo o Dr. Zhao, os dados revelam padrões absolutamente estranhos. “É como encontrar um zoológico com animais de todas as idades e tamanhos, mas com uma característica miraculosamente idêntica, digamos, a sua espinha dorsal ou alguma coisa do tipo.”

A seguir, ele apresenta a ideia revolucionária. “É possível que uma quinta força, não-gravitacional, esteja controlando a matéria escura com uma ‘mão invisível’, deixando os mesmos rastros em todas as galáxias, independentemente de suas idades, formatos e tamanhos”, diz o Dr. Zhao.

Uma força assim poderia resolver um mistério ainda maior, conhecido como energia escura – outro conceito teórico, sem evidências diretas, elaborado para explicar a aceleração da expansão do Universo.

Uma solução mais radical seria uma revisão da lei da gravidade, desenvolvida por Isaac Newton em 1687 e refinada por Albert Einstein, em sua teoria da relatividade. Einstein nunca decidiu inteiramente se suas equações deveriam ou não adicionar uma constante onipresente, a constante cosmológica, agora chamada de energia escura.

“Se analisarmos nossas observações com uma lei da gravidade modificada, faz total sentido substituir a ação efetiva da matéria escura hipotética por uma força estreitamente relacionada com a distribuição da matéria visível”, conclui Zhao.

Se aceita pela comunidade científica, tanto em termos conceituais e lógicos quanto em termos de checagem contra outros conjuntos de dados, esta pesquisa poderá alterar algumas das teorias científicas mais largamente aceitas sobre a história e a expansão do Universo.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Pelo menos na Astronomia se tem coragem e disposição para seguir as evidências levem aonde levar, ainda que seja necessário mudar um modelo (que não conta com evidências diretas) larga e longamente aceito.[MB]

A Síntese Evolutiva Moderna (neodarwinismo) “já era”

No começo deste ano, Eugene Koonin publicou uma análise magistral do impacto da genômica sobre o pensamento evolucionário. Isso se mostrou por demais substancial para um blog conciso, e o meu rascunho inicial foi abandonado. Felizmente, um resumo mais abreviado foi publicado, e isso resume os pontos salientes do artigo da pesquisa. Koonin destaca que o centenário do A Origem das Espécies em 1959 foi “marcado pela consolidação da síntese moderna”, mas os anos subsequentes testemunharam grandes mudanças que solaparam sua credibilidade. “O edifício da síntese moderna desmoronou, aparentemente, sem condições de reparo.” Está na hora de uma mudança paradigmática – mas os neodarwinistas estão imobilizados porque eles têm muita bagagem filosófica que os puxa para baixo.

Koonin usa a metáfora da “paisagem da biologia evolucionária”. Há três revoluções distintas que ocorreram ao longo dos últimos 50 anos: a revolução molecular, a revolução microbiológica e a revolução genômica.

“Este ano [2009] é o tempo perfeito para se fazer algumas perguntas cruciais: como a biologia evolucionária mudou nos 50 anos desde o endurecimento da síntese moderna? Ela ainda é um quadro conceitual viável para o pensamento evolucionário e pesquisa?”

A revolução molecular culminou, disse Koonin, na teoria neutra, o que significa dizer que a seleção purificadora é mais comum do que a seleção positiva. A revolução microbiológica trouxe o mundo dos procariotas ao domínio da biologia evolucionária, mas depois se tornou aparente que os conceitos do darwinismo e da síntese moderna “aplicam-se somente aos organismos multicelulares”. A revolução genômica revelou que o mundo vivo era “completamente diferente do quadro simples e bem ordenado imaginado por Darwin e os criadores da síntese moderna”. Em particular, agora esse quadro é interpretado como “um mundo extremamente onde a transferência lateral de gene (TLG) não é uma raridade, mas o modo regular de existência, e os elementos genéticos móveis que são os veículos da TLG são ubíquos”.

“A descoberta da presença difundida de TLG e a dinâmica total do universo genético destroi, não somente a árvore da vida como nós a conhecemos, mas também outra doutrina central da síntese moderna herdada de Darwin, isto é, o gradualismo. Em um mundo dominado pela TLG, duplicação de gene, perda de gene e tais eventos momentâneos como a endosimbiose, a ideia da evolução ser dirigida principalmente pelas mudanças hereditárias infinitesimais na tradição darwiniana se tornou insustentável.”

Koonin fala sério que todos os conceitos da síntese moderna estão precisando de uma revisão fundamental. “Além disso, com a morte do pan-adaptacionismo, do mesmo modo é a noção de progresso evolucionário que é, indubitavelmente, central ao pensamento evolucionista tradicional, mesmo se isso nem sempre seja feito explícito.”

O sumário de como está a situação nos 150 anos de A Origem das Espécies é algo chocante. Na era pós-genômica, todas as principais características da síntese moderna foram, se não completamente derrubadas, substituídas por uma visão nova e incomparavelmente mais complexa de aspectos-chaves da evolução. Assim, sem rodeios, “a síntese moderna já era.”

Koonin tentativamente identifica duas candidatas para preencher o vazio deixado pela descartada síntese moderna. A primeira das duas parece enfatizar o papel do acaso; a segunda parece enfatizar a lei [natural].

“A primeira é a teoria da evolução de população genética da arquitetura genômica, segundo a qual a evolução da complexidade é um efeito colateral de processos evolucionários não adaptativos ocorrendo em pequenas populações em que as limitações da seleção purificadora são fracas. A segunda área com um potencial de grande unificação pode ser o estudo de padrões universais de evolução tais como a distribuição das taxas evolucionárias de gene ortólogos, que é quase que a mesma em organismos de bactérias a mamíferos, ou a anticorrelação uniformemente universal entre a taxa de evolução e o nível de expressão de um gene. A existência desses universais sugere que uma teoria simples do tipo usada em física estatística pode explicar alguns aspectos cruciais da evolução.”

Não é difícil predizer que a análise de Koonin não será recebida calmamente pelos líderes vocais da biologia evolucionária. Eles ainda estão entrincheirados no neodarwinismo e não mostram sinais de conceder qualquer chão para qualquer um. Da perspectiva do design inteligente, a análise de Koonin de mudança do cenário da biologia evolutiva acertou o alvo. Suas duas candidatas para avançar o referencial teórico são interessantes – mas não reconhecem o design intencional na natureza. O conceito do filtro explanatório de design de Dembski é relevante aqui: há características no mundo biológico que são melhor entendidas em termos de processos estocásticos; há outras características que são melhor entendidas em termos de lei natural; mas há também características que exigem a perspectiva do design intencional a fim de se entendê-las. É o ultimo elemento, proeminente no pensamento dos cientistas orientados pelo design, que precisa fazer parte de qualquer discussão na qual a biologia evolucionária estiver indo.

(David Tyler, The Origin at 150: is a new evolutionary synthesis in sight? Eugene V. Koonin, Trends in Genetics, 25[11], November 2009, 473-475. PDF grátis aqui)

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Em 2006, eu [Enézio de Almeida Filho] apresentei uma palestra sobre se a teoria do Design Inteligente era Paley redivivus ou uma teoria cientificamente plausível. Dos poucos que me interpelaram, apenas meu bom amigo Charbel Niño El-Hani me disse: ‘Enézio, você embarcou numa canoa furada, e seria melhor pular fora o quanto antes.’ Respondi: ‘Charbel, a teoria do Design Inteligente não é uma canoa furada, e estou apostando tudo no Design Inteligente.’ Muito antes de Koonin, Stephen Jay Gould disse em 1980 que a Síntese Moderna (neodarwinismo) era uma teoria morta que posava como ortodoxia científica somente nos livros didáticos. Uma pergunta impertinente: Se a Nomenklatura científica já sabia desde 1980 que Darwin não fechava as contas num contexto de justificação teórica, o que significa ter ensinado o fato, Fato, FATO da evolução através de uma teoria da qual já se reconhecia a fragilidade para explicar a origem e evolução das coisas bióticas? Eu chamo isso carinhosamente de ‘171 epistêmico’. E a Nomenklatura científica e a Grande Mídia tupiniquins ainda têm a cara de pau de dizer há muito tempo que não existe nenhuma crise na teoria da evolução, e nenhum sinal de iminente e eminente mudança paradigmática em biologia evolutiva. Vem aí a nova teoria da evolução – a Síntese Evolutiva Ampliada, que não pode ser selecionista pelas razões expostas brilhantemente por Koonin.”

Astrofísica da Nasa dará palestra às 20h


A astrofísica brasileira Gladys Vieira Kober, que trabalha para a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e é mestre em astrofísica extragalática, ministrará a palestra “Evidências da existência de Deus”, baseada no livro Um Ateu Garante: Deus Existe, do filósofo e ex-ateu Anthony Flew. Você pode acompanhar a programação ao vivo, hoje, às 20 horas, neste link.

EUA vão levar meta a Copenhague

Os Estados Unidos vão propor uma meta de redução da emissão de gases durante a conferência sobre mudanças climáticas da ONU. Nos próximos dias o governo do presidente Barack Obama vai divulgar o que será discutido durante o evento, que será realizado de 7 a 18 de dezembro em Copenhague. A Casa Branca também vai decidir se Obama estará presente no encontro. O debate tem o objetivo de formar um acordo para combater o aquecimento global depois que o Protocolo de Quioto vencer em 2012. A participação dos Estados Unidos é importante, pois o país é o que mais emite gases poluentes per capita. Grandes poluidores como a China estão atentos ao posicionamento norte-americano. Foi divulgado no domingo, 22, que 65 líderes mundiais, incluindo o Brasil, a Alemanha, a França, a Austrália, o Japão, a Indonésia e a Grã-Bretanha haviam confirmado presença no evento. O congresso norte-americano aprovou uma lei que define uma redução de 17% dos níveis da emissão de 2005, que tem que ser atingida até 2020. A versão do senado está tentando aumentar essa meta para 20%.

(Opinião e Notícia)

Nota: Barack Obama está cumprindo a promessa feita durante a campanha presidencial de priorizar o combate ao aquecimento global. Curiosamente, o Protocolo de Quioto vence no famoso 2012... Fiquemos atentos às propostas práticas que serão feitas para reduzir a emissão de gases e "salvar a Terra".[MB]

STF nega data alternativa a judeus para prestar o Enem

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta segunda-feira (23) a decisão que permitia a estudantes judeus realizarem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em data alternativa para não coincidir com o Shabat, período sagrado judaico. O Enem será realizado nos próximos dias 5 e 6 de dezembro. Em sua decisão, o presidente do STF, Gilmar Mendes, ressalta que o Ministério da Educação oferecia a possibilidade de os estudantes assinalarem a opção de “atendimento a necessidades especiais”, que atenderia pessoas com limitações de cunho religioso ou que se encontram hospitalizadas ou presas.

Mendes lembra que no caso dos adventistas do sétimo dia, a prova do sábado será realizada após o pôr-do-sol. “Tal providência (inicio da prova após o pôr-do-sol) revela-se aplicável não apenas aos adventistas do sétimo dia, mas também àqueles que professam a fé judaica e respeitam a tradição do Shabat. Em uma análise preliminar, parece-me medida razoável, apta a propiciar uma melhor ‘acomodação’ dos interesses em conflito”, disse Gilmar Mendes.

O pedido de data alternativa havia sido feito pelo Centro de Educação Religiosa Judaica e 22 alunos secundaristas por meio de uma ação ordinária contra o a União e o Instituto Nacional de Estudos Anísio Teixeira (INEP) para que o exame não coincidisse com o Shabat (do pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol de sábado).

Mendes destacou ainda em sua decisão que “a fixação da data alternativa apenas para um determinado grupo religioso configuraria, em mero juízo de delibação, violação ao princípio da isonomia e ao dever de neutralidade do Estado diante do fenômeno religioso”.

Segundo ele, “se os demais grupos religiosos existentes em nosso país também fizessem valer as suas pretensões, tornar-se-ia inviável a realização de qualquer concurso, prova ou avaliação de âmbito nacional, ante a variedade de pretensões, que conduziriam à formulação de um sem-número de tipos de prova”.

(Gazeta Online)

segunda-feira, novembro 23, 2009

Projeto Atlanta: Colômbia (parte 4)

Talvez você esteja muito impressionado com o que tenho passado nesta viagem até o momento. Este é o diário que chamo, por ora, de “Colômbia parte 4”. Certamente em meu livro ele terá outro nome e não será um simples resumo. Convido que você a que leia o que escrevi em Colômbia partes 1, 2 e 3 [é só clicar no marcador Projeto Atlanta, logo abaixo deste texto], para que entenda melhor o que vou contar a partir de agora. Antes de ingressar neste maravilhoso, belo e indomável país, recebi o seguinte aviso pessimista: você não terá como cruzar a Colômbia de bicicleta por dois motivos: (1) por causa das três cordilheiras e (2) por causa das forças paramilitares (guerrilheiros) que controlam certas regiões isoladas. Ou seja, disseram, se você tiver forças para vencer as montanhas, certamente será sequestrado nas regiões desertas do Golfo de Darién, próximo do Panamá.

Em realidade, os que não acreditavam em minhas condições físicas para ultrapassar as grandes cordilheiras pedalando, não entenderam o treinamento que fiz pelo Brasil, Uruguai e Paraguai. Sendo assim, louvo a Deus que tem renovado minhas forças e me ajudado a alcançar cada pico e bradar aos Céus grande grito de vitória.

Após chegar às principais cidades da Colômbia, como Bucaramanga, Bogotá e Medellin, sendo esta o ponto de partida para a última cordilheira, a Ocidental, os que duvidavam e me viam chegar pedalando a “gorducha” (minha bike), se admiravam e indagavam de onde me vem tanta força. A resposta os fazia entender vir de um poder sobrenatural, o que deixa evidente para todos a mão de Deus neste desafio.

Outros se perguntavam: Qual o Deus capaz de me livrar viajando sozinho por estradas quase sempre desertas em direção ao Panamá? A Rodovia Interamericana liga todos os países entre si, desde o Chile até a Colômbia, porém, é interrompida neste país pelo Golfo de Darién e só recomeça no Panamá. E acontece que viajo exatamente para essa zona, dominada pela guerrilha e onde esses paramilitares logram êxito em sequestrar cidadãos colombianos e estrangeiros, mantendo-os em cativeiros em troca de recursos para alimentar seu exército mercenário.

Desde que deixei Medellin e tomei o rumo de Turbo, uma pequena cidade portuária a noroeste da Colômbia, recebo constantes avisos de que estou em “zona vermelha”.

Um pastor me deu o seguinte conselho: “Durante a viagem, nas estradas, não fale com ninguém. Evite parar em lugares com grande número de pessoas. Não responda a muitas perguntas. Cumprimente a todos apenas com aceno de cabeça. Não deixe que percebam seu sotaque ao falar e descubram que é estrangeiro. Tenha muito, muito cuidado.”

Era nesse clima que eu viajava de Chigorodo para Apartado. Com o coração palpitante de preocupações. Grande alívio sentia ao encontrar um grupo de soldados do exército colombiano em patrulha. Passava sorrindo por eles e sabia que estava protegido por vários quilômetros enquanto durasse o raio de ação daquela milícia.

Estavam faltando apenas duas cidades para sair dessa zona vermelha: Apartado e Turbo.

Quando chegasse a Turbo, a viagem prosseguiria em barco até a primeira cidade do Panamá com estradas. Eram “apenas” 100 km, longos 100 km. Apartado já estava perto e as estradas não tinham mais grandes montanhas. Meu odômetro já passou dos 4.000 km. Completei essa marca após deixar Medellín, e só na Colômbia estou alcançando 1.450 km.

Por isso que hoje estou sentindo um certo e raro “cansaço” nas pernas. Não gosto de admitir que sinto isso, que é próprio de todos os mortais. Digo a mim mesmo que Deus tem me feito um “homem de ferro” para a execução deste ministério. Na verdade, não entendo, nem tampouco os irmãos que me recebem em suas casas, como tenho enfrentado tantas intempéries sem adoecer. Sol extremo, chuvas torrenciais, finas e garoas, ventos e tempestades, frio congelante. Tenho convivido com isso tudo, às vezes em um único dia...

Como hoje, em que estou um dia inteiro subindo serras. No fim da tarde, atinjo o pico, depois de 80 km. Neste dia já choveu, recebi rajadas de ventos frios, a poeira e o gás carbônico dos carros... Para ficar pior, cai a noite e ainda não enxergo as luzes da próxima cidade. E mais: após atingir a marca dos 4.000 km, na euforia da comemoração, em uma descida, a “gorducha” desliza em um banco de areia. A roda dianteira vira e trava e tomo uma queda desastrosa.

Por misericórdia de Deus não estava passando na hora nenhuma veículo e apenas sofri cortes no corpo, sem quebrar nenhum osso. Nessa queda, a primeira desta viagem, tive os seguintes danos: amassou o guidão dianteiro e o suporte da bagagem. E em meu corpo, as seguintes sequelas: dedo mindinho direito cortado, braço e antebraço direito com a pele rasgada, parte interna da coxa direita cortada e perfurada, perda de um pouco de sangue. Porém, dou graças a Deus por este milagre: nenhum osso foi quebrado ou fraturado, pois meu Pai sabe que com ossos danificados eu não poderia prosseguir a viagem.

Levanto e oro. Faço um check-up na “gorducha” e avanço. Vencendo todos estes sacrifícios, consigo chegar a Apartado. Após outros 30 km, chego finalmente à última cidade em que ainda há alguma estrada em direção ao Panamá, Turbo. Esta é a derradeira fronteira por terra na Colômbia. Penso que se até o momento, por uma bênção de Deus, as Farcs não puseram as mãos em mim, chegarei ao próximo país em paz e poderei continuar sonhando em pedalar pelas ruas da cidade sede da 59ª Conferência Geral dos adventistas do sétimo dia, em Atlanta, na Geórgia, Estados Unidos.

Acompanha-me nesta travessia estimada em 15.000 km uma bicicleta feita por grossos tubos de alumínio que tive a alegria de receber de presente da loja Mercadão das Bicicletas, na capital de Roraima, em Boa Vista, na Região Norte do Brasil. O apelido carinhoso dela é “gorducha”, exatamente por ser muito pesada. Levo ainda numa pequena mochila num bagageiro traseiro com duas calças de tactel uma camiseta, duas blusas, uma bermuda de nylon, uma capa de chuva e um boné. Tenho também um canivete, uma lanterna e um kit de remendos. Carrego à frente do guidão dianteiro outra mochila (menor que a traseira), contendo mapas, passaporte, identidade, câmara fotográfica, uma Bíblia pequena e uma “dispensa” para lanches (sacos plásticos impermeáveis). Tinha um capacete amarelo, mas o perdi.

Esse é o conjunto que arrancou do Brasil, rumo à conquista das três Américas. Sozinho, sem pai, sem mãe, sem irmãos, sem filho ou filha, sem esposa, sem amigos. Todavia, com Deus, com o Espírito Santo, com Jesus e com os anjos. Assim, viajo com um grande exército. Invisível, invencível e incontável exército. À frente dele, tenho o Comandante que jamais perdeu uma batalha, nem na Terra, nem no Céu ou em qualquer ponto do Universo: Jesus Cristo. Ele tem sido meu pai, minha mãe, meu irmão, minha filha, meu filho, minha esposa e meu maior amigo.

Quando estou cansado, Ele me restaura as forças. Quando estou triste, Ele me traz alegria. Quando estou angustiado, Ele desfaz meus problemas. Quando sinto solidão, Ele me faz sentir a presença dos Seus anjos. Quando a saudade sufoca o coração, Ele me faz entender que em breve nunca mais irei me separar de quem amo.

Eu e a “gorducha” somos dois peregrinos. Eu e a “gorducha” nos fizemos peregrinos. Somos peregrinos do Senhor. Somos representantes neste mundo escuro do Senhor da Luz e que também é o protagonista de sua redenção, através do sangue, suor e lágrimas vertidos na cruz do Calvário.

As cordilheiras já venci. As Farcs nem me viram. Por isso tenho dito que Deus está aqui. Eu sinto. Venha comigo para Atlanta e permita que o Todo-poderoso ilumine também sua existência.

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

Nota: O Atleta da Fé, George Silva, está enfrentando grandes dificuldades financeiras para prosseguir nessa missão esportivo-evangelística e precisa urgentemente fazer uma revisão na bicicleta. Ele não me pediu isso, mas eu convido: se você puder colaborar de alguma maneira, escreva para ele: georgepalestras@yahoo.com.br

O modus operandi da Nomenklatura científica

Bem, eu acredito no aquecimento global, mas sou cético localizado da histeria de Al "Apocalipse" Gore et al que dizem ser o fenômeno (para mim, natural) antropogenicamente provocado. Que nós humanos temos uma parcela de culpa nisso, eu não duvido, mas não somos os únicos agentes provocadores dessa mudança climática radical. Um hacker invadiu a Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, e tornou públicos na internet 61 megabites de arquivo confidencial (documentos e e-mails). O que veio a público pode ser o maior escândalo da ciência moderna, pois revela a face cruel da Nomenklatura científica em lidar com os "diferentes". (...) O que foi encontrado pode ser configurado como: conspiração, conluio no exagero de dados sobre o aquecimento global, destruição ilegal de informação comprometedora, resistência organizada de comunicação, manipulação de dados, admissão privada de falhas em suas afirmações públicas y otras cositas mais. [Leia mais]

domingo, novembro 22, 2009

sábado, novembro 21, 2009

Punição aos antiECOmênicos

Deu na Veja desta semana: "O argentino Adolfo Pérez Esquivel, 78 anos, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1980 por sua luta pelos direitos humanos na América Latina, tornou-se o maior defensor de um projeto audacioso e potencialmente perigoso para combater os crimes ambientais. Ele propõe que seus responsáveis sejam julgados pelo Tribunal Penal Internacional de Haia, que se ocupa dos crimes de guerra e contra a humanidade. Sua justificativa é que a destruição da natureza constitui um delito tão grave quanto os genocídios ou os assassinatos cometidos pelas ditaduras. Esquivel esteve em São Paulo na semana passada para fazer uma palestra a convite da ONG Serviço Paz e Justiça, na segunda escala do périplo que empreende pelo mundo para divulgar sua ideia a integrantes dos governos e das sociedades." Leia aqui alguns trechos da entrevista:

"Qual a diferença entre o assassinato de milhares de civis em um ataque no Afeganistão e a matança de milhares de pessoas por contaminação da água? Ou entre a fome causada pelos conflitos tribais na África e a fome causada pela destruição do solo e uso indevido da terra? Morte é morte em qualquer lugar, assim como a fome é terrível e devastadora em qualquer parte do mundo. No entanto, poucos param para pensar no estrago que as catástrofes ambientais causam diariamente ao planeta e às pessoas que o habitam. A contaminação da água e do solo e a destruição da biodiversidade acarretam doenças, pobreza e falta de comida. O que proponho é acabar com a impunidade para esses crimes. (...)

"Nossa ideia é introduzir o crime ambiental na Corte Penal de Haia por meio da criação de uma câmara especial para esse tipo de delito, ou instituir uma corte própria para os crimes ambientais. Para isso, é preciso modificar o Estatuto de Roma, que legitima a corte penal. Para caracterizar os grandes crimes ambientais, precisamos primeiro da aprovação de dois terços dos países signatários do estatuto. Assim, conseguiremos julgar as catástrofes ambientais provocadas pelo homem e os atentados contra o planeta da mesma forma que julgamos os crimes contra a humanidade. Eles passam a pertencer à mesma categoria. (...)

"A definição de transgressão aos direitos humanos não se limita mais ao que fizeram as ditaduras – sequestro, desaparecimento e torturas. Hoje, os direitos humanos incluem direitos econômicos, sociais e ambientais. É preciso pensar no assunto em todas as suas dimensões, e não mais de forma cartesiana e fragmentada, como vínhamos fazendo. (...) Quando os primeiros tribunais para julgar crimes contra a humanidade foram estabelecidos, a destruição da natureza não havia chegado ao ponto em que está hoje. Estamos à beira de um colapso ambiental. Estabelecer o equilíbrio entre a natureza e o ser humano é fundamental. (...)

"Há muitas promessas e boas intenções nos protocolos e nas metas de redução nas emissões de carbono dos países, mas não há sanções para o descumprimento do que foi estabelecido. Uma das únicas formas efetivas de combater o aquecimento global é ter um marco jurídico para ajudar a controlar a poluição. (...)

Nota: Apesar de justas, específicas e bem-intencionadas, as propostas do ativista argentino podem criar um precedente perigoso e ser empregadas contra os que violarem o decreto ecológico que institua o domingo como "dia de descanso do planeta". Seria mais uma conquista para o movimento ECOmênico que avança sob a bandeira simpática da preservação da vida na Terra.

E-mails que nos alegram (14)

"Michelson, agradeço primeiramente a Deus, mas também sou muito grato a você pela influência em minha vida. Acredito que Deus o está usando para ajudar muitas pessoas a encontrar a Deus ou manter melhor relacionamento com Ele. O que me levou a escrever este e-mail foi o fato de meu querido filhinho Israel ter comprado um livro da Casa Publicadora Brasileira intitulado Além da Magia. Israel está bastante empolgado com a leitura desse livro que tem o prefácio escrito por você e tem como autor Denis Cruz. Diante da mudança para melhor que o Israel vem tendo desde o batismo, não posso deixar de ver que parte da decisão bem como a melhoria espiritual dele se deva ao Espírito Santo, é claro, mas também à influência exercida pelo seu blog. É claro que tudo teve início comigo, que sou seu 'fã'. Tenho um livro seu, o Por Que Creio (o qual traz a opinião de pesquisadores criacionistas e de um teórico do design inteligente). Agora, diante das influências positivas do seu blog em Israel, já penso em adquirir outro livro de sua autoria: Nos Bastidores da Mídia. (...)

"Devido ao meu acesso ao seu blog (que sempre Deus esteja envolvido nele - é o meu sincero desejo), Israel começou também a acessar e sempre comenta a respeito do que lê nele. Ainda bem que é o seu blog, Michelson, pois a internet tem muitas coisas ruins, mas também bastante coisas proveitosas. Uma delas, sem dúvida, é o seu blog - que vem me dando muitas alegrias. Israel já deixou de lado muitas coisas que o estavam atrapalhando na jornada cristã, como games e televisão. Deus tem ouvido as minhas orações bem como as suas. (...) Ver meu filho sendo influenciado para o bem, é a maior alegria que eu posso ter.

"Que Deus o abençoe ricamente, Michelson, pois para mim é imensa a felicidade de tê-lo como irmão e amigo. Que o seu blog permaneça como uma influência para a eternidade: um aroma suave e agradável para Deus, o Autor e Consumador de nossa fé."

(Etevaldo Melo)

sexta-feira, novembro 20, 2009

Motivo certo, maneira errada

A atriz americana Christian Serratos, que interpreta a amiga de Bella (Kristen Stewart), Angela, na saga cinematográfica Crepúsculo, posou nua para a nova campanha do Peta (Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais), uma organização não governamental que defende os animais. No pôster, ela aparece sem roupas em uma floresta sombria no melhor estilo Crepúsculo. O slogan principal da campanha é "eu prefiro ficar nua a usar peles de animais". Também aparece no cartaz a seguinte inscrição: "animais mortos por causa de sua pele são eletrocutados, afogados, espancados e muitas vezes esfolados vivos. Por favor, não use casacos de pele".

(Terra)

Leia também: "Ideologias no liquidificador - confusão conveniente" e "O motivo até é bom, mas o apelo estraga"

"Legião": mais um filme antibíblico vem aí

Nas últimas semanas, este e outros blogs fizeram referência ao recente filme "2012" e a como esse tipo de cinema apocalíptico facilmente lança a confusão na mente das pessoas, a ponto de não se tornar tão óbvia quanto desejável a distinção entre ficção e realidade (da mesma forma, proporcionou a oportunidade para apresentarmos o que a Bíblia diz sobre o assunto, reconheço). Esse não é um dado novo. O cinema é uma das maiores ferramentas que o inimigo de Deus tem usado para desviar a mente do Criador. Será por isso sem surpresa que, à medida que cada vez menos tempo lhe resta, ele intensifique seus esforços de engano e contrafação, usando esse método que tanto sucesso lhe tem garantido nas últimas décadas?

Agora, por favor, preste bem atenção neste outro caso que lhe quero apresentar, caso ainda não conheça. Está previsto para o próximo ano a estreia de um filme intitulado "Legion" ("Legião" - desde já uma pergunta: o que lhe faz lembrar ese título?). Segundo o que já se sabe sobre esse projeto, o enredo é o seguinte (sugiro que se sente bem antes de ler): "Após um terrível apocalipse bíblico atingir o mundo, um grupo de estranhos presos num remoto restaurante de autoestrada do sudoeste, torna-se involuntariamente a última linha de defesa da humanidade ao descobrir que a jovem empregada de mesa do restaurante está grávida do Messias."

Alguns resumos (não confirmados oficialmente), incluem as seguintes frases:

"O que acontece quando Deus fica cansado de nós, reles humanos, e decide começar tudo de novo? Bem, nada de bom, isso é certo."

"Quando Deus perde a crença na humanidade, ele envia a sua legião de anjos para trazerem o Apocalipse. A única esperança da humanidade está num grupo de estranhos presos num restaurante no deserto e no Arcanjo Miguel."

Percebeu como se desvirtua e lança descrédito sobre a mais bela história de sempre? Como se reduz à banalidade de um argumento tratado e alterado pela própria conveniência de mãos humanas a maior (e urgente!) mensagem que este mundo precisa saber?

Concluo que com esse - entre outros - entupimento de perceções, a mente das pessoas nem pensará quando a verdadeira história lhes for contada; será, julgarão elas tragicamente, apenas mais um filme...

(O Tempo Final)

Leia também: "A espera do Messias" e "Hollywood ajuda a propagar o último engano"

Nota [MB]: Além de distorcer o caráter de Deus e apresentar conceitos antibíblicos, o filme "Legião" é incorreto também quanto à verdadeira identidade do Arcanjo Miguel. Veja aqui as características desse "Anjo", confira os textos em sua Bíblia e tire suas conclusões:

Êxodo 23:20, 23 – O Anjo de Israel
Atos 7:38 e versos anteriores – O Anjo de Israel é Jesus
1 Coríntios 10:4 – Quem os seguia (a Pedra) era Cristo (cf. Êxodo 14:19)
Judas 9 – O Arcanjo Miguel (hebraico = “Quem é como Deus”)
Josué 5:13-15 – O Príncipe do exército do Senhor (“Descalça as sandálias...”)
Êxodo 3:5, 6, 2 – O “Anjo do Senhor” é o “Eu Sou”
Gênesis 22:11, 12 – Anjo do Senhor
Juízes 6:11, 14, 16 – O Anjo do Senhor aparece a Gideão
Malaquias 3:1 e Tiago 2:25 – Anjo = mensageiro
João 17:3 – Jesus, o supremo Mensageiro
Isaías 63:9 – O “Anjo da Sua presença”
Gênesis 48:16 – O Anjo que redime
1 Tessalonicenses 4:16 – A voz do Arcanjo ressuscita os mortos
João 5:28, 29 – A voz do Filho de Deus chama os mortos à vida
Daniel 12:1-4 – Quando Miguel Se erguer, no tempo do fim, ocorrerá a ressurreição

Por que há alguma coisa em vez de nada?

“O verdadeiro problema não é ‘O que havia antes?’, mas a questão fundamental: ‘Por que há alguma coisa em vez de nada haver?’ Leibniz formulou essa questão há mais de dois séculos, e hoje não estamos mais adiantados. O físico teórico está como qualquer um de nós: confrontado com essa questão, nada sabe, não tem a primeira palavra da resposta. Portanto, nosso ponto de partida seria: ‘Há alguma coisa, há a matéria.’ A questão ‘Como surgiu essa matéria?’ é do domínio da física. A questão ‘Por que há matéria em vez de nada haver?’ cabe à metafísica. (...)

“Há uma segunda questão que, em meu entender, é tão importante quanto a primeira e se pode enunciar de modo um pouco poético dizendo: ‘Por que há música em vez de ruído?’ Isto é, por que a matéria é organizada em vez de estar sem organização? Podemos muito bem imaginar que, mesmo havendo matéria (nossa primeira questão), essa matéria nunca tenha sido organizada, tenha permanecido um magma informe. Porém, constatamos que ela se organiza, e ao longo de sua história a matéria está continuamente se organizando. Pode-se responder: a matéria organiza-se porque existem leis, forças. Evidentemente, o problema não está resolvido, só foi deslocado. Pois pode-se formular a questão: ‘Por que existem leis?’ Com efeito, sabemos muito bem que a existência das leis deduz-se justamente da observação da organização! A primeira constatação é que há organização no Universo, como prova, por exemplo, o próprio fato de estarmos aqui falando dela. Quando me escutam, há um número fantástico de reações químicas que se produzem em nossos cérebros e nos permitem enunciá-las. Pois bem, tudo isso manifesta a existência de estruturações, de organização e de leis. Quer dizer que há música. Portanto, podem-se tomar como ponto zero do conhecimento duas afirmações. A primeira: ‘Há alguma coisa em vez de nada haver? (Leibniz). A segunda: há música, em vez de ruído...”

(Hubert Reeves, “L’origine de La matière”, La Matière Aujourd’hui, p. 106, 108 – citado por Denis Lecompte, em Do Ateísmo o Retorno da Religião)

Leia também: "Um ateu garante: Deus existe!" e "Antony Flew e Deus"

Dez coisas que tornam os seres humanos especiais

Humanos são animais [sic] incomuns em todos os aspectos imagináveis, aqueles que mudaram a face do mundo ao nosso redor. O que nos torna tão especiais quando comparados ao resto do reino animal? Algumas coisas desta lista certamente irão surpreendê-lo.

1. Cérebro extraordinário. Sem dúvida, o traço humano que mais nos distingue do reino animal é o nosso cérebro. Seres humanos não têm os maiores cérebros do mundo – estes pertencem às baleias macho. Nós também não temos o maior cérebro em relação ao tamanho do nosso corpo – os cérebros de muitos pássaros correspondem a 8% do peso do corpo, enquanto que o cérebro humano é responsável apenas por 2,5% do nosso peso. Contudo, o cérebro humano, pesando somente cerca de 1,5 kg quando cresce totalmente, nos dá a habilidade de raciocinar e pensar além da capacidade dos outros componentes do reino animal e nos dá a possibilidade de realizar trabalhos como os de Mozart, Einstein e de muitos outros gênios.

2. Postura ereta. Os seres humanos são originais entre os primatas [sic] devido à forma de andar inteiramente vertical, sendo essa a nossa principal modalidade de locomoção. Isso possibilita que nossas mãos sejam usadas apenas como ferramentas. Infelizmente, as mudanças feitas em nossa pelve para nos mover sobre dois pés, em combinação com bebês com grandes cérebros, torna o parto humano o mais perigoso comparado com os demais do reino animal [antes da Queda, o parto não era assim perigoso, nem doloroso]. Há um século, o parto era uma das principais causas de morte entre as mulheres. A curva lombar na parte traseira, que nos ajuda a manter nosso contrapeso enquanto ficamos em pé ou andamos, pode nos deixar vulneráveis a dores e tensões.

3. Poucos pêlos. Nós parecemos nus se nos compararmos com nossos primos [sic] mais peludos, como os macacos. Surpreendentemente, uma polegada quadrada de pele humana possui em média tantos folículos de produção de cabelos quanto outros primatas ou até mais. A diferença é que os seres humanos possuem frequentemente apenas cabelos mais finos, curtos e leves.

4. Mãos. Ao contrário do que dizem as concepções populares, os seres humanos não são os únicos animais [sic] a possuir os polegares opostos – a maioria dos primatas também tem. O que nos torna originais é a possibilidade de flexionar nossos dedos dobrando ou fazendo um formato de anel. Isso dá aos seres humanos um aperto poderoso e uma destreza excepcional para segurar e manipular ferramentas.

5. Discurso. A laringe, ou caixa de voz, fica mais abaixo da garganta nos seres humanos do que nos chimpanzés. Os antepassados humanos evoluíram [sic] essa laringe há aproximadamente 350.000 anos [a “explicação” sempre é tão fácil...]. Nós igualmente possuímos um osso original chamado hióide, abaixo da língua, que não está unido a nenhum outro osso no corpo e permite que articulemos as palavras ao falar. [Esse osso de uso específico e original também “evoluiu” do nada?]

6. Roupas. Os seres humanos podem ser chamados de “macacos despidos” [sic], mas a maioria se veste, o que nos faz uma exceção se fizermos uma comparação com outros animais. A única exceção que se dá é quando fazemos roupas para outros animais. O desenvolvimento das roupas influenciou no desenvolvimento de outras espécies – o piolho de corpo, ao contrário de todos os tipos restantes, adere-se à roupa, não ao cabelo.

7. Fogo. A habilidade humana de controlar o fogo traria uma semelhança do dia à noite, ajudando nossos antepassados a ter um mundo sem escuridão e mantendo os predadores noturnos distantes. O calor das chamas ajudou os povos a permanecerem mornos no tempo frio, nos permitindo viver em áreas mais frescas. Naturalmente, começamos a cozinhar. Inclusive, alguns pesquisadores atribuem a redução do intestino e dos dentes humanos à possibilidade de cozinhar – uma vez que eles ficam mais fáceis de mastigar e digerir. [Imaginação fértil...]

8. Ficar corado. O ser humano é a única espécie conhecida por corar. Darwin diz que esse comportamento é a expressão mais peculiar do ser humano. Ainda permanece incerto o motivo de as pessoas ficarem coradas. A ideia mais comum é de que as pessoas que ficam coradas, são honestas, beneficiando o grupo de um modo geral. [Ah, ta... Na verdade, é a velha questão da origem da moralidade, ainda não resolvida a contento. Quando foi que o ser humano desenvolveu o senso moral e a ética? E qual a vantagem evolutiva de se falar a verdade e denunciar a mentira pelo ruborizar do rosto?]

9. Infância longa. Os seres humanos devem permanecer no cuidado de seus pais durante mais tempo que outros primatas [sic]. A pergunta se transforma em “Por quê?”, uma vez que faria mais sentido a evolução ser mais rápida para se terem mais crianças. A explicação possível é que por termos cérebros mais capazes, se faz necessário um maior tempo de estadia com os pais para crescer e aprender. [Raciocínio circular, não? O que evoluiu primeiro: o cérebro mais capaz ou a permanência por mais tempo com os pais, que ajuda a tornar o cérebro mais capaz?]

10. Vida após a reprodução. A evolução biológica existe para maximizar a reprodução e não longevidade. A maioria dos animais se reproduz até morrer. Porém, as mulheres podem sobreviver muito tempo após ter cessado a reprodução. Isso pôde acontecer devido às ligações sociais observadas entre os seres humanos – nas famílias grandes, os avós podem ajudar suas famílias por muito tempo depois que eles deixaram de poder ter crianças.

(Hypescience)

Leia também: "Somos 'macacos-pelados'?" e "O que nos faz humanos"