quinta-feira, novembro 18, 2010

Estardalhaço: gays acusam Mackenzie de homofobia

A Universidade Presbiteriana Mackenzie divulgou em seu site, na última semana, uma nota em que se dizia contra a Lei da Homofobia. De acordo com o comunicado, assinado pelo chanceler [reitor] Augustus Nicodemus Lopes, “ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo [sic] não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos”. A lei torna crime manifestações contrárias aos homossexuais. Segundo o Mackenzie, “as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil [controladora {agora o sic é meu} da instituição] firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação”. [...] {Obs.: A palavra geralmente usada em lugar da preconceituosa “controladora” é “mantenedora” - MB}

“O pronunciamento sobre o PL 122 é da Igreja Presbiteriana do Brasil, Associada Vitalícia do Mackenzie, feito em 2007, e se encontra em seu site.
O Mackenzie se posiciona contra qualquer tipo de violência e discriminação feitas ao ser humano, como também se posiciona contra qualquer tentativa de se tolher a liberdade de consciência e de expressão garantidas pela Constituição.” [...]

A nota indignou grupos de defesa de direitos dos homossexuais e especialistas na área. Para o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Jayme Asfora, a postura do Mackenzie “lembra tempos da Idade Média”. “[A universidade está] formando seus alunos na base do preconceito, da discriminação, indo de encontro à Constituição Federal. Ela prega, como um dos seus maiores princípios, a isonomia, a igualdade. Todos são iguais perante a lei”, afirma.

Para o presidente do GGB (Grupo Gay da Bahia), Marcelo Cerqueira, essa é uma postura “esperada” do Mackenzie. “É uma questão de consciência. O que move essa questão do Mackenzie é uma posição reacionária”, afirma. No comunicado, a universidade utiliza o termo “homossexualismo”, que deixou de ser usado por se referir à homossexualidade como doença. [...] {Obs.: Cerqueira deixa de mencionar que o pronunciamento do Mackenzie é de 2007, quando essa celeuma em torno da homofobia ainda não havia ganhado tanto destaque; estão vasculhando textos antigos em busca de polêmica... - MB}

O Mackenzie, em 2008, assumiu oficialmente, nas aulas de ciências, a posição criacionista {estavam demorando para juntar uma coisa à outra...} – que defende que foi Deus quem criou o universo. A direção da instituição, na época, afirmou que não negava os avanços da biologia vindos do darwinismo, mas que precisava, também, mostrar que existe outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.

(UOL Educação)

Nota: Você é livre, até que manifeste opinião contrária à da maioria ou das minorias defendidas pelas maiorias. Isso é liberdade? O Mackenzie tem tanto direito de ensinar criacionismo quanto os homossexuais de viver sua opção sexual. O que a matéria enviesada do UOL (e de outros meios que cobriram o assunto) faz é tentar associar preconceituosamente uma postura que julgam retrógrada (a crítica ao estilo de vida homossexual) ao ensino do criacionismo, que julgam fundamentalista (não é à toa que estejam atacando a família tradicional, uma vez que esse conceito vem do Gênesis). Os cristãos estão cansados de dizer que repudiam o homossexualismo (ops! a homossexualidade) ao passo que amam os homossexuais. Pode-se dizer o mesmo das prostitutas. Respeito e tolerância devem ser valorizados, sem dúvida, mas não às custas de outras liberdades inalienáveis, como a de expressão e de opinião.[MB]

Leia também: “Liberation – or deprivation?” (sobre o casamento gay e as implicações para as crianças) e “Palhaçada gay contra o Mackenzie”