sexta-feira, julho 30, 2010

Pegadas fósseis alimentam imaginação evolucionista

Répteis foram as primeiras criaturas a avançar pelo interior dos continentes. Essa ideia é confirmada pelas mais antigas pegadas de répteis já encontradas, de cerca de 318 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. As pegadas foram descobertas nas colinas da baía de Fundy, em New Brunwick, no leste do Canadá, por Howard Falcon-Lang, da Universidade de Londres, e colegas. Com cerca de cinco centímetros, as pegadas de cinco dedos foram feitas por criaturas parecidas com lagartos. "Descobri por acidente, quando tropecei por ali", diz Falcon-Lang. Centenas de pegadas incríveis pertencentes a pelo menos três diferentes tipos de répteis foram preservadas no local, todos em sedimentos que estavam a uma distância de mais de 500 quilômetros do litoral, em parte seca na época, dentro do supercontinente Pangeia. Isso faz delas o mais antigo exemplo de criaturas vivendo no duro ambiente seco do interior continental.

Anfíbios foram as primeiras criaturas a conseguir viver na terra, aparecendo pelas praias entre 400 e 360 milhões de anos atrás [idem]. Mas eles nunca se aventuraram longe da costa, já que precisavam botar seus ovos na água. Répteis, com seus ovos de casca dura e melhor protegida, não enfrentavam essa dificuldade.

"Talvez as florestas pantanosas do litoral estivessem se tornando populosas demais, e o interior continental fosse um espaço vazio apenas esperando para ser preenchido pelos pioneiros répteis", diz Falcon-Lang.

A pesquisa foi publicada no periódico Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology.

(Folha.com)

Nota: Note que as pegadas são perfeitamente identificadas como sendo de répteis que têm cinco dedos perfeitamente formados; pegadas de proto-seja-lá-o-que-for nunca foram enontradas. Além disso, as pegadas foram encontradas onde se crê que no passado tenha sido uma região seca distante do litoral. Para serem fossilizadas, pegadas têm que ser impressas na lama e rapidamente cobertas por mais lama, a fim de que sejam preservadas. Que tipo de inundação continental foi essa? Conjecturas por conjecturas, fico com o modelo diluvianista, bem mais coerente com os fatos.[MB]

O que o “berço da civilização” quer esconder

Dizem que a Europa é o “berço da civilização ocidental”. Se de lá veio o que de melhor podemos produzir em termos de humanidade, duas notícias me fazem questionar seriamente a capacidade humana de fazer por si mesma o que é bom (não vou nem considerar as terríveis guerras e horrendos regimes políticos que assolaram aquele continente). Segundo o site Controvérsia, a Europa Ocidental tem 140 mil mulheres escravizadas para prostituição, vítimas do tráfico de pessoas com fins de exploração sexual. São na maioria mulheres e garotas que foram enganadas, ou mesmo vendidas, por parentes ou amigos em seus países de origem, para ser prostituídas sob coação na Alemanha, Holanda ou Espanha.

O primeiro relatório da ONU que traça a radiografia desse negócio clandestino na Europa revela que esse mercado - que movimenta pelo menos 2,5 bilhões de euros por ano - em constante mobilidade integra a cada ano 70 mil novas vítimas. Pessoas que passam a substituir aquelas que saldam suas dívidas, saem do negócio ou se transformam elas mesmas em traficantes de pessoas como única alternativa a ser exploradas.

O negócio do sexo é florescente e invariável. Foi o que as organizações criminosas também detectaram. O tráfico de pessoas é o terceiro negócio do crime organizado, e em alguns países se transformou no primeiro. [...] Uma em cada sete prostitutas é vítima do tráfico na Europa, salienta o informe, elaborado pelos relatores da ONU com seus dados e outros recolhidos pelos países, as promotorias, a polícia e as ONGs. Um número muito inferior aos 90% que calcula o Ministério da Igualdade, que inclui mulheres vítimas de exploração e não só de tráfico.

As pessoas obrigadas a exercer a prostituição vêm fundamentalmente dos Bálcãs (32%), sobretudo de países como Romênia e Bulgária. Também da antiga União Soviética (19%) - fundamentalmente da Ucrânia -, da América do Sul (13%), Europa Central (7%), África (5%) e Ásia Oriental (3%). “Foram detectadas vítimas em toda a Europa. O problema é comum a todos os países”, explica Costa, que na terça-feira, junto com as atrizes Mira Sorvino e Belén Rueda e a jornalista mexicana Lydia Cacho apresentou a campanha Coração Azul para sensibilizar contra o tráfico. [...]

As mulheres chegam ao país de destino enganadas e às vezes coagidas, explica a ONU. Quando vêm dos Bálcãs, analisa a instituição, o mais provável é que tenham sido recrutadas com promessas de emprego, de participar de algum concurso de beleza, de um programa de estudos ou por serviços matrimoniais. [...] Muitas delas sofrem violência antes e depois de chegar ao destino. Os mais duros são, segundo a ONU, os traficantes dos Bálcãs ou da antiga União Soviética. Organizações muitas vezes pequenas - de duas ou três pessoas - que antes de oferecer as mulheres a seus clientes as violentam para iniciar os maus-tratos. Algumas são drogadas para que não fujam. [...]

O informe da ONU também fala dos consumidores de serviços sexuais. Entre eles destaca a Espanha. Neste país, 39% dos homens admitem ter pagado por sexo alguma vez na vida, um número “atípico na Europa”, segundo a ONU. Na Suíça são 19% dos homens que afirmam ter feito isso, na Holanda 14% e na Suécia 13%.

A outra notícia dá conta de que o sistema de saúde público da Grã-Bretanha já financiou 116 cirurgias de reconstrução de hímen, a chamada himenoplastia, em quatro anos. A operação, que torna as mulheres “virgens” novamente, se tornou popular entre as imigrantes muçulmanas pela Europa, como forma de garantir a “mancha de sangue” no lençol, no dia seguinte ao casamento – que costuma ser mostrada à comunidade, como sinal de pureza da noiva. [...]

Como se pode ver, há muita podridão por baixo dos lençóis do “berço da civilização ocidental”. Mulheres são traficadas como objetos de prazer de homens inescrupulosos que as alugam para satisfazer seus instintos degradados. Outras mulheres procuram restabelecer a “honra” por meio de cirurgias que recuperam um pedaço de pele, mas que são incapazes de devolver a pureza interior que tem mais importância do que uma mancha de sangue no lençol. Atitude típica de uma sociedade que acha que pode comprar de tudo - inclusive prazer, amor e honra.

No que estamos nos tornando? E ainda falam em evolução...[MB]

Aumentam casos de mães que matam filhos na França

A francesa [Dominique Cottrez] que admitiu ter sufocado oito filhos recém-nascidos e escondido seus corpos no jardim e na garagem de sua casa foi acusada de homicídio, informou hoje o promotor Eric Vaillant. Dominique Cottrez disse que nunca mais quis ver um médico após uma experiência ruim com sua primeira gravidez. A auxiliar de enfermagem, de 46 anos, disse que fez sozinha os partos. Segundo o promotor, ela colocou os corpos em sacos plásticos, enterrou dois dos recém-nascidos no jardim e escondeu os demais na garagem. “Ela explicou que não queria mais filhos e que não queria ir ao médico para tomar anticoncepcionais”, disse Vaillant, em encontro com jornalistas. “Ela estava perfeitamente consciente do fato de estar grávida”, acrescentou. [...]

Nos últimos anos, a França tem registrado uma série de casos de mães que matam seus recém-nascidos e mantém e escondem os corpos. Em um dos casos, Celine Lesage foi condenada a 15 anos de prisão em março após reconhecer no tribunal que matara seis de seus recém-nascidos, cujos corpos foram encontrados em sacos plásticos no porão de sua casa, no noroeste da França.

Já Veronique Courjault foi condenada no ano passado pelo assassinado de seus recém-nascidos. Seu marido descobriu dois dos corpos num freezer enquanto os dois viviam na Coreia do Sul. Durante o julgamento, psiquiatras afirmaram que ela sofre de uma doença psicológica conhecida como “negação da maternidade”.

Na Alemanha também foram registrados casos semelhantes. Em um deles, uma mulher foi condenada em 2006 pelo assassinato de oito de seus recém-nascidos e por enterrá-los em vasos de flores e num tanque de peixes no jardim da casa de seus pais, perto da fronteira entre a Alemanha e a Polônia.

(Paraná Online)

Nota: Os psicólogos se esforçam para entender esse fenômeno aterrador manifestado em países desenvolvidos e extremamente secularizados. Seria realmente um fenômeno psicológico ou seria o resultado de uma chaga social chamada desumanização, causada pelo afastamento do Único que pode resolver o maior problema humano, o pecado? A conclusão é simples: se Deus não existe e a Bíblia é uma invenção humana, aquela “história” de termos sido feitos à imagem do Criador é pura ficção. Se somos apenas “macacos pelados” e “animais racionais”, nossa vida não é lá tão importante. Surgidos por acaso e destinados ao nada, que somos aqui e agora? A verdade é que o aumento do pecado e o esfriamento do amor são, também, sinais do fim deste mundo (cf. Mt 24:12).[MB]

quinta-feira, julho 29, 2010

Os direitos dos guardadores do sábado

Os adventistas do sétimo dia e outros guardadores do sábado costumam enfrentar dificuldades relacionadas à observância do sétimo dia em função de concursos públicos, provas e exames de vestibular marcados nesse dia. A saída, muitas vezes, começa com um bom diálogo. Sobre esse assunto, a reportagem da Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com o diretor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul, bacharel Luigi Braga.

ASN - Qual a orientação que a Assessoria Jurídica da Divisão dá às pessoas que observam o sábado como dia de repouso e se deparam com concursos, provas e exames marcados para esse dia?

Luigi Braga - O primeiro passo é uma boa conversa com o responsável pelo que irá acontecer no sábado em busca de alteração da data ou alguma medida especial alternativa. Se não for atendido, é necessário um pedido formal e por escrito. Em caso negativo, também, o ideal é juntar todos os documentos e buscar uma medida judicial para assegurar o direito. Em todas as etapas, assessoria jurídica é essencial. Para isso, cada Campo (Associação ou Missão) da Igreja Adventista pode dar a consultoria com seus respectivos advogados, que já possuem bastante experiência no assunto.

Legislações estaduais e federal dão algum tipo de amparo aos observadores do sábado ou não?

Há muitas leis estaduais que reservam o direito dos sabatistas, todavia, há muitos questionamentos sobre a constitucionalidade das mesmas e muita discussão também sobre a abrangência delas. Temos algumas leis em tramitação no Congresso Nacional e outras sendo discutidas no STF (Supremo Tribunal Federal). Mas a grande garantia ainda é a Constituição Federal que assegura a liberdade religiosa. Estamos trabalhando em duas frentes: uma em busca de uma lei federal clara sobre o tema e outra em obter um pronunciamento claro e direto do Supremo Tribunal Federal sobre o alcance dos dispositivos da Constituição sobre o tema. De uma forma ou de outra, Deus proporcionará um avanço na luta pela guarda do dia de sábado.

Existem alguns casos em que houve possibilidade de mudança da data ou, então, a pessoa que observa o sábado conseguiu autorização para fazer a prova, exame ou concurso em outro horário?

Muitos casos sejam através de pleitos administrativos ou judiciais. Nossas estatísticas de vitórias são uma bênção! Nosso desafio atualmente é o concurso público do MPU (Ministério Público da União). Muitos adventistas estão inscritos e vamos buscar a mudança de data ou uma medida alternativa. Que Deus possa prover mais essa porta para os adventistas que possuem o ideal de fidelidade no dia de adoração ocupar cargos importantes no Brasil.

(Felipe Lemos, ASN)

Máquinas de camisinhas serão implantadas em escolas

O Ministério da Saúde escolheu a máquina de preservativos criada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IF-SC), em Florianópolis, para distribuir pelo país. Um projeto de João Pessoa (PA) também será aproveitado. A intenção do Ministério é instalar o equipamento em 40 escolas brasileiras. Florianópolis será uma delas. Os nomes das outras cidades e a data da instalação não foram definidos. Neste mês, a equipe do IF-SC terminou a construção do aparelho. O próximo passo é encaminhá-lo para Brasília, onde será produzido. De acordo com Ellen Vita, assistente técnica da Unidade de Prevenção do Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde, antes de lançar o desafio entre 36 institutos federais de educação, o governo tentou importar uma máquina de Miami, nos Estados Unidos. Mas o equipamento não atendeu às necessidades: capacidade para 500 preservativos, programação para o aluno usar a máquina digitando matrícula e senha, limite de 20 camisinhas por mês para cada estudante e ser feita de material resistente.

"A máquina proposta por Florianópolis respeita todas as diretrizes que pedimos. Agora será produzida em escala comercial, com o preço definido pela empresa que ganhar a licitação", diz Ellen. Ela não falou sobre valores, nem quantos alunos serão atendidos com a ação. Disse apenas que, para ajudar no desenvolvimento do aparelho criado pelo IF-SC e pelo instituto da Paraíba, o governo federal investiu cerca de R$ 180 mil — R$ 90 mil para cada unidade. [...]

O aluno precisa estar matriculado no ensino médio para ter acesso ao preservativo. Ele digita o número de matrícula e a senha no visor da máquina. Por mês, cada estudante tem direito a 20 unidades. Na máquina cabem 500 camisinhas. Quando está no fim, o sistema emite um alerta para o responsável adicionar mais. [...]

No Instituto Estadual de Educação (IEE), em Florianópolis, a maior escola pública da América Latina, a hipótese de instalação da máquina não causa estranheza. O diretor de ensino, Vandelin Santo Borguevon, admite que o tema ainda é polêmico entre pais, educadores e alunos. Mas avalia que o uso teria princípio educativo e de saúde.

Borguevon entende que, tão importante quanto se proteger de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada, é esclarecer ao jovem as dúvidas sobre o ato sexual. "Pretendemos falar sobre o tema dentro dos programas de sexualidade da escola. Vamos trabalhar bastante, para deixar claro que o sexo não pode ser liberado. Tudo acontece no momento certo e com o acompanhamento da família", ressalta.

Para Georgia Benetti, especialista em Ciências Humanas da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), seria interessante a escola aproveitar a chegada dos preservativos para trabalhar a sexualidade com os estudantes. Ela acredita que, se o objetivo da ação é prevenção, os responsáveis pela direção precisam pensar em um local para armazenar a máquina, sem constranger o aluno.

(Diário Catarinense)

Nota: Com máquinas que convidam: "Vá em frente! Faça sexo seguro protegido por uma fina camada de látex!", você acha que os estudantes farão sexo no momento certo e com compromisso? DSTs e gravidez precoce são problemas graves, mas e a iniciação sexual cada vez mais cedo, estimulada por uma sociedade erotizada, que deixa sequelas emocionais, isso não é problema? Com essas máquinas, o governo apenas contribui para banalizar ainda mais o sexo. Quem está se transformando em "máquinas de sexo", aos poucos, são as pessoas. Acontece que não fomos projetados para ser máquinas e um dia a vida cobra a conta dessa atitude irresponsável de ver pessoas como objetos de prazer.[MB]

Cientistas divergem sobre aquecimento antropogênico

Professores da Universidade de São Paulo (USP) apresentaram posições contrárias sobre os efeitos das ações humanas e suas consequências nas mudanças climáticas durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Quem assistiu à palestra “Mudanças Climáticas: Papel Antrópico” pôde presenciar a posição do professor Paulo Artaxo, que definiu o homem como um autor da alteração do clima no planeta. Por outro lado, o docente Ricardo Augusto Felício foi contrário às ideias defendidas por Artaxo. Para Felício, acreditar que o indivíduo contribui, por exemplo, para o aquecimento do planeta, é uma inverdade.

Em sua apresentação, Paulo disse que a humanidade está mudando a face do planeta e citou, ainda, que muitos especialistas já denominam essa era geológica em que vivemos como “O Antropoceno”. “Essa fase não mais é que a significativa intervenção do homem nas mudanças climáticas. Isso se refere, por exemplo, aos fenômenos naturais extremos. Hoje, pudemos verificar em várias parte do mundo, furacões constantes, chuvas em grandes proporções, entre outros acontecimentos”, enfatizou.

Entre os acontecimentos citados por Paulo Artaxo como fator que evidencia a situação preocupante em que o planeta passa é o derretimento de gelo na Groenlândia. “Esse e outros fatores atestam a mudança no clima. Não há outro modo de evitar o agravamento no clima do planeta se não combatermos, principalmente, a forma do indivíduo de se comportar diante desses fenômenos. A temperatura do planeta deverá aumentar nos próximos 100 anos entre 1,5 e 3 graus centígrados. Para evitar previsões assim precisamos tomar algumas atitudes. Entre elas, adotar melhores práticas agrícolas, evitar o desmatamento, usar veículos menos poluentes, entre outras”, citou.

Ao contrário do que acredita Artaxo, Ricardo Felício disse que, anos atrás, por volta de 1920, o aquecimento do planeta já era uma preocupação recorrente de vários cientistas. Ele comentou ainda, que apesar disso, as previsões desastrosas não se concretizaram. “Cientistas falam da ação humana e o que ela tem provocado, em termos prejudiciais, na preservação do meio ambiente. Acontece que todas as reações do planeta são normais. É comum termos, em um determinado ano, vários terremotos, e em outros não. É normal que a natureza reaja diferente em períodos diferentes. Com o passar dos anos, lugares que não eram habitados passaram a ser, isso mexe com o clima, mas é algo normal”, defendeu.

Felício falou também sobre o gás carbônico (CO2), um dos principais gases do efeito estufa. “É necessária a emissão de gás carbônico para o funcionamento do planeta. Sem ele, não existiria vida. A imposição de que a população precisa adotar medidas preventivas para se evitar o aquecimento do planeta, por exemplo, tem sempre algum interesse maior envolvido na questão. Enquanto, os países subdesenvolvidos procuram adotar ações de mitigação, os desenvolvidos continuam a emitir gases de efeitos estufa normalmente. É por isso que a reunião sobre o clima, realizada em Copenhague, não resultou em acordo entre países ricos e pobres”, finalizou.

(Inovação Tecnológica)

Nota: É bom ver que cientistas de instituições renomadas como a USP não são unânimes quanto ao papel humano no aquecimento global. Isso mostra que a demonização dos “céticos do aquecimento” promovida por um dos grupos (que tem apoio da ONU) não é justa. O aquecimento está aí; temos que lutar pela preservação da natureza; mas não podemos deixar de constatar que, como disse Felício, “tem sempre algum interesse maior envolvido na questão”. E esse interesse ECOmênico não é apenas econômico (clique aqui para ler mais sobre ECOmenismo). De fato, como constatam cientistas de ambos os lados da controvérsia, furacões constantes, chuvas em grandes proporções, além de terremotos (definitivamente não antropogênicos) e outras catástrofes têm ocorrido com maior intensidade e frequência. Os ECOmênicos continuarão usando tudo isso como meio de alimentar o medo nas pessoas e promover suas táticas de engenharia social. Mas os que conhecem as profecias bíblicas sabem que essas calamidades e muitas outras são simplesmente sinais de que a volta de Jesus se aproxima rapidamente.[MB]

Adventistas pedem no STF mudança na data de prova

Cinco candidatos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia inscritos no concurso público do Ministério Público da União (MPU) para 594 vagas ajuizaram mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a data da prova do sábado, dia 11 de setembro, seja alterada, ou que seja permitido fazer o exame após o pôr do sol. As informações são da assessoria de imprensa do STF. Para os candidatos – quatro bacharéis em direito e um licenciado em história -, o sábado é considerado dia sagrado de adoração e a data da prova “está impedindo que eles tenham acesso a cargos públicos pela via democrática do concurso sem que firam suas consciências”.

“Para os adventistas, o dia de repouso escolhido, abençoado e santificado por Deus é o sétimo, com o objetivo de ser um memorial da Criação, um dia em que se adora e se reconhece a Deus como Criador de todas as coisas e o ser humano como simples criatura. Neste aspecto, a questão da tolerância fará grande diferença à efetivação do direito fundamental à liberdade religiosa em uma sociedade pluralista e democrática, sem que se restrinjam os direitos daqueles que desejarem seguir suas convicções”, afirmam os candidatos no mandado de segurança, segundo o STF.

No mandado de segurança, o pedido principal é para que a data da prova seja alterada para outro dia de semana, de preferência, no domingo. É feito um pedido alternativo para que seja permitido aos cinco candidatos chegar ao local da prova no horário estabelecido, mas esperar o pôr do sol, num local em que permaneçam isolados e incomunicáveis, para só depois disso a prova ser aplicada com o mesmo tempo de duração concedido aos demais candidatos.

Para “resguardar a integridade espiritual”, os candidatos pedem ainda que lhes seja permitido ler a Bíblia durante as horas sabáticas (até o pôr do sol).

O G1 entrou em contato com o Cespe/UnB, que está organizando o concurso do MPU, e aguarda resposta. A instituição permite que os adventistas façam a prova após o pôr do sol nos vestibulares da Universidade de Brasília (UnB).

Em São Paulo, a Lei Estadual 12.142, de dezembro de 2005, permite ao candidato que alegar motivo de crença religiosa realizar a prova de concursos e vestibulares após as 18h, quando o exame for no sábado. De acordo com a lei, o pedido deve ser feito pelo candidato à entidade organizadora até 72 horas antes do horário de início da prova. O candidato fica incomunicável desde o horário regular previsto para os exames até o início do horário alternativo para ele estabelecido previamente. [...]

(G1 Notícias)

quarta-feira, julho 28, 2010

Lembre-se dos seus primeiros líderes espirituais

“Lembre-se dos seus primeiros líderes espirituais, que anunciaram a mensagem de Deus a vocês. Pensem como viveram e morreram e imitem a fé que tinham” (Hb 13:7, BLH). Esse texto do livro de Hebreus nos convida a não nos esquecermos dos grandes líderes espirituais do passado (pastores, pregadores, anciãos, diáconos, etc.). Na verdade, ter contato com esses gigantes da fé é saudável e inspirador para as novas gerações. O ímpeto de fazer coisas para Deus e a correria dos tempos modernos às vezes nos impedem de ver que a sabedoria deve nortear nossas ações – e quem melhor do que os líderes do passado para partilhar conosco anos de experiência acumulados?

Hoje à tarde, aproveitamos [Evandro, Marli, Thamires, Débora e Michelson] uma folga do mestrado para visitar dois pioneiros do adventismo em nosso país: os nonagenários pastores Sesóstris Cesar Souza (95 anos, foto acima) e Geraldo Marski (96). Quando chegamos à casa do pastor Sesóstris, em Hortolândia, SP, ele nos disse que estava voltando do sepultamento de um amigo de 65 anos. Sentamo-nos na sala de estar com retratos de família e livros na estante e ouvimos histórias interessantes como a da Bíblia impressa em 1894, em Portugal, e que havia sido do pai do pastor. Ele nos mostrou a Bíblia e nos contou de sua conversão aos 20 e poucos anos de idade, quando trabalhava num cinema, no Rio de Janeiro.

Para mim [Evandro], o pastor Sesóstris sempre foi uma inspiração. Eu o via frequentemente quando visitava minha namorada Marli (hoje esposa) que morava na casa dele. Sempre que o visitava aprendia lições espirituais que me influenciavam positivamente.

Tive o privilégio de acompanhar e aprender com o pastor Sesóstris em suas semanas de oração e programas de fim de semana, quando ele falava sobre os eventos finais. Diversas vezes o vi orando e lendo a Bíblia (a qual já leu mais de 44 vezes).

Sempre que me hospedei em sua casa tive o privilégio de participar do culto familiar da manhã e da tarde (rigorosamente praticado em seu lar).

O pastor Sesóstris gosta de contar histórias e hoje à tarde não foi diferente. Além disso, ele nos convidou para o culto de gratidão que fará no dia 15 de agosto para agradecer a Deus seus 95 anos de idade. Nesse, culto seu propósito é entregar um de seus livros (Anjos Sua Presença e Atuação na Vida Humana - CPB) para cada amigo que não pertence à igreja adventista. A idade pode trazer limitações físicas, mas não limita a empolgação missionária desse homem. Que exemplo! Mais uma vez pensei: “Senhor, que eu possa imitar o exemplo dele. Sempre atencioso, espiritual e empolgado com a missão.”

Depois da conversa, fiz [Evandro] uma oração e nos despedimos.


Na casa do pastor Geraldo (foto abaixo), também em Hortolândia, encontramos as típicas e divertidas placas afixadas na cerca e no portão de entrada: “Cuidado, pastor alemão!”, “A vocês da limpeza pública, um abraço do vovô Geraldo e que as bênçãos de Deus sejam convosco e com vossos familiares”, “Aqui mora um velho feliz”. Infelizmente, quando entramos no quarto dele, o encontramos deitado na cama e com a memória comprometida. Falei meu nome [Michelson], mas ele não se recordou – embora tenha perguntado pela Casa Publicadora Brasileira. Cantamos o hino “Mansão sobre o monte” e ele nos acompanhou apenas movendo os lábios. Depois fiz [Michelson] uma oração, e a emoção tomou conta de todos quando o pastor Geraldo elevou também uma prece por nós e agradeceu a Deus a visita.

Fiquei [Evandro] emocionado quando durante a oração ele agradeceu a Deus o privilégio da visita e proferiu uma bênção para todos nós, em especial para minha filha Thamires (de um ano e oito meses): “Senhor, abençoe a menina loirinha...” Isso me emocionou. Homem de Deus! Mesmo no leito da enfermidade não esquece da missão e de agradecer a Deus.

Foi uma tarde realmente inspiradora. Fomos visitar e levar ânimo a esses gigantes de Deus, mas foi nossa fé que saiu agigantada.

(Michelson Borges e Evandro Fávero)


Leia também: “O homem centenário”, “Uma tarde especial” e "Experimente Jesus"

Pesquisadores descobrem fóssil do maior rato do mundo

Os pesquisadores Ken Aplin, do Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization, na Austrália, e Kris Helgen, do Smithsonian Institution, nos Estados Unidos, encontraram em um sítio arqueológico no Timor Leste ossos de um rato que teria pesado 6 quilos, o que seria o maior animal dessa espécie de que se tem notícia até hoje. Análises feitas pelos cientistas indicaram que o rato de 6 quilos - do gênero Coryphomys - viveu até cerca de 1,5 mil anos atrás, no mesmo período que a maioria dos outros 12 roedores descobertos. Os maiores ratos vivos atualmente chegam a 2 quilos e vivem em florestas nas Filipinas e na Nova Guiné.

Ao todo, a dupla escavou no Timor Leste ossos de 13 roedores, 11 dos quais até então desconhecidos pela ciência. Apenas uma das espécies encontradas na escavação sobrevive até hoje. O estudo foi publicado na edição de julho do Bulletin of the American Museum of Natural History.

“O leste da Indonésia é um hotspot da evolução de roedores e exige maior atenção de esforços de conservação. Esses animais respondem por cerca de 40% da diversidade de mamíferos no mundo e são elementos-chave dos ecossistemas, importantes para processos como manutenção dos solos e dispersão de sementes. Manter a biodiversidade entre ratos é tão importante como proteger aves ou baleias”, disse Aplin. [...]

Em cada uma das ilhas do leste da Indonésia, segundo o estudo, evoluiu um conjunto único de ratos. Aplin também encontrou seis novas espécies de roedores em uma caverna na ilha de Flores. [...]

(Estadão)

Nota: Assim como Darwin encontrou tentilhões ligeiramente diferenciados em ilhas diferentes (microevolução), ratos diferenciados foram encontrados em ilhas diferentes (curiosamente, nunca foram encontrados fósseis de proto ou pré-tentilhões ou pré-ratos). Apesar das variações morfológicas – tanto no caso dos pássaros quanto no dos ratos –, tentilhões ainda eram tentilhões e ratos ainda eram ratos. Macroevolução seria um tentilhão se transformar em rato ou vice-versa. Outro detalhe que me chamou a atenção na matéria: foram atribuídos 1,5 mil anos ao fóssil do rato de seis quilos. Então, é possível haver fossilização em alguns séculos ou poucos milênios.[MB]

Crepúsculo ou aurora – você decide

Estou preparando uma palestra para apresentar num congresso de adolescentes da minha região. A preocupação dos organizadores é com o impacto da série “Crepúsculo” (livros e filmes) entre adolescentes e jovens cristãos. Já que estou no Unasp por esses dias, resolvi fazer pesquisa entre estudantes e filhos dos meus colegas mestrandos. A Raquel Kauffman Fugêncio, de 19 anos, me forneceu informações especialmente relevantes, já que ela leu e analisou os quatro volumes da série vampiresca: Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer. “O que mais me chamou a atenção é que nesses romances o vilão, em certos momentos, é o mocinho e vice-versa”, diz Raquel. “Com exceção de Crepúsculo, nas outras histórias não há um vilão que queira ficar com Bella Swan [a personagem principal], mas sim matá-la; a luta real para conquistar Bella é entre Jacob Black e Edward Cullen [o outro personagem principal, o vampiro].”

Aos 18 anos, Raquel leu a saga inteira apenas por curiosidade, quando a obra ainda não era tão conhecida. “A princípio, me senti bem com a leitura; era como se Edward fosse um herói que iria me ‘resgatar’. Com as descrições de Bella, eu o imaginava perfeito. Apenas em algumas partes do livro eu achava meio estranho ele se autodenominar vilão.”

De fato, o vampiro deixa no ar: “E se eu não for um super-herói ? E se eu for o vilão?”

Raquel começou a pensar que Edward estaria escondendo alguma coisa por trás da “carinha bonita”. Então passou a prestar mais atenção a algumas citações que estão escondidas nos livros e que geralmente nem são notadas. Exemplos:

“Eu sou um bom mentiroso, Bella. Eu tenho que ser”, Edward Cullen, Lua Nova, capítulo 23, p. 509. (João 8:44 fala do “bom mentiroso”.)

“Estou quebrando todas as regras, mas vou para inferno mesmo!”, Edward Cullen, Crepúsculo. “Que herói, hein! Satanás está cada vez pior usando ‘heróis’ para levar desesperança à juventude”, analisa Raquel.

“Você cheira exatamente a mesma de sempre. Então talvez isso seja o inferno. Eu não me importo. Vou levá-la”, Edward Cullen, Lua Nova, capítulo 20, p. 452.

“Eu concluí que, já que vou para o inferno, posso muito bem fazer o serviço completo. [...] Mas é possível que eu não a devolva – disse ele com um brilho perverso nos olhos”, Edward Cullen em conversa com Bella.

Em outra parte do livro, Edward diz ser uma pessoa desalmada, que faz mal a Bella e que deve se distanciar. Mas Bella retruca dizendo que não mais consegue viver sem ele. “É só pensarmos um pouco: Quem não tem ‘alma’? Quem não tem mais esperança? E quem quer nos roubar do verdadeiro Amigo?”, questiona Raquel.

A meu pedido, Raquel fez com meninas de 11 a 15 anos rápida pesquisa sobre a série "Crepúsculo". Algumas declarações: “Edward é perfeito” (12 anos); “Tenho que confessar que passo maquiagem mais clara para ficar com um ar de pálida” (15anos); “O sucesso é tipo Harry Poter, a única diferença é que Harry Poter é ficção e Crepúsculo é mais real” (13anos). Essas meninas são cristãs...

São dados preocupantes e Raquel questiona: “Será que estamos perdendo a noção do real e do fictício? ‘Crepúsculo’ é tão irreal quanto ‘Harry Poter’; não há uma escala que defina o que é mais ou menos real.” “Devemos tomar cuidado”, adverte a jovem. “Satanás está cada vez mais entrando em nossa mente. Não podemos deixar que isso aconteça. Temos tanta literatura religiosa boa...”

Edward mesmo pergunta: “Se você pudesse viver para sempre, para o que você viveria?” Para a salvação eterna ou perdição eterna? Para o crepúsculo ou a aurora?

Você decide. E essa decisão passa pelos conteúdos que você tem lido e assistido aqui e agora.[MB]

Adventistas monitoram possível lei de fechamento do comércio aos domingos na Europa

Proponentes da liberdade religiosa adventista do sétimo dia estão acompanhando uma proposta de um membro do Parlamento Europeu que deseja que as empresas na Europa fechem suas portas aos domingos. Martin Kastler, membro do Parlamento da Alemanha, está pedindo pela aprovação de leis semelhantes às de seu país de origem em todo o continente, que incentivam os funcionários a ter um dia de folga no trabalho para ficar com a família, afirmou o New York Times. Embora as regras parlamentares impeçam a maioria dos membros, incluindo Kastler, de apresentar leis, uma petição dos cidadãos recentemente promulgada requeriria que os 736 membros do Parlamento elaborassem uma legislação desse tipo, se os partidários levantassem um milhão de assinaturas de todos os países-membros, segundo o jornal. [Leia mais]

terça-feira, julho 27, 2010

Bebê que convive com livros vai melhor na escola


Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos. [...] "Não se trata de ler um conto de fadas para um bebê com menos de 1 ano. Os primeiros livros devem ter apenas imagens e o tempo para folheá-los deve ser breve", explica David Dickinson, especialista em alfabetização pela Universidade Harvard. [...] Crianças de 3 anos que possuem o hábito de leitura em família apresentam, aos 10, desempenho escolar superior ao daquelas que não leem com frequência. [Leia mais]

Com a proibição da palmada Estado infantiliza os pais

Tento me mover pela vida a partir das dúvidas. Mesmo quando acho que tenho uma razoável certeza sobre algum tema, me pergunto várias vezes: “será?”. E guardo uma parte de mim sempre aberta para mudar de ideia diante de algum fato novo ou argumento bem fundamentado. É o caso da lei da palmada, que me parece desde sempre um total disparate. Ao constatar que o projeto de lei enviado pelo presidente Lula ao Congresso em 14 de julho é apoiado e defendido em entrevistas e artigos por pessoas cuja inteligência e atuação pública tenho grande respeito, me forcei a um questionamento ainda maior. Será que palmada é crime e eu não estou percebendo algo importante?

O projeto, que ficou conhecido como “lei da palmada”, se propõe a alterar o artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nele, fica proibido o uso de castigos corporais de qualquer tipo na educação dos filhos. O castigo corporal é definido como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso de força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”. Li, pesquisei, estudei e continuo achando um total disparate. Não encontro um único argumento que me convença de uma lei proibindo palmadas.

Antes de seguir, quero deixar muito claro que, obviamente, espancamento é crime. Seja dos pais ou de quem for. Palmada não. E nada me convence de que precisamos de mais uma lei, já que a legislação existente pune o espancamento e demais agressões físicas. Nada tampouco me convence de que o Estado deve interferir neste nível na vida privada, na maneira como cada um educa seus filhos. Não por uma postura liberal, mas por algo bem mais sério que vou abordar mais adiante.

Um dos argumentos em defesa da nova lei é de que as pessoas não saberiam a diferença entre uma palmada e um espancamento. Acredito que a maioria das pessoas sabe muito bem a diferença entre dar um tapa na bunda de uma criança e espancar uma criança. Não vale como estatística, mas nunca conheci ninguém que não soubesse, exceto pessoas com distúrbios muito graves, que também não sabiam a diferença entre quase tudo. Quem espanca não acha que está dando uma palmada. Tem certeza de que espanca e quer espancar.

Outro argumento é de que a suposta violência começaria com uma palmada e evoluiria para um espancamento. Não me parece que temos provas de que isso seja um fato verídico. [...]

Me parece muito perigoso tachar de criminosos pais que dão palmadas. Por vários motivos. O primeiro deles é a injustiça da afirmação. Crime é algo muito sério e algo com que o Estado e todos nós precisamos nos preocupar porque rompe e ameaça o tecido social, portanto a sobrevivência de todos. Não pode e não deve ser banalizado. Chamar de criminoso um pai ou uma mãe que dá uma palmada na criança na tentativa de educar é, além de um equívoco, um flagrante abuso.

Me preocupa muito, por exemplo, o fato de demorarmos a agir no caso das denúncias de espancamentos e de agressão sexual. Assim como me preocupa a falta de instrumentos de proteção efetivos para amparar as crianças violadas de todas as formas. Quem trabalha com a prevenção da violência contra crianças sabe que há escassez de assistência. Isso resulta em traumas físicos e psicológicos para as vítimas e impunidade para os agressores. Quando o Estado coloca a palmada e o espancamento no mesmo nível, como se fosse a mesma coisa, todas as lacunas de prevenção, assistência e repressão podem se tornar ainda mais largas.

Se o Estado se propõe a entrar na casa das pessoas e fiscalizar se todos os pais do Brasil estão dando ou não palmadas em seus filhos, em vez de concentrar seus recursos e esforços naquilo que é importante – a prevenção do espancamento e a punição dos espancadores, assim como dos abusadores de todo tipo – temo que o tiro possa sair pela culatra, com o perdão do clichê. Acho que na vida, seja para um governante, um legislador ou um cidadão comum, é importante ter foco.

Este tipo de debate é rico porque todos têm suas próprias experiências. E eu acredito muito na experiência. Vivemos numa época em que a tradição foi desmoralizada e a maioria corre para especialistas de todo o tipo para saber como deve agir ou pensar. Não confia nem na soma de experiências próprias e dos que acertaram e erraram antes – nem em seus próprios instintos. Uma pena, porque perdemos muito. Todos nós perdemos muito. E, talvez, mais que todos, nossas crianças. [...]

Mas o aspecto que mais me preocupa se este projeto de lei for aprovado é o de reforçar aquele que me parece ser – este sim – um dos grandes problemas atuais: a dificuldade dos pais de educar seus filhos. Não me parece que o problema da maioria das crianças hoje seja a palmada que eventualmente recebe dos pais. Mas o fato de não receber limites de seus pais, de não ser efetivamente educada.

Boa parte dos pais me parece completamente perdida. As crianças gritam, as crianças querem porque querem, as crianças interrompem às vezes aos berros quando o pai conversa com outra pessoa, as crianças não cumprimentam ninguém nem na chegada nem na saída, fazem exigências como se o mundo e todos os adultos dentro dele existissem para servi-las, testam e testam para ver se alguém vai fazê-las parar, botar algum limite, e nada. Basta sair na rua para testemunhar cenas lamentáveis em restaurantes, shoppings, cinemas e lugares públicos protagonizadas por pequenos déspotas diante de pais infantilizados. Pais esvaziados, inseguros sobre sua capacidade de educar o filho que botaram no mundo e que parecem duvidar que têm algo a ensinar àquelas crianças. Pais sem nenhuma autoridade.

O que uma parte destes pais faz quando se torna insuportável viver com estes filhos? Leva para um especialista que diagnostica a criança como a mais nova portadora da epidemia da moda: a tal da TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. E dá-lhe medicamento cada vez mais cedo. Como boa parte das crianças ao redor já foi diagnosticada com a “doença” esta, ninguém acha suspeito. Imagino que, quando parte desta geração crescer, o rito de passagem vai ser apenas mudar o medicamento: aos 18 anos ganha um carro e sua primeira caixa de antidepressivos.

Pobres pais? Não! Pobres crianças que visivelmente estão cada vez mais infelizes porque ninguém nasce sabendo sobre seus limites e todo o resto. Um filho precisa que os pais sejam pais. Diante deste quadro, o que o Estado faz? Infantiliza e esvazia de autoridade ainda mais estes pais ao se meter na vida privada e dizer como eles devem educar. Ou que eles não podem tocar nos seus filhos para educar sob pena de serem tratados como criminosos ou párias. Ou, talvez o pior: tratados como maus pais.

Na escola, os professores já choram diante de crianças e adolescentes que desafiam sua combalida autoridade dizendo: “Você não pode me mandar fazer nada porque quem paga o seu salário é o meu pai”. A tradução é: portanto, eu mando em você e, portanto, não há educação possível a partir desta premissa. Se a lei da palmada for aprovada, é possível imaginar as variações dentro de casa: “Se me bater eu te denuncio para o conselho tutelar.” [...]

Ao exercer sua autoridade de forma abusiva, o Estado esvazia de autoridade e infantiliza seus cidadãos. Isto é grave. Embora eu tenha poucos motivos para confiar neste Congresso que aí está, espero que vozes com bom senso se ergam para impedir este projeto de virar lei. Se virar, como todas as leis sem lastro na realidade, não será cumprida. E isto desmoraliza a democracia.

(Época)

Nota: O artigo de Elaine Brum é irretocável. Como ela falou na importância das boas tradições, quero acrescentar apenas uma passagem bíblica: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina” (Pv 13:24); note que o motivo da disciplina é o amor e o filho deve saber disso. Na verdade, a palmada, para os pais que sabem impor limites aos filhos, é praticamente o último recurso disciplinar. Se aprovada, a “lei da palmada” revela uma tendência perigosa: a da intromissão cada vez maior do Estado em assuntos familiares, comportamentais (que não afetam a ordem pública) e mesmo sexuais e religiosos. Como disse na postagem sobre liberdade religiosa, dias piores virão.[MB]

Há chumbo no seu batom?

Muitos dos leitores já devem ter assistido aos vídeos sobre sustentabilidade produzidos pela ciberativista americana Annie Leonard, que, entre outros, fez o famoso “A História das Coisas” e também o “A História da Água Engarrafada”. Agora Annie, cujos vídeos na internet já foram vistos por mais de 10 milhões de pessoas, nos brinda com mais um de seus petardos. “A História dos Cosméticos”, lançado na semana passada, mostra a problemática que envolve a bilionária indústria de cosméticos no mundo todo: a segurança de vários dos produtos químicos utilizados nas fórmulas do shampoo nosso de cada dia, no desodorante, no batom. Ah, o batom… o vídeo alerta para o fato de que um singelo batomzinho pode conter níveis de chumbo acima das recomendações de segurança, o que pode causar distúrbios de comportamento e até de aprendizagem. Os dados dizem respeito particularmente ao mercado americano: há três anos, a ONG Campaign for Safe Cosmetics publicou um estudo onde denunciava que de 33 grandes marcas de batom testadas, 61% apresentavam chumbo na fórmula. [Leia mais]

segunda-feira, julho 26, 2010

Supremo dos EUA fere direito de liberdade religiosa

O Supremo Tribunal dos EUA decidiu que uma organização estudantil cristã não tem o direito de restringir sua inclusão de membros somente para cristãos praticantes, numa decisão que grupos de direitos cristãos estão chamando de um golpe pesado na liberdade religiosa. O tribunal decidiu por 5 a 4 na segunda-feira no caso Sociedade Legal Cristã versus Martinez sustentar a postura de uma faculdade de direito da Califórnia de rejeitar o reconhecimento oficial de uma organização estudantil cristã. A organização cristã não quis concordar em permitir que não cristãos e indivíduos envolvidos em “estilo de vida sexualmente imoral” se tornassem membros com direito de voto ou líderes.

O caso recebeu interesse nacional, pois as normas, que excluem da organização homossexuais assumidamente praticantes, vieram a ser percebidas como discriminação contra os homossexuais. A decisão da maioria, de autoria da juíza Ruth Bader Ginsburg, determinou que a decisão da Faculdade de Direito Hastings da Universidade da Califórnia foi uma aplicação justa de suas políticas anti-discriminação. No que pode parecer um precedente sombrio, os esquerdistas do tribunal sustentaram os “direitos” da não discriminação de acordo com a orientação sexual acima da liberdade religiosa ao comparar as convicções cristãs às convicções racistas: o juiz John Paul Stevens perguntou: “E se a convicção fosse que os negros são inferiores?”

O Centro Americano de Direito e Justiça (CADJ), que entrou com um processo no caso representando muitas organizações universitárias cristãs, chamou o resultado de uma “decisão extremamente decepcionante” que “danifica de forma significativa os direitos das organizações religiosas”. “A maioria do Supremo Tribunal não conseguiu compreender que é fundamental para a liberdade religiosa que as organizações religiosas tenham liberdade de definir sua própria missão, selecionar seus próprios líderes e determinar seus próprios critérios para a inclusão de membros”, disse Jay Sekulow, principal advogado do CADJ.

“Ao permitir que permaneça uma decisão discriminatória por parte de uma corte de apelação federal, a decisão do Supremo Tribunal representa, conforme o juiz Alito concluiu corretamente como discordante, ‘um grave retrocesso para a liberdade de expressão neste país’. E, nós, como o juiz Alito, esperamos que essa decisão seja uma aberração e não uma mudança na jurisprudência da Primeira Emenda.”

O caso envolveu uma decisão do Tribunal de Apelação da Nona Zona apoiando o lado da Faculdade de Direito Hastings em São Francisco. Hastings negou reconhecimento oficial a uma organização estudantil - a Sociedade Legal Cristã (SLC) - depois que a SLC disse que não poderia obedecer às políticas não discriminatórias da faculdade. Essas políticas proíbem as organizações estudantis de discriminar na base de, entre outras coisas, “religião”. A SLC diz que suas convicções religiosas impedem não cristãos de exercerem controle sobre a organização ao se tornarem membros votantes ou servindo em posições de liderança.

Numa opinião discordante escrita pelo juiz Samuel Alito, que foi apoiada pelo juiz chefe Roberts e pelos juízes Scalia e Thomas, o juiz Alito concluiu que a decisão da maioria “é um grave retrocesso para a liberdade de expressão neste país”. “Nossa Primeira Emenda reflete um ‘profundo compromisso nacional para com o princípio de que o debate sobre as questões públicas deve ser desinibido, robusto e escancarado’”, escreveu o juiz Alito, citando o caso New York Times Co. versus Sullivan, de 1964. “Ainda que os Estados Unidos sejam a única nação a ter esse compromisso na mesma medida, eu não mudaria nossa lei para se adaptar às normas internacionais. Temo que a decisão do Tribunal marque uma virada nessa direção. Mesmo aqueles que pensam que as opiniões da SLC são desagradáveis deveriam se preocupar com o modo como a organização tem sido tratada - por Hastings, pelo Tribunal de Apelação e agora por este Tribunal. Só posso esperar que essa decisão não venha a se revelar uma aberração.”

Em sua ação no Supremo Tribunal, o CADJ argumentou que as organizações religiosas estão constitucionalmente protegidas quando seguem suas convicções religiosas. “As organizações religiosas por sua natureza adotam princípios religiosos e, como questão de identidade e coerência organizacional, normalmente exigirão fidelidade a tais princípios como critério para admissão de membros e certamente para a liderança”, afirmou a ação. “Isso não é ‘discriminação’, mas, em vez disso, parte inseparável do que as define como organizações religiosas. A aplicação inflexível de políticas de ‘não discriminação’ em nível religioso força, pois, as organizações religiosas a escolher entre sua identidade religiosa e acesso ao tribunal. Essa ‘escolha’ é uma escolha inconstitucional entre ceder às intromissões do governo e nenhum acesso a nada. Longe de ser uma condição legítima sobre benefícios, essa é uma escolha na qual o governo, sob as Cláusulas sobre Religião, não tem direito nenhum de meter o nariz e fazer imposições em cima de organizações religiosas.”

(LifeSiteNews; tradução de Julio Severo)

Nota: Dias piores virão...[MB]

Supernanny: tudo sobre educação em Provérbios

A educadora Cris Poli, conhecida por orientar famílias no programa de televisão Supernanny, foi uma das palestrantes da Semana Batista 2010, no 2º Encontro de Educadores realizado na semana passada em Barueri, cidade da Grande São Paulo. Segundo a protagonista do reality show do SBT, que já recebeu mais de 30 mil pedidos de ajuda, “as famílias cristãs estão tão perdidas quanto as que não são cristãs”. Na opinião de Cris, os princípios bíblicos – que deveriam balizar a educação – não têm sido colocados em prática mesmo em núcleos familiares cristãos. “A família precisa viver a Palavra de Deus”, destacou. “Precisamos de regras e rotinas, mas sem esquecer o amor e a flexibilidade”, explicou a orientadora. “Eu me pergunto onde está a Palavra de Deus nessas famílias cristãs em coisas simples, como agradecer por uma comida e orar antes de dormir. É o beabá da educação.”

“Se você quer saber sobre educação de filhos, pode ler o livro de Provérbios que está tudo lá. Cada pensamento de Deus está lá”, disse Cris. [...] Prestes a completar cinco anos visitando casas pelo reality, com o contrato renovado por mais um ano com a emissora de Silvio Santos, Cris Poli dedicou a Deus o que considerou como sendo uma reviravolta na sua vida. “Estou aqui pela graça e misericórdia do Senhor. Até 2005 eu era uma educadora que trabalhava numa escola de educação cristã bilíngue. Deus ‘moveu os pauzinhos’ e me convidaram para trabalhar no SBT”, disse Cris que, em virtude do sucesso do Supernanny, passou a escrever livros e a dar palestras

(G Notícias)

Nota: Cris Poli está de parabéns por se valer dos princípios bíblicos para orientar as famílias. Pena que na TV ela não possa deixar isso mais claro. As pessoas precisam da Palavra de Deus e mal sabem disso. E em lugar de ler a Bíblia, ficam vendo televisão...[MB]

O Cético: fundamentos para a dúvida


Clique na imagem para vê-la ampliada. Leia mais tirinhas do Cético aqui.

Urso gigante habitava Argentina, revela fóssil

Há 700 mil anos [segundo a cronologia evolucionista], um urso que pode ter passado de 1,5 tonelada atacava os herbívoros de La Plata, na Argentina, com a mesma voracidade que os humanos gaúchos hoje dedicam ao churrasco. Trata-se, de longe, do maior urso que já viveu, e do maior carnívoro do planeta durante o Pleistoceno (a Era do Gelo), afirma um dos responsáveis por descrever o fóssil, Leopoldo Soibelzon, do Museu de La Plata. “É outra ordem de magnitude [perto dos demais ursos]”, diz Soibelzon. Há registros de ursos-polares com até uma tonelada no começo do século 20. Hoje, eles e os ursos-pardos, os dois maiores bichos do tipo, não passam de 700 kg. Ele apresentou os dados no 7º Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados, organizado pela Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Os fósseis - dois “braços”, ambos com ossos articulados - amargaram décadas de gaveta antes de ser analisados.

“Foram achados durante a construção de um hospital em La Plata, 40 anos atrás. Quando você os vê pela primeira vez, fica achando que são de um mastodonte, de tão grandes”, diz Soibelzon. “Sempre quis trazer a público, mas a vida vai levando, o momento nunca chega.”

A oportunidade veio quando o argentino e uma aluna iniciaram um estudo da massa (o popular peso) dos ossos fósseis. Visitando museus, e com ajuda de um colega americano, Blaine Schubert, da Universidade Estadual do Leste do Tennessee, Soibelzon se deu conta de que nenhum outro urso chegava perto do monstrão.

Trata-se, aliás, de um gigante entre gigantes: sua espécie, Arctotherium angustidens, já era conhecida pelo tamanho, mas nunca se imaginou que um indivíduo pudesse ficar tão grande.

A explicação para o porte desmesurado do bicho provavelmente tem a ver com o fato de que os ursos são invasores recentes na América do Sul, vindos do norte depois que a América Central se formou e uniu os dois subcontinentes americanos. “Logo aparece em cena um urso gigantesco num continente, naquela época, quase vazio de carnívoros”, explica Soibelzon. “Tinham um mundo, um supermercado de carne para comer.”

Quando outros carnívoros, como os felinos, foram se estabelecendo na América do Sul, os ursos evoluíram para se tornar menores e mais herbívoros. A única espécie ainda viva na região é o urso-andino (Tremarctos ornatus), com apenas 150 kg.

Um estudo sobre o exemplar gigante do Arctotherium angustidens sairá na revista Journal of Paleontology.

(Folha de S. Paulo, 23/7/2010)

Nota: Segundo a matéria, “nunca se imaginou que um indivíduo pudesse ficar tão grande”. Na verdade, o que muitos cientistas não imaginam (ou não admitem) é que os animais do passado (especialmente antediluvianos) possam ter sido criados bem maiores que os atuais, assim como os seres humanos igualmente perderam em capacidade mental e física, o que inclui a estatura. Em anos mais ou menos recentes, têm sido descobertos muitos fósseis que revelam fauna e flora de grande porte no passado. Isso está de acordo com o modelo criacionista.[MB]

sábado, julho 24, 2010

Decreto fez muçulmanos rezar na direção errada

A principal entidade islâmica da Indonésia, o Conselho dos Ulemás, anunciou nesta semana que cometeu um erro em março afirmando que a cidade sagrada de Meca estava a oeste do país. Isso levou os fiéis da maior nação islâmica do mundo a orar durante meses virados para o lado errado - olhando em direção à África, não a Meca. O conselho pediu aos fiéis que mudem de direção em suas preces diàrias. Outro clérigo importante disse que os indonésios não precisam ficar preocupados, pois o erro de cálculo não afeta a habilidade de Alá de ouvir as orações. A Indonésia é um país secular com 237 milhões de habitantes, 90% deles muçulmanos, a maioria moderados. O conselho dos Ulemás publica frequentemente decretos, às vezes polêmicos, como os que proíbem o fumo e a ioga. Muitos fiéis seguem-nos com medo de cair em pecado.

(G1 Notícias)

Nota: Há uma direção para a qual podemos direcionar nossos pensamentos, e ela nunca estará errada: o santuário celestial. "Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hb 4:15, 16). Também temos um "lugar" de adoração que vem até nós semanalmente, por isso não somos necessariamente obrigados a ir a algum lugar físico para ter esse encontro especial com o Criador. Esse "lugar" se chama sábado, e é o templo de Deus no tempo - o memorial da Criação que nos encontra todas as semanas.[MB]

Revista italiana expõe noitadas de padres gays

A edição desta semana da revista italiana Panorama, de propriedade do primeiro ministro Silvio Berlusconi, leva mais um escândalo às portas do Vaticano. Baseada em um mês de investigação com câmeras escondidas, uma longa reportagem expõe três religiosos sob o título "As noitadas dos padres gays". Há fotos dos padres em clubes e a capa da revista mostra um homem de batina, segurando um rosário, com as unhas pintadas de rosa. Depois que a revista chegou às bancas, autoridades “consternadas” da Igreja Católica divulgaram uma nota oficial dizendo que padres homossexuais deveriam revelar-se e deixar a vida monástica. “Aqueles que levam uma vida dupla, que não compreendem o que significa ser um padre católico, não deveriam abraçar o sacerdócio”, afirma o comunicado da Diocese de Roma, a maior da Itália. “A honestidade exige que eles se revelem.”

Recentemente, o Cardeal Tarcisio Bertone, número dois do Vaticano, causou furor ao sugerir que a homossexualidade, e não o celibato, estaria na origem dos diversos casos de pedofilia que macularam a imagem da Igreja Católica em diversos países. O Papa Benedito XVI já condenou, em diversas oportunidades, o casamento gay, qualificando-o de “ameaça insidiosa e grave ao bem comum.”

(Veja)

Nota: A Igreja Católica precisa urgentemente trabalhar para recuperar sua imagem perante a opinião pública. A imagem dos Estados Unidos também não está lá essas coisas. O esforço que esses dois poderes farão nesse sentido certamente atrairá o interesse dos estudantes das profecias bíblicas. Quem viver verá.[MB]

sexta-feira, julho 23, 2010

Maioria dos cientistas já testemunhou abuso ético

A maioria dos cientistas já testemunhou ou se envolveu em casos de infração científica como falsificação de dados ou plágio. É isso que revela um estudo inédito conduzido pelo Simmons College, dos Estados Unidos. De um total de 2.599 cientistas americanos e canadenses com pesquisas financiadas pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), 84% disseram já ter presenciado ou participado de infrações científicas. Dentre os cientistas que participaram direta ou indiretamente de um trabalho com dados fraudulentos, 63% disseram ter tentado intervir para evitar o abuso. As informações, coletadas por meio de um questionário enviado por e-mail aos cientistas, respondido anonimamente, estão na edição de quinta-feira (22) da revista Nature.

“Na maioria dos casos relatados, as infrações de dados foram conduzidas por um chefe [orientador ou coordenador de pesquisa]. Isso torna difícil uma intervenção por parte dos pesquisadores”, disse à Folha Gerald Koocher, um dos coordenadores da pesquisa. Ele explica que as intervenções são mais fáceis para cientistas distantes do infrator do que para quem está no mesmo laboratório. “Em 61 casos, não houve intervenção diante de um erro porque o cientista era um amigo”, conta Koocher.

No topo da lista de infrações cometidas pelos cientistas, estão fabricação ou falsificação de dados, falsa co-autoria de artigo e plágio.

Segundo Koocher, as estatísticas encontradas nos EUA podem ser generalizadas para Brasil, Austrália e alguns países da Europa que, na opinião dele, possuem uma “cultura científica bastante semelhante”. [...]

Ainda podemos confiar na ciência? Koocher acredita que sim. “A maioria dos cientistas é honesta. Nós temos dados positivos e precisamos descobrir como fazer para melhorar a integridade dos cientistas”, finaliza.

(Folha.com)

Nota: Também acredito na honestidade da maioria dos cientistas que buscam a verdade leve essa busca aonde levar. Assim como creio que a maioria dos cristãos que segue a Bíblia também é honesta. O que isso nos ensina? A não tomar a parte pelo todo, nem o todo pela parte. Também nos ensina a não confiar na autoridade humana. Devemos, sim, buscar os fatos (bíblicos ou científicos) por nós mesmos. Isso é ir à “fonte”. E é exatamente isso o que Deus nos estimula a fazer. A verdadeira ciência (honesta e experimental) e a verdadeira teologia (bíblica e científica) são lentes dos óculos que nos podem fazer enxergar melhor a realidade que nos cerca. O nome desses óculos é criacionismo.[MB]

Religião não evita divórcios, Deus sim

O que Deus uniu o homem separa. Um cruzamento entre dados de estado conjugal e religião realizado pelo Nepo (Núcleo de Estudos de População) da Unicamp mostra que a fé não segura casamentos. A informação é da reportagem de Hélio Schwartsman publicada na edição de quinta-feira da Folha de S. Paulo. De acordo com o texto, a proporção das mulheres separadas, desquitadas ou divorciadas de cada igreja é muito similar à distribuição das crenças pela população. Segundo a pesquisadora Joice Melo Vieira, que cruzou os dados, estudos no Brasil e no exterior mostram que a preocupação é estar em relações satisfatórias. Como a separação já não é tão estigmatizada, o fim da união é sempre uma possibilidade quando as coisas vão mal.

No final, relata Vieira, o que faz casais à beira da separação pensarem duas vezes são a situação dos filhos e a questão financeira. Como hoje mais mulheres trabalham, a dependência econômica não segura mais o casamento. Já os filhos o fazem apenas por tempo limitado.

(Folha.com)

Nota: Não vou levar em conta o fato de que o autor do texto é o ateu declarado Hélio Schwartsman, porque creio que os jornalistas podem ser honestos mesmo quando abordam pautas e assuntos que lhes são sensíveis e/ou dos quais discordam. A questão é: A pesquisa mostra que religião não evita divórcios ou que a verdadeira religião não está sendo vivida entre os casais? Não é novidade que a maior parte da população apenas se diz religiosa ou segue algum tipo de tradição religiosa familiar, mas sem compromisso com Deus ou com a Bíblia. Se a pesquisa fosse mais detalhada, perceberia que os casais profundamente religiosos (que fazem culto familiar, frequentam a igreja juntos, leem e estudam a Bíblia) geralmente são mais felizes, tolerantes e vivem em harmonia.[MB]

Stallone faz piadas de mau gosto sobre o Brasil

"Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) dizem obrigado", disse Sylvester Stallone, no painel de divulgação de seu filme "Os Mercenários", durante a Comic-Con 2010. E se complicou ainda mais: "Obrigado, obrigado e leve um macaco!", disse, imitando a voz de uma pessoa simplória. Instigado pelo moderador do evento, Harry Knowles, dono do famoso site Ain't It Cool News, Stallone fez piada com o Brasil e, finalmente, demonstrou seu verdadeiro descontentamento com as filmagens no Rio de Janeiro. Depois de sugerir problemas com a equipe de filmagem (cerca de 65 pessoas), em entrevista na semana passada, e inclusive mencionar o assunto no material oficial de divulgação do filme, o diretor e ator transformou a violência local em piada ao relatar que foi necessário um grupo de 70 seguranças para garantir o bem-estar de sua equipe.

Além disso, comentou o símbolo do B.O.P.E: "Os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar."

A lavagem de roupa suja terminou com uma menção ao fato de "podermos ter explodido vários prédios, todos ficaram felizes e ainda trouxeram cachorros-quentes para aproveitar o fogo".

(Terra)

Nota: Garanto que, mesmo assim, muitos brasileiros assistirão a esse lixo cinematográfico nos cinemas. Quando vamos nos tornar um país sério?[MB]

Homem é “bicho burro” mesmo

O caso é fantástico e ao mesmo tempo previsível. Na verdade, não tem nada de estranho, só comprova que homens machos do sexo masculino [sic] estão geneticamente programados [sic] para fazer tudo por um rabo de saia, inclusive abrir mão das faculdades mentais superiores que fingimos ter. A diferença aqui é a proporção que a coisa tomou. Tudo começou quando surgiu nas interwebs uma moça chamada Robin Sage, essa aí da foto. Ela dizia ter 25 anos e ser Cyber Threat Analyst do U.S. Navy’s Network Warfare Command. Chique, não? Em menos de um mês ela conseguiu 300 contatos no Facebook, incluindo muita gente da comunidade de Inteligência. Fotos de biquini ajudaram. Não parando no Facebook, Robin tinha perfis no Twitter, Linkedin e outros serviços. Seus contatos incluíam gente que trabalhava com o Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, CIA, Corpo de Fuzileiros, empresas como Lockheed Martin, Northrop e até o NRO, National Reconnaissance Office, agência secreta responsável pelos satélites espiões do Tio Sam.

Robin recebeu convites para revisar documentos da NASA, propostas para jantar, apresentar uma conferência em Miami... Um soldado no Afeganistão mandou uma foto com dados de geolocalização e, pra piorar, um terceirizado no NRO se confundiu e revelou para ela a pergunta secreta para recuperar senha na conta de e-mail. Fora informações pessoais, fotos de família, endereços e tudo mais revelado pelos espertões babando pela gatinha. O problema: Robin Sage não existe.

Ela foi criada por Thomas Ryan, consultor de segurança. Foi um experimento para identificar a facilidade com que os membros da comunidade de segurança e inteligência poderiam ser enganados. Podemos dizer que o experimento foi MUITO bem-sucedido, e que ninguém verifica absolutamente nada.

O Comando de Network Warfare da Marinha dos EUA não tem um cargo de Cyber Threat Analyst; para ter 10 anos de experiência, Robin deveria ter começado a trabalhar com segurança aos 15 anos [...] Pois é. Robin Sage é um exercício de forças especiais que acontece quatro vezes ao ano, tem mais de 19 anos que é praticado e envolve um [monte] de gente. Thomas Ryan também deixou outras pistas, como usar uma foto de uma mulher com aparência estrangeira [...] e outros detalhes, como os perfis todos tendo um mês de idade.

Não é preciso dizer que o Pentágono está pegando fogo. A facilidade com que gente inteligente cai vítima de engenharia social é assustadora. Antigamente as espiãs sedutoras como Mata Hari ainda tinham algum trabalho, hoje em dia já dá para conseguirem informações sem sequer tirar a roupa (nem mesmo na webcam). Bolas, essa conseguiu informações e contatos sem sequer existir!

Portanto, fica a lição: Seja você especialista de Segurança dos EUA, seja você um zé-mané qualquer, a regra é clara: não dê mole. Um pouco de cinismo é essencial para sobreviver online.

(Meio Bit)

Nota: “Não dê mole.” O conselho vale principalmente para aqueles que lutam para manter a comunhão com Deus num mundo que conspira para nos afastar dEle. Não dê mole! Não deixe de estudar a Bíblia. Não deixe de ter momentos de oração. Não deixe de se reunir com seus irmãos de fé para buscar a presença de Deus. Não deixe de falar de sua fé para outras pessoas. O pecado se disfarça de mil maneiras e está a espreita dos “navegantes” desatentos, não apenas para roubar seus segredos, mas para destruir seus relacionamentos, suas virtudes e valores. O ser humano se torna “bicho burro” quando solta a mão do Pai e se aventura por caminhos proibidos – reais ou virtuais.[MB]

quinta-feira, julho 22, 2010

Hidroxila em rocha desafia teoria da formação da Lua

Após a descoberta de água na Lua, em 2009, e da localização de gelo em uma cratera da Lua, em 2010, agora um grupo de pesquisadores acaba de identificar grupos hidroxila em uma rocha lunar. Os cientistas não encontraram exatamente água, ou seja, a molécula H2O, mas hidrogênio na forma de um ânion hidroxila (OH-) - algo como um parente próximo, ou um possível precursor da água. A rocha lunar examinada - contendo um mineral chamado apatita, um fosfato de cálcio - foi trazida para a Terra em 1971 por astronautas da Apolo 14. A ideia de procurar água na apatita lunar não é nova. “Charles Sclar e Jon Bauer, da Universidade Lehigh, notaram que algo estava faltando nos resultados das análises químicas feitas em 1975. Agora, 35 anos depois, somos capazes de fazer medições adequadas e vimos que eles estavam certos. A peça que faltava era a hidroxila”, disse Jeremy Boyce, um dos membros da equipe.

O grupo investigou a rocha lunar em busca de sinais de elementos voláteis (hidrogênio, enxofre e cloro) por meio de uma microssonda iônica, capaz de analisar grãos de materiais com tamanhos muito menores do que a espessura de um fio de cabelo humano. As análises mostraram que, em termos da presença desses elementos voláteis, a apatita lunar é semelhante ao mesmo mineral encontrado em rochas vulcânicas na Terra.

Isso significa que a Lua possa ter água em “abundância terrestre”? Quase certamente não. Na verdade, a quantidade de água que a Lua deveria conter para ser capaz de gerar uma apatita rica em hidroxila continua a ser uma questão em aberto. Afinal, é problemático extrapolar a quantidade de hidroxila encontrada na apatita - 1.600 partes por milhão, ou 0,16% em peso - para determinar quanta água existe na paisagem lunar.

Além disso, a apatita que foi estudada não é abundante na Lua, e é formada por processos que tendem a concentrar hidrogênio em níveis muito mais elevados do que os que estão presentes na sua rocha hospedeira ou na Lua como um todo.

A apatita pode se formar tanto em ambientes ricos em água quanto na total ausência dela. “A quantidade de água na apatita é, ao menos em parte, uma função da quantidade de água existente no magma no qual a apatita cristalizou”, diz Boyce.

Dessa forma, a descoberta agora realizada é muito mais importante para os estudos sobre o passado da Lua do que para quaisquer futuros “poços artesianos lunares” a serem explorados para abastecer bases humanas no satélite.

“Esses resultados nos dizem que os processos geológicos na Lua são capazes de criar pelo menos um mineral hidratado”, explica John Eiler, coautor da pesquisa. “Recentes observações espectroscópicas da Lua mostraram que o hidrogênio está presente em sua superfície, talvez até como água congelada. Mas isso poderia ser uma fina camada superficial, possivelmente hidrogênio trazido para a superfície da Lua por cometas ou pelo vento solar. Nossos resultados mostram que o hidrogênio também é parte do registro geológico da Lua, e tem sido desde o início de sua história”, explica o geocientista. Mais do que isso, prossegue Eiler, “é tudo ainda um ponto de interrogação bem grande. Nós não sabemos se foram processos ígneos ou metamórficos. Os dois representam possibilidades factíveis”.

Os processos ígneos são basicamente processos vulcânicos, nos quais as rochas se formam pela solidificação da lava derretida. Os processos metamórficos são caracterizados pela recristalização dos minerais em uma rocha, quando há uma mudança química sem haver fusão.

A existência de vulcões na Lua, eventualmente há mais de 4 bilhões, poderia ser uma pista de que água poderia estar presente no interior da Lua, uma vez que as dinâmicas dos vulcões terrestres são principalmente dirigidas pela água.

A hipótese mais aceita atualmente sobre a origem da Lua propõe que nosso satélite foi criado quando a Terra primitiva foi atingida por um protoplaneta do tamanho de Marte, chamado Téia. No choque, Téia teria se vaporizado, mas não sem antes arrancar um enorme pedaço da Terra. A nuvem de partículas criada pelo impacto mais tarde teria coalescido para formar a Lua. Decorre desse modelo que essa nuvem de poeira não deveria conter elementos altamente voláteis, como hidrogênio, cloro e enxofre. No entanto, a descoberta do radical hidroxila na apatita lunar desafia essa teoria, uma vez que ela pode ter-se formado em um ambiente que continha água, um composto volátil por excelência.

“Seria surpreendente se essa água tivesse sobrevivido ao impacto, porque outros elementos menos voláteis, como o sódio e o potássio, estão fortemente ausentes. Os detalhes da teoria do grande impacto precisam ser reexaminados”, disse Yang Liu, coautor do estudo.

(Inovação Tecnológica)

Nota: É interessante acompanhar os avanços científicos e como os fatos forçam o reexame e mesmo o abandono de teorias tidas como verdadeiras. Note que não existe evidência alguma da existência do tal planeta Téia. Ele aparece simplesmente por ser uma necessidade hipotética para “explicar” a “origem” da Lua. Elucubrações “científicas” como o flogístico e o éter luminífero foram usadas no passado e abandonadas depois. O que isso nos ensina? Que, quando lidamos com hipóteses e teorias, a humildade deve permear nosso discurso. Detalhe: e se, em lugar de atividade vulcânica (ainda não detectada na Lua), fosse seriamente levada em conta a teoria do grande bombardeamento?[MB]

quarta-feira, julho 21, 2010

Comédias românticas têm impacto sobre vida amorosa

Comédias românticas podem oferecer 90 minutos de diversão descontraída, mas os filmes com finais felizes podem também ter um impacto sobre a vida amorosa real das pessoas, indicou uma pesquisa australiana. Uma pesquisa realizada com mil australianos descobriu que quase metade considerava que comédias românticas, com seus inevitáveis finais felizes, haviam arruinado sua visão de um relacionamento ideal. Um em cada quatro entrevistados disse que agora seus parceiros esperam que saibam o que estão pensando. Um em cada cinco entrevistados disse que os filmes fizeram seus parceiros esperarem presentes e flores. "Parece que nosso amor por comédias românticas está nos tornando uma nação de 'viciados em finais felizes'. No entanto, a sensação calorosa e aconchegante que eles causam pode influenciar negativamente a visão de nossos relacionamentos na vida real", disse a conselheira australianas em relacionamentos Gabrielle Morrissey. "Relacionamentos de verdade exigem trabalho, e amor verdadeiro exige mais do que fogos de artifício."

(Yahoo Notícias)

Nota: É mais uma pesquisa que vem se juntar a outras que deixam clara a influência da mídia na vida das pessoas. Conforme já havia mostrado aqui, comédias românticas criam em seus aficionados uma visão distorcida a respeito do relacionamento amoroso (isso sem contar que praticamente todos os filmes desse gênero têm cenas apelativas e humor baixo que agradam ao público). No entanto, é bom lembrar que outras categorias de filmes/músicas/leituras/etc. têm igualmente capacidade de distorcer nossa visão de mundo. Portanto, é mais do que necessário usar “filtros” no processo de escolha do que consumir, se realmente nos preocupamos com a construção de bons pensamentos que irão redundar em comportamento correspondente. Filipenses 4:8 é um dos melhores filtros que conheço.[MB]

terça-feira, julho 20, 2010

Quem é o verdadeiro burro?

A população russa da praia no Mar de Azov, na região de Krasnodar, entrou em choque ao ver um burro voando pelo céu preso a um paraquedas. O animal, segundo a polícia, gritava - possivelmente de medo - e as crianças que presenciavam a cena, choravam com pena dele. O voo ousado, que ocorreu no domingo, mas teve fotos divulgadas apenas nesta terça-feira, era resultado de uma campanha publicitária, para atrair turistas para a praia. “Ninguém pensou em chamar a polícia”, reclamou a porta-voz da polícia regional Larisa Tuchkova à agência de notícias France-Presse. Em vez disso, as pessoas presentes se preocuparam em registrar a cena em fotos e vídeos. As crianças pensaram, inicialmente, que se tratava de um cachorro e pediam aos pais, aos prantos, para descer o animal - que acabou aterrissando na água, e sendo arrastado vários metros mar adentro antes de ser resgatado. A polícia russa, agora, investiga acusações de crueldade animal contra a empresa, que deve ser processada.

(Veja)

Nota: Há momentos (infelizmente não são poucos) em que me pergunto quem realmente é racional, o ser humano ou os animais. Submeter um animalzinho indefeso ao medo e ao risco de morte apenas para chamar a atenção dos turistas é ridiculamente cruel. Pior é que apenas as crianças (ainda não totalmente dessensibilizadas como os adultos que só queriam registrar a cena) tiveram pena do burro. Quando leio sobre essas crueldades praticadas contra os animais, lembro-me também dos matadouros sangrentos e das granjas nas quais aves vivem como em campos de concentração. É claro que há seres humanos que dependem da pesca e da criação de animais para sobreviver. Mas a maioria consome carne apenas pelo prazer degustativo. Nossos companheiros de planeta não merecem isso.[MB]

Leia também: "Sempre ao seu lado"

Mistérios da genética: casal negro tem filha loira

Dad Ben e Angela tiveram uma surpresa no nascimento de seu terceiro filho. Ambos negros, Nmachi nasceu loira de olhos azuis, segundo noticiou o jornal The Sun. Para explicar tal acontecimento, médicos do Queen Mary’s Hospital, perto de Londres, onde a menina nasceu levantaram algumas hipóteses como ela não ser filha dos dois, ser albina ou eles terem ancestrais brancos. Porém, todas essas alternativas foram checadas e negadas. Especialistas acreditam que uma mutação genética provocou a alteração na cor da pele e dos cabelos da criança. São conhecidos 12 genes que influenciam na cor de uma pessoa, controlando a quantidade de melanina na pele. Os pais afirmam não ter conhecimento de antepassados brancos. Eles são nigerianos que se mudaram para a Inglaterra há cinco anos. Para que a criança nasça branca de olhos azuis e cabelos loiros, os dois teriam de ter genes recessivos para pigmentação clara (que não são perceptíveis na aparência deles, mas que estariam em seu código genético e poderiam ser repassados para os filhos).

O professor Bryan Sykes, líder do departamento de genética humana na Universidade de Oxford, disse ao jornal que este nascimento é extraordinário. “As regras da genética são complexas e nós ainda não entendemos o que acontece em muitos casos.”

(UOL)

Nota: É interessante ver como a genética ainda nos surpreende. No alto do meu desconhecimento do assunto, fico imaginando que um fenômeno como esse mostra que a raça humana (sim, porque não existe raça negra ou branca) provém de um mesmo casal que foi dotado por Deus da capacidade de variação, daí a diversidade étnica de nossa espécie.[MB]

Ascensão e queda de uma estrela

Quando Lindsay Lohan estrelou "Sexta-feira Muito Louca", em 2003, era considerada pela crítica especializada uma das atrizes em maior ascensão no showbusiness. No MTV Movie Awards, Lindsay chegou a receber o prêmio de Melhor Revelação Feminina por sua atuação, que a fez ser creditada como apresentadora da premiação no ano seguinte. Em 2004, lançaria ainda seu primeiro trabalho como cantora, "That Girl", parte da trilha sonora de "Confissões de uma Adolescente em Crise", e ainda o longa-metragem "Meninas Malvadas", onde faria sua melhor atuação. Em 2005, já dividida entre os lances de sua vida pessoal, Lindsay embarca numa carreira mais madura, amparada por filmes como "A Última Noite", último longa de Robert Altman, e "Bobby", de Emilio Estevez. Mas, aos poucos, o sucesso na carreira começa a ser ofuscado pelos problemas na vida pessoal. Perseguida por paparazzi dia e noite, Lindsay Lohan passa a desperdiçar parte de seu tempo com bebidas alcoólicas e drogas. Após ser internada com uma crise asmática em 2005, ela assume que é viciada em álcool e analgésicos e vê sua vida profissional entrar em declínio. Assim, enfurece a Disney e passa a ter problemas também na Justiça.

O ápice de sua vida desregrada acontece no último mês de julho, quando ela é condenada a passar 90 dias na prisão. Segundo a advogada, Lindsay Lohan é uma menina prejudicada pelo preço da fama e tal condenação jamais aconteceria se ela fosse uma pessoa normal com um quadro de problemas legais semelhante. [...] Seria ela vítima da mídia de massa ou apenas uma garota-problema que mereceu sua sentença?

(Terra)

Nota: Invariavelmente, pessoas que levam vida contrária aos princípios divinos acabam na ruína. Impressiona o fato de que aqueles que equilibradamente pautam a vida pelas orientações da Bíblia têm mais saúde física, mental, sexual, social, etc. O Manual da vida nos foi dado de presente. Segue-o quem quer. Lindsay é uma estrela decadente. Por outro lado, "os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente" (Daniel 12:3). Resta orar para que esse período de reclusão faça com que a moça repense seu estilo de vida vazio.[MB]

Práticas sexuais de civilizações pré-colombianas

Um grupo de arqueólogos mexicanos publicou uma série de ensaios sobre os costumes sexuais das civilizações pré-colombianas do México e da América Central, revelando segredos que permaneceram ocultos por quase 500 anos. Os documentos apontam para práticas que escandalizaram os espanhois, que chegaram à região no século 16. O conceito de sexualidade dos habitantes originais das Américas era muito diferente do europeu, que tinha uma visão moral e religiosa sobre o tema. Nas culturas mesoamericanas (como eram conhecidas as civilizações indígenas da região que vai do centro do México à América Central), o sexo era um elemento de ordem social, explica Enrique Vale, editor da revista Arqueologia Mexicana, que publicou os ensaios. “A sexualidade ia além da função reprodutiva, era vista como uma maneira de assegurar a marcha do mundo”, disse Vale.

Durante centenas de anos, as práticas sexuais das civilizações mesoamericanas foram praticamente ocultadas, e mesmo na época moderna o tema foi abordado sob um ponto de vista moral. Em 1926, por exemplo, o antropólogo Ramón Mena reuniu uma mostra de esculturas fálicas e outros objetos das civilizações pré-colombianas que faziam referência à sexualidade. A coleção, no entanto, nunca foi aberta ao público e permaneceu escondida durante várias décadas em um salão secreto do antigo Museu Nacional de Antropologia na Cidade do México. Muitas peças eram falsas, mas as que tiveram sua legitimidade confirmada foram distribuídas depois em mostras das diferentes culturas pré-colombianas.

Os ensaios publicados na revista Arqueologia Mexicana revelam, por exemplo, que a homossexualidade era uma prática comum na civilização maia. Este era um elemento a mais na formação dos jovens, explicam os antropólogos Stephen Houston e Karl Taube no ensaio “A sexualidade entre os antigos maias”. “As relações entre pessoas do mesmo sexo eram próprias do tempo dos ritos de passagem, em que um menino se transformava em um homem”, explicam.

A homossexualidade está presente em quase todas as culturas pré-colombianas, mas foi abordada de maneiras diferentes pelas diferentes civilizações. Por exemplo, entre os astecas, que dominavam a região central do que é hoje o México, as relações entre pessoas do mesmo sexo não eram bem vistas. Esse elemento se refletia também nas divindades pré-colombianas, muitas das quais tinham, em maior ou menor escala, aspectos femininos e masculinos, explica o historiador Guilhem Olivier em seu ensaio “Entre o pecado nefando e a integração. A homossexualidade no México antigo”.

Em algumas culturas, a masturbação era um tema vinculado à fertilização da terra. Os maias, como outras civilizações mesoamericanas, praticavam a masturbação como uma maneira de fecundar a terra, que em algumas civilizações era considerada um símbolo feminino. “Há indícios de que os maias tinham objetos sexuais de madeira, usados como consolos e descritos pudicamente em um relatório arqueológico como uma efígie fálica”, afirmam.

A atitude frente à masturbação é uma das práticas que torna mais evidente a diferença entre as culturas pré-colombiana e espanhola, diz Vela. Há ainda outro elemento: em algumas culturas mesoamericanas, o erotismo não era um elemento central na sexualidade, mas era visto como uma forma de ordenar o planeta, que tem um lado feminino e um lado masculino, assim como existia o em cima e o embaixo, afirma o editor. [...]

(Folha.com)

Nota: Sodoma e Gomorra foram punidas por sua licenciosidade (em Sodoma, os homens da cidade quiseram até mesmo manter relações sexuais com os anjos que foram salvar Ló e a família dele). As práticas idolátricas (que envolviam sacrifícios humanos) e depravadas dos povos pagãos foram pacientemente toleradas por Deus durante séculos, até que os juízos punitivos caíssem sobre eles. As civilizações pré-colombianas são invejáveis do ponto de vista urbano e arquitetônico, mas deploráveis do ponto de vista sexual e por praticarem, também, sacrifícios humanos para apaziguar suas divindades. Essas civilizações não mais existem (assim como a também pervertida Pompeia); foram arrasadas pelos espanhóis. Teria sido também um juízo? Pior que a depravação de nosso mundo/tempo não perde para a deles...[MB]