quarta-feira, novembro 30, 2011

Defenda a fé cristã com razão e precisão (1)

Vivemos num mundo paradoxal. Ao mesmo tempo em que se prega o relativismo e a ausência de verdades absolutas (menos esta, é claro), os críticos do cristianismo vivem pedindo razões para se convencerem de que a Bíblia e a fé cristã são confiáveis. Você saberia apresentar bons argumentos racionais para defender sua fé, no espírito de 1 Pedro 3:15? O doutor em filosofia e teologia e debatedor cristão William Lane Craig dá nova contribuição no campo da apologética cristã, com seu livro recém-lançado em língua portuguesa Em Guarda – Defenda a fé cristã com razão e precisão (Editora Vida Nova). A ideia é que o livro seja um verdadeiro manual para ajudar todos aqueles que desejam e/ou precisam dar a razão da fé que possuem, ao mesmo tempo em que, na mão dos céticos, pode colocá-los para pensar seriamente nas bases racionais do teísmo e do cristianismo. Escrito em linguagem simples, porém profunda, e recheado de exemplos da vida real (inclusive do próprio autor, convertido na juventude), Em Guarda é um convite à reflexão e à boa e necessária apologética – racional, serena e mansa, como recomenda o apóstolo Pedro.

Como fiz com o ótimo livro Ortodoxia, de Chesterton, publicarei aqui, de quando em quando, trechos da obra de Craig, a fim de estimulá-lo a buscar conhecimento útil para defender sua fé com razão e precisão (outros ótimos livros apologéticos podem ser encontrados nesta lista).

No capítulo 1 de Em Guarda, intitulado “O que é apologética?”, Craig afirma que, “ironicamente, quem tem bons argumentos na sustentação da sua fé se torna menos inclinado a bate-bocas e a sair frustrado da discussão” (p. 14), e que, “se você tem boas razões para aquilo em que crê, então, em vez de sentir raiva, sentirá uma compaixão genuína pelos perdidos, que em geral estão desorientados. A boa apologética envolve falar ‘a verdade em amor’ (Ef 4:15)” (p. 15).

Para Craig, a apologética é importante por três razões: (1) Para influenciar a cultura (“se os cristãos puderem ser treinados para fornecer sólidas evidências daquilo em que creem e boas respostas para as perguntas e objeções dos incrédulos, então a imagem que se tem dos cristãos vai pouco a pouco mudar. Os cristãos passarão a ser vistos como pessoas inteligentes e preparadas, a serem levadas a sério, e não meros fanáticos ou palhaços. E o evangelho será uma opção concreta para essas pessoas seguirem”). (2) Para fortalecer os que creem (“quando se está passando por um período difícil e Deus parece distante, a apologética pode ajudar a pessoa a se lembrar de que sua fé não está baseada em emoções, e que, portanto, é necessário permanecer firme na fé”). (3) Para ganhar os incrédulos.

Nesse primeiro capítulo, Craig fornece noções de lógica e afirma que se as regras básicas da lógica forem seguidas, elas garantem a você que, se os passos do seu argumento (premissas) forem verdadeiros, a conclusão também será.

Ele termina o capítulo assim: “Você não gostaria de ser capaz de defender sua fé com inteligência? Não gostaria de ter alguns argumentos na ponta da língua para apresentar a alguém que diga que os cristãos não têm bons motivos para crerem naquilo que professam? Já está cansado de se sentir intimidado por incrédulos? Se estiver, então leia este livro! Estou feliz por você tê-lo escolhido e recomendo que esteja sempre en garde, ou seja, pronto para dar a razão de sua esperança” (p. 30).

Aguarde minhas observações e citações do capítulo 2.

Michelson Borges

Leia também: “Apologética cristã: uma necessidade presente”

Descoberto novo local de adoração ao Sol em Stonehenge

Dois locais previamente desconhecidos foram encontrados em Stonehenge. Segundo especialistas, eles provavelmente foram usados como lugares de adoração ao Sol, antes de as pedras serem erguidas. As novas covas são posicionadas em alinhamento celestial no local, e podem ter contido pedras, postes ou fogos para marcar o nascer e o pôr do Sol. Uma equipe de pesquisa internacional de arqueólogos está usando técnicas de imagem geofísicas para investigar o local. Acredita-se que os locais, posicionados dentro da via Cursus, poderiam ter formado uma rota de procissão para rituais antigos, que comemoravam o sol Se movendo no céu no solstício de verão. A via Cursus compreende duas valas paralelas lineares, com bancos de cada lado, fechada no final.

Os pesquisadores também descobriram uma lacuna no lado norte da Cursus, que pode ter sido uma entrada e/ou ponto de saída para as procissões que ocorriam dentro da via. Essas descobertas sugerem que o local já estava sendo usado como um antigo centro de ritual antes de as pedras serem erguidas lá, mais de cinco mil anos atrás.

“Esta é a primeira vez que vimos algo parecido em Stonehenge, e fornece uma visão mais sofisticada de como rituais podem ter ocorrido dentro do Cursus e de todo o local”, disse o arqueólogo e líder do projeto, Vince Gaffney.

(Hypescience)

Nota: O culto ao Sol é bastante antigo, mas, o que muitos ainda não sabem, é que esse culto foi incorporado à história cristã por meio de Constantino, quando decretou em 321 d.C. que o domingo (e não o sábado bíblico) fosse tido como dia de descanso. O nome Sunday ainda relembra esse fato histórico. Quanto a Stonehenge, o impressionante livro Viagem ao Sobrenatural, do ex-satanista Roger Mourneau, traz uma revelação interessante, nas palavras de um sacerdote satanista: “O altar do mestre [Satanás] foi colocado em sua atual localização [num templo satânico] através do mesmo poder que os sacerdotes druidas usaram para erguer as enormes estruturas de Stonehenge – o poder dos espíritos ou, em outras palavras, o processo de levitação. Os espíritos me revelaram as grandes realizações dos sacerdotes druidas, entre os antigos celtas na França, Inglaterra e Irlanda, há mais de 28 séculos. Foi-me mostrado que ao meio-dia e à meia-noite, na fase da lua cheia, os druidas levitavam blocos de rochas pesando até 28 toneladas, e os colocavam em sua exata posição, na construção de seus lugares de adoração.” Isso explica muita coisa mundo afora...[MB]

Leia também: "O domingo sempre foi dia de descanso. FALSO", "Filme garante que Jesus visitou druidas na Inglaterra" e "Áustria usa druidas para reduzir número de acidentes"

Apelo a Berlim para prevenir “apocalipse”

A Alemanha é o único país capaz de salvar a zona do euro e a União Europeia mais ampla de “uma crise de proporções apocalípticas”, avisou o ministro do Exterior polonês na segunda-feira, num chamado veemente por ações mais drásticas para impedir o colapso da união monetária europeia. O apelo extraordinário feito por Radoslaw Sikorski à sombra do Portão de Brandemburgo, na capital alemã, se deu no momento em que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico lançou um chamado a líderes europeus por “poder de fogo digno de crédito e suficientemente forte” para interromper a venda de títulos no mercado de dívida soberana da zona do euro, sob pena de sofrer uma recessão grave.

As declarações da OCDE foram feitas quando o instituto econômico baseado em Paris reduziu suas previsões semestrais de crescimento nos países mais ricos do mundo, avisando que a atividade econômica na Europa vai se desacelerar até quase estagnar.

No entanto, os chamados foram recebidos em Berlim com uma insistência obstinada em que apenas uma modificação no tratado da EU para forjar uma “união de estabilidade” na zona do euro poderá devolver a confiança aos mercados.

Wolfang Schäuble, o ministro das Finanças alemão, rejeitou chamados para que o Banco Central Europeu atue como “credor de último recurso” na zona do euro e pela introdução de títulos de dívida da zona do euro, avalizados conjuntamente, para aliviar a pressão sobre os membros mais endividados da moeda comum, como Grécia e Itália.

Schäuble disse a correspondentes estrangeiros em Berlim que a Alemanha não é grande o suficiente para apoiar o resto da zona do euro sozinha. Para ele, para reconquistar a confiança dos mercados é preciso completar a união monetária com uma “união de estabilidade” baseada em disciplina orçamentária rígida.

Numa declaração espantosa, em se tratando de um ministro polonês sênior, Sikorski afirmou que a maior ameaça à segurança de seu país não é o terrorismo, tanques alemães ou mesmo mísseis russos, mas sim “o colapso da zona do euro”.

“Exijo da Alemanha que, pelo seu bem e o nosso, vocês ajudem a zona do euro a sobreviver e prosperar”, disse ele. “Vocês sabem muito bem que ninguém mais tem a capacidade de fazê-lo. Provavelmente serei o primeiro chanceler polonês na história a dizê-lo, mas digo: temo o poderio alemão menos do que estou começando a temer a inatividade alemã.”

(Folha.com)

terça-feira, novembro 29, 2011

Bióloga que propôs célula “mestiça” morre aos 73

A ciência perdeu nesta semana a mulher que ajudou a mostrar [ou teorizou a respeito] como pessoas, árvores e outros seres vivos complexos são criaturas híbridas, tão improváveis quanto centauros ou sereias. Trata-se da bióloga americana Lynn Margulis, da Universidade de Massachusetts em Amherst. Em comunicado oficial [...] a universidade informa que Margulis morreu em casa, na última terça, aos 73 anos. Durante toda a sua carreira científica, Margulis foi a principal defensora da teoria da simbiogênese, a ideia de que grandes transições da evolução envolveram a fusão de dois ou mais seres vivos completamente diferentes - daí a analogia com centauros e sereias do parágrafo acima.

Parece uma maluquice, mas pistas de que isso realmente ocorreu começaram a surgir quando cientistas verificaram que certas estruturas das células possuem DNA próprio, distinto do material genético “principal” que a célula guarda em seu núcleo.

Isso foi em meados do século passado, quando começou a ficar claro que o DNA era a molécula da hereditariedade, ou seja, a substância responsável por transmitir as características dos seres vivos de pais para filhos. O DNA independente achado no interior das mitocôndrias (os “pulmões” das células, responsáveis pela respiração celular) e dos cloroplastos (estruturas das células vegetais que comandam a fotossíntese) sugeria uma hereditariedade à parte. [O tom factual do primeiro parágrafo agora muda para “sugestão”, depois de passar pela palavra “ideia”.]

As coisas estavam nesse pé quando Margulis, nos anos 1960, propôs que a explicação mais provável era uma fusão simbiótica. No passado remoto, dois micróbios totalmente diferentes um do outro, com estrutura parecida com a das bactérias atuais, teriam se fundido. Um deles passou a ser o que consideramos como a célula “principal”, enquanto o outro passou a levar uma vida semi-independente dentro da célula maior (o que seria o caso das mitocôndrias e dos cloroplastos). [Curiosamente, não houve rejeição ou destruição de um organismo pelo outro.]

Dessa forma, a célula maior ganharia a energia produzida pelos seus novos parceiros internos, enquanto a menor ficaria mais protegida de predadores microscópicos, por exemplo. Hoje, poucos biólogos discordam da ideia, porque a comparação entre o DNA “normal” das células e o encontrado nas mitocôndrias e cloroplastos mostrou que, de fato, eles têm muito pouco a ver um com o outro. [A pouca discordância, como sempre, limitou pesquisas/teorias que pudessem apontar outras explicação/suposições para entender a diferença entre os DNAs.]

Mais importante ainda: o material genético dos dois lembra muito o de certas bactérias (no caso dos cloroplastos, com o DNA de bactérias que fazem fotossíntese). Margulis participou da elaboração de outra ideia famosa, que também enfatiza a cooperação entre organismos: a hipótese Gaia, que vê a Terra como um superorganismo. [A despeito da importância dessa cientista, note que ela se notabilizou por propor ideias/suposições.]

Ela foi a primeira mulher do célebre astrônomo e divulgador de ciência Carl Sagan (1934-1996) e mãe de dois dos filhos do pesquisador.

(Jornal da Ciência; publicado originalmente na Folha de S. Paulo)

Nota: A Folha de S. Paulo omitiu intencionalmente o fato de que Lynn Margulis, apesar de ser evolucionista, foi uma crítica ferrenha da Síntese Evolutiva Moderna, e por razões científicas, não filosóficas. Clique aqui para ler o que a Folha escondeu de seus leitores.[MB]

Cientista cria vírus H5N1 mutante supercontagioso

Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmus, na Holanda, iniciou sua pesquisa para compreender melhor o vírus responsável pela epidemia de gripe aviária em 2009. No entanto, suas descobertas o fizeram criar algo potencialmente perigoso – e agora a comunidade científica debate se é ou não correto que ele publique seus resultados. O debate se dá pela letalidade do H5N1. Até hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde, ele já infectou apenas 570 pessoas no mundo, mas matou 335 – uma taxa de mortalidade de quase 60%. O vírus é natural dos pássaros e tem pouca habilidade na hora de infectar outros animais, e essa é justamente a sua fraqueza: não se mover com facilidade de um humano a outro.

Fouchier, no entanto, modificou o vírus e o tornou extremamente contagioso, transmissível pelo ar – como um vírus da gripe comum. Segundo seu estudo, são necessárias apenas cinco mutações para tornar o H5N1 extremamente transmissível entre pessoas. Em setembro, o pesquisador apresentou seus resultados durante a conferência ESWI Influenza, realizada em Malta. Agora, ele deseja publicar seu trabalho em revistas científicas.

O problema é que, para grande parte dos pesquisadores, isso é um perigo: o trabalho seria como uma receita, que pode ser replicada para criar uma pandemia global. O chefe da Junta Nacional de biossegurança dos Estados Unidos, Paul Kleim, teria, inclusive, declarado que não existe organismo patogênico mais assustador do que este.

Por outro lado, o trabalho poderia ser útil e ajudar a comunidade científica a se preparar para uma possível epidemia, caso o vírus sofra as mutações sozinho. Qualquer que seja a decisão da comunidade científica, é difícil imaginar que a informação permaneça em sigilo por muito tempo - afinal, uma vez que alguém afirma ter alcançado algo, não demora muito para que outros comecem a tentar recriar o mesmo feito.

(Info)

Nota: “Eis a única conclusão a que cheguei: Deus fez o homem reto, este, porém, procura complicações sem conta” (Eclesiastes 7:29, BJ).

Partícula de Deus existe mesmo?

Recentemente, físicos do laboratório CERN focaram sua pesquisa para o bóson de Higgs, a partícula que muitos pensam que deu forma ao universo após o Big Bang, e agora estão restritos a uma faixa estreita do espectro de massa para tentar encontrá-la. Cientistas estão sugerindo que, se a partícula não for encontrada até meados de dezembro, provavelmente vai ficar comprovado que ela não existe, e algum outro mecanismo para explicar como a matéria nasceu no cosmos terá que ser procurado. GeV, ou giga elétron-volts, é um termo usado na física para quantificar campos de energia das partículas. A procura por Higgs no Grande Colisor de Hádrons (LHC) e no Tevatron (agora fechado, no laboratório Fermilab dos EUA) variou até 476 GeV. A região de maior massa já foi praticamente descartada, mas o bóson de Higgs ainda poderia estar em qualquer lugar na faixa entre 114 e 141 GeV. Físicos como o italiano Tomasso Dorigo, que trabalha com o CERN, agora dizem que, se existir, o Higgs deve ser encontrado em cerca de 120 GeV, enquanto o pesquisador britânico independente Philip Gibbs chuta 140 GeV em seu site, vixra.org.

As últimas descobertas sobre a partícula Higgs foram compiladas por duas equipes de pesquisa, ATLAS e CMS, e ambas estão trabalhando duro para tentar completar a análise de dados do colisor até o início de dezembro.

O Conselho do CERN se reúne entre 12 de dezembro e 16 de dezembro e qualquer sinal concreto do Higgs – cuja existência foi postulada há quatro décadas pelo cientista britânico Peter Higgs – será relatado durante a sessão.

A faixa de baixa massa, onde os cientistas sempre pensaram que iriam encontrar a partícula, é também aquela em que seria mais difícil de encontrá-la. Sendo assim, parece pouco provável que ela seja descoberta em breve, e pode ser que realmente não exista.

A partícula é parte do modelo padrão da física de partículas que procura explicar como o universo funciona em seu nível mais básico, mas ela é quase o único elemento do modelo cuja existência ainda não foi provada. Se não for encontrada, os cientistas precisarão explorar o próximo conjunto de possibilidades para explicar o Universo.

(Hypescience)

Vulcão equatoriano libera material incandescente

O vulcão Tungurahua, localizado próximo a Quito, capital do Equador, continua liberando material incandescente depois de ter entrado novamente em erupção no domingo. As autoridades pediram que a população deixe as zonas de alto risco. Nos arredores do Tungurahua se encontram vários povoados, como o turístico Baños, cujos 15 mil habitantes foram evacuados à força em 1999, quando se iniciou a erupção, e só puderam voltar para casa um ano depois.

Em dezembro de 2010, as autoridades já haviam decretado um alerta ante uma reativação do Tungurahua ("Garganta de fogo", em quíchua).

Segundo o Instituto de Geofísica do Equador, desde domingo, colunas de cinzas estão criando nuvens de gás e rochas superquentes estão descendo a partir do topo do vulcão. Aos poucos, a lava também está se acumulando, afirma o Instituto.

(Veja)

Nota: Mas os especialistas vão dizer que são totalmente "normais" as atividades vulcânicas na Bolívia, no Chile, na Eritreia e outros lugares.[MB]

Leia também: "Vulcão mais mortal está prestes a entrar em erupção" e "O supervulcão de Yellowstone"

segunda-feira, novembro 28, 2011

Irã ameaça os EUA e a crise pode piorar

O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, avisou aos Estados Unidos que seu país está preparado para ensinar “o que significa uma verdadeira guerra”. “O Irã é muito forte neste momento e está preparado para mostrar aos EUA o que significa uma autêntica guerra, se eles realizarem um ato de loucura”, disse Vahidi perante uma multidão de Voluntários Islâmicos na cidade de Bushehr, informaram a imprensa local. As frequentes notícias sobre armas e preparação bélica e os desafios às potências “arrogantes”, especialmente EUA e Israel, aumentaram no Irã depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) demonstrou sua suspeita que o programa nuclear iraniano tem uma vertente militar.

Vahidi advertiu neste domingo que “os que ameaçam a nação iraniana devem decidir até que ponto estão dispostos a se sacrificar e quantos deles estão dispostos a morrer”. “Também devem saber por quanto tempo poderiam suportar uma guerra e em que medida iriam tolerar assistir ao afundamento de seus navios de guerra e ter em mente como vão se proteger dos golpes destrutivos e poderosos dos mísseis e foguetes do Irã”, acrescentou.

O ministro advertiu ao Governo dos EUA que não devem crer que tem experiência em guerras, porque no Iraque o regime de Saddam Hussein “se rendeu” e no Afeganistão ocuparam o país porque “não havia ninguém para lutar”, mas, agora, “sua situação em ambos países é muito adversa”, com uma resistência crescente.

Além disso, os iranianos advertiram que não duvidarão em recorrer à guerra econômica e que, se forem atacados, podem cortar o Estreito de Ormuz, pelo qual sai um terço do petróleo que se consome no mundo. Isso poderia criar escassez de petróleo em muitos países, disparar ainda mais os preços e provocar uma hecatombe de consequências imprevisíveis em uma situação de crise que já afeta grande parte do mundo.

(Folha de S. Paulo)

Nota: Será que Israel e os EUA estão dispostos a pagar o preço de uma eventual guerra contra o Irã? E se, de fato, os iranianos estiverem produzindo armamento nuclear, que escolha Israel terá, levando-se em conta que apenas uma dessas bombas seria capaz de varrer o país do mapa? O que será deste planeta – que já sofre os efeitos da crescente crise financeira que ameaça fragmentar a Europa (Dn 2), que se assusta com as crescentes catástrofes climáticas e geológicas (confira; Mt 24) e vem sofrendo, também, a engenharia social dos defensores e promotores do ECOmenismo – se realmente houver uma guerra capaz de ampliar ainda mais a crise? Dias piores virão (2Tm 3:1-3). Quem viver, infelizmente, verá. A única coisa boa em tudo isso é que essa situação toda, antevista em milênios na profecia bíblica, prenuncia o despontar de um novo tempo.[MB]

Leia também: “Irã espera ataque para enviar Israel ao 'lixo da história'”, “O mundo por um fio”, “Seca forçará governo do Texas a tomar medidas severas” e “Para OCDE, recuperação perde força e há risco de crise global” (para quem esperava que o século 21 seria uma maravilha, essas e outras notícias recentes são um verdadeiro balde de água fria)

Efeito do CO2 no clima é “superestimado”

Um novo estudo sugere que as temperaturas globais podem ser menos sensitivas à concentração atmosférica de dióxido de carbono (CO2) do que pensamos. Os pesquisadores dizem que as pessoas ainda devem esperar “mudanças drásticas” no clima mundial, mas que o risco é um pouco menos iminente. Modelos climáticos antigos usaram medições meteorológicas dos últimos 150 anos para estimar o efeito do aumento do CO2. Desses modelos, os cientistas têm dificuldades em estreitar suas projeções, e ao invés de conseguir um dado único, projetam um campo de temperaturas esperadas, baseado nos níveis de CO2 dos tempos pré-industriais. A nova análise, que incorpora dados paleolíticos, tenta projetar as temperaturas futuras com um pouco mais de certeza.

O líder do estudo, Andreas Schmittner, da Universidade Estadual de Oregon, explica que ao analisar as temperaturas da era glacial mais recente – 21 mil anos atrás, quando os humanos não provocavam impacto nas temperaturas globais –, o grupo descobriu que esse período não era tão gelado quanto se estimava. “Isso implica que o efeito do CO2 no clima é menor do que pensávamos”, explica. Ao incorporar essa nova descoberta, eles foram capazes de reduzir a incerteza das projeções climáticas futuras.

Os novos modelos predizem que, em comparação com os níveis de dióxido de carbono pré-industriais, a temperatura da superfície terrestre vai subir entre 1,7 °C a 2,6 °C. Isso é muito menor do que o sugerido pelo Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas em 2007, que seria de 2 °C a 4,5 °C.

Os autores não afirmam que a influência humana nas mudanças climáticas deveria ser tratada com menos seriedade. Mas sim que para acontecer uma catástrofe gigantesca no planeta, nós teríamos que aumentar o CO2 muito mais do que o previsto no futuro próximo.

“Mas nós não queremos que isso aconteça nunca, certo?”, comenta o membro do grupo, Antoni Rosell-Mele. “Pelo menos, já que ninguém está fazendo muito para diminuir as emissões de CO2, temos um pouco mais de tempo.”

(Hypescience)

Nota: A Igreja Católica (clique aqui) e o pessoal que defende o ECOmenismo (clique aqui) têm suas motivações próprias para alardear o risco do aquecimento global antropogênico. O fato é que esse aquecimento provavelmente tenha outra causa, independente das motivações político/religiosas por trás da discussão.[MB]

Leia também: “5.000 novos e-mails revelam o lado podre, mafioso e político dos cientistas do IPCC”

Cientistas explicam formação de cordilheira na Antártida

As Gamburstsevs são do tamanho dos Alpes europeus e totalmente cobertas pelo gelo antártico. Sua descoberta na década de 1950 foi uma grande surpresa. A maioria supunha que o continente fosse plano e sem grandes variações. Mas dados de estudos recentes sugerem que a cadeia de montanhas formou-se há mais de um bilhão de anos [segundo a majorada cronologia evolucionista], segundo o trabalho divulgado na publicação científica Nature. As Gamburtsevs são importantes por serem o local onde sabemos hoje que o gelo iniciou sua expansão pela Antártida. A descoberta da história das montanhas ajudará, portanto, em estudos climáticos, auxiliando cientistas a descobrir não apenas mudanças passadas da Terra, mas também possíveis cenários futuros. “Pesquisar essas montanhas foi um enorme desafio, mas fomos bem-sucedidos e produzimos um trabalho fascinante”, disse Fausto Farraccioli, da British Antartic Survey (BAS), à BBC. Ele foi o pesquisador principal do projeto AGAP (sigla em inglês para Província Antártica de Gamburtsev).

A equipe de cientistas de várias nacionalidades viajou algumas vezes durante os anos de 2008 e 2009 ao leste do continente gelado, mapeando o formato da montanha escondida usando um radar capaz de penetrar o gelo. Outros instrumentos registraram os campos gravitacionais e magnéticos, enquanto sismômetros estudavam as profundezas da Terra. A equipe AGAP acredita que esses dados podem agora construir uma narrativa consistente para explicar a criação das Gamburtsevs e sua existência através do tempo geológico.

É uma história que começou pouco antes de um bilhão de anos atrás [idem], muito antes de formas de vida complexas se formarem no planeta, quando os continentes estavam se atraindo para formar um supercontinente conhecido como Rodínia. A colisão que aconteceu gerou as enormes montanhas.

No decorrer de centenas de milhões de anos, os picos sofreram gradualmente um processo de erosão. Apenas as “raízes”, ou bases das montanhas teriam sido preservadas.

Mas entre 250 e 100 milhões de anos atrás [idem], quando os dinossauros habitavam o planeta, os continentes começaram a se separar em uma série de fissuras próximas à base gelada das montanhas. Esse movimento aqueceu e rejuvenesceu as “raízes”, criando as condições necessárias para que a terra se elevasse mais uma vez, fazendo com que as montanhas fossem restabelecidas.

Seus picos cresceram ainda mais na medida em que vales profundos foram sendo cortados por rios e geleiras a seu redor. E teriam sido as geleiras que escreveram os capítulos finais, há cerca de 35 milhões de anos [idem], quando elas se expandiram e se fundiram para formarem o Manto Antártico Oriental, encobrindo a cadeia de montanhas nesse processo.

“Esta pesquisa realmente soluciona o mistério de por que você pode ter montanhas aparentemente jovens em meio a um velho continente”, diz a pesquisadora principal do estudo, Robin Bell, da universidade de Columbia. “As montanhas originais provavelmente foram erodidas, para retornar como uma fênix. Elas tiveram duas vidas”, disse ela.

A ideia é agora conseguir financiamento para escavar as montanhas em busca de amostras de solo, que poderiam confirmar o modelo divulgado na Nature. Os pesquisadores também buscam determinar o local mais adequado para fazer a escavação no gelo.

Ao examinar bolhas de ar presas na neve compactada, os pesquisadores podem determinar detalhes do passado, como condições ambientais, incluindo a temperatura e a concentração de gases na atmosfera, como dióxido de carbono.

Acredita-se que em algum local da região de Gamburtsev seja possível a coleta de amostras de gelo com mais de um milhão de anos [idem]. A amostra seria ao menos 200 mil anos mais antiga do que o gelo antártico já analisado por cientistas.

(BBC Brasil)

Nota: Tudo o que os cientistas têm é a constatação indireta de que há montanhas debaixo do gelo antártico. Tudo o mais é especulação. É preciso aguardar novas pesquisas a respeito da Gamburtsev. E se forem encontrados fósseis de animais complexos debaixo da terra? Essa descoberta parece apontar, mais uma vez, ao fato de que a Terra já foi um imenso jardim com temperaturas amenas e relativamente uniformes.[MB]

Leia também: “Antártida já foi paraíso tropical”

Uma simples experiência; mais um toque de Deus

Ontem, atendendo ao convite de um colega de trabalho, preguei na Igreja Adventista das Mangueiras, aqui em Tatuí, e falei sobre o encontro de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó. Alguns dias atrás, dei-me conta de que já havia pregado sobre essa mesma passagem bíblica, ali naquela igreja, e fiquei em dúvida sobre se deveria pregar novamente a respeito disso ou não. Orei, pedi orientação a Deus e senti que devia pregar, assim mesmo. Procurei abordar outras facetas do lindo texto de João 4:1-42, em consideração aos irmãos que já me haviam ouvido falar sobre isso, e senti a bênção de Deus e a orientação do Espírito Santos (aliás, esta é uma das sensações mais gratificantes: quando sentimos que estamos sendo usados pela Divindade).

Ao fim do culto, já à porta me despedindo dos irmãos, uma jovem senhora me procurou para conversar. Ela me disse que fora a primeira vez que entrara numa igreja adventista e que a mensagem havia sido para ela, pois fora casada duas vezes e os casamentos naufragaram. “Sinto-me como a samaritana; sem esperança”, disse-me, com os olhos úmidos. Ela sentiu como se o sermão tivesse sido para ela e me preguntou se podia nutrir esperança; se ela poderia ser feliz algum dia. Conversei um pouco com ela e soube que ela pertence a uma igreja evangélica tradicional, mas que está estudando palestras do Pr. Luís Gonçalves baixadas da internet. Ela me disse que está com muitas dúvidas com respeito à Bíblia e à sua formação religiosa. “Em minha igreja, disseram-me que a Igreja Adventista é uma seita, mas estou vendo que não se trata de nada disso”, contou.

Disse-lhe que certamente Deus tem planos para a vida dela (e o fato de eu ter sentido que deveria falar sobre aquele assunto, naquela noite, demonstrava isso). Anotei o endereço do trabalho dela e minha esposa e eu iremos lá entregar alguns livros e convidá-la para estudar a Bíblia.

Deus seja louvado! Como é bom ver os planos de dEle se cumprindo na vida das pessoas e em nossa vida. E como é bom ver que, na misericórdia do Pai, Ele Se utiliza de instrumentos tão falhos e limitados. Os “toques” de Deus, ainda que subjetivos, são bastante reais na vida dos que os recebem. Experimente você também!

Michelson Borges

domingo, novembro 27, 2011

IASD divulga documento sobre observância do sábado

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece o sábado como sinal distintivo de lealdade a Deus (Êx 20:8-11; 31:13-17; Ez 20:12, 20), cuja observância é pertinente a todos os seres humanos em todas as épocas e lugares (Is 56:1-7; Mc 2:27). Quando Deus “descansou” no sétimo dia da semana da criação, Ele também “santificou” e “abençoou” esse dia (Gn 2:2, 3), separando-o para uso sagrado e transformando-o em um canal de bênçãos para a humanidade. Aceitando o convite para deixar de lado seus “próprios interesses” durante o sábado (Is 58:13), os filhos de Deus observam esse dia como uma importante expressão da justificação pela fé em Cristo (Hb 4:4-11).

A observância do sábado é enunciada em Isaías 58:13, 14 nos seguintes termos: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor.” Com base nesses princípios, a Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia reafirma neste documento seu compromisso com a fidelidade à observância do sábado.

Vida de santificação. A verdadeira observância do sábado se fundamenta em uma vida santificada pela graça de Cristo (Ez 20:12, 20); pois, “a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser santos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 283).

Crescimento espiritual. Como “um elo de ouro que nos une a Deus” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 352), o sábado provê um contato mais próximo de Deus. Como tal, não devemos permitir que outras atividades, por mais nobres que sejam, enfraqueçam nossa comunhão com Deus nesse dia.

Preparação para o sábado. Antes do pôr do sol da sexta-feira (cf. Lv 23:32; Dt 16:6; Ne 13:19), as atividades seculares devem ser interrompidas (cf. Ne 13:13-22); a casa deve estar limpa e arrumada; as roupas, lavadas e passadas; os alimentos, devidamente providenciados (cf. Êx 16:22-30); e os membros da família, já prontos.

Início e término do sábado. O sábado é um dia de especial comunhão com Deus, e deve ser iniciado e terminado com breves e atrativos cultos de pôr do sol, com a participação dos membros da família. Nessas ocasiões, é oportuno cantar alguns hinos, ler uma passagem bíblica, seguida de comentários pertinentes, e expressar gratidão a Deus em oração. (Ver Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 356-359.)

Pessoas sob nossa influência. O quarto mandamento do Decálogo orienta que, no sábado, todas as pessoas sob nossa influência devem ser dispensadas das atividades seculares (Êx 20:10). Isso implica os demais membros da família, bem como os empregados e hóspedes; que também sejam estimulados a observar o sábado.

Espírito de comunhão. Como dia por excelência de comunhão com Deus (Ez 20:12, 20), o sábado deve se caracterizar por um prazeroso e alegre compromisso com as prioridades espirituais, com momentos especiais de leitura da Bíblia, oração e, se possível, de contato com a natureza (cf. At 16:13). Esse compromisso deverá ser mantido na escolha dos assuntos abordados também em nossos diálogos informais com familiares e amigos.

Reuniões da igreja. Somos admoestados a não deixar “de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb 10:25). Portanto, as programações e atividades regulares da igreja aos sábados devem ter precedência sobre outros compromissos pessoais e sociais, mesmo que estes sejam pertinentes para o sábado.

Casamentos e festas. O convite para deixar de lado nossos “próprios interesses” no sábado (Is 58:13) indica que casamentos e festas, incluindo seus devidos preparativos, devem ser realizados fora desse período sagrado. Casamentos e algumas festas mais suntuosas não devem ser planejados para os sábados à noite, pois seus preparativos envolvem expectativas e atividades não condizentes com o espírito de comunhão com Deus.

Mídia secular. A mídia secular, em todas as suas formas, deve ser deixada de lado durante as horas do sábado, para que este, rompendo com a rotina da vida, possa ser um dia “deleitoso e santo” (Is 58:13).

Esportes e lazer. Muitas atividades esportivas e de lazer, aceitáveis durante a semana, não são condizentes com a observância do sábado, pois desviam a mente das questões espirituais (Is 58:13).

Horas de sono. A Bíblia define o sábado como dia de “repouso solene” (Êx 31:15), e não como dia de recuperar o sono atrasado da semana. Ricas bênçãos advirão de levantar cedo no sábado, dedicando esse dia ao serviço do Senhor. (Ver Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 170.)

Viagens. A realização de viagens por questões de trabalho ou interesses particulares é imprópria para o sábado. Existem, porém, ocasiões excepcionais em que se torna necessário viajar no sábado para atender a algum compromisso religioso ou situações emergenciais. Sempre que possível, os devidos preparativos, incluindo a compra de passagens e o abastecimento de combustível, devem ser feitos com a devida antecedência. (Ver Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 359, 360.)

Excursões e acampamentos. A realização de excursões e acampamentos pode promover a socialização cristã (cf. Sl 42:4). Mas seus organizadores e demais participantes devem chegar ao devido local antes do início do sábado e montar sua estrutura, incluindo suas barracas, de modo que o santo dia possa ser observado segundo o mandamento. Além disso, as atividades durante as horas do sábado devem ser condizentes com o espírito sagrado desse dia.

Restaurantes e alimentação. A recomendação de que o alimento deve ser provido com a devida antecedência (Êx 16:4, 5; 22-30) significa que ele deve ser comprado fora das horas do sábado, e que a frequência a restaurantes comerciais nesse dia deve ser evitada.

Medicamentos. A compra de medicamentos durante o sábado é aceitável em situações emergenciais (cf. Lc 14:5), e imprópria quando a pessoa já os necessitava, e acabou postergando sua compra para esse dia.

Estágios e práticas escolares. O quarto mandamento do Decálogo (Êx 20:8-11) desabona a realização de atividades seculares no sábado, que gerem lucro ou benefício material. Envolvidos em tais atividades estão os programas de planejamento e preparo para a vida profissional, incluindo a frequência às aulas e a participação em estágios, simpósios, seminários e palestras de cunho profissional, concursos públicos e exames seletivos. Em caso de confinamento para a prestação de exames após o término do sábado, as horas desse dia devem ser gastas em atividades espirituais.

Escolha e exercício da profissão. A estrutura da sociedade em geral nem sempre favorece a observância do sábado, e acaba disponibilizando profissões e atividades que, embora sejam dignas, dificultam essa prática. Os adventistas do sétimo dia devem escolher e exercer profissões condizentes com a devida observância do sábado. Somos advertidos de que, se alguém, “por amor ao lucro, consente em que o negócio em que tem interesses seja atendido no sábado pelo sócio incrédulo, esse alguém é tão culpado quanto o incrédulo; e tem o dever de dissolver a sociedade, por mais que perca por assim proceder” (Evangelismo, p. 245).

Instituições de serviços básicos. A orientação de não fazer “nenhum trabalho” durante o sábado (Êx 20:10) indica que os observadores do sábado devem se abster de trabalhar nesse dia, mesmo em instituições seculares de serviços básicos. Instituições denominacionais que não podem fechar aos sábados (cf. Jo 5:17), incluindo os internatos adventistas, devem ser operadas nesse dia por um grupo reduzido e em forma de rodízio.

Atividades médicas e de saúde. Existem situações emergenciais que os profissionais da saúde devem atender, com base no princípio de que “é lícito curar no sábado” (Lc 14:3). Os hospitais adventistas necessitam dos préstimos de uma equipe médica, de enfermagem e de outros serviços básicos para o funcionamento nas horas do sábado. Mas os plantões rotineiros, tanto médicos quanto de enfermagem, em hospitais não adventistas, são impróprios para as horas do sábado. (Ver Ellen G. White Estate, “Conselhos de Ellen G. White Sobre o Trabalho aos Sábados em Instituições Médicas Adventistas e Não Adventistas”, em www.centrowhite.org.br.)

Projetos assistenciais. Cristo disse que “é licito, nos sábados, fazer o bem” (Mt 12:12). Isso significa que “toda atividade secular deve ser suspensa, mas as obras de misericórdia e beneficência estão em harmonia com o propósito do Senhor. Elas não devem ser limitadas a tempo ou lugar. Aliviar os aflitos, confortar os tristes, é um trabalho de amor que faz honra ao dia de Deus” (Beneficência Social, p. 77). Portanto, é lícito nas horas sagradas do sábado visitar enfermos, viúvas e órfãos, encarcerados e compartilhar uma refeição. Ações sociais que podem ser realizadas em outro dia não devem tomar as sagradas horas do sábado.

Atividades missionárias. O apóstolo Paulo usava o sábado para persuadir “tanto judeus como gregos” acerca do evangelho (At 18:4, 11; cf. 17:2), demonstrando a importância de se reservar um tempo especial nesse dia para atividades missionárias. Sempre que possível, os membros da família devem participar juntos dessas atividades, para desfrutar a socialização cristã e desenvolver o gosto pelo cumprimento da missão evangelística.

Como adventistas do sétimo dia, somos convidados a seguir o exemplo de Deus ao descansar no sétimo dia da semana da criação (Gn 2:2-3; Êx 20:8-11; 31:13-17; Hb 4:4-11), de modo que o sábado seja, para cada um de nós, um sinal exterior da graça de Deus e um canal de Suas incontáveis bênçãos.

(Portal Adventista)

Leia também: "O verdadeiro dia de guarda"

E assista: "Decreto dominical a caminho"

sexta-feira, novembro 25, 2011

Cientista criacionista é homenageado pela BrMass

O professor Dr. Marcos N. Eberlin, professor titular do Instituto de Química da Unicamp, é um verdadeiro pioneiro da espectrometria de massas moderna no Brasil. Iniciou o laboratório ThoMSon no início dos anos 90 e em pouco tempo tornou seu laboratório referencia nacional e internacional de espectrometria de massas. A produção científica do professor Eberlin é fenomenal em quantidade (> 460 publicações) e qualidade. É particularmente impressionante a abrangência dos trabalhos de Marcos Eberlin e a capacidade de explorar a potencialidade da espectrometria de massas nos campos mais diversos da ciência. Orientou e orienta grande numero de pesquisadores que admiram sua capacidade científica e amizade. Marcos tem sido extremamente receptivo a colaborar com inúmeros pesquisadores do Brasil e numerosas publicações têm resultado dessas colaborações.

A criação da BrMass se deve ao empenho e esforço de Marcos Eberlin em congregar todas as vertentes de espectrometria de massas no Brasil numa única sociedade cujo resultado tem sido os Congressos da BrMass prestigiados por grandes nomes da comunidade internacional. Marcos Eberlin também desempenha um papel de altíssimo destaque na comunidade internacional de espectrometria de massas e o reconhecimento dessa atuação se reflete no fato de ser atualmente o presidente da International Mass Spectrometry Foundation, organização que reúne as sociedades de espectrometria de massas de todos os países.

(Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas)

Nota: Em reconhecimento aos pioneiros da espectrometria de massas no Brasil, os membros da BrMass indicaram e a diretoria aprovou seis ganhadores da Medalha BrMass 2011, que será entregue no dia 13 de dezembro. O professor Dr. Marcos Eberlin é membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente (NBDI) e é criacionista. Clique aqui para conhecer mais sobre o Dr. Marcos.

Leia também: "Professor da Unicamp defende design inteligente", "A 'assinatura química' de Deus" e "Criacionista brasileiro é eleito para presidir a IMSS"

Computador de dois mil anos

Instrumento utilizado para cálculos astronômicos, construído por volta do século 2 a.C., era tão complexo que pode ser considerado precursor dos atuais computadores. Segundo o estudo, o Mecanismo de Anticítera, resultado da engenhosidade dos gregos antigos, era mais sofisticado tecnologicamente do que qualquer outro mecanismo inventado por qualquer outra civilização pelo menos nos mil anos seguintes. Os resultados da pesquisa estão na edição de 30 de novembro de 2006 da revista Nature e foram comentados em uma conferência em Atenas, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro [daquele ano]. O grupo, liderado por Mike Edmunds e Tony Freeth, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, empregou tecnologias de imagem e de tomografia em raio X de alta resolução para estudar os fragmentos remanescentes do mecanismo.

O dispositivo era capaz de calcular movimentos astronômicos com precisão notável, maior do que se supunha até agora. O computador mecânico permitia acompanhar os movimentos da Lua – inclusive recriando sua órbita irregular –, do Sol, de alguns planetas e até prever eclipses.

O Mecanismo de Anticítera foi descoberto em 1901 por um grupo de mergulhadores que apanhavam esponjas próximo à ilha de Anticítera. As peças foram retiradas de um naufrágio a 42 metros de profundidade. A data estimada do naufrágio é 65 a.C.

De acordo com o novo estudo, o achado consistia em um engenhoso arranjo com pelo menos 30 engrenagens de alta precisão, todas feitas de bronze. As peças ficavam dentro de uma caixa coberta com inscrições. Como o equipamento estava todo fragmentado – em 82 pedaços, o maior com 18 centímetro e alguns com menos de um centímetro –, havia muita controvérsia sobre suas funções específicas. O inglês Derek de Solla Price (1922/1983) foi quem mais se dedicou ao estudo do aparato, a partir do fim da década de 1950. Resultados de suas análises estão no livro Gears from the Greeks, de 1974.

No novo estudo, os pesquisadores foram capazes de reconstruir as funções das engrenagens e dobraram o número de inscrições decifradas nas peças – tais como ponto estacionário, eclipse lunar e eclipse solar. O número de engrenagens foi estimado em 37, contra as 29 propostas por Price. Reconstruções tridimensionais feitas em computador sugerem como o dispositivo pode ter funcionado.

“Trata-se de um dispositivo extraordinário, o único do tipo. Além da precisão para fazer cálculos astronômicos, tinha um lindo desenho. A maneira como as partes mecânicas foi projetada é de cair o queixo. Quem quer que o tenha construído, o fez extremamente bem”, disse Edmunds, em comunicado da Universidade de Cardiff.

Números representavam os movimentos dos planetas e engrenagens atuavam como representação mecânica das ideias aceitas no século 2 a.C., como a que considerava que as irregularidades dos movimentos da Lua no céu sobre a Terra se deviam a uma possível órbita elíptica do satélite.

Os pesquisadores pretendem construir um modelo em computador com todos os movimentos do Mecanismo de Anticitera e, em seguida, uma réplica funcional. “O mecanismo levanta a questão de o que mais estava sendo feito naquele período [na Grécia Antiga]. Em termos de valor histórico, trata-se de algo mais valioso do que, por exemplo, a Mona Lisa.”

(TreinaWeb)

Nota: Esse achado me faz pensar pelo menos duas coisas: (1) As civilizações antigas não tinham nada de “primitivas” e apontam para a origem superior da nossa espécie (lembre-se também das magníficas pirâmides e outras obras monumentais e inigualáveis). (2) Por que os pesquisadores concluíram logo de cara que o Mecanismo de Anticítera foi construído com engenhosidade? Não poderia ele ser o resultado do ajuntamento casual de metais ao longo de milhões de anos? Por que não? Então, por que os evolucionistas não titubeiam em atribuir à seleção natural e a mutações aleatórias (portanto, ao acaso) a existência de mecanismos infinitamente mais complexos do que os computadores mais modernos? Não consigo entender a “lógica” deles. Note o que afirmou Edmunds: “[O dispositivo extraordinário tem um] lindo desenho. A maneira como as partes mecânicas foi projetada é de cair o queixo. Quem quer que o tenha construído, o fez extremamente bem.” Então pense nas células, no DNA, na quinesina, no olho e no cérebro humano, no flagelo bacteriano, nas bursas, na placenta, etc., etc., etc. Quem quer que os tenha construído também os fez extremamente bem.[MB]

quinta-feira, novembro 24, 2011

O homem foi ou não à Lua?

Em 20 de julho de 1969, os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin passaram duas horas em solo lunar. Depois de uma viagem de quatro dias, os norte-americanos foram os primeiros humanos a pisar naquela superfície. De acordo com o próprio Armstrong, esse momento seria “um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade”. Apesar de ter sido registrada, a missão espacial é bastante controversa. São duas as hipóteses: na primeira, depois de coletar material e passear pelo satélite natural, os astronautas entram na Apolo 11, retornam em segurança e viram heróis na Terra. Já na segunda, em vez da Lua, os astronautas teriam estado em Hollywood, fazendo parte de uma grande encenação. E mais: as luzes do estúdio teriam sido acesas logo após o fim da transmissão do pouso pela TV, enquanto políticos e membros da NASA aplaudiam a atuação dos exploradores. Afinal, eles acabavam de enganar um planeta inteiro, implantando a mentira mais secreta e bem feita de todos os tempos. Em busca de respostas, o Tecmundo selecionou abaixo as evidências e argumentos mais convincentes sobre a viagem mais fantástica já realizada – ou não – pelo ser humano.

Tem Photoshop? Antes de começar a conspirar, vale relembrar: a atmosfera da Lua não é como a nossa. Lá existe apenas o vácuo. Além disso, a gravidade é seis vezes menor do que na Terra, alterando nosso peso e a caminhada em solo lunar. Isso tudo em teoria. Como nós não conhecemos a superfície lunar com precisão e só especulamos, com base na ciência, como é o vácuo, é difícil afirmar que “na Lua é assim” ou que a foto “não deveria ser desse jeito”. De qualquer forma, vamos às principais discussões que envolvem registros em fotos e vídeos dos astronautas.

A bandeira da discórdia. Uma das grandes furadas da agência espacial seria com relação à bandeira dos Estados Unidos fincada em solo lunar pelos membros da Apollo 11. Na imagem de divulgação, ela aparece tremulando levemente – o que seria uma gafe grotesca, já que não deveria haver vento no vácuo. O argumento contrário? O movimento que vemos é resultado da força aplicada pelo astronauta que fincou a bandeira. Por não haver atrito, o objeto absorve a energia do movimento e a dissipa por mais tempo, dando a impressão de que é um vento que a balança.


Um passo para o fracasso. Outra discussão envolve mais uma foto clássica: a pegada de Aldrin, perfeitamente registrada em solo lunar. Quem acha que a viagem não aconteceu diz que é outro erro clássico. O vácuo e a ausência de umidade deixariam a marca da pisada com uma aparência frágil, como em areia fofa. Para a NASA, novamente há explicação: apesar da ausência de umidade, as partículas da Lua são irregulares [não arredondadas], portanto fazem marcas perfeitas quando pressionadas pela bota do astronauta, assim como quando pisamos em areia molhada.


Os iluminados. A sombra nas fotos é um dos argumentos mais fortes de quem contesta a ida do homem ao satélite natural. Na imagem ao lado, por exemplo, os vários elementos em cena (módulo lunar, pedra e astronauta) aparecem com sombras apontando para diferentes sentidos, o que não seria possível com apenas uma fonte de luz (o Sol), mas com várias (refletores de cinema).

A NASA e o famoso programa “Mythbusters: Caçadores de Mitos” chegaram a uma conclusão: no primeiro caso, a culpa é da superfície irregular da Lua, que alteraria a formação das sombras, possibilitando a bagunça que vemos no retrato.

Na outra imagem, um astronauta posicionado junto com o módulo lunar aparece totalmente iluminado na foto, mesmo estando na sombra do veículo, o que deveria deixá-lo quase na completa escuridão. Será outro descuido?


Aqui, prevalece a nossa falta de conhecimento acerca da superfície da Lua. A explicação oficial é de que ela conta com uma forte reflexão, sendo capaz de mostrar o astronauta nitidamente na fotografia, mesmo em uma sombra. Verdade ou não, só estando lá para saber.

Mãozinha hollywoodiana. Mas a NASA não conseguiria enganar o planeta inteiro sozinha. Uma ajuda de outro órgão bastante ligado ao governo norte-americano seria perfeita: a milionária indústria cinematográfica de Hollywood. As teorias mais viajadas dizem até que Stanley Kubrick foi o diretor encarregado da criação do cenário da Lua e responsável pela atuação dos exploradores – e ninguém seria melhor que Kubrick, diretor de “2001: Uma Odisseia no Espaço”, para dirigir a grande farsa lunar. Se foi mesmo assim, pobres astronautas, pois o cineasta é conhecido por repetir a gravação da mesma cena mais de 100 vezes, até que ficasse do jeito que ele queria.

Mas e se Kubrick não estava envolvido, quem iria construir um cenário tão perfeito? Para algumas pessoas, nem precisava: os Estados Unidos já tinham a região desértica de Nevada, um Estado no oeste do país que seria muito similar ao solo lunar apresentado no material divulgado.


Há também a questão tecnológica. No fim da década de 1960, as transmissões via satélite já funcionavam, mas não eram um primor. Se falhas de sinal [e houve falhas assim no Intelsat] em exibições ao vivo na própria Terra eram problemáticas, há quem acredite que na Lua seria praticamente impossível obter imagens tão boas e quase ao mesmo tempo.

A volta dos que não foram. A última missão tripulada com direito a pouso lunar foi a Apolo 17, realizada em dezembro de 1972. Depois disso, mesmo com os avanços tecnológicos na área, nada aconteceu. Nem uma viagem ou iniciativa, apenas uma promessa que nunca saiu do papel, feita pelo ex-presidente George W. Bush. Por quê? Antes, vale lembrar o motivo da viagem, que não era buscar vida alienígena ou expandir territórios. O ano de 1969 era o auge da Guerra Fria, a disputa hegemônica entre Estados Unidos e União Soviética – e isso incluía a corrida espacial. Quem chegasse à Lua antes, por exemplo, ganharia muitos pontos em relação ao concorrente. A URSS colocou o primeiro homem no espaço, o russo Yuri Gagarin, mas foi Armstrong e seu time que colocaram um ponto final no assunto.

Depois da missão de Armstrong, outras seis tiveram o mesmo destino para coletar material lunar e estudar a região. O argumento oficial da NASA é que todos os objetivos no satélite foram concluídos – e não haveria sentido ou motivos urgentes para outra viagem. Além disso, cada programa espacial custaria uma fortuna, um rombo nos cofres hoje escassos de Estados Unidos e Europa. Por fim, o interesse atual está mais no turismo e até no uso de robôs, além de viagens para Marte. O problema é que nem todos engolem essa resposta. A viagem espacial é um dos desejos mais antigos e incríveis da humanidade – e ir à Lua apenas nas missões Apollo e depois parar não é o suficiente.

Essa discussão vai longe, já que não há uma prova definitiva e unânime sobre a jornada do homem ao satélite natural. Alguns argumentos são favoráveis à agência espacial, enquanto outros embasam uma possível teoria conspiratória. O que nos resta é especular, analisar as evidências e escolher de qual lado ficar. Afinal, o homem foi ou não à Lua?

(Tecmundo)

Nota: Em 17 de junho de 2009, o site da Universidade do Arizona publicou a foto do estágio de descida do módulo lunar Antares pousado no solo lunar. Clique aqui para ler mais sobre isso e para ver a foto que mostra, inclusive, rastros deixados pelos astronautas da missão Apollo 14. Leia também (aqui) matéria publicada no site da Universidade Federal de Minas Gerais.

No artigo “O homem realmente foi à Lua”, o físico Diego Galeano faz uma análise interessante dessa discussão. Para ele, o argumento mais forte de que o homem teria mesmo ido à Lua é a existência de refletores deixados lá pelos astronautas. Esses equipamentos refletem os lasers disparados aqui da Terra. Graças a isso, pôde-se determinar com grande precisão a distância entre a Terra e a Lua.

Se o homem foi ou não à Lua, uma coisa é certa, a Bíblia sugere que ele bem poderia alcançar o espaço: “Se te remontares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, de lá te derribarei, diz o Senhor” (Obadias 1:4).

Pelo visto, essa polêmica continuará por um bom tempo.[MB]

Há “milhões de anos”, mariposa já era bem complexa

Os tons brilhantes das mariposas e borboletas não vêm da pigmentação, como a cor da nossa pele ou dos nossos olhos. Eles vêm de minúsculas estruturas nas escamas que espalham luz e produzem cor. Agora, pesquisadores descobriram as cores originais de uma mariposa fossilizada que viveu há 47 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Maria McNamara, paleobióloga da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e sua equipe usaram microscopia eletrônica para estudar as escamas da mariposa, depois analisaram matematicamente a estrutura das escamas para determinar suas cores originais. “A cor original das asas era verde amarelado”, disse McNamara. “Ao olhar para ela hoje, parece mais azul.” Ela e sua equipe publicaram suas descobertas na edição atual da revista PLoS Biology.

Cerca de 20 espécimes da mariposa foram descobertos no xisto betuminoso de Messel, na Alemanha, um tesouro onde já foram encontrados milhares de insetos, mamíferos e peixes fossilizados. Segundo McNamara, a mariposa é uma ancestral das zygaenidae, que são encontradas na Europa e na Ásia.

Essas mariposas são tóxicas e têm gosto desagradável, e suas cores vivas servem como alerta para os predadores. McNamara afirma que é possível que as mariposas ancestrais já tivessem desenvolvido esse mesmo sistema de alerta e também fossem tóxicas.

Ela disse ainda que, “encontrar qualquer vestígio de cor é muito importante sob o ponto de vista ecológico. Podemos reconstruir as cores originais e a estratégia de comunicação desses insetos”.


(Info)

Nota: Atualmente, com muito dinheiro e tecnologia de ponta, cientistas estão tentando reproduzir o mecanismo responsável pela incrível cor dos insetos. Apenas para copiar, os pesquisadores precisam de muito design inteligente. Mas os darwinistas querem que acreditemos que no passado remotíssimo (e imaginário, diga-se) a complexidade responsável pela cor da asa das mariposas (e muitas outras complexidades, como a própria célula e suas máquinas moleculares e informação complexa e específica) já teria evoluído e seria responsável por um mecanismo totalmente funcional como é hoje. Acredite se quiser. Eu não tenho tanta fé.[MB]

Leia também: "Olhos antirreflexivos" e "Mariposa inspira nanotecnologia"

Os neutrinos e a luz

Depois de abalar o mundo dos físicos, em setembro, ao anunciar que flagraram neutrinos viajando mais rápido que a luz, pesquisadores do laboratório Gran Sasso, na Itália, voltaram aos detectores, fizeram novas medições e insistem que os resultados estão certos. A notícia é tão extraordinária que, para ser aceita, ainda precisa ser confirmada por um centro que não o italiano, mas já podemos ir especulando sobre suas implicações. Neutrinos são partículas subatômicas com massa. De acordo com a teoria da relatividade especial, de Albert Einstein, a do famoso E=mc², não poderiam ser acelerados para atingir velocidade superluminal. Se isso ocorre, boa parte da física precisará ser revista. A primeira vítima pode ser a noção de causalidade. Se a velocidade da luz é violada, a forma como o Universo processa informações fica de pernas para o ar. Torna-se, em princípio, possível que efeitos precedam suas causas.

Uma das soluções aventadas para o problema é propor que os neutrinos chegaram mais rápido porque tomaram um atalho por outras dimensões espaciais e quem sabe até por outros cosmos, o que nos leva às incríveis teorias do multiverso, segundo as quais existiriam ao menos nove modalidades de universos paralelos, todas matematicamente consistentes, mas jamais observadas.

Estamos diante de uma encruzilhada epistemológica. Não são poucos os que acusam a ciência de ponta, em especial a física de partículas e os teóricos das supercordas, de criarem um universo de abstrações matemáticas que não têm como ser testadas com a tecnologia atual (um pecado menor) nem em princípio (a danação eterna para um físico). Segundo esses críticos, tais ramos da ciência estariam se aproximando perigosamente da metafísica e da religião. [Grifo nosso.]

[Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: A biologia evolucionária é uma ciência que se encontra numa encruzilhada epistemológica desde 1859, porque tem proposições, cenários que, segundo meu amigo Schwartsman, “não têm como ser testadas com a tecnologia atual (um pecado menor) nem em princípio (a danação eterna para um físico)”. Há mais de uma década, o Darwinismo estaria se aproximando perigosamente da metafísica e da ideologia materialista.]

É claro que não estão, mas esse é um debate fascinante, que inclui, entre outros destaques, a discussão sobre se a matemática é ou não real.

[Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: Schwartsman aliviou a barra do pessoal da física como Marcelo Gleiser, mas se estivesse escrevendo sobre a biologia evolucionária, poderia muito bem terminar seu artigo assim: “esse é um debate fascinante, que inclui, entre outros destaques, a discussão sobre se a biologia evolucionária é ou não real.”]

(Hélio Schwartsman, Folha de S. Paulo 19/11/2011)

quarta-feira, novembro 23, 2011

Oito [péssimos] exemplos da evolução em ação

[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] A evolução é uma das maiores descobertas científicas de todos os tempos [por que será, então, que não existe sequer um prêmio Nobel em biologia evolutiva?]. Frequentemente, biólogos têm achados surpreendentes [sic]: há tantas evidências a favor da evolução, que argumentar contra ela é como negar que há uma lua no céu [essa foi de doer!]. Confira oito exemplos, entre muitos, da evolução em ação [então, vejamos o que eles têm de melhor a oferecer]:

1. Mariposa. Originalmente, a grande maioria das mariposas da espécie Biston betularia tinha uma coloração clara, que era uma boa camuflagem contra predadores. Antes da revolução industrial, uma variante escura da mariposa contava como 2% da espécie. Depois da revolução industrial, 95% das mariposas passaram a ter coloração escura. A melhor explicação para essa mudança é que as mariposas claras perderam sua vantagem de camuflagem conforme as superfícies claras foram escurecidas pela poluição, e elas foram comidas por pássaros com mais frequência. Esse é um exemplo de uma grande mudança em uma espécie, causada por mutações levando à variação e seleção natural. [Inacreditável como ainda usam esse exemplo já desmascarado como fraude. E olha que é o exemplo número um da lista! Mesmo que se conceda uma chance aos evolucionistas que ainda usam as mariposas de Manchester como exemplo de evolução, que exemplo é esse? De simples variação ou “microevolução” ou, melhor ainda, diversificação de baixo nível. As mariposas, a despeito da mudança na coloração (flutuação), continuam sendo mariposas. E ambas as cores ainda existem.]

2. Lagarto australiano. Especiação, a formação de uma nova espécie de uma espécie ancestral, envolve muitas mutações levando a mudanças significativas. Uma espécie de skink, Saiphos equalis, é um lagarto da Austrália que parece estar submetido à mudança de por ovos para dar à luz um filhote vivo. Uma vez que esses skinks podem tanto pôr ovos quanto dar à luz, os cientistas tiveram uma boa oportunidade de estudar as adaptações necessárias para o nascimento vivo.

Embriões skink envoltos em um ovo têm uma fonte extra de cálcio que os skinks nascidos vivos não têm. Essa diferença nutricional é compensada pela mãe, que secreta cálcio extra para os jovens detidos dentro dela. Isso parece ser o primeiro passo no caminho para o desenvolvimento de um sistema como a placenta dos mamíferos.

Skinks que vivem na costa tendem a pôr ovos, provavelmente porque o clima quente é previsível e suficiente para o desenvolvimento embrionário. Skinks que vivem nas montanhas mais frias tendem a dar à luz filhotes vivos, já que o corpo da mãe proporciona uma temperatura mais estável.

É de se prever que essas duas populações, em algum momento, se separem em diferentes espécies, e cada população se torne fixa na sua estratégia reprodutiva. Isso levanta uma pergunta comum em criacionistas: se o homem evoluiu do macaco, por que ainda há macacos? No caso dos skinks, seriam duas espécies formadas: uma que põe ovos e uma que tem parto. Cada uma delas seria mais adequada para seu habitat. Cada um é adaptado ao seu nicho. [Mas ainda continuam sendo skinks, não é mesmo? Comparar a gestação interna dos skinks com a placenta dos mamíferos também é forçar a barra, pois a placenta é exemplo de complexidade irredutível. Confira aqui. E mais: criacionistas bem informados sabem que os evolucionistas bem informados não sustentam a hipótese de que o ser humano teria evoluído do macaco.]

3. Mexilhões e caranguejos. Evolução acontece muitas vezes em conjunto: um predador desenvolve um método de caça melhorado, e quaisquer mutações que aumentem a capacidade de sobrevivência serão selecionadas para levar a uma mudança na população de presas.

Nós não temos que esperar um predador evoluir para observar uma mudança, no entanto, já que os humanos transportam espécies por todo o mundo, e assim podemos observar interações entre novas espécies.

O caranguejo da costa asiática (Hemigrapsus sanguineus) é uma espécie invasora na Nova Inglaterra, que se alimenta do mexilhão azul nativo. Recentemente, foi observado que os mexilhões, quando detectam caranguejos asiáticos, desenvolvem escudos mais grossos para impedir os caranguejos de comê-los.

Esse comportamento é difícil para os mexilhões, e por isso é fortemente regulamentado. O fator evolutivo aqui é que apenas os mexilhões de regiões onde os caranguejos asiáticos são endêmicos engrossam suas costas. Os de outras regiões não detectam os caranguejos como uma ameaça. [Note que os exemplos continuam sendo de diversificação de baixo nível, com mudanças em características mínimas. Assumir que o acúmulo dessas mudanças ao longo de supostos milhões de anos tornaria o mexilhão uma lagosta, isso, sim, é especulação macroevolutiva.]

4. Lagartixa italiana. Em 1971, dez lagartixas italianas (Podarcis sicula) foram introduzidas na ilha de Pod Mrčaru, a partir de uma ilha vizinha. Elas foram deixadas lá ao longo de décadas, para serem comparadas com a colônia de onde foram tiradas.

As lagartixas de Pod Mrčaru prosperaram e se adaptaram à nova ilha. Elas mudaram de uma dieta principalmente insetívora a uma pesada em vegetação. Essa mudança de dieta parece ter impulsionado outras mudanças dramáticas nos animais.

A cabeça das lagartixas de Pod Mrčaru são maiores, e tem uma força de mordida muito maior [isso é mudança “dramática”?]. Essas são adaptações-chave para lidar com as folhas que mascam. O sinal mais emocionante [!] da evolução é o desenvolvimento de músculos usados para separar porções do intestino. Eles servem para diminuir a passagem do alimento através do intestino e dar tempo para as bactérias quebrarem o material vegetal para a absorção. Este é um desenvolvimento inteiramente novo na lagartixa italiana, e uma grande adaptação. [Escrevi sobre a Podarcis sicula aqui.]

5. Sapo-cururu. O sapo-cururu na Austrália é provavelmente uma das espécies invasoras mais famosas do mundo. Ele faz imenso dano à agricultura e às espécies nativas. A Austrália é grande, e leva tempo para uma espécie invasora se espalhar. Os sapos na frente dessa onda de invasão provavelmente são os melhores adaptados para se espalhar mais rápido. Quando os sapos na frente da onda de invasão foram estudados, os pesquisadores descobriram que eles eram maiores, mais resistentes, tinham pernas mais longas que permitiam maior velocidade, e eram mais ativos. Como resultado desses tipos de adaptações, a taxa em que os sapos-cururu se espalham tem aumentado desde que eles foram introduzidos. [Diversificação de baixo nível.]

6. Tentilhões. Lembra das observações de Darwin sobre a adaptação entre os tentilhões das ilhas Galápagos? Esses tentilhões ainda estão ajudando a evolução a ser entendida. Peter e Rosemary Grant estudaram os tentilhões em uma das ilhas Galápagos, e observaram a mudança evolutiva causada pela concorrência direta de duas espécies rivais.

A espécie Geospiza fortis estava bem estabelecida na ilha de Daphne, e tinha sido estudada em profundidade. Seu bico era perfeitamente adequado para quebrar nozes grandes. Em 1982, a espécie maior Geospiza magnirostris, de uma ilha vizinha, chegou. Esses tentilhões maiores poderiam afastar os tentilhões médios de sua terra natal e comer todas as nozes de grande porte. Durante o período de estudo, os tentilhões médios da ilha de Daphne desenvolveram bicos menores e mais adequados para nozes menores, ignoradas pelos tentilhões invasores. [Esse exemplo é clássico e, mais uma vez, se refere a características mínimas como formato e tamanho do bico e cor da plumagem. Desde que Darwin pisou em Galápagos, os tentilhões continuam sendo tentilhões.]

7. Borboleta lua-azul. Estudar a evolução pode levar décadas, mas ocasionalmente a mudança acontece incrivelmente rápido. A borboleta lua-azul (Hypolimnas bolina), das ilhas Samoa, estava sendo atacada por um parasita que destruía seus embriões do sexo masculino. Isso levou a um desequilíbrio entre os sexos, até que os machos representaram apenas 1% da população da borboleta. No entanto, dentro de dez gerações (cerca de um ano), o sexo masculino voltou a contar por 40% da população. Isso não é porque o parasita desapareceu; ele ainda estava presente, mas não era mais letal aos embriões do sexo masculino.

Esse caso mostra como uma mutação que dá uma vantagem pode rapidamente se espalhar por toda uma população. Qualquer macho com a capacidade de sobreviver à infecção seria capaz de acasalar com um grande número de fêmeas, devido à escassez de outros machos, e espalhar sua imunidade através de seus genes. [Isso também mostra como uma mutação (que às vezes pode ser benéfica) que se espalha rapidamente por uma população, mesmo a de animais que podem ter várias gerações em pouco tempo, apenas lhes confere vantagens pela sobrevivência, como ocorre com as bactérias que adquirem resistência a antibióticos, por exemplo. Mas as borboletas e as bactérias continuam, depois de tantas gerações, sendo borboletas e bactérias. Diversificação de baixo nível.]

8. Evolução em laboratório. Conforme cresce uma enorme variedade de patógenos resistentes aos medicamentos, aprendemos que a evolução é mais fácil de ser observada em espécies que trocam rápido de geração. Desde 1988, no laboratório de Richard Lenski, a evolução de uma linhagem ancestral única para doze populações de E. coli foi estudada. Desde então, mais de 50 mil gerações de E. coli vieram e se foram, e as diferenças entre as populações, e entre cada população e a estirpe ancestral, foram documentadas.

Com amostras de cada população tiradas regularmente, as mudanças genéticas acumuladas puderam ser acompanhadas com facilidade. Ao longo do tempo, as bactérias se tornaram muito mais eficientes em crescer nas condições utilizadas no laboratório. O estudo forneceu evidências de como a evolução realmente ocorre [depende do que se entende por evolução]. Uma das populações desenvolveu a capacidade de utilizar o citrato como nutriente, algo de outra maneira desconhecido em populações E. coli em condições semelhantes. [Clique aqui para ler o que postei anteriormente sobre as experiências de Lenski.]

[Espero que você tenha notado que, dependendo do uso que se faz da palavra “evolução”, um criacionista pode até se considerar “evolucionista”. Sim, porque os melhores exemplos que os darwinistas têm de evolução se referem apenas à diversificação de baixo nível (“microevolução”). Como não existem exemplos de macroevolução nem evidências de que mutações genéticas teriam originado novos planos corporais e/ou órgãos funcionais, os defensores da macroevolução precisam interpretar os fósseis e elaborar suas “árvores da vida” evolutivas ficcionais. Num diálogo com darwinistas, a primeira coisa que se deve deixar clara é o conceito de evolução a que se está referindo. Caso contrário, ambos – criacionistas e evolucionistas – poderão estar falando da mesma coisa e concordando com ela (no caso, da microevolução) ou de algo totalmente diferente e não científico (no caso, a macroevolução). – MB]

(Hypescience)

Em tempo: Sou formado em Comunicação Social - Jornalismo (por isso, aprecio discutir o problema da origem da informação complexa) e tenho mestrado em Teologia (o que me fornece "ferramentas" e motivação para discutir os aspectos filosófico-teológicos das origens e a metafísica entranhada no evolucionismo moderno). Respeito profissionais como os biólogos, que certamente poderiam tecer comentários bem mais aprofundados com respeito à postagem acima e muitas outras. Mas discordo de alguns biólogos naturalistas que têm me criticado no Twitter, em fóruns e alhures, afirmando que não posso falar de biologia por não ser biólogo. Curiosamente, alguns desses biólogos mantêm blogs nos quais pregam o ateísmo e se aventuram em assuntos teológicos. A esses - para os quais defendo o direito de discutirem o que quiserem - quero lembrar de que estou em boa companhia: Darwin era teólogo, não biólogo.[MB]

Vai ou racha na Europa

Os governos na Europa não agiram enquanto havia tempo. Agora, as saídas se fecham para os 17 países que têm o euro como moeda. Sobram duas: (1) o fim da união monetária entre alguns países, com recessões brutais; (2) a Alemanha autorizar o BCE (Banco Central Europeu) a financiar indefinidamente os países quebrados. A primeira saída é total incógnita. Nunca aconteceu. Haveria corrida a bancos para saques em euros nos países suspeitos de sair. Pois suas novas moedas nasceriam muito desvalorizadas. Já há saques fortes de correntistas nos bancos da Grécia, que mais se debate na atual crise. Haveria também um empobrecimento imediato nos países que deixarem o euro. E sua exclusão imediata do mercado de crédito global.

Grécia, Irlanda e Portugal já foram socorridos. O mercado agora sufoca Itália e Espanha (e em menor grau a França) para rolar suas dívidas. Quanto mais tempo isso ocorrer, pior: maior será o aumento do endividamento, base da atual encrenca europeia.

Isso ocorre com os países em crise tendo ainda o euro como moeda. Se tiverem de se refinanciar em dracmas, libras, escudos, liras (moedas anteriores ao euro), a rolagem de débitos será impossível. Por muito tempo. Esses países não acabariam, por óbvio. Mas sofreriam um colapso brutal. Um evento como esse arrastaria bancos em todo o mundo. São eles os credores dos governos ameaçados de deixar o euro e de quebrar.

Se levarem um calote, emprestarão menos a empresas e consumidores. Agravando a crise global. Mesmo nos EUA, a exposição é enorme. Os bancos americanos têm quase US$ 700 bilhões a receber da Europa. Uma crise bancária dessa natureza congelaria boa parte do crédito global, levando o mundo a uma enorme recessão. O fim do euro (mesmo que restrito a alguns países) é uma saída tão caótica que é difícil especular sobre ela.

O menos caótico, mas politicamente impossível até agora, seria repassar a conta dos países mais endividados e menos dinâmicos aos mais ricos da zona do euro: Alemanha e, em menor grau, França. Para isso, o Banco Central Europeu teria de se transformar em algo semelhante ao Fed (o BC dos EUA). E a zona do euro precisaria de um “Departamento do Tesouro da Europa” (que hoje não existe). Assim, o BCE faria o que o BC dos EUA faz: ligaria a máquina de imprimir euros e financiaria indefinidamente os endividados. O Fed já injetou US$ 2 trilhões nisso desde 2008.

A conta futura na Europa seria então repartida entre os 17 países do euro. Alemanha e França seriam os grandes fiadores de um novo ciclo de endividamento. É isso o que está em jogo.

Estima-se em US$ 3 trilhões o custo para o BCE garantir a compra de títulos de países em dificuldade na Europa. Os alemães não querem, mas empurrar com a barriga é algo possível. O exemplo americano: mesmo com uma dívida pública que pode dobrar nos próximos dez anos, o dólar continua servindo de refúgio a investidores. Isso porque o Fed pode imprimir dólares para sempre, desde que o mercado os aceite. Logo, o refinanciamento de dívidas é sempre possível.

Na zona do euro, isso é impraticável hoje. Pois a Alemanha não quer que o BCE imprima euros indefinidamente para bancar os países quebrados. Nem que os alemães financiem um Tesouro conjunto europeu, que assumiria dívidas futuras de outros países.

O máximo permitido pela Alemanha até aqui foi deixar o BCE comprar parte dos papéis que alguns países em dificuldade não conseguem vender no mercado. Essas intervenções vêm aumentando rapidamente, mas não resolvem. Elas não são como ter um Fed que pode imprimir quantos dólares quiser. E um Tesouro único por trás para dizer que garante as dívidas. É por isso que o mercado cobra juros cada vez maiores de Espanha e Itália para refinanciar seus rombos: não há “bons” garantidores por trás da rolagem. Nem a disposição do BCE de financiá-los.

Agravante: há uma forte recessão se aproximando. Com vários países da Europa ameaçados. Até aqui, a aposta alemã foi a de que medidas de austeridade em vários países estancariam a crise. Sem que os alemães precisassem ser fiadores dos quebrados. Não funcionou.

O inacreditável fim euro pode levar a Alemanha a ceder finalmente. A endossar um BCE que financie sem limites a região. As alternativas parecem piores. Por incrível que pareça, é a Alemanha de novo.

(Fernando Canzian, Folha de S. Paulo)

Leia também: “Tormenta à vista”

Leia também: "Europa enfrenta pior crise desde 2ª Guerra, diz Merkel", "Crises dos EUA e Europa podem provocar desastre global" e "Crise norte-americana e esfacelamento da Europa"

Especial Novo Tempo: Crise europeia

terça-feira, novembro 22, 2011

A Grande Esperança alcança ex-pastor adventista

Os três amigos Edson, Wilson e Luiz

Wilson Fonseca terminou o curso de Teologia no ano de 1990 (no mesmo ano, o então Instituto Adventista de Ensino [hoje Unasp] publicou um livro dele, intitulado Daniel nos Escritos de Ellen G. White). Sua primeira igreja como pastor foi a do Parque Aliança, em Ribeirão Pires, SP. Lá ele conheceu o ancião (líder da igreja) Luiz Gonzaga de Oliveira, seu braço direito na época. Em 1992, Wilson foi transferido para São Vicente e, desde então, Luiz nunca mais o viu.

Edson Honorato serviu o Exército juntamente com Wilson. Ambos deram baixa do 2º Batalhão de Infantaria (2ª Companhia) em 1981. Em 1986, eles se reencontraram na Casa Publicadora Brasileira, onde Edson trabalhava. Na ocasião, Wilson estava cursando o primeiro ano de Teologia. Aquela foi a última vez que os dois ex-colegas de caserna se viram.

Sábado passado, dia 19, dois anciãos da Igreja Adventista de Nova Tatuí, Álvaro Cândido e João Carlos Pereira, estavam almoçando e planejavam visitar um irmão na fé. Foi quando ficaram sabendo da história de um ex-pastor adventista que havia se mudado para Tatuí fazia alguns meses. Conseguiram o endereço dele, mas não o encontraram em casa. No local, receberam a informação de que Wilson havia trabalhado numa fecularia próxima dali. Foram até lá, mas ninguém conhecia o homem. Quando voltavam para o carro, João Carlos reconheceu a dona do estabelecimento e resolveu perguntar pelo Wilson. Álvaro e João ficaram, então, sabendo que, na verdade, Wilson trabalhava com o irmão da dona da fecularia, proprietário de uma fábrica de carrocerias.

De posse do endereço da fábrica, os dois anciãos foram até lá e encontraram Wilson embaixo de um caminhão, fazendo reparos na carroceria. João o cumprimentou, deu-lhe um exemplar do livro A Grande Esperança, de Ellen G. White, e o convidou para assistir à primeira noite de pregações da semana evangelística dirigida pelo pastor Luís Gonçalves, via satélite, diretamente de Belo Horizonte, MG. Poucas horas depois, pontualmente às 19h30, lá estava Wilson (que não perdeu uma noite até agora).

Mas tem mais (e os detalhes revelam Deus agindo nos bastidores para salvar esse filho querido): anteontem pela manhã, o Álvaro comentou os detalhes dessa história comigo e sugeri que ele fizesse uma busca no cadastro de assinantes da Casa Publicadora Brasileira, para obter mais detalhes. Quando ele comentou isso lá no SAC, a atendente Rosana se manifestou: “Wilson Fonseca foi meu pastor e eu morei com a filha dele, a Rúbia Shalheb Fonseca, no internato adventista!” Logo em seguida, Rosana avisou o pai, guarda interno da CPB, que se chama Luiz Gonzaga de Oliveira. O primeiro reencontro estava sendo preparado.

Quando Edson Honorato ficou sabendo pela esposa que um ex-pastor chamado Wilson estava assistindo à série A Grande Esperança na Igreja de Nova Tatuí, pensou: “Será o Fonseca, meu colega de batalhão?” E o segundo reencontro também estava prestes a ocorrer.

Hoje à noite, poucas horas atrás, pudemos assistir a três reencontros carregados de emoção e lágrimas: do Wilson com Jesus e dele com os dois amigos a quem não via fazia muitos anos. Depois de 17 anos afastado da igreja, Wilson atendeu ao apelo do pastor Luís Gonçalves e pediu para ser batizado. Foi um culto realmente emocionante.

No fim da reunião, à porta da igreja, Wilson me disse: “Não tenho explicação para tudo o que está acontecendo nesta semana. Quero voltar e ser batizado.”

Amém!

Michelson Borges

Detalhe: Enquanto escrevia este texto, a Helen Cândido, esposa do Álvaro e coordenadora do Portal Educacional Adventista, me disse que havia conversado "casualmente" na tarde de hoje com Rúbia Salheb Fonseca. Rúbia é orientadora educacional do Colégio Adventista de Gopoúva. Em 2004, Rúbia publicou um livro pela editora Ados, intitulado Seu Sonho Não Acabou. No capítulo 5, ela fala um pouco sobre os problemas conjugais que levaram à separação de seus pais e ao abandono do ministério e da igreja por parte de seu pai. Nas páginas 67 e 68, ela escreveu: “Aprendi que Cristo é o Médico dos médicos, o Mestre dos mestres. [...] Você passa por algum momento difícil? Tenha fé, olhe para Cristo e acredite que o seu grandioso e amoroso Pai é poderoso para livrá-lo, consertar, curar e purificar! E tudo não exclui nada! [...] Aprendi que Deus é especialista em fazer milagres, resolver problemas e transformar.” Rúbia, ao que tudo indica, suas palavras estão se cumprindo na vida de seu pai. Realmente, seu sonho não acabou, pois Deus nunca deixa de sonhar conosco. Esse poderá ser o quarto reencontro promovido por Deus na vida desse filho resgatado.

O Edson (à direita) levou esta foto hoje à igreja para mostrar para o Wilson (ao centro); a foto foi feita em julho de 1980