segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Deus a conduziu nos estudos (e ela nem sabia)

Em 2008, me formei com a certeza de que queria cursar medicina. Fiquei três anos no cursinho lutando por isso. Queria medicina para ser neurocirurgiã. No meu segundo ano de cursinho, comecei a ler várias coisas sobre neurociência e me apaixonei; queria ser neurocientista, mas o único caminho consistia em cursar medicina e, depois, fazer uma pós (no Brasil, não existia esse curso). Continuei lutando e orando para que Deus me ajudasse a passar onde fosse melhor para mim. Na última Fuvest (2012), não passei por um ponto para a segunda fase. Fiquei muito triste e decepcionada. Não passei na Unicamp também. Orei desesperada, pois não aguentaria fazer mais um ano de cursinho.

No dia em que saiu a nota do Enem, vi que minha nota não dava para medicina e minha confiança na Unifesp foi embora. Depois pensei que já que teria que fazer cursinho de novo, pelo menos queria passar em alguma coisa. Minha segunda opção sempre foi engenharia (engenharia de minas na Ufop: 36 [25 vagas]; engenharia biomédica, Uberlândia: 16 [15 vagas]). Na verdade, eu não queria fazer engenharia, pois não sabia qual escolher e teria que abrir mão da neurociência; ao mesmo tempo, me questionava se medicina valia tudo o que eu havia sacrificado e o que mais eu teria que sacrificar.

Então, na última hora, mudei minha primeira opção para ciência e tecnologia, na UFABC, o que eu pensava ser apenas para engenharia. Meu pai me deu essa ideia. Sexta-feira recebi a mensagem do Inep de que eu havia passado; fiquei em estado de choque; era melhor fazer um ano de engenharia do que mais um ano de cursinho. Então, minha prima que estuda lá ficou superanimada e foi me mostrar o site da faculdade. Olhamos e descobrimos que neste ano abrirá o curso de neurociência!

Não acreditei, fiquei surperfeliz! Entendi o porquê de ficar três anos no cursinho: Deus me levou para o que eu queria sem eu saber. Ele me disse vários “nãos” porque Ele tinha algo muito melhor para mim. Agradeço a todos que oraram por mim. Alguns vão dizer que é apenas coincidência, mas prefiro acreditar em um Deus que Se preocupa conosco; Aquele que é nosso Rei, Criador, Salvador, Pai e Amigo. Por isso adoro e louvo o Altíssimo do universo, porque Ele sempre esteve comigo e sempre estará. Ele me ama e eu O amo.

(Marianna Cecyn é membro da Igreja Adventista de Riacho Grande, em São Paulo)