sexta-feira, setembro 07, 2012

Beijo gay em horário eleitoral vira polêmica em Joinville

Um beijo gay entre dois homens em pleno horário eleitoral gratuito causou polêmica nas eleições municipais de Joinville, maior cidade de Santa Catarina. O que era apenas para estimular o debate [!] ganhou uma proporção maior do que a esperada pelo candidato à prefeitura pelo Psol, Leonel Camasão, e bagunçou o vespeiro de setores conservadores do município. A cena em questão não é inédita - a peça já fora utilizada na campanha presidencial do psolista Plínio Arruda Sampaio em 2010 -, porém, o posicionamento do editor do Jornal da Cidade, João Franciso da Silva, que chamou a cena de “nojenta” e “asquerosa” em coluna publicada no dia 31 de agosto, colocou a questão homoafetiva no centro do debate eleitoral. “Nojento aquele beijo gay exibido no programa eleitoral do Leonel Camasão, do Psol. Tão asqueroso quanto alguém defecar em público ou assoar o nariz à mesa. Gostaria de saber qual a necessidade de exibir suas preferências sexuais em público? Para mim isso é tara, psicopatia. No mínimo falta de decoro. E a ‘figura’ quer ser prefeito e se diz jornalista”, escreveu o editor.

O Psol entrou com uma representação contra Silva e o periódico na promotoria de Direitos Humanos e Cidadania do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). “A atitude deste jornal é uma afronta aos direitos humanos e ao código de ética dos jornalistas. Vamos tomar todas as medidas legais para coibir esse tipo de prática”, afirmou Camasão no site oficial de sua campanha. “Não é mais aceitável que em pleno século 21, tenhamos que assistir e ler este tipo de barbaridade.”

O deputado federal Jean Willys (Psol-RJ), importante representante dos interesses e dos direitos da comunidade homoafetiva no Congresso Federal, enviou uma carta de apoio ao seu colega de partido. “Algumas pessoas podem ver isso como uma provocação - necessária - mas eu vejo, principalmente, como um ato pedagógico”, escreveu o parlamentar. [...]

(Yahoo Notícias)

Nota: Que cada um (ou cada classe) lute por seus direitos de modo lícito, isso é correto. Mas se valer de provocação para, depois, querer cercear a liberdade de expressão, aí já é demais! Se o editor reagisse a um beijo heterossexual libidinoso, certamente não seria tão criticado. No mínimo, nestes tempos de libertinagem, seria considerado “conservador” demais. Mas, como o “casal” em questão é gay, mesmo que o beijo seja considerado indecente (especialmente para o horário em que foi exibido), fica proibido manifestar opinião contrária. Isso também não é uma “afronta aos direitos humanos”? Como fica o direito humano à liberdade de expressão? Como ficam os direitos de milhões de telespectadores que não querem ver esse tipo de cena exibida em seus lares? Não são necessariamente pessoas “homofóbicas”, apenas não concordam com o estilo de vida homossexual, embora até defendam os direitos dos que querem viver como bem entendem. “Não é mais aceitável que em pleno século 21 tenhamos que assistir e ler este tipo de barbaridade”, diz Camasão. Também não é aceitável que um político se valha de polêmica para chamar atenção para sua campanha, praticamente criando uma armadilha para aqueles que creem que é seu direito manifestar opinião contrária ao que quer que seja. O deputado Jean Willys diz que a cena lasciva do beijo homossexual é um “ato pedagógico”. Para mim, é um ato gratuitamente polemista e desrespeitoso. Só isso. Sem acusação de homofobia, por favor.[MB]