quarta-feira, outubro 31, 2012

Zombando de algo sério

O dilúvio e a volta de Jesus são eventos estreitamente ligados. Jesus comparou os dias que antecedem Seu retorno aos dias anteriores ao dilúvio (Mt 24:36-39), quando as pessoas estarão mais preocupadas com seus afazeres seculares, como casamento, bebidas, comidas, diversões, do que com o preparo espiritual para se encontrar com Deus. Outra característica dos dias finais é a zombaria que muitos fazem de assuntos sérios. Curiosamente, duas produções (um seriado e um evento de rock) estão zombando exatamente do fim do mundo e do dilúvio: trata-se de “Como Aproveitar o Fim do Mundo” (da Globo) e da “Arca da Salvação” (do Rock in Rio).

Segundo o Jornal da Tarde, a série da TV Globo tem como mote o fim do mundo supostamente anunciado pelos maias e a ideia de que as pessoas devem “aproveitar a vida o máximo possível, até o Juízo Final no dia 21 de dezembro de 2012”. Os atores em destaque são Alinne Moraes (que se considera seu próprio deus) e Danton Mello, e a produção estreia amanhã.

O seriado foi planejado para terminar à meia-noite do dia 20 de dezembro, véspera do “fim do mundo”. “Esse assunto é muito recorrente na história da humanidade. É muito falado na internet. As pessoas realmente acreditam que pode acontecer”, explica José Alvarenga Jr., diretor do programa. Segundo o Jornal da Tarde, o texto é de Alexandre Machado e Fernanda Young, e “o seriado mostra Kátia tentando realizar sua lista de pendências e seu mais novo amor, Ernani, entrando na onda de aproveitar os pequenos prazeres da vida”.

Mais: “‘Como Aproveitar o Fim do Mundo’ terá um ‘braço’ nas redes sociais, estimulando o público a tentar coisas inusitadas.” Portanto, além de brincar com o tema do fim, a Globo vai estimular as pessoas a pensar da mesma forma, como se isso não passasse de brincadeira.


Tanto a Globo quanto a organização do Rock in Rio estão, a sua maneira, cumprindo a predição de 2 Pedro 3:3 e 4: “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.”[MB]  

Anticoncepcionais e abortos gratuitos para adolescentes

As mulheres francesas terão agora maior acesso a abortos e métodos contraceptivos. A Assembleia Nacional francesa aprovou [na] sexta-feira (26) o reembolso integral das despesas com o aborto voluntário pelo sistema público de saúde. Também foi aprovada a distribuição gratuita de anticoncepcionais para jovens de 15 a 18 anos. Até agora, o sistema de saúde francês pagava o aborto integral apenas para menores e pobres, enquanto as outras mulheres podiam ser reembolsadas com até 80% do custo do procedimento, que pode custar mais de US$ 580 (mais de R$ 1.500). Já a contracepção era parcialmente reembolsada. Com a mudança para o reembolso total, a França espera reduzir o número de gravidezes indesejadas e abortos feitos de modo inseguro. Em 2010, cerca de 225 mil abortos foram realizados no país. O aborto foi descriminalizado na França em 1975.


Nota: É o atestado de que a civilidade foi para o lixo. Em lugar de promover o sexo responsável e o planejamento familiar, é melhor presentear com anticoncepcionais adolescentes irresponsáveis, hedonistas e mal orientados, dando-lhes o claro recado de que podem viver como bem entendem e de que o governo não está nem aí para as consequências do sexo inseguro. Mas, se o anticoncepcional falhar, não tem problema: o governo está novamente aí para ajudar. E a solução é simples: matar os bebês que resultarem do desregramento e da licenciosidade. Quem vai querer crianças estragando o prazer dos jovens, não é mesmo? Fora com elas! Infelizmente, este é o mundo em que vivemos (graças a Deus, por pouco tempo).[MB]

Blasfêmia e banalização

O bar Chapel, em Auckland (Nova Zelândia), resolveu provocar na comemoração dos seus sete anos de vida noturna. A propaganda, assinada pela agência Ogilvy New Zealand, mostra o que seriam “Jesus” e “Maria” na cama, depois de uma suposta noite de prazer. Esta não é a primeira vez que o Chapel usa imagens sagradas. Em outra campanha polêmica, o restaurante pintou em copos as imagens de Jesus e Maria com pizzas como se fossem halos sobre a cabeça e já imprimiu o cardápio como se fosse uma escritura sagrada. E tem dado certo. O Chapel vem arregimentando muitos clientes e gozando de fama em Auckland.


Nota: Quando o nome de Deus não é blasfemado, é banalizado, como neste (mau) exemplo de Baby do Brasil, que afirma ser “evangélica” (clique aqui para assistir).[MB]

Bruxas ou Bíblia?

Doces ou travessuras? É a pergunta tradicional feita há muitos anos por crianças em várias partes do mundo, inclusive em alguns lugares do Brasil, no tal Halloween ou Dia das Bruxas, que é lembrado no 31 de outubro. Não se sabe bem a origem da data, mas tem a ver com cultos pagãos da antiga Europa e com tradições que conduzem ao Dia dos Mortos. Pessoas, sobretudo os pequenos, saem de casa fantasiadas de bruxas ou bruxos, ou mesmo de monstros, em uma estranha honra ou reconhecimento a algo que talvez nem entendam exatamente do que se trata. 

Enquanto isso, do outro lado da rua, em uma igreja cristã, a amnésia histórica tomou conta dos cristãos que, um dia, de alguma forma, estiveram ligados a um episódio emblemático ocorrido também num 31 de outubro (de 1517), no distante castelo de Wittenberg, na Alemanha. Ali, um monge questionador e sincero temente a Deus, chamado Martinho Lutero, afixou na porta do castelo o que se convencionou chamar de as 95 teses sobre justificação pela fé. Talvez não saibamos de memória o conteúdo do que Lutero escreveu, mas sabemos que ele questionava atitudes, conceitos e ensinamentos contrários à Bíblia. E mais ainda: ele exaltava a Bíblia como regra de fé para os que se dizem seguidores de Cristo. 

Mas a pergunta hoje é outra. Aliás, há outras indagações. O que está sendo mais bem promovido: o Halloween ou a Reforma Protestante? O que é mais lembrado pela sociedade, especialmente a que se autodeclara cristã e conhecedora da Bíblia Sagrada? 

O tempo vai passando, mas o Halloween é visto na TV, nas lojas de brinquedos, nos adereços dos supermercados, dos shoppings, nas escolas e ouso até acreditar que em algumas igrejas. A atmosfera do Dia das Bruxas é sentida em vários ambientes e trata de impregnar a todos quantos for possível. Virou moda. É produto tipo exportação para crianças e adolescentes que sabem o que devem fazer nesse dia se quiserem estar em harmonia com a data, mas não sabem, talvez, quem foi Lutero, desconhecem o que diz na Bíblia e são hesitantes ao falar do próprio Jesus Cristo. 

Não adianta culpar a Europa antiga e nem a atual por seu desprezo à origem protestante. A responsabilidade é minha e é sua também, que está lendo esse texto. O cristianismo bíblico precisa estar na mente da sociedade, especialmente de crianças, adolescentes e jovens. A Bíblia, contudo, será lembrada com amor, carinho e interesse se for realidade para esse grupo. Eles precisam ver exemplos de adultos, pais, professores, líderes, que realmente consideram o livro sagrado do cristianismo como algo sagrado mesmo. Sagrado, não porque seja intocável, mas porque é a Palavra de Deus válida para hoje e para sempre. Palavra que levou um homem solitário como Lutero a escrever cartas ao líder máximo de sua igreja, à época, pedindo que se observassem os ensinos ali contidos. Que o levou a defender a fé inabalável em Jesus Cristo como suficiente para salvação sem necessidade de indulgências, obras de sacrifício físico, misticismos inventados por inescrupulosos aproveitadores do fervor sincero. 

E então? A maior propaganda da Bíblia parece ser uma vida em harmonia com ela. Halloween é forte, principalmente porque o espírito de reformadores, como Lutero, hoje é fraco. Na falta de seguidores fieis e equilibrados da Bíblia, o povo prefere bruxas, doces e travessuras no 31 de outubro. 

(Felipe Lemos é jornalista e assessor de imprensa da Igreja Adventista na América do Sul)

terça-feira, outubro 30, 2012

A noção de acaso é muito complexa

“Passo por cima das inúmeras páginas bastante confusas nas quais Dennett se exprime com deleite, porque essa é a sua especialidade, a filosofia, e vê-se claramente que assim é! Há apenas um aspecto, contudo essencial, que não parece ter sido suficientemente estudado: a noção de acaso. E aqui que se deve apelar aos físicos... E se o acaso não existisse sob a forma ingênua que lhe dão os darwinistas? O físico não observa o acaso puro, apenas tem perante si leis matemáticas muito precisas. Renunciemos, pois, de uma vez por todas à ideia democriteana dos átomos que caem no vazio, chocando-se uns com os outros ao acaso; justamente, não é ao acaso que eles chocam... Pensa o leitor que é ao acaso que o oxigênio se liga ao hidrogênio, formando a água? Não há nada tão preciso nem tão estritamente delimitado como as ligações químicas. E, mesmo quando se trata dos átomos que se procura fazer chocar nos grandes colisores, pensa o leitor que os produtos da colisão equivalem, indiferentemente, seja ao que for? Desde a união dos dois primeiros átomos que apareceram as leis, e sem essas leis não haveria ciência, nem física, nem o universo (pode se reconhecer aqui a posição ‘platônica’, cara a grandes espíritos, como Penrose)... Mas os darwinistas serão os últimos a renunciar ao acaso democriteano ao qual o gradualismo se assemelha furiosamente... O acaso? Não é de modo nenhum simples!”

(Rémy Chauvin, O Darwinismo ou o Fim de um Mito, Instituto Piaget, Lisboa, 1997, p. 34; via Humor Darwinista)

segunda-feira, outubro 29, 2012

Áreas dos EUA podem passar dias sem energia elétrica

O presidente Barack Obama, que concorre à reeleição no próximo dia 6, foi à TV afirmar que a passagem do furacão Sandy pelos EUA, prevista para a noite desta segunda-feira, será “difícil” e que a sua previsão é a de que a situação só volte ao normal dentro de “vários dias”. Neste período, disse, várias áreas do país deverão ficar sem energia elétrica. Obama fez um apelo para que os cidadãos americanos obedeçam às orientações das autoridades e deixem suas casas, caso necessário. Ele disse que conversou com os governadores dos Estados atingidos e que os preparativos são “adequados”. “Se mandarem você sair de casa saia”, disse aos espectadores. “Não adie.” “Pode haver efeitos mortais para quem não agir rapidamente.” O democrata destacou que aqueles que se recusam a sair colocam as equipes de resgate em risco. Ele alertou que deverá levar “vários dias” para a água baixar. “Mesmo sem chuva, deve demorar.”

Questionado sobre o impacto do fenômeno na eleição, que acontece terça-feira que vem (6), ele afirmou que “não está preocupado”. “Estou preocupado com o impacto sobre famílias, bombeiros, economia, transporte... a eleição cuidará de si.”

Os preparativos atingem, ao todos, nove Estados americanos, incluindo Nova York, Maryland, Pensilvânia, Virgínia, Connecticut, Nova Jersey, Massachussets, Delaware e Rhode Island, além do Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington.

Mais cedo, conforme reportagem do New York Times, o governador de Nova Jersey, Chris Christie, havia dito que a decisão de desobedecer ordens de deixar um imóvel é “tanto idiota quanto egoísta”. “Eles estão agora em risco, e não sei se conseguimos removê-las mais.”

Em Nova York, o governador Andrew Cuomo disse esperar que grandes inundações aconteçam ainda na noite desta segunda-feira. Na cidade de Nova York, todo o sistema de transporte público - que serve mais de 10 milhões de pessoas todo dia - está fechado desde a noite de domingo (28). Dois túneis que ligam o bairro do Brooklyn ao sul da ilha de Manhattan também foram fechados. Segundo o governador, as pontes que fazem a mesma conexão permanecem abertas, mas podem também ser bloqueadas caso os ventos aumentem muito.

Moradores foram às compras em busca de alimentos e suprimentos para estocar. O medo de que falte energia levou o governo a deslocar cerca de 1.100 soldados da Guarda Nacional para lá. A Bolsa de Nova York está excepcionalmente fechada pela primeira vez desde os atentados de 11 de setembro de 2001. Ela deve permanecer fechada na terça-feira, segundo a operadora NYSE Euronext, que promete manter as operações eletrônicas.


Cerca de 375 mil pessoas foram tiradas de áreas costeiras, principalmente em Coney Island, Red Hook, Rockaway Beach e Staten Island, e levadas a mais de 70 abrigos que foram improvisados em escolas públicas. Os shows musicais da Broadway foram cancelados no domingo e nesta segunda-feira. Parques e praias estão fechados para o público.

Meteorologistas afirmam que o Sandy pode ser o mais forte furacão a alcançar o solo americano na história. Na tarde desta segunda-feira, ele era considerado categoria 1 na escala Saffir-Simpson, pelo Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) e tinha ventos a 150 km/h. A previsão era a de que o fenômeno tocaria o solo no sul do litoral de Nova Jersey ainda nesta tarde ou nesta noite.

Antes de chegar aos EUA, ele passou pelo Caribe, onde provocou 66 mortes no Haiti, Cuba, República Dominicana, Jamaica e Bahamas.

Chamado de “Superstorm”, “Monsterstorm” ou “Frankenstorm”, em referência ao Halloween na quarta-feira (31), Sandy deve ganhar força ao se encontrar com uma frente fria vinda do Canadá, de acordo com as previsões do serviço de meteorologia.


Atividade física previne encolhimento do cérebro

A atividade física regular na terceira idade pode ajudar a evitar o encolhimento do cérebro e outros sinais associados à demência, revela um novo estudo. A pesquisa foi feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e analisou dados de 638 pessoas com 70 anos que foram submetidas a exames cerebrais. Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram menor retração do cérebro do que os que não se exercitavam. Por outro lado, os que realizavam atividades de estimulação mental e intelectual, como fazer palavras cruzadas, ler um livro ou socializar com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro, constatou o estudo, publicado na revista Neurology. [Leia mais

Crianças de 11 anos estão viciadas em pornografia na web

Um estudo publicado pela universidade de Plymouth no Reino Unido alertou que crianças estão se viciando em pornografia na internet. A situação se torna preocupante fazendo com que despertem sua sexualidade de forma muito antecipada, o que acarretará problemas na vida adulta. O estudo relatou que o acesso à pornografia na web por crianças com idade a partir de 11 anos de idade se tornou prática comum, dando-lhes expectativas irreais sobre o sexo e tornando-as insensíveis a imagens sexuais. A Associação Nacional dos Diretores solicita a adição de aulas para orientação sexual no ensino fundamental. Para eles, as crianças estão crescendo em um “mundo sexualizado” e necessitam de orientação para lidar com questões como a da pornografia. Ainda segundo a associação, os professores precisam responder ao fato de que as crianças têm recebido informações sobre sexo da internet e a educação sexual contemporânea está irremediavelmente desatualizada para lidar com mundo “sexualmente aberto” ao qual as crianças são expostas hoje.

Entretanto, a União Nacional de Professores do Reino Unido discorda. Os professores acreditam que o nível fundamental não tem maturidade suficiente para temas como pornografia. Abordar tal tema nas aulas seria um passo muito longo, as escolas devem falar sobre o assunto caso haja solicitação dos estudantes. Segundo os professores, os adolescentes são bombardeados com pornografia desde cedo e eles sabem lidar com assunto.

Em entrevista para a Radio 1 da BBC, o conselheiro político Sion Humphreys posicionou-se a favor da inclusão da orientação sexual no ensino fundamental. Para ele, os professores precisam “ter aulas” sobre o impacto da pornografia nas crianças. O acesso fácil a conteúdo pornográfico oferecido pela internet é a base da defesa de que alunos a partir dos 10 anos de idade precisam ser educados a respeito da pornografia. De acordo com Humphreys, a orientação sexual deveria começar a partir dos 10 anos, mas de forma leve, para “estabelecer as bases”.

Já Siobhan Freegard, fundadora do site de orientação a mães Netmums, acredita que a solução ideal seria os pais trabalharem junto com as escolas na questão da pornografia. Ela disse que o assunto é um “campo minado”, muitos não sabem o que fazer ou o que dizer a uma criança; uma mãe solteira saberia como tratar o assunto com a filha, já o pai solteiro não. [...]


Nota: Mais do que nunca, os pais precisam estar cientes dos conteúdos que os filhos acessam na internet. Leia este texto (aqui), assista a este vídeo (aqui) e tome providências a respeito.[MB]

Leia mais: Para ler mais sobre o mal da pornografia, digite no buscador acima à direita a palavra "pornografia" e confira a lista de postagens.


Ele me criou



Video streaming by Ustream

sexta-feira, outubro 26, 2012

Protestantes já não são maioria nos Estados Unidos

Pela primeira vez em sua história, os Estados Unidos não têm maioria protestante, de acordo com um novo estudo. Uma razão: o número de americanos sem afiliação religiosa está em ascensão. A porcentagem de adultos protestantes em os EUA atingiu uma baixa de 48 por cento. É a primeira vez que o Pew Forum on Religion & Public Life reportou com certeza que o número caiu para menos de 50 por cento. A queda tem sido antecipada e vem em um momento em que não há protestantes no Supremo Tribunal dos EUA e os republicanos têm sua primeira chapa presidencial sem candidatos protestantes. Entre as razões para a mudança estão o crescimento dos cristãos sem denominação, que já não podem ser categorizados como protestantes, e um aumento no número de adultos americanos que dizem não ter religião. O estudo da Pew, divulgado terça-feira, revelou que cerca de 20 por cento dos americanos dizem não ter filiação religiosa, um aumento de 15 por cento nos últimos cinco anos.

O crescimento daqueles que não têm nenhuma religião tem sido uma das principais preocupações de líderes religiosos americanos que temem que os Estados Unidos, um país altamente religioso, venham seguir o caminho da Europa Ocidental, onde a frequência à igreja despencou. O papa Bento XVI dedicou seu pontificado, em parte, ao combate ao secularismo no Ocidente. Nesta semana, em Roma, fez a convocação de um sínodo de três semanas, com bispos de todo o mundo, com o objetivo de trazer de volta os católicos que abandonaram a Igreja.

A tendência também tem implicações políticas. Os eleitores americanos que se descrevem como não tendo religião votam esmagadoramente nos democratas. Pew descobriu que americanos sem religião apoiam os direitos de aborto e casamento gay em uma taxa muito mais elevada do que o público dos EUA em geral. [...]

Mais crescimento de pessoas “sem religião” é esperado. Um terço dos adultos com menos de 30 anos de idade não têm afiliação religiosa, em comparação com nove por cento de pessoas com 65 anos ou mais.


Nota: Para que a nação-cordeiro se torne dragão, conforme ensina Apocalipse 13:11, 12, o protestantismo precisa ser corrompido. Ellen White já dizia isso no século 19. Porém, algo mais incrível ainda ocorreu: ele está sendo aniquilado.

Michael Behe e o design inteligente


Leia: "Cientista que aceitou desafio de Darwin virá ao Brasil" e "Resenha do novo livro de Michael Behe"

Apagão atinge Estados do Norte e do Nordeste

Um apagão, ainda de causas desconhecidas, atingiu as regiões Norte e Nordeste do Brasil na madrugada desta sexta-feira. Grandes cidades como Juazeiro do Norte (CE), Olinda (PE) e Vitória da Conquista (BA), além das capitais Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB), Natal (RN), Fortaleza (CE), Teresina (PI) e São Luís (MA) estavam sem luz às 4h (de Brasília). Regiões dos Estados do Pará e do Tocantins, incluindo as respectivas capitais, Belém e Palmas, também foram atingidas, mas a força já está em processo de restabelecimento nesses locais. Informações não confirmadas de usuários de redes sociais apontam ainda problemas de falta de energia elétrica em Estados de outras regiões brasileiras, como Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), o problema foi registrado inicialmente à 0h14 (horário de Brasília), embora alguns lugares do Nordeste tenham apesentado falhas de luz já cerca de uma hora antes. Companhias elétricas nordestinas acreditam que o problema foi causado por uma pane no sistema interligado nacional.

A assessoria de imprensa do ONS informou que, à 1h20 desta madrugada, algumas linhas já haviam sido recompostas e que a energia elétrica já havia voltado em várias localidades. Não há prazo estipulado, porém, para a volta total da energia.

Entre a noite do último dia 22 e a madrugada de 23 de setembro, uma falha em um transformador também deixou seis Estados nordestinos sem luz.


Nota: Esse apagão de grandes proporções é o segundo em pouco mais de um mês. Segundo o Operador Nacional do Sistema, não se sabe ainda o que provocou o desligamento das linhas de transmissão do sistema interligado que atende as localidades afetadas. Segundo matéria publicada no site de Veja, em 3 de outubro, outro blecaute afetou cidades das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Por ao menos meia hora, a pane atingiu regiões do Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Acre e Rondônia, além de cidades no Centro-Oeste. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, o problema foi causado por um incêndio em um transformador da subestação de Furnas, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A pane no equipamento causou diminuição da carga de Itaipu, o que levou à perda de 3.500 megawatts dos 60.000 produzidos pela usina. Note o que o incêndio em apenas um transformador foi capaz de fazer. Imagine a explosão em série de muitos transformadores, o que poderia ser causado por uma forte tempestade solar (confira aqui).

Saúde e religiosidade prática

quinta-feira, outubro 25, 2012

Pescador do RS encontra fóssil de preguiça gigante

Um fóssil do fêmur de uma preguiça gigante que viveu há cerca de 10 mil anos [segundo a cronologia evolucionista] foi encontrado por um pescador no fundo da Lagoa Mirim, em Santa Vitória do Palmar, na Região Sul do Rio Grande do Sul. A peça arqueológica foi autenticada por especialistas e agora faz parte do acervo do museu da cidade. De acordo com o diretor do Museu Municipal Coronel Tancredo Fernandes de Mello, o pesquisador Jamil Corrêa Pereira, a preguiça gigante viveu na região durante o período Pleistoceno. Pelas características do fóssil, era de um animal com cerca de seis metros de altura e que pesava cinco toneladas. “Temos mais material dessa espécie, como um crânio encontrado em outro local. O nome científico é Megatherium americanum. Esse animal era bastante encontrado no Rio Grande do Sul, no Uruguai e na Argentina”, diz o pesquisador.

O fêmur da preguiça gigante veio preso à rede do pescador Oldemar Borges, de 52 anos. O homem, que vive da pesca há 27 anos, disse que o objeto foi achado em um local conhecido como Pontal das Areias, no último sábado (13).

Conhecido na região como Nenê, o pescador conta que, no mesmo local, há cerca de dois anos, um companheiro encontrou outro fóssil, a parte da mandíbula de um mastodonte, que hoje também está exposta no museu. O elefante pré-histórico estava sem os dentes e, por isso, não foi possível fazer uma análise da sua idade, segundo Jamil.

Santa Vitória do Palmar é considerada um dos maiores sítios paleontológicos do Estado. Diversos fósseis já foram encontrados no município. Por isso mesmo, o museu faz um trabalho de conscientização, principalmente com os pescadores da região, para que avisem se encontrarem algum objeto parecido com um fóssil.

“Já vi muito companheiro achar ossos estranhos e jogar de volta na água. A gente não sabia o que era. Agora vamos prestar mais atenção”, diz Nenê.

O fêmur da preguiça gigante será catalogado e, posteriormente, estudado. Uma equipe deve ir de barco até o local onde o material foi pescado para fazer novas buscas por fósseis, principalmente durante o verão, quando o nível da Lagoa Mirim baixa e facilita o trabalho dos pesquisadores.


Nota: A abundância de animais de grande porte soterrados instantaneamente sob lama e água, em quase todas as partes do mundo, está perfeitamente de acordo com o que prevê o modelo criacionista/diluvianista.[MB]

Leia também: "Fóssil de ostra pode abrigar pérola gigante", "Crocodilo gigante viveu na África", "Pelagornis: o pássaro gigante com a maior envergadura" e "Fóssil de formiga gigante é encontrado nos EUA"

Enquanto uns vendem, outros preservam

A estudante brasileira Catarina Migliorini, de 20 anos, vendeu a virgindade por 780 mil dólares (R$ 1,5 milhão) em um leilão na internet a um japonês, anunciou nesta quinta-feira o promotor da controversa operação. Catarina Migliorini, que afirmou à imprensa que desejava financiar os estudos de medicina na Argentina, despertou o interesse de 15 pessoas, da Índia, Estados Unidos, Brasil e Japão. Um jovem russo de 21 anos, Alexander, também oferecia a virgindade: uma brasileira venceu a disputa por apenas 3.000 dólares. “Os leilões de virgens na Austrália estão encerrados desde quarta-feira”, anunciou nesta quinta-feira o site [...], que publica fotos de “Catarina” e “Alexander” com a menção “vendidos”.

Segundo a imprensa australiana, Catarina Migliorini será “entregue” ao comprador a bordo de um avião com destino a Austrália. O casal deve “consumar” o ato nas próximas semanas em um local mantido em segredo.

“Catarina está extremamente feliz. Conversou com seus parentes no Brasil e estavam muito felizes por ela”, afirmou o australiano Jason Sisely, que organizou o leilão para um documentário. “Vejo isso como uma empresa”, justificou a jovem à imprensa britânica. “Isso permite viajar, rodar um filme e ganhar dinheiro”, disse. “Se você faz isso apenas uma vez na vida, você não é uma prostituta. Não é porque você faz uma foto extraordinária que vira um fotógrafo”, completou.

O contrato entre Catarina e o comprador de sua virgindade, identificado como “Natsu”, estipula que este último deverá utilizar um preservativo e fazer exames médicos para saber se tem alguma doença sexualmente transmissível, recordou Jason Sisely.


Nota: Chega a dar nojo ver no que o ser humano está se tornando: mercadoria à venda – pior, vendendo a dignidade. Graças a Deus, nem tudo está perdido nesse aspecto, porque, enquanto umas e outros andam vendendo a virgindade por aí, grupos de jovens têm tomado a decisão de não perder a virgindade, mas entregá-la num ato de amor consciente e de consideração pela pessoa com quem vão passar o resto da vida numa relação de compromisso sagrado. A notícia a seguir foi veiculada no Jornal Hoje: “Giovanna Bonilha tem 21 anos e cursa o terceiro ano de Publicidade na Universidade Adventista de São Paulo. Lá o sistema é de internato e a jovem mora com mais três amigas, todas virgens. Segundo ela, a vontade de esperar pelo casamento para ter relações sexuais é uma questão de ‘princípio e religião’. Sempre que as garotas se reúnem para conversar, o assunto surge e acaba virando motivo de risada, pois todas têm seus desejos e impressões sobre como será a relação, mas nenhuma delas tem experiência.” (Clique aqui para assistir à reportagem.)

Julgamos as pessoas de acordo com a roupa?

Pode parecer absurdo – e preconceituoso – julgar a capacidade mental e a personalidade das pessoas pela quantidade de roupa que elas estão usando. Mas um artigo de pesquisadores das universidades de Maryland, Yale e Northeastern (EUA), publicado no jornal Personality and Social Psychology, revelou que é exatamente isso o que fazemos. E tem mais: seis estudos mostraram que a ideia que fazemos em relação à mentalidade e atitude de alguém pode mudar significativamente se essa pessoa tira uma blusa ou faz qualquer outra coisa que a faça revelar mais o seu corpo. Assim, instantaneamente. A descoberta expande a ideia difundida há muito tempo de que, quando um homem vê uma mulher usando pouca roupa, ele se concentra mais em seu corpo e menos em sua inteligência, o que faz com que ele a veja como um objeto sem mente ou moralidade. Pesquisas anteriores sugerem que isso acontece quando se olha para alguém em um contexto sexual, como na pornografia.

Mas o novo estudo mostra que, além de esse efeito ocorrer com ambos os sexos, as pessoas com pouca roupa não são vistas como mero objeto. Em vez disso, muda-se o tipo de disposição mental que atribuímos a elas – e isso não acontece só quando se expõe demais o corpo. “Mostramos também que isso pode acontecer mesmo sem a remoção de roupas. Simplesmente focar nos atributos físicos de alguém, concentrando-se em seu corpo em vez de em sua mente, faz você ver a pessoa menos como um agente [alguém com a capacidade de agir, planejar e exercer autocontrole] e mais como um experimentador [alguém mais focado nas sensações e emoções]”, explicou ao MedicalXpress um dos autores do estudo, o psicólogo Kurt Gray.

Em múltiplas experiências, os pesquisadores puderam comprovar a existência desses dois tipos de percepção que temos sobre os outros. Quando os homens e mulheres usados como voluntários focavam no corpo de alguém, a percepção de “agência” (autocontrole e ação) foi reduzida, enquanto a percepção de “experiência” (emoção e sensação) foi aumentada.

Para os autores, esse efeito ocorre porque as pessoas, inconscientemente, pensam em mentes e corpos como coisas distintas ou até mesmo opostas – com a capacidade de agir e planejar ligada à mente e a capacidade de experimentar ou sentir ligada ao corpo. De acordo com Gray, as descobertas não são de todo ruim: elas podem ser úteis na vida amorosa.  “O foco no corpo e o aumento da percepção da sensibilidade e emoção que isso provoca pode ser bom para os amantes”, diz ele.

Surpreendentemente, o estudo também descobriu que um foco no corpo da pessoa pode na verdade aumentar a postura moral dos outros em relação a ela – pelo menos no que se refere a causar-lhes danos. Embora quem estivesse vestindo pouca ou nenhuma roupa tenha sido visto como menos moralmente responsável nos testes, eles também foram vistos como indivíduos mais sensíveis e, portanto, merecedores de maior proteção. “Os outros parecem ser menos inclinados a prejudicar as pessoas com a pele nua e mais inclinados a protegê-los. Em um experimento, por exemplo, as pessoas eram menos inclinadas a dar ​​pequenos choques elétricos em homens sem camisa do que naqueles que estavam vestidos”, explica Gray.

No entanto ele destaca que, no ambiente de trabalho ou em contextos acadêmicos, nos quais as pessoas são basicamente avaliadas de acordo com sua capacidade de planejar e agir, isso tem efeitos negativos: ser visto como um “experimentador” faz a pessoa parecer menos competente e lhe tira a liderança, o que impacta negativamente a avaliação do seu trabalho. Essas pessoas também são vistas como mais reativas e emocionais, características que também podem prejudicar a sua carreira.

O aspecto positivo de um foco no corpo, como o aumento no desejo de proteger contra danos, também pode ser prejudicial. Segundo os autores, isso pode dar origem ao chamado “sexismo benevolente”, comum nos Estados Unidos na década de 1950, em que os homens oprimiam as mulheres sob o pretexto de protegê-las.


Nota: Várias pesquisas têm mostrado que a forma como nos vestimos influencia a maneira como somos vistos. Para os cristãos, que desejam representar Cristo diante dos outros, isso é especialmente importante. É inconcebível que um “embaixador” e uma “embaixatriz” do Céu escolham vestir-se de modo a chamar atenção para seus atributos físicos. Essas partes de seu corpo devem ser exibidas apenas para aquela pessoa com quem se firmará um compromisso vitalício de amor e respeito e que, portanto, não o/a verá como objeto, mas, sim, como dádiva de Deus. O assunto do vestuário é mais sério do que muitos têm pensado.[MB]

quarta-feira, outubro 24, 2012

A nova Inquisição da ABC

[Para entender o porquê da indignação do e-mail abaixo, leia antes este texto e este também.]

Ilustres membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC):

Uma notícia de maio deste ano, divulgada na página do Jornal da Ciência(JC)[1], acaba de chegar a meu conhecimento, tendo-me deixado chocado. Não sei se o autor da mesma expressou-se mal, se eu entendi de maneira equivocada ou se minha interpretação foi correta. Se for este o caso, resta-me pouco mais que apenas lamentar que a ABC tenha assumido tal postura.

A notícia inicia com a seguinte declaração: “Acadêmicos reforçam preocupação com o aumento de informações sobre o criacionismo e o chamado design inteligente” (grifos meus).

Em seguida, afirma que “(...) a Academia Brasileira de Ciências (ABC) publicou, em março, uma carta repudiando a divulgação de conceitos criacionistas”.

Tenho firme esperança de que as palavras do autor desse texto tenham sido apenas infelizes. Do contrário, sou obrigado a entender que a ABC está combatendo a simples divulgação de informações sobre uma ideia que discorda da ciência paradigmática.

Pergunta-se muito sobre qual a diferença entre ciência e religião. Na minha humilde opinião, uma das melhores respostas que se podem dar é a de que a primeira é o espaço da dúvida enquanto a segunda é o espaço da certeza.

Sabemos o quão má tornou-se a imagem atual da religião, frequentemente associada a fanatismos, extremismos, perseguições e terroristas. Qualquer detentor de senso crítico deve se perguntar em que grau essa imagem não é estereotipada e em que grau expressa uma realidade. Mas não é esse o ponto que desejo apontar aqui. Minha preocupação é no sentido de que a ABC tenha dado uma declaração que coloque a Ciência em uma situação muito similar à dos famigerados tribunais da Santa Inquisição medieval.

Lembremos do Index, a lista dos livros proibidos. Lendo essa notícia do JC, o que logo me vêm à mente é a perturbadora imagem de uma fogueira onde são lançados livros e outros escritos criacionistas. Quase que obrigatória é outra imagem, ainda mais estarrecedora, a seguir: a dos próprios criacionistas sendo beneficiados pelas chamas purificadoras, com o perdão da ironia. Mas, afinal, essa imagem não é em si mesma uma medonha ironia histórica, guardadas as devidas proporções?

Felizmente a nossa atual Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos não simpatizam com a ideia de torturas e fogueiras. Esses mesmos documentos, a propósito, declaram como um dos direitos inalienáveis e mais sagrados do homem aquele que se refere à liberdade de pensamento e de expressão.

Sendo levado pela minha total concordância quanto a esse direito e pelas lúcidas colocações dos que se debruçaram sobre a Ciência como objeto de pesquisa - acadêmicos das áreas de História, Filosofia e Sociologia da Ciência - não posso deixar de preocupar-me com a possibilidade de que haja acadêmicos que pretendam assumir a sucessão dos Tribunais do Santo Ofício no século XXI.

Alguns poderão argumentar que o caso é totalmente diferente, porque a Ciência detém a verdade. Mas eu me perguntaria qual foi o ditador ou inquisidor que não pensava o mesmo sobre si. Também me recordaria do fato de que teorias científicas de muito sucesso chegaram a ser substituídas por outras - fato que, aliás, originou grande questionamento epistemológico no século passado. Esse interesse esteve particularmente presente em pensadores com sólida formação em Física, como Paul Feyerabend ou Thomas S. Kuhn, os quais viriam a ser clássicos autores de disciplinas referentes à Teoria do Conhecimento Científico.

Contudo, ainda que a ciência fosse detentora certa da Verdade, tal fato não justificaria a "eliminação da concorrência". Dar-se-ia justamente o oposto. O físico Richard Feynman, laureado com o prêmio Nobel, embora não fosse profundo conhecedor das disciplinas “metacientíficas”, defendia que a Ciência não deveria temer questionamentos.[2]

Se me permitem estender ainda um pouco essa minha declaração, gostaria de esclarecer que sou cristão convertido há menos de um ano. Isso coloco para contextualizar o seguinte: Nós, cristãos, cremos nas profecias bíblicas. Dentre essas, uma tem especial atenção dos crentes: a de que haverá uma época,[3] às vésperas do “fim dos tempos”, em que os cristãos voltarão a ser perseguidos - mas de forma ainda pior que a dada nos primeiros séculos de Cristianismo. É comum que as pessoas estranhem tal profecia; afinal, nosso mundo preza tanto a liberdade de crença, pensamento e expressão, não?

Pois é... Essa indagação perde o sentido quando nos deparamos com uma notícia como essa do JC, que mostra que uma tão abominável desolação não é lá tão improvável no mundo contemporâneo.

Mas, como eu disse no início, tenho esperança de que tudo não tenha passado de um mal entendido.

Cordialmente,
 
L. D. Gama

Referências:

1. http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=82259
2.
http://laserstars.org/bio/Feynman.html

3. Se num futuro próximo ou distante é um ponto em que não há consenso entre os exegetas. Há mesmo quem interprete tal profecia como não literal.

Evangélicos protestam contra “Salve Jorge”

Desde a semana passada, circulam na internet movimentos de protesto contra “Salve Jorge” (Globo). A maioria vem do site “Exército Universal”, formado por fiéis da Universal. Um dos posts que circula no Facebook diz que a novela vai adorar um “ogum” (identificado como “entidade espírita”), e que os evangélicos, que “creem em Jesus”, não devem dar audiência ao folhetim. O próprio líder da igreja, o bispo Edir Macedo, faz campanha em seu blog contra a substituta de “Avenida Brasil”. Uma fonte ligada à Universal afirma que pastores devem estimular os fiéis em cultos a boicotarem a novela da Globo.

Procurada, a Globo diz que a novela não fala de são Jorge, e sim do mito do guerreiro. E que a única referência ao santo é o fato de ele ser o padroeiro da cavalaria da trama. A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta terça-feira (23).

(BOL Notícias)

Nota: Conforme destaca o leitor Valter Baiecijo, “boicotar a novela por causa da idolatria? As novelas ha muito tempo mostram e incentivam todo tipo de pratica contra a vontade de Deus. Idolatria é uma entre muitas praticas”. 

terça-feira, outubro 23, 2012

Ter um caso faz bem ao casamento?

Pesquisadora da london School of Economics, a socióloga inglesa Catherine Hakim gosta de desafiar a moral vigente. Em 2011, ela publicou Capital Erótico, livro em que defendia o direito de usar a beleza para subir na vida. Agora, aos 64 anos, acaba de lançar The New Rules: Internet dating, playfairs and erotic power (em tradução livre, As novas regras: encontros pela internet, casos rápidos e poder erótico). Para escrevê-lo, Catherine entrevistou usuários de sites para infiéis. Eles contaram a ela que são felizes no casamento e que buscam parceiros sexuais na internet apenas para suprir a falta de sexo, comum na vida dos casais. Catherine defende essa atitude. “Gostar de comer em casa diariamente não nos impede de ir ao restaurante de vez em quando.” Chama atenção o fato de a mídia dar destaque a esse tipo de ideias, enquanto despreza outras que considera “fora de moda”, como a fidelidade monogâmica em um casamento heterossexual. Leia alguns trechos da entrevista concedida à revista Época [meus comentários seguem entre colchetes – MB]:

“As pesquisas mostram que, nos países com menor taxa de divórcio, os casos extraconjugais são mais aceitáveis e praticados. Nos Estados Unidos, onde a infidelidade é vista como pecado e não se tolera a mínima escapada, metade dos casamentos termina em divórcio. Na Europa, há uma cultura de que a fidelidade sexual no casamento não é tão importante assim. Não é à toa que, na Espanha e na Itália, a taxa de divórcio fica em torno de 10%. Nesses países, os estudos revelam a alta incidência de casais em que cônjuges já tiveram um ou mais casos durante o relacionamento.”

[É preferível pedir o divórcio em caso de traição ou permanecer numa relação em que a infidelidade faz parte do “cardápio” e em que se corre grande risco de contrair DSTs? Sabe-se que cerca de 50% das pessoas estão infectadas por HPV e que o preservativo não constitui proteção 100% eficaz contra o vírus, já que ele pode ser transmitido pela pele e mesmo pelo beijo. O HPV é o principal causador de câncer do colo do útero (isso sem falar da aids, da gonorreia e de outras tantas DSTs). Além disso, intimidades físicas desencadeiam reações neurológicas e hormonais além do controle consciente e que estabelecem vínculos entre os amantes (leia sobre isso aqui e aqui). Vale a pena esse risco todo? Vale a pena prejudicar o elo que deve existir entre cônjuges pela adição de um terceiro elemento?]

“A razão mais comum para [homens e mulheres] recorrerem a isso [traição] é um casamento sem sexo suficiente. Eles tentam encontrar quem também quer preencher essa lacuna. Para essas pessoas, ter um caso é uma ótima forma de manter um casamento feliz. Nos anos 1960 e 1970, era imoral ver jovens solteiros fazendo sexo antes do casamento ou morando junto. Agora, essas coisas são aceitas. Da mesma forma, sexo fora do casamento virou algo factível.”

[Somente porque um hábito se tornou socialmente aceitável, graças à campanha midiática intensa em filmes, seriados, novelas, etc., não significa que ele seja correto ou saudável. Sexo antes do casamento também carrega seus riscos e desvantagens, mas falar sobre isso hoje se tornou algo “antiquado”. E quem disse que o sexo no casamento acaba se tornando “insuficiente”? Se isso está acontecendo é porque falta amor ou criatividade ou boa vontade (podem ser outros os problemas, evidentemente, mas é preciso que se busque sempre a solução, não o escape). A verdade é que pesquisas revelam que casais religiosos são mais felizes na cama e muita gente afirma que, com o aumento da intimidade e o fortalecimento dos laços de amor entre os cônjuges, o ato sexual se torna mais prazeroso com o passar do tempo. No entanto, quando faltam amor e companheirismo/cumplicidade, resta pouco a ser feito no aspecto sexual.]

“Ambos os sexos sentem que, depois do período ‘lua de mel’, acaba a novidade. O outro se torna familiar e não causa tanta excitação. As pessoas gostam da segurança de um casamento, mas também sonham com fortes emoções. Querem se sentir atraídas e desejadas. Os casos oferecem de volta a empolgação com o jogo sexual, a fantasia aventureira, a afirmação da individualidade. A ideia de que os casos são proibidos e envolvem risco deixa tudo mais interessante.”

[Com todo respeito a Catherine, ela está por fora. Deveria expandir mais seu universo de pesquisa. Evidentemente que o período de paixão avassaladora dura algum tempo, sendo depois substituído pelo sentimento calmo, tranquilo, gostoso e compensador como o que pode prover uma relação baseada no amor verdadeiro. Creio que a pesquisadora nunca deve ter lido o livro bíblico de Cantares, que narra a intimidade excitante de um casal casado. Os cristãos são orientados a manter esse nível de intimidade prazerosa; se não estão vivendo isso, o problema não está com a instituição do casamento nem com Deus, mas com eles mesmos.]

“As pesquisas na França estimam que um quarto das pessoas casadas legalmente já teve pelo menos um caso na vida. Na Inglaterra, apenas um entre dez homens e uma entre 20 mulheres admitem. A principal lição dos franceses é não trair com alguém de seu círculo social, uma vizinha ou um colega de trabalho. Primeiro, para evitar fofocas e preservar a dignidade do cônjuge. Segundo, porque é mais fácil romper o caso se houver indícios de paixão. Lá, eles não se gabam da infidelidade para os amigos. Os encontros, que ficam em segredo, são em elegantes jantares e viagens. Das 5 às 7 da tarde, depois do expediente, é comum as pessoas casadas saírem com seus amantes. A maioria dos casais sabe que os casos são efêmeros e não justificam o fim da vida construída a dois.”

[O mundo anda tão torto que os maus exemplos passam a ser vistos como bons. Porque na França estão os que mais traem, ela passa a ser modelo para o resto do “mundo retrógrado”. Absurdo! E mais: além de trair, minta, a fim de manter a “dignidade” de seu cônjuge (!). Que outros “desvios de conduta” serão louvados em seguida? O incesto? A poligamia? A desonestidade?]

“Esses casos costumam não envolver sentimento e passam logo. Claro que a sociedade pressiona para que você se sinta mal pela infidelidade do marido ou da mulher. A fofoca é um poderoso mecanismo de pressão social. Se você tem um relacionamento que vale a pena, consegue superar. Um bom caso extraconjugal pode até melhorar o casamento, à medida que deixa as pessoas mais felizes e bem-humoradas. Um bom caso é aquele que não deixa a pessoa excessivamente ansiosa ou distante da mulher ou do marido. É algo leve, sem cobranças.”

[Relações íntimas sempre envolvem sentimentos e têm que ver com poderosos neurotransmissores que deveriam ser acionados unicamente em uma relação de amor e compromisso, pois servem para promover maior união entre os parceiros. O abuso no acionamento dessas substâncias faz com que se perca a capacidade de ligação íntima, o que acabará por prejudicar o próprio casamento. Infelizmente, com suas ideias libertinas, Catherine está prestando um verdadeiro desserviço e contribuindo ainda mais para a campanha satânica de destruição de uma das duas instituições estabelecidas por Deus no Éden: o santo casamento.]

Leia também: "Pessoas inteligentes traem mais. E os sábios?", "Mau caráter e não evolução explica traição", "Amar para não trair", "Fêmea trai por causa de genes herdados do pai" e "Infidelidade masculina faz bem?"

As taxas de infidelidade aumentaram

Pesquisas sobre infidelidade são sempre polêmicas. Até porque seus resultados podem ser duvidosos – como saber quem realmente traiu se o entrevistado simplesmente resolver mentir? Mas a última delas aponta que os números da traição estão aumentando. Em uma pesquisa feita pela Fundação Nacional de Ciência dos EUA em 2010, foi revelado que 19% dos homens traíam, enquanto, em relação às mulheres, o número era de 14%. Em 2011, um estudo similar feito pela Universidade de Indiana, mostrou que o número aumentou para 23% no caso dos homens e 19% no caso das mulheres. Os motivos para a traição não são apenas os óbvios, mas envolvem uma busca pela melhora da autoestima e a emoção de um novo relacionamento. A mídia também parece ter um papel importante no aumento desses números, mostrando a traição tanto do homem quanto da mulher de forma mais aceitável.

De acordo com os cientistas, uma mudança cultural pode estar a caminho. Mulheres estão menos preocupadas com formas tradicionais de relacionamento e, cada vez mais, existem os relacionamentos abertos. Curiosamente, homens podem estar caminhando na direção oposta. 77% das moças disseram precisar de “espaço pessoal” em seus namoros, contra 58% dos rapazes. Outro fator seriam as redes sociais e a internet, que expandem a rede de possíveis parceiros.

Lembrando, sempre, que esses números devem ser ainda maiores pela quantidade de pessoas que mente em relação à traição. Mesmo assim, os resultados mostram que ainda valorizamos a monogamia. Afinal, mesmo com essa parcela de pessoas que admitem trair o parceiro/a, são 77% de homens e 81% de mulheres que dizem não ter traído.


Nota: Se a traição é necessária para aumentar a autoestima e adicionar emoção ao relacionamento, isso revela apenas uma coisa: as pessoas estão se tornando incompetentes no quesito conquista – a arte de conquistar a mesma pessoa por toda a vida (detalhe: pesquisas mostram que é justamente o sexo casual que piora a autoestima, principalmente nas mulheres). Note que a mídia é apontada como um dos fatores para essa triste situação, afinal, uma mentira vista/ouvida/lida milhares de vezes acaba sendo aceita; as barreiras morais acabam corroídas, o que facilita a concordância com o pecado. Cristãos podem e devem mostrar que o casamento continua sendo uma bênção, mas devem tomar cuidado para não seguir o fluxo do “mundo” no sentido de viver relacionados com suas más influências: devem evitar assistir/ouvir/ler coisas que atentem contra seus princípios ou que acabem enfraquecendo seu relacionamento conjugal. Devem, isso sim, investir em seu casamento, orando juntos, lendo bons livros juntos, cultivando o romance e o diálogo, etc. Cônjuges que se amam de verdade e que têm a Deus como vínculo edificam uma blindagem contra a traição.[MB]