quinta-feira, fevereiro 28, 2013

A nova tendência homossexual nos quadrinhos

As histórias em quadrinhos são fábulas que fascinam a mente de todas as idades e gerações. Heróis que salvam o planeta das invasões extraterreste ou estão para resgatar a mocinha em perigo. Cenas de romance, amores inocentes e por vezes inesperados, atitudes corajosas em defesa do próximo e o doar-se a si pelo bem. Apesar de ficção, roteiros bem idealizados são capazes de conquistar o imaginário de qualquer pessoa. Mais que isso, as incansáveis batalhas dos épicos super-heróis contra o mal e a favor dos inocentes, oprimidos e injustiçados ajudam a moldar o caráter de pessoas que passam a agir de forma moral e eticamente correta, tendo como referências tais personagens. De fato, lendas como Superman, Batman, He-Man e Mulher Maravilha, entre outros, se tornaram um marco na vida de cada geração.

Contudo, entristece saber que os roteiristas, na atualidade, são tão vulneráveis às tendências neoliberais e contemporâneas (digo, libertinas e promíscuas), de forma que introduzem em seus personagens características influenciadas pelo modo “moderno” de se pensar, mas originalmente não aceitáveis. A moda do momento é dizer que os personagens são gays. Grant Morrison, roteirista da DC Comics, revelou a “verdadeira” face do Lanterna Verde ao afirmar que o personagem era gay. Não satisfeito, disse ainda a respeito do Batman: “Está destinado a ser heterossexual, mas a base de seu conceito é totalmente gay.” Para brindar o mundo colorido das HQs, a Marvel também entrou na onda e traz em seu próximo número o lendário Wolverine beijando o semideus Hércules.

Importa esclarecer que homossexuais são tão filhos de Deus quanto os heterossexuais e o Senhor da eternidade ama cada uma de Suas criaturas de forma igual. Não há motivos para qualquer cristão menosprezar, inferiorizar ou injuriar os homossexuais, pois o Senhor ordena que amemos uns aos outros como Ele a nós (João 13:34). O ponto em questão é o desrespeito de roteiristas que irresponsavelmente atribuem novos comportamentos sexuais a personagens de época, ocasionando um conflito de estereótipo na mente dos fãs de diferentes gerações a ponto de chocar a imagem anteriormente solidificada que as pessoas tinham de seus heróis favoritos, e influenciando as novas gerações (crianças e adolescentes) a aceitarem o padrão de comportamento sexual apresentado nas histórias como algo normal e sem implicações sociais.

Apesar de cultuar um único Herói, Jesus, o Nazareno, devo admitir que ainda há em mim influência do heroísmo desses super-humanos, devido ao fato de eu ter acompanhado suas histórias ao longo de parte de minha vida. Lembro-me de quando me questionaram recentemente: Sabia que o Batman é gay? Bem, tive um choque, pois no ideal de Batman que havia construído ao longo dos anos não se encaixava uma cena de amor homossexual, tendo como ator principal o rígido, varonil e temido super-herói.

A mídia influencia na construção do caráter das pessoas. As crianças de antigamente queriam ser heróis para salvar as pessoas dos bandidos, realizar coisas grandiosas, ter o poder de restringir o mal, ajudar um familiar doente, ou conquistar a menininha do colégio por quem se apaixonara. Pergunto-me: Com a proliferação da libertinagem e promiscuidade descaradas nos veículos de comunicação, qual será o ideal das crianças daqui para frente?

O hino “Volta” começa assim: “Desde quando eu era criança, ouvi falar de um Deus que abriu o Mar Vermelho, lutava pelos Seus...” Um belo prefácio para magníficas histórias retratadas na Bíblia Sagrada, que mostram nosso maior Herói entregando a Si mesmo pelos Seus filhos desamparados e ameaçados pelo mal dominante neste reino chamado Terra.

Uma das coisas que mais me impressionam é que desde o início da saga do Grande Conflito nosso Herói – Sumo Sacerdote dos arrependidos de coração e Redentor dos injustiçados – permanece imutável em caráter. Não há roteirista que possa editar a poderosa frase: “Assim diz o Senhor.” A Palavra de Deus nos esclarece a respeito dEle: “Pois Eu, o Senhor, não mudo”, “[Minhas] misericórdias não têm fim, renovam-se a cada dia” (Malaquias 3:6; Lamentações 3:23).

Olhe para o alto, pois aquele que habita nos Céus é o amor em figura humana. Ele é o ontem, o hoje e o sempre, e nEle podemos seguramente nos espelhar sem temer nos decepcionar.

(Eurípedes Gil de França é mestre em Saúde Pública e professor universitário; texto escrito com exclusividade para o blog Criacionismo)