sexta-feira, março 22, 2013

“Casamento” gay e repúdio aos princípios bíblicos

Ao lançar seu novo livro, Rob Bell, ex-pastor da Igreja Mars Hill e um dos mais influentes pregadores do movimento “igreja emergente”, voltou a causar polêmica. Seu anúncio recente de que ele apoia o casamento homossexual gerou uma onda de críticas. Mas essa não é a primeira vez que ele se pronuncia sobre o assunto. Durante um evento no Viper Room, em Los Angeles, Bell disse à plateia: “Algumas pessoas são gays. Eles são nossos irmãos e nossas irmãs, e nós os amamos.” “É muito, muito, muito importante que isso fique claro,” continuou Bell, dizendo ter amigos gays. “Sempre achei que algumas pessoas simplesmente são gays. Deus as ama como Deus me ama. Eles são discípulos apaixonados por Jesus, assim como eu estou tentando ser. Por isso, devemos todos juntos fazer algo sobre os problemas realmente grandes de nosso mundo. Acredito que é isso que Jesus deseja que enfrentemos juntos.”

Agora o ex-pastor foi além, expressando publicamente seu apoio ao casamento homossexual durante o lançamento de seu novo livro em San Francisco, Califórnia, conhecida por ser uma “congregação inclusiva”. Questionado sobre o assunto pelo pastor Jane Shaw, da Grace Cathedral, Bell respondeu: “Sim, eu sou favorável ao casamento. Defendo a fidelidade. Acredito no amor, seja um homem e uma mulher, uma mulher e uma mulher, um homem e um homem. Acho que a igreja precisa entender... este é o mundo em que vivemos e precisamos sempre apoiar as pessoas.”

O assunto repercutiu rapidamente. Brian McLaren, outro pastor importante no movimento da igreja emergente e um amigo pessoal de Bell, se pronunciou. McLaren tem um filho homossexual e apoiou seu casamento.

“Acho que estamos chegando a um ponto de reflexão em nossa cultura, onde a igualdade no casamento será vista... como a luta pela igualdade das mulheres e pelos direitos civis... É preciso coragem para fazer esse tipo de declaração, quando se é um autor e pregador como Rob e eu somos, mas é especialmente difícil para pastores e padres lidarem com isso no ministério pastoral.”

A maioria dos pastores argumenta que Bell está confundindo os ensinamentos bíblicos com a cultura predominante na sociedade em apoio de casamento do mesmo sexo.

Nos Estados Unidos, dezenas de líderes religiosos estão se manifestando em favor do casamento gay nos últimos meses. Nesta segunda-feira, a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, afirmou oficialmente sua aprovação ao casamento homossexual. O governo de Obama fez várias mudanças na legislação, concedendo aos gays mais direitos. 


Nota: É preciso separar duas coisas que vêm sendo frequentemente confundidas: discordar do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo não significa proibi-las de fazer o que querem, nem tampouco odiá-las pelas escolhas que fazem. A igreja, de fato, tem que ser inclusiva, mas não permissiva. Deve acolher todos os pecadores e mostrar-lhes o caminho correto, que é estreito, mas satisfaz, traz esperança e paz. Note bem: deve acolher pecadores, mas não concordar com suas práticas pecaminosas. Deve respeitá-los, mas não aceitar que seja certo o errado. A igreja nunca foi convidada a abraçar as tendências do mundo. Na verdade, quase sempre o cristianismo foi contracultural, pois a cultura frequentemente está impregnada de pecado, já que o coração do ser humano – construtor da cultura – é pecaminoso. Graças a uma bem orquestrada campanha de marketing (em filmes, novelas, seriados, telejornais, etc.), todo mundo vem dando sua aprovação ao “casamento” gay. Se a igreja deve concordar com as tendências, como ela se relacionará com o que poderá vir no futuro? E se a poligamia, o incesto e quem sabe até a pedofilia forem aceitos? A igreja terá que dar as costas aos princípios imutáveis da Palavra de Deus e abraçar também esses “estilos de vida”? Para que serve a igreja, então, se seu sal deixar de ser salgado? Que poder transformador ela terá no mundo se seu papel for o de se adaptar ao mundo? Rob Bell e outros pregadores sem sal deixam claro o estrago causado pelas ideias evolucionistas e liberais. Foi justamente por questionar o relato da criação em Gênesis que esse relativismo destruiu as bases para a fé na Revelação, para a família, para a sexualidade, para a guarda do sábado como memorial dessa criação, etc. Perderam-se os parâmetros e agora vale tudo. O livro de Gênesis afirma que casamento é uma instituição formada por um homem e uma mulher unidos e abençoados por Deus. Mas se esse relato é mitológico, o casamento pode ser reinventado ao bell (não resisti) prazer de qualquer um. Na verdade, se o relato de nossas origens for mítico, muita coisa poderá ser reinventada e o caos será o resultado. (Obs.: Antes que me chamem de homofóbico – coisa que não sou – quero reafirmar que não sou contra o livre-arbítrio, afinal, cada um é dono do seu nariz [e de outras partes do corpo também]. Sou contra a apropriação da palavra “casamento” para se referir à união homoafetiva. Casamento é o bíblico. E sou contra também a mordaça que querem colocar na boca daqueles que discordam de certos estilos de vida. Manifestar-me contra práticas não significa odiar os que as praticam.) [MB]