sexta-feira, agosto 30, 2013

Cientista sugere que vida teria começado em Marte

[Meus comentários seguem entre colchetes e os grifos no texto são meus. – MB] A teoria foi apresentada pelo químico Steven Benner, do Instituto de Ciência e Tecnologia de Westheimer (EUA), na Conferência de Goldschmidt, em Florença, na Itália. A forma como átomos se juntaram pela primeira vez para formar os três componentes moleculares dos seres vivos – RNA, DNA e proteínas – sempre foi alvo de especulação acadêmica. As moléculas não são as mais complexas que aparecem na natureza, ainda assim não se sabe como elas surgiram. Acredita-se que o RNA (ácido ribonucleico) foi o primeiro a surgir na Terra, há mais de três bilhões de anos. [Note que isso é uma crença, não um fato; e nem pode ser demonstrado empiricamente.] Uma possibilidade para a formação do RNA a partir de átomos, como carbono, seria o uso de energia (calor ou luz). No entanto, isso produz apenas alcatrão [finalmente, alguém admite a impossibilidade “do surgimento” da vida].

Para criação do RNA, os átomos precisam ser alinhados de forma especial [design inteligente?] em superfícies cristalinas de minerais. Mas esses minerais teriam se dissolvido nos oceanos da Terra naquela época [é o que os criacionistas sempre têm dito: a vida não poderia “surgir” na água porque nesse meio nunca poderia haver polimerização].

Benner diz que esses minerais eram abundantes em Marte. Ele sugere que a vida teria surgido primeiro em Marte, seguindo para a Terra em meteoritos. [Ok. Ainda que isso fosse possível, o que garantiria a sobrevivência dessas formas de vida no vácuo e no frio espaciais, nas temperaturas elevadíssimas da entrada na atmosfera terrestre e no impacto com nossa superfície? Essas formas de vida teriam que ser kryptonianas e não marcianas!]

Na conferência em Florença, o cientista apresentou resultados sugerindo que minerais que contém elementos como boro e molibdênio são fundamentais na formação da vida a partir dos átomos. Ele diz que os minerais de boro ajudam na criação de aros de carboidrato, gerando químicos que são posteriormente realinhados pelo molibdênio. Assim surge o RNA. [Abracadabra!]

O ambiente da Terra, nos primeiros anos do planeta, seria hostil aos minerais de boro e ao molibdênio. “É apenas quando o molibdênio se torna altamente oxidado que ele é capaz de influenciar na formação da vida”, diz Benner. “Essa forma de molibdênio não existia na Terra quando a vida surgiu, porque há três bilhões de anos a Terra tinha muito pouco oxigênio. Mas Marte tinha bastante.” [É impressionante como os cientistas podem saber tanto sobre a atmosfera da Terra há supostos três bilhões de anos e sobre as condições de Marte também há tanto tempo! Às vezes, eles parecem saber mais sobre as condições da Terra naqueles tempos fictícios do que sobre as condições atuais. A verdade é que tudo indica que a Terra nunca passou por uma fase de pouco oxigênio.]

Segundo ele, isso é “outro sinal que torna mais provável que a vida na Terra tenha chegado por um meteorito que veio de Marte, em vez de surgido no nosso planeta”.

Outro fator que reforçaria a tese é o clima seco de Marte, mais propício para o surgimento de vida [mas não são os próprios cientistas que dizem que Marte teve muita água no passado?]. “As evidências parecem estar indicando que somos todos marcianos, na verdade, e que a vida veio de Marte à Terra em uma rocha”, disse Benner à BBC. “Por sorte, acabamos aqui – já que a Terra certamente é o melhor entre os dois planetas para sustentar vida. Se nossos hipotéticos ancestrais marcianos tivessem ficado no seu planeta, talvez nós não tivéssemos uma história para contar hoje.” [E o crente sou eu!]


Nota: Esse tipo de elucubração me soa mais como desculpa para uma deficiência explícita da ciência naturalista. Por mais que tentem, os cientistas naturalistas não conseguem propor um cenário convincente para o surgimento da vida na Terra, mesmo que se defendam bilhões de anos hipotéticos. Propor uma origem marciana é jogar o problema para fora e blindá-lo ainda mais de discussões, afinal, não temos como investigar adequadamente a origem da vida em Marte (exceto pelos recursos providos pelos robozinhos que estão passeando no planeta vermelho). Mesmo que sejam encontradas bactérias em Marte (o que duvido), isso não provaria que a vida veio de lá e que teria simplesmente surgido. O preenchimento das lacunas no conhecimento é feito de forma puramente hipotética por mentes que aceitam quase qualquer hipótese, menos o relato bíblico que afirma que vida somente provém de Vida.[MB]

A verdade sobre o sábado (em dois minutos)

Aumentam casos de HPV em homens contraído no sexo oral

O enorme aumento no número de casos de cânceres de cabeça e pescoço ligados ao HPV ao longo de duas décadas está mostrando o risco dessa infecção sexualmente contraída por um novo grupo: os homens. Uma nova pesquisa mostra que entre 1988 e 2004, o câncer de cabeça, pescoço e garganta relacionados ao HPV aumentaram em 225%, um índice alarmante. Dentro da próxima década a incidência desses cânceres – quase sempre contraídos como resultado de sexo oral – irá superar o câncer do colo do útero, e a maior parte dos casos será em homens. Mesmo assim, o HPV é muitas vezes deixado de lado nas discussões públicas – assim como a vacina que pode preveni-lo. Quando a vacina contra o HPV entra em pauta, normalmente ela é focada em jovens mulheres e no câncer cervical. Mas o HPV também causa câncer orofaríngeo e anal, fato poucas vezes divulgado pelas organizações médicas, governos e acadêmicos, que preferem não entrar em qualquer debate sobre práticas sexuais.

O fato é que também deveria haver campanhas para vacinação em homens. Os diagnósticos de câncer de cabeça e pescoço decorrentes de exposição sexual têm aparecido em pessoas cada vez mais jovens – até recentemente ele só atingia pessoas na faixa dos 60 anos associado ao fumo e bebida.
Estatísticas dos EUA mostraram que cerca de 90% dos homens e mulheres entrevistados praticaram sexo oral com um parceiro do sexo oposto. 36% de mulheres e 44% dos homens fizeram sexo anal. Estatísticas como essa, aliadas as conclusões do novo estudo sobre as taxas de câncer de cabeça e pescoço, mostram que uma recomendação mais ampla de vacina contra o HPV é urgente.


Nota: Infelizmente, como admite o texto acima, “organizações médicas, governos e acadêmicos [...] preferem não entrar em qualquer debate sobre práticas sexuais”. É exatamente por isso que estamos sofrendo uma verdadeira epidemia de doenças sexualmente transmitidas (DSTs). Fala-se em “sexo seguro”, mas a verdade é que a promiscuidade joga as pessoas numa verdadeira roleta-russa – e elas acham que a fina proteção de látex (camisinha) as protegerá de tudo (o HPV, por exemplo, pode ser transmitido pelo contato da pele das partes íntimas, como a virilha, mesmo que não haja penetração). Curiosamente, a abstinência antes do casamento e a fidelidade conjugal nunca passam pela cabeça das autoridades como meio mais seguro de se evitar as DSTs e outras “dores de cabeça” decorrentes do sexo promíscuo. Para os que concordam com o sexo oral e se mantêm abstinentes, o HPV não será problema. Mas existem outros problemas, como os relatos a seguir deixam bem evidentes:

Menina sexualmente ativa durante o ensino médio. Não tinha sintomas de DST e nunca fez exames. Anos depois, encontrou o homem dos sonhos dela. Se casaram, mas não puderam ter filhos. Ela tinha Doença Inflamatória Pélvica (DIP) causada por clamídia.

Rapaz perdeu a virgindade aos 15 anos com uma garota a quem pensava amar. Dez anos mais tarde, ele aprendeu o que é o verdadeiro amor ao encontrar a mulher de sua vida e se casar com ela. Ela se casou virgem. Após vários anos de casados, a esposa descobriu que estava com câncer de colo do útero, provavelmente causado pelo HPV que o marido lhe havia transmitido sem saber. Embora ela tenha escolhido esperar, foi forçada a pagar um alto preço porque ele não esperou.

Mais uma vez fica evidente que o único sexo verdadeiramente seguro é aquele praticado na relação matrimonial monogâmica e heterossexual.[MB]

quinta-feira, agosto 29, 2013

Cinquenta cristãos são queimados vivos na Nigéria

Os ataques a cristãos continuam com força total da Nigéria. Relatórios apontam que mais de cem pessoas foram mortas por terroristas armados na semana passada e o grupo extremista islâmico Boko Haram, mais uma vez assumiu a responsabilidade por eles. Enquanto fontes diferentes contabilizam a quantidade de pessoas que perderam a vida na semana passada, uma história divulgada pela Baptist Press chamou atenção. Cerca de 50 membros da Igreja de Cristo na Nigéria, moradores da aldeia de Maseh, foram queimados vivos depois de se refugiarem na casa de seu pastor, quando fugiam de mais um ataque terrorista. “Cinquenta membros de nossa igreja foram mortos no prédio da igreja, onde tinham ido se refugiar [na casa pastoral]. Eles foram mortos junto com o pastor, sua esposa e seus filhos”, explicou Dachollom Datiri, vice-presidente da denominação Igreja de Cristo na Nigéria.

Lideranças da Igreja confirmaram que mais de cem membros foram mortos em diversas aldeias na Nigéria, incluindo Maseh, Ninchah, Kakkuruk, Kuzen, Negon, Pwabiduk, Kai, Ngyo, Kura Falls, Dogo, Kufang e Ruk.

“A Nigéria está realmente se tornando um novo campo de morte para os cristãos. Centenas de cristãos já foram brutalmente assassinados pelo Boko Haram, incluindo mulheres e crianças”, disse Jerry Dykst, porta-voz do ministério Portas Abertas nos EUA. “O Boko Haram divulgou, no início desta semana, uma ameaça de que todos os cristãos devem se converter ao Islã ou eles nunca terão paz novamente. Seu objetivo é fazer toda a Nigéria um país governado e dominado pela lei sharia”, concluiu.

Innocent Chukwuma, consultor de justiça criminal da Nigéria, vai além. “Eu não acho que o Boko Haram poderia invadir essas aldeias sozinho. Eles precisam do apoio e da colaboração dos moradores locais”, disse.

O pastor Ayo Oritsejafor, presidente da Associação Cristã da Nigéria, fez um apelo, afirmando que o Boko Haram é uma organização terrorista e pedindo que a comunidade internacional lute contra ela como faz com a Al Qaeda. “Há certos extremistas muçulmanos que acreditam que a Nigéria deve ser uma nação islâmica e o Boko Haram é o principal órgão desse grupo de pessoas… O país sempre teve uma população muito bem dividida entre as duas grandes religiões [cristianismo e islamismo ], então não é possível simplesmente islamizar a Nigéria”, acrescentou o pastor.

Queridos irmãos, neste exato momento, diante de nossa insignificante comodidade e liberdade cristã mal aproveitada, oremos pelos cristãos perseguidos na Nigéria.

(Gospel Prime, via Jornal Pequeno)

Foie gras pode ser proibido em São Paulo

A produção e o comércio de foie gras pode estar com os dias contados na mais populosa cidade brasileira. Segundo um projeto de lei de autoria do vereador Laércio Benko que começou a tramitar esta semana na Câmara Municipal de São Paulo, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos não poderão mais comercializar o foie gras. Além disso, se aprovado o PL, não poderá haver criações de patos para produção de foie gras dentro dos limites do município. O foie gras (fígado gordo, em francês) é um dos “alimentos” mais cruéis já inventados pelo ser humano. Para que o fígado de patos e gansos fique doente e muitas vezes maior que um fígado sadio, as aves são forçadas a ingerir grandes quantidades de comida através de tubos de metal. Depois de alguns meses de agonia, as aves são mortas para a retirada dos fígados e, a partir deles, são preparados diversos pratos da cozinha francesa.

Os chefs de restaurantes franceses situados em São Paulo não gostaram da notícia: “A proposta de proibição do foie gras vai contra o que o povo brasileiro espera dos políticos. Parece até que esse vereador não acompanhou os protestos que chacoalharam o país algumas semanas atrás”, disse Erick Jacquin, que comanda a cozinha do La Brasserie, restaurante que tem no menu pratos com polvo, filhote de ovelha e fígado de ganso. Alguém esperava alguma sensibilidade sobre a criação de patos para foie gras do lado dos chefs franceses?

A proposta do vereador Benko foi inspirada por uma lei assinada em 2004, na Califórnia (EUA), pelo então governador Arnold Schwarzenegger. Hoje o foie gras é proibido no estado norte-americano e a cidade de São Paulo está no mesmo caminho.







Nota: Devia haver uma lei também contra a venda de carne de vitela, que submete bezerrinhos a uma tortura horrível apenas para satisfazer o paladar dos carnívoros humanos. Pesquise sobre a produção da carne de vitela, se quiser conferir por si mesmo.[MB] 

Leia também: "ONG realiza campanha contra foie gras"

A Descoberta: livro com potencial evangelístico

Sou apaixonada pelos livros! E quando soube do lançamento de A Descoberta fiz de tudo para adquiri-lo. Mas o livro esgotou no site da CPB e até entrei em contato com o Michelson pelo Twitter para saber quando chegaria mais. Assim que o estoque foi reposto, fiz o pedido do meu. Li em dois dias. Fiquei impressionada com a linguagem acessível, a narrativa envolvente, a farta bibliografia e pelo fato de o personagem central do livro ser levado a comparar as duas correntes de pensamento (teísmo/ateísmo) e perceber por si só as incoerências daquilo em que acreditava.

Mostrei o livro ao meu marido, e logo vimos o potencial evangelístico da obra. Meu esposo emprestou o livro a um colega de trabalho ateu, que leu, gostou e emprestou para a esposa. Ela também emprestou para outra pessoa ler. Não posso dizer ainda que impacto esse livro terá na vida dessas pessoas que entraram em contato com ele. Mas sei que Deus tem usado esse material para alcançar pessoas que não seriam alcançadas de outra forma. Parabéns, Michelson e Denis! E obrigada!

(Giovanna Eugênia, Petrolina, PE)

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quarta-feira, agosto 28, 2013

Direitos dos homossexuais versus liberdade religiosa

Quem ainda duvida que a normalização da homossexualidade e a legalização do casamento homossexual irão representar uma mudança radical na cultura em geral só precisa olhar para o Novo México para ver que nada menos do que a liberdade religiosa está sob ameaça. Jonathan e Elaine Huguenin são os proprietários de Elane Photography, uma empresa que opera como um estúdio fotográfico comercial. Elaine [foto ao lado] é a fotógrafa-chefe e os Huguenin “tocam” juntos o negócio. Em 2006, o casal se recusou a fotografar a cerimônia de compromisso de um casal do mesmo sexo e foi processado. Na semana passada, a Suprema Corte do Novo México decidiu que os Huguenin violaram os direitos humanos do casal do mesmo sexo e que a Primeira Emenda não permite que a Elane Photography se recuse a fotografar uniões do mesmo sexo.

A decisão do tribunal foi unânime, mantendo a decisão de 2012 por um tribunal de apelações. A decisão do tribunal declarou que os Huguenins agiram ilegalmente em se recusar a fotografar o “casamento” do mesmo sexo, ainda que Elaine Huguenin tenha argumentado que obrigá-la a fotografar a celebração de uma cerimônia do mesmo sexo seria obrigá-la a “funcionar” como um celebrante e assim violaria a sua própria consciência. Essa última parte do argumento dos Huguenin tem a ver com o fato de que a fotografia é “expressiva”, como uma forma de arte. Não há nenhuma forma em que fotografar uma cerimônia de pessoas do mesmo sexo não exigiria do fotógrafo profissional organizar e construir fotografias em ordem para celebrar artisticamente a união do mesmo sexo.

O tribunal concluiu: “Ao a Elane Photography recusar fotografar a cerimônia de compromisso do mesmo sexo, ela violou a NMHRA [New Mexico Human Rights Act], da mesma forma como se tivesse se recusando a fotografar um casamento entre pessoas de raças diferentes.” O tribunal posteriormente concluiu: “Ainda que os serviços que ela oferece sejam criativos ou expressivos, a Elane Photography deveria oferecer seus serviços aos clientes, sem distinção de raça dos clientes, sexo, orientação sexual, ou outra classificação protegida.”

Jonathan e Elaine Huguenin são cristãos que acreditam que o casamento é a união exclusiva de um homem e uma mulher. Eles também acreditam que são responsáveis e fiéis somente se evitam qualquer endosso explícito ou implícito do casamento homossexual. Eles insistiram que não discriminaram com base na orientação sexual do potencial cliente, mas somente com base na cerimônia que eles foram convidados a fotografar.

O Supremo Tribunal do Novo México rejeitou todos os argumentos apresentados em nome dos Huguenins - argumentos que têm um precedente muito claro nas decisões de outros tribunais, incluindo o Supremo Tribunal dos Estados Unidos. A decisão, neste caso, por esse tribunal é ao mesmo tempo forte e estridente...

A decisão do tribunal estabelece um precedente muito perigoso: “Se uma empresa de fotografia comercial acredita que o [New Mexico Human Rights Act] sufoca sua criatividade, ela pode permanecer no negócio, mas pode deixar de oferecer seus serviços ao público em geral. A escolha de Elane Photography de oferecer seus serviços ao público é uma decisão de negócio, não uma decisão sobre a sua liberdade de expressão.”

A decisão de negócio, mas não é uma decisão sobre a liberdade de expressão? ... A adição da orientação sexual como um denominador de uma classe protegida foi suficiente para levar os Huguenin perante um tribunal de um Estado que não reconhece legalmente o casamento do mesmo sexo.

A linguagem mais surpreendente na decisão do tribunal do Novo México não é, na opinião principal, mas na opinião “especialmente concorrente” do juiz Richard C. Bosson. Apesar de o juiz Bosson concordoar com a decisão contra eles, ele pareceu entender a situação dos Huguenin:

“Como devotos, cristãos praticantes, eles acreditam, por uma questão de fé, que certos mandamentos da Bíblia não estão abertos à interpretação secular, pois eles são feitos para serem obedecidos. Entre esses mandamentos, de acordo com os Huguenin, há uma determinação contra o casamento do mesmo sexo. No registro antes de nós, ninguém questionou [sic] a devoção dos Huguenin ou sua sinceridade; suas convicções religiosas merecem o nosso respeito... Se honrando o casamento do mesmo sexo seria tão conflituoso com seus princípios religiosos fundamentais... Como, então, perguntam eles, pode o Estado do Novo México obrigá-los a ‘desobedecer a Deus’ nesse caso? Como, de fato?”

Depois de fazer exatamente a pergunta certa, o juiz Bosson então passou a dar exatamente a resposta errada... Uma vez que a Elane Photography é uma empresa que oferece serviços ao público, não pode operar com base nos sinceros princípios cristãos dos Huguenin. De acordo com Bosson, o New Mexico Human Rights Act prevalece sobre os direitos de liberdade religiosa quando os dois entram em colisão.

A linguagem é de tirar o fôlego. Portanto, o preço da cidadania é a negação da liberdade religiosa, quando as convicções cristãs desse casal correm em colisão frontal com os “valores contrastantes” dos outros. Esse é um “compromisso” que exige que os Huguenin desistam de suas convicções ou saiam do negócio...

O “casal” do mesmo sexo, nesse caso, não contestou o fato de que havia muitos outros fotógrafos profissionais disponíveis para eles. Na verdade, eles contrataram outro fotógrafo após Elane Photography recusar. Mas eles ainda pressionaram por força de lei para exigir que todos os fotógrafos comerciais forneçam serviços para as cerimônias do mesmo sexo. E eles conseguiram o que exigiram.

Essa é a verdadeira natureza do “compromisso” que o juiz Bosson argumenta, é “o preço da cidadania”. A decisão em si é uma negação da liberdade religiosa e das garantias constitucionais de expressão religiosa e liberdade de expressão.

O juiz Bosson afirma que “há um preço, que todos nós temos que pagar algures em nossa vida cívica”. O Supremo Tribunal Federal do Novo México já deixou claro que o preço a ser pago por muitos é a perda de sua liberdade religiosa.

(Albert Mohler, via Origem e Destino)

Livro de Stephen Meyer é destaque no New York Times


Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Darwin sabia que sua teoria da evolução através da seleção natural não explicava, nem suas versões atualizadas explicam, a Explosão Cambriana. Esse livro de Meyer responde às dúvidas de Darwin e deixa a Nomenklatura Científica e a galera dos meninos e meninas de Darwin desolados, pois fica patente em Darwin’s Doubt, de Stephen Meyer, que Darwin nem seus discípulos contemporâneos explicam a origem da informação genética necessária para a origem das espécies. Darwin kaput desde 1859, e a nova teoria geral da evolução - a Síntese Evolutiva Ampliada/Estendida- se não incorporar teoricamente a questão da informação genética, será em 2020 uma teoria científica natimorta... Fui, nem sei por que, rindo da cara daqueles que diziam que a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários de A a Z não estava passando por nenhuma crise no contexto de justificação teórica. Nada mais falso. Aliás, mentir em nome de Darwin é costume dessa turma!”

E eu pergunto: Qual vai ser a editora corajosa a publicar em língua portuguesa o livro científico (não se trata de religião nem mesmo de criacionismo) do Meyer? Michael Behe lançou seu segundo livro faz algum tempo, e nada também de publicação no Brasil. Mas quando Dawkins et caterva dão um espirro por lá, correm e publicam aqui. Quanta parcialidade![MB]

terça-feira, agosto 27, 2013

Merchandising pró-aborto na novela “Amor à Vida”

Estava programada para [quinta-feira] uma manifestação de militantes de esquerda no Congresso Nacional em defesa do controle da mídia. Nem sei se aconteceu. Acompanhei depois o julgamento do mensalão, fiquei estudando o caso da saúde, li sobre as barbaridades na Síria e deixei de lado os pterodáctilos. Escrevi no começo da tarde um post a respeito. Perguntei, então, por que as esquerdas querem tanto controlar essa tal mídia se controlada ela já está. E citei o caso da Globo. Indaguei se havia como a emissora ser mais de esquerda – em qualquer área que se escolha, incluindo as novelas. Vi há pouco uma cena chocante de “Amor à Vida”. Está inaugurado o merchandising militante pró-aborto. Nunca houve antes nada parecido. Como há no enredo um hospital, lugar preferencial paras as maldades de Félix, o vilão que caiu no gosto popular, eis que, do nada, chega uma paciente com hemorragia. Mobiliza-se o socorro de emergência. Um médico então diz: “Eu não posso atender!” A equipe tenta salvar a moça, mas em vão. Ela morre. E começa a discurseira. O médico mais velho diz que ela fez um aborto ilegal, que o procedimento foi malfeito e que a mulher morreu por isso. Vai mais longe: “Infelizmente, essa é uma das principais causas da morte de mulheres no Brasil.” É mentira! É mentira escandalosa! Já chego lá. A enfermeira, com o cadáver ainda à sua frente, quentinho, dispara: “Morte de mulheres pobres, né? Porque as ricas fazem aborto em segurança” (se a fala não é exata, tratou-se de algo ainda mais primitivo). Foi mais longe, dizendo que essas mulheres também são vítimas da miséria e da ignorância. Ainda era pouco. O médico mais velho vai, então, procurar o outro, que havia dito que não poderia fazer o atendimento.

– Por que você não quis atender a paciente?

– Porque ela fez aborto. Isso é contra as leis divinas.

O chefe lhe dá uma carraspana. O rapaz, então, reproduzindo uma caricatura do discurso religioso, emenda:

– Me recuso a atender uma pecadora!

– Você está fora do corpo de residentes deste hospital!

Fiquei com vergonha de assistir à cena. As peças didáticas de Padre Anchieta para convencer os índios de que sua cultura original estava cheia de demônios eram mais complexas, mais sofisticadas, com mais nuances. Estou lendo Sussurros, de Orlando Figes, sobre a vida cotidiana na URSS de Stálin. O didatismo brucutu dos comunas, nas escolas, contra os reacionários, era mais sutil e nuançado. Prometi a mim mesmo que não vejo a novela nunca mais, nem excepcionalmente, como hoje. Como vocês sabem, de hábito, estou trabalhando a essa hora. E nunca mais verei não porque ofenda as minhas convicções, mas porque ofende a minha inteligência. O merchandising social – a morte de fetos se insere nessa categoria? – tem um compromisso com a verdade.

Principal causa de mortes? Eu não sei, ou sei, por que os abortistas precisam mentir tanto. Qual é o problema dessa gente com os fatos e os fetos? Até outro dia, os mentirosos contumazes diziam que 200 mil mulheres morriam, por ano, vítimas de aborto. Eleonora Menicucci, a abortista e ex-aborteira que é ministra das Mulheres, chegou a levar esses números a uma reunião da ONU. Em fevereiro de 2012, fiz uma conta com os dados disponíveis, todos oficiais. Acompanhem.

Em 2010, o Censo do IBGE passou a investigar a ocorrência de óbitos de pessoas que haviam residido como moradoras no domicílio pesquisado. ATENÇÃO! Entre agosto de 2009 e julho de 2010, foram contabilizadas 1.034.418 mortes, sendo 591.252 homens (57,2%) e 443.166 mulheres (42,8%). Houve, pois, 133,4 mortes de homens para cada grupo de 100 óbitos de mulheres.

Vocês começam a se dar conta da estupidez fantasiosa daquele número? Segundo o Mapa da Violência, dos 49.932 homicídios havidos no país em 2010, 4.273 eram mulheres. Muito bem: dados oficiais demonstram que as doenças circulatórias respondem por 27,9% das mortes no Brasil – 123.643 mulheres. Em seguida, vem o câncer, com 13,7% (no caso das mulheres, 60.713). Adiante. Em 2009, morreram no trânsito 37.594 brasileiros – 6.496 eram mulheres. As doenças do aparelho respiratório matam 9,3% dos brasileiros – 41.214 mulheres. As infecciosas e parasitárias levam outros 4,7% (20.828). A lista seria extensa.

Agora eu os convido a um exercício aritmético elementar. Peguemos aquele grupo de 443.166 óbitos de mulheres e subtraiamos as que morreram assassinadas, de doenças circulatórias, câncer, acidentes de trânsito, doenças do aparelho respiratório, infecções (e olhem que não esgotei as causas). Chegamos a este número: 185.999!

Já começou a faltar mulher. Ora, para que pudessem morrer 200 mil mulheres vítimas de abortos de risco, é forçoso reconhecer, então, que essas mortes teriam se dado na chamada idade reprodutiva – entre 15 e 49 anos. É mesmo? Ocorre que, segundo o IBGE, 43,9% dos óbitos são de idosos, e 3,4% de crianças com menos de um ano. Então vejam que fabuloso:

Total de mortes de mulheres – 443.166
Idosas mortas – 194.549
Meninas mortas com menos de um ano – 15.067
Sobra – 233.550
Dessas, segundo os delirantes de então, 200 mil teriam morrido em decorrência do aborto – e necessariamente na faixa dos 15 aos 49 anos!

Quando desmoralizei, COM NÚMEROS OFICIAIS, a mentira das 200 mil mortes, essa bobagem parou de ser veiculada no país. O doutor que disse aquela besteira na novela, fosse de verdade, seria um mentiroso, um mistificador, um vigarista. Vejam acima as principais causas da morte de mulheres no Brasil, ricas ou pobres. Se a enfermeira histérica faz seu trabalho tão bem quanto pensa, coitados dos pacientes!

O número de mortes maternas, no Brasil, está abaixo de 2.000 por ano! Atenção! Estou me referindo à morte de mulheres em decorrência da gravidez. O aborto, segundo dados do DataSUS, corresponde a 5% dessas mortes, entenderam? Ocorre que esse número inclui tanto o aborto espontâneo como o provocado. Assim:

a: o aborto não é a principal causa da morte de mulheres;
b: o aborto não é nem mesmo a principal causa de morte materna.

Não gosto de merchandising, de nenhuma natureza, comercial, social ou, como é o caso, ideológico. Repugna-me a ideia de que se deve pegar o telespectador distraído para, então, “pimba!”. Sabem por que jamais defenderia a sua proibição? Porque a engenharia legal para isso resultaria, com certeza, em algo ainda pior. Então que permaneça o mal menor – mas que chamo de “mal” ainda assim.

Aquele médico que se negou a atender a paciente que chegou morrendo, exibido na novela, não existe. Criou-se uma caricatura para, no fundo, demonizar o discurso religioso. Os índios caracterizados como diabos nas peças de Anchieta, no século XVI, eram personagens mais complexas e verossímeis. Imaginem se alguém formado em medicina se referiria a uma paciente terminal como “pecadora”; se diria a seu chefe que o aborto atenta “contra as leis divinas”. Usa-se, então, o discurso ridículo de um médico para ridicularizar os que se opõem ao aborto por motivos religiosos, o que é um direito num país em que há liberdade de crença.

Há um outro nível de falsificação nessa história. Existem médicos às pencas que são agnósticos, mas que se recusam a praticar o aborto mesmo nos casos em que ele é legalmente permitido. O Código de Ética Médica lhes assegura o direito de alegar objeção de consciência. Nesse caso, sua obrigação é informar a paciente dos seus direitos e encaminhá-la para um colega. “E no caso de não haver quem faça, num rincão do Brasil qualquer?” Assegurado um direito a ser conferido pelo poder público, o Estado tem a obrigação de prover os meios. Que se crie, sei lá, uma central nacional, com um número de telefone, para ocorrências dessa natureza e garantia de atendimento.

Uma coisa é certa: obrigar um médico a fazer um procedimento que viola sua consciência seria um absurdo. Mas há uma pressão nesse sentido. Que eu saiba, nem os cubanos poderão se encarregar da tarefa...  A novela entrou de forma grosseira nessa questão. “Amor à Vida” faz proselitismo em favor da adoção de crianças por gays e levou ao ar, nesta quinta, essa cena patética, mentirosa e patrulheira, sobre aborto. No Globo Repórter, a gente aprendeu que só uma família deve ser chata: a que tem papai e mamãe. Dia desses, um programa discutia a descriminação das drogas na base de quatro (a favor) a um (contra). Certamente não reproduz os percentuais que estão na sociedade.

E os pterodáctilos ainda querem fazer o controle social da mídia, muito especialmente da Globo, acusando-a, imaginem só!, de ser conservadora, reacionária. Pois é! Com todo o suposto conservadorismo e reacionarismo, um “médico” foi demitido. Deus nos livre da versão progressista. O coitado teria sido fuzilado em nome do povo e da vida.

Pode não parecer, eu sei, mas o que se viu em “Amor à Vida” foi uma manifestação absurda de intolerância. Intolerância com a divergência (os que se opõem ao aborto – e que, curiosamente, são maioria absoluta no Brasil) e intolerância com a religião, reduzida a uma patética caricatura. Deus nos livre da intolerância dos tolerantes! Sabem ser obscurantistas em nome das luzes.

(Reinaldo Azevedo, Veja)

Nota: Uma novela que tem como título “Amor à Vida” fazendo apologia do aborto é, no mínimo, algo contraditório. Pelo visto, levando em conta a cena abaixo (e outras informações sobre o teor “picante” dessa novela), o que esse folhetim defende é o amor à vida promíscua e a destruição dos princípios cristãos, da moral e dos velhos e bons costumes. Parabéns, Reinaldo, por colocar o dedo na ferida.[MB]


65 anos de casados e morte com 11 horas de diferença

Após 65 anos de casamento, os americanos Harold e Ruth Knapke morreram com apenas onze horas de diferença entre um e outro, nesta segunda-feira. Segundo o jornal The Washington Post, eles estavam internados no mesmo quarto de um hospital na cidade de Dayton, no Estado de Ohio, desde o último dia 11. “Eles queriam estar juntos em todos os momentos e foi assim”, comentou uma filha do casal, Margaret Knapke. Harold, de 91 anos, morreu primeiro. Após algumas horas, enfermeiros informaram sobre a morte de Ruth, de 89. A família não especificou se os dois sofriam de alguma doença e divulgou que estavam “a alguns dias de completar o 66º aniversário juntos”. Os dois se conheceram na infância e começaram a namorar pouco antes da 2ª Guerra Mundial, quando Harold serviu o Exército americano. Na volta, ele se tornou professor e ela cuidou dos seis filhos que tiveram.


Nota: Em tempos de casamentos tão voláteis em que cônjuges se separam pelos motivos mais banais, uma notícia como essa serve de alento e mostra que o casamento é uma bênção e que o amor é a “cola” mais poderosa dessa união que nasceu no coração de Deus.[MB] 

Por que o “fato” da evolução não é uma “Brastemp”?

1. As mutações não são aleatórias.

2. As características adquiridas podem ser hereditárias.

3. A visão genocêntrica da evolução está errada.

4. A evolução não é um processo gradual gene a gene, mas deve ser macromutacional.

5. Os cientistas não têm tido a capacidade de criar novas espécies em laboratório ou estufa, e nós não temos visto a especiação ocorrer na natureza.

QED: Darwin kaput desde 1859 na explicação de A Origem das Espécies! E estamos fazendo biologia evolucionária no vácuo epistêmico... Ué, mas nos ensinaram nas universidades que A CIÊNCIA ABOMINA O VÁCUO EPISTEMOLÓGICO! Então, como está sendo feita a CIÊNCIA NORMAL em biologia evolucionária? Abracadabra? Entranhas de animais? Cartas de Tarô? Búzios? Leitura de mão? Horóscopo? 

“Cemitério” de baleias é encontrado no deserto

Cientistas preservaram em gesso a cauda e a caixa torácica do esqueleto pré-histórico de uma baleia adulta no Deserto do Atacama, no Chile, em 2010. O fóssil é de uma das 20 baleias com cerca de cinco milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] encontradas em uma estrada que passa pelo “cemitério”, a mais de meia milha (1km) da costa do Pacífico. Os especialistas anunciaram a descoberta no mês passado. Não se sabe por que as baleias foram encontradas juntas, disse Nicholas Pyenson, paleontólogo da Smithsonian Institution, que lidera a escavação. Mas as razões possíveis incluem uma tempestade capaz de empurrá-las de forma abrupta da costa, maré vermelha, proliferação de organismos microscópicos que liberam toxinas na água, fazendo as baleias encalhar em grupo - é o que disse Pyenson, do Comitê de Pesquisa e Exploração da National Geographic Society. [...]





Nota: Note que uma das possíveis causas da presença de fósseis de baleias no deserto a um quilômetro do mar, aventadas pelos pesquisadores, é uma tempestade, que teria de ser, necessariamente, muito forte para arrastar animais de grande porte a uma distância considerável (se é que o mar estava mesmo ali há milhares de anos). De qualquer forma, para que esses grandes mamíferos pudessem ser sepultados e fossilizados, não bastaria água; seria necessária grande quantidade de lama e sedimentos e um sepultamento rápido. Isso sugere um evento muito mais catastrófico do que uma tempestade localizada, evento esse causador de fenômenos semelhantes em todas as partes do mundo.[MB]

Leia também: "Tempo, fé e fósseis de baleias""Baleias fósseis são descobertas em deserto chileno" e "Ancestral da baleia? Me poupem!"

segunda-feira, agosto 26, 2013

Livro analisa em romance discussão ateísmo x crença

Realmente há alguns livros que valem a pena ser lidos porque o conteúdo nos conduz a algo melhor e nos faz verdadeiramente raciocinar e até nos emocionar. É o caso do recém-lançado A Descoberta, publicado pela Casa Publicadora Brasileira, de autoria do jornalista Michelson Borges e do profissional de direito Denis Cruz. O livro é uma narrativa muito bem estruturada que aborda a discussão do ateísmo versus crença religiosa, e passa pelas questões que envolvem ciência e religião e seus pontos convergentes. A história é bem escrita, os argumentos científicos e teológicos estão inseridos de maneira inteligente a ponto de o leitor ser guiado a uma discussão bem profunda sem praticamente perceber.

Mas não espere um livro de muitas páginas com o uso típico de argumentação (que também tem seu lugar) e, sim, uma narrativa agradável para ser lida, de uma família. Tem reflexões sobre espiritualidade bem claras que nos levam a pensar em nosso modelo de vida também. Esse livro realmente merece ser lido e compartilhado.

Essa discussão de ateísmo versus crença religiosa é bem interessante atualmente, porque o ateísmo se tornou uma bandeira para muitos e uma causa pela qual cientistas e mesmo não cientistas estão lutando de maneira aguerrida. Ao mesmo tempo, a noção de crença religiosa parece estar mudando no mundo e há certo interesse em se relativizar tudo.

O grande mérito de um livro como A Descoberta é trazer à tona para um público não tão científico (inclusive jovens que quem sabe estão estudando e enfrentando esse dilema nas universidades que frequentam) o fato de que o mundo não pode ser observado apenas sob a perspectiva do ateísmo, do materialismo, das filosofias anticristãs ou antirreligiosas. Evidentemente, há que se respeitar esse tipo de pensamento, mas não se pode aceitar que seja o único vigente nem o mais racionalmente plausível ou digno de ampla divulgação.

Virou moda criticar a religiosidade ou a religião, ou mesmo, no caso do cristianismo, a Bíblia Sagrada e seus conceitos. Ok. Respeitemos os modistas ou os que tornaram isso uma moda atualmente por meio de campanhas sistemáticas, mas os eles precisam compreender o valor que obviamente está contido na religião e na Bíblia. Não se pode fechar os olhos para essa realidade.

O convite do livro é claro para mim. Convida à pesquisa, ao estudo, à leitura, à descoberta, assim como um dos protagonistas da história fez. E lógico que essa viagem leva a muito mais do que o saber intelectual. Conduz a uma perspectiva mais ampla que mexe com o futuro, com o passado, com as emoções e com todos os aspectos da vida.

A discussão milenar ateísmo versus crença religiosa, como todos sabem, permanece e vez por outra dá a impressão de crescer. Mas é saudável quando os dois lados são postos sobre a mesa. Ninguém, nesse ambiente, tem o direito de menosprezar o outro. Mas argumentar é o que se deve fazer. Com sinceridade, em busca de algumas respostas que certamente estão preparadas para os que anseiam encontrá-las.

(Felipe Lemos, Realidade em Foco)

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Já não se fazem mais darwinistas como antigamente

“Alguns de nossos bons amigos, biólogos experimentais com patentes registradas (geralmente conhecidos como biólogos ‘com a mão na massa’) que leram versões prévias deste manuscrito, bateram em nossos pulsos porque eles pensam que o que nós estamos dizendo é um exagero. Eles nos disseram: ‘Ninguém é mais esse tipo de darwinista.’ Nós ficaríamos felizes se isso fosse verdade, mas há boa razão para se duvidar de que seja assim. E se for verdade, a notícia não tem sido amplamente disseminada entre os biólogos ‘com a mão na massa’.”

(Jerry Fodor e Massimo Piatelli-Palmarini, What Darwin Got Wrong [London: Profile Books, 2010], p. 91)

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Isso explica, em parte, o silêncio dos darwinistas aqui no Brasil sobre a fragorosa falência da teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários (de A a Z) no contexto de justificação teórica.”

sábado, agosto 24, 2013

Cadáver de “dragão” aparece em praia na Espanha


Dragão, Monstro do Lago Ness ou um peixe realmente estranho? Fotos de uma criatura misteriosa que apareceu nas praias da Andalusia, Espanha, levaram os banhistas a afirmarem que era um peixe mutante. “Não temos ideia do que possa ser”, disse Maria Sanchez, Coordenadora da Proteção Civil, ao jornal espanhol Levante. “Uma mulher encontrou uma parte [do animal] e nós ajudamos a apanhar o resto.” O cadáver do animal tem pouco mais de 4 metros e está em avançado estado de decomposição, de acordo com o jornal espanhol. “É difícil dizer [que animal é]”, disse à NBC no Twitter, o pesquisador de tubarões da Universidade de Miami, David Shiffman. “Mas o especialista acredita ser plausível que seja um tubarão martelo.”

A criatura está em tal estado de decomposição que os especialistas na Espanha estão se baseando em imagens do cadáver para ajudá-los a determinar o que o mostro marinho é.

(Fox News)


Comentário do leitor Welton Lago: "Não sabem o que é, mas um bicho de [supostos] milhões de anos, baseado em um pedaço de mandíbula, aí eles sabem!"

sexta-feira, agosto 23, 2013

Cidade dos Ossos: o engano se torna mais explícito

Deu no Diário de Pernambuco: “Misturar fantasia e uma pitada de romance é um prato cheio para atrair leitores adolescentes. Baseado na obra de mesmo nome de Cassandra Clare, o primeiro filme da série ‘Instrumentos mortais – Cidade dos Ossos’ segue a dita receita e reúne um triângulo amoroso e uma guerra entre seres fantásticos. A adaptação cinematográfica da fanfic virou best-seller no mundo, foi dirigida por Harald Zwart e chega às telas de cinema nesta sexta-feira.” No portal Terra, foi publicado um texto que detalha a nova série: “Com o fim da milionária franquia ‘Crepúsculo’ em 2012, os estúdios correram para encontrar outra série juvenil fantástica para preencher o vazio. Depois do recente ‘Dezesseis Luas’ (baseado nos livros de Kami Garcia e Margaret Stohl), chega agora aos cinemas ‘Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos’, baseado na obra homônima da norte-americana Cassandra Clare. O que todas essas histórias têm em comum? Além do incontestável sucesso editorial, centram-se em jovens que descobrem possuir um poder paranormal, ao mesmo tempo em que se apaixonam por rapazes, cujo amor parece impossível (pelo menos nos primeiros livros). Embora o argumento pareça banal, as escritoras conseguem dar complexidade à fantasia, tornando tudo mais misterioso e movimentado.

“Longe do drama vampiresco de Stephenie Meyer, as mais recentes autoras incrementam a ação, apesar do clima de romance. Em ‘Dezesseis Luas’, bruxas (ou ‘conjuradoras’, como preferem) e feiticeiros lutam pelo bem e o mal, enquanto Lena, a protagonista, enfrenta bullying na escola e declara seu amor à literatura ao lado do namorado. O capricho da produção nos cinemas ganhou maior brilho com as participações especiais de Emma Thompson, Jeremy Irons e Viola Davis.

“Cassandra Clare segue um caminho semelhante e ‘Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos’, dirigido por Harald Zwart (do novo ‘Karate Kid’), mantém a engenhosidade e o clima soturno do livro, acompanhando a transformação de Clary (Lily Collins, de ‘Espelho, Espelho Meu’). Em determinada noite, em uma boate de Nova York, ela testemunha um assassinato. Apesar do grito de horror, ninguém ao seu lado consegue enxergar o assassino ou a vítima, mesmo o seu melhor amigo, Simon (Robert Sheehan).

“O que o espectador e a própria Clary percebem em seguida é que ela faz parte de uma espécie de clã autodenominado ‘caçadores de sombras’, que elimina demônios pelas ruas. Trata-se de um mundo invisível para os humanos comuns, repleto de magia, feiticeiros, bruxas, vampiros, lobisomens e fadas. [...]”

Nota: Cassandra Clare ganhou notoriedade como escritora na internet no início dos anos 2000 (sob o pseudônimo Cassandra Claire), quando publicava fanfiction de O Senhor dos AnéisHarry Potter. Ela fechou seu primeiro contrato para publicação de uma história original em 2007. É no mínimo curioso como escritores obscuros de repente explodem no mercado e se tornam best-sellers quase que da noite para o dia. Aconteceu com Rowling, com seu menino bruxo Harry Potter; com Meyer, com seus vampiros e lobisomens de Crepúsculo; e até mesmo com James, com sua trilogia pornográfica Cinquenta Tons de Cinza (que logo também chegará às telas, ajudando a convencer ainda mais gente de que o sexo pervertido é que seria “legal”). Uma coisa é certa: a perversão e o engano vão se ampliando cada dia mais na literatura e no cinema (nas pegadas de James, a ex-atriz pornô Sasha Grey escreveu um livro que, contam os críticos, é muito mais explícito e, claro, realista do que os Cinquenta Tons, e já há planos para que esse também vire filme). No caso da literatura (e dos filmes oriundos dela) para crianças e adolescentes é impossível deixar de notar a gradação do engano: no começo era o bruxinho, depois vieram os vampiros e os anjos caídos, e agora Claire junta tudo numa história só e adiciona os demônios. Você percebe como esta geração está sendo preparada para se familiarizar e aceitar como “normais” conteúdos relacionados com bruxaria, feitiçaria, ocultismo, vampirismo, anjos caídos e demônios (sem contar a pornografia, também)? Talvez o diabo nem precisasse se disfarçar para enganar as massas tão familiarizadas com seus enganos. Duas colheitas estão ficando cada vez mais maduras e logo serão colhidas. Em qual delas vamos estar? Em qual delas seus filhos estarão?[MB] 

quinta-feira, agosto 22, 2013

A Teologia da Libertação acabou?

A Teologia da Libertação acabou? Sim e não. Sim, porque ela não é mais a Teologia “oficial” da América Latina. Grande parte de seus expoentes está em idade avançada ou fora do debate teórico e prático (pastoral) do magistério da Igreja. Além disso, ela sofreu duras críticas do oficialato do Vaticano desde os anos 1980. Sua origem se deu em meio ao nascimento dos movimentos políticos, na cidade e no campo, nos anos 1960 na América Latina, e varreu grande parte do continente, principalmente do Brasil até o México. Muitos padres e freiras se envolveram em lutas contra regimes totalitários nesses países, como no Brasil, na Nicarágua e em El Salvador. O papel da Teologia da Libertação ao lado da luta pela liberdade política no continente é inegável. Mas, se essa origem e realidade política foram de grande valor histórico, foram também sua maldição.

Não, a Teologia da Libertação não acabou, porque continua impregnada na formação e nas aspirações de grande parte do clero e daqueles que aderem à Igreja nos países em desenvolvimento, justamente aqueles em que o catolicismo ainda tem alguma vitalidade. A razão de a Teologia da Libertação permanecer viva de alguma forma é simples, e o próprio cardeal Joseph Ratzinger (futuro papa Bento XVI) reconhecia essa razão em seus textos dos anos 1980: a Teologia da Libertação parte de um dos centros da experiência bíblica, o profetismo hebraico. Ele tem um forte apelo ético, social e político, eixo central da Teologia. Deus não é apenas místico, é também revolucionário. Ou revolucionário místico. Essa seria a melhor forma de descrever o modo como a Teologia da Libertação compreende seu Deus.

O cristianismo descende do profetismo hebraico. Tal vertente se caracteriza pelo afastamento do judaísmo antigo de sua primeira fase organizada, conhecida como “judaísmo do templo”, marcado por uma forte associação da casta política à casta sacerdotal. Dito de outra forma, a elite política e a elite religiosa eram a mesma ou muito próximas.

Tal fato sempre é corriqueiro na história das religiões. No caso do cristianismo, ele sempre teve uma dupla face: um amor pela instituição do poder (foi o herdeiro do espólio do Império Romano) e um mal-estar com esse mesmo poder. O advento da Teologia da Libertação repete, assim, uma velha vocação do cristianismo: sentir-se mal com os poderes do mundo.

No mundo do hebraísmo antigo, os profetas iniciam então uma dupla “campanha”: contra o abuso das elites e contra o relaxamento da observação dos mandamentos de Deus por parte tanto da elite quanto do “povo”. Os profetas da ira do Deus de Israel acusaram a elite israelita de ser gananciosa, hipócrita e egoísta. Os termos não variariam muito se falássemos de nossa própria elite.

Variando de intensidade e modos de expressão, os profetas trazem a marca do descontentamento de Deus com Israel e avisam ao povo que Deus não quer sacrifícios, mas sim que cuidem dos doentes, dos órfãos, das viúvas e dos pobres. Dito de forma sintética: Deus quer um “projeto social” para Seu povo. Ele não toleraria acúmulos absurdos de riqueza e mentiras. Ele olha o coração do homem e vê ali o mal, pouco importa se ele cumpre sua cota de animais mortos em sacrifícios.

Esse fenômeno ficou conhecido, por intermédio do grande sociólogo alemão Max Weber, como “desencantamento do mundo” ou, mais especificamente, desmagificação. Acostumados com uma religião praticada pelos sacrifícios de animais e rituais “mágicos”, os antigos conheceram na figura do profetismo hebraico o nascimento de uma religião ética e política. Deus Se preocupa mais com nossos atos e menos, ou não apenas, com nossos ritos.

É, justamente, nesse viés que surgem as profecias acerca da vinda do Messias, responsável pela realização plena deste mundo ético desejado por Deus. Jesus é visto como esse Messias pelos judeus que fundarão a seita do Galileu.

Por isso tudo, a Teologia da Libertação é reconhecida pelo teólogo Ratzinger como justa e correta em sua raiz cristã, na medida em que parte de um anseio que marca o cristianismo em sua matriz: uma crítica ao esvaziamento ético do judaísmo oficial e uma defesa da atenção com os mais “fracos”. Nisso, a Teologia da Libertação é absolutamente correta, em seu pressuposto de “opção pelos desfavorecidos” e de recusa à ordem injusta do mundo.

Há, todavia, um erro sério nela, e esse erro é responsável pelas várias críticas que ela recebeu ao longo dos últimos, grosso modo, 35 anos: sua associação com a hermenêutica marxista e sua contaminação com a política partidária. O pecado da Teologia da Libertação foi se apaixonar pelas práticas políticas da esquerda latino-americana.

A posição de Ratzinger define a atitude institucional da Igreja diante da Teologia da Libertação, na medida em que ele era representante da guarda da doutrina reta para a Igreja. Ele afirma que a confusão que a Teologia da Libertação fez ao assumir o materialismo histórico de Marx como ferramenta de interpretação da história da salvação implicaria uma evidente eliminação do componente confessional em favor da prática político-partidária. O resultado é que os teólogos “progressistas” acabaram por assumir o proletariado como o novo “povo de Deus”, em detrimento da totalidade da humanidade.

O marxismo necessariamente leria a história da salvação como luta de classes, enquanto o cristianismo deveria ler essa história da salvação como um caminho de inserção do amor de Deus no mundo. A salvação no cristianismo é uma história da “caridade” (amor de Deus), e não uma história do “justo ódio”, defendido pelos revolucionários marxistas.

Para a Igreja, a história da salvação passa, no plano humano, aquele que está a nosso alcance, pela transformação espiritual do homem, e não pela aceitação das demandas de uma prática política, muitas vezes violenta. Resumindo, a Teologia da Libertação acabaria por escolher Barrabás, o herói político judeu, em lugar de Jesus, o homem-Deus que era contra toda forma de partidarismo militante violento.

O correto carisma profético cristão se perde numa plataforma política que não precisa da Teologia para realizar sua revolução, e os padres se transformariam em pregadores da revolução. O próximo passo seria uma Igreja de padres ateus.

O “reinocentrismo” (termo usado para criticar os excessos políticos da Teologia da Libertação) é precisamente este passo em falso: em nome da justiça social, o clero latino-americano estaria disposto a negociar o caráter confessional da Igreja. A práxis política a levaria a negociar tudo pelo reino de Deus justo no mundo, mesmo que sem Deus.

Outro pecado da Teologia latino-americana de esquerda, diretamente ligado ao anterior, é sua tendência a atenuar a identidade católica em favor de um “respeito” maior por outras identidades, como as “espiritualidades” indígena ou africana. A causa evidente desse “relativismo do diálogo” é a identificação de grupos, como índios ou negros, como vítimas históricas da catequese católica colonial, em associação com os interesses das coroas portuguesa e brasVieira. Esses grupos são, portanto, objeto de atenção prioritária por parte daqueles que escolhem os desfavorecidos como o novo “povo de Deus”. O “reinocentrismo” político convive bem com esse relativismo e, por isso, se associa ao viés político dominante em sua história.

Talvez o efeito mais nefasto da Teologia da Libertação aos olhos da Igreja seja o esvaziamento “moderno” (porque em sintonia com os estudos históricos do protestantismo liberal alemão do século XIX) que ela correria o risco de fazer da divindade de Cristo, tornando-o apenas mais um “libertador”, aos moldes de um Che Guevara, palatável a gregos e troianos e, portanto, mais à mão em meio à diversidade cultural do continente. Ainda que nunca tenha sido um postulado da Teologia da Libertação, essa proposta de desdivinização de Cristo, a acentuação de Sua “humanidade”, a fim de torná-Lo menos “autoritário”, poderia estar no horizonte dos desdobramentos indesejáveis dessa revolução de Jesus.

Por último, mas não menos importante, vale a pena citar a tendência da Teologia latino-americana de esquerda a se aproximar de espiritualidades “nova era”, somando ao Deus bíblico atributos de um culto da natureza e sua “deusa”, tornando o cristianismo mais ecologicamente correto e, ao mesmo tempo, mais próximo de modos pagãos de crença. Um exemplo desse viés é a “feminilização de Deus” (reduzindo Seu caráter “patriarcal”), fazendo dEle um trunfo na mão das feministas católicas. Um risco concreto e temido pelo magistério da Igreja é que movimentos feministas como “católicas pelo direito de decidir” acabem por se aproximar da defesa do aborto na América Latina.

Se a Teologia da Libertação está acuada em sua natureza de flerte com a política de esquerda e seus “amores pela modernidade”, ao mesmo tempo ela carrega em si a marca de uma justa opção bíblica por um cristianismo ético, social e político. Esse clamor continua operando na escolha de muitos jovens por uma vida religiosa na América Latina e na África, porque, nesses países, a agonia social é evidente. Se ela está “proibida”, permanece viva como visão correta do papel do cristianismo e continua encantando inúmeras vocações. Ao contrário da Igreja dos países ricos, no Terceiro Mundo a Igreja ainda detém certa imagem de não ser apenas um reduto de políticos, escândalos financeiros e abusos sexuais. A Teologia da Libertação, mesmo combalida, convive bem com a imagem de uma Igreja moderna, aberta às demandas de um mundo em agonia e em transformação crescente.

É difícil dizer que a Teologia da Libertação tenha acabado definitivamente, porque ela está impregnada de uma das faces mais essenciais do cristianismo: a ideia de um Deus ético, crítico dos abusos do poder e sensível à infelicidade dos aflitos do mundo.

(Luiz Felipe Pondé, Época, 18/3/2013)