sexta-feira, janeiro 31, 2014

Declaração do CEO da Bayer revela essência do capitalismo

Fazemos remédio para quem pode pagar
O presidente da farmacêutica alemã Bayer disse em uma conferência em Londres que a empresa não vai perder muito com os processos indianos que obrigam empresas farmacêuticas a liberarem compulsoriamente a licença de produção de algumas drogas para outras empresas. De acordo com a revista Business Week, Marijn Dekkers disse que não vai perder muito dinheiro porque “vamos ser honestos. Nós não desenvolvemos esse produto pro mercado indiano, mas para pacientes do ocidente que podem pagar por ele, sinceramente”. A declaração chocou pela objetividade, por assim dizer. Marijn estava falando do Nexaver, uma droga da Bayer que mostrou resultados eficientes contra câncer de rim e fígado em estado avançado, mas custa quase US$ 70 mil por ano na Índia. Em março de 2012, a empresa deu a uma empresa indiana o direito de fabricar a mesma droga com um preço 97% mais baixo - US$ 177, pra ser mais honesta.

A Índia tem uma política curiosa quanto a drogas para doenças como HIV, diabetes e câncer: o país obriga que grandes farmacêuticas que queiram se estabelecer no mercado a liberarem a fórmula de produção de suas drogas a empresas menores e locais. Com isso, medicamentos genéricos e, portanto, mais baratos, ficam acessíveis à população mais carente imediatamente, a empresa farmacêutica perde os direitos exclusivos da produção do remédio e perde, também, a possibilidade de cobrar o quanto quiser pela droga, por causa da concorrência dos genéricos. A empresa farmacêutica não perde a patente do remédio e continua recebendo um pagamento pelo uso da fórmula, mas a produção não fica sendo um direito exclusivo.

Isso, é claro, não agrada as farmacêuticas e muitas estão enfrentando a justiça indiana pra tentar manter os direitos sob seus remédios. Confrontado, o CEO da Bayer disse que apesar de ele considerar a prática um roubo, a medida não deve afetar os lucros da empresa, porque ele não faz remédios para o mercado indiano. A declaração pegou muito mal e Dekkers disse, em outro momento, que o comentário foi uma “resposta rápida” dada na conferência e que a Bayer “quer que todas as pessoas compartilhem dos frutos do progresso da medicina, independentemente de sua origem ou renda”.

Sites como o TechDirt e usuários do Reddit lembraram que, apesar de ser uma declaração ofensiva, ela só é uma admissão honesta de um cenário que frequentemente vem disfarçado. “É uma admissão animadora e honesta de que, em vez de salvar vidas pelo mundo, a Bayer está interessada em maximizar lucros vendendo drogas caras para pacientes ocidentais que puderem pagar, e quem não puder pagar, que morra [...], escreveu o TechDirt. No Reddit, o comentário mais votado sobre a notícia diz: “Esse é provavelmente o CEO mais honesto da indústria farmacêutica que já existiu. Aprecio a honestidade dele, mas não gosto dessa natureza não caridosa. Todo mundo no planeta, sendo de Manhattan ou de Burundi, é um ser humano com esperanças e sonhos reais, e todo mundo merece uma chance.”

Vale lembrar de uma declaração de 1929 de George Merck, das farmacêuticas Merck: “Não é pelo lucro [que fazemos remédios]. O lucro é uma consequência, e se lembrarmos disso, ele sempre virá. Quando pensamos nisso com mais ênfase (que a medicina é feita para as pessoas), maiores foram os lucros.”


Nota: Este é o mundo em que vivemos e esses são os “valore$” que o regem. Infelizmente. [MB]

Concha de moluscos inspira a criação de supervidro

Imitando a natureza
Intrigados com a dureza das conchas dos moluscos, que são compostas de minerais frágeis, engenheiros encontraram inspiração em sua estrutura para produzir um vidro 200 vezes mais forte do que uma vidraça padrão. Segundo estudo publicado nesta terça-feira na revista Nature Communications, ao contrário do que se pode pensar, o vidro é fortalecido com a introdução de uma rede de fendas microscópicas. Uma equipe de cientistas da Universidade McGill, em Montreal, iniciou suas pesquisas com um estudo detalhado sobre materiais naturais como as conchas dos moluscos, ossos e unhas, que são assombrosamente resilientes apesar de feitas de minerais frágeis. O segredo consiste no fato de que os minerais se encaixam em uma unidade maior e mais forte. A junção significa que a concha contém minúsculas ranhuras denominadas interfaces. Externamente, isso pode parecer uma fraqueza, mas na prática é um defletor habilidoso da pressão externa.

Para dar um exemplo, a concha interna e brilhante de alguns moluscos, conhecida como nácar ou madrepérola, é cerca de 3.000 vezes mais dura do que os minerais de que é feita. “Fazer um material mais duro introduzindo interfaces fracas pode parecer um contrassenso, mas parece ser uma estratégia universal e poderosa em materiais naturais”, destacou o artigo.

Usando o que aprendeu, a equipe utilizou um laser tridimensional para esculpir fissuras microscópicas em lâminas de vidro, as preencheram com um polímero e descobriram que isso a deixou 200 vezes mais dura. O vidro seria capaz de absorver melhor os impactos, cedendo e curvando-se suavemente ao invés de se estilhaçar.

“Um contêiner feito de vidro padrão quebraria e se estilhaçaria se o deixassem cair no chão. Ao contrário, um contêiner feito com nosso vidro bioinspirado, tem a possibilidade de se deformar um pouco, sem se quebrar completamente”, disse à AFP François Barthelat, co-autor do estudo. “O contêiner poderia, assim, ser usado novamente após uma ou algumas quedas”, prosseguiu.

O vidro entalhado pode “se esticar” quase 5% antes de trincar, em comparação com uma capacidade de apenas 0,1% do vidro padrão. Um vidro mais forte pode ser usado em janelas à prova de bala, óculos e até mesmo telas de smartphones.

O vidro é funcional por causa de sua transparência, dureza, resistência a produtos químicos e durabilidade, mas a principal desvantagem é sua fragilidade. O novo método para lidar com esta fraqueza é “muito econômico”, segundo Barthelat. “Tudo o que se precisa é um feixe de laser pulsado, que pode ser direcionado precisamente para alguns pontos pré-determinados”, prosseguiu. “Nossa técnica de entalhamento com laser 3D pode facilmente ser aumentada e aplicada em componentes maiores e mais espessos, de formatos diferentes”, continuou.

Tentativas anteriores de copiar a estrutura robusta das conchas do molusco tinham de concentrado em criar novos materiais, ao juntar minúsculos “blocos de montar”, como a construção de um muro microscópico. “Nossa ideia foi atacar o problema de um novo ângulo: começar com um bloco maior de material sem microestrutura inicial e esculpir interfaces mais frágeis nele”, disse Barthelat.


Nota: E os pesquisadores inteligentes continuam gastando tempo, dinheiro e fosfato para imitar a engenharia da natureza que eles dizem não depender de inteligência... [MB]

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Igrejas evangélicas e católica reconhecem um só batismo

A caminho da união
A ideia de que, mesmo com suas particularidades, as igrejas cristãs reconheçam umas às outras como instituições que representam o corpo de Cristo, vem ganhando formato. Cinco igrejas históricas assinaram um documento reconhecendo oficialmente o batismo praticado entre elas, estabelecendo assim um ponto de relação. O documento é fruto de extensos debates e foi assinado por representantes das igrejas Católica, Lusitana Apostólica Evangélica, Evangélica Metodista, Evangélica Presbiteriana de Portugal e Ortodoxa do Patriarcado da Constantinopla. A assinatura aconteceu no último sábado, 25 de janeiro, na Catedral Lusitana de São Paulo, em Lisboa, Portugal. O reconhecimento mútuo do batismo estabelece que um fiel que for batizado em qualquer uma das igrejas signatárias será reconhecido como batizado nas demais, assim como as cerimônias de casamento.

O conceito de unidade cristã vem sendo alentado por diversos líderes há anos, e mais recentemente o papa Francisco tocou no assunto, dizendo que pede a Deus que ajude os cristãos a superar a desunião.

Sobre o documento de reconhecimento mútuo do batismo, a pastora da Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, Sandra Reis, afirmou que reconhecer “um só batismo” é um “passo que torna visível” a unidade entre as igrejas cristãs. “É uma contribuição para a caminhada ecumênica em Portugal”, definiu a pastora.


Nota: O ecumenismo avança a passos largos. Neste semana, mesmo, o papa Francisco fez outro apelo à união dos cristãos. [MB]


Morre de doença pulmonar ator do comercial da Marlboro

"Venha para o mundo da morte"
O ator Eric Lawson, protagonista de comerciais do cigarro Marlboro durante os anos 1970, morreu de doença pulmonar no dia 10 de janeiro, aos 72 anos, em sua casa na Califórnia. Segundo sua mulher, Susan Lawson, o ator teve uma parada respiratória derivada de uma doença chamada DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). Lawson participou de programas de TV como “Baretta” (1975-1978) e “São Francisco Urgente” (1972-1977) quando foi contratado para aparecer em propagandas do cigarro, de 1978 a 1981. O ator também trabalhou nas séries “As Panteras” (1976-1981), “Dinastia” (1981-1989) e “Baywatch” (1989-2001). Sua carreira acabou devido a um acidente em um set de filmagem de um faroeste.

Lawson – fumante desde os 14 anos – chegou a fazer campanhas antitabagismo parodiando a Marlboro, além de participar de um debate sobre os efeitos prejudiciais do cigarro no programa “Entertainment Tonight”, embora tenha continuado a fumar até ser diagnosticado com a doença.

Outros atores de comerciais da empresa que morreram de doenças relacionadas ao cigarro foram David Millar, que teve um enfisema pulmonar em 1987, e David McLean, morto devido a um câncer de pulmão, em 1995. O ator deixa seis filhos 

“O consumismo da elite é desespero”

Boas relações = menos consumismo
Flávio Gikovate não tem um divã. Quando um paciente chega ao consultório dele, num dos endereços mais caros de São Paulo (a Rua Estados Unidos, nos Jardins), encontra primeiro uma fachada de cimento queimado com portas altas de correr. Depois, pode tomar café na recepção térrea, entre um jardim interno envidraçado e telas coloridas de Claudio Tozzi. Na hora da consulta, sobe por uma escada sem paredes laterais até a sala do psiquiatra e se senta: ou num sofá, ou numa poltrona bem confortável de couro preto. Mas divã, como no nome de seu programa semanal na rádio CBN (No Divã do Gikovate), não tem. “Sempre trabalhei assim, prefiro olho no olho”, diz. Talvez seja o olho no olho, talvez seja o método da “psicoterapia breve” e a promessa de alta em seis meses – que faz com que ele atenda 200 pacientes por ano. Fato é que Gikovate se tornou o confidente de alguns dos empresários e executivos mais bem-sucedidos do país. [Leia a seguir alguns trechos da entrevista.]

Dinheiro anda comprando mais felicidade ou infelicidade?

Esses dias uma moça me perguntou se era possível ser feliz sendo pobre. Estudos de Harvard mostram que se faltar dinheiro para o básico – saúde, comida – provavelmente o indivíduo não consegue ser feliz. Algum para o supérfluo também é importante. Agora, de um ponto para cima, ele pode atrapalhar bastante. O consumismo é muito mais fonte de infelicidade do que de felicidade. O prazer trazido é efêmero, uma bolha de sabão – e em seguida vem outro desejo. Ele gera vaidade, inveja, uma série de emoções que estão longe de qualquer tipo de felicidade. E tudo vira comparação. Outro estudo diz que um indivíduo que ganha US$ 40 mil numa comunidade em que a média é de US$ 30 mil é mais feliz do que se ganhar US$ 100 mil e a média for de US$ 120 mil.

A elite brasileira é consumista demais?

Comecei a trabalhar em 1967, vi a chegada da pílula [anticoncepcional] e a emancipação sexual dos anos 60. Na época, achava-se que essa liberdade iria “adoçar” as pessoas. “Faça amor, não faça guerra.” Mas sexo e amor são coisas diferentes. É triste ver que os ideólogos daquela revolução estavam totalmente errados, porque a emancipação sexual aumentou a rivalidade entre os homens e entre as mulheres, foi criado um clima de competição, atiçou tudo que tinha de ruim no ser humano. Foi um agravador terrível do consumismo. Em países de Terceiro Mundo – e, intelectualmente, aqui é quase Quarto Mundo –, a elite só piorou nesse tempo. É uma elite medíocre, ignorante, esnobe. Na Europa e nos EUA, o exibicionismo da riqueza é muito menor. Na Europa, as pessoas consomem qualidade, não quantidade. Elas têm uma bolsa cara, mas não mil bolsas, para fazer disputa. Aqui há um comportamento subdesenvolvido e medíocre. E totalmente competitivo. As festas de casamento e de 15 anos são patéticas. A próxima festa tem de ser maior. Isso é sem fim. É sofrimento, é infelicidade. A quantidade e o volume com que as pessoas correm atrás dessas coisas é desespero.

Então o sexo é culpado pelo consumismo?

Desde o início, o erótico está acoplado ao consumismo. Nos anos 20, foi preciso introduzir novos produtos que não tinham a ver com necessidades, como o xampu. A ideia que tiveram foi acoplar um desejo natural a um desejo que se queria criar. Então botavam uma mulher gostosa para vender xampu. O consumismo sempre esteve relacionado ao erótico, não ao romântico. O romântico é o anticonsumismo. As boas relações amorosas levam as pessoas a uma tendência brutal ao menor consumismo. A verdadeira revolução, se vier, vai estar mais ligada ao amor do que ao sexo. [...]

Você às vezes se sente estressado?

Cansado. É diferente. Mas às vezes fico um pouco acelerado no pensamento, o que eu não gosto, porque empobrece a reflexão. Tenho a sensação de que o tempo ficou curto, de estar sempre devendo alguma coisa. Você se sente sempre em falta com um livro que não leu, um filme que não viu. Quando eu era moço, tinha cinco ou seis filmes importantes por ano para ver. Hoje, tem cinco filmes por mês. E bons! [...]

E quando as pessoas muito ricas são felizes, o que costuma levar a isso?  

Os executivos que se sentem realizados são aqueles que gostam do que fazem. Às vezes, ficam até viciados. Mas a maior felicidade das pessoas ainda é quando conseguem estabelecer vínculos amorosos de qualidade. Tanto faz ser executivo ou não. É o que tem de mais importante. Gostar do que se faz e ter uma boa parceria sentimental talvez sejam as duas principais fontes de felicidade nesse nosso mundo. 

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Hawking afirma que buracos negros podem não existir

Mudando de ideia?
Um artigo publicado pelo físico Stephen Hawking na última semana tem provocado burburinho no mundo científico. Sendo ele próprio um dos criadores da teoria moderna sobre os buracos negros, ele afirmou no artigo que o fenômeno pode não existir. O cientista parte da ideia de que a teoria corrente por trás dos buracos negros não se confirma sob a ótica da teoria quântica, somente sob a ótica da relatividade. Ele disse à revista Nature que, enquanto a teoria clássica afirma que não há como escapar de um buraco negro, a teoria quântica “permite que energia e informação escapem de um buraco negro”. A teoria clássica, citada por Hawking, prevê a existência de um “horizonte de eventos” no buraco negro. Trata-se de uma região próxima de um buraco negro na qual a gravidade é tão forte que nada consegue escapar, nem mesmo a luz. É justamente a existência desse fenômeno que é contestada pelo físico em seu novo artigo.

“A ausência de um horizonte de eventos significa que não há buracos negros – no sentido de regimes dos quais a luz não pode escapar para o infinito”, diz o artigo de Hawking.

Há cerca de um ano e meio, cientistas do Instituto Kavli de Física Teórica, em Santa Barbara, nos Estados Unidos, já haviam proposto uma teoria que levava em conta as regras da mecânica quântica – que rege o comportamento de partículas minúsculas como moléculas, átomos e elétrons – sobre a ação dos buracos negros.

Enquanto a teoria clássica defende que um objeto, ao passar pelo horizonte de eventos, é “sugado” de forma suave para dentro do buraco negro, a teoria formulada no Instituto Kavli defende que, ao atingir o horizonte de eventos, o objeto seria imediatamente reduzido a seus elementos fundamentais e, na prática, dissolvido. Isso por causa da presença de uma região altamente energética, batizada pelos cientistas de “firewall”.

A ideia para o artigo de Hawking, segundo a revista Nature, surgiu depois de uma conferência que Hawking fez via Skype em agosto de 2013 em uma reunião sobre “firewalls” organizada pelo Instituto Kavli. O físico propõe uma ideia que seja consistente tanto com a teoria quântica quanto com a relatividade.

Hawking descreve no artigo que o que existe no buraco negro não é nem o horizonte de eventos nem o “firewall”, mas um “horizonte aparente”. Esse fenômeno seria capaz de reter e manter a matéria temporariamente, com a possibilidade de liberá-la posteriormente, porém em um formato totalmente distorcido e “bagunçado”.

“O objeto caótico em colapso irá irradiar de forma determinística, porém caótica. Será como a previsão do tempo na Terra. Ela é determinada, mas caótica, então há perda efetiva de informação. Não é possível prever o clima com mais de alguns dias de antecedência”, compara Hawking, na conclusão de seu artigo.

Em entrevista à Nature, o físico Don Page, especialista em buracos negros da Universidade de Alberta, no Canadá, afirma que a nova teoria de Hawking é plausível, porém radical ao apresentar a possibilidade de que “qualquer coisa, em princípio, poderia sair de um buraco negro”.

O artigo de Hawking, foi publicado na quarta-feira passada (22) na plataforma ArXiv.org, arquivo online mantido pela Universidade de Cornell para artigos científicos nas áreas de física, matemática, ciência da computação, biologia, finanças e estatística. O título, “Preservação de informações e previsão do tempo para buracos negros”, brinca com a dificuldade de se prever o clima, citada pelo físico no texto do artigo.


Nota: Eita! Depois que li Uma Breve História do Tempo, do Hawking, lá nos meus idos tempos de adolescente (aos 15 anos, se não me engano), passei a “encarar” (entre aspas, porque não é possível vê-los) os buracos negros e o horizonte de eventos como reais. Cansei de repetir para quem me perguntava que buracos negros são estrelas colapsadas cuja densidade é tão grande que a força gravitacional “engole” tudo o que se aproxima, até mesmo os fótons (por isso o “buraco” é negro, pois não haveria reflexão de luz). Pois é, os conceitos podem mudar... Mas é bom para eu aprender uma vez mais a desconfiar de hipóteses que são mais matemáticas (e/ou filosóficas) do que observacionais. [MB]

O Grand Canyon não é tão antigo quanto se pensava

Um erro de até "65 milhões de anos"
O Grand Canyon é mais jovem do que se pensava: ele só tem entre 5 e 6 milhões de anos [ainda segundo a cronologia evolucionista], de acordo com um estudo publicado esta semana na revista Nature Geoscience. Estimativas anteriores chegaram a estabelecer que o cânion, que fica no sudoeste dos Estados Unidos, havia se formado há 70 milhões de anos. Segundo o pesquisador Karl Karlstrom, da Universidade do Novo México, o estudo demonstra que existem alguns segmentos de rocha mais antigos ao longo do Grand Canyon, mas que a formação como a conhecemos hoje é recente. “O que é diferente aqui, eu acho, é que nós finalmente temos uma descrição do Grand Canyon que faz jus a todos os dados coletados”, disse Karlston à BBC.

O cânion tem um comprimento de 450 quilômetros e uma profundidade de 1.800 metros. Cerca de cinco milhões de turistas visitam o local a cada ano. Toda essa vastidão é um dos desafios para pesquisadores que estudam o local, já que é preciso coletar material de vários pontos da formação.

Nesse estudo, os cientistas usaram o método de termocronologia para obter a datação. A técnica permite descobrir a época em que as rochas foram trazidas à superfície da terra devido à remoção das camadas de rocha mais superficiais pela erosão.

A medida foi feita em quatro segmentos ao longo do cânion. Apesar de os pesquisadores terem encontrado alguns segmentos mais antigos, a conclusão é de que o Grand Canyon tornou-se o gigante que conhecemos hoje quando todos os segmentos menores de cânion se uniram devido à erosão do Rio Colorado, o que ocorreu em um período mais recente.


Nota: Só erraram por 65 milhões de anos! Eles ainda chegam lá! Mas ainda continuam crendo que o rio Colorado seria o responsável por toda aquela erosão. E se novas técnicas e equipamentos de medição no futuro reduzirem ainda mais a idade da formação? Terão que finalmente admitir que somente uma tremenda catástrofe teria sido capaz de tamanha remoção de material. [MB]

Inscrição ajuda a confirmar reinos de Davi e Salomão

Achado lança luz sobre relato Bíblico
Um professor da Universidade de Haifa (Israel) afirma que uma inscrição em um jarro de barro descoberto em Jerusalém pode provar a existência dos reinos bíblicos de Davi e Salomão. O objeto, de quase três mil anos, foi encontrado em julho e é o mais antigo texto alfabético já achado na cidade histórica. “Estamos falando de reis verdadeiros, e os reinos de Davi e Salomão foram um fato real”, diz Gershon Galil. O debate entre os cientistas sobre o significado da inscrição ainda é muito grande, mas o professor afirma oferecer “a única tradução sensata” para o texto e ressalta que apenas a existência do objeto já é considerada importante. “A coisa mais importante é que (o jarro) nos conta que alguém naquele período sabia como escrever alguma coisa”, diz. Uma das dificuldades da tradução é que três letras do objeto estão incompletas. Galil as traduz como “yah-yin chah-lak”, o que em hebraico significa “vinho inferior”.

A parte mais importante, contudo, é o primeiro trecho do texto, que indicaria o 20º ou 30º ano do reino de Salomão. A inscrição, afirma o professor, está em uma forma inicial do hebraico do sul, pois é a única língua a usar dois yods (letras hebraicas) para a palavra “vinho”. Ele especula que o “vinho inferior” seria dado para trabalhadores que construíam a cidade de Jerusalém.

Se o hebraico como língua escrita era utilizado no período da inscrição no local, isso indica que os israelitas chegaram a Jerusalém antes do que se acreditava anteriormente e isso os colocaria em um tempo que a Bíblia indica que Salomão reinou. Galil acredita agora que novos indícios serão achados sobre os reinos bíblicos.

terça-feira, janeiro 28, 2014

“O salvador” não disse que Adão e Eva não existiram

O “salvador” em questão é o papa Francisco, pelo menos para a revista The Philadelphia Trumpet, que estampará na capa da edição de março: “O Salvador? Os planos do papa Francisco para curar as economias quebradas do mundo.” Para quem estuda as profecias, não é novidade que o papa vai usar sua crescente influência para fazer propostas de salvamento do mundo e que envolverão, certamente, a defesa dos dogmas que o Vaticano tanto preza. Estou na expectativa para saber que planos são esses e que propostas haverá também na encíclica sobre o meio ambiente. Mas a outra “notícia” fez disparar meu “detector de boatos”. Andam circulando nas redes sociais (e já recebi alguns e-mails perguntando sobre esse conteúdo) informações de que o papa teria dito que a “igreja não mais acredita num inferno literal”, e que, “como a história de Adão e Eva, nós vemos o inferno como um artifício literário.” (A propósito, mesmo a capa da Trumpet me deixou desconfiado, pelo fato de ser de maio de 2014. Então enviei um e-mail para a redação da revista e recebi como resposta: "That is the cover for the upcoming March issue.")

Outra declaração forte atribuída ao papa é esta: “A Bíblia é um livro sagrado bonito, mas como todas as grandes obras antigas, algumas passagens estão desatualizadas. Algumas passagens chamam mesmo para intolerância ou julgamento. É o tempo de ver esses versos como interpolações posteriores, contra a mensagem do amor e da verdade. [...] Com base em nossa nova compreensão, vamos começar a ordenar mulheres como cardeais, bispos e sacerdotes. No futuro, é minha esperança de que, um dia, um papa feminino não permita que qualquer porta que está aberta para um homem seja fechada para uma mulher.”

Embora seja sabido que os teólogos liberais católicos de fato interpretam os primeiros capítulos do Gênesis como alegoria, a mitologização do inferno já seria demais! Seria a negação da pretensa infalibilidade papal, uma vez que papas do passado afirmaram a existência do inferno, e o funcionamento da Inquisição dependeu em muito da manutenção do medo das pessoas de irem para o suposto lugar de tormentos. 

E o que dizer, então, da ordenação de mulheres para serem cardeais e até papas, no futuro?! 

De imediato fiquei desconfiado e fui pesquisar para saber se algum site de notícias sério havia veiculado algo semelhante. Nada. E é mais do que evidente que declarações bombásticas como essas atribuídas ao papa iriam repercutir no mundo inteiro, em diversos meios de comunicação, não apenas em blogs e sites “obscuros”.

No Brasil, houve sites (como o Paraíba.com.br) e blogs que repercutiram a “notícia” e apontam como fonte o site espanhol Mundo Historia (confira). Mas basta ler o site Media Ethics para descobrir a origem do boato fake.

Conforme eu já havia destacado no post “Boataria internética”, os cristãos têm o dever e a obrigação de divulgar apenas aquilo que seja verídico, já que dizemos amar a verdade. Portanto, antes de espalhar “notícias” por aí, verifique sempre a procedência das informações. E se detectar impropriedade em algo que você divulgou inadvertidamente, “corra” para se retratar. [MB]

85 ricos têm dinheiro igual a 3,57 bilhões de pobres

Um contraste que só aumenta
Essa é a conclusão do relatório “Governar para as Elites, Sequestro Democrático e Desigualdade Econômica”, que a ONG Oxfam Intermón publicou em 19/01/14. A desequilibrada concentração de renda nas mãos de poucos (típica do capitalismo retrógrado, exageradamente desigual) significa menos renda per capita para cada habitante e cada família do país. Mas isso não implica automaticamente mais violência (mais homicídios). Outros fatores devem ser considerados: escolaridade (sobretudo), emprego estável ou não, perspectiva de futuro, a racionalidade ou irracionalidade da política criminal adotada, religião, tradição, existência ou não do “tabu do sangue” (ninguém pode sangrar outra pessoa), etc.

O que sabemos? Que cruzando os dados objetivos do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), Coeficiente Gini (distribuição da renda familiar), renda per capita e o número de homicídios, temos uma tese: quanto mais elevado o IDH e menor o Gini menos desigualdade e menos violento é o país (e vice-versa: quanto mais baixo o IDH e mais alto o Gini, mais desigualdade e mais violência existe). Como regra geral, essa premissa é bastante válida. As exceções confirmam a regra.

O que essa tese aconselha ao bom governo, assim como às lúcidas classes burguesas dominantes? Que o incremento (a melhora substancial) dos fatores estruturadores do IDH (escolaridade, longevidade e renda per capita) e do Gini (distribuição da renda familiar) não pode ser desconsiderado como fator preventivo da violência. É de se chamar a atenção aqui, especialmente, para a educação. No lapso temporal de uma geração, a Coreia do Sul se revolucionou completamente por meio da educação massiva de qualidade. Esse é o fator preventivo mais relevante de todos. Como já dizia Beccaria, em 1764: “Finalmente, o mais seguro, porém o mais difícil meio de evitar os delitos, é aperfeiçoar a educação” (Capítulo 45, do livro Dos delitos e das penas).

Os dez países de mais alto IDH do mundo são os menos violentos (1,8 homicídio para cada 100 mil) e ainda estão entre os menos desiguais (veja o coeficiente Gini), com exceção dos EUA. Contam, ademais, com rendimento per capita muito alto e um excelente nível de alfabetização. O mais desigual nesse grupo (EUA) é precisamente um dos mais violentos (conta com quase o triplo de homicídios da média dos 47 países de maior IDH, que é de 1,8 para cada 100 mil pessoas). Isso nos conduz a concluir que não devemos nunca considerar um único fator (IDH) para medir ou prognosticar a violência.

(Luiz Flávio Gomes, JusBrasil)

Nota: “O Senhor queria pôr obstáculo ao amor desordenado à propriedade e ao poderio. Grandes males resultariam da acumulação contínua da riqueza por uma classe, e da pobreza e degradação por outra. Sem alguma restrição, o poderio dos ricos se tornaria um monopólio, e os pobres, se bem que sob todos os respeitos perfeitamente tão dignos à vista de Deus, seriam considerados e tratados como inferiores aos seus irmãos mais prósperos. A consciência dessa opressão despertaria as paixões das classes mais pobres. Haveria um sentimento de aflição e desespero que teria como tendência desmoralizar a sociedade e abrir as portas aos crimes de toda espécie. Os estatutos que Deus estabelecera destinavam-se a promover a igualdade social” (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 534). Infelizmente, quase ninguém mais segue esses estatutos (especialmente os governantes e políticos). E o que vemos? Exatamente um mundo cada vez mais desigual e violento. [MB]


Isaac & Charles: Cada um na sua?


Isaac Newton (1643-1727) e Charles Darwin (1809-1882) são dois nomes importantes da história da ciência. De certa forma, eles representam duas maneiras de enxergar a realidade que nos cerca: Newton, além de cientista, era profundo conhecedor da Bíblia Sagrada e nunca deixou de manifestar sua cosmovisão teísta; Darwin, com sua teoria da evolução, deu força ao pensamento naturalista segundo o qual a vida poderia surgir por meio de causas puramente naturais. É esse viés (naturalismo x teísmo) que é explorado nas tirinhas "Isaac & Charles". Os personagens foram criados pelo musicólogo Joêzer Mendonça (concepção) e por mim (arte). Com a concordância do meu amigo, daqui para a frente, eu assumo as tirinhas (tanto o texto quanto a arte). Preferi optar pelo preto e branco justamente para economizar tempo na produção delas. Espero que você aprecie as discussões desses dois gigantes que, se tivessem vivido na mesma época, certamente teriam muito o que conversar. [MB]

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Dr. Ben Carson fala sobre educação contra o aborto

Quando princípios divinos são atacados
Vários anos atrás, fui consultado por uma mulher jovem que tinha 33 semanas de gravidez e estava a caminho de Kansas para fazer um aborto. Eu informei a ela das várias opções disponíveis para além do aborto, e ela decidiu ir adiante com a gravidez, ainda que a criança tivesse hidrocefalia e fosse precisar de uma intervenção neurocirúrgica algumas semanas após o nascimento. Ela manteve o bebê e ama a criança linda que ele se tornou.

Um par de décadas atrás, eu vim para a unidade pediátrica de cuidados intensivos em jornadas matinais e me contaram de uma menina de quatro anos que havia sido atropelada por um caminhão de sorvete e estava em coma, exibindo pouca função neurológica à exceção de pupilas reativas. Eu testei seus reflexos pupilares, e ambas as pupilas estavam fixas e dilatadas.

A equipe me indicou que isso era algo que devia ter acabado de ocorrer. Eu agarrei a cama e, com alguma ajuda, transportei a menina rapidamente para a sala de cirurgia para uma craniotomia de emergência. Esbarrei no caminho com um neurocirurgião sênior, que me disse que eu estava perdendo meu tempo e que, na melhor das hipóteses, poderíamos acabar com alguém em estado vegetativo.

Mesmo assim, concluímos a operação e, alguns dias depois, suas pupilas ficaram reativas, e ela acabou saindo do hospital. Eu a vi alguns anos atrás andando pelo hospital com a sua própria filha de quatro anos. Ela estava neurologicamente totalmente intacta e me disse que havia se tornado uma espécie de celebridade em função da experiência que acabo de relatar.

O que essas duas histórias têm em comum? Ambas envolvem vidas preciosas que poderiam facilmente ter sido descartadas.

Toda a minha vida profissional foi dedicada a salvar e melhorar vidas. Assim, a ideia do aborto por razões de conveniência não me atrai. Eu conheci pessoalmente várias pessoas que me disseram que suas mães chegaram a considerar a ideia do aborto, mas felizmente decidiram rejeitá-la.

A maioria de nós instintivamente quer proteger criaturas indefesas e às vezes não mede esforços para fazê-lo. Os comerciais de televisão sobre animais que sofrem abusos são pungentes e, como sociedade, às vezes atrasamos ou cancelamos grandes projetos de construção para proteger um inseto, anfíbio ou peixe que estejam “em perigo”. No entanto, muitos de nós fazem vista grossa para a matança desenfreada de milhões de bebês humanos indefesos, que são muito mais sofisticados do que algumas das outras criaturas, quando nada está em jogo além da conveniência de um ou de ambos os pais.

Não estou dizendo que devemos abandonar nossos esforços para salvar filhotes de focas e uma série de outros animais. Eu estou dizendo: Não devemos considerar adicionar fetos humanos e bebês à lista?

Assistir ao desenvolvimento do feto humano é inspirador. Em menos de três meses a partir da concepção, os pequenos pés e mãos são bastante reconhecíveis, e diversas características faciais fazem deles fofos, ainda que muito pequenos. Desde o primeiro dia, os neurônios do cérebro estão se proliferando em uma taxa que vai render um escalonamento de 100 bilhões de neurônios até o nascimento. Em questão de nove meses desde a concepção, temos um ser humano que vive, respira, come, emite sons e que apenas dois meses mais tarde se torna interativo socialmente.

Algumas pessoas se opõem a que as mulheres grávidas vejam imagens de ultrassom de seus bebês em desenvolvimento, porque elas não querem que seja desenvolvido um vínculo emocional. Uma contemplação cuidadosa e imparcial, no entanto, pode levar à conclusão de que tal vínculo é essencial para a sobrevivência da humanidade. Agricultores de sucesso nutrem e protegem suas colheitas em crescimento, e se as condições ameaçam suas colheitas, eles fazem o que é necessário para protegê-las. Ao invés de atacar a analogia, pense no quão mais preciosa que um pé de milho é uma vida humana.

É importante tentar compreender o estado emocional de mulheres jovens que procuram um aborto. Em vez de julgá-las e condená-las, precisamos oferecer compaixão e apoio. Elas precisam ser providas de acesso fácil a serviços de adoção e informações sobre a assistência disponível a elas, caso elas decidam ficar com o bebê. Eu visitei muitas instalações aquecidas e convidativas em todo o país, que existem apenas para o propósito de ajudar essas jovens.

É igualmente, senão mais, importante chegar a essas mulheres jovens antes que elas engravidem. Esqueça aquelas pessoas politicamente corretas que dizem que todos os estilos de vida são iguais, e informe a essas jovens sobre as verdadeiras consequências de ter filhos fora do casamento, sem ser financeiramente independentes. Precisamos fazer com que elas entendam que podem proporcionar uma vida muito melhor para si e para seus filhos quando planejam com antecedência e se valorizam de forma adequada.

Como uma sociedade, nós não podemos ter medo de discutir questões sociais e morais importantes. Nossa herança como nação é construída com base em compaixão, perdão e compreensão. Coragem também é de vital importância, porque aqueles que permanecem com princípios e valores divinos serão atacados.

A tentativa de caracterizar o amor e a compaixão para com a vida humana como uma “guerra contra as mulheres” é enganosa e patética. Nós, o povo, devemos parar de nos deixar ser manipulados por aquelas pessoas com agendas que não incluem o respeito pela santidade da vida. [...]

Pense sobre isso: quando uma mulher está grávida, o que acontece? As pessoas se levantam e lhe oferecem seus lugares; elas saem do caminho e dizem “você, primeiro”. Há um grande respeito e amor por mulheres grávidas. Não há guerra contra elas; a guerra é contra os bebês delas. Essa é a guerra que há. Bebês que não podem se defender sozinhos. Ao longo das últimas décadas, destruímos 55 milhões deles. E temos o descaramento de chamar outras sociedades do passado de pagãs. O que precisamos fazer é reeducar as mulheres para que elas entendam que são as defensoras desses bebês, não as destruidoras desses bebês. Precisamos que elas entendam isso. [...]

Há um monte de pessoas que diz: “Concordo com você. Eu acho que é errado, e eu nunca faria um aborto, mas eu acho que não tenho o direito de impor meus sentimentos aos outros.” Essa pode ser a resposta de muitas pessoas, mas suponha que os abolicionistas tivessem pensado assim nos séculos XVIII e XIX. Suponha que eles tivessem dito: “Eu não vou possuir escravos. Eu realmente acho que a escravidão é errada, mas, se você quiser ter os seus, tudo bem.” Se os abolicionistas tivessem tido essa atitude, onde estaríamos agora? Temos que lidar com essas grandes questões morais, e o aborto é uma questão importante para a nossa geração. Você não pode simplesmente enfiar sua cabeça na areia.

(Dr. Benjamin Carson é professor emérito de neurocirurgia, oncologia, cirurgia plástica e pediatria na Escola Johns Hopkins de Medicina e foi premiado com mais de 60 doutoramentos honoris causa e dezenas de citações nacionais de mérito. Ele é autor de mais de 100 publicações neurocirúrgicas e escreveu cinco livros best-sellers, incluindo America the Beautiful, ainda sem tradução no Brasil [você pode encontrar alguns livros dele em português no site www.cpb.com.br)

Nota: Leia esta declaração do presidente norte-americano Barack Obama e depois a opinião de Felipe Moura Brasil, responsável pela tradução e publicação do texto acima: “Reafirmamos o nosso firme compromisso de proteger o acesso da mulher a um cuidado de saúde acessível e o seu direito constitucional à privacidade, incluindo o direito à liberdade reprodutiva. E nós resolvemos reduzir o número de gravidezes não desejadas, apoiar a saúde materna e infantil, e continuar a construir comunidades seguras e saudáveis ​​para todos os nossos filhos. Porque este é um país onde todos merecem a mesma liberdade e as oportunidades para realizar seus sonhos.”

[Nota do Felipe:] “Não é maravilhoso como um esquerdista consegue transformar uma frase em uma picaretagem completa? O assassinato de bebês vira ‘direito à liberdade reprodutiva’, de modo que, livres para matar, podemos ‘construir comunidades seguras e saudáveis ​​para todos os nossos filhos’, exceto, é claro, aqueles que matamos. Isso porque ‘todos merecem a mesma liberdade e as oportunidades para realizar seus sonhos”, ok? Todos, menos os fetos, que só têm a ‘liberdade e as oportunidades’ de serem mortos.”

Sexo casual pode causar ansiedade e depressão

Fora dos planos do Criador: frustração
É o que aponta uma pesquisa da Universidade do Estado da Califórnia. Todos os 3,9 mil estudantes participantes preencheram um questionário sobre autoestima, satisfação com a vida e sensação de bem-estar. Entre eles, 11% disseram ter feito sexo casual nos últimos 30 dias. “Sexo casual” para a pesquisa era sexo com alguém conhecido há pouco tempo, no máximo uma semana. E essas pessoas se mostravam mais estressadas, com problemas de depressão e ansiedade do que os outros participantes. Os pesquisadores acreditam que esse estresse seja resultado de arrependimento. Segundo eles, a maioria das pessoas que faz sexo com recém-conhecidos acaba se arrependendo. Aí bate aquela bad: sensação de vazio, depressão e tristeza com a vida. Se tudo tiver rolado durante uma bebedeira, então, parece que o arrependimento é ainda maior.


Nota: Cada vez mais pesquisas deixam claro que (se as pessoas quiserem ver a realidade e ler as entrelinhas) o sexo foi criado para um contexto de romance, intimidade e compromisso – leia-se casamento. Fora disso é só dor, frustração e doenças (emocionais e físicas), a despeito da tremenda propaganda pró-licenciosidade promovida pelos meios de comunicação hipócritas. Por que hipócritas? Porque esses mesmos meios de comunicação depois “se admiram” com o crescente número de abortos praticados por adolescentes e o aumento de contaminados por DSTs. Por isso, pense bem antes de entregar para “qualquer um/uma” esse dom dado por Deus para ser desfrutado plenamente no contexto conjugal. O único sexo realmente seguro é praticado dentro dos limites do casamento monogâmico e heterossexual, e as marcas da irresponsabilidade podem ficar por toda a vida. Não prejudique sua vida sexual futura. [MB] 

“Fogo estranho” entre os pentecostais

Líder mundial da Assembleia de Deus
Dr. George O. Wood, pastor-presidente da convenção das Assembleias de Deus dos EUA, admitiu que existe “fogo estranho” entre os pentecostais. Ainda ecoam nas igrejas evangélicas as recentes declarações do influente pastor John MacArthur Jr. sobre as igrejas pentecostais e neopentecostais. Ele afirmou recentemente que elas não são cristãs, classificou seus ensinamentos como heresia e rejeitou a manifestação dos dons de línguas e de cura como algo vindo de Deus. Assim como vários líderes do segmento pentecostal, Wood, também presidente da Associação Mundial da Assembleia de Deus, respondeu a altura. Ele publicou uma carta aberta após a conferência “Fogo Estranho”, que reuniu cerca de 4.000 líderes na Califórnia, sendo transmitida em tempo real gratuitamente pela internet para cerca de 120 países.

O encontro, organizada pelo ministério do pastor MacArthur contou com oradores famosos, como R.C. Sproul, Conrad Mbewe e Steve Lawson. A questão mais polêmica é quando MacArthur considera que existe uma “adoração inaceitável a Deus” entre o movimento de renovação. “O movimento de renovação como um todo abriu a porta para um erro teológico maior que qualquer outra aberração doutrinária nos dias de hoje”, acrescentou.

O debate promete esquentar em novembro, quando ele lança o livro Strange Fire: The Danger of Offending the Holy Spirit with Counterfeit Worship [Fogo Estranho: O perigo de se ofender o Espírito Santo com louvor falso].

Em uma das palestras de MacArthur na conferência, ele fez o que chama de “Apelo aos amigos renovados”, pedindo que eles possam “discernir e serem protegidos do erro... servindo como uma fonte de verdade para as pessoas fora da Igreja”. O teólogo calvinista pediu ainda que “os membros do movimento tradicional pentecostal que amam a Cristo se manifestem contra as aberrações, as heresias, o terrível tipo de manipulação e engano que muitos no movimento renovado foram capazes de impor sobre pessoas sem conhecimento da verdade”.

Wood representa mais de 66 milhões de pentecostais no mundo. Alguns dias após ter rebatido os argumentos de MacArthur, seu documento enfrenta rejeição por parte de algumas igrejas. Mesmo assim, sua opinião é vista como muito influente na teologia pentecostal. “O Dr. MacArthur acredita que os dons miraculosos do Espírito cessaram com o fim da Era Apostólica e que os movimentos pentecostais e renovados são uma aberração teológica”, escreveu ele.

Passou então a apontar para várias passagens do Novo Testamento que embasam as crenças pentecostais nos dons do Espírito Santo, incluindo o falar em línguas (glossolalia), interpretação de línguas, profecia, curas físicas e divinas. Por fim, asseverou: “Reconheço que desde o século passado surgiram aberrações isoladas no comportamento e na doutrina dos que se identificam como pentecostais ou renovados. Mas o movimento como um todo provou ser uma força vital na evangelização mundial, o cumprimento da promessa que Jesus fez aos seus discípulos em Atos 1:8. Em nome dos 66 milhões de adeptos e mais de 360 mil igrejas da Assembleia de Deus em todo o mundo, agradeço a Deus que a fé e a vida da igreja de Atos 2 ainda estão sendo seguidas e vividas até hoje.”

Com um século de existência, a denominação Assembleias de Deus é uma das mais influentes do mundo. Embora não tenha especificado qual igreja ou denominação ele reconhece estar colocando “fogo estranho” diante do altar de Deus, a maioria dos teólogos aponta para a teologia da prosperidade, presente na maioria das igrejas neopentecostais.


Eles esqueceram livros

Livro "esquecido" em Teresópolis
“Caro Michelson, gostei muito da proposta de “esquecer” um livro, e já comecei a “esquecer” um livro missionário. Tenho como objetivo inicial fazer semanalmente esse “ministério do esquecimento”. A minha esposa também se empolgou e também vai começar. Vou começar a propor na Igreja Central de Teresópolis. Segue abaixo a dedicatória que coloquei num livro O Grande Conflito:

“‘Caro amigo leitor, a leitura nos proporciona alegria e novas descobertas. E a proposta do projeto de ‘Esquecer um Livro’ é compartilhar com você, amigo leitor, a alegria de novas descobertas. Assim, quando você terminar de ler este livro, ‘esqueça-o’ por aí, para que outro amigo possa descobrir novas alegrias. Tenha uma ótima leitura. Abraços,
‘O Esquecido.’”

“Coloquei duas passagens da Bíblia: Salmo 23:1 e 12:6.

“‘Esqueci’ o livro em uma praça perto do meu trabalho, aqui em Teresópolis.”

Yulo Braga


“Mais ou menos em outubro do ano passado, ‘esqueci um livro’ em uma concessionaria, na mesinha onde havia outras revistas, quando fui levar meu carro para a revisão. Uma pena que não escrevi o texto explicando o projeto e até tirei uma foto, mas roubaram meu telefone. Mas pretendo continuar com essa campanha.”

Larissa Dourado Silva 

domingo, janeiro 26, 2014

Nosso código genético tem mensagem alienígena embutida?

Assinatura do Criador?
A resposta para saber se estamos ou não sozinhos no Universo pode estar bem debaixo do nosso nariz, ou mais literalmente, dentro de cada célula do nosso corpo. Poderiam nosso genes conter um “selo do fabricante” escrito há bilhões de anos [sic] em outros lugares de nossa galáxia? Tal grife pode ser uma marca de uma civilização alienígena mestre que nos precedeu há muitos milhões ou bilhões de anos [sic]. Como seu legado, eles podem ter reformulado a Via Láctea em sua própria imagem biológica. Os pesquisadores Vladimir I. shCherbak e Maxim A. Makukov sugerem que o sinal inteligente embutido no nosso código genético seja uma mensagem matemática e semântica que não pode ser explicada pela evolução darwiniana. Eles dizem que, uma vez fixado, o código pode permanecer inalterado em escalas de tempo cosmológicas, representando uma excelente assinatura inteligente. Uma vez que o genoma é apropriadamente reescrito, o novo código com a assinatura permanecerá congelado na célula, que o transmitirá através do espaço e do tempo.

Para testar a ideia, os pesquisadores disseram que quaisquer padrões no código genético devem ser altamente significantes e possuir características inteligentes que são inconsistentes com qualquer processo natural. Eles argumentam que sua detalhada análise do genoma humano exibe uma minuciosa ordem de precisão entre os nucleotídeos do DNA e aminoácidos, revelando padrões aritméticos e ideográficos de uma linguagem simbólica, incluindo o uso da notação decimal, transformações lógicas e o uso do abstrato símbolo do zero.

Essa interpretação leva a uma conclusão absurda: a de que o código genético foi inventado fora do sistema solar há bilhões de anos [sic]. A vida na Terra teria sido semeada pela atividade interestelar.

Essa ideia vai ao encontro a uma ideia que é totalmente contrária à ciência [só porque os naturalistas querem]: o conceito de que um poder superior tenha criado a vida. Pode a hipótese de uma assinatura alienígena em nosso código genético ser mais crível ou provável do que o cenário bíblico?

Fato é que sabemos muito pouco sobre a origem da vida na Terra, e sem dúvida é muita presunção afirmar que é possível identificar uma estrutura genética que supostamente desafia uma explicação natural. Mesmo a descoberta de vida em outros cantos do sistema solar e fora dele não apoiaria essa ideia. E mesmo que o código genético seja o legado de um grande projetista extraterrestre, quem então o projetou? [Pergunta escapista...]


Nota: É interessante notar que, quando pesquisadores sugerem que o design inteligente da vida seria produto de mentes alienígenas, há os que até os levam a sério. Mas afirmar que a assinatura matemática provém do Deus da Bíblia é demais para os naturalistas, com seu preconceito localizado. Um dia terão que admitir que o código pressupõe um codificador e que as digitais apontam para a mão que criou. [MB]

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Se todos estão falando...

Opinião x Revelação
Quando as pessoas me diziam que eu parecia com um indiano, sempre levei o assunto como brincadeira. Mas pessoas diferentes começaram a dizer o mesmo. Até gente de outros lugares, quando me conhecia, afirmava a tal semelhança. O cúmulo aconteceu no aeroporto de Cumbica. Eu estava viajando para Buenos Aires e precisava achar o portão de embarque. Resolvi perguntar a um homem, que, logo percebi, tratava-se de um legítimo indiano. Ele me deu a informação (com um inglês que me pareceu bem truncado). Agradeci e me dirigi à escada rolante. Quando cheguei ao local, vi que estava bem tumultuado, com muita gente. Não havia tomada disponível para o notebook, sequer lugar para me assentar. Desse modo, resolvi voltar para onde estava, uma vez que faltava meia hora para o início do embarque. Na seção de embarque, que se localizava na parte de cima, facilmente achei onde me assentar. Já acomodado, percebi que um homem me olhava. Junto dele, apareceu aquele indiano, que a princípio me dera a informação.

Os dois conversavam sobre mim, parecendo visivelmente admirados – a essa altura, eu apenas poderia imaginar o que se passava, porque falavam baixo e com sotaque ininteligível. Finalmente, o homem a quem eu conhecia tomou coragem e me perguntou com aquele inglês peculiar: “Você é indiano?” Percebendo a ironia da situação, respondi (com um inglês cheio de sotaque brasileiro): “Não, sou brasileiro. Mas as pessoas sempre me perguntam isso...”

Depois do episódio, me convenci: devo realmente me parecer com um indiano. Até os indianos acham isso! Quando muitas pessoas fazem uma observação, sem necessariamente ter contato prévio umas com as outras, é bem provável que haja um fundo de verdade. Uma situação similar acontece em relação à identidade adventista: há muitos estudiosos na atualidade que se mostram preocupados com as mudanças no estilo de vida adventista e mesmo em alguns pontos de entendimento das doutrinas bíblicas. Mesmo levando em conta a multidão de comentários, artigos e livros sobre o assunto, poucos parecem estar convencidos disso.

Entretanto, o fenômeno está aí para quem quiser ver. Antigamente, quando os adventistas diziam que se tem de guardar o sábado, o mundo evangélico reagia, dizendo que isso era fanatismo. Hoje, se alguém afirmar que jogar videogame não é apropriado no dia de sábado (e, em alguns casos, não é apropriado em dia nenhum!), quem dirá que isso é fanatismo serão os próprios adventistas! Há décadas, era muito difícil alguém convencer um adventista de algo, porque ele sempre tinha alguns versos bíblicos para apoiar o que cria. Hoje, vá a um foro adventista e veja como as discussões giram em torno de “eu acho que”, “em minha opinião”, “isso é o meu modo de ver” e expressões congêneres. As mínimas noções básicas de interpretação hoje são ignoradas. Se alguns escritores antecipavam que teríamos uma geração biblicamente analfabeta, isso hoje não parece uma profecia amarga, todavia, já se trata da mais cruel realidade.

Não adianta espernear: a razão pela qual muitos querem uma renovação nos cultos e um afrouxamento das normas de vestimenta é simplesmente porque sua mente não faz conexão entre a experiência cristã (que eles possuem de fato) com a necessidade de aceitar o senhorio de Jesus (que eles entendem de um modo restrito, condicionado a um período específico e, portanto, desnecessário aos novos tempos). Simples assim. Estamos lutando para ampliar um caminho ao qual Jesus chamou de estreito. Enquanto o conselho para Laodiceia fala sobre necessidade de colírio, achamos que, em terra de cego, quem precisa de colírio é rei.

Podemos ignorar a multidão de opiniões de pastores e líderes. Mas até quando resistiremos ao Espírito? E qual será o preço por adiarmos nos submeter a Ele em busca de reavivamento?

(Douglas Reis, Questão de Confiança)