quinta-feira, abril 30, 2015

Ciência, igreja e Estado se unem para salvar a Terra

Todos unidos pela paz
As preocupações e orações dos líderes religiosos em todo o mundo estão em sintonia com os alertas dos cientistas: a mudança climática global é real e pode comprometer a justiça social e a paz. Esses dois magistérios, que geralmente não se bicam, afirmaram nesta terça-feira, durante um seminário no Vaticano, que a conferência do clima de Paris é provavelmente a última oportunidade de frear o aumento de temperatura da Terra. O evento, aberto pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi organizado por um conjunto de instituições religiosas, como a Pontifícia Academia de Ciências e a Pontifícia Academia das Ciências Sociais, teve participação de acadêmicos, políticos e líderes religiosos.

A “Declaração de Líderes Religiosos, líderes políticos, líderes empresariais, cientistas e profissionais de desenvolvimento” mostrou especial preocupação com comunidades mais pobres e mais vulneráveis ao aumento da frequência de secas, tempestades extremas, ondas de calor e elevação do nível do mar. O documento reforça a necessidade de um acordo ambicioso em Paris.

“O mundo tem ao seu alcance tecnologia, meios financeiros e know-how para mitigar a mudança climática e ao mesmo tempo acabar com a pobreza extrema, por meio da aplicação de soluções de desenvolvimento sustentável, incluindo a adoção de sistemas de energia de baixo carbono apoiados pelas tecnologias da informação e da comunicação”, diz um trecho da declaração.

Os signatários pedem, ainda, que os países desenvolvidos auxiliem e financiem os países pobres e mais vulneráveis e sugerem “a mudança do financiamento público de gastos militares para investimentos urgentes para desenvolvimento sustentável”.

Em seu discurso, Ban pediu aos líderes religiosos que ajudem a aumentar a consciência sobre o clima. “Ciência e religião não estão em desacordo sobre mudanças climáticas. Na verdade, estão totalmente alinhados”, afirmou. “A erradicação da pobreza extrema e a proteção do meio ambiente são valores que estão em plena consonância com os ensinamentos das grandes religiões [...]. Somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza em nosso tempo de vida, e a última geração para combater a mudança climática antes que seja tarde demais.”

O secretário-geral da ONU reuniu-se durante cerca de meia hora com o papa Francisco, que afirmou que sua encíclica sobre mudança climática já está em tradução e deve ser publicada em junho. “Ela irá transmitir ao mundo que proteger o nosso ambiente é um imperativo moral urgente e um dever sagrado para todas as pessoas de fé e as pessoas de consciência”, disse Ban.

A teóloga Teresa Berger, da Universidade Yale, nos EUA, disse ao jornal The Guardian que a encíclica papal deverá trazer uma visão teológica que considera a exploração sem limites da Terra “um pecado”.
  

Consumidores de pornografia podem ser revelados

Escolhas monitoradas
Trinta milhões de americanos assistem pornografia regularmente, de acordo com o Wall Street Journal. Esse número é muito maior do que a quantidade de pornógrafos assumidos, mesmo em pesquisas anônimas: em 2013, apenas 12% dos entrevistados admitiram assistir pornografia online. Mas graças à onipresente vigilância digital e à identificação de navegadores, os mentirosos dos EUA não poderão controlar o sigilo de seus hábitos pornográficos. Os consumidores de pornografia de todo o mundo estão sendo vigiados, e se o engenheiro de software Brett Thomas estiver certo, seria muito fácil tirá-los do armário, junto com uma lista extensa de todos os vídeos que eles já assistiram.

Thomas, que mora em São Francisco, tomou umas cervejas com um membro da indústria de entretenimento adulto digital. Naturalmente, em algum momento a conversa tomou um rumo econômico. Embora o profissional tenha insistido que coletar e vender os dados pessoais dos visitantes de sites eróticos não era uma prática comum no ramo, Thomas não se convenceu.

“Se você estiver assistindo pornografia online em 2015, mesmo escondido, é bom se acostumar com a ideia de que em algum momento o seu histórico pornô pode ser revelado publicamente, e com seu nome embaixo”, anunciou Thomas em um post intitulado “A pornografia online pode originar o próximo grande escândalo de privacidade”, escrito pouco tempo depois de seu encontro.

A justificativa de Thomas era mais ou menos esta: seu navegador (Chrome, Safari, etc.) tem uma configuração única, e transmite informações que podem ser utilizadas para identificá-lo enquanto você navega pela internet. Você está basicamente deixando “pegadas”, como Thomas as chama (outros preferem “impressões digitais”), por todos os sites que visita. Assim, resta apenas ligar uma pegada a outra – um expert poderia identificar os mesmos sinais em visitas ao Facebook e ao NYTimes.com quanto ao Pornhub e ao XVideos.

Thomas argumenta que “quase todo site tradicional que visitamos salva dados suficientes para ligar sua conta de usuário à identificação do seu navegador, seja diretamente ou por terceiros”. Ele está definitivamente certo quando diz que a maioria das páginas que você visita (não apenas sites pornôs, é claro) possuem programas de rastreamento que mandam seus dados para empresas terceirizadas, muito provavelmente sem sua permissão. Muitas delas, por exemplo, usam o Google Analytics, utilizado para monitorar o tráfego em páginas da web. Outras utilizam botões de “compartilhar” e empresas de propaganda terceirizadas.

Portanto, se, por exemplo, clicássemos no vídeo [xxx], não estaríamos apenas enviando uma solicitação para um site pornô. Estaríamos mandando uma solicitação para o Google, para a empresa AddThis, e também para uma empresa chamada Pornvertising, mesmo se estivéssemos navegando no modo privado. Também estaríamos enviando dados que poderiam ser utilizados para identificar nosso computador, como o endereço IP.

Tudo isso, somado à ascensão dos ataques de hackers, diz Thomas, significa que um catálogo completo dos hábitos pornográficos de cada indivíduo está constantemente em perigo, e pode facilmente vir a público. Thomas acredita que não é apenas possível, mas sim muito provável que um hacker invada o banco de dados que abriga o histórico pornô de toda a internet.

Isso, é claro, tem uma série de implicações perigosas, e que vão muito além da humilhação de um consumidor de pornografia – se você pensa que apagar seu histórico da internet deleta todos os rastros daqueles vídeos de fetiche por pés ou os desenhos de bestialismo, pense de novo. O pior de tudo é que ainda existem muitos lugares onde as pessoas são perseguidas por suas orientações sexuais. Se um governo opressor descobrisse que um de seus cidadãos assistiu a uma série de filmes pornôs gays, essa pessoa estaria correndo um enorme risco. [...]

“Eu acredito que essa é uma preocupação completamente justificada”, disse Justin Brookman, um especialista em privacidade do Centro de Democracia e Tecnologia. “O modo de navegação privada não cancela os mecanismos de monitoramento.” Em outras palavras, mudar o seu navegador para o modo privado e limpar seu histórico não impedem que as empresas de pornografia saibam o que você está fazendo.

Para se ter uma ideia do que é, de fato, esse monitoramento, eu usei um app chamado Ghostery, que identifica e bloqueia programas de monitoramento instalados em páginas da internet, para investigar os cinco maiores sites pornôs da internet [...]. ([Um deles] é o 43º site mais visitado do mundo. Para se ter uma ideia, o Gmail é o 66º. O Netflix, o 53º.)

O Ghostery revelou que todos esses sites possuem programas de monitoramento, e portanto repassam informações para uma série de empresas, incluindo o Google, o Tumblr e serviços de propaganda voltados para a indústria pornô, como o Pornvertising e o DoublePimp. Além disso, a maioria dos grandes sites pornôs expõem com precisão o tema dos vídeos acessados já nas URLs [...].

“A URL é uma das informações básicas de todas as solicitações HTTP”, afirma Tim Libert, um pesquisador de privacidade, “então quem tem acesso ao código [o Google, ou o Tumblr] dessa página consegue essa informação por tabela. Sequências puramente numéricas [por exemplo, ‘?id=123’] podem não revelar as preferências sexuais de ninguém, mas é possível identificar se uma URL vem de um site pornô. URLs muito descritivas, por sua vez, podem revelar os gostos de cada um, e se ela diz algo muito pervertido, bem, isso não é mais um segredo”.

Outro ponto importante, segundo ele, é que o modo privado não faz “absolutamente nada para impedir esse monitoramento; no máximo a sua barra de endereços não irá completar o que você escreve lá com sites vergonhosos, mas os publicitários e os corretores de dados ainda conseguem todas as suas informações. Eu não faço ideia do que eles fazem – ou se eles fazem algo – com esses dados, mas está tudo guardado em algum ligar”.

Isso não é muito surpreendente. Na internet, quase tudo o que fazemos é monitorado. Nem sempre por motivações maléficas, mas sim porque os programadores, e isso inclui os programadores de sites pornôs, dependem dessas ferramentas de monitoramento, muitas das quais “gratuitas”, para aumentar a usabilidade e a popularidade de seus sites. Pesquisas recentes revelaram que 91% dos sites de saúde – que deveriam ser o recanto mais seguro e privado da internet – estão compartilhando nossas pesquisas médicas para empresas terceirizadas. É claro que os sites pornôs estão seguindo o mesmo caminho: Libert fez um teste a meu pedido, e descobriu que 88% dos 500 maiores sites pornôs utilizam programas de monitoramento. [...]

“Creio que é assim que o governo encontra as pessoas que veem e compartilham pornografia infantil”, acrescentou Brookman. Também é provável que o NSA use essas ferramentas para espionar os interesses eróticos de muçulmanos – a agência chegou a considerar um plano estapafúrdio que envolvia deslegitimar possíveis “terroristas” ao revelar seus interesses por pornografia, ferindo, assim, sua credibilidade como adeptos fervorosos do Islã. [...]


Nota: Se seu histórico de navegação fosse revelado, o que você sentiria? Alguém poderia usar esses dados para “ferir sua credibilidade” como adepto do cristianismo? Que rastro você tem deixado em sua vida digital? Que testemunho você tem dado ao seu provedor de internet? Se é cristão, sua crença deve afetar cada área de sua vida, inclusive a online. Além disso, devemos nos lembrar de que não apenas nosso histórico de navegação pode se tornar público, mas que nossos pensamentos e atividades ocultos são totalmente abertos para Deus, e um dia também poderão se tornar evidentes para todo o Universo, no desfecho do juízo. A única solução para isso tudo é mantermos uma vida íntegra, transparente, coerente e santa. Aí não teremos nada a temer – nem de Deus nem de qualquer agência de espionagem ou hacker. [MB]

Arautos do Rei voltam às origens

Mensagens e imagens inspiradoras
Fazia tempo que eu não me assentava com calma para assistir a uma produção musical em vídeo (e conseguia ver tudo, até o fim). Há duas semanas, depois do culto do pôr do sol de sexta-feira, reuni a família para assistirmos juntos ao novo DVD dos Arautos do Rei, “O Tempo de Deus”. Foi emoção e inspiração do começo ao fim! Ainda mais porque há menos de um ano tive o privilégio de passar por aqueles lugares históricos exibidos na produção (veja no vídeo abaixo). As músicas têm conteúdo sólido – tanto do ponto de vista doutrinário quanto histórico –, que alimenta o coração e a mente. As melodias são suaves, solenes e belas. E as mensagens apresentadas pelo pastor Ivan Saraiva casam perfeitamente com as letras e as músicas, e contribuem no impacto positivo que o material tem sobre os que o assistem. Pregação, músicas e imagens num casamento perfeito. Um DVD imperdível que resgata as origens do adventismo, reafirmam a convicção de que esse é um movimento profético e reforçam a crença na santa lei de Deus e no sábado do quarto mandamento. Deus seja louvado por essa produção e parabéns ao quarteto e à Gravadora Novo Tempo! [MB]

Adquira “O Tempo de Deus” clicando aqui.

quarta-feira, abril 29, 2015

Palestra: Seguindo as Evidências

Hawking pede que jovens tenham fé nos multiversos

Questão de fé
O astrofísico e cientista Stephen Hawking aproveitou sua participação através de um holograma em 3D numa conferência na Universidade de Cambridge para acalmar os fãs dos One Direction que perderam há um mês um dos seus cinco membros, Zayn Malik. Enquanto falava sobre os mistérios do Universo, sobre o futuro do planeta e a doença que o condiciona há décadas, a esclerose lateral amiotrófica, uma pessoa na plateia perguntou ao britânico: “Qual você acha que é o efeito cosmológico da saída de Zayn dos One Direction e, consequentemente, dos corações partidos de milhões de adolescentes no mundo?” O professor que inspirou o filme A Teoria de Tudo respondeu de forma original: “Finalmente, uma pergunta sobre algo importante. O meu conselho para todas as meninas com o coração destroçado é que prestem atenção aos estudos da física teórica. Porque um dia poderão existir provas de universos múltiplos. É possível que em algum lugar fora do nosso Universo exista outro diferente - e que nesse mesmo universo Zayn ainda faça parte dos One Direction”, explicou o cientista.


Nota: Essa declaração de Hawking esteve entre os “Assuntos do Momento” do Twitter durante todo o dia de ontem. Tempos atrás, o físico se manifestou dizendo que a crença na vida após a morte é um conto de fadas (confira aqui); também disse que devemos evitar o contato com ETs (confira); e mais de uma vez disse que Deus não existe. Podemos argumentar em bases racionais a respeito da existência de Deus, e muitos cientistas e filósofos, de fato, têm feito isso (confira). A ressurreição de Cristo também é um evento que pode ser razoavelmente evidenciado (confira). E a arqueologia bíblica e as profecias precisamente cumpridas mostram que a Bíblia é um livro confiável (confira). Já os tais universos paralelos são puramente hipotéticos. Não há uma evidência sequer de que existam. Mas Hawking quer que os jovens abandonem os “contos de fadas” religiosos e os substituam pela fé em algo inexistente. De qualquer forma, não sei como a ideia de que algo perdido aqui e que poderia existir em outro universo inacessível serviria de consolo para alguém... No fundo, tudo é uma questão de fé. Cada escolhe a mais coerente e segura. [MB]

Vereador quer proibir chip em humanos

Ele quer impedir o "Apocalipse"
E o diabo deve achar a maior graça

Um vereador de Santa Bárbara d’Oeste (SP) criou um projeto de lei que proíbe a implantação de chips em moradores do município. A proposta, elaborada por Carlos Fontes (PSD), tem uma justificativa inusitada. Ela prevê o fim do mundo e tem a intenção de impedir uma ordem satânica mundial, representada pela “marca da besta”, onde todas as pessoas serão marcadas na pele com dispositivos rastreadores. Fontes, que é evangélico, é categórico ao afirmar no texto do projeto que o Apocalipse está próximo: “Tendo em conta que o fim dos tempos se aproxima, é preciso que as leis se antecipem aos futuros acontecimentos. Sendo assim, urge que se proíba a implantação em seres humanos de chips ou quaisquer outros dispositivos móveis que permitam o rastreamento dos cidadãos.”

O parlamentar afirmou que a ideia de implantar chips em humanos tem sido trabalhada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para que o dispositivo seja responsável por todas as atividades das pessoas, como viagens e compras.

Para o vereador, no entanto, essa estratégia está relacionada a uma profecia do fim do mundo, onde quem “não tiver a marca da besta” não vai conseguir ser inserido na sociedade. Segundo a Câmara, o projeto foi protocolado no Legislativo de Santa Bárbara na segunda-feira (27) e será analisado pelas comissões permanentes da Câmara, que vão decidir se ele entrará em votação.

Apesar de pedir a proibição dos chips, o vereador afirmou que é a favor de as pessoas terem o “livre arbítrio” de escolher o que querem. O parlamentar ainda citou um capítulo do livro Apocalipse, da Bíblia, para justificar a tese de que os chips representarão uma nova ordem mundial satânica: “A Bíblia Sagrada, no livro de Apocalipse, diz que todas as pessoas deverão ter marcas na mão ou na testa para se inserir na sociedade, seria a marca da besta. Eu não quero ir contra a Palavra de Deus, mas quero alertar a população sobre essa imposição. O projeto pede a proibição, mas as pessoas têm direito de escolha”, afirmou o vereador ao G1.


Nota: Sem saber (creio), o vereador já está indo contra a Palavra de Deus e certamente despertando escárnio. Assista aos dois vídeos abaixo para saber o que realmente é a marca da besta mencionada no Apocalipse. [MB]


terça-feira, abril 28, 2015

Obama: mudanças climáticas não podem ser negadas

Obama quer liderar esforços
O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou [no dia 22] que as mudanças climáticas “não podem mais ser negadas”, durante visita ao parque nacional dos Everglades, na Flórida, em uma tentativa de ressaltar os riscos que o meio ambiente enfrenta. Obama advertiu que o aquecimento global está provocando no planeta “tempestades mais fortes” e “secas mais intensas”, que afetam tanto a economia quanto o ecossistema, em discurso feito no Dia da Terra. “As mudanças climáticas não podem mais ser negadas. Não podem ser deixadas de lado. Não podem ser deixadas de fora da conversa”, afirmou. Ao mesmo tempo em que pediu que os parques nacionais sejam protegidos para as próximas gerações, Obama também disse que preservá-los é economicamente indispensável.

O aumento do nível do mar ameaça o ecossistema dos Everglades, o que por sua vez representa um risco para a indústria do turismo na Flórida (sudeste dos EUA), que gera US$ 82 bilhões, destacou. A oposição republicana costuma usar o custo econômico das medidas para enfrentar as mudanças climáticas como uma razão por trás de seu ceticismo sobre o tema.

No mês passado, surgiu uma polêmica na Flórida quando uma organização de jornalistas do estado denunciou o governo do republicano Rick Scott por proibir seus funcionários de falar em “mudanças climáticas” e “aquecimento global”. O governador negou a existência dessa diretriz. Assim como outros políticos conservadores nos Estados Unidos, o republicano Scott disse no passado não acreditar que as mudanças climáticas sejam provocadas pelo homem.

A agência americana de proteção ambiental (EPA) divulgará em algumas semanas novas regulamentações para limitar as emissões de usinas que geram eletricidade com carvão, o que ameaça gerar uma nova controvérsia política.

Em dezembro deste ano, líderes mundiais se reunirão em Paris para tentar chegar a um acordo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em nível mundial, e Obama quer liderar esse pacto.


Nota: É interessante notar como Obama e o papa Francisco estão perfeitamente alinhados nessa questão. Em breve o papa publicará sua encíclica sobre o meio ambiente, e todo mundo já sabe (ou deveria saber) que uma das propostas do Vaticano para a contenção das emissões de gases de efeito estufa é que a humanidade reserve um dia por semana para minimizar essas emissões, deixar a Terra “descansar” e melhorar as relações familiares – diga-se de passagem, uma proposta altamente simpática e perfeitamente exequível. A intolerância será forte contra aqueles que (1) não concordam que o aquecimento global tenha causas majoritariamente antropogênicas e (2) discordam que o dia de descanso e da família deva ser o domingo. Só para lembrar: em setembro, o papa vai discursar na ONU (com a qual já concorda a respeito da ideia de um governo global), no Senado norte-americano e na Casa Branca. Não perca os próximos capítulos proféticos! [MB]

Leia também: “John Kerry: On Earth Day, time running out for climate change” e “Grande tornadodeixa mortos em Santa Catarina” (eventos com tremendo potencial de alimentar o medo do aquecimento global e a aceitação de medidas de combate ao problema)

E LEIA ESPECIALMENTE esta matéria (clique aqui) em que o secretário-geral da ONU diz que combater a mudança climática é questão moral”.

Mais dois exemplos em que a ciência imita o “acaso”

Pesquisadores e cientistas evolucionistas vivem afirmando que não existe design inteligente na natureza, e que tudo o que observamos é resultado de acaso, evolução cega e seleção natural. No entanto, esses mesmos pesquisadores utilizam muita Inteligência e tecnologia e gastam somas enormes de dinheiro para copiar – sim, apenas copiar – as maravilhas da natureza. Para copiar é necessária inteligência (e muita!), mas o original dispensa a inteligência? Veja a seguir mais dois exemplos dessa incoerência:

Imitando a natureza
Grande avanço na fotossíntese artificial

Pesquisadores desenvolveram um sistema híbrido formado por uma floresta de nanofios semicondutores e bactérias que, atuando em conjunto, imitam o processo fotossintético natural pelo qual as plantas usam a energia do Sol para sintetizar carboidratos a partir do dióxido de carbono (CO2) e da água. E com uma grande vantagem: esse sistema de fotossíntese artificial sintetiza dióxido de carbono e água em acetato, o elemento mais comum em uso hoje para a biossíntese. Isso está sendo considerado um avanço significativo no campo da fotossíntese artificial porque o sistema pode capturar as emissões de dióxido de carbono antes que elas sejam lançadas na atmosfera e, em seguida, alimentado por energia solar, converter o CO2 em produtos químicos importantes, incluindo plásticos biodegradáveis, precursores de medicamentos e até mesmo combustíveis líquidos.

“Acreditamos que o nosso sistema é um salto revolucionário no campo da fotossíntese artificial. Nosso sistema tem o potencial de fundamentalmente mudar a indústria química e do petróleo, na medida que podemos produzir produtos químicos e combustíveis de uma forma totalmente renovável, em vez de extraí-los do subsolo”, entusiasma-se o professor Peidong Yang, dos Laboratórios Berkeley, nos Estados Unidos.

“Na fotossíntese natural, as folhas capturam a energia solar e o dióxido de carbono é reduzido e combinado com água para a síntese de produtos moleculares que formam a biomassa”, explica Christopher Chang, outro membro da equipe. “No nosso sistema, os nanofios coletam a energia solar e liberam os elétrons para as bactérias, onde o dióxido de carbono é reduzido e combinado com água para a síntese de uma variedade de produtos químicos específicos e de alto valor agregado”, completou.

A abordagem usada pela equipe é vista como promissora para vários campos: as células solares de nanofios estão entre as recordistas em termos de eficiência. Além disso, esses nanofios podem ser usados como “antenas” para capturar a energia solar. Enquanto isso, a junção de bactérias com nanopartículas promete viabilizar a criação de “materiais vivos”, que poderão ser adaptados para vários usos.

Combinando matrizes de nanofios biocompatíveis com um grupo restrito de bactérias (Sporomusa ovata e E. coli geneticamente modificadas para sintetizar produtos químicos selecionados), o novo sistema de fotossíntese artificial oferece uma abordagem absolutamente benéfica para o meio ambiente: a energia solar “verde” evita que o dióxido de carbono seja liberado na atmosfera e ainda o transforma em produtos químicos que precisariam de mais petróleo e gás natural para serem produzidos.

O desafio da equipe agora é otimizar o rendimento do sistema e ampliá-lo para a produção de quantidades de produtos químicos industrialmente significativas.


Nanotecnologia de ponta
Telas à prova de reflexo estão mais próximas graças a asa de borboleta

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, publicaram recentemente um estudo que pode levar à criação de telas antirreflexo em smartphones, monitores e tablets. Em seu trabalho, os pesquisadores analisam as asas da borboleta Greta oro, comum na América Central, conhecida popularmente como “Glasswing Butterfly” (borboleta asa de vidro). O apelido é motivado pelas asas transparentes do inseto. Segundo o estudo, as asas da borboleta refletem apenas 2% a 5% das luz que incide sobre elas; o vidro, para comparação, reflete de 8% a 100%, dependendo do ângulo de visualização.

Os pesquisadores descobriram que esse efeito provém de estruturas nanomoleculares presentes nas asas do inseto. Usando um microscópio eletrônico, eles conseguiram perceber que quanto mais aleatórias fossem as alturas dessas estruturas, menos luz era refletida pelas asas. Esse fenômeno é vital para a borboleta, pois a ajuda a escapar do campo de visão de seus predadores. Veja abaixo uma fotografia dessas nanoestruturas:


Em simulações, os autores do estudo conseguiram modelar a estrutura irregular das asas da borboleta. A estrutura resultante, além de refletir pouca luz, também era hidrófoba (repelia água) e se mantinha limpa. A equipe pretende continuar pesquisando para reproduzir o efeito de maneira sintética, pois acredita que ele pode ter aplicações práticas em situações que se beneficiem de superfícies com baixo índice de reflexão de luz.

Candidato ao STF defende a poligamia

Fachin com a esposa (só uma?)
A presidente Dilma Rousseff indicou o advogado e professor Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal. Sou dedicado. Quando a petista escolheu Roberto Barroso, por exemplo, decidi ler um livro escrito pelo homem: O Novo Direito Constitucional Brasileiro. Antes de ele ser aprovado pelo Senado, escrevi uma série de artigos a respeito do seu pensamento. Estão aqui. Previ problemas. Barroso integrou a nova maioria que absolveu a cúpula petista do crime de formação de quadrilha no julgamento dos embargos infringentes. Mais: ele é o autor intelectual da Ação Direta de Inconstitucionalidade que pretende proibir a doação de empresas a campanhas eleitorais, o que jogaria o sistema político na clandestinidade. Eu estava certo. Agora, decidi ler o pensamento do professor. É chocante.

Publiquei nesta segunda um post a respeito. Demonstrei que o doutor está empenhado em teses que simplesmente destoem qualquer noção comezinha de família, como essencialmente a conhecemos nos países ocidentais ao menos. É tal a quantidade de barbaridades que trazem a sua chancela que não conseguirei resumir tudo neste segundo post. Outros haverá a respeito.

Além de ser um teórico dos direitos da amante, o professor flerta abertamente com a poligamia. Sim, senhores! Vocês leram direito. O agora candidato ao Supremo prefaciou um livro que faz a apologia da poligamia, intitulado Da Monogamia – A sua superação como princípio estruturante da família, de Marcos Alves da Silva, ex-aluno do dito jurista.

Mera especulação acadêmica? Não mesmo! Quando nos damos conta das demais teses que Fachin patrocinou, é forçoso reconhecer que estamos diante de um inimigo declarado da família, segundo, ao menos, esta que conhecemos. Atenção! Eu nem me refiro à família dita tradicional Nem aquele conceito revisto e ampliado pelo STF por conta própria, sem participação do Congresso, serve ao doutor. Na concepção do candidato ao Supremo, essa história de núcleo familiar composto por homem e mulher, dois homens ou duas mulheres é coisa de mentes provincianas. Ele quer botar mais gente nessa cama. No prefácio que faz da obra, como vocês verão, ele vai além de elogiar a, digamos, coragem teórica de seu ex-pupilo.

O livro não deixa dúvida: prega a superação da monogamia. O prefaciador também não deixa dúvida quanto à adesão à tese, tanto é que intitula seu texto de “Seres sem jugo”. Qual? Ora, o da monogamia. Para o candidato a ministro, a tese deriva daquele grupo de pessoas “de mentes generosas e corajosas, preocupadas incessantemente com o que nos define como humanos [...]”. Parece que superar a monogamia, ou defender a sua superação, torna o indivíduo um humano superior. [...]

Fachin demonstra não ser do tipo tolerante com a divergência. Segundo escreve, seu ex-aluno, entusiasta da poligamia, se esforçou para “não se servir de fantasias que povoam as vestes jurídicas das relações familiares”. Em suma, os que discordam de autor e prefaciador são pessoas presas a meros formalismos sem substância. Ele vai ser ainda mais duro na desqualificação dos adversários intelectuais. Escreve: “O texto de Marcos Alves da Silva não compõe o coro crédulo e entusiástico da manualística rasteira que grassa pelo Direito de Família no Brasil e que mistura Sula Miranda com Shakespeare [...], essa gosma com verniz de epidérmico conhecimento que hoje, em muitos livros e não em poucos tribunais oscila entre o provinciano e o surreal [...].” Parece que o advogado considera “gosma” as escolhas morais que não coincidem com as suas. [...]

Houvesse alguma dúvida sobre a adesão de Fachin à tese, ela seria dirimida na parte final de seu prefácio. Leio ali: “...quiçá ser um verdadeiro ser humano, especialmente nas relações familiares, pode iluminar um ser sem jugo.” O que isso quer dizer, além de um estilo insuportavelmente cafona e do uso indevido do modo indicativo no lugar do subjuntivo (“quiçá possa”)? Resposta: nada! Afinal, é o verdadeiro ser humano que ilumina o ser sem jugo, ou é preciso não estar submetido a jugo para ser um “verdadeiro ser humano”? Quero ver Fachin responder quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha. Ou ainda: por que Tostines é mais fresquinho? De resto, um homem submetido a condições que não escolheu perde a sua condição humana? É esse o pensador que diz se opor à “gosma com verniz epidérmico”?

E o doutor conclui: “Apenas belo sonho? A liberdade da resposta não conforta a quem se acomoda no dogmatismo enclausurado nem sobressalta quem elimina a instância jurídica como instrumento de emancipação. Anima, porém, quem ainda combate a luta que não é mesmo vã e clama por justiça e vida digna. Acolhamos, pois, numa comunhão de boa leitura, as propostas que embalam significantes e significados no berço que desempacota os nós de alguns ninhos.”

Como se nota, para o “supremável”, o direito é, sim, um terreno de militância – “instrumento de emancipação”. E é esse militante que Dilma quer no Supremo, com a chancela do MST e da CUT. Mas esses estão virando males menores. O nome escolhido pela petista, está demonstrado, é inimigo da família segundo a entende a esmagadora maioria dos 200 milhões de brasileiros, dos quais ele pode ser ministro.

Fachin, a gente percebe, tem horror a Sula Miranda. Está na cara que se tem na conta de um Mozart das letras jurídicas. Decidi ler o que ele andou escrevendo sobre direito da família. Posso assegurar que nem mesmo um Pestana ele consegue ser, aquela triste personagem de Machado de Assis que queria compor música erudita, mas só conseguia produzir polcas.

Mas há uma diferença: Pestana era infeliz porque tinha noção de sua mediocridade. Fachin, pelo visto, é feliz.

Fiquem calmos, senhores senadores, o homem é capaz de muito mais. E eu ainda vou demonstrar isso.

Ah, sim: o advogado foi ao Senado no dia 15 pedir o apoio de Renan Calheiros. Levou sua mulher a tiracolo, a desembargadora Rosana Fachin. Estavam juntos. De mãozinhas dadas [foto acima]. Eu sou terrivelmente lógico, professor. Caso o senhor tivesse uma amante (não estou perguntando nem é da minha conta), o certo seria que ela estivesse enlaçada à sua outra mão? Afinal, o senhor defende que até a pensão a viúva oficial divida com a viúva paralela.

Não havia entendido a foto (de Ailton de Freitas/Agência O Globo). Depois que li as enormidades escritas pelo candidato ao Supremo, tudo ficou mais claro. Sem entrar na economia doméstica dos afetos, diria que lá vai menos um casal feliz do que um álibi.

Que os senadores se pronunciem!

(Reinaldo Azevedo, Veja.com)

Nota 1(do amigo Marco Dourado): “Há tempos, quando a ideologia de gêneros apenas mostrava uma pontinha do focinho - hoje escancara os dentes e as garras -, dei uma de futurólogo do óbvio: ‘Porteira por onde passa um boi, passa uma boiada. Subvertidas as restrições de sexo (pois ‘gênero’ é uma iniquidade inventada por tarados gramscianos), virão, a seguir, flexibilização da cardinalidade e até do grau de parentesco - o casamento se tornará a institucionalização da suruba misturada com o incesto.’ Fui acusado de apelar à falácia do declive escorregadio por sedizentes ‘esclarecidos’ - aqueles que por deficiência (talvez preguiça) cognitiva ou submissão grupal querem obter créditos extras na Escolinha do Professor Frankfurt. Eis aí o monstro, agora sem a necessidade de se disfarçar.”

Nota 2: Quando você acha que chegamos ao fundo do poço, sempre dão um jeito de cavar mais um pouquinho... E agora com a possível anuência presidencial. [MB]

segunda-feira, abril 27, 2015

Série Origens: Origens da ciência

O design inteligente e o ciclo semanal de sete dias

Ritmos da vida
Já é conhecido que o corpo humano mantém seu próprio relógio biológico. Ele possui um “ritmo circadiano” interno de 24 horas que impulsiona o aumento e a diminuição de muitas moléculas. Esse relógio também afeta a forma como reagimos à medicina. Por exemplo, a cisplatina, medicamento contra o câncer, é mais eficaz e menos tóxica se for administrada à noite. Adriamicina, por outro lado, é potencializada se for administrada de manhã. Ademais, também é verdade que o ser humano precisa descansar. Diante disso, cientistas cronobiólogos comprovaram o chamado “ritmo do sétimo dia”, ou “ciclo circaceptano”. Esse ciclo é um descanso que se repete a cada sete dias, sendo considerado um ritmo inteligente devido ao descanso ser uma necessidade biológica. Esse assunto é abordado pela Cronobiologia, uma novidade dentro da Biologia, em que os especialistas se aventuram em percorrer os caminhos dos ritmos biológicos, seus movimentos oscilatórios, sua ligação com o ambiente externo, como essas informações são recebidas e transmitidas através de um mundo pulsante para uma melhor abordagem da verdadeira natureza humana. A cronobiologia tem documentado o quanto os seres humanos são altamente rítmicos. A maioria dos muitos tique-taques de relógios é difícil de detectar; eles operam logo abaixo da consciência humana. Inatos e escondidos na estrutura celular, os mistérios do tempo biológico têm esperado que o poder de resolução dos computadores modernos os revele.

Jeremy Campbell diz em seu livro: “O ritmo circaceptano é uma das grandes surpresas que surgiram pela Cronobiologia moderna. Há [alguns anos], poucos cientistas teriam esperado que ciclos biológicos de sete dias viessem a ser tão difundidos e estabelecidos [...]. Eles são de origem muito antiga, aparecendo em primitivos organismos unicelulares, e são pensados para estar presentes mesmo em bactérias, a forma mais simples de vida agora existente” (p.75).[1]

Uma das descobertas surpreendentes de Franz Halberg é a de um ritmo inato de cerca de sete dias que ocorre em uma alga primitiva de supostos cinco milhões de anos na linha evolutiva de tempo.[2] Devido a suas células microscópicas se assemelharem a uma taça de champanhe graciosa, a alga (planta) é popularmente conhecida como “copo de vinho da sereia” (Acetabularia mediterranea). Quando essa alga “primitiva” está sujeita a horários artificiais alternados de luz e pequenos momentos escuros ao longo de muitos dias, essa única célula intacta é de alguma forma capaz de traduzir toda a influência da luz e do escuro em medidas de uma semana de sete dias.

A existência de tais ritmos circaceptanos endógenos precisos (incluindo a precisa excreção de sete dias de 17-cetosteróides [metabólitos urinários] em homens saudáveis) sugere que todos os ritmos circaceptanos são realmente endógenos − descritos como um “built-in” (geneticamente determinado) sobre o período exato de sete dias.[3] Parece, no entanto, que esses ritmos endogenamente derivados são capazes, ao mesmo tempo, de responder às influências externas (reflexos circadianos do dia e da noite ou indução das marés lunares). [2-5]

À primeira vista, pode parecer que os ritmos semanais (como a semana de sete dias) foram impostos e herdados por uma cultura humana de milhares de anos atrás.[6] No entanto, essa teoria não se sustenta quando se percebe que o ciclo circaceptano ocorre em outros seres vivos, além de humanos. Portanto, a Biologia, não a cultura, é, provavelmente, a fonte do ciclo semanal de sete dias.[7] Aliás, a França (1793-1805) mudou a semana de sete dias para uma semana de dez dias, e a União Soviética (1929-1940) a mudou para uma semana de cinco dias, ambos os países acreditando que os sete dias fossem mera influência religiosa. A experiência da mudança terminou em fracasso completo em ambos os países, e a semana voltou ao seu modelo original.[8]

Para Campbell, esse ritmo inato tem a ver com a lógica interna do corpo, não com a lógica externa do mundo.[1] Mas não para por aí: experimentos envolvendo ratos, moscas, plantas, artrópodes, abelhas, besouros e outras formas de vida revelaram ritmos circaceptanos semelhantes ao do “copo de vinho da sereia”.[2, 4, 5, 9] Segundo Campbell, “a estrutura temporal interna, em algumas de suas manifestações, parece determinar a estrutura do tempo exterior, em lugar do contrário. Ritmos de cerca de sete dias surgiram em milhões de criaturas vivas anos antes de a semana do calendário ser inventada, e pode ser a razão pela qual ela foi inventada” (p. 83).[1]

Além disso, um ciclo de sete dias foi encontrado em flutuações da pressão sanguínea, no conteúdo ácido no sangue, em hemácias, no batimento cardíaco, na temperatura oral, na temperatura da mama feminina, na química e no volume da urina, na taxa entre dois importantes neurotransmissores – noradrenalina e adrenalina –, e no aumento e diminuição de várias substâncias químicas do corpo, como o hormônio de enfrentamento do estresse, o cortisol.[3, 7, 10] Para Perry e Dawson, “os ritmos semanais parecem mais fácil de ser detectados quando o corpo está sob estresse, como quando ele está se defendendo contra um vírus, bactéria ou outro intruso prejudicial. Por exemplo, os sintomas do resfriado (que são realmente sinais de que o corpo está se defendendo contra um vírus) passam em cerca de uma semana” (p. 22).[6]

Outra curiosidade diz respeito à associação entre o descanso no sétimo dia da semana e a longevidade humana. Pesquisas afirmam que indivíduos que descansam no sétimo dia da semana possuem uma expectativa de vida maior que outros que não o fazem.[11, 12, 13] Os números apontam para um acréscimo de vida de 4 a 10 anos a mais, devido ao descanso nesse dia representar uma forma cultural de gestão do estresse e diminuição da pressão sobre o organismo humano.

Atualmente, muitos hospitais estão evitando cirurgias eletivas no sétimo dia da semana, isso porque o transplante de órgãos, por exemplo, também é afetado devido ao repouso do sistema imunológico nesse dia.[3] Campbell explica: “Quando um paciente humano recebe um transplante de rim, há um ritmo de cerca de sete dias, um aumento previsível e queda na probabilidade de que o sistema imunológico do corpo rejeitará o novo rim. Um pico principal de rejeição ocorre sete dias após a operação, e quando um soro é dado para suprimir a reação imune, uma série de picos ocorre, com o aumento do risco de rejeição, em uma semana, duas semanas, três semanas e quatro semanas” (p. 76).[1]

Quanto mais fundo se investiga o funcionamento interno da vida, uma ainda mais complexa, intrincada e maravilhosa exibição de projeto começa a aparecer. O Designer não apenas deixou Suas impressões digitais em tudo o que projetou, como também deixou Seu “cartão de visitas” contido nas células vivas, dizendo aos seres humanos o momento em que Ele projetou a vida: em uma semana de sete dias. Foi quando Ele encerrou o relógio da vida e o definiu, assinalando em cada uma de suas formas um ritmo de sete dias. É o ritmo do projeto ideal; uma sincronia para viver e funcionar como planejado.

(Everton Fernando Alves é mestre em Ciências [Imunogenética] pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB]; seu e-book pode ser lido aqui)

Referências:

1. Campbell J. Winston Churchill’s Afternoon, Nap. New York: Simon and Schuster, 1986.
2. Halberg F. Quo Vadis Basic and clinical Chronobiology: promise for health maintenance. Am J Anat. 1983; 168(4):543-594.
3. Levi FHalberg F. Circaseptan (about-7-day) bioperiodicity - spontaneous and reactive -and the search for pacemakers. Ric Clin Lab. 1982 Apr-Jun;12(2):323-70. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7111982
4. Meyer-Rochow VBBrown PJ. Possible natural circaseptan rhythm in the beach beetle Chaerodes trachyscelides white. Acta Neurobiol Exp (Wars). 1998; 58(4):287-90. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9949556
5. Mikulecky MBounias M. Worker honeybee hemolymph lipid composition and synodic lunar cycle periodicities. Braz J Med Biol Res. 1997; 30(2):275-9. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9239316
6. Perry S, Dawson J. The Secrets Our Body Clocks Reveal. New York: Rawson Associates, 1988.
7. Haus E .Chronobiology in the endocrine system. Adv Drug Deliv Rev. 2007; 59(9-10):985-1014. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17804113
8. Zerubavel E. The Seven Day Circle. Chicago: Univ. of Chicago Press, 1985.
9. Schweiger HGBerger SKretschmer HMörler HHalberg ESothern RBHalberg F. Evidence for a circaseptan and a circasemiseptan growth response to light/dark cycle shifts in nucleated and enucleated Acetabularia cells, respectively. Proc Natl Acad Sci U S A. 1986; 83(22):8619-23. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3464973
10. Lee MSLee JSLee JYCornélissen GOtsuka KHalberg F. About 7-day (circaseptan) and circadian changes in cold pressor test (CPT). Biomed Pharmacother. 2003; 57(Suppl 1):39s-44s.
11. Buettner D. The secrets of long life. (Cover story). Nat Geogr 2005; 208:2-27.
12. Buettner D. The Blue Zones: Lessons for Living Longer from the People Who’ve Lived the Longest. Washington, D.C.: National Geographic Society, 2009.
13. Lee JW, Morton kr Walters J, Bellinger DL, Butler TL, Wilson C, Walsh E, Ellison CG, McKenzie MM, Fraser GE. Cohort Profile: The biopsychosocial religion and health study (BRHS). Int J Epidemiol. 2009; 38(6): 1470–1478.

Fernando Collor fez trabalhos de magia negra

Revelações de Rosane Collor
Em uma entrevista reveladora, Rosane Collor contou a Reinaldo Gottino, apresentador do “Balanço Geral”, da Record, detalhes sobre a vida ao lado do presidente Fernando Collor de Mello. Na matéria, exibida [na] quinta-feira, ela garante que, depois de 22 anos com Collor, saiu do casamento sem nada, passou por várias humilhações e enfrentou um aborto após se submeter a um tratamento de fertilização assistida com Roger Abdelmassih. Além disso, ela revela rituais de magia negra que fizeram parte da vida do casal, inclusive contra Silvio Santos. Leia trechos do bate papo a seguir: “Logo depois que me casei, ele (Fernando Collor de Mello) resolveu me levar para um pai de santo. Quando casei com ele, ele disse que era proteção. Ele dizia: ‘Não se preocupe, não é nada para prejudicar.’ Com o tempo, pelo menos uma vez por mês, ele fazia uns trabalhos. Até a época do governo de Alagoas, era muito pouco. Aí, depois, ele começou a acreditar em uma mãe de santo e começou a fazer trabalhos. Eu não gostava, me sentia mal. No começo, era matança de galinhas, coisas pequenas. Depois, começamos a ir a Arapiraca, e os trabalhos eram com animais pesados.”

“Até a chegada à presidência, deu tudo certo (com os rituais). Inclusive, saiu a foto da mãe de santo subindo a rampa do Planalto ao lado do Fernando (na posse). Depois, ele começou a deixar a mãe de santo de lado porque estava pedindo coisas que não estavam acontecendo.”

“A gente foi a Belo Horizonte falar com o Marcos Coimbra, da Vox Populi, e ele disse que só tinha uma pessoa que iria atrapalhar a chegada de Fernando à presidência: o Silvio Santos. Foi pedido um trabalho para Silvio Santos não ser candidato à presidência da República. No caso da mãe Cecília, ela fazia trabalho para todos. O objetivo era Fernando chegar à presidência da República.” (Em novembro de 1989, com a campanha eleitoral para a Presidência do Brasil já em andamento, Silvio tentou ser candidato pelo pequeno Partido Municipalista Brasileiro, mas, a alguns dias da eleição, o registro de candidatura foi impugnado pelo Tribunal Superior Eleitoral, por irregularidades.) 

“Fiz um tratamento e consegui engravidar com o doutor Roger Abdelmassih. Estava grávida de três meses e fiquei com medo de viajar, mas o Fernando insistiu. Fui para Maceió, foi só um dia de trabalho. No pouso de volta a Brasília, teve uma pane, comecei a sangrar. Liguei para o doutor Roger esperando para vir a São Paulo. Depois de 15 dias, naturalmente, eu abortei.”

“Frequentava a casa do doutor Roger e ele frequentava a casa de vários amigos meus. Quantas mulheres como eu sonhavam em ser mãe e ele fazia isso.”

“A descida da rampa (após o Impeachment) foi difícil, o pior momento. Mas acho que o amei mais quando ele não tinha nada do que quando ele tinha tudo.”


Nota: O diabo dá, mas depois tira. O amigo Marco Dourado partilhou comigo uma lembrança dos seus tempos de UnB: "Essa universidade se localiza na periferia lateral da avenida L2 Norte, altura das quadras de final 6. Umas três ou quatro quadras antes, havia - não sei se ainda há -, um terreiro de umbanda. Todos os ônibus que servem a região passam pelo local. Certa vez, ouvi um motorista comentar com o cobrador: 'De dia, não se dá nada por esse casebre mixuruca, mas chegando perto da meia-noite o lugar fica lotado dos carros mais luxuosos que você imaginar, a maioria chapa-branca.' (O sistema de placas que vigorou no Brasil até final dos anos 80 reservava as chapas de cor branca para veículos oficiais.) Pelo que tenho ouvido, não me parece irrazoável acreditar que não só pessoas anônimas recorrem regularmente ao ocultismo. Essa predileção também abrange políticos, artistas, celebridades, esportistas e empresários. Ironicamente, um parente meu costuma chamar o Brasil de 'Pátria do Evangelho'." [MB]