domingo, novembro 06, 2016

Série de TV promove homossexualidade e incesto

Triângulo amoroso e incestuoso
Se não subiu no telhado, como se diz desde que, bem, o gato morreu, a consumação do incesto entre os irmãos Otaviano (Daniel de Oliveira) e Júlia (Letícia Colin) foi ao menos adiada em Nada Será Como Antes, série que a Globo vem exibindo às terças-feiras, depois da novela A Lei do Amor. No capítulo que foi ao ar [recentemente], Beatriz, a atriz vivida por Bruna Marquezine, que já se atracou com um e outro irmão, fez uma proposta indecente para os dois, ao fim de uma noitada daquelas. O trio entra saltitante na mansão do poderoso Pompeu (Osmar Prado), de garrafa de champanhe na mão, e Beatriz, depois de dar uma bitoca em Otaviano e tirar o cachecol dele para laçar Júlia, dispara: “Hoje eu quero escolher. Mas eu não quero escolher. Quero os dois”, com um chiado carioca tão forte no fim da frase que lembra mesmo os velhos televisores retratados pela série de Guel Arraes e Jorge Furtado.

Otaviano não nega fogo. “Ôôô”, diz, numa reação que fica entre o suspiro e o gemido. E não tira os olhos de Júlia. A relação dos irmãos sempre foi íntima e ambígua: com a morte da mãe e a constante ausência do pai, Pompeu, um homem de negócios que banca a ideia de Saulo (Murilo Benício) de implementar a TV no Brasil, os dois cresceram grudados, entre brincadeiras por vezes apimentadas. “Vocês dois nunca fizeram nada juntos”, continua Beatriz, para encorajá-los, a caminho do quarto. “Não exatamente”, responde Otaviano, já perto da cama. “A Júlia costumava me arrumar namoradas e ficava no quarto, olhando”, entrega. “O que já é bastante coisa”, diz Beatriz, antes de perguntar, com malícia: “Mas será que isso não vai atrapalhar a relação de vocês?” “Nada atrapalha a nossa relação”, garante Otaviano, com um novo olhar ambivalente para a irmã, sentada em uma cadeira.

O incesto surge no horizonte quando Otaviano quer saber de Beatriz qual dos irmãos beija melhor. Ela não dá um parecer. Sussurra para Júlia que prefere o beijo dela e propõe outro desafio para o namorado: que ele diga qual das duas tem o melhor beijo. “Nunca beijei Júlia”, diz o playboy. “Como não? Nem quando eram crianças, nem quando brincavam de médico? É a hora”, empurra Beatriz.

Júlia e Otaviano chegam a se aproximar e ensaiar que vão se pegar. Mas a irmã sai pela tangente. “Vocês beberam demais. Boa noite, meninos.”

Apesar da desistência de Júlia, Beatriz não vai sossegar. Na próxima semana, a atriz, agora noiva do agora candidato a deputado Otaviano, vai dar indiretas picantes durante um encontro dos três com o noivo de Júlia, o exportador de café Vítor (Igor Angelkorte), que vai ficar, coitado, estupefato.


Nota: A degradação da moral e da família segue a passos rápidos na TV brasileira. Note que beijo gay, nudez, sexo antes e fora do casamento, traição, etc. já não mais causam estranheza. Não mais chocam. Os telespectadores foram sendo dessensibilizados ao longo dos anos. O que a Globo está experimentando agora é um passo além: incesto. O que mais falta? Bestialismo? Pedofilia? Orgias e horário nobre? O pior é que multidões acabam aceitando as sugestões das produções televisivas, dos filmes, das séries, e a assim as pessoas vão cavando o fundo do poço. Depois a mesma TV vai usar seus telejornais e documentários para divulgar dados alarmantes relacionados com o aumento das doenças sexualmente transmissíveis, da gravidez precoce e dos abortos. A continuar assim, daqui a pouco a pauta serão os nascimentos de bebês com deficiências causadas pelas relações sexuais entre irmãos. [MB]