quinta-feira, novembro 23, 2017

Novas certidões criam brecha para legalização da poligamia

A partir desta terça-feira (21) começaram a valer as novas regras para as certidões de nascimento, casamento e óbito no Brasil. Entre as novas medidas está a inclusão obrigatória do número de CPF nos documentos e a autorização para o registro de maternidade e paternidade socioafetiva, que antes só era permitido em poucos estados que possuíam normas específicas para isso ou por meio de decisões judiciais. As mudanças constam no Provimento nº 63/2017, editado pela Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Outra alteração é que os documentos não deverão conter quadros preestabelecidos para o preenchimento dos genitores. Ou seja, isso permite que um recém-nascido tenha duas mães, dois pais ou até mesmo uma filiação entre três pessoas, como dois pais e uma mãe.

Já os casais que tiveram um filho por meio de técnicas de reprodução assistida, como é o caso da barriga de aluguel e da doação de material genético, o oficial de registro civil não poderá exigir a identificação do doador. No entanto, será indispensável a declaração do diretor técnico da clínica onde o procedimento foi realizado. [...]


Nota: As novas certidões de nascimento, casamento e óbito adotaram configurações que, na prática, tornam-se um reconhecimento oficial do governo ao “casamento” gay e à poligamia, que era proibida por lei. Em lugar dos campos “pai” e “mãe” haverá espaços para a colocação de nomes, independentemente do sexo de quem esteja assinando ou de quantos estejam assinando.

Na visão criacionista bíblica, Deus criou homem e mulher para uma relação monogâmica de fidelidade matrimonial. Infelizmente, com o tempo, esses princípios estão sendo destruídos e as pessoas estão sendo convencidas pela mídia e por um intenso marketing antifamília tradicional. Na base de tudo isso está a destruição da crença criacionista segundo a qual é literal o relato da criação no Gênesis.

Esse processo passou a ganhar força no século 19, com o fortalecimento da cosmovisão evolucionista a partir da publicação de A Origem das Espécies. Paradoxalmente, a Igreja Católica e algumas protestantes ajudaram a pavimentar o caminho para o que estamos vendo hoje, justamente ao adotarem a sincrética visão evolucionista-teísta, que igualmente relativiza o relato da criação. Se a origem bíblica do ser humano é metafórica, que argumento resta para defender a santidade do casamento heteromonogâmico? O inimigo de Deus nem precisou mais tentar queimar e destruir a Bíblia (já que esse método não deu certo mesmo). Tudo o que ele precisou fazer foi lançar dúvidas sobre os primeiros capítulos da Bíblia. Assim, ele conseguiu derrubar todo o edifício, lançando por terra instituições sagradas como o casamento e o sábado. E o pior: com a anuência não apenas dos evolucionistas, dos marxistas, dos militantes LGBT e outros, mas das próprias igrejas ditas liberais e dos cristãos relativistas.

Agora que aguentem as consequências! Uma vez aberta a porta, sabe-se lá o que passará por ela. [MB]