quinta-feira, fevereiro 13, 2020

Tecidos moles: um fenômeno bem comum no registro fóssil


Nota de utilidade pública a todo criacionista que quer estar bem informado

Quem nunca ouviu falar de “tecidos moles”, ou, como os evolucionistas preferem chamá-los, “tecidos não resistentes”? Pois bem, há algum tempo tenho ouvido falar que criacionismo é pura religião e dele não é possível produzir ciência confiável. Gente, essa informação procede? Bem, talvez sim, na mente de quem já possua a priori a cosmovisão evolucionista. Porém, a essas pessoas é possível dizer: deixe a ingenuidade de lado e vá se atualizar!

Falando de atualizações, aqui vão algumas referências úteis para todo criacionista (eu disse todo aquele criacionista racional que entende que a boa ciência provém do Criador, pois Ele é o Autor da Ciência; logo, é dever de todo cristão se utilizar dos métodos da ciência para estudar o “livro da natureza”, o qual se configura como todas as obras que saíram das mãos de Deus (Romanos 1:20).

Mas voltemos à questão: criacionistas fazem boa ciência? Sim! Mas até mesmo dentro da Paleontologia? É claro que sim! Vide o caso do Geoscience Research Institute (GRI), do Creation Ministries International (CMI), do Creation Research Society, do Answers in Genesis (AiG) e do Institute for Creation Research (ICR). Este último instituto, a propósito, tem financiado boas pesquisas na área do criacionismo científico por parte de seus pesquisadores associados. É o caso de Brian Thomas, recém-doutor em Paleobioquímica pela University of Liverpool. Brian há muitos anos é um divulgador científico muito produtivo no ICR (a propósito, alguns já me compararam a ele, o que seria uma honra, se não fosse mera gentileza).

Ele se especializou no mundo da Paleontologia, mais especificamente nos achados de tecidos moles. Há algum tempo, neste blog, eu divulguei outro achado dele relacionado à presença de carbono 14 em fósseis de dinos (aqui, aqui e aqui). Porém, hoje o assunto é um pouco diferente. Recentemente, ele publicou um artigo na revista Expert Review of Proteomics no qual ele e o coautor Stephen Taylor fazem um levantamento titânico a respeito de todos os artigos científicos já publicados – 88 referências até a data de submissão de seu manuscrito à revista – relativos aos achados de tecidos moles em diversos grupos de seres pretéritos.

Quem nunca ouviu falar que achados de tecidos moles são raros? Bem, ao que tudo indica esse fenômeno parece ser bem comum, correto? Mas, se não bastasse, esse número já está bem maior, chegando a cerca de 110 estudos publicados até o momento, os quais você pode conferir no projeto List of Biomaterial Fossil Papers. O curioso é que a literatura científica atesta que biomoléculas (tecidos moles) poderiam durar na natureza, nas melhores condições, no máximo algumas centenas de milhares de anos, não 65 milhões de anos, como é o caso da alegação para o tempo em que os dinossauros teriam vivido. Portanto, essa é uma grande implicação bíblica, como o próprio autor explica (aqui).

Mas, como eu não me contento com pouco, aqui vai mais uma referência bombástica para você! Dr. Brian Thomas, em pesquisa para sua tese de doutorado intitulada Collagen Remnants in Ancient Bone, encontrou, novamente, a presença de carbono-14 em fósseis de dinossauro. O que isso significa? Como não é o tema específico desta matéria, vou deixar o link (aqui) de uma matéria na qual ele próprio explica as implicações do achado, a fim de deixar você de queixo caído. Boa leitura nessa jornada de descobertas da Paleobioquímica, que corroboram ainda mais o criacionismo científico e o design inteligente!

(Everton Alves é divulgador científico especializado em Paleontologia)