quarta-feira, março 31, 2010

Menina que usava "pulseira do sexo" foi violentada

Uma menina de 13 anos foi violentada por quatro adolescentes em Londrina, no Paraná, e a polícia afirma que o motivo foram as "pulseirinhas do sexo". O uso das pulseiras coloridas, que se tornou comum entre jovens, é, na verdade, um jogo - cada cor da pulseira corresponde a uma ação, que vai de beijo a carícia e até relacionamento sexual. Quem rompe a pulseira tem direito à ação da cor correspondente. Segundo o delegado Willian Soares, a garota foi constrangida pelos adolescentes e acabou indo até a casa de um deles: "Eles falaram 'vai ter de pagar', 'vai ter de pagar'", contou.

O caso gerou polêmica na cidade e os vereadores querem agora criar uma lei para proibir o uso das pulseiras. Alguns colégios já proibiram os alunos de usá-las. Para a promotora Edina de Paula, o problema é que vários estudantes estão usando sem saber exatamente

No início de março, a Câmara de Vereadores de Navegantes, em Santa Catarina, aprovou um projeto de lei que proíbe o uso das polêmicas "pulseirinhas do sexo". O projeto foi aprovado por unanimidade (leia aqui). Além de proibir o uso das pulseiras, a lei prevê que professores e a direção das escolas façam reuniões com pais de alunos para orientações.

A mania surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil no final de 2009. Este ano, elas proliferaram nas escolas. A oferta e o preço acessível, R$ 2 por 10 pulseiras sortidas, atraem os adolescentes.

(O Globo)

Nota: Ideias e modismos têm consequências... E o que dizer das máquinas de vender camisinha nas escolas primárias? E da propaganda federal do vale-tudo sexual para "prevenir" a aids e outras DSTs? Agora não vamos culpar os adolescentes por estarem reproduzindo um estilo de vida que lhes foi inculcado pela mídia.[MB]

terça-feira, março 30, 2010

Raciocínio circular na experiência do LHC

Cientistas anunciaram ter conseguido nesta terça-feira (30) às 8h06 (hora de Brasília), pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação está começando a render dividendos", comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC). O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás. O Grande Colisor de Hádrons (LHC), situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteira franco-suíça, começou a circular partículas em novembro passado, depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

A experiência teve sucesso depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada. De acordo com os pesquisadores, ela abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria.

As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV, ou 7 trilhões de eletronvolts) criam "Big Bangs em miniatura", produzindo dados que milhares de cientistas passarão anos futuros analisando.

Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99,99% a velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo), ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km.

(G1 Notícias)

Nota: Sou quase ignorante no que diz respeito à física de partículas, mas uma coisa me chama atenção, como leigo mesmo: Como o LHC pode ter recriado o big bang se esse evento teórico (e há quem o conteste) jamais poderá ser observado para se saber se foi assim mesmo como se supõe? Para mim é o típico caso em que a pressuposição orienta as conclusões as quais são usadas para reforçar a pressuposição. Um tipo de raciocínio circular quase tautológico. O LHC poderá, sim, fornecer dados sobre a constituição da matéria e, quem sabe, até mesmo criar microburacos negros(?), mas nada poderá dizer sobre a origem de tudo, uma vez que, cientificamente falando, quase nada se sabe sobre isso. É como supor que a vida tenha se originado numa "atmosfera primitiva" composta por gases como metano e amônia e depois planejar uma experiência para testar a origem da vida nesse tipo de atmosfera e concluir que, uma vez obtida alguma substância que se crê necessária para a origem da vida, concluir que aquela atmosfera existiu de fato. Mas eu sei, também, que, no caso do LHC, o que tem havido é muito sensacionalismo da mídia em torno das experiências realizadas nele, o que não invalida o sério e respeitável trabalho dos cientistas.[MB]

segunda-feira, março 29, 2010

Gripe H1N1 - o que você precisa saber

Em 2009, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que estávamos enfrentando uma grave pandemia de gripe causada pelo vírus Influenza A (H1N1). Milhares de casos foram confirmados ao redor do mundo, e cerca de 1% das pessoas que contraíram a gripe foram a óbito. Ainda não se sabe com certeza de onde surgiu esse vírus. Cientistas acreditam que tenha surgido no interior do México. Outras pessoas acreditam que esse vírus foi fabricado em laboratório e que as indústrias farmacêuticas vão faturar bilhões de dólares com a venda de vacinas e medicamentos. A verdade é que a origem desse vírus permanece incerta, e não podemos afirmar com certeza qual das versões está correta.

De lá para cá, várias empresas começaram a produzir a famosa e controversa vacina contra a Influenza A (H1N1). A segurança e os benefícios dessa vacina também permanecem incertos, já que ela não foi extensamente testada antes de ser comercializada. O Ministério da Saúde gastou R$ 1,3 bilhão de reais na compra de 113 milhões de doses, e já começou a campanha de vacinação no Brasil.

Muitos emails têm circulado pela internet alertando a população para não tomar a vacina, alegando se tratar de uma tentativa de homicídio em massa. Não há necessidade de pânico e boatos. Devemos analisar os fatos com cautela e seriedade, e cabe a cada um tomar a decisão de ser ou não vacinado. [Leia mais]

Tremor assusta moradores de Jaraguá do Sul, SC

Moradores do bairro Três Rios do Norte, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, estão assustados. Eles contam que sentiram tremores na madrugada desta segunda-feira. Cerca de 150 famílias teriam sentido o tremor. O local, mais conhecido como Tifa Theilacker, fica próximo ao Centro da cidade. Os moradores relataram que sentiram quatro tremores — o primeiro perto da meia-noite e o último por volta das 4h. Várias rachaduras apareceram nas casas após o tremor. A Defesa Civil e os bombeiros de Jaraguá registraram muitos chamados. Nesta manhã, a Defesa Civil está reunida com um geólogo para identificar a causa destes tremores.

(clicRBS)

sábado, março 27, 2010

Lugar de esperança

Naquele domingo de manhã, Rosiene Honorato caminhava a esmo pelas ruas do bairro Jardim Pompeia, em Goiânia, GO. Três dias antes, a mãe dela havia falecido, o que a deixou desolada. Rosiene não estava conseguindo superar a perda. Quando passava pela Rua das Orquídeas, se deparou com a igreja adventista do bairro. Viu o portão aberto e resolveu entrar, mesmo não havendo culto ou reunião naquele momento. Apenas sentiu que deveria entrar. A porta do templo estava fechada, por isso Rosiene caminhou pelo corredor lateral externo e surpreendeu a zeladora Júlia Gonçalves, que estava fazendo a limpeza do local. Júlia, que também era diretora do departamento de ministério pessoal da igreja, ao perceber o olhar de desespero da visitante, convidou-a a entrar na igreja para conversarem. Sentaram-se num dos bancos de madeira e Rosiene abriu o coração. Disse que queria muito rever a mãe e Júlia explicou que ela poderia revê-la na volta de Jesus. Explicou-lhe também que os mortos estão descansando na sepultura, inconscientes, até o dia da ressurreição.

Na segunda-feira, Júlia visitou Rosiene. Convidou-a a fazer parte de um pequeno grupo e da classe bíblica da igreja. Os filhos de Rosiene foram matriculados no clube de aventureiros (semelhante aos escoteiros, mas mantido pela Igreja Adventista). Rosiene e os filhos nunca mais deixaram de frequentar os cultos, pois naquela manhã em que o desespero lhe pesava no coração, ela encontrou na igreja um lugar de esperança.

Hoje à noite, após meu sermão na Igreja Adventista de Jardim Pompeia, Rosiene e sua filha Camila foram batizadas pelo pastor distrital Juraci. Foi uma cerimônia emocionante que mostra a relevância da mensagem bíblica e da proclamação do evangelho num mundo carente de esperança.

Michelson Borges

P.S.: Na foto acima, tirada pela professora Sarah Bertolli, aparecem Júlia, Camila e Rosiene. Clique aqui para assistir ao vídeo.

quinta-feira, março 25, 2010

Como não neutralizar o adventismo

Há algumas semanas, tive o privilégio de ouvir na Casa Publicadora Brasileira (CPB) uma palestra do pastor, escritor e historiador do adventismo George Knight. Seu livro A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo foi recentemente lançado em língua portuguesa aqui no Brasil. Na palestra, assim como no livro, Knight expõe sua preocupação com os fatores que podem “castrar” a mensagem adventista e sua relevância no século 21. Knight, que é autor de mais de 70 livros (entre os quais Uma Igreja Mundial e Em Busca de Identidade, também publicados pela CPB), diz que A Visão Apocalíptica é o “livro do seu coração”, um recado simples e franco, que procura atingir pontos nevrálgicos e responder à pergunta: “Por que sou adventista?”

Para o autor, o povo que deve pregar as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 tem uma mensagem de esperança diferenciada para este tempo. “Temos que pregar que Jesus morreu por nós. Mas é só isso? Um Salvador morto não pode fazer muito por mim. Devemos pregar que Ele ressuscitou. Ok, mas isso ocorreu há dois mil anos e as pessoas continuam sofrendo e morrendo. Jesus não é apenas o Salvador morto e ressuscitado. Ele também é o Leão da tribo de Judá que virá pôr fim à história humana e criar novos céus e nova Terra. Portanto, o Apocalipse não é um livro sobre bestas; é um livro sobre esperança”, disse ele na palestra.

No livro, Knight fala um pouco sobre seu tempo de agnóstico, sua vinda para a igreja e posterior abandono dela, para, finalmente, voltar “com tudo”. “Não voltei [para a igreja] porque a teologia adventista era perfeita, mas porque sua teologia é a mais próxima da Bíblia do que a de qualquer outra igreja que eu conhecia. Em resumo, fui e sou adventista por convicção e não por escolha”, diz ele na página 10.

Ao ler isso, lembrei-me de minha própria experiência de conversão (conheça mais dessa história aqui). Quando conheci o adventismo, na transição da década de 1980 para a de 1990, eu era líder na denominação da qual fazia parte. Tinha minhas convicções arraigadas. Por isso passei por um conflito de ideias muito intenso e dediquei-me a mais de dois anos de estudo da Bíblia para verificar que igreja a obedece mais integralmente. Embora nunca tenha deixado de reconhecer que Deus tem Seus filhos sinceros em todas as religiões (conheço muitos desses na igreja da qual deixei de fazer parte), uma coisa tive que admitir (como faz Knight em seu livro): a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a que segue a Bíblia mais de perto e a que tem a mensagem mais profeticamente relevante para este tempo. A pergunta é: Está ela pregando e vivendo essa mensagem? Esse é ponto focal da análise de Knight.

O autor faz uma comparação entre aquilo que aconteceu com o protestantismo liberal e o que pode eventualmente ocorrer com o adventismo: “O melhor exemplo de esterilização religiosa no mundo moderno é o liberalismo protestante, que, na década de 1920, renunciou às ideias ‘primitivas’ do cristianismo, como a imaculada conceição, a ressurreição de Cristo, o sacrifício expiatório, os milagres, o segundo advento, o criacionismo e, claro, a inspiração divina da Bíblia, no sentido de que suas informações ultrapassam o entendimento humano e, por isso, foram obtidas por meio da revelação divina” (p. 18).

Se o adventismo perder sua visão apocalíptica, poderá enveredar por caminho parecido e se tornar estéril. A “demora” da volta de Cristo e a acomodação à cultura pós-moderna têm trazido essa sombra sobre o movimento e feito com que muitos se esqueçam do papel evangelístico da igreja. Para Knight, esse papel consiste em “levar as pessoas a não se adaptarem a uma cultura que foi julgada pela cruz e encontrada em falta; a não se adaptarem a uma cultura que chama a violência e o sexo ilícito de diversão; a não se adaptarem a uma cultura que paga milhões de dólares aos jogadores de futebol, mas permite que os professores de ensino fundamental ganhem um salário que mal dá para sustentar a família” (p. 21, 22).

É preciso que a igreja proclame uma mensagem equilibrada, “centralizada no Cordeiro de Deus e no Leão da tribo de Judá apresentado no Apocalipse” (p. 27). Devemos pregar o evangelho à luz da compreensão obtida a partir de 1888 (apresentada na assembleia da Associação Geral, em Mineápolis), segundo a qual, enquanto o povo de Deus aguarda a segunda vinda, deve guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Ap 14:12), num perfeito casamento entre a lei e o evangelho. Mas, para que isso seja possível, é preciso, sobretudo, ter um relacionamento salvador com Deus. “O que precisamos”, diz Knight, “é de um relacionamento capaz de transformar nosso coração, e não simplesmente de doutrinas corretas e a prática de um bom estilo de vida. Deus deseja um povo que O ame e O sirva de coração. [...] Guardaremos verdadeiramente os mandamentos de Deus somente quando nossas ações fluírem de um coração repleto de amor a Deus e ao próximo” (p. 49).

Na página 56, Knight é contundente e pontua bem o assunto: “Se eu fosse o diabo, tentaria os adventistas e seus pregadores a serem bons evangélicos e a esquecerem coisas desagradáveis como a visão apocalíptica. Se isso não funcionasse, eu os tentaria a fazer pregações apocalípticas da besta que se concentrassem nos detalhes, no esoterismo e nos extremos. Tentaria levá-los a debater sobre o número 666 e a identidade dos 144 mil. Se não fosse bem-sucedido, tentaria fazer com que enfocassem a agitação e o medo dos eventos apocalípticos. E, claro, semearia a dúvida a respeito da validade da compreensão apocalíptica básica do movimento adventista.”

No fim do livro, Knight lembra que a igreja de Deus tem, sim, um importante papel social, mas não deve canalizar todos os seus esforços nessa direção. Por quê? Porque as mazelas sociais não terão fim até que Deus ponha um ponto final nisso tudo. Assim, precisamos ver a Jesus “não apenas como o Cordeiro de Deus que oferece salvação, mas também como o Leão da tribo de Judá que em breve irá regressar. Ele virá não para alimentar os famintos, mas para acabar com a fome; não apenas para consolar os que sofrem, mas para erradicar a morte. O mundo já sofreu demais e continua sofrendo, apesar dos melhores esforços da humanidade. A visão neoapocalíptica é a pregação da última esperança que obscurece todas as outras esperanças” (p. 106).

Por que me tornei adventista? Primeiramente, porque amo a Deus e tenho Sua Palavra como minha bússola. Em segundo lugar, porque amo as pessoas e quero torná-las conscientes de que existe uma esperança acima de qualquer esperança – a fim de que elas possam também decidir por si mesmas o que farão com essa verdade.

É uma esperança que arde em meu coração e que não posso guardar para mim. Tenho que falar, escrever sobre e viver essa mensagem, pois logo veremos Jesus!

Michelson Borges

P.S.: Depois da palestra na CPB, aproveitei para pedir que o Pr. Knight autografasse meu livro. Ele é muito simpático. Um verdadeiro profeta moderno. Um homem de Deus.

Cid Moreira fala da Bíblia e da IASD em sua biografia

“Só posso e quero trabalhar com a Bíblia”, disse Cid Moreira no lançamento de sua biografia Boa Noite, no dia 23 de março, no Shopping Morumbi, em São Paulo. O destaque da noite não ficou só no lançamento do livro, mas também na persistência do locutor em falar quase o tempo todo da Palavra de Deus. Em entrevista a Rádio Novo Tempo Campinas, Cid foi ainda mais categórico e citou o livro Caminho a Cristo, da escritora norte-americana Ellen White: “Foi o livro que me instigou a ler a Bíblia”, afirmou. De acordo com a esposa de Cid e autora do livro Boa Noite, Fátima Sampaio Moreira, há mais de dez anos o locutor foi convidado pela Casa Publicadora Brasileira para gravar um audiobook do Caminho a Cristo. “Ele precisava entender o livro e começou a estudar a Bíblia. Quando entendeu, se apaixonou”, conta a esposa. Ela fala ainda que o estudo da Bíblia o tornou mais tolerante, mais preocupado em tratar bem o semelhante e a temer a Deus.

Quando comecei a entrevistar o Cid, minha primeira pergunta foi sobre a importância do Jornal Nacional na vida dele, justamente porque o nome do livro foi inspirado no telejornal. Ele me respondeu rapidamente que foi o prestígio do JN que lhe possibilitou gravar a Bíblia na íntegra. Em outro momento perguntei da importância do rádio, uma vez que foi nesse veículo que ele iniciou a carreira profissional. Cid respondeu a minha pergunta, mas, em seguida, voltou a falar da Bíblia. Numa terceira vez, perguntei que cuidados ele tinha com a voz, que é sua marca registrada. A resposta: “A despreocupação, a confiança em Deus, tudo isso, beneficia e você jamais fica estressado. Isso que eu recomendo.”

O evento contou com a presença de personalidades do jornalismo do País e também de veículos de comunicação como a Rede Novo Tempo, TV Globo, Rede TV, TV Caras, entre outros veículos que cercaram Fátima e Cid com perguntas sobre o lançamento da biografia. Pude acompanhar de perto as entrevistas e novamente ver e ouvir o carinho especial de Cid pela Bíblia.

Já que dizem que as mulheres são intuitivas, me atrevo a falar que Cid realmente transparece um amor imenso pela Palavra de Deus. O locutor não se intimidou e falou sobre os ensinamentos bíblicos em todas as entrevistas. Confesso que fiquei surpresa em ver Cid Moreira falar com a imprensa sempre buscando colocar a Bíblia Sagrada em evidência.


Há muito tempo, o casal Cid e Fátima demonstram carinho especial pelos adventistas. Gostaria de transcrever alguns trechos do livro Boa Noite:

“Por causa desse livro [Manual de Saúde, da CPB] aprendi bem cedo o valor das frutas, verduras e sementes em nossa vida” (p. 65).

O livro conta ainda que um dos motivos que o fizeram desistir de ser carnívoro são os problemas de saúde acarretados pelo consumo da carne de porco.

Na página 181, o livro Caminho a Cristo também é citado:

“Quando comecei a gravar, percebi que quase tudo que ela [referindo-se a Ellen White] escrevia era baseado em fatos bíblicos e vinha com a referência em seguida. Então, cada vez que eu via lá: livro, capítulo e versículo tal do Velho ou Novo Testamento, eu pesquisava na Bíblia e procurava entender o que ela estava ensinando. Assim, fui ganhando maior contado e intimidade com o Livro Sagrado.”

Na entrevista com a esposa de Cid, ela revela também que a primeira atividade do dia que os dois fazem juntos é o culto. “Lemos a Bíblia e a Devoção Matinal da Igreja Adventista [IASD] todas as manhãs. Refletimos sobre o que estudamos.” Na página 191, Cid exibe fotos e o apreço da amizade com membros da Igreja Adventista como Milton Afonso, a cantora Rafaela Pinho e a maestrina Suzana Hirle. E ainda destaca o pastor e jornalista Siloé de Almeida como um de seus grandes amigos.

Indico a você a leitura dessa obra fascinante de 294 páginas, que, além de descrever os principais acontecimentos na mídia, fala do nosso Criador.

Citações de Cid Moreira nas páginas 182 e 183:

“Sou uma pessoa de credibilidade em meu trabalho, que teve muitas coisas que muitos poderiam chamar de sucesso. Era reconhecido por um país inteiro, onde quer que eu fosse, tive relacionamentos amorosos com muitas mulheres bonitas e inteligentes, tive dinheiro, prestígio e cultura. Usufruí de conforto e pratiquei esportes. Vivo em uma das cidades mais bonitas do mundo, quase em frente ao mar. Viajei e visitei várias partes do planeta, assisti a grandes espetáculos de música e peças nos mais renomados teatros e casas de shows do mundo; então, muitos vão insistir que isso é sucesso e tudo o que o homem precisa nessa vida. Eu vou dizer do fundo do meu coração: é tudo ilusão, como refletiu tão bem o sábio rei Salomão. É tudo ilusão!

“Esse mundo da criação, em que tudo flutua e gira vagando no imenso espaço em que a gente passa esses anos de nossa vida, já é por si só divino e maravilhoso. Só esse fato já merece celebração. Mas nós, miseráveis, que andamos de um lado para o outro sem saber para onde estamos indo, nos destruímos mutuamente, mesmo assim queremos um contato com o todo, com o que é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega. Eu desejo parar de vagar que nem cego, e usar os atributos que me foram dados de maneira inteligente. Quero promover meios que permitam que eu viva e que deixe viver todas as outras criaturas que se encontram nesta mesma casa que me foi emprestada, que é o Planeta Terra.”

(Charlise Alves, jornalista e locutora da Rádio Novo Tempo Campinas, para o blog Criacionismo)

New York Times diz que Papa encobriu pedofilia

Abusos cometidos por um padre contra 200 menores surdos teriam sido abafados por Joseph Ratzinger muito antes dele assumir o pontificado. Em reportagem publicada nesta quinta-feira, 25, o New York Times diz que os crimes foram cometidos pelo padre Lawrence Murphy entre 1950 e 1974, quando o religioso trabalhou em uma renomada escola para jovens surdos no estado norte-americano de Wisconsin. O caso, entretanto, só começou a ser investigado em 1993. Mas um julgamento secreto do Vaticano que poderia ter levado à expulsão de Murphy foi interrompido após o acusado ter enviado uma carta a Ratzinger, então responsável por tratar das questões disciplinares na Igreja Católica, dizendo que estava arrependido e doente.

(Opinião e Notícia)

quarta-feira, março 24, 2010

Série "Lições do Santuário"


Faça o download das partes 1, 2, 3 e 4.

Ex-BBB diz que Big Brother não é programa para cristão

Natália Nara participou do Big Brother Brasil 5 (o deste ano foi a décima edição do programa) e após ter sido capa da Playboy, tornou-se evangélica. Em entrevista ao site Guia-me, ela disse que “Deus está levantando uma geração que estuda, se informa, que fala da vontade do Senhor na mídia, nas faculdades, na política. Ache ruim quem achar. Uma geração que tem o evangelho de Jesus Cristo na ponta da língua e principalmente arraigado no sangue. Que está ligado em tudo que acontece no mundo, mas que sabe selecionar o que vê na televisão, na internet, nos outros meios de comunicação, na rua entre amigos, em seu trabalho...”

Ela assiste ao BBB hoje em dia? Resposta: “Tentei assistir, mas vi que Deus não tem parte com aquelas cenas e aquelas conversas. O Espírito Santo, ele mesmo me diz: ‘Não é bom para você, desliga isso, não vai te trazer vida.’ Jesus é a luz que ilumina todo homem. Onde ele está, as coisas imundas e podres desse mundo vem à tona, impressionante!”

Ao responder sobre se existe manipulação na edição do programa, a estudante de jornalismo dispara: “A edição, como qualquer outra num meio de comunicação tão persuasivo como a televisão, é tendenciosa. A televisão é uma máquina de dinheiro, quanto mais lucro, melhor!”

(www.guiame.com.br)

Nota: Se, para deixar de assistir ao BBB, você precisava da opinião de quem conhece o assunto, agora não há mais desculpas.[MB]

terça-feira, março 23, 2010

"Ancestrais" humanos caminhavam como... humanos

Há três milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], os ancestrais dos seres humanos ainda passavam grande parte de suas vidas nas árvores. Mas, de acordo com um novo estudo, é possível que naquela época eles já caminhassem como bípedes. Segundo pesquisa coordenada por David Raichlen, professor da Faculdade de Antropologia da Universidade do Arizona (Estados Unidos), novas evidências experimentais indicam que hominídeos primitivos, há 3,6 milhões de anos [idem], caminhavam com postura ereta e marcha a passos largos, de forma semelhante à dos humanos modernos.

A pesquisa, realizada com participação de cientistas do Lehman College, de Nova York, teve seus resultados publicados na edição desta segunda-feira (22/3) da PLoS One, revista da Public Library of Science (PLoS).

Há mais de 30 anos, havia sido descoberto em Laetoli, na Tanzânia, um rastro de pegadas fósseis depositadas há 3,6 milhões de anos [idem] e preservadas em cinzas vulcânicas. A importância dessas pegadas para a evolução humana tem sido intensamente debatida desde então.

As pegadas, que mostravam clara evidência de bipedalismo – a habilidade para caminhar na posição vertical –, haviam sido produzidas, provavelmente, por indivíduos da única espécie bípede que vivia naquela área na época: os Australopithecus afarensis. Essa espécie inclui Lucy, um dos fósseis de hominídeos mais antigos encontrados até hoje e cujo esqueleto é o mais completo já conhecido.

Uma série de características dos quadris, pernas e costas desse grupo indica que os indivíduos teriam caminhado em duas pernas quando se encontravam no chão. Mas os dedos e artelhos curvados, assim como a posição das omoplatas, voltadas para cima, fornecem evidências sólidas de que Lucy e outros membros de sua espécie também deviam passar tempo considerável escalando árvores.

Essa morfologia é claramente distinta do gênero Homo, ao qual pertencem os humanos, que abandonou a vida arbórea há cerca de dois milhões de anos [sic] e, a partir daí, passou a ser irreversivelmente bípede.

Desde a descoberta das pegadas de Laetoli, cientistas vêm debatendo se os rastros indicam um modo de bipedalismo de passos largos, semelhante ao dos humanos modernos. Ou se indicam um tipo menos eficiente de bipedalismo, com um andar agachado, mais característicos dos chimpanzés, cujos joelhos e quadris permanecem dobrados quando eles caminham em duas pernas.

Raichlen e sua equipe planejaram o primeiro experimento biomecânico expressamente concebido para abordar a questão. No Laboratório de Captação de Movimentos da Universidade do Arizona, os cientistas construíram um rastro de areia sobre o qual filmaram indivíduos humanos caminhando.

Os voluntários caminharam normalmente, com a marcha humana ereta e, em seguida, caminharam imitando a marcha agachada dos chimpanzés. Modelos tridimensionais das pegadas foram coletados pelo antropólogo biológico Adam Gordon utilizando equipamentos de seu Laboratório de Morfologia Evolucionária dos Primatas na Universidade do Arizona.

Os cientistas examinaram a profundidade relativa das pegadas no calcanhar e nos dedos e descobriram que as profundidades são semelhantes quando feitas por uma pessoa andando com postura ereta.

Em contrapartida, as marcas deixadas pelos dedos eram muito mais profundas que as dos calcanhares quando as pegadas eram produzidas com a caminhada na postura agachada – resultado do ritmo de transferência do peso ao longo do comprimento do pé.

“Com base em análises prévias de esqueletos de Australopithecus afarensis, esperávamos que as pegadas de Laetoli fossem parecidas com as deixadas por alguém andando com joelhos e quadris dobrados, como fazem os chimpanzés. Mas, para nossa surpresa, as pegadas de Laetoli coincidem completamente com o alinhamento das pegadas deixadas pela marcha típica dos humanos modernos”, disse Raichlen.

As pegadas fósseis de Laetoli preservam uma profundidade notavelmente homogênea entre o calcanhar e os dedos, como a dos humanos modernos, segundo o estudo. “Essa forma de andar semelhante à humana é de uma eficiência energética incrível, sugerindo que a redução dos custos energéticos foram muito importantes para a evolução do bipedalismo antes da origem do próprio gênero Homo”, disse o cientista.

Se as pegadas de Laetoli foram feitas pela espécie de Lucy, como a maior parte dos cientistas acredita, esses resultados experimentais têm importantes implicações para a cronologia dos eventos evolucionários.

“O que é mais fascinante sobre o estudo é que ele sugere que, na época em que nossos ancestrais tinham uma anatomia bem preparada para passar a maior parte do tempo nas árvores, eles já haviam desenvolvido um modo de bipedalismo altamente eficiente”, disse Gordon.

“Os registros fósseis indicam que nossos ancestrais, por pelo menos um milhão de anos [idem] a partir das pegadas de Laetoli, não aderiram integralmente à passagem das árvores para a caminhada no chão. O fato de que animais que viviam parcialmente nas árvores, como Lucy, tinham um estilo de marcha de passos largos tão moderno caracteriza um importante testemunho da importância da eficiência energética na passagem para o bipedalismo”, afirmou.

(Agência Fapesp)

Nota: Quando os cientistas separarem as coisas, tudo ficará mais claro: (1) macacos viviam em árvores; (2) seres humanos, no chão. Quando encontram uma evidência que contraria a associação forçada entre humanos e macacos, tentam hibridizar as conclusões: “Ah, sim, nossos ancestrais viviam nas árvores, mas também caminhavam exatamente do mesmo modo que nós fazemos.” Assim fica difícil... Qualquer evidência acaba conveniente e habilmente sendo encaixada no modelo previamente adotado. Desse modo, o modelo nunca será falseado, pois ele vem sendo insistentemente salvo das evidências.[MB]

segunda-feira, março 22, 2010

O céu fundado por Glauco e a fé da Bíblia

Quando o motorista do Fiesta preto desceu, os olhos esbulhados e a adrenalina na voz expuseram sua insanidade. "Sou o Cadu. Fui eu que matei o Glauco", apresentou-se o rapaz de 24 anos, preso no domingo de 22 de março - dez dias após ter matado o cartunista Glauco.

Glauco, conhecido por suas tiras publicadas em grandes jornais, criou a tirinha do Geraldão, um solteiro que mora com a mãe. As histórias possuem humor picante e insinuações de incesto entre as personagens.

O cartunista, criador de outras tiras, recebeu iniciação na seita do Daime em 1989. A religião cultua um chá alucinógeno indígena, o Santo Daime, redescoberto pelo seringueiro Irineu (Mestre Irineu), fundador da seita. Reunindo tradições cristãs, das religiões afro-brasileiras e de misticismos indígenas, a seita é "uma faculdade da Nova Era", como declarou Glauco no site da comunidade Céu de Maria, fundada por ele.

Cadu, apelido de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, frequentava o Céu de Maria havia três anos. Isso serviu para agravar seus problemas psíquicos. No dia do crime, Cadu e Felipe Lasi (que sustenta que o primeiro o forçou) invadiram a casa de Glauco em Osasco (SP), por volta da meia-noite. Cadu queria forçar o mentor a admitir que seu irmão era Jesus encarnado. Tanto o desenhista, como o filho Raoni, foram mortos. Cadu esteve foragido, até ser preso cruzando a ponte da amizade (divisa entre Paraguai e o Brasil). Repatriado, está preso no Paraná, e aguarda o julgamento, que poderá sentenciá-lo a até 95 anos de prisão. [Leia mais]

Ajuda para vegetarianos

Alguns anos atrás, comecei a pensar na importância da alimentação saudável. Queria muito parar de comer carne. Pensei que seria bem mais fácil depois que eu saísse de casa e me casasse, por isso, desde o começo do namoro fui preparando o Roger, hoje meu esposo, para esse momento. Quando nos casamos, não tivemos forças para largar a carne de imediato, mesmo sabendo dos seus malefícios. Sempre conversávamos sobre o assunto, mas havia alguns tipos de alimentos de que gostávamos muito e pensávamos também na dificuldade do Roger para almoçar no trabalho. Lá a refeição é composta basicamente de feijão, arroz, carne e salada. Era impossível ficar sem comer carne, pensávamos.

Com o desejo no coração, mas sem força suficiente para parar, encontramos nossos amigos Fábio e Karina e almoçamos juntos, num sábado à tarde. Eles haviam se tornado vegetarianos alguns meses antes e estavam empolgados com toda a mudança na saúde e na vida espiritual. Toda a alimentação preparada era natural e muito saborosa. Com um testemunho vivo como aquele, saímos totalmente encorajados. Naquela noite, meu esposo e eu resolvemos tirar toda a carne, além do leite, ovos e açúcar da nossa alimentação.

Ficamos “perdidos” de imediato, sem saber o que preparar para comer ou o que fazer com os alimentos na dispensa de casa. Com o tempo, nossos amigos nos ensinaram diversas receitas e como substituir cada alimento.

Foi um grande desafio encontrar informações sobre o tema, afinal, nos tornamos vegetarianos estritos, e é muito difícil encontrar qualquer tipo de receita de acordo com a nossa nova dieta. Com o tempo, fui encontrando algumas páginas na internet, alguns livros, um SPA naturalista em São Roque. Cada descoberta era uma vitória.

Encontramos mais um casal de amigos que resolveram mudar a alimentação junto conosco. Nós quatro iniciamos um pequeno grupo para estudar o livro Conselhos Sobre Regime Alimentar, de Ellen G. White. Foi uma verdadeira benção em nossa vida. Depois de mais de seis meses de estudos, estávamos cada dia mais animados e todo sábado à noite preparávamos alguns pratos vegetarianos experimentais para degustarmos todos juntos. Foi um verdadeiro aprendizado.

Infelizmente, a dificuldade em encontrar alimentos vegetarianos no supermercado é imensa. Mesmo em uma cidade como São Paulo, poucos supermercados possuem a preocupação com o nosso público. Temos diversas lojas de alimentos naturais, mas muitas com o preço bem elevado e em pontos distantes.

Em 2009, criei o blog Sou Vegetariano e Agora? com o simples propósito de dar suporte a todas as pessoas que querem mudar a alimentação, mas não sabem exatamente como. Milhares de pessoas passaram pelo blog e deixaram muitas mensagens. Muitas delas externando a dificuldade de encontrar alimentos naturais de forma acessível e com preços mais baixos.

Com esse propósito criei também a loja Tudo Para Vegetarianos, e um sistema de envio de todas as mercadorias para qualquer parte do Brasil de forma simples e segura, com preços acessíveis. O objetivo da loja é levar alimentos saudáveis para todas as pessoas, em qualquer cidade. A loja possui alimentos orgânicos, sem glúten, sem lactose, diet e light e sem açúcar. Além disso, um blog e um twitter estão à disposição dos clientes para dar dicas e publicar matérias sobre o tema.

Hoje somos a prova viva de um grande milagre: o da transformação dos hábitos alimentares. Muitos preferem morrer a parar de comer algo, mas o poder de Deus é maior e, com certeza, poderá educar seu apetite. Foi assim conosco, e hoje somos completamente realizados. Nossa saúde foi totalmente restaurada. Esperamos com confiança a volta de Jesus e sabemos que nossa mente e nosso corpo estão sendo preparados para esse grande dia.

(Juliana Coutinho Oliveira)

Nota: Assim como aconteceu com a Juliana e o esposo dela, foi o livro Conselhos Sobre o Regime Alimentar que me fez abandonar a dieta cárnea. Isso já faz mais de 15 anos e, graças a Deus e aos Seus ensinamentos quanto ao estilo de vida, minha saúde é ótima (mesmo tendo muito ainda que progredir nessa área). Mas é preciso deixar bem claro que é importante fazer como a Juliana e o Roger: antes de tomar a decisão que eles tomaram, é necessário consultar a Deus e buscar informação. Há pessoas que, movidas pela emoção (ou por zelo sem entendimento), fazem uma "reforma de saúde" do seu jeito e acabam ficando doentes ou fanáticas. Isso, lamentavelmente, só lança descrédito à causa de Deus e à verdadeira reforma. A Igreja Adventista do Sétimo Dia recomenda o ovolactovegetarianismo como dieta ideal e inicial, cabendo à pessoa aprofundar sua experiência e conhecimentos a fim de progredir paulatina e conscientemente na mudança de hábitos e estilo de vida. E para que tudo isso? Simples: a clareza mental e, consequentemente, o discernimento espiritual dependem em grande medida do cuidado que temos com o corpo. Deus nos deixou na Revelação claras recomendações quanto a esse assunto e, quando O obedecemos, estamos glorificando Seu nome e nos tornando mais úteis para as tarefas que Ele nos confiou. Experimente! Faça como a Juliana, o Roger e tantos outros. Você só tem a ganhar.[MB]

Projeto Atlanta: morto de sede

Depois de tudo pelo que passei para entrar em território costarriquenho, posso dizer com certeza: Deus é amor e sua graça e misericórdia são infinitas. Os caminhos percorridos para estar pedalando dentro da segunda nação da América Central, a Costa Rica, não foram nada suaves. Todavia, tenho que enaltecer o nome do Deus que sirvo, porque, sem Sua ajuda, este milagre seria inconcebível. Amo relembrar as bênçãos que o Senhor me tem concedido ao longo desta travessia das três Américas. Por isso, como estou muito orgulhoso de ter alcançado este país, quero recordar onde tudo começou: larguei no dia 18 de agosto do ano passado, da cidade de Boa Vista, capital de Roraima, norte do Brasil, montado sobre uma bicicleta montain bike de 18 marchas, apelidada inicialmente de “Atlanta” e, por perceber ser ela muito rechonchuda, ou seja, construída com tubos grossos de alumínio, troquei seu nome para “gorducha”. Assim, temos viajado amigavelmente até o momento.

Eu sou George Silva, o “Atleta da Fé”, e ela é minha inseparável companheira metálica. Pouco a pouco estamos avançando pelos países que separam o Brasil dos Estados Unidos da América do Norte. Já rodamos 1.000, 2.000, 3.000, 4.000 e agora superamos a marca dos 5.000 km.

Depois que cruzei a fronteira do Panamá, a primeira cidade da Costa Rica, alcançada após pedalar 153 km, chama-se Palmar Norte.

Dessa cidade saí bem cedo em direção a San Isidro (este diário é anterior ao “Sierra de la Morte”), meu próximo alvo 100 km adiante. Após uma oração, comi algo e montei na “gorducha”. Nela já estavam minha mochila de viagem e a bolsa dianteira de documentos. Deixei o hotel Cabanas Osa às 7h e peguei o caminho das praias do Oceano Pacífico. Minha intenção era, tão logo fosse possível, tomar um banho nas ondas desse mar. Já me deliciei nas águas do Oceano Atlântico e do Mar do Caribe. Porém, essa será a primeira vez que vou me banhar em águas deste mar.

Larguei de Palmar Norte debaixo de uma chuva fina. Com duas horas de pedaladas, ou seja, às 9h, o sol abriu e a “gorducha” aos poucos foi engolindo a estrada.

Com 50 km, cheguei a uma região de praias chamada Uvita. A rodovia por onde viajo segue paralela à praia. Passo direto por Uvita em busca de uma praia mais tranquila para um banho. O odômetro da gorducha agora marca 5.183,4 km, desde a saída de Boa Vista, e 70 km após Palmar Norte.

O detalhe é que a única garrafa de água que transporto se esgotou e estou no momento “morrendo de sede”. Sim, estou muito desidratado porque tomei apenas um litro de água em quase 100 km, quando deveria beber uns três.

Meu olhar vasculha a beira da estrada em busca de fontes de água, mas nada encontram. Para piorar, o sol que antes estivera coberto por nuvens de chuva, brilha como nunca. Então, não aguentando mais a sede, resolvo deixar a pista e entrar numa trilha em direção ao mar. Logo que abandono a estrada, encontro um bosque de árvores frondosas. A sombra gelada das árvores me refresca a pele e tira um pouco a sensação de sede. Olhando em frente, vejo ondas baixas e suaves do famoso Pacífico. Encosto a “gorducha” em um arbusto, tiro a camiseta e os tênis e, caminhando por um chão mesclado de areia e pedras pequenas, tenho acesso às águas cristalinas deste belo mar. O banho abranda minha sede, porém, me rouba mais energia. Sou obrigado a diminuir o tempo do agradável banho marítimo para ir abrigar-me na sombra doce das árvores do bosque.

Quando retorno da água disputo meus tênis com um lindo iguana que havia se enamorado deles. O animal tem o corpo todo coberto de uma pele degradê em verde e azul. Jamais vi algo parecido. Ele posa para filmagens e depois sai de mansinho, sacudindo a cauda, e vai se esconder nas folhagens, de onde fica observando todos os meus movimentos.

Após a saída do iguana, volto a sentir uma sede incontrolável. Na realidade, preciso de água urgentemente ou a desidratação engrossará meu sangue e ficarei à mercê de um desmaio ou parada cardíaca.

Mas, como sempre digo, Deus está adiante de mim. Ele está aqui. Digo isso porque ao olhar mais detalhadamente o ambiente a minha volta, vejo depositado em meio às raízes de uma árvore, que não era um coqueiro, quatro cocos amarelos grandes. A princípio deduzi que eles estivessem abertos e sem uma gota de água. No entanto, quando me aproximei, pude verificar que eles estavam intactos e, ao abri-los, cada um continha quase um litro de água. Tomei água até encher o estômago. Enchi também minha garrafa. Lavei a cabeça, o rosto e as mãos com água de coco e ainda sobrou.

Eu poderia ter acessado a praia por qualquer trilha. Mas fui entrar justamente naquela em que Deus me havia preparado um tônico hidratante e refrescante, no momento em que eu mais precisava.

Sim, amigo(a), esse é o meu Deus. DEle me orgulho. Suas obras são maravilhosas e Suas misericórdias não têm fim; se renovam a cada manhã. Ele mesmo nos faz o convite e diz: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Aquele que beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede. Quem crê em Mim, do seu interior fluirão rios de água viva.”

Você também quer matar sua sede com a água viva? É só pedir. Ela é de graça, como os três cocos que saciaram minha sede.

Venha comigo, porque estou viajando de bicicleta para Atlanta e a verdadeira fonte que sacia a nossa sede está aqui. Bebi dela hoje.

Até breve. Muito breve!

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

domingo, março 21, 2010

Governos e prefeituras querem que país afunde de vez

Agora as prefeituras e governos de nossa terra brasilis podem contar com o apoio do sobrenatural para prevenir e evitar tragédias climáticas de grandes proporções que assolam pequenas e grandes cidades, tal como as chuvas que castigaram a capital paulista por mais de 50 dias, alagamentos, enchentes, etc. Trata-se da Fundação Cacique Cobra Coral que, segundo informa em seu website, “foi criada para intervir nos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza. Fundada por Ângelo Scritori e tendo à frente sua filha Adelaide Scritori, também médium que incorpora o espírito e mentor Cacique Cobra Coral, que também já teria sido Galileu Galilei e Abraham Lincoln”.

Como o leitor pode notar, a ajuda é de peso e de renome, um espírito que outrora nasceu e viveu como Galileu Galilei e não satisfeito resolveu retornar a este nosso planeta para "renascer" na pele do renomado Abraham Lincoln, que após "desencarnar" e passar mais umas férias no além, resolve mais uma vez encarnar, desta vez na pele vermelha de um cacique todo-poderoso, o tal do cacique cobra coral, que em vida não devia ter lá muito poder, mas que agora mais uma vez "desencarnado" promete ser a solução para todo e qualquer problema de ordem climática, pois possui poderes sobre o clima podendo através desses supostos poderes evitar tragédias. Tal cacique, mesmo "desencarnado", tem um expediente bastante agitado, pois firma contratos com prefeituras e governos para ajudá-los na prevenção de catástrofes climáticas. [...]

A Fundação cacique cobra coral tem contratos assinados com prefeituras do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, publicados em Diário Oficial e tudo mais. Não acredita? Clique aqui e veja os contratos. Como se pode notar, o tal cacique é muito requisitado e é muito trabalhador, mas ele talvez ainda lute com alguns resquícios de sua vida anterior como Abraham Lincoln, pois não consegue se livrar de sua veia burocrática e só presta serviços com contratos devidamente assinados. Além do mais, o Cobra Coral não renova os contratos com aqueles prefeitos e governadores que não fazem direito o dever de casa, e depois de alertados sobre as catástrofes climáticas que assolarão em breve suas cidades e estados, não investem nas obras públicas para evitar o que, segundo ele é evitável, pois ele possui grandes poderes. Gilberto Kassab que o diga: teve seu contrato cancelado pelo cacique por não investir em obras contra as chuvas... ou seja, os 50 dias de chuva que tivemos aqui em São Paulo poderiam, segundo o cacique ter sido evitados, uma vez que ele alertou ao prefeito sobre os temporais e este, como todo “péssimo político”, não fez o que tinha que fazer.

Pensa que foi só o Kassab que assinou contrato com a fundação da médium que incorpora o Cobra Coral? José Serra que o diga, minha gente!

O cacique Cobra Coral é tão eficiente que também foi contratado pela Prefeitura do Rio para afastar a chuva de Copacabana no reveillón 2010 e seria convocado até para dar explicações sobre o último apagão tupiniquim. [...]

Para conhecer todas as atuações sobrenaturais do "cacique" na natureza, clique aqui.

E como toda doação é bem vinda... muito bem vinda, por sinal... você pode fazer sua doação para a fundação do cacique cobra coral, que lhe informa os motivos porque seria bom você doar seu suado dinheiro para eles, como por exemplo: "A Fundação Cacique Cobra Coral atua diariamente na monitoração de questões climáticas e na alteração, por vias espirituais, de quadros adversos da meteorologia, como falta de chuva em locais com muita seca e chuvas muito fortes em outros locais. [...] A FCCC trabalha para prever catástrofes quem possam vir a ocorrer caso medidas cabíveis não sejam tomadas a tempo. Assim, evita catástrofes, mortes, prejuízos a populações. Em alguns casos a Fundação presta ajuda a outros países. [...] Atualmente a FCCC recebe apoio financeiro das Empresas Tunikito, uma corretora de seguros que a mantém. É assim que são pagas as despesas de aluguel, água, luz, telefone, site, acesso a internet, entre outros gastos. [...] Se você possui um automóvel, empresa ou outros bens, faça uma cotação de seguro com a Tunikito Seguros. A Tunikito oferece as mesmas vantagens das grandes corretoras. Porém, contratando a Tunikito você ajudará a manter as operações da FCCC. (A Tunikito opera com as principais companhias seguradoras, como Porto Seguro, SulAmérica, Bradesco, Itaú, Marítima- Chubb, Unibanco e outras)."

Muita cara de pau, não? E aí, alguém com coragem para ajudar a manter a empresa Tunikito para continuar financiando as atuações sobrenaturais do Cacique Cobra Coral?

(Sétimo Dia)

Nota: Absurdo dos absurdos! Como diria o falecido Renato Russo: "Que país é este?" Quando o assunto é criacionismo, argumentam que o Estado é laico e que é necessário manter a separação entre igreja e Estado. Mas o que esses governos e prefeituras estão fazendo? Firmando convênios e invocando a ajuda de "espíritos"?! Isso pode?! Onde está o Governo Federal numa hora dessas, que não intervém numa situação absurda como essa? Lembre-se de que sempre que o povo de Israel deu as costas para Deus e se voltou para os deuses pagãos (e também os "espíritos", que nada mais são do que demônios), as tragédias foram a consequência certa. Será que esta nação do Carnaval, da idolatria e do paganismo ainda continuará tendo a pretensão de dizer que Deus é brasileiro?[MB]

Clique aqui para saber o que acontece com os mortos e por que o Cacique Cobra Coral não é um "espírito desecarnado".

Projeto Atlanta: Sierra de la Morte

Foi duríssimo alcançar San Isidro porque tive que pedalar 101 km dos quais 33 foram só de subidas. Na Colômbia, cheguei a enfrentar montanhas com mais de 70 km apenas de ascendência. Porém, após a cidade de Medellín, depois de Cruzar a Cordilheira dos Andes Ocidental, mais de 2.000 km atrás, meu corpo já se desacostumou com as subidas. Por isso deixo essa cidade preocupado com uma serra de 80 km, conhecida aqui como “Sierra de la Morte”, porque seu topo esta a mais de 3.800 metros de altitude e muitos já morreram viajando por suas curvas bastante sinuosas.

Início uma viagem impossível. Nas condições em que estou, nem mesmo devia sair da cama. Meus dedos e ponta do pé direito (parte inferior) estão feridos. Tenho dores na panturrilha esquerda. Tenho outra ferida no joelho esquerdo e coxa direita. Vou necessitar da ajuda dos anjos. Só um milagre me levará a San José.

Começo a subida da serra e devido a uma rara indisposição, vou parando inicialmente a cada 2 km. Depois que completo os primeiros dez quilômetros, começo a parar a cada 1,5 km e a partir dos 20 km de subida, paro a cada 1 km. Nunca fiz isso antes. Não me sinto bem ou forte. Há muita neblina e bastante frio. Em alguns pontos recebo uma chuva fina e gelada. Não há nada plano. Só subidas íngremes.

Duro caminho este para alguém que está com 5.284,6 km acumulados no odômetro da “gorducha” (bike). São quatro meses de pedaladas. Estou sentindo algo raro: cansaço, desânimo, dores e o medo de não poder vencer a montanha “Sierra de la Morte”. Preciso da ajuda dos anjos!

Para completar meu desespero, o câmbio de montanha da “gorducha”, a catraca grande, a mais leve, não está passando. Tento todas as regulagens, mas ela não engata. Ou seja, o esforço aumenta em trechos muito acidentados. Sinto que estou fazendo algo sobre-humano. Preciso mesmo da ajuda dos anjos.

Em uma dessas subidas, encontro um caminhante, um peregrino. Um jovem moreno, magro, cabelos negros, alto. Ele está totalmente desorientado. Não sabe de onde vem e para onde vai, quando chega, quantos dias viajará. Vive a vida no tanto faz e tudo lhe parece muito bem. Carrega uma mochila surrada e dentro vi um tesouro: um exemplar da Bíblia Sagrada. Ele me disse que essa é sua arma. Sua espada.

Disse que caminha para San José e que no fim da tarde espera estar lá. Então lhe informei que a capital de seu país fica mais de 100 km à frente. Que a maior parte do percurso é subindo e que se ao invés de ir caminhando fosse correndo a 10 km/h, ele ainda assim chegaria tarde da noite. Ele fez pouco caso dessas informações técnicas. Deu-me duas laranjas que havia colhido das árvores pelo caminho. Ele também precisa da ajuda dos anjos para chegar a seu destino.

Deixo o peregrino para trás e avanço lento. Pedalo 10, 20, 30, 40 km de subidas. Depois de 42 km e a mais de 3.500 metros de altitude, começo a me sentir mal. Sabia que algo não estava bem desde San Isidro.

Não sinto os braços e as pernas. Não sinto a cabeça, os ombros, o tronco e abdômen. Enfim, parece que estou sumindo. Percebo que vou apagar e me encosto a uma rocha na beira da pista. Sinto meu corpo tão leve, quase a flutuar. Acho que vou desmaiar. Preciso da ajuda dos anjos. Sem eles não posso chegar.

Por um milagre, consigo me manter consciente. Bebo bastante água. Respiro fundo. Paro em um lugar com as pernas para cima. Renovam-se minhas energias e então retorno da morte. Estou humanamente só, porém, mãos de amor controlam meu viver. Esta não é minha hora e descubro forças para prosseguir. No alto desta montanha gelada, desmaiar seria fatal. O anjo do Senhor me anima e me faz pensar em meu sonho: Atlanta.

Levanto-me com dificuldade. Empunho o guidão da “gorducha” e volto a pedalar macio. Subo parando a cada 500 metros. Todavia, avanço mais e mais e confio que irei chegar.

Estou no fim da tarde. Quase no cimo da Sierra de la Morte. Estou muito longe de San José. Muito longe de Atlanta. Apenas bem perto do Céu, o qual posso sentir, mas não posso tocar.

Forçando o cambio da gorducha em uma subida mais íngreme, a corrente sai do passador e se enfia entre os raios e a catraca. Tento consertar, mas vejo que não será possível fazê-lo na estrada e sem ferramentas adequadas. Está muito frio devido à altitude (mais de 3.800 m). Peço ajuda, mas os carros não param.

A noite se aproxima e meu corpo começa a congelar. Sem o calor gerado pela energia do pedalar, meu organismo vai esfriando. Se ninguém parar, morrerei congelado na Sierra de la Morte. Preciso da ajuda dos anjos!

Ergo os braços aos Céus e clamo bem alto: “Senhor Deus! Socorre-me! Ajuda-me!”

Olho para a esquerda e um caminhão se aproxima. Aceno com a mão e ele para. Explico o que se passa ao motorista. Ele pede que coloque a bicicleta na carroceria e entre na cabine. Quando o caminhão dá a partida e vai deixando a Sierra de la Morte para trás, percebo que um milagre aconteceu e que tenho um Deus no Céu cuidando de minha vida na Terra. Ele não me larga. Ele é um amigo fiel. Ampara-me nas horas mais difíceis.

Precisei do auxílio dos anjos para vencer a Sierra de la Morte e obtive. Estou seguindo com a gorducha para “Atlanta” guiado por um Deus de amor.
Venha comigo porque Ele está aqui.

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

Mulheres desaprovam assobios e comportamento sexista

Homens que assediam mulheres com assobios e comentários de teor sexual na realidade prejudicam o gênero masculino inteiro, constatou um estudo. A pesquisa, liderada por Stephenie Chaudoir e Diane Quinn, da Universidade de Connecticut, analisou os sentimentos e as reações de mulheres que viram ou ouviram homens fazendo comentários desairosos para outras mulheres. As pesquisadoras pediram a 114 estudantes universitárias que assistissem a um vídeo e se imaginassem como transeuntes, observando uma cena em que um homem faz uma observação sexista para outra mulher ou simplesmente a cumprimenta. Em seguida, as pesquisadoras pediram às estudantes que atribuíssem pontuações a seus níveis de ansiedade, depressão, raiva e medo em relação aos homens e seu desejo de se afastar de homens ou brigar com eles.

O estudo revelou que, além de ficarem incomodadas, as mulheres tendiam a interpretar a observação machista como insulto às mulheres em geral e a sentir mais raiva e ficarem mais motivadas a adotar ações diretas contra os homens em geral.

"As mulheres sofrem consequências negativas diretas por serem alvos de preconceito e, como demonstra o trabalho atual, consequências indiretas na condição de transeuntes", disseram as pesquisadoras no estudo.

"Mas o sexismo também prejudica os homens. Sempre que as ações preconceituosas de um homem isolado são atribuídas a sua condição masculina, esse homem vai impactar a visão que as mulheres têm dos homens em geral e as reações delas aos homens."

O estudo foi publicado no periódico Sex Roles.

(MSN Entretenimento)

Comentário do leitor Renato Jungbluth: As mulheres, no fundo, não gostam de ser o que a evolução faz delas. Deveria fazer parte de sua natureza gostar dos avanços dos homens mais "ativos" e "destemidos", aqueles que dão em cima, que espalham seus genes. Mas essa condição não se harmoniza com seus desejos e sentimentos. Não é uma fase, não é fruto de um meio, ou uma condição apenas. Mulheres não se tornam desejosas de poligamia em situações de dificuldade. Aliás, deveriam gostar de infidelidade sempre, pois fortalece a espécie. Mas nunca foi assim. A verdade é que mulheres e homens não são animais. Não são um bicho mais evoluído. Homens e mulheres são especiais, e embora tentem nos fazer acreditar no contrário, a realidade não deixa. Para falar do natural, a própria natureza não permite. Embora o naturalismo e a filosofia deste mundo levem a tratar e ver pessoas como animais ou objetos, a natureza da mulher não é assm. As palavras, as doutrinas modernas não podem mudar isso. Mulher não é bicho. Não é objeto. A natureza da mulher é ser especial! Vai dizer que não?

sábado, março 20, 2010

3º Simpósio Internacional "Darwinismo Hoje"

A realização da terceira edição do Simpósio Internacional “Darwinismo Hoje” pela Universidade Presbiteriana Mackenzie tem como justificativa a continuidade dos debates promovidos nas edições anteriores entre a visão evolucionista e a visão do design inteligente. Desta feita, procura-se questionar se o design inteligente é de fato ciência ou se trata, em última análise, de ideologia religiosa. Paralelamente, aborda-se os últimos desenvolvimentos no campo darwinista, particularmente a chamada nova síntese evolutiva, anunciada para breve.

O objetivo do 3º Simpósio, à semelhança dos anteriores, é promover na universidade uma visão ampla das questões relacionadas com a origem da vida, das espécies e da complexidade dos seres vivos, que leve em consideração os diversos olhares dos cientistas sobre esses assuntos cruciais, procurando manter o espírito da Academia como o local adequado para o debate, para o contraditório.

O evento será realizado nos dias 26 a 29 de abril de 2010, no campus São Paulo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. As inscrições para participação estarão abertas até a data do Evento. Os participantes receberão certificados de participação.

(Universidade Mackenzie)

Veja o programa aqui e saiba quem serão os palestrantes.

quinta-feira, março 18, 2010

Creation e a oração de Charles Darwin

Meu amigo e colega de mestrado Ericson Danese fez uma boa análise do filme Creation, que tenta reconstituir parte da vida do naturalista inglês e "pai" da teoria da evolução Charles Darwin. O texto é um pouco longo, mas vale a pena:

Assisti pelo YouTube ao filme Creation, que apresenta a história de Darwin e de como escreveu seu livro A Origem das Espécies. O filme mostra o drama familiar da perda de sua filha Annie e o relacionamento de suas teorias com a fé de sua afetuosa e amada esposa Emma. Apresento a seguir minha apreciação e opinião sobre o filme:

O título do filme: Por que Creation se não trata sobre criacionismo? Seria muito mais adequado Evolução ou a A história do livro de Darwin, mas tudo bem, vamos considerar seu conteúdo.

O caráter de Annie. A filha mais velha de Darwin, falecida na juventude, é mostrada como com uma suposta percepção e inteligência superior a seus outros irmãos, o que fica entendido nas entrelinhas como o fato que a leva a ser a favorita de Darwin. Annie é mostrada entre flashbacks quase fantasmagóricos, em que você fica se perguntando se Darwin está lembrando ou está falando com sua "aparição" depois de morta (é claro que são lembranças, mas há algo sutil e espiritualista nas entrelinhas).

Seus trejeitos claramente não são os de uma menina de 10 anos, ela parece encorajar Darwin a expor suas ideias, mostrado sob a capa de doçura que não está presente nos amigos de Darwin que o instigam a uma "guerra" entre a ciência e a religião, ignorando o fato de que a maioria dos cientistas do seu tempo eram religiosos e que foi o próprio ambiente religioso judaico-protestante que incentivou as universidades e o surgimento da ciência clássica.

Em suas lembranças de Annie, há uma estranha obsessão da nenina pelo prazer de ouvir histórias contadas por Darwin que sejam regadas com injustiça e finais infelizes, como o caso das crianças da Terra do Fogo e da orangotango fêmea que morre separada de sua família da selva, um claro símbolo da própria menina. Annie é um personagem revestida de doçura para cativar o telespectador e gerar revolta e descrença com sua trágica morte ainda infante, algo que talvez tenha sido gerado em Darwin e o levou a ler o mundo natural como trágico, injusto e destituído de propósito.

Isso fica claro, quando a pequena Annie é castigada pelo reverendo de sua vila e o espectador do filme é levado a se revoltar com a brutalidade e as consequências da ignorância. Sutilmente, o telespectador é levado a concordar que seria melhor não ter religião já que esta se mostra tão ignorante trazendo dor e impedindo o progresso. Assim, o propósito de generalizar religiosos como ignorantes é levado com sucesso como se tal pressuposto fosse verdade e como se tal prática hedionda fosse a instrução bíblica ou a prática de todos os crentes, quando, na verdade, religiosos coerentes defendem a pesquisa, a paz e o respeito.

O estilo taciturno e sombrio da representação de Annie e a identidade espiritualista do filme podem ser vistos claramente quando, após uma discussão com o reverendo, Darwin tem uma alucinação com Annie e a persegue pelo seu jardim até entrar em colapso nervoso.

A emoção do filme é conduzida para que o espectador conclua que a injustiça é razão suficiente para abandonar a esperança da fé. Todos os que já perderam alguém, todos os que já temeram perder alguém são levados pela empatia a se identificarem com o sofrimento e a revolta de Darwin. O cinema é um instrumento poderoso para popularizar ideias e é isso o que esse filme faz. Sem apelo científico algum, o filme está longe de ser um documentário, sendo muito mais um apelo aos sentimentos de revolta, bem naturais dentro de cada um de nós!

O que somos sem a esperança? O que restou a Darwin sem a esperança? Alcançou ele a felicidade sob a pretensa realização intelectual? Provou-se que ele estava certo ou errado? Provou-se que a Bíblia estava errada? Provou-se que Deus não existe? A dor de Darwin continuou até sua morte e as outras perguntas aqui mencionadas continuam alvo de debates sem fim.

Sobre propósito e desperdício. O design da natureza é um dos mais poderosos argumentos criacionistas, e para combatê-lo o filme sobre Darwin mostra exemplos dados pelo cientista de que as coisas são efêmeras e sem desígnio. No entanto, criacionistas nunca pretenderam que exista desígnio em cada polegada do mundo natural ou em seus acontecimentos; nós reconhecemos o caos, a desordem e a injustiça num mundo em que as coisas não estão exatamente como Deus as planejou. Por outro lado, há muitos propósitos e desígnios, alguns descobertos, outros por descobrir e outros analisados injustamente pelas lentes humanas.

Questões sobre justiça. Tudo na natureza é mostrado sob a ótica de se existisse um Deus de amor não poderia permitir a injustiça da morte de um inocente tal como um orangotango, um coelho nas presas de uma raposa ou da pequena Anny. O acaso é postulado como a única explicação de "consolo" para o inocente que sofre e a religião é mostrada como superstição que ensina que é da vontade de Deus que alguns sofram. Mas não é assim que acontece e nem é assim que ensina a Bíblia! Nada faria sentido se não fosse a realidade de um grande conflito entre forças espirituais do bem e do mal, conflito no qual o planeta Terra tem servido de campo de batalha.

Ao mostrar Deus como injusto, a fé como tirana e os religiosos como ignorantes, cumpre-se o grande desígnio de Satanás, o de macular a imagem e o caráter de Deus impingindo-lhe a própria imagem de Satanás, enquanto este passa oculto e disfarçado como se fosse apenas fruto do folclore popular religioso.

Outro desastre do filme é a tentativa de mostrar que a fé não permite questionar a injustiça, ato muitas vezes ilustrado pelos diálogos de Darwin com o inculto reverendo de sua vila. Mas isso também não é assim; a Bíblia mostra Jó, Davi, Jeremias, Habacuque e muitos outros questionando a Deus por injustiças muito maiores que vermes parasitas de humanos ou larvas de vespas que devoram lagartas vivas. O mundo é um lugar complicado; Deus criou todas as coisas, mas não as criou todas como estão agora. Criacionistas não são fixistas, isto é, não acreditam que Deus criou tudo exatamente como conhecemos hoje. Muita coisa aconteceu desde que o pecado entrou neste mundo: a dor, a morte e a injustiça. O problema é complexo e não pode ser resolvido com meras especulações filosóficas. A Bíblia nos incentiva a buscar a justiça num mundo injusto e a aguardar a esperança!

A representação da fé religiosa mostra estereótipos de pessoas que o ateísmo darwinista deseja generalizar, para que a leitura da sociedade moderna seja feita em tais moldes. O reverendo é uma imagem do charlatão que controla o povo pela superstição. A esposa de Darwin é uma imagem do pobre povo religioso iludido pelas farsas dos seus mestres. Os amigos de Darwin são mostrados como os cientistas a frente de seu tempo, homens revoltados com os grilhões intelectuais da igreja. Mas o filme até que é coerente em mostrar Huxley e seu ódio pela religião, ao mesmo tempo em que pede a morte de Deus e pragueja em nome de Jesus Cristo, revelando seu caráter colérico.

Pressupor que todos os religiosos são ignorantes e desdenham a ciência é definitivamente não compreender o momento cultural da Inglaterra Vitoriana e ser muito mais ignorante quanto à fé dos cientistas do passado e da atualidade, tal como o erro evidente ao mostrar que religiosos negavam a existência dos dinossauros, quando na verdade o termo "dinossauro" foi cunhado por [Richard] Owen, um cientista que defendia que esses animais existiram e foram extintos pelo Dilúvio, assim como o pensamento de Steno, considerado como pai da Paleontologia e que, junto com Owen, ambos cientistas criacionistas, foram totalmente ignorados devido ao preconceito com a religião.

O perder a fé religiosa. Para mim, o mais venenoso argumento da falácia do filme é a sugestão de que um homem que estuda a natureza perde sua fé. Isso é mais uma forma preconceituosa de tentar mostrar os religiosos como pessoas que amam a ignorância e mais uma mentira, levando em conta tantos cientistas com convicções religiosas. É realmente muito desleal supor que conhecer as maravilhas da criação possa fazer um homem descrer.

Homens descreem mesmo sem conhecer a natureza; homens descreem por decepções com a instituição religiosa; descreem por não ter suas expectativas correspondidas de acordo com a forma de teologia que aprenderam; homens descreem pela dúvida natural do coração carnal e descreem também pela tentação. Todavia, a ciência e o estudo da criação têm ajudado muitos a crerem mais e mais, a tal ponto que mesmo hoje, depois de tantos avanços científicos, continuamos a ter homens cultos, letrados e cientistas que creem. Crença é um dom que nada tem que ver com estudo e muito menos pode ser obtido pelo esforço ou descoberta humana; a fé sempre foi e sempre será um dom de Deus, aceito ou desperdiçado.

O trecho mais traiçoeiro das intenções desse filme se encontra na cena em que Darwin, lutando pela vida de sua filha, vai até uma igreja, ajoelha-se diante do altar, contempla um vitral com a imagem de Cristo e clama orando que Deus a poupe por ser apenas uma menininha. Darwin oferece sua vida em lugar da menina, caso "Deus" queira levar alguém, e propõe que se Ele a curar, ele (Darwin) terá fé pelo resto de sua vida. A seguir a cena o mostra, tempos depois da morte de Annie, conversando com seu médico sobre sua própria doença, decorrente da depressão como resultado da perda da querida filha. O médico tenta confortá-lo dizendo que a menina está no Céu e Darwin se recusa a crer nisso assim como sua esposa o faz.

Ora, vamos analisar a oração de Darwin. Na verdade, não sei se isso é um fato verídico ou apenas imaginado pelos autores do filme, mas façamos algumas considerações.

A Bíblia registra que Davi orou pela vida do seu primeiro filho com Batseba, mas a criança morreu e Deus Se calou. A Bíblia registra a morte dos infantes inocentes no nascimento de Moisés e depois na tentativa de Herodes matar Jesus, mas foi isso motivo para a descrença? Alguma vez encontramos a promessa de que o inocente não morrerá? A única coisa que encontramos é a promessa da ressurreição e de que um dia haverá novo Céu e nova Terra.

Darwin clamou por um milagre, mas o que dizer de Paulo que clamou que o Senhor o curasse e a resposta foi que a graça de Deus lhe bastaria? A graça e o conforto de Deus em meio ao sofrimento, a vitória final e restauração de tudo não são o bastante para Darwin? A dor de um pai não pode ser estimada ou ignorada, mas é a dor que o Pai sentiu ao ver Seu Filho Jesus sobre a cruz em prol da humanidade que O rejeitou.

Darwin se propôs a crer mediante um sinal, uma prova. Mas não é assim que as coisas funcionam. Deus não faz seus milagres porque tem que nos provar algo. Por isso a Bíblia aconselha a não tentar o Senhor nosso Deus. Na verdade, Deus opera milagres, mas se o fizesse sempre para provar que Ele existe, então não precisaríamos de fé. E precisamos de fé, porque ela agrada a Deus e nossos pais duvidaram mesmo quando viram o invisível. O cientista reclama que não pode crer sem ter provas, mas a fé vai além disso. Deus não seria o Soberano, se tivesse que obedecer a todos os nossos pedidos. Estamos invertendo as posições!

Você não pode tomar a soberania de Deus como explicação de que é Ele que mata e leva nossos queridos, pelo contrário, a Bíblia diz que Deus não Se agrada da morte - aliás, a Bíblia nem sequer ensina que as pessoas que morrem vão imediatamente para o Céu, apenas diz que, enquanto os mortos dormem, a fé e a esperança devem nos consolar de que chegará um dia em que eles serão despertos na ressurreição, e com a volta de Cristo, o mal terminará de uma vez por todas e as coisas serão concertadas!

É nesse ponto que a oração de Darwin é sutil semente da mentira e descrença. Você se emociona com um homem que se humilha, apesar de seu grande conhecimento científico, e clama a Deus desesperadamente de forma inútil por sua doce filha, sem considerar que o filme está sorrateiramente induzindo você a pensar de Deus aquilo que Ele não é e nunca prometeu fazer ou ser!

O diálogo Darwin com seu médico deixa escapar uma verdade interessante: o fato de pessoas diferentes reagirem e interpretarem o mesmo evento de forma diferente. Nenhum exemplo é melhor do que Darwin, que se afastou de Deus, e sua esposa Emma, que buscou a Deus como fonte de consolo. O que há de lamentável é o fato de mais uma entre tantas vezes no filme a trama aproveitar isso para mostrar que a ciência, que foi o "consolo" de Darwin (se é que o consolou de fato), está destituída da fé em Deus ou de que a religião seja um "ópio" para os menos cultos se consolarem. Fé e ciência não são caminhos opostos.

Contudo, o filme sobre Darwin revela um fator histórico interessante a respeito da influência da morte de Annie sobre as teorias de Darwin. Então, a teoria da origem das espécies seria o esforço em explicar o mundo diante da revolta e decepção religiosa de um homem traumatizado? Até que ponto a emoção influenciou as conclusões de um homem e sua teoria? O fato é que Darwin, apesar de estudar o tema por anos, só publicou depois da morte de Annie. Por quê? Por que precisava disso?

A mensagem que fica nas entrelinhas. “Se Deus não agiu como você esperava, se você se decepcionou, se você foi tratado com injustiça, se perdeu aquilo que amava e Deus Se mostrou indiferente, então escreva um livro que o(a) liberte da obrigação de seguir esse Deus; seja um ateu livre da culpa apoiado na lógica e num fundamento intelectual que lhe permita explicar tudo sem precisar mais desse Deus. Você se magoou com Deus? Então O ignore, para não sofrer mais, ainda que Ele exista, apesar de você não poder compreendê-Lo.”

Essa mensagem do filme é o fundamento do ateísmo e a melhor forma de compreender o âmago do pensamento ateu. O filme nem sequer trata sobre ciência ou sobre a teoria da evolução. Pena que todo esse esforço mental, toda essa reconstrução intelectual nunca tenha livrado ninguém do sofrimento e acabou colocando Darwin e tantos outros contra Aquele que seria o único que poderia dar-lhes esperança e forças para livrar-se do sofrimento!

A todos os darwinistas inconformados com a injustiça, a todos os ateus que continuam a sofrer, Deus continua a clamar: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei" (Mateus 11:28).

(Ericson Danese, Azimute)

Ateu defende ensino criacionista e livro de Meyer

O proeminente ateu Thomas Nagel, filósofo respeitado e influente, laureado com o prêmio Schock na categoria Filosofia e Lógica, escolheu Signature in the Cell: DNA and the evidence for Intelligent Design, de Stephen C. Meyer, como um dos melhores livros de 2009. De quebra, ele ainda defendeu recentemente ("Public Education and Intelligent Design", Philosophy & Public Affairs 2008) que o criacionismo não é pseudociência, é um tipo de ciência e não deve ser proibido. Pra variar, a reação dos ateus militantes foi de puro fanatismo. Foi o caso de Brian Leiter e sua clara tentativa de silenciar Nagel.

(Colaboração: Ronaldo Ewerton)

Nota: Ainda não entendi o que as editoras brasileiras estão esperando para traduzir e publicar o livro de Meyer. Parece que deram as mãos ao ateísmo militante de Richard Dawkins et al, pois é só ele escrever algo novo que já sai por aqui.[MB]

1º Congresso Jovem Web movimenta o Sul do Brasil

Nesta sexta-feira, 19 de março, a partir das 20 horas, será realizado o 1º Congresso Jovem Web pelo site www.esperancaweb.org.br. O programa foi criado com o objetivo de mostrar para a juventude o poder da internet no cumprimento da missão. Segundo o coordenador do projeto, pastor Areli Barbosa, através do programa de evangelismo pela internet muitas pessoas poderão conhecer sobre o amor de Deus. "Temos como objetivo incentivar a juventude ao trabalho missionário através da internet", destaca Areli. O Congresso Web conta entrevistas e mensagens especiais. Além de técnicas sobre a utilização da internet através do Twitter, Orkut, blogs, sites, MSN, entre outras ferramentas.

A internet trouxe novas formas de comunicação, os comunicadores instantâneos como o MSN, o telefone pela internet como o Skype, o e-mail, as redes sociais como o Orkut, entre outros, são ferramentas baseadas na internet que possibilitaram uma verdadeira revolução na forma de comunicar. Isso tem aproximado as pessoas.

Para participar do Congresso Web o internauta precisa ter um computador ligado à internet, acessar o site www.usb.org.br e clicar no banner do congresso que o direcionará para o site do congresso com transmissão ao vivo e espaço para participação, seguindo as instruções que serão faladas e postadas. Não deixe de participar! Acesse o site: www.esperancaweb.org.br ou www.usb.org.br

(USB)

Incoerência de Lula arranha relação com Israel

Nem sempre concordo com certas opiniões do escritor Julio Severo, mas a análise que ele fez da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Israel faz pensar. Severo diz que, em lugar de retribuir a gentileza israelense de lhe franquear a tribuna do Parlamento, Lula aproveitou a oportunidade para criticar Israel. E foi mais longe: se recusou a fazer o que outros presidentes que visitaram Israel fizeram: depositar flores no túmulo de Theodor Hezrl, considerado o fundador do moderno Estado de Israel. “Evidentemente, Lula deve ter ficado horrorizado, pois diferente de seu amigo Fidel Castro, que tem as mãos sujas de sangue inocente, e diferente de muitos de seus próprios assessores, ligados a grupos terroristas comunistas que derramaram sangue inocente no passado, Theodor Hezrl nunca derramou sangue de ninguém”, escreve Severo. “Não lhe perguntem o que ele acha de Hezrl ter tido a ideia de ajudar o Estado de Israel a ressurgir dos escombros da História…”

Em contraste, depois da visita a Israel (a primeira de um presidente brasileiro), Lula depositou flores no túmulo de Yasser Arafat, considerado o fundador do moderno Estado da Palestina. Segundo Severo, “muito diferente de Hezrl, as mãos, os pés, a cabeça e tudo o mais de Arafat estão sujíssimos de sangue. Em seus ataques terroristas, Arafat não poupava ninguém, nem crianças de ônibus escolares, que eram explodidas pelas bombas do grupo terrorista OLP, fundado por Arafat”.

Severo considera dissimulação o fato de Lula ter visitado o Museu do Holocausto. Ao depositar flores no local, Lula disse: “Nunca mais, nunca mais, nunca mais!” Detalhe: daqui a dois meses, o presidente estará visitando Mahmoud Ahmadinejad, que nega o Holocausto e quer a todo custo fabricar armas nucleares, com o objetivo de destruir Israel e matar judeus...

“Na agenda de Lula, não está nenhum discurso no Parlamento do Irã criticando Ahmadinejad ou a bomba para destruir Israel”, afirma Severo. “Eles são amigos, e amigos merecem respeito e carinho. Fidel Castro e Hugo Chavez são testemunhas da fidelidade de Lula aos amigos.”

Severo diz mais: “Se em suas várias visitas a Cuba Lula nunca criticou o governo cubano, por que ele faria isso agora com o companheiro Ahmadinejad? Se Ahmadinejad conseguir concretizar seus sonhos, Lula terá novamente a oportunidade de dissimular e depositar flores no 2º Museu do Holocausto, que terá de ser construído distante da terra de Israel, que estará então contaminada por forte radioatividade. Lula repetirá de novo: ‘Nunca mais, nunca mais, nunca mais!’ E Ahmadinejad lhe fará coro, acrescentando: ‘Israel nunca mais, nunca mais! Israel nunca mais, nunca mais!’”

Ao visitar o Museu do Holocausto, Lula não portou uma estrela de Davi com a inscrição “Juden”, no entanto, em visita aos palestinos, o presidente usou um keffiyeh (tido por muitos como símbolo terrorista palestino). Com isso, Lula pode ter quebrado o decoro e suas atribuições como presidente do Brasil, ao tomar posição por uma das partes do conflito. Mas não creio que essa notícia deverá repercutir muito por aqui.

Meu colega editor Ivacy se manifestou escrevendo o seguinte comentário num fórum do Estadão:

“Alguém aí sabe o que Lula foi fazer no Oriente Médio? Que tal algumas tentativas de resposta? (1) Pode ter sido mais uma viagem para provar que o Brasil funciona muito bem sem ele. (2) Tentar provar que viajou mais que qualquer outro presidente, ou mais que a Hillary Clinton. (3) Ou foi pra mostrar mais uma vez que prefere se acertar com a periferia das democracias?

“O que será que ele quis dizer, ao discursar sobre o holocausto, repetindo ‘Nunca mais, nunca mais...’ enquanto flerta com Ahmadjnejad? E, para completar, negou-se a visitar o túmulo do fundador do movimento sionista, Theodor Herzl, enquanto ficou muito à vontade para visitar o túmulo de Arafat. O Brasil já teve representantes mais coerentes. Saudades...”

Entendo que há questões delicadas envolvidas no conflito palestino-israelense e que, como sempre, os que mais sofrem com isso são os inocentes de ambos os lados. Mas se Lula tinha realmente alguma pretensão de pôr a colher nesse "angu" e servir de mediador entre as partes, pode esquecer.

Bairros mais ricos de SP têm maior taxa de suicídio

Um estudo feito com dados da Prefeitura de São Paulo e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que, de 1996 a 2005, regiões centrais da cidade apresentaram o dobro da taxa média de suicídios da periferia. Enquanto os bairros centrais tiveram, em média, 6,3 casos para 100 mil habitantes por ano durante o período estudado, aqueles localizados em áreas mais distantes, na zona sul da cidade, apresentaram 3,3 casos. Ocorreram 4.275 mortes por suicídio no período. O trabalho, feito na USP (Universidade de São Paulo), será publicado em livro. O pesquisador afirma que o elevado grau de urbanização e o isolamento típico das grandes cidades – características que podem estar relacionadas a maiores índices de suicídio – são encontrados em São Paulo principalmente na área central.

“Em São Paulo, existe uma relação da localidade com a renda – a periferia é mais pobre. Alguns estudos mostram que países mais ricos têm taxas mais altas de suicídio. Trouxemos essa discussão [da renda] para nossa pesquisa”, diz o geógrafo Daniel Bando, responsável pelo trabalho.

Além da renda, a pesquisa também relaciona outros fatores de risco de suicídio, mencionados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), às maiores taxas nos bairros centrais. Segundo dados do IBGE, esses locais concentram mais solteiros e separados, estados civis relacionados a maiores chances de suicídio. Em contrapartida, há maior percentual de casados na periferia.

A migração também é fator de risco. Alguns bairros centrais são conhecidos por suas comunidades estrangeiras e de outras partes do país. “Regiões em que as pessoas perdem suas características culturais têm índices mais altos de suicídio. No caso dos migrantes brasileiros, não existe a barreira da língua, mas as culturas podem ser muito diferentes em uma cidade muito mais complexa do que as de origem desses novos moradores”, explica a psiquiatra Sabrina Stefanello, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria e pesquisadora em suicídio na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

No Brasil, estimativas sugerem que ocorram 24 suicídios por dia, mas o número deve ser 20% maior, pois muitos casos não são registrados. A quantidade de tentativas é de dez a 20 vezes mais alta que a de mortes. Entre os jovens, a taxa multiplicou-se por dez de 1980 a 2000: de 0,4 para 4.

O número de casos de suicídio cresceu 60% nos últimos 45 anos, de acordo com a OMS. A organização estima que, de 2002 a 2020, o aumento será de 74%, chegando a um suicídio a cada 20 segundos – hoje, a taxa é de um a cada 40 segundos.

“O que há de mais concreto [para explicar o aumento] é a associação com transtornos mentais, principalmente a depressão, mais presente e identificada hoje”, diz Stefanello.

Pessoas que pensam em tirar a própria vida costumam manifestar sinais. “A maioria comenta com alguém próximo. Existe um mito de que quem quer se matar não fala, mas não é verdade. Dizer algo como ‘minha vida não vale mais a pena’, mostra desesperança”, diz.

(Folha de S. Paulo, 18/3/2010)

Nota: Urbanização, isolamento, solteirice e separação, perda de características culturais, maior número de suicídios entre os jovens e depressão – esses parecem ser os frutos da nossa sociedade “moderna”. Curiosamente, alguns desses “estilos de vida” (como a busca do “sucesso” na cidade grande e a vida sem compromisso) são justamente os que acabam sendo valorizados em filmes e novelas. Ao que tudo indica, o ser humano foi projetado para um tipo de vida bem diferente, já que esse propagado pela mídia não o está satisfazendo. Quando lemos o livro das origens, o Gênesis, constatamos que Deus criou o ser humano num jardim e o fez para não viver sozinho. Deu para o homem uma mulher e os uniu em matrimônio. Ordenou-lhe crescer e se multiplicar, a fim de que se realizassem ainda mais em companhia de seus semelhantes (vida social). Para que não perdessem suas “características culturais”, orientou-lhes transmitir de pai para filho os princípios que lhes deveriam reger a vida, tendo, por fim, registrado esses princípios na Bíblia Sagrada. Assim, não deve causar surpresa o fato de que as pessoas que vivem à luz desses princípios tenham uma vida mais feliz, saudável e plena. Elas olham para o futuro com esperança enquanto vivem bem o agora (tanto quanto possível ou dependa delas). O mundo está mesmo na contramão, e por isso muita gente quer “escapar” dele.[MB]

quarta-feira, março 17, 2010

Dentes autocicatrizantes

No texto “A força dos dentes”, vimos que ainda é inigualável a resistência desse que é o osso mais duro do corpo humano. Recentemente, um grupo internacional de pesquisadores utilizou ferramentas sofisticadas de imageamento e realizou testes exaustivos com dentes extraídos de pacientes para tentar desvendar a forma como suas moléculas se organizam para suportar enormes pressões. E chegaram a descobertas interessantes. A resposta para a resistência dos dentes está na sua estrutura altamente sofisticada, que é a responsável por mantê-los íntegros. “Os dentes são feitos de um material compósito extremamente sofisticado que reage de forma extraordinária quando submetido a fortes pressões”, explica o professor Herzl Chai, principal autor do estudo. [Leia mais]

Beber moderadamente não traz benefícios

Um estudo realizado na Itália com 3 mil adultos aponta que beber moderadamente pode não trazer os benefícios proclamados por outras pesquisas. O estudo foi feito com pessoas de 70 a 79 anos e mostra que fatores ligados ao estilo de vida, como exercícios e alimentação saudável, são muito mais ligados à saúde do que a o costume de beber pouco ou moderadamente. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Ferrara, beber uma ou duas doses alcoólicas diárias podem simplesmente ser um costume de pessoas saudáveis, e não o motivo pelo qual elas têm saúde. Vários estudos mostram que pessoas que bebem moderadamente vivem mais que os abstêmios e as que bebem muito. Pesquisas anteriores mostram que existe uma relação entre o consumo de álcool e a mortalidade, em que o risco de morte diminui com algumas doses semanais e aumenta quando as doses também são em maior número. O principal motivo apontado para isso é a diminuição do risco de doenças cardiovasculares em pessoas que bebem moderadamente. Além disso, o álcool serve como afinador do sangue e reduz o risco do entupimento de artérias, como a aspirina. Porém, muitas pesquisas passaram a relacionar a bebida com inúmeras melhorias fisiológicas, desde capacidade cognitiva a cura de resfriados, levando à suspeita dos pesquisadores italianos. [Mudanças saudáveis no estilo de vida, sem os riscos do consumo de álcool, levam aos mesmos benefícios.] [Leia mais]