sexta-feira, maio 31, 2013

Pesquisa indica que a humanidade ficou mais burra

Um provocativo estudo publicado recentemente na revista Intelligence sugere que, enquanto a tecnologia avança, a inteligência humana está em declínio. A pesquisa aponta que o quociente de inteligência (QI) dos ocidentais caiu 14 pontos desde o final do século 19. As informações são do Huffington Post. Segundo o professor da Universidade de Amsterdam Jan te Nijenhuis, co-autor do estudo, as mulheres mais inteligentes tendem a ter menos filhos do que aquelas com menor inteligência, o que poderia ser um dos fatores para esse declínio. Nijenhuis e alguns colegas analisaram os resultados de 14 estudos sobre a inteligência desenvolvidos entre os anos de 1884 e 2004, incluindo um feito por Francis Galton, antropólogo inglês primo de Charles Darwin. Cada pesquisa levou em conta o tempo que os participantes levaram para pressionar um botão em resposta a um estímulo. O tempo de reação reflete a velocidade de processamento mental de um indivíduo, e por isso é considerado uma indicação da inteligência.

No final do século 19, o tempo de reação visual era em média de 194 milésimos de segundo. Já em 2004, esse tempo havia aumentado para 275 milésimos de segundo. Ainda que a máquina utilizada para medir o tempo de reação do final do século 19 fosse menos sofisticada que a usada nos últimos anos, Nijenhuis afirmou ao Huffington Post que os dados antigos são diretamente comparáveis aos modernos.

Outros estudos recentes têm sugerido um aumento aparente no QI a partir da década de 1940. Porém, o especialista sugere que esses levantamentos refletem a influência de fatores ambientais – como melhor educação, higiene e nutrição –, que podem mascarar o verdadeiro declínio na inteligência herdada geneticamente no mundo ocidental.


Nota: Não fosse a tecnologia, a ser humano atual seria uma cópia melhorada de “homem das cavernas”. Exagero? Pode ser, mas que as realizações do passado, quando supostamente a tecnologia não era tão avançada, ainda estão aí e nos surpreendem, como as pirâmides do Egito, por exemplo. De modo semelhante, não fossem a medicina e os remédios, creio que nossa expectativa de vida seria comparável à das pessoas da Idade Média. Pelo visto, evolução biológica (no sentido “ascendente”) não é o que vem ocorrendo. Degeneração, sim.[MB]

Uma semana sem Facebook

Por que você resolveu sair do Facebook?

A gente passa o dia todo on-line e nem percebe que pode estar viciado. Eu queria saber como seria minha vida sem isso. Sete dias parecem pouco, mas, para quem está há vários anos acessando todo dia, foi um desafio. Eu quis esse desafio mesmo.

E como foi?

No primeiro dia foi algo meio que “doido”. Eu chegava na frente do computador e a primeira coisa que fazia era digitar o site do Face, e não podia logar. Até parece papo de grupo de recuperação, de gente que está sem usar uma droga. Mas é bem isso mesmo: tem uma certa dependência, abstinência e recaída. Muito difícil.

Você teve alguma recaída?

Se eu falar que não, estarei mentindo. Entretanto, logar no site eu não loguei. Mas teve alguns momentos que amigos comentaram comigo alguma situação, e pedi para eles olharem alguma atualização em meu perfil.

Você se considera viciado em Facebook?

Eu achava que não era viciado. Pensava que era algo “normal”. Mas percebi que meus dias já não estavam mais tendo 24 horas. Eu ficava muito tempo na frente do PC, no Face. Acordava e já ligava o computador. Era a mesma coisa quando chegava ao trabalho e quando voltava para casa. Várias vezes, conversei pelo Face com um amigo que estava ao meu lado!

O que seus amigos acharam da ideia de você se desconectar?

Vários não curtiram a ideia. Alguns falaram que eu havia “sumido”. Mas eu continuava no mesmo lugar, só não estava no Face. Às vezes, parecia que eu não existia mais. Algo estranho mesmo. Muito estranho. Antes eu marcava coisas pelo Face: saídas, jantas, filmes, recebia muitos convites. Naquela semana eu tive que telefonar para “agitar” alguma coisa.

Sua vida melhorou sem o Face?

Depende do ponto de vista. Pude ler mais livros e sites de notícias do que antes. Quando fiz alguma coisa diferente nessa semana, pude aproveitar mais, porque não me preocupei em ficar contando para o Face o que estava acontecendo, tirando fotos, essas coisas. E sem contar que pude aproveitar o tempo sem Face para falar pessoalmente com velhos amigos e também conhecer novos. Foi uma experiência boa. Entretanto, pretendo não repetir tão cedo (risos).

(Experiência vivida pelo estudante Rafael Brondani)

Nota: As redes sociais estão causando uma verdadeira revolução comportamental. Sem dúvida, há pontos positivos, como a possibilidade de reencontrar velhos amigos, de partilhar informações e fotos com parentes distantes e de se manter atualizado com respeito à vida de pessoas que nos são queridas. Mas acaba sendo bem tênue a fronteira entre o que é bom e o que não é, entre o que convém e o que não convém. Muita gente desperdiça tempo precioso com banalidades e “fuçando” na vida das pessoas e nas páginas dos amigos dessas pessoas (com quem nem sequer se relacionam). Quando se dão conta, as horas voaram, o tempo para o sono reparador foi encurtado e a cultura útil não foi ampliada. Aquele livro interessante e importante continua na estante e os relacionamentos reais ficam na lista de espera. Como em tudo na vida, o uso das redes sociais exige moderação. Além disso (e mais importante), os que se dizem cristãos devem deixar isso bem evidente também em sua “vida virtual”. Muitos cristãos, em lugar de postar fotos que sirvam de testemunho de sua relação com Deus, publicam cenas e conteúdos indiscretos que chegam a lançar dúvidas sobre seu caráter e sua religiosidade. É bom não nos esquecermos de que estamos testemunhando a todo instante – a favor do ou contra o reino de Deus. “Portanto, quer [curtais], quer [compartilheis] ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31).[MB]


quinta-feira, maio 30, 2013

Dez motivos pelos quais você deveria ler todos os dias

Uma das práticas que os jovens consideram mais entediantes é a leitura. Não é raro ouvir reclamações sobre a obrigatoriedade da leitura, mesmo que algumas histórias surpreendam por atrair o interesse. Contudo, estabelecer o hábito da leitura pode trazer diversos benefícios para a vida, tanto no mundo acadêmico quanto na carreira. Confira a seguir dez motivos pelos quais você deveria ler todos os dias:

1. Estímulo mental. O cérebro necessita treinamento para se manter forte e saudável e a leitura é uma ótima forma de estimular a mente e mantê-la ativa. Além disso, estudos mostram que os estímulos mentais desaceleram o progresso de doenças como demência e Alzheimer.

2. Redução do estresse. Quando se insere em uma nova história diferente da sua, os níveis de estresse que você viveu no dia são diminuídos radicalmente. Uma história bem escrita pode transportá-lo para uma nova realidade, o que vai distraí-lo dos problemas do momento.

3. Aumento do conhecimento. Tudo o que você lê é enviado para seu cérebro com uma etiqueta de “novas informações”. Mesmo que elas não pareçam tão essenciais para você agora, em algum momento elas podem ajudá-lo, como em uma entrevista de emprego ou mesmo durante um debate em sala de aula.

4. Expansão de vocabulário. A leitura expõe você a novas palavras que inevitavelmente serão incluídas em seu vocabulário. Conhecer um número grande de palavras é importante porque permite que você seja mais articulado em seus discursos, de maneira que até mesmo sua confiança será impulsionada.

5. Desenvolvimento da memória. Quando você lê um livro (especialmente os grandes), precisa se lembrar de todos os personagens, seus pontos de vista, o contexto em que cada um está inserido e todos os desvios que a história sofreu. A boa notícia é que você pode utilizar isso a seu favor, fazendo dos livros um treino para sua memória. Guardar essa quantidade de informações faz com que você esteja mais apto para se lembrar de eventos cotidianos.

6. Habilidade de pensamento crítico. Já leu um livro que prometia um mistério confuso e acabou por desvendá-lo antes mesmo do meio da história? Isso mostra sua agilidade de pensamento e suas habilidades de pensamento crítico. Esse tipo de talento também é desenvolvido por meio da leitura. Portanto, quanto mais você lê, mais aumenta sua habilidade de estabelecer conexões.

7. Aumento de foco e concentração. O mundo agitado de hoje faz com que sua atenção seja dividida em várias partes, de modo que se manter concentrado em apenas uma tarefa torna-se um desafio. Contudo, livros com histórias envolventes são capazes de desligar você do mundo ao redor, fazendo com que sua atenção esteja inteiramente voltada para o que acontece na trama. Embora você não perceba, esse tipo de exercício ajuda você a se concentrar em outras ocasiões, como quando precisa finalizar um projeto urgente.

8. Habilidades de escrita. Esse tipo de habilidade anda lado a lado com a expansão do seu vocabulário. Assim como a leitura permite a você ser alguém mais articulado na fala, também vai ajudá-lo a colocar com mais clareza seus pensamentos no papel. Isso vai dar a você a chance de produzir textos com mais qualidade, não apenas de vocabulário, como também com correção gramatical e ideias mais ricas.

9. Tranquilidade. O fato de envolver você em uma história e livrá-lo do estresse cotidiano faz do livro uma ótima ferramenta para alcançar a paz interior. Nos momentos de estresse, procure se distrair do que acontece com uma história que atrai seu interesse. Isso vai acalmá-lo e ajudá-lo a melhorar seu humor.

10. Entretenimento a baixo custo. Muitas pessoas acreditam que o conceito de diversão está diretamente ligado aos altos custos de uma viagem ou mesmo de uma festa. Contudo, se você encontrar um livro que chame sua atenção, poderá viajar sem sair da sua casa.


Nota: Embora os motivos acima focalizem mais os livros de histórias, há aqueles livros conceituais que também valem a pena. Além disso, nenhum outro livro ajuda tanto a desenvolver o intelecto e, de quebra, o caráter quanto a Bíblia Sagrada. Muitos grandes intelectuais reconhecem isso (quando você acostuma com ela, todas as outras leituras parecem “leves”). Embora se tenha a impressão de que quase qualquer leitura valha a pena, conquanto que se esteja lendo (alguns professores dão a entender isso), essa ideia não é correta – pelo menos não no meu entender. Histórias e conceitos (ainda mais quando bem escritos) costumam impregnar nossos pensamentos e vão, de alguma forma, ajudar a moldar nossa cosmovisão. Portanto, a escolha de bons livros (como de bons filmes, bons sites, boas músicas, etc.) é algo primordial. Cada vez que vejo uma mulher com livros como Cinquenta Tons de Cinza nas mãos, fico chateado e penso em quanto tempo perdido, quantos conceitos deturpados sobre sexualidade e quanta frustração com a vida real poderão sobrevir àquela leitora. Ler é muito bom, mas não qualquer coisa. Não devemos ler por pressão da mídia ou porque todo mundo está lendo. Devemos dar valor à nossa mente e ao nosso tempo. Uma boa coisa a se fazer é sempre carregar um livro consigo. Aí, nas filas de banco, enquanto se aguarda alguém ou mesmo no ônibus (se você não ficar enjoado), é possível vencer muitas e muitas páginas. Já perdi a conta de quantos livros li nesses “retalhos de tempo”. Faça dos bons livros seus companheiros de cada dia. Você só tem a ganhar.[MB]

Nota: Aproveite para ler o lançamento da CPB A Descoberta. Você vai gostar!

quarta-feira, maio 29, 2013

Três fatos importantes para entender os fósseis

“No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram”  (Gênesis 7:11).

1º – Fósseis mostram soterramento rápido e catastrófico. Superfícies inclinadas abaixo e sequência de espessas camadas de extrato acima fornecem evidência de rápida inundação e erosão pós-inundação. Os fósseis fornecem evidência universal de rápido soterramento e até mesmo de morte agonizante. Rápido soterramento é imprescindível para sepultar organismos como o primeiro passo no processo de fossilização. Os abundantes fósseis de invertebrados marinhos encontrados por todos os extratos de terra demonstram uma extraordinária condição de soterramento. Poliestratos de troncos fósseis (troncos de árvores em posição vertical atravessando várias camadas sedimentares) são comuns em camadas fósseis e é clara evidência de rápido soterramento. Fósseis de vertebrados mostram rigidez cadavérica e sua posição é indicativa de sufocamento – asfixia repentina do animal.

2º – Fósseis são encontrados em todas as camadas. A Terra é coberta de camadas de rocha sedimentar, muitas contendo fósseis microscópicos tais como plâncton, pólen e esporos. A totalidade de registros fósseis consiste principalmente de invertebrados marinhos (animais sem espinha dorsal), incluindo moluscos, águas-vivas e corais. O que é surpreendente é que esse oceano de criaturas é encontrado principalmente nos continentes e raramente em profundas bacias oceânicas. Mais conchas são encontradas em picos de montanhas do que sobre o leito do oceano. Das camadas mais profundas até as camadas mais altas, a maior parte dos fósseis é de criaturas marinhas. Os níveis superiores apresentam um número crescente de vertebrados, tais como peixes e anfíbios, répteis e mamíferos, mas os fósseis encontrados nas camadas mais profundas são igualmente tão complexos como qualquer animal de hoje. Todos os tipos de fósseis aparecem repentinamente, plenamente formados e plenamente funcionais, sem ancestrais menos complexos nas camadas abaixo deles. O registro fóssil é forte evidência de súbito surgimento de vida pela criação, seguido de rápido soterramento durante uma enchente global.

3º – Fósseis mostram formas estáticas e não formas transicionais. O registo fóssil reflete a diversidade de vida original, não uma evolução de aumento de complexidade. Há muitos exemplos de “fósseis vivos”, em que as espécies que estão vivas hoje são encontradas igualmente em registros fósseis. De acordo com o modelo evolucionista, para explicar a existência de registros fósseis, existem três prognósticos:

1. Mudança em larga escala de organismos através do tempo.
2. Organismos primitivos deram origem a organismos complexos.
3. Derivação gradual de novos organismos produziu formas transicionais.

Porém, esses prognósticos não são confirmados pelos dados do registro fóssil. O trilobita, uma espécie de crustáceo, por exemplo, aparece repentinamente no registro fóssil sem qualquer forma transicional. Não há fósseis entre organismos simples como seres unicelulares, tais como bactérias e invertebrados complexos, como o trilobita. Os extintos trilobitas tinham complexidade organizacional como qualquer invertebrado dos dias atuais.

Além dos trilobitas, bilhões de outros fósseis encontrados subitamente apareceram plenamente formados, como mariscos, caracóis, esponjas e medusas. Mais de 300 tipos diferentes de estruturas foram encontradas sem qualquer fóssil transicional entre elas e organismos unicelulares. Peixes não têm ancestrais ou formas transicionais para mostrar como invertebrados com esqueleto exterior se tornaram vertebrados com esqueleto interior.

Fósseis de uma grande variedade de insetos voadores e terrestres aparecem sem qualquer forma transicional. Por exemplo, a libélula aparece repentinamente no registro fóssil. O altamente complexo sistema que capacita as habilidades aerodinâmicas da libélula não apresenta nenhum ancestral no registro fóssil.

Em todo o registro fóssil, não há uma simples forma transicional inequívoca provando uma casual relação entre duas espécies quaisquer. Dos bilhões de fósseis que se tem descoberto, deveria haver milhões de exemplos claros, se eles existissem.

A falta de transições entre espécies no registro fóssil é o que seria esperado se a vida fosse criada. E ela foi.

(Institute for Creation Research, via Darwinismo)

Nota: Para ler mais sobre fósseis, digite essa palavra no buscador à direita.

Vaticano corrige papa: ateus ainda vão para o inferno

Após o papa Francisco dizer ao mundo que mesmo os ateus podem ir para o Céu [confira aqui], o Vaticano divulgou um comunicado: ateus ainda vão para o inferno. O Vaticano emitiu “nota explicativa sobre o significado de salvação”, na quinta-feira, 23 de maio, após a mídia noticiar que o papa Francisco “prometeu o Céu a todos engajados em boas ações”, incluindo os ateus. Em resposta às matérias publicadas em sites e jornais, o Rev. Thomas Rosica, porta-voz do Vaticano, disse que pessoas que conhecem a Igreja Católica “não podem ser salvas” se “recusarem-se a entrar nela ou fazer parte dela”.
(Ou seja: ateus ainda estão indo para inferno se não aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador.) O porta-voz também disse que o papa Francisco não tinha “intenção de provocar um debate teológico sobre a natureza da salvação” na sua homilia na última quarta-feira.

A confusão teológica começou após o líder de 1,2 bilhão de católicos romanos no mundo declarar em sua mensagem que ateus iriam desfrutar da salvação se fossem boas pessoas. O papa Francisco disse: “O Senhor redimiu a nós todos, a todos, pelo sangue de Cristo: todos nós, não apenas católicos. Todos! ‘Padre... os ateus também? Mesmo os ateus?’ Todos! Fomos criados filhos à semelhança de Deus e o sangue de Cristo redimiu a nós todos! E todos temos o dever de fazer o bem. E esse mandamento para todos fazermos bem, penso ser um belo caminho para a paz. Se nós, cada um fazendo a sua parte, fizermos o bem uns aos outros, se nos encontrarmos lá, fazendo o bem, então iremos gradualmente criando uma cultura de encontro. Devemos nos encontrar na prática do bem. ‘Mas eu sou ateu, padre. Eu não creio...’ Faça o bem e nos encontraremos lá.”


Nota: Agora complicou... Além de “ficar mal na fita” com os ateus (mas imagino que eles não estejam nem aí), o Vaticano lançou uma sombra sobre a tal infalibilidade papal em matéria de fé. Deveriam combinar os discursos antecipadamente.[MB] 

terça-feira, maio 28, 2013

Tudo é vaidade mesmo


O que meros 14 anos podem fazer com alguém... As fotos acima, do ator Keanu Reeves, estão separadas exatamente por esse período de tempo. O jovem e poderoso Neo do filme Matrix deu lugar a um senhor rechonchudo, envelhecido e com aspecto descuidado. Há pouco tempo, Reeves estava na lista dos atores que aparentemente não envelhecem. Mas sua aparição recente no Festival de Cannes mudou essa percepção. O tempo foi ingrato também com o galã. Na verdade, o tempo é cruel com todo mundo (nem me atrevo a colocar fotos minhas de hoje e de 15 anos atrás; a barriga consegui segurar um pouco com dieta equilibrada e algum exercício, mas os cabelos... nem o ralo segurou). Isso evidencia o fato de que a juventude é efêmera e de que devemos investir em valores que permanecem, na formação do caráter, nos relacionamentos.

Infelizmente, a mídia focaliza muito nos atributos exteriores que em pouco tempo se deterioram, e aqueles que vivem para e de aparências acabam um dia não mais se reconhecendo no espelho e se dando conta de que perderam tempo com o que não se pode reter. Vêm a frustração, o saudosismo e a infelicidade.

O rei Salomão foi alguém que, talvez mais do que qualquer outro ser humano, desfrutou do que este mundo oferece: prazeres, fama, poder, riquezas, beleza. Mas um dia, já idoso, percebeu que tudo isso não passa de vaidade (Ec 1:2), de futilidades que não preenchem o vazio do coração – talvez a conclusão mais sábia de sua longa e desperdiçada vida. Por isso mesmo a Bíblia nos incentiva a investir nosso tesouro no “banco celestial” (Mt 6:19). Este é o maior e o melhor investimento que podemos fazer: em nossa espiritualidade, em nosso caráter. Esses, sim, permanecem para sempre.

Se eu investir apenas no corpo, perderei meu tempo, pois um dia, fatal e literalmente, ele se acaba, vira pó. Mas, se investir na vida eterna, um dia terei um novo corpo (cf. 1Co 15), imortal, recapilarizado (rs) e eternamente jovem.

No que você prefere investir?

Michelson Borges

Nota: Veja abaixo mais alguns exemplos da tirania do tempo.



Sophia Loren: essa não é do “meu tempo”, mas foi musa da geração do meu pai


Cybill Sheppherd: essa já é do “meu tempo”. Quando criança, assisti algumas vezes ao seriado A Gata e o Rato (1985). A gata também envelheceu


Mickey Rourke: foi sex symbol nos anos 1980. Foi


Kirstie Allen: outra estrela que foi a queridinha de muitos filmes (teve participação em Jornada nas Estrelas 2, em 1982, e em Olha Quem Está Falando, de 1989, entre várias outras produções)

Olhos entendem propriedades quânticas da luz

Milhões de anos de evolução moldaram [sic] nossos olhos para que eles funcionassem como detectores ópticos de alta sensibilidade, superando qualquer dispositivo artificial [o texto começa com essa frase fictícia absurda que só compromete sua lógica, à medida que lemos o que segue. – MB]. O que não se sabia é que as células fotorreceptoras da retina detectam a diferença entre diferentes fontes de luz, algo que só pode ser mensurado pelas propriedades quânticas da luz. Em termos técnicos, as fotocélulas biológicas interpretam as propriedades estatísticas da luz. Segundo os pesquisadores do instituto AStar, de Cingapura, que fizeram a descoberta, isso abre o caminho para a criação de uma nova classe de dispositivos ópticos “bioquânticos”. Essas interfaces bioquânticas poderão usar sistemas biológicos para detectar a natureza quântica da luz, permitindo a criação de novos dispositivos ópticos mais simples.

A distribuição estatística dos fótons emitidos por uma fonte de luz depende da natureza dessa fonte de luz. Fontes de luz quentes, como o filamento de uma lâmpada incandescente, geram fótons aos borbotões. Já os lasers criam fótons aleatoriamente - cada um é emitido independentemente do seguinte.

O que os pesquisadores descobriram é que as células fotorreceptoras da retina, conhecidas como bastonetes, detectam se o pulso de luz foi emitido por um laser ou por uma luz térmica. E elas fazem isto com base apenas nas diferentes distribuições de fótons, ou seja, naquilo que os físicos chamam de estatística dos fótons. As moléculas de rodopsina nos bastonetes absorvem os fótons, gerando uma corrente de íons.

Ao amplificar e medir essa corrente de íons, os pesquisadores perceberam que ela coincide perfeitamente com o número médio de fótons em cada pulso de luz - no caso de um laser, a corrente atinge um pico muito mais elevado do que quando a luz vem de uma lâmpada comum.


“A demonstração de que essas células podem avaliar a estatística dos fótons traz a esperança de acessarmos as propriedades quânticas da luz usando biodetectores”, disse Leonid Krivitsky, membro da equipe.

Os dois tipos de emissores de fótons investigados nesse experimento são exemplos de fontes de luz “clássicas”. “O próximo passo é investigar luz quântica, como pulsos com um número fixo de fótons”, revelou Krivitsky.


Nota: Se as fotocélulas biológicas interpretam as propriedades estatísticas da luz e superam qualquer dispositivo artificial desenvolvido por pesquisadores inteligentes munidos da mais alta tecnologia, podemos atribuir o “surgimento” do olho humano a causas naturais não guiadas? A constatação de design inteligente é tão obvia numa pesquisa como essa que é preciso logo de cara, no primeiro parágrafo, vacinar o leitor contra a conclusão pela criação. Geralmente, textos como esse, escritos por jornalistas darwinistas ou que apenas reproduzem o discurso de cientistas darwinistas, são concluídos com uma ou duas frases de conteúdo naturalista/darwinista. Mais ou menos assim: (1) descrição do incrível funcionamento de algum sistema biológico, (2) admissão de que os sistemas artificiais criados pelo ser humano não se comparam aos naturais e (3) “explicação” de que esses sistemas naturais tremendamente mais complexos que os artificiais (criados) são resultado de milhões de anos de um processo evolutivo cego. A única diferença no texto acima está no fato de que a doutrinação evolucionista começa descaradamente logo no início.[MB]

Leia também: "Proteína no olho humano age como 'bússola'", "Novo olhar sobre a visão – mais complexidade", "Superpredador primitivo [?] tinha olho de alta precisão [!]", "O pior cego é o que não quer ver" e "Olho de camarão revela design superinteligente"

domingo, maio 26, 2013

A Descoberta: um livro que surpreende

Vou ser sincera: partindo do meu conhecimento prévio dos autores, título e subtítulo, comecei a ler este livro com expectativas baixas. Não pelos autores, é claro! Michelson Borges e Denis Cruz já mais que provaram sua capacidade de expor ideias e cativar mentes (aliás, foi somente pelos autores que peguei o livro pra ler). E certamente não por achar pouco relevante o debate ciência x religião; toda a pessoa neste planeta precisa se questionar de onde veio e para onde vai (e achar respostas). Porém, ainda tenho arraigado o hábito de esperar pouco da ficção escrita por adventistas. (Eu avisei que ia ser sincera.) Creio que isso é natural porque nosso amor à verdade e à realidade não nos deixa voar muito alto (ou pra longe da fé), quando toca a criatividade e a fantasia.

No entanto, quando a narrativa do livro A Descoberta começa com um físico ateu usando seu charme sapiencial numa mulher que claramente não é sua e é interrompido por um telefonema que abala seu mundo, o leitor fica no mínimo interessado em saber o que um jornalista criacionista e um advogado cristão têm para dizer através deste personagem, Carlos Biagioni, e suas complicações familiares.

Não importa se você é ateu, cristão, evolucionista, criacionista, leitor da Bíblia ou um simples devorador de livros: vai encontrar nessa obra uma história cativante, com pessoas reais e sinceras, numa busca pela vida que todos desejamos: com paz e sentido, ainda que não com todas as respostas. E mais: uma história que, no seu diálogo acessível (e divertido!), expõe a essência das grandes mentes da ciência e da filosofia humanas, os anseios do coração que aproximam cientistas e leigos e a multiforme interação do homem com a Divindade.

Talvez você se encontre no Carlos, ou na Laura, ou na Bia... Ou, se for como eu, em momentos de cada um. Mas, certamente, vai se encontrar diante das maiores perguntas que algum humano já fez e diante das respostas mais significativas e indispensáveis da vida.

Se você é adventista do sétimo dia, a leitura desse livro poderá ser muito mais do que um sadio entretenimento. Leia e partilhe o que aprendeu de novo. Se for como eu, terminará o livro com um sorriso no rosto, a mente cheia e muita gratidão no coração.

E se você não consegue deixar de pensar que um livro escrito por um jornalista criacionista e um escritor cristão, com o título A Descoberta, sobre a jornada filosófica de um cientista ateu, tem um final óbvio, pense de novo. Melhor ainda, leia o livro. É a jornada que define o final, e não o contrário.

(Marisa Ferreira, A Caminho do Lar)

Como comprar:
Ligue 0800- 9790606 ou clique aqui.
Visite as lojas da Casa Publicadora Brasileira.

PS.: Como o livro acabou de ser lançado, achei melhor não contar detalhes, mas, no futuro próximo, vou postar as partes que achei mais engraçadas. Se eu disser que morri de rir em alguns momentos, você acredita? #ameiestelivro

Nota do Michelson: Minha esposa e minhas filhas foram as primeiras leitoras-cobaias do original de A Descoberta, à medida que o Denis e eu escrevíamos o livro. (E foi bom ver que a história agradou até mesmo duas meninas pequenas.) A Marisa (cidadã de dois “mundos” – tem pai português e mãe brasileira) foi a primeira leitora do livro impresso. E que bom que ela gostou! Tenho certeza de que você também gostará.

Leia também: "Livro A Descoberta acaba de sair do 'forno'"

Brasileiros praticam assaltos e arrastões em jogos on-line

“Aqui é Brasil, seu safado!”, gritou o jogador identificado pelo apelido L3L3K antes de assassinar um norte-americano no “DayZ”, game de tiro em primeira pessoa. “Tinha que ser brasileiro”, reclamou a vítima. No jogo, ambientado em um mundo pós-apocalíptico apinhado de zumbis, os participantes têm que cooperar para sobreviver. Mas L3L3K faz parte de um grupo de jogadores que prefere roubar equipamentos e enganar outros gamers com o objetivo de “tocar o terror”. Há anos, o comportamento “tóxico” (termo usado pela indústria) é apontado por jogadores de games de multijogadores como tipicamente brasileiro. “DayZ” é apenas o alvo mais recente, mas outros títulos, como “Call of Duty”, “World of Warcraft”, “DotA” e “Minecraft”, entre vários outros, também têm legiões de arruaceiros brasucas. No fórum do game “League of Legends”, é possível ler frases como “brasileiros são o submundo dos games on-line, a personificação do que é ser troll, o mais infame e odiado tipo de jogador” e “graças a Deus, abriram servidores brasileiros, assim eles entram menos por aqui [nos servidores internacionais]”.

O problema, é claro, não é exclusivo do Brasil. Mas nenhum outro país tem uma identidade negativa tão forte. Alguns brasileiros, na tentativa de fugir do estereótipo, mudam a nacionalidade de seus perfis no jogo, a fim de não serem rechaçados. “Podemos afirmar que esse não é um problema que tem origem no game. O jogador é, no mundo on-line, reflexo de como vive no mundo real”, diz Julio Vieitez, diretor geral da Level Up! (de games como “Grand Chase” e “Perfect World”) no Brasil.

“Jogadores brasileiros em games on-line são uma gangue, e não um grupo”, disse Isac Cobb, desenvolvedor independente, durante a feira de jogos PAX East 2013, em Boston, nos EUA. Cobb chegou a cogitar o bloqueio dos brasileiros no novo jogo, mas disse que ainda não há nada decidido.

Entre as reclamações, estão a realização de assaltos, mendicância, ataque a membros do próprio time e outras atrocidades virtuais. “Curtimos tocar o terror”, admite Caio Simon, 19, jogador de “DayZ”. “É só um jogo, estamos nos divertindo. Não é para levar tão à sério.” Esse tipo de jogador é, às vezes, chamados de “hue”, por causa da risada típica, normalmente disparada após alguma barbaridade cometida: “HUEHUEHUE.”


Nota: É lamentável que seja assim. Já não bastasse a “fama” que os brasileiros e as brasileiras têm na vida real, agora vem esse pessoal piorar as coisas, no mundo virtual. Muitas vezes, é claro, o estereótipo é infundado (veja aqui); noutras, é a pura verdade, infelizmente (e me lembro disso toda vez que, em viagem de carro, vejo um mal-educado jogando uma lata de qualquer coisa pela janela do automóvel). No fim de semana, eu conversava com um amigo que se formou numa boa universidade de São Paulo, vai se casar em breve e já está arrumando as malas para se mudar para o Canadá. Com uma população pequena, o país tem atraído estrangeiros para trabalhar lá, desde que essas pessoas estejam dispostas a estudar inglês ou francês e tenham certa formação acadêmica. O país “funciona” bem, os impostos são justos e praticamente não se ouve falar em corrupção. Chega a dar “inveja”, e revolta saber que, por falta de valorização aqui, nossos bons cérebros têm sido convidados a se retirar. Soube até que a Bombardier tem levado embora bons funcionários da Embraer. Quando este país vai acordar? Se depender dessas gangues de videogames, nunca.[MB]

sexta-feira, maio 24, 2013

A Ciência e a Revelação

“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus.” Salmo 14:1

“Há homens que pensam ter feito maravilhosas descobertas na ciência. Eles citam as opiniões de eruditos como se as considerassem infalíveis, e ensinam as deduções da ciência como verdades que não podem ser contestadas. E a Palavra de Deus, que é dada como lâmpada para os pés do viajante enfastiado do mundo, é julgada por esse padrão e achada em falta.

“A pesquisa científica em que esses homens se acham empenhados demonstrou ser um laço para eles. Obscureceu-lhes a mente, e eles se desviaram para o ceticismo. Têm uma sensação de poder e, em vez de olhar para a Fonte de toda sabedoria, eles se gloriam no conhecimento superficial que talvez tenham obtido. Exaltaram sua sabedoria humana em oposição à sabedoria do grande e poderoso Deus, e ousaram entrar em conflito com Ele. A Palavra inspirada declara que esses homens são ‘insensatos’.

“Deus tem permitido que uma torrente de luz irradie sobre o mundo nas descobertas na ciência e na arte; quando, porém, supostos cientistas falam e escrevem sobre esses assuntos meramente do ponto de vista humano, certamente chegam a conclusões erradas. Os maiores intelectos, se não forem guiados pela Palavra de Deus em suas pesquisas, ficarão desnorteados em suas tentativas para descobrir as relações da ciência e da revelação. O Criador e Suas obras estão além da compreensão deles; e como não conseguem explicá-los pelas leis naturais, a história bíblica é considerada duvidosa. Os que duvidam da veracidade dos relatos do Antigo e do Novo Testamentos serão levados um passo além e duvidarão da existência de Deus; e então, tendo abandonado sua âncora, irão de encontro às rochas da incredulidade. Moisés escreveu sob a orientação do Espírito de Deus, e as teorias geológicas corretas jamais alegarão terem sido feitas descobertas que não podem ser harmonizadas com as declarações dele. A ideia em que muitos tropeçam, a saber, que Deus não criou a matéria quando trouxe o mundo à existência, limita o poder do Santo de Israel.

“Muitos, quando são incapazes de medir o Criador e Suas obras por seu imperfeito conhecimento da ciência, duvidam da existência de Deus e atribuem infinito poder à natureza. [...] A Bíblia não deve ser provada pelas ideias dos homens de ciência, mas a ciência é que deve ser submetida à prova desse padrão infalível.”

(Ellen G. White, Signs of the Times, 13 de março de 1884)

Papa Francisco e a salvação pelas obras

O papa Francisco balançou algumas mentes religiosas e ateístas ao declarar que todos foram redimidos através de Jesus, incluindo ateus. Durante sua homilia na Missa de quarta-feira (22) em Roma, ele enfatizou a importância de “fazer o bem” como um princípio que une toda a humanidade, e uma “cultura de encontro” para apoiar a paz. Usando um texto do evangelho de Marcos, o papa explicou como os discípulos de Jesus ficaram desapontados quando alguém fora de seu grupo estava fazendo o bem, de acordo com relatório da rádio do Vaticano. “Eles reclamam”, disse o papa em sua homilia, porque dizem: “Se ele não é um de nós, não pode fazer o bem. Se não é do nosso grupo, não pode fazer o bem.” E Jesus os corrige: “Não o proíbam, deixem-no fazer o bem.” Os discípulos, explica o papa, “eram um pouco intolerantes”, ensimesmados na ideia de possuírem a verdade, convictos de que “aqueles que não têm a verdade não podem fazer o bem”. Isso estava errado... Jesus amplia o horizonte. Segundo o papa, “a raiz da possibilidade de fazer o bem – que todos nós temos – é a criação”.

O papa Francisco disse ainda mais em seu sermão: “O Senhor nos criou a sua imagem e semelhança, e todos somos imagem do Senhor, e ele faz o bem e nos deu a todos esse mandamento em nossos corações: façam o bem e não o mal. Todos.” “Mas, padre, isso não é católico! Ele não pode fazer o bem.” Sim, ele pode. O Senhor redimiu a nós todos, a todos, pelo sangue de Cristo: todos nós, não apenas católicos. Todos! “Padre... os ateus também? Mesmo os ateus?” Todos! Devemos encontrar-nos fazendo o bem uns aos outros. “Mas eu sou um ateu, padre. Eu não acredito...” “Faça o bem: nos encontraremos lá.”

Respondendo à homilia do líder da igreja católica romana, o padre James Martin, S.J. escreveu em um e-mail ao The Huffington Post: “O papa Francisco diz, mais claro que nunca, que Cristo se ofereceu como um sacrifício por todos. Essa sempre foi uma crença cristã. Você pode ver Paulo dizendo isso na primeira carta a Timóteo, ao afirmar que Jesus deu-Se a Si mesmo como uma “redenção por todos”. No entanto, raramente você ouve isso ser dito por católicos com tanta força, e com tão evidente alegria. E nessa época de controvérsias religiosas, é um lembrete oportuno que Deus não pode ser confinado a nossas estreitas categorias.”

É claro, nem todos os cristãos acreditam que os não crentes serão redimidos, e as palavras do papa podem rememorar as profundas divisões da reforma protestante sobre a crença na salvação pela graça, em oposto a salvação pelas obras. O comentário do papa também atingiu um recorde no Reddit, onde já é a segunda notícia mais compartilhada.


Nota: O papa Francisco segue determinado em sua campanha por recuperar a imagem arranhada da Igreja Católica. Seus esforços ecumênicos têm sido notórios. Agora, fica clara, também, sua intenção de afagar o grupo dos descrentes. Ao citar Marcos e a indignação dos discípulos com o outro pregador que não pertencia ao círculo deles, o papa parece se esquecer de que o relato diz que aquele homem curava e pregava em nome de Jesus (cf. Mc 9:38-40). Ele não apenas fazia o bem; ele era um cristão que cria em Jesus e, portanto, realizava suas obras nEle e em nome dEle. Não há espaço para relativismos aqui. Evidentemente que Jesus morreu por toda a humanidade, mas isso não significa que toda a humanidade será salva. A arca de Noé permaneceu muitos anos com a porta aberta para que todo aquele que nela entrasse pudesse ser salvo. Mas quem não entrou acabou perecendo. Basta ler o clássico texto de João 3:16 para perceber que “todo aquele que nEle crer” é que será salvo. A graça de Deus é incompreensível e Ele fará tremendos esforços para salvar todo aquele que responder à Sua oferta de salvação. Deus levará em conta a “luz” a que cada um teve acesso e a maneira como respondeu a esse conhecimento, mas a salvação sempre será resultado da graça. O apóstolo Paulo diz: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8, 9). Ser bom é muito bom, mas não é tudo. É claro que existem muitos ateus bons que fazem boas obras (e, lamentavelmente, muitos crentes maus que nada fazem), mas não é isso o que determina a salvação. O papa não pode “passar a mão na cabeça” dos descrentes e dizer que, independentemente do que eles façam ou deixem de fazer, receberão (pior, conquistarão) a vida eterna. A vida eterna não se conquista. Jesus a conquistou para nós a um alto preço: Sua própria vida. Pensar que se pode “herdar” o Céu é minimizar o sacrifício do Filho de Deus. O papa quer agradar os ateus, mas, com isso, minimiza a necessidade de eles aceitarem a salvação em Cristo.[MB]

quinta-feira, maio 23, 2013

A evolução da vagina: pergunta sem resposta

Vagina: o único órgão encontrado apenas em mamíferos, mas não em peixes, anfíbios, répteis ou pássaros. E como surgiu [sic] esse diferencial da nossa classe? [...] O desenvolvimento nos conta uma parte da história de como surgiu a vagina. Os tratos reprodutivo e urinário são entrelaçados no início do nosso desenvolvimento, surgindo juntos de dois pares de canais, os ductos de Müller e de Wolff, que são modificados de forma complexa para formar uma série de rins (da qual mantemos apenas o último, os metanefros), um conjunto de vias para os testículos, e ainda outro conjunto para os ovários das fêmeas. Nos mamíferos que não pertencem à subclasse Theria, todos esses tubos têm um destino comum, uma única saída para o mundo exterior: a cloaca. [...]

Mamíferos marsupiais e placentários dispensaram algumas dessas funções, e expandiram outras [sic]. Uma parte do oviduto adquiriu [sic] um epitélio vascularizado e especializações para investir e nutrir um embrião residente, tornando-se um útero [fácil assim?]. Isso é uma função surpreendente e inovadora em si, mas, além disso, também formou, de outro canal separado, a vagina. A vagina é uma estrutura completamente nova, que não tem homólogo em anfíbios ou répteis.

Essa é uma observação interessante. É uma estrutura totalmente original que surgiu [sic] algum tempo depois da separação monotreme-marsupial, uma novidade evolucionária. Como isso aconteceu? Como podemos estudar um evento único, que ocorreu mais de 150 milhões de anos atrás? [Segundo a cronologia evolucionista que precisa ser muuuuiiiito longa, já que, em “apenas” milhares de anos toda a complexidade verificada na vida não poderia ter “evoluído”.]

O pressuposto básico de uma abordagem de evolução molecular para o estudo das novidades evolutivas é que as mudanças na regulação desenvolvimental deixam vestígios na estrutura molecular do genoma, e que um estudo genômico comparativo das estruturas deve ser capaz de identificar alterações genéticas coincidentes com uma novidade fenotípica. Pesquisadores usaram essa abordagem para tentar descobrir como surgiu a vagina.

Esse processo de consolidação e individuação deve ter deixado cicatrizes detectáveis no genoma – os genes envolvidos devem ter adquirido alterações necessárias para corrigir o fenótipo na população [somente alterações dariam origem a novos órgãos complexos e funcionais?]. Essas alterações teriam sido feitas aos genes reguladores que controlam especificamente a expressão gênica de tecido. E que genes são esses?

Existem alguns prováveis candidatos, como os genes HoxA, que têm regiões de domínio específicas no trato reprodutivo feminino. A questão é saber se há alguma evidência de que esses genes particulares têm sinais de qualquer conjunto de mudanças que estejam associadas com transições particulares na evolução de vertebrados – em particular, existem diferenças que podem ser rastreadas para a transição entre os monotremados e os Theria, e entre placentários e marsupiais – e, de acordo com a pesquisa feita até agora, a resposta parece ser sim.

Mas ainda há muito a ser feito. Os genes Hox são bastante elevados na cadeia de genes regulatórios, por isso há muitos mais genes que precisam ser analisados. Nós também estamos muito longe de descobrir como esses padrões de expressão gênica definiram os processos morfogenéticos que criaram essa estrutura adorável – a vagina. O importante, porém, é que existem essas questões à espera de ser respondidas – um problema para a ciência investigar.

Essa é a graça da biologia evolutiva: perguntas interessantes, antepassados excitantes e a promessa de ferramentas para entendermos mais e melhor nosso corpo e nossa história.


Nota: Percebeu o tom sensacionalista e especulativo, e a ausência de respostas na matéria acima? Há certos assuntos (como este) que os evolucionistas deveriam deixar “quietos” sob pena de, ao tocar neles, saírem envergonhados. Como surgiu a vagina? Não sabemos, mas estamos à espera “de ferramentas para entendermos mais e melhor nosso corpo e nossa história”. Essa é boa! Ciência pré-datada! Entender como o corpo funciona é uma coisa (e frequentemente esse estudo leva ao design inteligente); entender nossa história é outra coisa bem diferente. A biologia explica bem o funcionamento da vida, mas será que tem o mesmo sucesso quando dá uma de “ciência histórica”? Certamente que não. Investigar um passado remoto é levantar hipóteses desprovidas de evidências empíricas e observacionais. Ninguém estava lá para saber se as coisas foram assim mesmo como dizem os macroevolucionistas. Ciência depende de observação, e não pode ser feita somente na base de hipóteses e modelos computacionais. A verdade é que o “surgimento” da vagina (assim como o de qualquer outro órgão complexo) é um grande problema para os evolucionistas. O texto acima admite que “a vagina é uma estrutura completamente nova, que não tem homólogo em anfíbios ou répteis”. Se é completamente nova, foi necessário o acréscimo de grande quantidade de informação genética para que ela passasse a existir. De onde teria vindo essa informação? Além disso, como qualquer outro sistema de complexidade irredutível, o sistema reprodutor feminino, para funcionar bem, depende de vários mecanismos interligados que não poderiam “surgir” aos poucos, já que são interdependentes. O sistema reprodutor feminino não se trata apenas de um tubo de carne. Ele é de uma complexidade maravilhosa, com seus músculos especializados, glândulas, terminações nervosas (que presenteiam a mulher com o prazer do sexo) e a capacidade de abrigar uma (ou mais de uma) nova forma de vida, suprindo-lhe as necessidades por nove meses (pergunte a um ginecologista). E quando se fala em reprodução, é inevitável perguntar: Como podem ter evoluído numa mesma geração e numa mesma área geográfica (do contrário, seriam inúteis) dois órgãos tão diferentes e tão compatíveis como os aparatos sexuais do macho e da fêmea? Realmente, esse assunto é um problemão para os evolucionistas![MB]

Fóssil de dente é pista sobre amamentação de neandertal?

Uma pesquisa controversa publicada na revista Nature desta semana mostrou que uma criança neandertal havia sido alimentada exclusivamente com leite materno nos primeiros sete meses de vida. Nos sete meses seguintes, o leite foi complementado por outros alimentos. A análise, que foi feita sobre os níveis do elemento químico bário de um dente molar da criança, também indicou uma interrupção abrupta do aleitamento materno em 1,2 ano de idade. Os resultados serviram para destacar um método de ligar os níveis de bário em dentes com mudanças na dieta. No artigo, os pesquisadores dos EUA e da Austrália descreveram testes anteriores feitos em bebês humanos e macacos em cativeiro. Essa é a primeira documentação das mudanças da dieta em um neandertal jovem, segundo os autores, o que sugere que a técnica pode abrir caminho para investigações mais rigorosas sobre a dieta do início da vida de fósseis de hominídeos. Outros especialistas no tema, no entanto, se mostraram céticos quanto às conclusões do estudo, já que foram obtidas amostras de dente de um único espécime.


Nota: É bom ver especialistas céticos porque conclusões foram baseadas unicamente nas amostras de um único dente de um único espécime. Mas, ora, deixem os pesquisadores do dente ser felizes! Não é exatamente isso o que os evolucionistas fazem, ao montar suas árvores evolutivas imaginárias muitas vezes fundamentadas somente em vestígios mínimos como dentes? Histórias e mais histórias, verdadeiros cenários e descrições de comportamentos são feitos com base nesse tipo de evidência mínima, e quase ninguém exercita o bom ceticismo. Como diz um amigo cientista, talvez os paleontólogos devessem se dedicar a escrever contos, novelas, ou algo assim. Certamente ganhariam mais dinheiro.[MB]

Mulher pede ajuda e é estuprada na marginal Tietê

Uma psicóloga foi estuprada na noite desta quarta-feira após ser obrigada a parar na marginal Tietê por uma pane em seu veículo. Segundo informações da rádio CBN, a mulher estacionou na região da ponte estaiada Orestes Quércia, no Bom Retiro, quando foi abordada por um falso mecânico, que ofereceu ajuda para consertar o carro. Segundo a polícia, o homem convenceu a psicóloga a acompanhá-lo até uma viela, onde ele iria buscar uma ferramenta. Chegando lá, ele a estuprou e fugiu logo em seguida. A vítima conseguiu pedir ajuda a uma viatura da Guarda Civil Metropolitana após o crime. A mulher foi encaminhada para exames médicos e o caso registrado no 2º DP, no Bom Retiro.


Nota: Como vociferava o cantor Renato Russo, nos idos anos 1980: “Que país é este?” Já publiquei aqui um texto sobre a era da violência sem causa, e parece ser exatamente isso o que estamos presenciando dia após dia neste país e no mundo. Que segurança têm as pessoas, quando sabem que, ao pedir ajuda, poderão ser assaltadas, enganadas ou estupradas em plena região metropolitana? E esse é apenas um dos casos que acabaram vindo a público porque houve denúncia. Quantos outros ficam em segredo, pela vergonha da vítima que tem que carregar a dor da violação ou pela consciência da impunidade dos inúmeros marginais que fazem e acontecem e sabem que dificilmente nada acontece – com eles. Crianças de colo são estupradas. Pedintes são hostilizados como se fossem cachorros sarnentos. Pessoas passam fome, quando o problema não é exatamente a falta de comida, mas a má distribuição dos recursos, das riquezas. Inocentes são destroçados por fanático que amam mais sua causa do que a vida humana. A violência e a injustiça correm soltas. E as perguntas que emergem da garganta em agonia, num misto de indignação e impotência, são: Até quando? Que mundo é este? É o mundo vendido ao pecado; um mundo que nunca fez parte dos planos do Criador e, por isso mesmo, está com seus dias contados. Já tivemos tempo suficiente para saber e sentir que as pretensões do inimigo de Deus não levam a nada, ou, pior, levaram a isto que estamos vendo. Que venha logo o fim que será o começo da vida sem lágrimas nem dor (Ap 20).[MB]

quarta-feira, maio 22, 2013

A culinária do papa Francisco

Carta publicada na revista Veja desta semana: “Em meio a um mundo absurdamente consumista como o nosso, é confortante saber que alguém com tanta proeminência no âmbito político-religioso, tal como o papa Francisco, adota conduta parcimoniosa no seu quotidiano e demonstra também ser possuidor de atributos cada vez mais em falta atualmente, como a humildade e a preocupação com os mais carentes. Mas algo me intriga desde a divulgação de seu nome como Francisco, em clara alusão a São Francisco de Assis. Na grande maioria das vezes, o atributo mais destacado e apresentado como justificativa para a escolha desse nome refere-se somente ao cuidado com os mais pobres. São Francisco de Assis foi também conhecido por seu amor e proteção aos animais. A despeito de preferências ou possibilidades alimentares, parece pouco provável que, conhecendo como funcionam os bastidores da indústria de animais para consumo atualmente, São Francisco de Assis aderisse à culinária carnívora do sumo pontífice Francisco.”

(Rosangela Mota Peixoto)