quarta-feira, julho 23, 2014

Sábado x domingo: a polarização profética aumenta

É notícia em todos os jornais de Portugal (inclusive esportivos), na TV e na internet: uma procuradora adventista ganhou na justiça o direito de não trabalhar aos sábados (confira aquiaqui e aqui), uma luta que vinha sendo travada há alguns anos. Uma luta pela liberdade religiosa e pela igualdade de direito de culto e consciência, mas que pode ser mal interpretada pela forma como é tratada na mídia, justamente num momento em que a ênfase do descanso recai sobre o domingo, uma vez que o papa Francisco vem dando grande destaque ao assunto, valendo-se de argumentos ecológicos e trabalhistas (confira aqui). Enquanto alguns argumentam que a procuradora adventista está no seu direito de cidadã, outros dizem que ela deveria ter escolhido outra profissão, já que sabia que teria que trabalhar aos sábados. E a polêmica vai crescendo.  

Curiosamente, ontem à noite, aqui no Brasil, um canal de TV evangélico levou ao ar um debate justamente sobre a controvérsia envolvendo o sábado e o domingo. Um pastor adventista participou do programa. E ontem, também, o site Mundo Sustentável publicou a matéria “O ambientalismo radical do papa Francisco” (leia aqui), na qual é dito que o papa está trabalhando numa encíclica sobre o meio ambiente (confira aqui). Não duvido de que nesse documento o líder católico reforçará a proposta de se utilizar o descanso dominical como alternativa para um mundo mais sustentável e justo. Ele já vem dizendo isso há algum tempo.

E se uma nova crise financeira desabar sobre o mundo, como analisa o jornal Económico (confira aqui)? Haverá a necessidade de mais trabalho. E qual dia será escolhido para o descanso semanal oficial?

Há mais de cem anos, Ellen White escreveu: “O sábado será a pedra de toque da lealdade, pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, será traçada a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do sábado falso em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, é uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus. [...] Como o sábado se tornou o ponto especial de controvérsia por toda a cristandade, e as autoridades religiosas e seculares se combinaram para impor a observância do domingo, a recusa persistente de uma pequena minoria em ceder à exigência popular, fará com que esta minoria seja objeto de execração universal” (O Grande Conflito, p. 605, 615).

Enquanto um movimento interdenominacional trabalha pela união das igrejas e o Vaticano, pelo domingo, os adventistas do sétimo dia vão sendo conhecidos cada vez mais pela guarda do sábado e por seu “fundamentalismo” criacionista. Creio que essa polarização profética só tenderá a se avolumar. No meio disso tudo, há milhões de pessoas sinceras em busca de Deus e da verdade; pessoas que hoje não têm a dimensão exata dessa controvérsia ou que não viram a questão do sábado em sua devida luz. Fazem parte do povo de Deus, independentemente de que religião professem no momento. Oremos por esses irmãos e também por nossa vida espiritual. Estamos preparados para o que vem por aí?

Michelson Borges

Leia mais sobre o sábado bíblico aqui e assista a estes vídeos esclarecedores.

terça-feira, julho 22, 2014

Manifestação do Vaticano à morte de Tony Palmer

Unidos no espírito ecumênico
O Conselho do Vaticano para a Unidade dos Cristãos enviou uma mensagem de condolências após a morte súbita de um líder evangélico com quem o papa Francisco mantinha amizade desde seu tempo como arcebispo de Buenos Aires. O bispo anglicano Tony Palmer morreu no domingo, após um acidente de moto perto de sua casa, no sul da Inglaterra. Na mensagem para a viúva, o presidente do Conselho, cardeal Kurt Koch, diz que as reuniões do bispo Palmer com o papa Francisco nos últimos meses “deram grande impulso às relações ecumênicas entre a Igreja Católica e os cristãos evangélicos”. De sua fé forte e sua paixão pela unidade, o Cardeal diz: “Chegou a uma audiência global de cristãos com a mensagem de que não há tempo para ser desperdiçado na divisão, o tempo para a unidade é agora.”

Durante uma de suas visitas ao Vaticano, em fevereiro deste ano, Palmer gravou uma mensagem no iPhone que o papa Francisco queria enviar para uma reunião do grupo pentecostal nos Estados Unidos. Nessa mensagem, o papa fala francamente de seu desejo de unidade e reconciliação, dizendo que todos os cristãos compartilham a culpa pelos pecados da divisão.

Dom Juan Usma Gomez lidera o Pontifício Conselho para as relações com pentecostais, evangélicos e grupos carismáticos. Ele falou sobre o impacto significativo que a amizade do bispo Palmer com o papa Francisco teve sobre o movimento ecumênico mundial, dizendo que eles se encontraram pela primeira vez na Argentina, quando Tony Palmer fazia parte de uma delegação dos pentecostais e evangélicos que estava em conversações com a Igreja Católica em Buenos Aires.

Usma Gomez diz que o papa Francisco nos ensina “a trabalhar pela unidade dos cristãos [e] que você precisa fraternidade [...] e você percebe que todos os amigos que tinha na Argentina continuam a ser seus amigos [...] ele está tentando construir não só as relações de amizade, mas também relações de igrejas tentando olhar para a promoção da unidade dos cristãos”.

Ele diz que a mensagem gravada pelo bispo Palmer em seu iPhone para a comunidade pentecostal “abriu uma porta porque atingiu um número muito significativo de pessoas [...] é uma aventura que o papa Francisco está nos pedindo para estabelecer [...] ele começou, ele está muito à frente de nós e nós estamos tentando seguir esse padrão!”



O Homem de Heidelberg já era!

Mais uma peça de ficção
Como você se sentiria ao acordar e ninguém mais chamar você pelo nome nem lhe dar a importância devida como ser humano? Como se você não existisse. Ou fosse um personagem de ficção. Pois é justamente isso que acabou de acontecer com certo homem. Alguns antropólogos estão afirmando agora que o tão aclamado Homo heidelbergensis nada mais é, nota bene, nada mais é do que “um construto de paleoantropólogos”. Quem não lembra das figuras feitas dele, um ser peludo, forte e um ancestral dos neandertais e os humanos modernos, que [teriam vivido] entre 800 mil e 200 mil anos atrás? E agora, com esse questionamento, o Homo heidelbergensis não deve ter existido e pode ser mais uma invenção dos paleoantropólogos, segundo relato de Michael Balter, na revista Science.

Balter participou desse encontro privado de cientistas no sul da França, em que os pesquisadores debateram o status desse suposto ancestral humano. “Se alguém matar uma pessoa, ele vai para a cadeia”, o antropólogo Zeresenay Alemseged, da Academia de Ciências da Califórnia, em São Francisco, salientou no mês passado em um encontro no interior do sul da França. “Mas o que acontece quando você mata toda uma espécie?” A resposta logo ficou aparente: um debate angustiado. Na balança estava o Homo heidelbergensis, um ancestral humano de cérebro grande geralmente considerado como uma figura importante durante um período sombrio da evolução. Nesse encontro somente para convidados, os pesquisadores debateram se essa espécie realmente foi um ator importante – ou não mais do que um construto de paleoantropólogos.

O H. heidelbergensis de grande cérebro reivindicou um lugar importante na árvore evolutiva humana: ele é considerado por muitos [cientistas] como o ancestral comum dos humanos modernos e de nossos “primos” mais próximos e extintos, os neandertais. Datado aproximadamente em 500 milhões de anos atrás, ele é tido como ligando aquelas espécies e o mais antigo H. erectus, que tinha se espalhado pela África, Ásia e Europa, começando há [supostos] 1,8 milhão de anos. Mas, com base em uma nova consideração da evidência fóssil incompleta, alguns cientistas argumentam que o quadro é muito mais complicado, e que a transição entre o H. erectus de pequeno cérebro e os hominins de grandes cérebros ocorreu múltiplas vezes. Se for assim, o conceito de uma só espécie, multicontinental e intermediária poderia se dissolver em uma grande quantidade de espécimes de hominins sem nenhum nome para uni-los.

Repare que Balter não está afirmando que os crânios dessa criatura nunca existiram: afinal de contas, existem “11 crânios potenciais de H. heidelbergensis” que Philip Rightmire, da Universidade Harvard, examinou. O que estava em questão nesse debate privado (?) e agora tornado público é se um conjunto de características pode ser definida como uma espécie, considerando-se toda a diversidade de crânios humanos catalogada, e se aquela espécie mostra uma transição entre o Homo erectus e os posteriores ancestrais. Talvez você não saiba, mas cientistas como o Dr. Walter Neves, da USP, sabem e precisam destacar em sua exposição “Do macaco ao homem”, que a história do nome Homem de Heidelberg parece ser arbitrária.

O H. heidelbergensis tem uma história de controvérsia. A espécie foi baseada em uma única mandíbula inferior encontrada em 1907, em Mauer, perto de Heidelberg, na Alemanha. Calculada em cerca de 600 mil anos de idade, a mandíbula tem um ramo mandibular estranhamente grosso – uma projeção vertical que se articula ao crânio – e nada igual a isso foi encontrado desde então. Por décadas, o nome não conseguiu pegar, até que os antropólogos, inclusive Rightmire e Chris Stringer, do Museu de História Natural em Londres, observaram distintas arcadas superciliares grossas e grandes rostos em crânios de idade mais ou menos semelhante a partir de sítios, incluindo Arago; Petralona na Grécia; Broken Hill em Zâmbia; Yunxian na China; e Bodo na Etiópia. Todos esses crânios também armazenaram cérebros muito maiores do que do H. erectus, cerca de 1.200 centímetros cúbicos, dentro da faixa de cérebros humanos modernos, que está na média aproximada de 1.400 cc. (o cérebro de neandertais pode ser um pouco maior).

Nos anos 1970, Stringer e outros postularam uma única espécie abrangendo a Europa, África e Ásia, e ressuscitaram o nome H. heidelbergensis para descrevê-la. O cérebro muito maior da espécie foi refletido nas ferramentas complexas atribuídas a ela, tais como as lanças de madeira em Schöningen, na Alemanha (Science, 6 de junho, p. 1.080). 

Parada para uma reflexão muito séria aqui, pois Balter parece estar dizendo que Stringer e seus colegas juntaram indivíduos desconectados de todo o mundo debaixo da designação antiga de Heidelberg, baseados apenas em algumas características, e isso basta para a chamarem de espécie? Alguns preferiram o rótulo mais antigo “Homem da Rodésia” da África.

Alô, Down, nós temos um problema aqui, Darwin. E que problema sério nós temos aqui, Dr. Walter Neves. Quem está promovendo os crânios de Sima, na Espanha, duvida que a designação Homo heidelbergensis ainda seja útil. Outros argumentam que o crânio de Mauer de Heidelberg, que começou tudo isso, parece ser “único de um tipo”, e não representando uma espécie, quando se considera suas características.

Bem, nesse encontro teve cientista que discordou. Cientista como Ian Tattersall, que “lutou vigorosamente para salvar as duas espécies e a opinião mais simples de todas e mais direta da evolução humana que ele representa”. Balter termina seu artigo com a mera esperança, ao afirmar que “novos fósseis desse tempo misterioso ajudariam”. Ele nem ousou predizer sobre a publicação que virá sobre ossos da Etiópia datados do período de 300 mil anos, a não ser afirmar o óbvio: “Espere um debate vívido quando esses ossos fundamentais forem publicados.”

Pano rápido! “Do macaco ao homem”, uma exposição PERMANENTE sobre o fato, Fato, FATO da evolução humana é NATIMORTA e vai apresentar o Homem de Heidelberg como nosso ancestral e dos neandertais? Espero que não!

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Eu amo a ciência. Sei que ela é feita por pessoas. Sei das limitações de suas teorias. Sei também da preferência e do preconceito dos cientistas diante das evidências. Quando as evidências contrariam a teoria, há cientistas que as desconsideram. ‘Evidências? Que se danem as evidências, o que vale é a teoria!’ – teria dito Theodosius Dobzhansky a seus alunos de Genética na USP, nos anos 1930. Como eu sei que o Dr. Walter Neves é um cientista sério, como curador dessa exposição PERMANENTE, ele mandará corrigir o status evolucionário do Homem de Heidelberg.”

Carne bovina é 10 vezes mais custosa ao meio ambiente

Gosto que custa caro
O gado bovino demanda 28 vezes mais terra e 11 vezes mais irrigação que os suínos e as aves, e uma dieta com sua carne é dez vezes mais custosa para o meio ambiente, segundo um estudo [Land, irrigation water, greenhouse gas, and reactive nitrogen burdens of meat, eggs, and dairy production in the United States] publicado nesta segunda-feira pela revista Proceedings da National Academy of Sciences. Matéria da EFE, no Yahoo Notícias, com informações adicionais do EcoDebate. O estudo foi conduzido por Ron Milo do Instituto Weizmann de Ciência, em Rehovot (Israel), com a colaboração de pesquisadores do Centro Canadense de Pesquisa de Energias Alternativas, do Conselho Europeu de Pesquisa, e Charles Rotschild e Selmo Nissenbaum, do Brasil. A equipe observou as cinco fontes principais de proteínas na dieta dos americanos: produtos lácteos, carne bovina, carne de aves, carne de suínos e ovos. O propósito era calcular os custos ambientais por unidade nutritiva, isto é, uma caloria ou grama de proteína.

A composição do índice encontrou dificuldades dada à complexidade e às variações na produção dos alimentos derivados de animais. Por exemplo, o gado pastoreado na metade ocidental dos Estados Unidos emprega enormes superfícies de terra, mas muito menos água de irrigação que em outras regiões, enquanto o gado em currais e alimentado com ração consome, principalmente, milho, que requer menos terra, mas muito mais água e adubos nitrogenados.

A informação que os pesquisadores usaram como base para seu estudo proveio, majoritariamente, dos bancos de dados do Departamento de Agricultura. Os insumos agropecuários levados em consideração incluíram o uso da terra, da água de irrigação, das emissões dos gases que contribuem para o aquecimento atmosférico, e do uso de adubos nitrogenados. Os cálculos mostraram que o alimento humano de origem animal com o custo ambiental mais elevado é a carne bovina: dez vezes mais alto que todos os outros produtos alimentícios de origem animal, inclusive carne suína e de aves.

“O gado requer, na média, 28 vezes mais terra e 11 vezes mais água de irrigação, emite cinco vezes mais gases e consome seis vezes mais nitrogênio que a produção de ovos ou carne de aves”, indica o estudo. Por seu lado, a produção de carne suína ou de aves, os ovos e os lácteos mostraram custos ambientais similares.


Os autores se mostraram surpreendidos pelo custo ambiental da produção de lácteos, considerada em geral menos onerosa para o ambiente. Se for levado em conta o preço de irrigação e os adubos que se aplicam na produção da ração que alimenta o gado bovino para ordenha, assim como a ineficiência relativa das vacas comparadas com outros bovinos, o custo ambiental dos lácteos sobe substancialmente.


Nota: Em lugar de propor que o domingo seja reservado como “dia para salvar a Terra” (confira), se todos se tornassem vegetarianos, os benefícios para o meio ambiente seriam bem maiores. Mas suspeito que isso nunca vá acontecer... Muitas pessoas consideram seu paladar mais importante do que tudo o mais. [MB]

segunda-feira, julho 21, 2014

Morre o bispo Tony Palmer, o amigo do papa

Bispo Palmer: "O protesto acabou"
Evangélicos e outros cristãos em todo o mundo estão de luto pela morte súbita de um bispo de uma igreja anglicana separatista que se tornou amigo pessoal do papa Francisco. De origem britânica, Tony Palmer morreu no hospital depois de horas de cirurgia, após um acidente de moto no Reino Unido. Ele se mudou com a família para a África do Sul, quando tinha dez anos, mas vivia com a esposa e dois filhos em Trowbridge, Wiltshire. [...] Em janeiro deste ano, o papa Francisco enviou o bispo Palmer a uma conferência organizada pelo carismático evangelista televisivo Kenneth Copeland, na qual Palmer apresentou um vídeo do papa com uma mensagem sobre unidade e amor. A notícia da morte de Palmer foi divulgada pelo arcebispo Charles Hill [...], que escreveu no Facebook ontem (20): “Estamos em oração pela família do bispo Tony Palmer, que sofreu um acidente de motocicleta nesta manhã, no Reino Unido. Depois de horas de cirurgia, ele foi para casa para estar com o Senhor [segundo a crença desse irmão]. Ele era um bom amigo e irmão na vinha.” [...]

Rick Wiles relata que uma delegação [de líderes evangélicos] chefiada pelo bispo Tony Palmer viajou para Roma e se encontrou com o papa Francisco por três horas [confira aqui]. [...] “Essa reunião é ainda mais notável levando em conta que não muito tempo atrás os evangélicos conservadores na América do Norte estavam inclinados a ver a Igreja Católica como a ‘grande prostituta de Babilônia’ e o papa como o anticristo. Os líderes evangélicos foram não só impressionados com a simplicidade e o calor das boas-vindas do papa Francisco, mas eles tiveram claramente uma comunhão em Cristo que acabou faltando no passado.”

Ele disse que a verdadeira divisão no cristianismo não era agora entre católicos e protestantes, mas entre aqueles cristãos que acreditam em uma religião revelada e aqueles que acreditam em uma religião relativa. “A verdadeira divisão é entre progressistas que desejam alterar a fé histórica de acordo com o espírito da época, e aqueles que acreditam que o espírito da época deve ser desafiado pela verdade eterna e imutável do evangelho cristão.”


Nota: Tony Palmer vinha desempenhando um papel vital no processo de aproximação entre as igrejas protestantes e a Igreja Católica, agindo como uma espécie de “arauto” do papa Francisco. Foi Palmer quem disse num encontro de líderes pentecostais nos EUA que o “protesto terminou”, ou seja, que o protestantismo não teria mais razão de existir, e que estaria aberto o caminho para a concretização dos propósitos ecumênicos da Igreja Católica, segundo a qual os membros de outras igrejas se tratam de “irmãos separados”. No vídeo gravado por Palmer, o papa chegou a se comparar a José que recebeu no Egito seus irmãos num abraço fraterno. Fiquemos atentos aos desdobramentos da morte desse importante líder religioso. Talvez a morte dele possa ajudar a impulsionar ainda mais a causa que havia abraçado. Não podemos julgar a sinceridade de Palmer, do papa nem de ninguém. No momento, o que podemos e devemos fazer é orar pela esposa do bispo e pelos filhos dele, que certamente devem estar sofrendo a perda repentina e precoce do marido e pai. [MB]

domingo, julho 20, 2014

Isaac & Charles: O que dizem as drosophilas?


Velocidade da luz pode ser menor do que se calculava

Supernova SN 1987A
[Foto ao lado: imagem do que restou da explosão da supernova SN 1987A - os neutrinos chegaram à Terra quase cinco horas antes dos fótons.] O físico James Franson, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, está causando um rebuliço na comunidade física mundial ao apresentar cálculos que indicam que a velocidade da luz pode ser menor do que se calculava. Segundo a Teoria da Relatividade Geral, a velocidade da luz no vácuo – o “c” na famosa equação de Einstein – é uma constante equivalente a 299.792.458 metros por segundo. É o chamado “limite de velocidade universal”, já que nada pode viajar mais rápido do que isso – nem mesmo neutrinos. Franson analisou justamente a diferença de velocidade entre neutrinos e fótons detectados na famosa supernova SN 1987A – detectada em 1987, esta foi a primeira supernova a ser observada a olho nu em 383 anos. Ocorreu que os instrumentos indicaram que os neutrinos emitidos pela explosão cósmica chegaram à Terra 4,7 horas antes que os fótons, algo totalmente inesperado e em desacordo com as leis da física. A saída mais fácil foi concluir que os neutrinos vieram da SN 1987A, mas os fótons devem ter vindo de algum outro lugar.

Franson argumenta que essa saída pouco elegante é desnecessária porque os fótons podem ter tido sua velocidade reduzida no caminho devido a um fenômeno conhecido como polarização do vácuo, um processo no qual um fóton se divide em um elétron e um pósitron, a versão de antimatéria do elétron. A polarização do vácuo é um fenômeno bem conhecido pela teoria quântica dos campos, que sabe também que essa separação do fóton em elétron e pósitron dura muito pouco, com os dois recombinando-se novamente em um fóton, que prossegue sua viagem.

Franson argumenta que isso deve criar um diferencial gravitacional entre o par de partículas durante os momentos de separação do fóton. Se for verdade, há um pequeno impacto de energia quando os dois se recombinam - pequeno, mas o suficiente para retardar ligeiramente o fóton.

Como a supernova SN 1987A está a 168 mil anos-luz da Terra, esse processo deve ter-se repetido incontáveis vezes, e o somatório dos pequenos retardos gerados em cada decaimento-recombinação pode explicar as 4,7 horas que os fótons demoraram a mais para chegar em relação aos neutrinos, que não sofrem o mesmo processo. Assim, conclui Franson, não é que os fótons da explosão da supernova tenham chegado atrasados: a velocidade da luz é que é menor do que se calculava.

Isso implica em muitas coisas radicais do ponto de vista da física atual. Por exemplo, que os neutrinos seriam mais rápidos do que a luz, o que deve estar deixando os físicos do laboratório Gran Sasso alvoroçados.

Se Franson estiver correto, praticamente todas as medições feitas e usadas pela cosmologia para embasar suas teorias estarão erradas. E muitas explicações criadas com base nesses dados e nessas medições também terão que ser repensadas. Contudo, ainda que a teoria de Franson tenha sido aceita e publicada por uma renomada revista de física, é bom dar algum tempo até que toda a comunidade possa avaliar a ideia. Ou, quem sabe, esperar por outro fenômeno cósmico que, ocorrendo a uma distância diferente, permita aferir os cálculos de Franson.

Não é a primeira vez que a velocidade da luz é questionada. No início do ano passado, duas equipes argumentaram que as partículas efêmeras que surgem do vácuo quântico podem induzir flutuações na velocidade da luz.


Nota: Quem sabe algum dia os geólogos, os biólogos e os paleontólogos evolucionistas também demonstrem a abertura/coragem dos astrônomos e cosmólogos para rever suas teorias e datações, levando em conta dados discrepantes... [MB]

Wyllys: voo MH17 pode ter sofrido “ataque homofóbico”

Vendo o mundo com uma lente homo
O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) causou alvoroço nas redes sociais ao levantar a hipótese de que o Boeing-777, da Malaysia Airlines, foi, na verdade, vítima de um “ataque homofóbico”. O avião caiu na Ucrânia, na região de Donetsk, após ser atingido por um míssil. O voo saiu de Amsterdã, na Holanda, e seguia para Kuala Lumpur. Com 298 passageiros, a principal explicação para o ataque, até o momento, seria o conflito entre Rússia e Ucrânia, que, segundo Jean, contou com a participação direta dos Estados Unidos – agora apontado como possível culpado, juntamente com a Rússia. “Meu olhar sobre o episódio é mais humanitário e menos preocupado com a geopolítica”, declarou o parlamentar sobre o caso. Segundo ele, “há outro lado nefasto no episódio”, já que, do total de passageiros, havia mais de 100 pessoas que seguiam para a 20ª Conferência Mundial de Aids, na Austrália. “173 eram da Holanda, país referência no financiamento de projetos e no debate avançado sobre HIV e aids, dentre eles, Joep Lange, um cientista reconhecido mundialmente por ter dedicado mais de 30 anos da sua vida à pesquisa sobre o HIV e a aids”, justificou. “Caso essas informações se confirmem, haverá um impacto dessas mortes nas pesquisas e nas políticas públicas futuras de prevenção e combate à aids – e isso é muito grave e desalentador!”, completou.

Jean garante não querer estimular mais uma “teoria da conspiração”, mas insiste em questionar: “O fato de haver especialistas em HIV/aids à bordo do avião terá sido uma mera coincidência ou pode apontar para uma outra explicação sobre o abatimento da aeronave numa região da fronteira entre dois países conservadores?” Mesmo deixando claro se tratar de uma pergunta, o post já teve quase mil compartilhamentos e mais de 200 comentários, a maioria horrorizada com a posição do deputado. “Jean Wyllys, onde eu pego o alvará para falar [b...] a vontade?”, escreveu o usuário João Júnior.


Nota: É ridículo aproveitar-se de uma tragédia para atrair atenção para si e para sua “causa”. O que esse deputado defensor dos direitos dos homossexuais faz é, na verdade, promover o ódio entre homossexuais e heterossexuais. Só que agora ele ultrapassou as raias da razão e do bom senso. Para ele, tudo na vida se resume na “guerra” entre heteros e homos. Para ele, é como se apenas os homossexuais fossem se beneficiar de uma vacina contra a aids. Simplesmente absurdo! [MB]

Exposição em São Paulo promove catequese evolucionista

Feita para "encantar"
[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB.] Uma exposição em São Paulo convida o visitante a entrar em um túnel do tempo para conhecer as origens do ser humano [como se fosse fácil assim... Pelo visto, é uma exposição de ficção científica]. É a história da nossa evolução contada com muito realismo [mas será que é realista?]. É pôr o pé para viajar no tempo. Está tudo lá: quando dividimos, pela última vez, um ancestral comum com os chimpanzés [Que ancestral foi esse? Fácil afirmar, difícil provar], há mais ou menos 7 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], até chegarmos àquele que é considerado o nosso parente mais distante, o Homo sapiens, surgido há 200 mil anos [idem]. “Eu achei que não ia ser uma coisa legal. Mas, chegando aqui, estou encantada”, diz uma visitante [é isto que os evolucionistas querem: “encantar”, em lugar de convencer com fatos reais]. Foram quase nove anos para montar a maior exposição sobre a evolução humana na América Latina. O acervo original é da Universidade de São Paulo (USP). Todas as peças foram copiadas para mostrar a evolução do cérebro, da aparência do homem [“Mostrar a evolução do cérebro”? Como assim? Quer dizer que escolher aleatoriamente fósseis de macacos e de seres humanos, organizá-los numa sequência fictícia e expô-los significa mostrar a evolução do cérebro? E as discussões a respeito da necessidade de acréscimo de informação genética para que tivesse havido a tal evolução? E as discussões a respeito da tremenda diferença entre o cérebro humano e dos macacos? Isso não é assunto para essa exposição. O que se pretende é encantar...]. “A parte que eu mais gostei foi a da dentição, porque mudou muito”, comenta Nayara Rogeri, de 9 anos. “As fêmeas gostavam mais de homens com dente grande. Eu nunca ia imaginar que era isso”, diz a estudante Natalie Ferreira. [Claro que ela não ia imaginar, até que os artistas e os evolucionistas imaginassem por ela.]

Até chegar às réplicas foram muitas outras e por um bom tempo. É que os artistas plásticos que assinam os trabalhos precisaram ser encontrados, treinados, capacitados mesmo [pelo jeito, quem mais trabalhou mesmo nessa exposição foram os artistas plásticos. Deveria ser uma exposição de arte, não uma exposição pretensamente científica]. Um trabalhão que levou quase três anos. “Demorou tanto tempo porque é muito detalhada [obra de arte mesmo]. Foram muitas réplicas até chegar à réplica perfeita”, explica o curador da exposição, Walter Neves.

Réplica perfeita, por exemplo, de uma cova que teria sido preparada na Rússia, há 28 mil anos [idem], com todos os pertences do morto. [E aí misturam fato com ficção. Fato: descoberta de uma cova antiga na Rússia; ficção: evolução do cérebro humano. Na cabeça dos visitantes da exposição – principalmente das crianças – fica a impressão de que tudo ali é factual, quando não é.]

A exposição é um convite para pensar na grandiosidade da nossa história. [Grandiosidade? O que querem, mais uma vez, é afirmar que somos descendentes de animais e que viemos da caverna, não de um jardim.]


Nota: Curiosamente, a exposição parece evitar recentes descobertas que colocam em dúvida a suposta história evolutiva humana (confira aqui, aqui, aqui e aqui). Trata-se, portanto, de catequese evolucionista e não de exposição de fatos. [MB]

Leia também: "Darwin no Masp: distorção historiográfica"

sexta-feira, julho 18, 2014

Dormir junto faz bem à saúde

A ciência demonstrando o óbvio
Há quem diga que dormir junto faz mal, pois o sono é interrompido muitas vezes durante a noite quando nosso [cônjuge] se mexe na cama. Mas parece que não é bem por aí. De acordo com uma pesquisa coletiva feita por Andrea Petersen, publicada no The Wall Street Journal, dormir com [o cônjuge] na mesma cama fornece uma gama de benefícios para a saúde. Além do mais, segundo cientistas, dormir ao lado de alguém é uma das razões que explicam por que pessoas em relacionamentos íntimos tendem a apresentar uma saúde melhor e viver mais tempo que os solteiros.

Por que dormir com alguém é mais saudável?

Bem, a explicação da ciência é que compartilhar uma cama reduz as citocinas, envolvidas na inflamação, e aumenta a oxitocina, mais conhecida como hormônio do amor, famosa por aliviar a ansiedade e, coincidentemente, é produzida na mesma parte do cérebro responsável pelo ciclo vigília-sono.

Além disso, de acordo com Wendy M. Troxel, professora assistente de psiquiatria e psicologia na Universidade de Pittsburgh, “os benefícios psicológicos que adquirimos com a proximidade durante a noite supera o preço de dormir com [o cônjuge]”. Dormir junto promove o sentimento de segurança e seguridade, que reduz os níveis de cortisol, o hormônio do stress – o que naturalmente te faz dormir melhor do que sozinho. [...]

A pesquisa também mostra que as mulheres num relacionamento estável [o mais estável e único abençoado é o casamento] na verdade caem no sono mais rápido e acordam com menos frequência durante a noite do que mulheres solteiras, ou aquelas cujo status do relacionamento mudou durante o estudo. Curioso, não?

Mas a ciência não para por aí. Se quiser aumentar a satisfação na relação, você e seu [cônjuge] devem dormir pelados. Isso mesmo. É completamente intuitivo; dormir nus juntos constrói um senso de proximidade e intimidade, que, por sua vez, fortalece o relacionamento.

Por meio de uma pesquisa feita com mil britânicos descobriu-se que 57% dos casais que dormiam nus relataram estar “extremamente felizes” em seus relacionamentos, enquanto que menos da metade que vestia pijama relatou o mesmo.


Nota: Essa é outra pesquisa que mostra que devemos ter cautela com pesquisas. Isso mesmo. Poucos anos atrás, li que outra pesquisa havia “demonstrado” que é melhor dormir sozinho. Fiquei desconfiado, assim como desconfio de pesquisas que tentam demonstrar os benefícios da carne de porco e do vinho, por exemplo. Nada como o tempo e mais pesquisas. “Se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?” (Eclesiastes 4:11). Há quase vinte anos tenho testemunhado esses benefícios em minha vida. [MB]

Fóssil revela cérebro de criatura de “520 milhões de anos”

Lyrarapax unguispinus
[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB.] Pesquisadores descreveram, nesta quarta-feira (16), restos fossilizados descobertos na China que mostram em detalhe as estruturas do cérebro de um estranho grupo de criaturas marítimas que eram os maiores predadores da Terra há mais de 500 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Os fósseis mostram um animal chamado Lyrarapax unguispinus, que viveu durante o Período Cambriano, um momento crucial na história da Terra, quando muitos dos principais grupos de animais apareceram [sic] pela primeira vez [detalhe que eles não explicam: como seres complexos como esse simplesmente “aparecem” no Cambriano sem ancestrais no Pré-cambriano? Passe de mágica?]. O Lyrarapax fazia parte de um grupo conhecido como anomalocaridídeos, parentes primitivos [sic] dos artrópodes – que incluem crustáceos, insetos e aranhas – que caçavam suas presas com um par de membros parecidos com garras que ficava na frente dos olhos. A descoberta foi publicada na revista Nature. Apesar de os anomalocaridídeos não terem descendentes diretos vivos hoje em dia, as estruturas do cérebro dos Lyrarapax parecem aquelas dos chamados vermes-aveludados, que rastejam pelo chão em florestas tropicais e subtropicais do hemisfério sul. [O Lyrarapax tinha cérebro, olhos e garras, sem contar certamente milhões e milhões de células já ultracomplexas, caso contrário, não poderia viver; ou seja, do ponto de vista molecular e biológico, eram tão complexos quanto qualquer ser vivo atual. E querem que simplesmente acreditemos que “surgiram” de repente, já que aparecem de repente no registro fóssil!]

Os pesquisadores dizem que as similaridades sugerem que os vermes-aveludaddos podem ser primos muito distantes dos anomalocaridídeos [ou que o registro fóssil revela complexidade de alto a baixo, e que as “digitais” do Criador estão ali].

Os vermes-aveludados crescem alguns centímetros em comprimento, têm dois longos tentáculos que se estendem a partir da cabeça e têm numerosos pares de pernas atarracadas que terminam, cada uma, em um par de garras.

As partes moles do corpo de qualquer animal normalmente se decompõem após a morte, o que significa que os fósseis geralmente preservam apenas as partes duras, como os ossos, os dentes e as carcaças. Mas, sob condições excepcionais, tecidos moles e órgãos podem ser preservados em fósseis. [Que condições excepcionais seriam essas? Eles quase nunca tocam nesse assunto... Para que ocorra a fossilização desse tipo de estrutura, é necessário um sepultamento rápido sob lama. E, pelo que tudo indica, o Lyrarapax, assim como os trilobitas, vivia no fundo dos mares. E lá ele foi sepultado nessas “condições excepcionais”.]

O Lyrarapax era muito menor do que outros anomalocaridídeos, medindo cerca de 15 cm de comprimento, mais ou menos o tamanho de um camarão grande. Peiyun Cong, um paleontólogo da Universidade Yunnan, na China, disse que os três espécimes encontrados “podem representar estágios imaturos do animal, então ele pode ser maior”. Os fósseis revelam que os anomalocaridídeos possuíam cérebros muito menos complexos do que aqueles dos animais que eles comiam. [Então já havia cérebros ainda mais complexos no Cambriano? Mais passe de mágica!]

O neurocientista Nicholas Strausfeld, da Universidade do Arizona, também autor da pesquisa, afirma que a ameaça imposta por predadores como esses pode ter ajudado a incrementar a complexidade cerebral dos outros animais nos mares antigos. [“Incrementar”? E como explicar o “surgimento” de nova informação genética necessária para esse incremento? Surgiu do nada? Complexidade oriunda da simplicidade? Como assim?!]

quinta-feira, julho 17, 2014

Papa defende o domingo e MG veta direitos dos sabatistas

Governador Alberto Pinto Coelho
Duas notícias bombásticas e importantes no cenário social/político/profético. Ao mesmo tempo em que o papa Francisco apela para o descanso dominical, o governador de Minas Gerais veta a proposição do texto que prevê garantias nas escolas do estado aos alunos adventistas e demais religiosos que guardam o sábado. Sob o argumento da laicidade do estado, os adventistas ou demais religiosos que guardam o sábado, conforme orienta a Bíblia, são escusados da proposta. O curioso é que ninguém está solicitando trazer a religião para dentro das escolas públicas, mas buscando o direito de exercê-la fora dela. Portanto, fica claro que o ato inconstitucional vem da parte do governo e não dos cidadãos sabatistas. Para os eleitores de Minas Gerais, fica aqui um bom conselho: “O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos oficiais; pois, assim fazendo, são participantes nos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 475).

O mais importante neste momento é perceber como as profecias estão se cumprindo gradativamente [veja também este vídeo]. Enquanto há um fortíssimo movimento em defesa do domingo, por outro lado existe forte pressão para erradicar os direitos dos que guardam o sábado. Isso nos diz alguma coisa? Os adventistas do sétimo dia, sob orientação profética/bíblica, ensinam há mais de 150 anos que isso ocorreria no futuro. Portanto, uma vez que esse fato está evoluindo na direção de uma lei dominical, não seria momento para refletir na coerência da mensagem e se preparar para esse grande evento que nos aguarda?

Ellen White foi enfática: “Mais cedo ou mais tarde serão aprovadas leis dominicais” (Review and Herald, 16 de fevereiro de 1905), e que “em breve serão impostas as leis dominicais, e homens em posições de confiança ficarão furiosos com o pequeno número do povo de Deus que guarda os mandamentos” (Manuscript Releases, v. 4, p. 278). Também ponderou que os “princípios católicos romanos serão adotados sob o cuidado e a proteção do Estado. Esta apostasia nacional será rapidamente seguida pela ruína nacional” (Review and Herald, 15 de junho de 1897).

Estamos de fato vivendo em um período de grandes transformações com profecias se construindo rapidamente. Isso indica que devemos nos consagrar definitivamente a Deus, se tivermos interesse em estar preparados para receber a chuva serôdia (poder de Deus que capacitará Seu povo para enfrentar a última crise, além de concluir a pregação do evangelho em todo o mundo). É necessário sacrificar o próprio eu e viver em conformidade com a graça divina, se desejamos estar preparados para enfrentar a última crise. Se formos perseverantes em batalhar por uma vida espiritual reavivada ao lado de Deus, confiando plenamente em Suas promessas e nos envolvendo em Sua causa, Ele nos protegerá das provações que sobrevirão a todos (Ap 3:10). 

A advertência é que “há muitos que estão despreocupados, e se acham, por assim dizer, adormecidos. Eles dizem: ‘Se a profecia predisse a imposição da observância do domingo, a lei certamente será promulgada’, e, tendo chegado a essa conclusão, assentam-se em calma expectativa do evento, confortando-se com o pensamento de que Deus protegerá Seu povo no tempo de angústia. Mas o Senhor não nos livrará se não fizermos algum esforço para realizar a obra que Ele nos confiou. [...] Como fiéis atalaias, deveis dar o aviso ao ver que vem a espada, para que homens e mulheres, pela ignorância, não sigam um rumo que evitariam se conhecessem a verdade” (Review and Herald Extra, 24 de dezembro de 1889).

Lembre-se: “Quando as igrejas protestantes se unirem com o poder secular para amparar uma religião falsa, à qual se opuseram os seus antepassados, sofrendo com isso a mais terrível perseguição, então o dia de repouso papal será tornado obrigatório pela autoridade mancomunada da Igreja e do Estado. Haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional” (Evangelismo, p. 234, 235). “Quando o Estado usar seu poder para impor os decretos e amparar as instituições da Igreja – então a América Protestante terá formado uma imagem do papado e haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional” (SDA Bible Commentary, v. 7, p. 976). Portanto, o cenário atual nos revela duas verdades: (1) o futuro chegou, e (2) a mensagem adventista é de fato verdadeira...

segunda-feira, julho 14, 2014

Sequoia gigante é fotografada inteira pela primeira vez

“A presidente”, como é chamada, é uma sequoia gigante que se estende por 75 metros e altura, tem um volume de 13 mil metros cúbicos, e tem cerca de 3.200 anos de idade. O tronco tem mais de 8 metros de largura e os seus poderosos ramos sustentam 2 bilhões de agulhas, mais do que qualquer árvore no planeta. A árvore monstruosa ainda acrescenta um metro cúbico de madeira por ano - tornando-se uma das árvores de mais rápido crescimento no mundo. Sequoias gigantes existem em apenas um lugar em todo o planeta - na Serra Nevada, estado norte-americano da Califórnia. Até agora, a árvore nunca tinha sido fotografada na sua totalidade. Uma equipe de fotógrafos da National Geographic trabalhou com cientistas do parque para serem os primeiros. Foi muito difícil escalá-la. Após 32 dias e unindo 126 fotos separadas, temos este retrato impressionante da Presidente.
 
Embora gostemos de pensar que os seres humanos são as maiores espécies na Terra, essa árvore nos dá um choque de realidade com esses cientistas escalando seu enorme tronco. Em seus 3.200 anos, ela viu uma centena de gerações de seres humanos. Ela tem resistido a milhares de tempestades, incêndios, invernos rigorosos, terremotos e até mesmo às mudanças climáticas, mas está crescendo ainda mais rápido do que nunca. (Blog Blux)

Nota: Árvores como as sequoias são virtualmente imortais, a menos que algo as leve à morte, como uma praga ou um incêndio – ou uma inundação... Chama atenção o fato de que, mesmo sendo “imortais”, nenhuma dessas árvores vivas tem mais de quatro mil anos de existência. E voltando quatro mil anos no tempo, chegamos à época do dilúvio. Leia mais sobre isso clicando aqui. [MB]

Veja São Paulo publica nota sobre ex-modelos adventistas

Eles agora seguem o Modelo
Ele fez desfiles para Dior, Armani e Dolce & Gabbana. Ela estrelou propagandas de perfume da Versace e posou para campanhas de lingerie. Os modelos Luca Mendes e Flavia Marchezi, ambos com 32 anos, converteram-se em 2007 à Igreja Adventista do Sétimo Dia. A partir daí, começaram a diminuir o ritmo de trabalho até abandonar a carreira, em 2013. Hoje, eles se dedicam a dar palestras sobre religião e nutrição. “Para isso, usamos os oito remédios com que Deus nos presenteia através da natureza, como água, descanso e confiança em Deus”, afirma Mendes. “Queremos ajudar as pessoas a alcançar a saúde perfeita por meio de uma reforma do estilo de vida”, completa Flavia.