segunda-feira, agosto 29, 2016

Eles não conseguem enterrar Deus

[Há duas semanas, a revista Veja publicou na seção “Página Aberta” um artigo do presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), com o título “Deus é uma ficção”. Algumas pessoas escreveram e-mails e eu enviei o artigo abaixo, na doce ilusão de que fosse publicado como contraponto às ideias do ateu. Mas percebi, mais uma vez, que as páginas da Veja não são assim tão abertas... - MB]

Heinrich Heine (1797-1856) foi um filósofo e poeta alemão profundamente marcado pela pessoa e obras de outro filósofo: Friedrich Hegel. Tornou-se ardoroso defensor do ateísmo e tratava a religião e a Deus com deboche e acidez. A famosa expressão que qualifica a religião como “ópio do povo” – posteriormente usada por Karl Marx na Crítica da Filosofia Hegeliana do Direito – havia sido adiantada por Heine. Em sua obra Ludwig Börne, Heine, com sua ironia peculiar, escreve: “Bendita seja uma religião que derrama no amargo cálice da humanidade sofredora algumas doces e soporíferas gotas de ópio espiritual, algumas gotas de amor, fé e esperança.”

Apesar de uma vida de negação a Deus, à semelhança de Antony Flew (considerado o maior filósofo ateu do século 20 e autor de Um Ateu Garante: Deus Existe), Heine, em 1849, fez uma declaração que espantou a muitos. Ao arqueólogo Fernando Meyer que, no outono daquele ano, visitou Heine, gravemente enfermo e paralítico devido à sífilis, o filósofo declarou: “Pode acreditar, meu amigo, pois é Heinrich Heine quem lho confia em seu leito de morte, após longos anos de madura reflexão: Depois de considerar atentamente tudo quanto sobre a matéria se tem falado e escrito em todas as nações, cheguei à certeza de que existe um Deus, que é o juiz das nossas ações, de que a nossa alma é imortal [sic] e existe uma vida no além, onde o bem é premiado e o mal castigado... Não tivesse eu essa fé, persuadido da incurabilidade do meu mal, já há tempo teria posto um fim à minha miserável existência... Insensatos há que, depois de terem sido vítimas do erro durante toda a vida, e terem anteriormente manifestado tais ideias errôneas por palavra e por obra, já não têm coragem para confessar que por tanto tempo andaram enganados; eu, porém, confesso abertamente que foi um erro infame o que me manteve manietado por tão largo tempo; agora, sim, vejo claramente, e quem me conhece e me vê pode dizer que não falo por coação ou com o espírito obnubilado, mas numa hora em que as minhas faculdades estão tão robustas e arejadas como em qualquer tempo anterior” (Gespräche mit Heine [nota 153], p. 704-707; citado por Georg Siegmund, em O Ateísmo Moderno, p. 232).

Heine, Flew e mesmo o cientista diretor do Projeto Genoma e ex-ateu Francis Collins foram perseguidos por seus antigos pares e colegas de descrença. Esses e muitos outros que se atrevem a fazer o caminho do ateísmo para o teísmo descobrem que há armários de dentro dos quais a saída é tão dolorosa quanto o é para outras pessoas que sofrem o preconceito de grupos intolerantes que defendem uma liberdade localizada e limitada. Na juventude, talvez Heine fizesse parte de algum grupo ateísta militante que vive confundindo Estado laico com estado ateu e que insiste em dizer que Deus não existe, muito embora viva incomodado com Ele.

Não dá para negar que, assim como os negros e os homossexuais, ateus assumidos também sofrem sob o preconceito dos que se recusam ao diálogo e desrespeitam os “diferentes”. Mas também é notório que existem outros grupos tão ou mais hostilizados do que esses citados acima. Um exemplo são os criacionistas bíblicos, cristãos para os quais o Universo e a vida foram criados por Deus, exatamente como descreve a Bíblia. Tente defender essa tese sustentada por Paulo, João e pelo próprio Jesus e você verá o que é preconceito! Aliás, o próprio fato de que certos setores da mídia privilegiam conteúdos de cunho naturalista ou mesmo ateísta em detrimento de conteúdos apologeticamente cristãos já é evidência suficiente de que certos “armários” são piores do que outros. Quer um exemplo? Na semana passada, alguns jornais estrangeiros noticiaram a prova final de que o Homem de Piltdown, tido por muito tempo como um “elo perdido” a favor da teoria de Darwin, foi uma fraude escandalosa. Você leu alguma linha sobre isso aqui no Brasil? Viu a notícia estampada em alguma capa? No entanto, quando os ateus Richard Dawkins (o “devoto de Darwin”, segundo Veja) ou Stephen Hawking dizem algo sobre Deus, isso vira manchete quase que instantaneamente.

O exagero da militância ateísta é percebido e denunciado não apenas por religiosos. Eli Vieira é um biólogo defensor ferrenho do darwinismo e ateu declarado, ativo nas redes sociais. Em 2013, ele escreveu algo em sua página no Facebook que revela o caráter de entidades como a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea). O texto de Eli foi reproduzido no blog Kestão de Opinião (http://goo.gl/yhmklp) e em um comentário no blog Ceticismo Político (https://goo.gl/P5gz5v).

“Quando eu achava que a ‎Atea não poderia descer mais ainda o nível, eles zoam uma garota que perdeu o filho depois de uma cirurgia. Eles acharam engraçado que a garota estava com fé em Deus que o filho fosse sobreviver, o que infelizmente não aconteceu. A pessoa que fez essa piada está tão cega de fanatismo pelo ateísmo que está mais interessada em tripudiar sobre o ‘fracasso’ das orações da jovem mãe do que em respeitar seus ferimentos psicológicos da enorme dor que é perder um filho. Talvez uma dor que um ateu cissexual, homem, heterossexual e de classe média jamais experimentará na vida dele. Uma dor que, para enfrentar na vida, é preciso muito mais coragem que a ‘coragem’ de afrontar uma sociedade majoritariamente teísta com chistes hereges de baixa criatividade e péssima qualidade, e escondendo a cara por trás de uma instituição cujo presidente [Daniel Sottomaior] tem a pachorra de louvar o proselitismo ao melhor estilo infantil ‘se eles podem eu quero também’, ignorando se o que eles ‘podem’ é certo ou errado, desejável ou indesejável, de consequências positivas ou negativas.”

Vieira diz também que acompanhou a Atea desde antes de sua fundação e que conhece bem seus fundadores, e afirma que eles não falam por ateus humanistas como ele. “Sua página no Facebook é uma vergonha, sua atuação positiva é eclipsada por essa atuação negativa constante, e a imagem que a Atea criou dos ateus me entristece, me envergonha, me revolta e me enoja”, conclui.

Me causam enjoo, também, os argumentos superficiais e requentados usados por pessoas como Sottomaior. Na edição de 17 de agosto da revista Veja, o presidente da Atea “força a barra” ao dizer que, biblicamente falando, ímpio é sinônimo de ateu. Nada mais falso. Quem lê a Bíblia sabe que a maioria dos ímpios mencionados em suas páginas são, na verdade, religiosos hipócritas que negam a fé que professam ao agir em desacordo com os preceitos da religião. Saul, Anás, Caifás, Herodes eram “crentes” e ímpios. A palavra “ímpio”, originalmente, vem de “sem piedade”, desumano, cruel. No original grego é anomos, “sem lei”, “fora da lei”. E esse tipo de gente pode ser encontrado entre ateus e crentes, infelizmente. 

Sottomaior afirma, ainda, que “quanto mais religioso é um país, piores são seus índices sociais”. Argumento bastante frágil esse. Os Estados Unidos são um dos países mais religiosos do mundo, e a Coreia do Norte, um dos mais ateus. Os países nórdicos têm tradição protestante, os do leste europeu viveram à sombra do comunismo ateu. Precisa dizer mais alguma coisa? E, se quisermos também forçar a barra, podemos dizer que os regimes ateístas, como o da antiga União Soviética, foram responsáveis por matanças que deixariam os inquisidores medievais morrendo de inveja. 

Mas é claro que não é justo culpar os ateus pelo que fizeram os regimes políticos de orientação ateísta, tanto quanto não é justo culpar Deus ou a religião bíblica pelo que religiosos ímpios fizeram e têm feito em nome dEle.

Na verdade, ateus e crentes somente existem porque o Criador de ambos lhes dá a liberdade para crer no que quiserem. É exatamente essa liberdade conquistada no Ocidente judaico-cristão que permite a crença e a descrença, e a própria existência dos ateus que merecem, sim, um lugar ao sol. Ateus, graças a Deus.

Para concluir, é interessante notar como a militância ateísta, por mais que tente, não consegue enterrar o Deus que creem estar morto. O presidente da Atea se chama Daniel, um nome bíblico que significa “Deus é o meu Juiz” (sugestivo, não?). E seu artigo foi publicado em uma edição de Veja em que aparece na capa uma imagem de Cristo...

Michelson Borges

Por que a semana tem sete dias?

Resquício edênico
Pare para pensar: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo [na verdade, a sequência correta começa com o domingo, o primeiro dia da semana, e conclui com o sábado. - MB]. Mas também: dó, ré, mi, fa, sol, lá, si. Sete notas musicais. Vermelho, laranja, amarelo, verde, ciano, turquesa, azul, violeta. Sete cores do arco-íris. Dá para continuar. Apesar de se saber que os números sempre existiram por razões práticas – contar ovelhas ou tomates, por exemplo –, eles também revelam padrões abstratos, e isso fez com que virassem objeto de estudo. Cada número tem um significado em si: o 1, por exemplo, é o mais popular de todos como primeiro dígito (em um conjunto de dados, cerca de 30% dos números começam com 1, e o 5, no Oriente Médio, repele o mal. Mas o 7 ocupa um lugar privilegiado.

Antes de falar dos dias da semana, exploremos os números que existem sobre eles. Ao que parece, o 7 é o preferido das pessoas. No livro Alex através do espelho, Alex Bellos fez um experimento lançando nas redes a pergunta: “Qual o seu número preferido?” Ele recebeu respostas de todas as partes do mundo. Apesar de todos os números de 1 a 100 terem tido votos e ter havido 472 votos para números de 1 a 1000, o preferido certamente foi o 7.

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, tentou comprovar o experimento com um método bem pouco científico. Mandou um e-mail para os jornalistas da equipe com a mesma pergunta. Das 16 pessoas que responderam, 7 escolheram o 7, mais que os outros dígitos. O segundo lugar teve três votos.

“Quando escolhemos nosso número favorito, é provável que escolhamos um número ímpar, porque eles parecem mais interessantes”, diz Bello. “Os pares são mais cômodos – 2, 4, 6, 8 -, enquanto 3, 7, 9 nos fazem pensar um pouco mais. E o 7 é o mais perigoso, porque é a tabuada mais difícil.”

“Um dos testes de demência ou para pessoas que saíram de um coma que se faz é pedir a elas que, partindo do 100, subtraíam de 7 em 7 até no 0. Fazem isso porque é muito mais difícil. 5 é fácil. E se fosse 6 ou 8, os números se repetem muito mais do que com 7, então não seria tão complicado.”

O curioso, diz Bellos, é que inclusive pessoas que dizem odiar matemática ou que acham impossível a tabuada de 7 o escolhem como número preferido. Mas não apenas é um número do qual as pessoas gostam, ele também tem uma longa história. “Ao longo da história, de todos os números, o 7 é o que tem mais simbolismo cultural, místico e religioso”, aponto o autor.

Os 7 mares (que foram reais a imaginados ao longo dos séculos e através das culturas), as 7 idades do homem de Shakespeare, os 7 metais da Alquimia... “Para mim, a razão pela qual conferimos tantas qualidades místicas ao 7 gira em torno de sua unicidade numérica”, diz Bellos. “O 7 é o único entre os primeiros 10 números que não pode ser multiplicado ou dividido dentro do grupo.” Mmm...? “Se você multiplica por 2 o 1, 2, 3, 4 ou 5, o resultado é menor ou igual a 10”, ou seja, multiplicados por um do grupo, não saem dele. “Os números 6, 8 e 10 podem ser divididos por 2 e 9, por 3, e seguem dentro do grupo. O 7 é o único que não produz nem é produzido. É por isso que parece especial... porque é!”, constata Bello.

Os dias já são contados há muito tempo. O nascer e o pôr do sol são eventos muito imponentes para que passassem batidos, principalmente quando não sabíamos iluminar as noites. A natureza os separava e os humanos marcavam em um tronco. “Nossos primeiros calendários estavam vinculados aos fenômenos astronômicos, como a Lua Nova, de forma que o número de dias em cada calendário variava. Se se regiam pela Lua, por exemplo, os ciclos duravam entre 29 e 30 dias”, diz Bellos. “No primeiro milênio a.C., os judeus introduziram o novo sistema: decretaram que o Sabbat seria cada sétimo dia ad infinitum, independentemente da posição dos planetas.” [Na verdade, o “decreto” veio da parte de Deus.]

Ao contrário de outras culturas, em hebraico os dias da semana não têm nomes de deuses, festivais, elementos ou planetas, mas são números, com exceção de sábado, Yom Shabbat (יום שבת) ou dia Sabbat. Dessa forma, explica, nos emanciparam das leis da natureza, colocando a regularidade numérica no centro da prática religiosa e organização social. “A semana de 7 dias virou a tradição de calendário ininterrupta mais antiga da história”, afirma.

O 7 já era um número místico quando os judeus declaram que Deus levou seis dias para fazer o mundo e no sétimo descansou. Outros povos mais antigos também haviam usado períodos de sete dias em seus calendários, mas nunca repetidos eternamente. “A explicação mais comumente aceita para o predomínio do 7 no contexto religioso é que os antigos viam sete ‘planetas’ no céu: o Sol, a Lua, Vênus, Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno”, destaca Bellos. Os babilônios foram um desses povos que associaram o número 7 aos corpos celestes. Por isso, alguns acreditam, virou importante marcar o sétimo dia com rituais.

A semana de sete dias ligada ao astros foi adotada até no Extremo Oriente. Mas pode haver outras explicações para sua importância simbólica. Uma delas é que os egípcios usavam a cabeça humana para representar o 7, porque há sete orifícios nela: ouvidos, olhos, nariz e boca.

A psicologia dá outra explicação: “Seis dias seria o período ótimo de tempo que uma pessoa pode trabalhar sem descansar. Além disso, sete pode ser o número mais apropriado de nossa memória, o número de coisas que uma pessoa média pode manter em mente é 7, mais ou menos 2.”

E há algo mais que faz o 7 especial, segundo Bellos, que ilustrou com um exemplo peculiar. “Pense nos sete anões da Branca de Neve. Por que não seis? Seriam suficientes – nem muitos nem poucos – mas poderiam se separar em 3 x 3, se dividir em grupos de dois. Se são sete, eles precisam ser vistos como um grupo. Para mim, isso faz com que o 7 seja poderoso: faz com que todos sejam iguais.”


Nota: Interessante ver a BBC tratando desse tema. Mas note que todas as hipóteses acima são insuficientes para explicar o fascínio em torno do número 7 e a origem da semana de sete dias. É evidente que a semana de sete dias e o aspecto “místico” do número 7 antecedem o povo judeu, até porque a semana provém do Éden, muito tempo antes de haver um judeu sobre a Terra. Como a semana de sete dias tem sua origem criação, é lógico que haja resquícios desse fato em outras culturas, e não apenas na hebraica. Faz parte da bagagem cultural dos povos e realmente surpreende que, mesmo sem qualquer vinculação com movimentos astronômicos (como ocorre com os meses e os anos, por exemplo), a semana de sete dias permaneça intacta em todo o mundo. O ciclo circaceptano é outra evidência de que a semana de sete dias aponta para a criação (confira aqui). [MB]

domingo, agosto 28, 2016

Desabafo de um viciado em pornografia de 31 anos

Comportamento que escraviza
O britânico Jim é virgem, tem 31 anos e é viciado em pornografia. Enquanto tenta se livrar do vício, diz que a pornografia o impediu de “funcionar normalmente”. Ele relatou à BBC o efeito devastador do vício que o consome depois que passou a procurar material de sexo explícito online. “Poucos sabem desse espaço privado oferecido pela internet”, disse. “Você pode experimentar coisas com uma completa ausência de consequências.” Para muitos, pornografia faz parte de uma vida sexual saudável, mas, para aqueles como Jim (nome fictício), pode se tornar uma obsessão que destrói relacionamentos, amizades e atrapalha empregos. “Quando era adolescente, nunca tive coragem de ir até uma banca e comprar uma cópia da [revista masculina]. Naquela época, procurar por imagens eróticas já me consumia havia muito tempo”, contou. Jim contou também que, ao assistir a mulheres sendo tratadas de forma agressiva na tela, isso mudou o jeito como ele as trata na vida real.

Por anos tem assimilado mensagens, por meio da pornografia, de que as mulheres são essencialmente objetos. “Elas são suas essencialmente para ser possuídas”, disse. “Eu acumulei uma enorme quantidade de ressentimento e raiva em relação a meninas. Havia algo dentro de mim que dizia que essas mulheres deveriam ficar comigo. Há um monte de irritação, pensamentos violentos e negativos”, completou.

Jim admite que nunca fez sexo com outra pessoa, mas diz já ter visto absolutamente todo tipo de ato sexual. “Há 15 anos era assim: ou você tinha experiência sexual ou não tinha nenhuma. Hoje, há pessoas como eu, que nunca fez (sexo) mas já viu de tudo.” Ele disse que pessoas como ele carregam toda a expectativa de como o sexo deveria ser construído a partir da indústria pornográfica. “Não acho que isso tenha qualquer tipo de consequência saudável.”

Pornografia, segundo Jim, consome tempo. “É muito fácil perder uma tarde para assistir pornografia e esticar por toda a noite. Se eu tinha chance, o céu era o limite”, recorda. Jim conta que, aos 20 e poucos, ficava até de madrugada assistindo a filmes pornô. Era comum acordar tarde para ir trabalhar. Ou chegava muito atrasado, ou ligava para o chefe dizendo que estava doente e faltaria ao trabalho. “A pornografia começou a ter um impacto enorme na minha capacidade de ser produtivo no mundo.”

Ele diz que não era um amigo confiável. Conta que perdeu uma amiga porque se esqueceu do aniversário dela por anos seguidos. “Ela me cortou da vida dela”, lamentou. “Eu acho que se você é um viciado, você é, de diferentes maneiras, tóxico”, conclui. Para Jim, se o vício é tudo o que importa, normalmente o viciado se torna insensível em relação aos sentimentos e necessidades das outras pessoas justamente por estar envolvido exclusivamente nas próprias necessidades.

Jim relata que, num primeiro momento, a pornografia lhe proporcionava um sentimento de bem-estar, mas que, em seguida, o fazia sentir péssimo. “Esse sentimento de culpa, vergonha e autoaversão realmente começa a te corroer por dentro. Cheguei a um ponto no qual estava realmente cansado disso tudo.”

Jim procurou ajuda e passou a se tratar com uma terapeuta. Quando falou com a BBC, havia cinco meses que estava sem se masturbar ou assistir a filmes pornô. Ele acredita que só vai conseguir se relacionar com alguém quando excluir a pornografia da própria vida para todo o sempre. “Eu nunca tive relações sexuais, uma parte de mim está feliz por isso porque há muitas ideias que agora estou tirando da minha mente.”

Depois de perder o controle da própria vida por conta do vício em pornografia, Jim acredita que está melhorando. “Minha vida agora é administrável. Posso lidar com isso. Eu sou capaz de trabalhar mais horas, de fazer outras coisas de que eu realmente gosto. Eu comecei a ler.”

Diz ser absurda a quantidade de tempo livre que tem agora. “Eu quero um relacionamento saudável com outro ser humano real, e eu quero estar em um relacionamento com esse ser humano real, e não com uma ideia que eu tenho de como deve ser esse ser humano. Então é nisso que eu estou trabalhando.”


Nota: Tudo o que foge ao propósito para o qual foi originalmente criado acaba trazendo problemas, insatisfação e até escravidão. É assim com a pornografia e é assim também com o sexo fora do contexto em que foi criado por Deus (confira esta pesquisa segundo a qual a prática do sexo casual ou descompromissado pode trazer mal-estar). Quando o assunto é sexualidade, a garantia de satisfação e felicidade está na vivência daquilo que Deus idealizou para o ser humano lá no Éden, não importa o que digam e promovam as produções midiáticas hedonistas e irresponsáveis. [MB]

sexta-feira, agosto 26, 2016

Valores invertidos em um mundo torto

Muçulmana obrigada a se despir
Eventos ocorridos nas últimas semanas têm mostrado o quanto os valores estão invertidos em nosso planeta, o quanto a moral atual é relativa e o quanto fazem falta os absolutos morais que deveriam nos servir de balizas. Quando se joga a régua fora, como saber o que é uma linha reta? Como escreveu C. S. Lewis: amputamos o braço e queremos exigir sua função. Nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, vimos um exemplo disso. Ao mesmo tempo em que o Comitê Olímpico chiou porque o jogador de futebol Neymar exibiu na testa uma faixa com a inscrição “100% Jesus”, a cena de duas lésbicas se beijando após um pedido de casamento ganhou a mídia e foi aplaudida. O indivíduo não pode manifestar seu afeto por Jesus, mas a homoafetividade pode ser manifestada abertamente? O cristianismo tem que ser escondido, mas estilos de vida que vão contra os valores bíblicos (e não me refiro apenas à prática homossexual) devem ser enaltecidos? Onde ficou aquela máxima “direitos iguais”?

Outro exemplo vem das praias da França. Usar biquínis mínimos e, quiçá, até topless, pode. Trajar burquíni, não. Recentemente, a situação chegou ao extremo na praia Passeio dos Ingleses (confira). Quatro policiais armados obrigaram uma mulher muçulmana a se despir, em uma clara violação dos direitos humanos. O que virá a seguir? Proibição de se carregar a Bíblia? Proibição de pregar em público? Proibição de guardar o sábado? Com medo do terrorismo, as autoridades estão condenando qualquer “diferente”, como se sua fé automaticamente o tornasse uma ameaça fundamentalista. Se essa “moda” pegar...

Mais um exemplo? Conforme o site Guiame, o banner que faria a divulgação do lançamento do DVD do filme Deus Não Está Morto 2 foi rejeitado na região central de Cleveland, no estado norte-americano de Ohio. O impedimento veio pela empresa que faz a publicidade na região, que considerou a mensagem “muito provocativa”. O banner pretendia incluir uma foto da atriz Melissa Joan Hart, protagonista do filme, junto com a mensagem: “Eu prefiro ficar do lado de Deus e ser julgada pelo mundo, a ficar do lado do mundo e ser julgada por Deus”, dita pela personagem Grace Wesley no longa.

Representantes da Orange Barrel Media consideraram a frase “julgada por Deus” muito “política e provocativa”, de acordo com o site The Hollywood Reporter. A empresa ainda afirmou que o título do filme é problemático.

“As pessoas achavam que nós éramos loucos por trazer essas questões em um filme. Mas esse caso do anúncio é um exemplo perfeito de como [a perseguição religiosa] existe e está acontecendo em nossa sociedade hoje”, disse David White, fundador da produtora Pure Flix.

Curiosamente, filmes sobre ateísmo, bruxaria, reencarnação, etc., etc., são produzidos às centenas e veiculados abertamente. Ninguém reclama de suas tramas “provocativas” e apologéticas.

Se a frase “julgada por Deus” é considerada inadequada, o que vai acontecer quando a igreja der cada vez mais ênfase à pregação das três mensagens angélicas de Apocalipse 14? Quer algo mais provocativo do que isso? A mensagem de Noé ao mundo que estava por um fio não era provocativa? A mensagem de Jesus não era e não é provocativa? Sim, a Bíblia apresenta uma mensagem provocativa. Deus quer nos provocar para que saiamos da apatia, da ignorância, e para que as pessoas parem de tapar o sol com a peneira, como se este mundo fosse durar para sempre. Ignorar os apelos divinos não fará Deus mudar de ideia quanto a este planeta que afunda no pecado. Os que caçoaram de Noé e rejeitaram as oportunidades dadas pelo Criador tiveram que colher as tristes consequências dessa escolha. E isso vai se repetir em breve.

Você percebe o tipo de polarização que estamos assistindo ser imposta no mundo? De um lado, estão aqueles que defendem valores que se opõem à cosmovisão judaico-cristã e veem isso como um tipo de libertação, de atitude “mente aberta”, de exercício da democracia, e militam contro o outro lado. Que lado? O daqueles que, muito embora defendam a liberdade religiosa e procurem respeitar o estilo de vida escolhido por qualquer um, não deixam de expressar sua maneira de encarar a vida e falar de sua fé. Só que, nestes dias, falar sobre heterossexualidade, criacionismo e crença no Deus da Bíblia, por exemplo, está se transformando em uma atitude “politicamente incorreta”. E fundamentalistas politicamente incorretos não merecem respeito. Arranquem suas roupas e destruam seus cartazes!

A coisa tende a piorar...

Michelson Borges



Nasa volta atrás e diz que não achou água em Marte

A esperança que nunca morre
Desde que a Nasa começou a enviar sondas para Marte a fim de analisar nosso vizinho vermelho, muitos rumores e especulações sobre as descobertas feitas começaram a surgir. Ainda que não tenhamos visto ninguém garantindo que a Discovery tropeçou em um alienígena, a própria agência levantou a teoria de que o planeta possuía marcações que serviam de indício de uma movimentação sazonal de água em sua superfície. Porém, eis que o próprio órgão veio a público dizer que as coisas não são bem assim. Como toda teoria, a hipótese inicial da agência espacial foi analisada e acabou caindo por terra. Novas análises com base em dados reunidos pela sonda especial Mars Odyssey mostraram que as tais linhas que tanto intrigaram cientistas e que os fizeram acreditar que se tratava de um rastro de água não é nada disso. A ideia acabou sendo derrubada quando o sistema de imagens da sonda revelou que as partes onde as linhas se encontravam tinham a mesma temperatura do restante do planeta, o que não deveria acontecer caso o líquido estivesse presente por ali. Isso quer dizer que Marte é um planeta seco por completo? Não necessariamente, já que a análise levanta a suposição de que essas manchas negras na superfície de Marte podem conter água, ainda que em uma quantidade mínima. O objetivo é imaginar o quanto.

A primeira estimativa é de que ela não tenha mais do que três gramas de água por quilograma de solo, ou seja, o equivalente ao mais seco dos desertos da Terra. Pessimista, é verdade, mas não exclui a existência do líquido. Nova hipótese é que manchas na superfície de Marte sejam sais hidratados pela água no vapor da atmosfera. Tanto que alguns cientistas ainda seguem apostando na hipótese de que as marcas têm mesmo alguma relação com a água.

De acordo com Christopher Edwards, da Universidade do Norte do Arizona, as descobertas recentes são mais do que consistentes para mostrar a presença de sais hidratados em Marte. Segundo o pesquisador, você pode hidratar um sal mesmo sem ter uma quantidade de água capaz de preencher o espaço entre as partículas. Em outras palavras, você pode não ver, mas ela está lá. Isso porque, segundo Edwards, os sais podem ser hidratados pela água vaporizada da atmosfera e não necessariamente por uma fonte subterrânea. Assim, ele diz que as marcações escuras no planeta podem não estar relacionadas a água em estado líquido ou sólido, como se cogitava inicialmente, mas isso não significa que devemos descartar a existência da substância como um todo.

Ele aponta uma nova teoria na qual sugere a presença de cascatas de materiais secos com diferentes propriedades termais que acabam resultando em uma avalanche que gera esses possíveis sais hidratados. Porém, como a gente já aprendeu, nada disso é uma conclusão definitiva, visto que a Nasa ainda luta para entender a geografia do nosso vizinho e quais os segredos que se escondem embaixo de tanta poeira.

quinta-feira, agosto 25, 2016

Fé e ciência se excluem?

Newton: cientista e teólogo
Fazendo minhas pesquisas pessoais na internet, sobre cientistas cristãos, encontrei no site Ministério Defesa da Fé uma lista com dezenas de nomes dos mais famosos cientistas que professavam a fé cristã. No site, o autor diz que, por inúmeras vezes, nas universidades por onde ele já passou, fora questionado por jovens com perguntas do tipo: É possível que alguém seja cientista e cristão ao mesmo tempo? Ou de maneira ainda mais preocupante, alguns traziam suas dúvidas da seguinte forma: Se o cristianismo é a verdade, por que os cientistas são ateus? Infelizmente, dentro de muitas escolas e universidades, se estabeleceu um pensamento ateísta, ou extremamente crítico. Mas o que muitos estudantes (sejam eles jovens ou não) não sabem é que os maiores cientistas do mundo foram cristãos. Dentro da mesma proposta do autor, pretendo esclarecer isso aos universitários e demais estudantes que enfrentam esse tipo de conflito nas salas de aula. Não irei detalhar, aqui, o que cada um produziu em seu próprio campo de atuação; irei apenas colocar na íntegra aquilo que o autor original escreveu sobre cada um deles. É importante, também, que você saiba que esta lista não é exaustiva. Além destes nomes apresentados, existem muitos outros cientistas cristãos.

Os nomes serão apresentados por área de estudo científico e organizados em cada área por ano de nascimento. As áreas abordadas são as principais da ciência natural: física & matemática, química e biologia:

Física e Matemática

Leonardo da Vinci (1452-1519): foi uma das mentes mais criativas da história da humanidade, tendo, entre tantas outras coisas, contribuído para o estabelecimento dos alicerces da ciência experimental.

Francis Bacon (1561-1626): contribuiu de forma decisiva para o estabelecimento do método científico.

Galileu Galilei (1564-1642): entre muitas outras contribuições, pode ser considerado um precursor da astronomia observacional, graças, inclusive, ao seu trabalho no aperfeiçoamento dos telescópios.

René Descartes (1596-1650): desenvolveu papel central na filosofia, na física e na matemática, sendo por alguns considerado um dos pais da matemática moderna.

Johannes Kepler (1571-1630): com seu entendimento do movimento dos planetas, estabeleceu as bases para que Isaac Newton estabelecesse o entendimento da gravitação universal.

Isaac Newton (1642-1726): talvez tenha sido o maior cientista de todos os tempos, tendo publicado tanto na área de ciências (com sua obra-prima Princípios Matemáticos da Filosofia Natural) como na de teologia.

Gottfried Leibniz (1646-1716): filósofo, matemático e diplomata. Entre suas muitas contribuições, descreveu o primeiro sistema de numeração binário moderno.

William Derham (1657-1735): entre outras áreas, atuou na averiguação da velocidade do som.

Michael Faraday (1791-1867): foi central para o desenvolvimento da eletroquímica e do eletromagnetismo.

Samuel F. B. Morse (1791-1872): conforme seu nome diz, criou o Código Morse e também o telégrafo.

Joseph Henry (1797-1878): entre outras invenções, criou o motor elétrico.

James Joule (1818-1889): trabalhou na área de conservação de energia e na Termodinâmica, servindo, posteriormente, seu nome para designar a unidade de trabalho.

William Thomson, ou Lorde Kelvin (1824-1907): entre outras coisas, teve decisiva contribuição para a formulação da Primeira e da Segunda Leis da Termodinâmica.

James Clerk Maxwell (1831-1879): uniu magnetismo com eletricidade por meio de sua teoria da radiação eletromagnética. Suas equações foram centrais para a teoria da relatividade, construída poucas décadas depois por Albert Einstein.

Georg Cantor (1845-1918): trabalhou na matemática pura, em especial no desenvolvimento da teoria moderna dos conjuntos.

Max Planck (1858-1947): é entre muitos considerado o pai da Física Quântica.

Kurt Gödel (1906-1978): matemático e lógico habilidoso, revolucionou o entendimento da matemática com seu Teorema da Incompletude.

Química

Robert Boyle (1627-1691): entre tantas descobertas, destaca-se a lei dos gases, que leva seu nome.
John Dalton (1766-1844): um dos primeiros a defender a ideia de que havia partículas indivisíveis (átomos) que formavam toda a matéria.
William Ramsay (1852-1916): entre suas grandes contribuições, talvez a maior delas tenha sido a descoberta dos gases nobres.

Biologia

John Ray (1627-1705): foi um dos homens mais importantes no estabelecimento da História Natural.
Carlos Lineu (1707-1778): entre outras coisas, foi considerado o pai da taxonomia moderna.
Gregor Mendel (1822-1884): criou o que ficou conhecido como Lei de Mendel, que trata de como as características hereditárias são transmitidas.
Louis Pasteur (1822-1895): trabalhou em vários campos da química e da medicina.
Jean-Henri Casimir Fabre (1823-1915): teve atuação central no desenvolvimento da etimologia dos insetos vivos.

Alguns cientistas cristãos ganhadores do Prêmio Nobel (várias áreas):

As duas principais objeções que os cientistas apresentam para o fato de a grande maioria dos cientistas de ponta no mundo serem cristãos são as seguintes:

a. Só os cientistas do passado eram cristãos. A razão para isso é que eles não conheciam a ciência moderna. Se conhecessem, seriam ateus.

b. Somente cientistas fracos hoje em dia são cristãos. Nenhum cientista de ponta iria acreditar que a Bíblia é verdadeira.

Para abordar essas questões, o autor achou por bem adicionar uma lista com alguns cristãos vencedores do Prêmio Nobel, principalmente na área de Ciências. Sabemos que há ainda muitos outros cristãos que são cientistas de ponta em suas áreas, mas que por várias outras razões não receberam o Prêmio Nobel. Além disso, note que no fim da lista há alguns nomes de pesquisadores que ainda estão vivos.

Aqui está a lista:

Lord Rayleigh (1842-1919): Prêmio Nobel de Física em 1904.
Ronald Ross (1857-1932): Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1902, por seu trabalho sobre a malária.
J. J. Thomson (1856-1940): Prêmio Nobel de Física em 1906.
William Henry Bragg (1862-1942): dividiu o Prêmio Nobel de Física em 1915, compartilhado com seu filho William Lawrence.
Max Planck (1858-1947): ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1918, e é considerado o fundador da Mecânica Quântica.
Philipp Lenard (1862-1947): Prêmio Nobel de Física em 1905.
Robert Millikan (1868-1953): Prêmio Nobel de Física em 1923.
Alexis Carrel (1873-1944): Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1912.
Johannes Stark (1874-1957): Prêmio Nobel de Física em 1919.
Guglielmo Marconi (1874-1937): considerado o inventor do rádio, dividiu o Prêmio Nobel de Física em 1909.
Charles Glover Barkla (1877-1944): Prêmio Nobel de Física em 1917.
Max Von Laue (1879-1960): Prêmio Nobel de Física em 1914.
John Boyd Orr (1880-1971): Prêmio Nobel da Paz por sua pesquisa científica em nutrição e seu trabalho como o primeiro diretor-geral da Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas.
Arthur Compton (1892-1962): Prêmio Nobel de Física.
Victor Francis Hess (1883-1964): Prêmio Nobel de Física em 1936.
Ernest Walton (1903-1995): Prêmio Nobel de Física em 1951.
John Eccles (1903-1997): neurofisiologista. Ganhou um Nobel em 1963.
Nevill Francis Mott (1905-1996): Prêmio Nobel de Física em 1977.
Charles Townes (nascido em 1915): Prêmio Nobel de Física em 1964.
Clyde Cowan (1919-1974): Prêmio Nobel de Física em 1995.
Joseph Murray (1919-2012): Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1990.
Arthur Leonard Schawlow (1921-1999): Prêmio Nobel de Física em 1981.
Antony Hewish (nascido em 1924): Prêmio Nobel de Física em 1974.
Werner Arber (nascido em 1929): Prêmio Nobel ​​de Fisiologia ou Medicina em 1978.
John Gurdon (nascido em 1933): Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2012.
Gerhard Ertl (nascido em 1936): ganhador do Prêmio Nobel de Química em 2007.
Joseph H. Taylor Jr. (nascido em 1941): Prêmio Nobel de Física em 1993.
Richard Smalley (1943-2005): Prêmio Nobel de Química em 1996.
William Daniel Phillips (nascido em 1948): Prêmio Nobel de Física em 1997.
Brian Kobilka (nascido em 1955): Prêmio Nobel de Química em 2012.

Diante dessa listagem com vários nomes de cientistas cristãos, fica claro que a maioria das maiores mentes da humanidade crê na Bíblia e no cristianismo.

(Gabriell Stevenson, Apologética 21) 

E-mails que nos alegram (62)

Batismo do Roberto
“Olá, Michelson, bom dia. Como vai? Acompanho seu trabalho pelo blog e pelo canal no YouTube. Me chamo Thiago, sou ancião da Igreja Adventista de Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, e gostaria primeiramente de lhe parabenizar pelo belo trabalho que faz. Sempre compartilho seus vídeos, e minha esposa e eu aprendemos muito a cada dia. Deus continue abençoando sua vida e sua família. Espero um dia poder conhecer você pessoalmente. Mas o motivo do meu contato é para lhe contar que há mais ou menos três meses um grande amigo sincero, chamado Roberto, que era de outra igreja (Congregação Cristã no Brasil) havia 15 anos, entrou em contato comigo por meio do Facebook de nossa igreja local, querendo conhecer a Igreja Adventista e receber estudos bíblicos. O interesse foi despertado por uma palestra sua sobre o sábado bíblico. Isso foi em uma quinta-feira. No sábado da mesma semana, ele já foi à igreja, enfrentou resistência da família, mas não desistiu. Eu fui seu instrutor bíblico, mas o mais impressionante é que ele já tinha um vasto conhecimento, graças ao que ela já tinha lido e aos seus vídeos. Mas o que o fez abrir os olhos foi sua pregação sobre o verdadeiro dia de guarda. A cada dia que foi passando a vida dele foi mudando. Ele estudou os 27 temas do estudo bíblico Ouvindo a Voz de Deus em uma semana, praticamente sozinho, e no dia 13/8/2016 tomou a decisão de ser batizado. Hoje ele frequenta todos os cultos, com uma sede de conhecer mais a Deus em sinceridade, querendo não apenas aprender, mas, sim, praticar e trabalhar. A família já o está vendo com outros olhos. Sua filha está acompanhando a igreja; enfim, tantas coisas têm acontecido. Deus tocou meu coração em entrar em contato com você para lhe contar esta história, e dizer que você continue sempre perseverante, porque nosso Senhor tem lhe usado grandemente, assim como a muitos outros. Também sou fruto dos meios de comunicação; fui batizado há dois anos graças à TV Novo Tempo, especificamente ao programa Bíblia Fácil. Forte Abraço. Deus lhe abençoe.”

quarta-feira, agosto 24, 2016

Templo Satânico quer dar aulas nas escolas dos EUA

Bobos úteis, crianças vulneráveis
Um grupo ateu chamado The Satanic Temple (Templo Satânico) está causando polêmica nos Estados Unidos ao propor que as escolas adotem uma atividade extracurricular chamada “Clubes de Satã” - descrita como uma aula de formação distinta da proporcionada por grupos religiosos. A discussão ganha força por ocorrer no momento em que o ano letivo está prestes a começar nos EUA. É quando pais e filhos falam sobre atividades extracurriculares que as crianças poderão frequentar durante o ano. Há petições do grupo para que as aulas comecem a valer já neste semestre em diversas escolas de cidades como Nova York, Boston e Detroit, segundo o jornal The Washington Post. Mas o jornal explica que o plano do grupo não é promover a adoração ao diabo: o templo rejeita a noção de sobrenatural e defende a racionalidade científica. Satã seria, segundo o grupo, uma “metáfora” para rejeitar todas as formas de tirania sobre a mente.

Ainda de acordo com o grupo, o programa do curso seria formado por aulas de ciências, pensamento crítico, artes e história indígena para crianças do ensino primário. Também haveria exercícios para elevar a autoestima e desenvolver a empatia. Mas o que se sabe sobre o Templo Satânico? O fato de o nome da organização remeter a reuniões clandestinas, nas quais se sacrificam animais e se adora a figura de Lúcifer, provocou receio entre muitos pais de alunos. Porém, o Templo Satânico se apresenta como um grupo ateu cujos objetivos seriam proporcionar igualdade, justiça social e defender a separação entre a Igreja e o Estado. A organização tem sede em Nova York e 20 escritórios espalhados pelos Estados Unidos. [...]

Ali explicou que o grupo usa Satã como mascote por interpretar que, segundo a Bíblia, ele desafiou a autoridade de Deus e foi expulso do Céu. O grupo, na opinião de Ali, enfrentaria situação similar à do personagem bíblico. “De forma similar, nós desafiamos a autoridade intolerante na política, na sociedade e na cultura e somos marginalizados por isso. Além disso, recebemos ameaças de morte pela simples associação com o nome”, disse ele.

O grupo, que diz ter mais de 200 mil membros, afirma não acreditar em seres sobrenaturais e se distancia de conceitos como o medo do inferno e da ira de Deus.
Seus dogmas são [e segue a lista das sete crenças deles].

O Templo Satânico foi criticado por suas atividades, especialmente por organizações cristãs. Alguns dizem que o Templo não é uma organização, mas sim uma espécie de brincadeira, sátira ou simples provocação. Assim, a proposta do grupo de levar sua mensagem para as escolas tem despertado suspeitas, não apenas pela referência ao diabólico, como pelas dúvidas sobre a seriedade da iniciativa. [...]

O grupo diz que baseia seu pedido para dar essas aulas na existência dos Good News Clubs, programas extracurriculares de estudos bíblicos organizados pelo grupo Children Evangelism Fellowship (Sociedade de Evangelismo Infantil). Em 2001, a Justiça dos Estados Unidos determinou que nenhum discurso religioso específico pode ser discriminado nas escolas. “Os evangélicos cristãos, em particular a Sociedade de Evangelismo Infantil, vêm se beneficiando dessa regra desde então”, diz a organização. “Por ser ilegal discriminar religiões concretas ou que se dê preferência a alguma delas, os clubes extraescolares de Satã não podem ser negados onde operem clubes cristãos ou de outras religiões.” [...]


Nota: Ainda que os membros do Templo Satânico se digam ateus, o que estão fazendo, como “bobos úteis”, é criar simpatia por Satanás, e fazendo isso justamente com os mais vulneráveis a essa abordagem: as crianças – estratégia já bem conhecida da figura que, para esses “educadores”, é mítica. No texto acima, chama atenção, também, a postura parcial de setores da mídia secular. Curiosamente, quando divulgam filmes como Hacksaw Ridge, que traz como personagem principal um herói adventista, nunca dão espaço para citar as crenças desse tipo de cristão. Aliás, muito raramente mencionam sua filiação religiosa. Após a vitória da seleção brasileira de futebol, nos Jogos Olímpicos do Rio, um repórter da mesma empresa de comunicação do portal acima, disse ao goleiro do time: “O destino abençoou vocês.” E o jogador rebateu no mesmo instante: “Deus nos abençoou.” Parece que há um esforço consciente ou inconsciente para deixar Deus de lado. Mas, quando o assunto é misticismo, bruxaria, espiritualismo e até satanismo, a coisa é diferente. Semana passada, a revista Veja publicou o artigo de um ateu militante na seção “Página Aberta”. Eu e outras pessoas escrevemos reações ao texto. Acha que foram publicadas na Veja desta semana? Cadê a imparcialidade jornalística? [MB]

Alemães devem armazenar mantimentos para emergências

Medo do futuro?
Pela primeira vez desde a Guerra Fria, o Governo alemão vai atualizar a estratégia de defesa e proteção da população. E isso passa por aconselhar os cidadãos a armazenar comida e água em casa para usarem numa emergência nacional. As novas diretrizes ainda não foram divulgadas oficialmente, mas já começaram a ser exploradas pela imprensa alemã. As autoridades vão recomendar que as famílias tenham armazenada água e comida suficientes para resistir cinco e dez dias, respetivamente, considerando que um ataque ou catástrofe poderia dificultar a reação dos serviços de emergência. Um documento do ministério do Interior alemão, revelado pelo jornal Frankfurter Allgemeine (FAZ), diz que “um ataque ao território alemão, que torne necessária a defesa convencional da nação, é pouco provável”, mas que uma vez que a hipótese não pode ser excluída são necessárias medidas de defesa e proteção.

O relatório também discute a necessidade de melhorar o sistema de alertas e de reforçar o sistema de saúde. Esse documento ainda terá de ser discutido. O líder parlamentar dos Verdes, por exemplo, já criticou as medidas, dizendo que apesar de ser sensato atualizar os conselhos de proteção civil, que não são revistos desde 1995, é perigoso misturar cenários como um ataque militar ou terrorista.


Nota: Este é o nosso mundo, que vive com medo do futuro. [MB]

Terremoto mortal atinge o centro da Itália

Devastação no coração da Itália
Um forte terremoto atingiu a região central da Itália, matando ao menos 38 pessoas e destruindo várias cidades e vilas. “Metade da cidade se foi”, disse o prefeito de Amatrice, uma das cidades mais afetadas. Há pessoas presas em escombros e o número de vítimas deverá aumentar, afirmaram autoridades italianas. O chefe da Defesa Civil italiana comparou o abalo ao de Áquila, em abril de 2009, quando 309 pessoas morreram. O abalo foi sentido no meio da noite, dando pouca chance às pessoas de procurar abrigos seguros. Um oficial da Defesa Civil disse que 150 pessoas estavam desaparecidas na vila de Accumoli. O terremoto de magnitude 6.2 aconteceu às 22h36 (horário de Brasília), 100 km a nordeste de Roma, a uma profundidade - considerada rasa - de 10 km. Algumas construções em Roma chegaram a balançar por 20 segundos.

Em Amatrice, vários moradores morreram e equipes de resgate tentam localizar sobreviventes. “As rotas de entrada e saída estão fechadas. Metade da cidade se foi. Houve deslizamento de terra e uma ponte pode desabar”, afirmou o prefeito da cidade, Sergio Perozzi, à rádio RAI. A principal rua da cidade ficou devastada e equipes de emergência tentavam localizar seis pessoas em um prédio desabado. Enquanto isso, a polícia confirmou a morte de duas pessoas na vila de Pescara del Tronto.

Autoridades apontaram risco de novos abalos na área nas próximas horas. A Defesa Civil da Itália descreveu o terremoto como “severo”. “Foi tão forte. Parecia que a cama estava andando conosco sozinha no quarto”, disse Lina Mercantini, de Ceselli, Província de Umbria, à agência de notícias Reuters.

Editora do jornal britânico The Times, Emma Tucker estava na área do terremoto e disse à BBC que o abalo durou cerca de 20 segundos, seguido por um novo abalo da mesma intensidade 20 minutos depois. “Estava totalmente escuro e muito frio. Ninguém no nosso grupo tinha a menor ideia do que fazer num terremoto”, disse.

A agência geológica dos Estados Unidos (USGS), que registra tremores em todo o mundo, estima que os danos poderão ser significativos, com base em dados de outros abalos.

O epicentro do terremoto foi perto da cidade de Norcia, na província da Umbria, cujo centro histórico é um ponto turístico popular. Mas o prefeito de Nórcia, Nicola Alemanno, disse que não há registro de mortes na cidade. “As estruturas antissísmicas da cidade se mantiveram. Há danos ao patrimônio histórico e a prédios, mas não temos (registro de) ferimentos sérios.”

A região central da Itália, na área que abrange as Províncias da Umbria, Lazio e Marche, é bastante turística, e recebe muitos visitantes na alta temporada.


Em tempo: Há duas horas (por volta das 7h de Brasília), um terremoto de 6.8 graus atingiu Myanmar (confira aqui).