quinta-feira, julho 31, 2014

O homem metafísico

Enxergando além do horizonte
“Quem faz metafísica não se contenta em observar a sequência dos fenômenos e em calcular com exatidão a sua sucessão. Essa é uma tarefa que cabe aos cientistas. O metafísico considera os fenômenos não só sob o aspecto horizontal, mas vertical, e aí descobre a radical insuficiência deles (ao passo que na ordem horizontal parece estar tudo no lugar e funcionando regularmente). Percebe que, ainda que os fenômenos estejam ali e se imponham à nossa atenção, são afetados por extrema caducidade. Têm o ser, mas não o possuem de direito; têm-no provisoriamente, quase que casualmente. Hoje existem, mas em breve não existirão mais. Estão aí, mas não são capazes de oferecer uma justificação satisfatória do próprio ser. Sua presença impõe-se à nossa constatação, mas é uma presença transitória, passível de a qualquer modo desaparecer, e isso vale não só para uma mosca, uma flor, um gato, uma pessoa querida, mas, em princípio, também para a totalidade deste mundo: o mundo é intrínseca e radicalmente contingente; ‘o mundo não é tudo’, ‘o mundo é limitado’, como afirma Wittgenstein. [...]

“A ciência considera o contingente como puro fato, como um dado objetivo, como um fenômeno exaustivo em si mesmo; não o trata (como faz a metafísica) como uma coisa inadequada, transitória, precária, insuficiente, carente de fundamento em si. A ciência se contenta em observar e calcular o contingente; não se pergunta sobre sua contingência nem procura explicá-la ou ‘justificá-la’. A ciência observa o grande espetáculo da natureza com o escopo de descobrir a admirável trama das suas leis, de analisar distintamente os vários elementos que a compõem, de reconstruir fielmente a sua longuíssima história. Mas o espetáculo da natureza a ciência o observa, o admira e o estuda tal como ele se manifesta imediatamente, como se fosse completo em si mesmo.

“A atitude do cientista diante da natureza é semelhante à do espectador em face a uma obra teatral: basta-lhe observar e seguir com atenção todas as personagens que entram em cena; ouve com prazer e admiração o texto falado, procura entender a trama. Terminado o espetáculo e fechadas as cortinas, para ele terminou a história; não lhe interessa o que acontece em seguida nos bastidores, nem se o enredo retratava algo acontecido em alguma parte do mundo. Para o cientista, o espetáculo do mundo é, como para o espectador de uma obra teatral, tudo e só aquilo que acontece no palco.

“A atitude do metafísico diante do mundo é totalmente diferente: ele o vê como algo contingente, à beira do abismo do nada, e se pergunta sobre o porquê dessa contingência do mundo. O metafísico assume a contingência das coisas para ir além das coisas, para procurar o ‘sentido’, ‘o fundamento’ das coisas. A condição primeira para se fazer metafísica, portanto, é pôr de lado não propriamente a ciência, mas a atitude típica da ciência, a fim de observar a realidade com olhos diferentes dos do cientista. Ao metafísico interessa não tanto olhar as coisas de frente para saber ‘como’ são (tal como faz o cientista), mas olhar ‘atrás’, ‘além’ (‘meta’, em grego) das coisas, a fim de descobrir ‘por que’ são.”

(Battista Mondin, doutor em Filosofia e Religião, Harvard University; colaboração: Frank Mangabeira)

“Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia” (William Shakespeare). E também mais do que sonha a nossa maravilhosa, mas limitada ciência. Existe a metafísica!

Papa Francisco conquistou muitos muçulmanos

Carisma inegável
“O papa Francisco conquistou um lugar importante no coração de muitos muçulmanos.” É o que escreve a União das Comunidades Islâmicas na Itália (UCOII), no documento em que agradece ao presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis, pela mensagem enviada por ocasião do fim do Ramadã. “O futuro do mundo depende da paz entre muçulmanos e cristãos”, diz a nota, retomando um apelo firmado há alguns anos por 138 expoentes islâmicos. “Sem paz e justiça entre essas duas comunidades religiosas, que formam mais da metade da população mundial, não pode existir uma paz significativa no mundo”, reiteram os muçulmanos.

O documento recorda que “nestes momentos difíceis, as nossas orações pela paz se concentram na situação dramática na Terra Santa e, particularmente, em Gaza. Partilhamos as palavras de dor do papa em relação a isso e expressamos também a nossa plena solidariedade aos cidadãos iraquianos cristãos, pedindo com força o seu retorno às suas cidades e a suas casas.”

(Noticiário Rádio Vaticano)

Nota: Primeiro foram os próprios católicos. Depois os evangélicos, os homossexuais, os ateus, e agora até mesmo os muçulmanos. É inegável que Francisco é o papa ideal para estes tempos. [MB]

Leia também: "Aliança Evangélica Mundial responde ao pedido de desculpas do papa apresentando o seu próprio pedido de perdão"

Luciano Huck, você tem filha?

Campanha infeliz
Ontem [na época da Copa do Mundo], no final da tarde, Luciano Huck gerou polêmica ao tuitar o novo quadro do programa Caldeirão do Huck. O tuite em questão é este: “@LucianoHuck - Ta no Rio? Solteira? Quer 1 principe encantado entre os ‘gringos’ q estão na cidade. Mande fotos e o pq; namoradaparagringo@globomail.com” Repare na escolha do e-mail: namorada para gringo. Como assim, gente? O que nos surpreende não é o formato “arrume um namorado” – que de original não tem nada –, mas a ausência de qualquer reflexão sobre o fato de o Brasil ser tido como um dos principais destinos para turismo sexual, sem contar a exploração sexual de crianças e adolescentes e o tráfico de pessoas para fins sexuais. O que nos assusta é que não se trata de um programa de namoro, simplesmente – como já vimos muitos. Mas como pode um apresentador de grande alcance na mídia brasileira, com um público muitas vezes adolescente, vender a ideia de “príncipe encantado estrangeiro”, desconsiderando toda a luta nacional para o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e a situação de cuidado especial que grandes eventos proporcionam?

O governo fez uma série de ações justamente para coibir a 
exploração sexual durante a Copa do Mundo, incluindo aplicativos para notificação automática, e estamos todos de olhos abertos para a violência contra as mulheres.

Ei,  
Secretaria de Direitos HumanosUnicef, Onu Mulheres, e outros órgãos internacionais, convidamos vocês a darem uma olhadinha nessa matéria e esperamos que façam algo para impedir que esse programa vá ao ar. Nada contra o Luciano – quer dizer, mais ou menos –, mas tudo contra esse absurdo de expor mulheres, seja na rua, dentro de suas casas, seja em rede nacional.

O beijo do torcedor croata
Situação presente em todo o mundo e que atinge milhares de adolescentes brasileiros, a exploração sexual é uma prática comum e cri-mi-no-sa, conforme o 
Código Penal Brasileiro, podendo levar a até três anos de reclusão o envolvido.

Também está ainda presente o habitual viralatismo local. Luciano não só propõe ajudar garotas a encontrar um “príncipe encantado”, como sugere que tem preferência para que o cargo pretendido seja ocupado por um “gringo”.

Quando essa matéria foi ao ar, Luciano Huck já havia tirado o post de seu Facebook, mas até o momento mantém o tuíte em sua página oficial no site em questão. Vale lembrar ao Luciano que a memória da internet e o que é colocado nela não pode ser facilmente deletado. Hoje, com todos os recursos da rede, não é preciso muito pra fazer um simples e prático print-screen.


Muçulmano ensina cristão a interpretar a Bíblia


Na primeira metade dos anos 80, um amigo meu namorava a filha de um pastor lá da igreja dele. De vez em quando me convidavam para o almoço dominical, pós-culto. Eu ficava meio ressabiado, não porque não gostasse da família, simpaticíssima - é que eles eram mineiros gastronomicamente militantes (apenas do sobrenome judeu Cohen) e o porco abundava à mesa: no arroz, no feijão, no tutu, na salada, nos legumes, nas bistecas, até a sobremesa continha gordura suína na fórmula da gelatina. Não poucas vezes eu tinha que passar à base de pão com ovo frito (em óleo de soja) e, para arrematar, uma laranja (quando havia feijoada).

O chefe da família costumava tirar sarro daquela minha mania “judaizante” de evitar carne de porco (em verdade, o rol completo é beeeem vasto). Aproveitava para ministrar seus conceitos teológicos todo-abrangentes. Eu apenas sorria, discreto, com uma serenidade quentaliana (pesquise o duelo poético português entre Castilho e Antero de Quental): o novo com fleuma de velho afrontado pelo velho com pretensões a novo.

Anos depois, meu colega, já namorando outra guria (aliás, que troca feliz!), estendeu-me a notícia de que a família de sua ex rogava a todos, independentemente da denominação religiosa, orações intercessórias pela saúde da irmã do tal pastor que estava internada em UTI: contraíra a infeliz uma cisticercose cerebral após ingerir suculentos e deliciosos medalhões suínos (não sei se ia molho de pera na receita). Na verdade, dada a frequência do consumo de carne de porco por aquele clã, talvez nem fosse culpa dos medalhões, especificamente; havia muitos e muitos outros cortes e receitas com o simpático animal no cardápio libertário dos ex-kohanim (digo, dos Cohen).

Pela graça divina, a cirurgia correu bem: deslocaram temporariamente um dos olhos da paciente e inseriram uma cânula pela órbita vazia até atingirem a área do cérebro com o verme recém-eclodido para, a seguir, congelarem-no com nitrogênio líquido. Ficou por ali mesmo o parasita cristalizado, era muito arriscado tentar a remoção. A mulher, não sei se ainda vive ou se apresentou sequelas. Nunca mais tive notícias.

Bom, outra hora lhe conto sobre as maravilhas vitalícias de se conviver com uma triquinose. Ou dos efeitos edificantes da histamina suína - ou mesmo do pig-power carcinogênico-hormonal dos porquinhos. Mas, vou logo adiantando, é só para quem aprecia emoções (e cenas) fortes.

(Marco Dourado, formado em Ciência da Computação pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)

quarta-feira, julho 30, 2014

Cientistas brasileiros descobrem que MG já teve um mar

Evidência de um dilúvio
Uma equipe de geólogos e paleontólogos da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ambas do Brasil, encontrou evidências de que Minas Gerais já teve um mar. As evidências foram encontradas em pedreiras nos arredores do município de Januária, no norte de Minas. Ali, os pesquisadores descobriram um tipo de fóssil especial: fragmentos de animais marinhos do gênero Cloudina, animais pequenos e extintos que viveram do período Ediacariano ao Cambriano na Terra. Os fósseis são uma prova quase irrefutável de que, no passado, um braço de mar raso, com no máximo 10 metros de profundidade, cortava a região. Mas quanto tempo é “no passado”? Muito tempo. Há cerca de 550 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Nessa época, os continentes tinham uma configuração muito diferente. A América do Sul, a África e a Antártida eram unidas em um bloco que formava o megacontinente de Gondwana. Os cientistas creem que o braço de mar tenha derivado de um antigo oceano batizado de Clymene, que separava o Gondwana da atual Amazônia.

A área onde o fóssil foi encontrado faz parte do chamado Grupo Bambuí, formação sedimentária da bacia do rio São Francisco, que se estende por cerca de 300 mil quilômetros e abrange também os estados da Bahia, Goiás, Tocantins e o Distrito Federal, de forma que o mar devia passar por todas essas regiões.

“Até agora ninguém havia seguramente encontrado fósseis de animais no Grupo Bambuí”, afirma Lucas Warren, professor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp, mas que fazia pós-doutorado na USP quando a descoberta foi feita, no ano passado. “Além das cloudinas, também achamos ao menos três fragmentos atribuídos ao gênero Corumbella e rastros em rocha deixados provavelmente por um animal de corpo mole”.


Nota: Não é novidade encontrarem-se evidências de ambientes aquáticos em pleno continente. Isso ocorre em muitas regiões do mundo. Na verdade, segundo estudos, mais da metade dos sedimentos continentais são de origem marinha, e fósseis de animais marinhos são encontrados até mesmo em montanhas. Isso quer dizer que, em algum momento do passado, toda a Terra esteve coberta por água. Isso não lhe sugere nada? [MB]

O filho do Hamas







O testemunho impressionante de Musab Hassan Youssef, filho do xeque Hassan Youssef, um dos fundadores do Hamas. Musab hoje é cristão.

terça-feira, julho 29, 2014

Deus criou a vida? Pergunte à célula!

Sofisticação e design inteligente
Todos os seres vivos são constituídos por células. Essa foi uma das primeiras generalizações feitas no estudo da vida. Como afirmou o biologista celular E. B. Wilson, “a chave para qualquer problema biológico tem que ser procurada, em última instância, na célula; pois todo o organismo vivo é, ou já foi um dia, uma célula”. Parafraseando Dobzhansky, poderíamos dizer que nada nos seres vivos faz sentido, a não ser à luz da Biologia Celular! Mas do que são formadas essas maravilhas microscópicas? As células são didaticamente divididas em três partes principais: membrana, citoplasma e núcleo. A membrana é uma película constituída por lipídios e proteínas que realiza a importante função da permeabilidade seletiva, ou seja, permite a entrada e saída de elementos necessários à sobrevivência da célula. Para isso, a dupla camada de lipídios que a constitui precisa ser penetrada por canais altamente seletivos formados por proteínas, as quais permitem que substâncias específicas sejam importadas ou exportadas da célula. Ou seja, a membrana lipídica sem suas proteínas e canais só permitiria que a água entrasse na célula, mantendo os nutrientes fora dela. Nesse sentido, os lipídios sem as proteínas para atuar conjuntamente, não podem formar um ser vivo, por mais simples que seja, fato que constitui uma evidência importante de que a arquitetura celular foi cuidadosamente planejada para o funcionamento adequado de toda a estrutura.

No entanto, experimentos desenvolvidos por cientistas evolucionistas sugerem a hipótese de que as membranas lipídicas precederam o DNA ou a síntese proteica. Em termos químicos, toda substância orgânica apresenta uma tendência à dissolução espontânea muito maior do que à montagem espontânea; ou seja, esses protótipos lipídicos, ou mesmo proteicos, se invertêssemos a ordem de surgimento, se degradariam ao invés de se transformar em substâncias mais complexas, haja vista que as condições da atmosfera primitiva descritas pelos evolucionistas eram extremamente inóspitas e hostis.

Em 1996, o Dr. Michael J. Behe, professor de bioquímica na Universidade de Lehigh na Pensilvânia, publicou um livro desafiador para a evolução darwiniana clássica, intitulado A Caixa Preta de Darwin. Nesse livro, ele usa uma estrutura presente na membrana de células bacterianas para introduzir o conceito de “complexidade irredutível”: o flagelo. O autor afirma: “Se um sistema requer várias partes estreitamente condizentes para funcionar, então ele é irredutivelmente complexo e podemos concluir que foi produzido como uma unidade integrada.” E conclui afirmando que todas as partes de um flagelo bacteriano definitivamente precisavam estar presentes desde o princípio, a fim de que ele pudesse funcionar adequadamente, caso contrário, ele não funcionaria.

Assim como a estrutura da membrana descrita anteriormente, esse é só um pequeno exemplo do que Michael já havia concluído: as células são complexos irredutíveis, elas não poderiam ter evoluído por meio da seleção natural, simplesmente porque não funcionariam sem todas as suas partes. Ademais, segundo a teoria da evolução, qualquer componente que não oferece uma vantagem para o organismo, ou seja, não funciona, será perdido ou descartado. Como motores moleculares, bombas proteicas, flagelos e tantas outras estruturas celulares poderiam ter evoluído em um processo gradual, conforme exigido pela evolução darwiniana clássica? Sem dúvida a resposta a essa questão é um obstáculo para os evolucionistas.

O que dizer então do DNA? Essa partitura – que toca silenciosamente a música de cada ser vivo existente e carrega consigo nosso “código genético”– pode sofrer algumas alterações que, se expressas, modificam o fenótipo (aparência) do ser vivo. Essas alterações são chamadas de mutação. A evolução ensina que mutações são as principais responsáveis pela diversidade das espécies; no entanto, a genética prova que as mutações podem ser neutras e praticamente a totalidade delas é nociva, tendendo a eliminar o organismo vivo. Câncer e todas as doenças genéticas baseadas em mutações nos mostram claramente o que acontece quando nosso DNA é mutado: perda de informação genética e defeitos hereditários.

Além disso, análises matemáticas demonstram que as chances de se conseguir duas mutações que são relacionadas entre si é o produto das probabilidades separadas: uma em cada 107 x 107, ou seja, 1014. E duas mutações são certamente insuficientes para transformar uma espécie pluricelular em outra, ou mesmo produzir uma estrutura nova, como um pulmão para que os peixes saíssem da água. Então quais são as chances de acontecerem três mutações relacionadas de uma só vez? Uma em um bilhão de trilhões (1021). Os mares e oceanos não são grandes o suficiente para conter tantas bactérias para que você ache uma com três mutações simultâneas e relacionadas entre si. O que dizer de peixes com quatro mutações relacionadas? Uma em 1028. Mesmo assim a evolução usa o seguinte argumento: tempo e milhares de tentativas. Certo, e onde estão as evidências desses milhares de tentativas? Por que não encontramos peixes com variações no aparelho respiratório ou quaisquer outros seres vivos em quantidades expressivas?

Vale ressaltar que a maioria das pesquisas realizadas para estudo das mutações, de modo a justificar a evolução, utiliza microrganismos como material biológico. Entretanto, em se tratando de organismos unicelulares, uma única mutação pode alterar bastante o fenótipo e contribuir para modificação da espécie. Nesses seres a probabilidade de que uma mutação seja neutra é muito menor. No entanto, extrapolar esses resultados e admitir que um organismo unicelular se desenvolvesse em um pluricelular com sucessivas mutações, e a partir desse ancestral comum todos os outros surgissem, é negar os fatos. Não existem comprovações para essa hipótese e as probabilidades para que esse relato aconteça são mínimas, como já descrito acima.

E ainda que as pesquisas mencionadas sejam utilizadas como comprovação da chamada “microevolução” (evolução de microrganismos), mesmo em seres unicelulares não se observa aumento da informação genética, como relatado pelo biofísico Dr. Lee Spetner em seu livro Not by Chance: Shattering the Modern Theory of Evolution (Não por acaso: quebrando a moderna teoria da evolução). Na obra, o autor analisou exemplos de mutações nos quais evolucionistas alegaram ter havido aumento na informação genética, e demonstrou que eles eram apenas exemplos de perda de especificidade, o que na verdade significa perda de informação: “Em toda a leitura que fiz na literatura de ciências biológicas, eu nunca encontrei uma mutação que tenha acrescentado informação. [...] Todas as mutações pontuais que têm sido estudadas no nível molecular acabam por reduzir a informação genética e não aumentá-la.”

O bioquímico inglês G. A. Kerkut, autor do livro As Implicações da Evolução, admitiu que a evidência que apoia a teoria da macroevolução não é forte o bastante para nos permitir considerá-la mais do que uma hipótese funcional. Henry Quastler, em seu livro The Emergence of Biological Organization (O surgimento da organização biológica), conclui: A probabilidade de que a vida tenha se originado por acaso [...] é, pois, de 10-255. A pequenez desse número significa que é virtualmente impossível que a vida tenha se originado por uma associação aleatória de moléculas. A proposição de que uma estrutura viva tenha surgido por um único acontecimento por meio de uma associação de moléculas ao acaso deve ser rechaçada.”

E com números tão contrários, mesmo Richard Dawkins é obrigado a afirmar: “Quanto mais estatisticamente improvável é uma coisa, mais nos custa crer que ocorreu por acaso cego. Superficialmente, a alternativa óbvia para o acaso é a existência de um Desenhista Inteligente” (The Necessity of Darwinism [A necessidade do darwinismo]).

A conhecida frase de Jerry Coyne, do Departamento de Ecologia e Evolução da Universidade de Chicago, permanece tão verdadeira quanto no dia em que foi pronunciada: “Concluímos – inesperadamente – que há poucas provas que sustentam a teoria neodarwiniana: seus alicerces teóricos são fracos, assim como as evidências experimentais que a apoiam.”

Apesar de números tão inviáveis, apesar de diversas leis contra o que a hipótese evolucionista propõe, ainda se prega em escolas e universidades a teoria como verdade estabelecida. E os criacionistas continuam a se perguntar: Por que questionam minha fé, se defendem os dogmas de Darwin com maior veemência? Por que mencionam a autoridade sacerdotal sobre os cegos fiéis, se tratam cientistas e professores acadêmicos de igual modo ou com ainda maior autoridade? Enquanto ninguém responde a essas perguntas, nas universidades são “queimados como hereges” os biólogos que se atrevem a dizer em alto e bom som: sou criacionista.

Na “bolha especulativa” que envolve o estudo das origens sobra arrogância e falta estudo profundo e discernimento. Infelizmente, muitas vezes vale mais o discurso de autoridade do que o estudo e a busca individual por respostas a questões transcendentais. Como cientistas ou apenas curiosos a respeito das origens, devemos ser humildes com relação ao nosso conhecimento do mundo e reconhecer que mesmo a ciência possui suas limitações. Como já apontou Peter Medawar, um imunologista de Oxford ganhador do prêmio Nobel, “há questões transcendentais que a ciência não pode responder, e que nenhum avanço concebível a autorizaria a responder, são elas: ‘De que maneira tudo começou? Para que estamos todos aqui? Qual o sentido da vida?’”

Por fim, parece inacreditável sugerir que a sofisticação das células e, consequentemente, dos seres vivos seja resultado de acaso, tempo e mutações genéticas. A única conclusão a que podemos chegar é de que essas máquinas fantásticas não são resultado da aleatoriedade; elas revelam a fina sofisticação que emana da mente de um Criador sábio e amoroso. “Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, Seu eterno poder e Sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:20-22).

(Mayara Lustosa de Oliveira é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Goiás, mestre em Biologia Celular e Estrutural pela Unicamp e doutoranda em Biologia Celular e Estrutural)

Ateus não existem, concluem cientistas

Richard Dawkins e uma discípula
A crença em Deus está enraizada em todas as pessoas. Portanto, ninguém nasce ateu. Essa é a conclusão de um número cada vez maior de cientistas nos últimos anos. Obviamente os ateus não acreditam nisso, mas na semana passada, Nury Vittachi publicou uma reportagem intitulada “Cientistas descobrem que ateus podem não existir, e isso não é uma piada”. Em seu artigo, Vittachi cita as obras de vários pesquisadores, como Graham Lawton e Pascal Boyer, que argumentam que a crença em Deus está, naturalmente, enraizada em cada pessoa. “Os cientistas cognitivos estão cada vez mais conscientes de que uma perspectiva metafísica pode estar tão profundamente enraizada nos processos de pensamento humano que não pode ser expurgada,” explica Vittachi. “É claro que essas descobertas não provam que é impossível parar de acreditar em Deus”, ressalta Vittachi. Para ele, a questão é que o ateísmo não é algo “natural” e a espiritualidade apenas “aprendida”, revertendo a lógica usada pela maioria dos ateístas militantes. “Somos todos um pouco mais espirituais do que pensamos”, concluiu.

Para quem alega que o raciocínio de Vittachi é exceção, outros cientistas chegaram a conclusões similares. Ara Norenzayan, psicólogo da Universidade de British Columbia, em Vancouver, Canadá, escreveu em um artigo para a New Scientist nos mesmos termos. “Quando as pessoas não acreditam em deus, isso não significa que elas não têm sensações que estão fortemente ligadas ao sobrenatural. [...] Mesmo em sociedades que se declaram de maioria ateísta, é possível encontrar um monte de crença no que chamamos de paranormal.”

De modo semelhante, Pascal Boyer, na Universidade de Washington em St. Louis, argumentou que “uma série de traços cognitivos nos predispõe à fé”. Argumenta ainda que “dados confirmam que pensamentos religiosos parecem ser uma propriedade emergente de nossas capacidades cognitivas normais”. Para Boyer, a descrença é geralmente resultado de um esforço deliberado, que vai contra nossas “disposições cognitivas”, sendo “antinatural”.

O astrônomo Christian Jason Lisle argumenta que todos, incluindo os “ateus”, sabem intuitivamente que Deus existe. Em seu artigo recente “Existe uma prova inequívoca da Criação?”, o cientista cristão usa a Bíblia para fechar seu argumento: “Muitos cristãos têm a impressão equivocada de que os críticos da Bíblia acreditariam se tivessem mais ‘provas’ da existência do Deus bíblico. Mas não é bem assim. Romanos 1:18-20 nos lembra que todo mundo tem um conhecimento inato do Deus da criação, [...] portanto, os ateus apenas tentam negar para si mesmos o que sabem no fundo do coração.”

Extinção de dinossauros foi “azar”?

Asteroides, água e vulcanismo
A extinção dos dinossauros se deu graças a uma trágica conjunção de fatores, segundo um estudo publicado na revista especializada Biological Reviews. Várias espécies atravessavam um período de fragilidade quando um asteroide atingiu a Terra há 66 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Fatores como elevação dos níveis do mar e alta atividade vulcânica já vinham reduzindo algumas populações de dinossauros. O estudo reuniu 11 especialistas britânicos, canadenses e americanos para avaliar as mais recentes descobertas sobre a extinção dos gigantes de sangue frio. “Os acontecimentos formaram uma tempestade perfeita no momento em que os dinossauros estavam mais vulneráveis”, afirmou à BBC o estudioso Steve Brusatte, da Universidade de Edinburgo.

Brusatte disse que se o choque do asteroide tivesse ocorrido cinco milhões de anos antes, as chances de sobrevivência dos dinossauros seriam maiores, uma vez que os “ecossistemas eram mais fortes, mais diversificados” e a “base da cadeia alimentar, mais robusta”.

Segundo o especialista, populações de dinossauros tiveram diversas altas e baixas ao longo da sua existência, mas sempre se recuperaram. “Se eles pudessem ter tido alguns milhões de anos a mais para recuperar a sua diversidade, teriam tido chances maiores de sobreviver ao impacto do asteroide.”

Foi a extinção dos dinossauros que permitiu a evolução de outras espécies, como mamíferos. Por isso, Steve Brusatte diz que se o asteroide não tivesse atingido a Terra naquele momento histórico, o mundo seria provavelmente dominado por dinossauros até hoje.

Mais que isso: o especialista acredita que, se tivessem continuado, “certamente é possível” que os dinossauros tivessem desenvolvido inteligência. A hipótese, no entanto, é minimizada por outro especialista, o professor Simon Conway-Morris, da Universidade de Cambridge. Conway-Morris afirma que o experimento evolucionário sobre a inteligência dos dinossauros já aconteceu. “Nós os chamamos de corvos”, brincou.

Segundo as evidências científicas, as aves evoluíram a partir de um grupo de dinossauros - e nem assim um dos pássaros mais inteligentes, o corvo, atingiu o nível de inteligência dos seres humanos.

Conway-Morris acredita que, mesmo sem o fatídico asteroide, os dinossauros não teriam sobrevivido até os dias de hoje, porque outros grupos de animais teriam desenvolvido inteligência e passado a usar ferramentas. “Desse momento em diante, os dinossauros teriam virado pó”, afirmou.


Nota: Deixando de lado o fato de que 90% dessa matéria se tratam de especulação evolucionista (répteis que teriam dado origem a aves, répteis inteligentes, etc.), permanecem os dados que deveriam ser mais bem interpretados: asteroides, elevação do nível do mar e atividade vulcânica. Esse cenário é previsto pelo modelo diluvianista e explica bem a extinção de grandes quantidades de animais e plantas, e o sepultamento rápido e a consequente fossilização de todo esse material. [MB] 

segunda-feira, julho 28, 2014

Papa pede perdão por perseguições aos pentecostais

Papa abraça pastor evangélico
O papa Francisco pediu nesta segunda-feira (28) perdão pelas perseguições cometidas pelos católicos aos pentecostais, durante viagem à cidade de Caserta (no sul da Itália), onde se reuniu com seu amigo e pastor evangélico Giovanni Traettino. A visita já foi qualificada como histórica, pois é a primeira vez que um papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante. “Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos: eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”, afirmou o pontífice. Francisco esteve em Caserta, em 26 de julho, para celebrar uma missa em honra à padroeira Santa Ana diante de 200 mil católicos. Desta vez, Francisco retornou para se reunir com a comunidade de pentecostais da cidade ao norte de Nápoles e com 350 protestantes vindos de todas as partes do mundo. Ele pediu que os cristãos se unam na diversidade.

“O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, assinalou.

O Papa também pediu que os cristãos ajudem os mais fracos e os necessitados, e que caminhem ao lado de Deus. “Não compreendo um cristão que está quieto, o cristão deve caminhar. Há cristãos que caminham ao lado de Jesus, mas em alguns momentos não caminham na presença de Jesus. Isso é porque são cristãos que confundem caminhar com andar, são errantes”, ponderou.

Após o ato, que durou cerca de hora e meia, o papa almoçou com a comunidade, divulgou a Santa Sé em comunicado.

Francisco saiu esta manhã de helicóptero da Cidade do Vaticano e aterrissou em Caserta às 10h15 (5h15 de Brasília), no heliporto da Escola de Suboficiais da Aeronáutica Militar italiana no Palácio Real de Caserta, e seguiu de carro até a casa do pastor. Após essa conversa privada, os dois religiosos foram de carro à igreja evangélica da reconciliação de Caserta, onde alguns fiéis curiosos aguardavam a chegada do papa. Francisco os cumprimentou antes de entrar na igreja, onde a reunião aconteceu longe das câmeras.




Nota: Francisco é o primeiro papa a visitar uma igreja pentecostal, e continua firme em sua campanha para curar feridas do passado e angariar apoio à sua causa ecumênica. A julgar pelos resultados, tem tido enorme sucesso em pouquíssimo tempo. [MB]

Isaac & Charles: Uma "simples" ameba

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E-mails que nos alegram (50)

“Bom dia, Michelson. Gostaria de te contar minha historia e agradecer, pois em um momento crítico em minha vida Deus usou você e seu blog para me fazer volver os olhos para a cruz novamente. Sou adventista de nascimento e ao longo de minha infância e adolescência sempre estive muito envolvido nas atividades da igreja. Ao entrar na idade adulta (18, 19 anos), iniciei minha busca de oportunidades para ingressar no mercado de trabalho. Alguns meses se passaram e, em meio a algumas propostas de emprego, fui convidado a trabalhar em uma grande empresa, com um porém: deveria trabalhar aos sábados. 

“Infelizmente, aceitei o emprego com o pensamento de entrar no ‘terreno encantado’ do inimigo por pouco tempo e galgar outra função, na qual poderia voltar a guardar o sábado. O tempo passou, promoções vieram, mas sem oportunidades que me permitissem guardar o sábado. Percebi que, ao passar o tempo, me distanciava mais e mais de meu Salvador e a voz do Espírito Santo, que antes falava calmamente para que eu voltasse, agora falava com maior intensidade.

“Muitas vezes, nesse período, uma música do pastor Fernando Iglesias (‘Falta Você’) parece que me perseguia. Meu coração se enchida de tristeza e eu não conseguia segurar as lágrimas quando ouvia a música, principalmente o trecho que diz: ‘Chega diante de Seu Pai e do coro angelical, com a festa preparada, Ele diz: ‘Eu não posso celebrar, ainda falta um pouco mais, muitos filhos tão queridos estão longe do lar, e comigo à mesa necessitam estar.’ Ainda falta você se entregar, ainda falta você O aceitar.’

“Três anos se passaram e, enfim, aceitei o chamado para retornar, em um congresso jovem da Associação Catarinense da IASD. As bênçãos foram infinitas, voltei aos braços do pai e, dias depois, fui convidado a trabalhar em outra empresa, melhor em todos os aspectos.

“Aí entra o blog Criacionismo em minha vida. Logo após voltar, uma forte crise espiritual me abateu profundamente. Os comentários e questionamentos de muitos que me acompanharam ao longo destes três anos vinham constantemente à mente. Uma forte descrença me abateu profundamente; sentia que mesmo dentro da igreja eu estava mais distante do que antes. Fico hoje admirado como nosso Deus nunca desiste dos Seus filhos. 

“Nesse momento tão difícil, fui presenteado por Deus com duas coisas: o livro Projeto Sunlight, que me apresentou naquele momento o amor de Deus por mim, e o blog Criacionismo, que a cada matéria, cada vídeo me apresentava um Deus real, cuidadoso, amoroso, maravilhoso! Sentia que em cada matéria, vídeo, livro (seus e indicados por você) meu vigor espiritual aumentava. Fui motivado a também transmitir essas verdades maravilhosas e tive a oportunidade de fazer uma serie de cultos jovens sobre o criacionismo (veja o cartaz abaixo).

“Fico feliz em ver como pessoas que se colocaram à disposição de Deus foram usadas para me ajudar ao longo do meu caminho, e você foi uma delas. Fico imaginando quantas pessoas ajudamos ao longo de nossa estrada quando nos colocamos nas mão de Deus, muitas delas conheceremos no céu. Tenho certeza de que muitos são os irmãos que você tem ajudado, com esse grande ministério que tem realizado. Que Deus continue te usando para que muito em breve possamos nos encontrar com nosso Senhor e Salvador nas nuvens do céu.” 

(Vitor Araujo)


domingo, julho 27, 2014

Deus me criou: minha maior descoberta

“Rio de sangue” na China pode ter sido causado por tinta

Praga apocalíptica ou poluição
Os moradores de Wenzhou, na China, acordaram na última quinta-feira e se depararam com as águas do rio que corta a cidade tingidas de vermelho-sangue [isso já aconteceu antes lá]. Todo mundo ficou confuso, já que isso não tinha acontecido antes e ninguém ainda sabe ao certo qual a causa do fenômeno. A Rádio Internacional da China informou: “Inspetores do Gabinete de Proteção Ambiental de Wenzhou estão coletando amostras e analisando a causa do incidente. Os moradores dizem que não há uma fábrica de produtos químicos ou algo do tipo rio acima. Residentes dizem que o rio estava fluindo normalmente às quatro da manhã, mas começou a ficar vermelho às seis e, de repente, ficou carmesim como sangue.” (Gizmodo)

Nota: Segundo o New York Post e outras publicações, o “fenômeno” pode ter sido causado por derramamento de tinta. “Suspeitamos que alguém despejou corantes artificiais na água, porque pensou que ontem o tufão poderia causar chuva forte, e ninguém notaria [a cor]”, disse Jianfeng Xiao ao China News. Como não houve tempestade, a tinta não teria se dispersado. De qualquer forma, é bom lembrar que as últimas pragas do Apocalipse (uma das quais será a transformação das águas em sangue morto) cairão depois do encerramento do tempo de graça. As condições do mundo serão totalmente diferentes das que vemos agora. [MB]

sexta-feira, julho 25, 2014

Terra escapou por pouco de forte tempestade solar

Essa foi por pouco!
Em 2012, uma erupção solar provocou uma poderosa tempestade que passou perto da Terra, mas que era grande o suficiente para “devolver a civilização moderna ao século XVIII”, informou a Nasa [falei sobre isso aqui]. O fenômeno, que passou perto da órbita terrestre em 23 de julho de 2012, foi a tempestade mais poderosa dos últimos 150 anos, segundo comunicado da agência espacial americana. Na Terra, no entanto, ninguém se deu conta disso. “Se a erupção tivesse acontecido uma semana antes, a Terra teria ficado na trajetória”, disse Daniel Baker, professor de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado. Ao invés disso, a tempestade impactou a nave espacial STEREO-A, um observatório solar equipado “para medir parâmetros de eventos desse tipo”, acrescentou a agência.

Segundo dados analisados por cientistas, a tempestade teria sido comparável à última conhecida com o nome de Carrington e que aconteceu em 1859. Também teria sido duas vezes mais forte que a tempestade solar que deixou sem energia a província de Quebec, no Canadá, em 1989. “Com os últimos estudos, me convenci ainda mais de que os habitantes da Terra são incrivelmente sortudos por essa erupção de 2012 ter ocorrido como foi”, disse Baker.

A Academia Nacional de Ciências avaliou que uma tempestade solar como a de 1859 poderia custar hoje 3 bilhões de dólares e poderia levar anos de reparos. Os especialistas afirmam que as tempestades solares provocam apagões, o que bloqueia qualquer aparelho, de um rádio a um GPS, passando pelo fornecimento de água que depende de bombas elétricas.

As tempestades costumam ser repelidas pelo escudo magnético da Terra, mas um impacto direto poderia ser devastador.

Há 12% de probabilidades de que uma grande tempestade solar como a de Carrington atinja a Terra nos próximos dez anos, segundo o físico Pete Riley, que publicou recentemente um artigo na revista Space Weather sobre esse tema. Sua pesquisa se baseou em uma análise de registros de tempestades solares nos últimos 50 anos


Nota: Você ainda duvida do cuidado de Deus por nosso planeta? Como não acredito em “sorte”, não duvido. Lembra-se dos quatro anjos do Apocalipse comissionados por Deus para segurar, por enquanto, os ventos de convulsões sociais, militares, políticas e econômicas? Pelo visto, eles seguram (ou desviam) também outros ventos... [MB]

Leia mais sobre tempestades solares aqui