Domingo, Maio 27, 2012

Crise é “maior insegurança econômica em décadas”

A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou nesta quarta-feira que a atual crise econômica é “a pior insegurança econômica das últimas décadas”, podendo ser a maior desde a crise econômica provocada pela queda da bolsa de Nova York, em 1929. Em palestra aos formandos da universidade Harvard, a mais tradicional dos Estados Unidos e considerada a melhor do mundo, a chefe da instituição alertou sobre as altas taxas de desemprego. “A geração de vocês terá que enfrentar a pior insegurança econômica das últimas décadas, talvez desde a Grande Depressão. Basta observar alguns sinais. A incapacidade de 75 milhões de jovens para encontrar um trabalho sério. O aumento das desigualdades que estão gerando tensões no pacto que une nossas sociedades. O medo que o motor da economia mundial não esteja à altura como foi possível no passado.”

Lagarde lamentou que o mundo não possa dar melhor herança aos jovens que saem das universidades americanas. “Agora é o momento para que vocês invistam no seu talento, sua determinação e seu idealismo para poder superar essas dificuldades.”

As taxas de desemprego nos Estados Unidos são maiores entre os jovens. Segundo dados do governo americano, a taxa é de 4,3% para formados em carreiras com quatro ou mais anos de duração, enquanto chega a 6,8% para cursos de menor tempo de estudo. O grupo é a metade da população sem trabalho do país.


Livro prova: o diabo é o pai do rock

O que Sammy Davis Junior e Jayne Mansfield têm em comum? Acredite: o talentosíssimo ator-cantor-dançarino e a “sex symbol” eram satanistas. Isso está em Lucifer Rising – Sin, Devil Worship and Rock’n’Roll (em tradução livre: Pecado, Adoração ao Diabo e Rock’n’Roll), livro do inglês Gavin Baddeley que acabei de ler. Não saiu no Brasil, mas é escrito num inglês descomplicado e bem acessível. O livro conta a história do satanismo e sua influência na cultura pop. Não tenta converter ninguém, apenas relata como a figura do “Diabo” surgiu e se popularizou por meio da música e do cinema. Baddeley faz um breve histórico do satanismo desde o Velho Testamento, traça perfis de figuras importantes do movimento, como o ocultista Aleister Crowley e o famoso Anton La Vey, líder da Igreja de Satã, e relata como o rock se apropriou da figura do “coisa ruim”. A maior parte do livro é dedicada a explicar como o Diabo e o rock se tornaram unha e carne.

O autor fala de antigos “bluesmen” como Robert Johnson, que supostamente vendeu sua alma ao tinhoso numa encruzilhada (e relatou a história na clássica “Crossroads”), conta o fascínio que bandas dos anos 60 como Black Sabbath, Led Zeppelin e Stones tinham pelo ocultismo e chega aos grupos de black metal noruegueses que queimavam igrejas nos anos 90.

Muita coisa no livro foi novidade para mim. Não conhecia bandas como Coven e Black Widow, que faziam rock satanista nos anos 60 e 70 e nunca tinha ouvido falar do Black Arts Festival, considerado o “Woodstock de Satã”, um festival de rock que deveria ter acontecido em 1969, nos Estados Unidos, mas que acabou proibido pela polícia.

Baddeley incluiu entrevistas que fez com figuras como o próprio La Vey, o cineasta Kenneth Anger e músicos como Glenn Danzig, Glen Benton (Deicide), Genesis P-Orridge (Psychic TV) e Count Grishnackh (Varg Vikernes), da banda norueguesa Mayhem, um satanista fanático que assassinou o colega Euronymous.

(André Barcinski, Folha.com)

Nota: Cada vez me convenço mais de que o rock (e estilos musicais assemelhados), quando usados para “louvar” a Deus, causam uma terrível mistura entre o sagrado e o profano, desonrando, na verdade, o nome de Deus. Leia o artigo “O poder da música” para conhecer mais detalhadamente as nuances de um tema que tem gerado acaloradas discussões no meio cristão.[MB]

Sexta-feira, Maio 25, 2012

Reaviva-se um estilo

A ideia toma corpo em minha vida. Por inúmeras vezes eu fiz o tradicional “Ano Bíblico”. Porém, ler a Bíblia, um capítulo por dia, tem sido um achado. Pode parecer estranho ouvir isso de um pastor, mas a bênção é grande e intransferível. O projeto “Reavivados por Sua Palavra” nos desafia não somente a ler, mas a estudar o texto bíblico, remoer o tema em oração, e, depois, postar uma síntese em 140 toques na rede social do Twitter. A experiência é agregadora. Primeiro, porque ao ler um trecho mais curto, você é levado a refletir sobre o tema. Dessa forma, detalhes se realçam e contextos se interconectam. A segunda parte é complemento da primeira, porque ao escrever uma síntese, o tema é fixado na mente. Antes de compartilhar o texto, busco na oração uma ideia, um formato, uma abordagem, uma bênção.

Percebo que a rede de “reavivados” aumenta dia a dia. Pela manhã, tem sido motivador retuitar as contribuições de líderes que chegam na timeline. De Manaus a Brasília, passando por Belém, Recife, Maceió, Salvador, Tatuí, São Paulo, o “plantão” cresce e alcança Buenos Aires, Lima e Quito. Assim, a corrente do Twitter se agiganta, reavivando um estilo de vida adventista. Sermos conhecidos como o “Povo da Bíblia” já era um privilégio. Todavia, no contexto do reavivamento e reforma, estudar a Palavra se torna um imperativo no tempo do fim.

Aproveite as ferramentas tecnológicas e dê novo significado ao seu relacionamento com Deus. Reavivados por Sua Palavra. É sua dose diária de fé. Experimente. Não há contraindicação. Abraço!

(Jael Eneas, diretor de Desenvolvimento Espiritual e pastor do Unasp, campus Hortolândia, SP)

Nota: Clique aqui e saiba mais sobre o projeto “Bíblia em Tweets”. Que tal criar uma conta no Twitter e acompanhar e fortalecer esse “fenômeno” virtual que tem implicações bem reais na vida?[MB]

Se humanos escrevem em código genético, isso é DI?

[DI = design inteligente] Cientistas estão começando a usar o DNA para escrever código de computador. Eles se imaginam como designers de um sistema. E o que isso implica sobre o código genético natural? Isso é “totalmente radical”, anunciou um comunicado à imprensa: “Cientistas do Departamento de Bio-engenharia da Universidade Stanford elaboraram um método para repetidamente codificar, armazenar e apagar dados digitais dentro do DNA de células vivas.” Após três anos de trabalho e 750 tentativas, eles descobriram um modo de criar e apagar código digital usando as moléculas do DNA. Eles não estão usando as bases A-G-C-T que o código genético natural usa para armazenar informação. Em vez disso, eles usaram um modo pelo qual uma porção do DNA aponta como o equivalente de um bit: um modo indica o número 1, e o outro indica o 0 (zero). É RAD(ical) porque eles deram este nome: Recombinase Addressable Data (RAD). Isso oferece o poder de usar o DNA como uma memória não volátil e um “interruptor” molecular para ligar as proteínas fluorescentes nos micróbios. 

Esse trabalho, todavia, envolve uma sobreposição consistente e coerente com o código genético natural. Primeiro, os cientistas estão usando micróbios vivos. Em segundo lugar, eles planejam usá-lo para engenharia biológica. Terceiro, eles acreditam que o trabalho deles “pode impactar nosso entendimento de/e interação com a vida”. Um pesquisador afirmou: “A armazenagem de dados programáveis dentro do DNA de células vivas parece ser uma ferramenta incrivelmente poderosa para estudar o câncer, o envelhecimento, desenvolvimento organismal e até o ambiente natural.” 

Além disso, o artigo original no PNAS 1 fala de material genético como um “meio natural de armazenagem de dados”. O novo sistema deles opera em conjunção com o código genético natural e pode sobreviver a 100 divisões celulares; em outras palavras, é um código artificial trabalhando junto com o código natural. 

Isso leva a uma pergunta totalmente radical: Se um pesquisador sem presciência dessa tecnologia examinasse um micróbio usando-a, ele ou ela não estaria justificado em inferir que uma causa inteligente desempenhou um papel na sua origem? Se é assim, qual a diferença em inferior uma causa inteligente para a origem do “código genético natural”, uma vez que isso também envolve a codificação e armazenamento de informação funcional? 

(Evolution News & Views, 22 de maio de 2012, Permalink, via Desafiando a Nomenklatura Científica)

Referência:

1. Bonnet, Substoontorn and Endy, “Rewritable digital data storage in live cells viaengineered control of recombination directionality”, PNAS May 21, 2012, doi: 10.1073/pnas.1202344109 (open access). 

Quinta-feira, Maio 24, 2012

Bíblia em Tweets: Gênesis 1 a 10

No dia 17 de abril de 2012, teve início o projeto “Reavivados por Sua Palavra”, com o objetivo de motivar os mais de 17 milhões de adventistas espalhados pelo mundo a estudar diariamente um capítulo da Bíblia. Até 2015, a família adventista terá estudado os 1.189 capítulos das Escrituras. Todas as manhãs, entre 5h e 7h, um grupo de pastores e líderes adventistas realiza a leitura e posta suas impressões no Twitter, com a tag #reavivadosporsuapalavra. Tem sido uma experiência interessante compartilhar esses insights com milhares de pessoas nessa rede social e incentivá-las a, também, participar desse projeto abençoado. Entre os mais ativos tuiteiros desse projeto, estão os pastores Erton Köhler (@prertonkohler), Bruno Raso (@brunoraso), Jael Eneas (@JaelEneas), Nelson Milanelli (@nelsonmilanelli), o jornalista Michelson Borges (@criacionismo) e várias outras pessoas. Siga-os e você receberá, todas as manhãs, em sua timeline no Twitter, verdadeiras pérolas de conteúdo bíblico em até 140 caracteres. Para dar mais uma contribuição ao projeto, de quando em quando, vou postar aqui no blog uma coletânea desses tweets, sob o título “Bíblia em Tweets”. Boa leitura! [MB]

@criacionismo | Gênesis 1:1: “No princípio, criou Deus.” Deus está no princípio de tudo. A Bíblia assume logo de início a existência dEle.

@criacionismo | Gênesis 1:1: a verdade basilar das Escrituras é a de que Deus é o Criador do Universo e da vida.

@criacionismo | Gênesis 1 mostra o cuidado com que Deus preparou o “berço” para a chegada do “bebê”.

@criacionismo | Gênesis 1:26: a Trindade está envolvida na criação, o que é sugerido pelo verbo no plural: “façamos”.

@criacionismo | Gênesis 1:27: homem e mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus. Temos uma origem nobre.

@criacionismo | Gênesis 1:29: a dieta originalmente recomendada para o ser humano foi a vegetariana.

@criacionismo | Gênesis 1:31: depois de criar o ser humano, Deus diz que “tudo havia ficado muito bom”. Você é especial para Ele.

@criacionismo | Gênesis 2:1: Deus descansa no sábado do sétimo dia para dar exemplo à humanidade. Sábado é o memorial da criação.

@criacionismo | Gênesis 2:7: os dois elementos constituintes do ser humano: pó da terra + fôlego da vida. Os dois compõem a alma/pessoa.

@criacionismo | Gênesis 2:15: o ser humano foi criado num jardim; não proveio de uma caverna.

@criacionismo | Gênesis 2:22: da costela do homem Deus faz a mulher, aquela que deveria estar ao lado dele; um ser igual, mas diferente. Completos juntos.

@criacionismo | Gênesis 2:24: a ordem que traz felicidade: (1) maturidade e independência, (2) casamento e (3) união íntima.

@criacionismo | Gênesis 3: a leitura de hoje é uma lição sobre pecado, perdão, juízo e justificação.

@criacionismo | Gênesis 4 fala das consequências imediatas do pecado, mas termina com uma nota de esperança no verso 26.

@criacionismo | “Se você fizer o bem não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça” (Gn 4:7).

@criacionismo | “O que foi que vc fez?” (Gn 4:9). Deus sempre pergunta e oferece a oportunidade de arrependimento e perdão.

@criacionismo | Gênesis 5: a Bíblia fala pouco de Enoque, mas o suficiente para que o imitemos: ele andou com Deus e foi para o Céu.

@JaelEneas | Enoque andou com Deus. Não há registro de sua morte. Deus o tomou para Si. Que motivação para mim e para você! (Gn 5:24)

@brunoraso | A vida de Enoque demonstra que é possível viver em um mundo perverso sem pertencer a esse mundo.

@brunoraso | Gênesis 5: “Enoque desapareceu sem ver a morte.” A transladação dele nos garante a libertação do pecado e da morte.

@JaelEneas | Lameque, pai de Noé, deu-lhe esse nome por ser símbolo de esperança, consolo e alegria. Visão futura de salvação (Gn 5).

@criacionismo | Gênesis 6 fala do perigo do jugo desigual: filhos de Deus se casaram com filhas dos homens (pecadores). Má escolha.

@criacionismo | “Noé era homem justo, íntegro entre o povo da sua época; ele andava com Deus” (Gn 6:9).

@criacionismo | Não há desculpa para pecar. Precisamos andar com Deus, como fizeram Enoque e Noé.

@prertonkohler | Por que Noé achou graça diante de Deus (v. 8)? Veja as características nos versos 9 e 22. Que exemplo para nós hoje!

@prertonkohler | Gênesis 6: Que preciosa a leitura de hoje! Antes do juízo divino, 120 anos de oportunidade. Esse é o nosso Deus!

@criacionismo | “Toda a humanidade havia corrompido a sua conduta” (v. 12), mas “Noé fez tudo exatamente como Deus tinha ordenado” (v. 22).

@nelsonmilanelli | Gênesis 6: fiquei em dúvida... O capitulo fala dos dias de Noé ou dos nossos dias? Precisamos ser Noés modernos, sem dúvida.

@brunoraso | “Nenhum conhecimento é de tão vasto alcance, como que é obtido do estudo da Palavra de Deus.” Ellen White, Mente Caráter e Personalidade, v. 1, p. 97.

@brunoraso | Hoje leia Gênesis 7. Que contraste: animais obedientes a seu Criador e seres inteligentes indiferentes ao chamado divino!

@criacionismo | Mais uma vez Noé é apresentado como exemplo de fidelidade: ele fez tudo como Deus tinha ordenado (Gn 7:5).

@criacionismo | A fé precisa suportar a demora. Apenas depois de sete dias dentro da arca é que Noé viu a chuva cair.

@criacionismo | “O Senhor fechou a porta” (Gn 7:16). Pessoas fazem planos, mas é Deus quem garante a segurança e a eficácia deles.

@criacionismo | Logo, logo o Senhor mais uma vez fechará uma porta (da graça). De que lado dela você quer estar?

@criacionismo | As águas prevaleceram, mas a arca flutuava em segurança (Gn 7:18). Em meio às tempestades, Deus nos conduz seguros.

@criacionismo | A arca era uma maravilha da engenharia náutica, mas, se não fosse Deus, teria sido destruída.

@criacionismo | “Deus lembrou-Se de Noé e de todos os animais” (Gn 8:1). Ele nunca Se esquece de Seus filhos.

@criacionismo | A pomba voltou com um ramo de Oliveira. Sempre há esperança, quando andamos com Deus.

@criacionismo | “Noé construiu um altar dedicado ao Senhor” (Gn 8:20). Noé também se lembrava de Deus, antes de tudo.

@criacionismo | “Enquanto durar a Terra, plantio e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite jamais cessarão” (8:22).

@criacionismo | “A cada um pedirei contas da vida do seu próximo” (Gn 9:4). Somos responsáveis uns pelos outros.

@criacionismo | “Nunca mais haverá dilúvio para destruir a terra” (Gn 9:11). Se o dilúvio tivesse sido local, Deus mentiria a cada enchente.

@criacionismo | Cada vez que os pós-diluvianos viam o arco-íris a esperança se renovava e o medo se dissipava (Gn 9:13).

@JaelEneas | O “recomeço” de Gênesis 9 celebra a vida (v. 1), cria visão social (v. 5), renova a esperança (v. 9) e eterniza o pacto (v. 15).

@JaelEneas | O “recomeço” de Gênesis 9, pactuado com aliança perpétua, garante o “recomeço” de Apocalipse 21: “Farei novos céus e nova terra.”

@brunoraso | Leia hoje: Gênesis 10. Uma previsão profética: Sem foi famoso como progenitor de Abraão e, através dele, do Messias.

@JaelEneas | Gênesis 10: genealogias lembram que descendência humana não se escolhe, mas, em Cristo, pode-se escolher a ascendência divina.

@criacionismo | Por mais diferentes que sejamos, somos todos descendentes de um mesmo casal e filhos do mesmo Pai (Gn 10). 

Por que o darwinismo é falso (parte 3 de 3)

Biogeografia - Argumentos teológicos também são proeminentes no Origem das Espécies. Por exemplo, Darwin argumentou que a distribuição geográfica das coisas vivas não fazia sentido se as espécies tivessem sido criadas separadamente, mas faria sentido no contexto de sua teoria. Casos como “a presença de espécie peculiar de morcegos em ilhas oceânicas e a ausência de todos os demais mamíferos terrestres”, Darwin escreveu, “são fatos completamente inexplicáveis na teoria de atos independentes de criação.” Em particular: “Por que, pode ser perguntado, tem a suposta força criadora produzido morcegos e nenhum dos outros mamíferos nas ilhas remotas?” Segundo Darwin, “no meu ponto de vista, essa questão pode ser facilmente respondida, pois nenhum mamífero terrestre pode ser transportado por um espaço vasto de mar, mas os morcegos podem cruzar voando.”[34] 

Mas Darwin sabia que a migração não pode explicar todos os padrões de distribuição geográfica. Ele escreveu no Origem das Espécies que “a identidade de muitas plantas e animais, nos cumes das montanhas, separadas umas das outras por centenas de quilômetros de planícies, onde as espécies alpinas, possivelmente, não poderiam existir, é um dos casos mais surpreendentes conhecido de mesma espécie vivendo em pontos distantes sem a aparente possibilidade de elas terem migrado de um ponto para o outro”. Darwin argumentou que uma idade do gelo recente “oferece uma simples explicação desses fatos”. Plantas e animais do Ártico que estivessem “quase que naquela ocasião” poderiam ter crescido em toda parte na Europa e América do Norte, mas, “quando o calor retornou plenamente, as mesmas espécies, que então tinham vivido juntas nas planícies europeias e norte-americanas, novamente seriam encontradas nas regiões árticas do Velho e do Novo Mundo, e em muitos cumes de montanhas isoladas bem distantes umas das outras”.[35] 

Assim, alguns casos de distribuição geográfica podem não ser devido à migração, mas à divisão de uma população antes grande e bem distribuída em pequenas populações isoladas – que os biólogos modernos chamam de “vicariância”. Darwin argumentou que todas as distribuições modernas das espécies podiam ser explicadas por essas duas possibilidades. Mas há muitos casos de distribuição geográfica que nem a migração e nem a vicariância parecem ser capazes de explicar. 

Um exemplo é a distribuição mundial de aves que não voam, ou as “ratites”. Inclusos estão os avestruzes na África, as siriemas na América do Sul, emas e casuares na Austrália, e kiwis na Nova Zelândia. Uma vez que essas aves não voam, explicações baseadas na migração sobre vastas distâncias oceânicas são implausíveis. Depois que a deriva continental foi descoberta no século 20, pensou-se que as diversas populações poderiam ter se separado com as massas terrestres. Mas os avestruzes e kiwis são por demais recentes; os continentes já tinham se separado quando essas espécies se originaram. Assim, nem a migração nem a vicariância explicam a biogeografia dos ratites.[36] 

Outro exemplo são os caranguejos de água doce. Estudados intensivamente pelo biólogo italiano Giuseppe Colosi nos anos 1920, esses animais completam seu ciclo de vida exclusivamente em hábitats de água doce e são incapazes de sobreviver à exposição prolongada à água salgada. Hoje, muitas espécies muito semelhantes são encontradas em lagos e rios amplamente separados na América Central e do Sul, África, Madagascar, Europa meridional, Índia, Ásia e Austrália. As evidências fóssil e molecular indicam que esses animais se originaram muito depois de os continentes terem se separados, assim, sua distribuição é inconsistente com a hipótese de vicariância. Alguns biólogos especulam que os caranguejos podem ter migrado por “transporte transoceânico” em troncos ocos, mas isso parece improvável dada a incapacidade deles em tolerar água salgada. Assim, nem a vicariância, tampouco a migração fornecem uma explicação convincente para a biogeografia desses animais.[37] 

Uma explicação alternativa foi sugerida na metade do século 20 por Léon Croizat, biólogo francês que cresceu na Itália. Croizat descobriu que a teoria de Darwin “parecia não concordar de jeito nenhum com certos aspectos de fatos importantes da natureza”, especialmente os fatos de biogeografia. Na verdade, ele concluiu, “por ora, o darwinismo é apenas uma camisa de força... um odre totalmente decrépito para guardar vinho novo”. Croizat não argumentou a favor de atos de criação independentes; em vez disso, ele propôs que em muitos casos uma espécie primitiva amplamente dispersa se dividiu em fragmentos, depois seus remanescentes evoluíram em novas espécies em localidades paralelas, separadas, que eram extraordinariamente semelhantes. Croizat chamou esse processo de evolução paralela de “ortogênese”. Os neodarwinistas, como Ernst Mayr, todavia, salientaram que não existe mecanismo para ortogênese, o que implica – contrário ao darwinismo – que a evolução é guiada em certas direções; por isso eles rejeitaram a hipótese de Croizat.[38] 

Em seu livro Why Evolution Is True, Coyne (igual a Darwin) atribui a biogeografia de ilhas oceânicas à migração, e outras determinadas distribuições à vicariância. Mas Coyne (diferente de Darwin) reconhece que esses dois processos não podem explicar tudo. Por exemplo, a anatomia interna dos mamíferos marsupiais é tão diferente da anatomia interna dos mamíferos placentários que os dois grupos são considerados como tendo se separado há muito tempo. Mas existem esquilos marsupiais voadores, tamanduás e toupeiras na Austrália que extraordinariamente aparentam esquilos voadores placentários, tamanduás e toupeiras em outros continentes, e essas formas de vida se originaram muito depois de os continentes terem se separado. 

Coyne atribuiu as semelhanças a “um processo muito conhecido chamado evolução convergente”. Segundo Coyne, “é realmente bem simples. As espécies que vivem em hábitats semelhantes experimentarão pressões de seleção semelhantes de seu ambiente, de modo que elas podem evoluir adaptações semelhantes, ou convergir vindo a parecer e se comportar de modo muito parecido, muito embora elas não sejam relacionadas”. Coloque junto a ancestralidade comum, a seleção natural e a origem das espécies (“especiação”), “adicione o fato que as áreas distantes do mundo podem ter hábitats semelhantes, e você tem a evolução convergente – e uma explicação simples de um importante padrão geográfico”.[39] 

Isso não é o mesmo que a “ortogênese” de Croizat pela qual as populações de uma espécie, após se tornarem separadas das demais, evoluem paralelamente devido a alguma força diretiva interna. Segundo a “evolução convergente” de Coyne, os organismos que são fundamentalmente diferentes uns dos outros evoluem através da seleção natural para se tornar superficialmente semelhantes porque eles habitam ambientes semelhantes. O mecanismo para ortogênese é interno, enquanto o mecanismo para convergência é externo. Todavia, nos dois casos, o mecanismo é crucial: sem ele, a ortogênese e a convergência são palavras que simplesmente descrevem padrões biogeográficos, e não explicações de como surgiram esses padrões. 

Assim, a mesma pergunta pode ser feita sobre a convergência que foi feita à ortogênese: Qual é a evidência para o mecanismo proposto? De acordo com Coyne, o mecanismo de convergência envolve a seleção natural e a especiação. 

Seleção e especiação 

Coyne escreveu que Darwin “tinha pequena evidência direta para a seleção agindo em populações naturais”. Na verdade, Darwin não tinha evidência direta de seleção natural; o melhor que ele pôde fazer no Origem das Espécies foi “dar uma ou duas ilustrações imaginárias”. Somente um século mais tarde, Bernard Kettlewell forneceu o que ele chamou de “a evidência perdida de Darwin” para a seleção natural – uma mudança na proporção de mariposas salpicadas claras e escuras que Kettlewell atribuiu a camuflagem e predação por aves.[40] 

Desde então, os biólogos têm descoberto várias evidências diretas de seleção natural. Coyne descreveu algumas delas, inclusive um aumento mediano na profundidade dos bicos dos tentilhões das Ilhas Galápagos, e uma mudança no tempo de floração em plantas selvagens de mostarda no sul da Califórnia – os dois casos devido à seca. Como Darwin, Coyne também compara a seleção natural com a seleção artificial usadas em cruzamento de plantas e animais. 

Mas esses exemplos de seleção – natural bem como artificial – envolvem somente pequenas mudanças dentro das espécies existentes. Os criadores de animais estavam familiarizados com tais mudanças antes de 1859, e é por isso que Darwin não escreveu um livro intitulado Como Espécies Existentes Mudam ao Longo do Tempo; ele escreveu um livro intitulado Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural. “Darwin chamou sua grande obra de Origem das Espécies”, escreveu o biólogo evolucionista de Harvard, Ernst Mayr, em 1982, “porque ele estava plenamente consciente do fato de que a mudança de uma espécie em outra era o problema mais fundamental da evolução.” Mas Mayr tinha escrito anteriormente: “Darwin falhou em resolver o problema indicado pelo título de sua obra.” Em 1997, o biólogo evolucionista Keith Stewart Thomson escreveu: “Uma questão de tarefa inacabada para os biólogos é a identificação da prova/evidência indisputável da evolução”, e “a prova/evidência indisputável da evolução é a especiação, não é adaptação local e diferenciação de populações.” Antes de Darwin, o consenso era de que as espécies podiam variar somente dentro de certos limites; na verdade, séculos de seleção artificial tinham, aparentemente, demonstrado experimentalmente tais limites. “Darwin tinha que demonstrar que os limites podiam ser quebrados”, escreveu Thomson, “e nós também.”[41] 

Em 2004, Coyne e H. Allen Orr publicaram um livro detalhado intitulado Speciation [Especiação], no qual eles salientaram que os biólogos não tinham sido capazes de concordar sobre uma definição de “espécie” porque nenhuma única definição serve para todos os casos. Por exemplo, uma definição aplicável a organismos vivos, sexualmente reprodutores pode não fazer sentido algum quando aplicada a fósseis ou bactérias. Na verdade, existem mais do que 25 definições de “espécie”. Qual definição é a melhor? Coyne e Orr argumentaram que, “quando for decidir sobre um conceito de espécie, alguém deve primeiro identificar a natureza do ‘problema de espécie’ e depois escolher o conceito que melhor resolve aquele problema”. Como a maioria dos demais darwinistas, Coyne e Orr favorecem o “conceito biológico de espécie” [Biological Species Concept – BSC] de Ernst Mayr, pois, conforme esse conceito, “espécies são grupos de populações naturais que podem se cruzar e que são isoladas reprodutivamente de outros grupos”. Em seu livro Why Evolution Is True, Coyne explica que o conceito biológico de espécie é “aquele que os evolucionistas preferem quando estudam a especiação, porque leva qualquer um ao cerne da questão evolucionária. Sob o BSC, se alguém puder explicar como as barreiras reprodutivas evoluíram, esse alguém explicou a origem das espécies”.[42] 

Teoricamente, as barreiras reprodutivas surgem quando as populações geograficamente separadas divergem geneticamente. Mas Coyne descreve cinco “casos de especiação ocorrendo na hora” e que envolvem um mecanismo diferente: a duplicação de cromossomo, ou “poliploidia”.[43] Isso geralmente acontece após a hibridização entre duas espécies de plantas existentes. A maioria dos híbridos é estéril porque seus cromossomos incompatíveis não podem se separar apropriadamente a fim de produzir pólen fértil e ovários; ocasionalmente, contudo, os cromossomos em um híbrido duplicam espontaneamente, produzindo dois pares perfeitamente combináveis e tornando possível a reprodução. O resultado é uma planta fértil reprodutivamente isolada dos dois progenitores – uma nova espécie, conforme o BSC. 

Mas a especiação por poliploidia (“especiação secundária”) tem sido observada somente em plantas. Isso não fornece evidência a favor da teoria de Darwin de que as espécies se originam através da seleção natural, e nem para a teoria neodarwinista de especiação pela separação geográfica e divergência genética. Na verdade, segundo o biólogo evolucionista Douglas J. Futuyma, a poliploidia “não concede novas e importantes características morfológicas... [e] nem causa a evolução de novos gêneros” ou níveis mais altos na hierarquia biológica.[44] 

Desse modo, a especiação secundária não resolve o problema de Darwin. Somente a especiação primária – a divisão de uma espécie em duas através da seleção natural – seria capaz de produzir o padrão de árvore ramificada da evolução darwinista. Mas ninguém tem observado a especiação primária. A prova/evidência indisputável da evolução nunca foi encontrada.[45] 

Ou será que a prova/evidência indisputável da evolução foi encontrada? 

Em seu livro Why Evolution Is True, Coyne afirma que a especiação primária foi observada em um experimento noticiado em 1998. Curiosamente, Coyne não mencionou isso no livro de 2004, que ele escreveu junto com Orr, mas seu relato disso em 2009 vale a pena ser citado com todas as letras: 

“Nós até podemos ver a origem de uma nova espécie ecologicamente diversa de bactéria, tudo dentro de um único frasco de laboratório. Paul Rainey e seus colegas da Universidade Oxford colocaram uma cepa da bactéria Pseudomonas fluorescens em um pequeno frasco contendo caldo nutriente, e simplesmente observaram. (É surpreendente, mas verdadeiro que tal frasco contém realmente diversos ambientes. A concentração de oxigênio, por exemplo, é mais alta no topo e mais baixa no fundo.) Dentro de dez dias – não mais do que algumas centenas de gerações –, o ancestral das bactérias ‘lisas’ flutuando livremente tinha evoluído em duas formas adicionais ocupando partes diferentes da proveta. Uma, chamada de ‘espalhadora de rugas’, formou um tapete em cima do caldo. A outra, chamada de ‘espalhadora difusa’, formou um tapete no fundo. O tipo de ancestral liso persistiu no ambiente líquido no meio da proveta. Cada uma das duas novas formas era geneticamente diferente do ancestral, tendo evoluído através da mutação e seleção natural para se reproduzir melhor em seus respectivos ambientes. Aqui, então, não é somente a evolução, mas a especiação ocorrendo no laboratório: a forma ancestral produziu e coexistiu com dois descendentes ecologicamente diferentes, e nas bactérias tais formas são consideradas espécies distintas. Após um curto período de tempo, a seleção natural na Pseudomonas produziu uma ‘radiação adaptativa’ em pequena escala, o equivalente de como os animais ou plantas formam espécies quando eles encontram novos ambientes numa ilha oceânica.”[46] 

Mas Coyne omite o fato de que quando as formas ecologicamente diferentes foram colocadas de volta no mesmo ambiente, elas “sofreram uma rápida perda de diversidade”, segundo Rainey. Nas bactérias, uma população distinta ecologicamente (chamada de “ecotipo”) pode, sim, se constituir numa espécie separada, mas somente se a distinção for permanente. Como o microbiologista evolucionista Frederick Cohan escreveu em 2002, espécies nas bactérias “são ecologicamente distintas uma das outras; e elas são irreversivelmente separadas”.[47] A reversão rápida de distinções ecológicas quando as populações bacterianas no experimento de Rainey foram colocadas de volta no mesmo ambiente refuta a afirmação de Coyne de que o experimento demonstrara a origem de uma nova espécie. 

Exagerar a evidência para promover o darwinismo não é coisa nova. No caso dos tentilhões de Galápagos, a profundidade média dos bicos reverteu ao normal após a seca. Não houve evolução qua evolução, muito menos especiação. Mesmo assim, Coyne escreveu em seu livro Why Evolution Is True que “tudo que nós exigimos da evolução por seleção natural foi amplamente documentado” pelas pesquisas dos tentilhões. Uma vez que as teorias científicas permanecem ou caem devido à evidência, a tendência de Coyne exagerar a evidência não é coisa boa para a teoria que ele está defendendo. Quando um livreto publicado em 1999 pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos chamou a mudança de bicos dos tentilhões de “um exemplo particularmente convincente de especiação”, o professor de Direito de Berkeley e crítico de Darwin Phillip E. Johnson escreveu no The Wall Street Journal: “Quando nossos principais cientistas têm que recorrer ao tipo de distorção que colocaria um corretor da Bolsa na cadeia, você sabe que eles estão em dificuldades.”[48] 

Então, existem instâncias observadas de especiação secundária – que não é o que o darwinismo precisa –, mas nenhuma instância observada de especiação primária, nem mesmo em bactérias. O bacteriologista britânico Alan H. Linton procurou relatos de confirmação de especiação primária e concluiu, em 2001: “Não existe nenhuma na literatura afirmando que uma espécie foi demonstrada como tendo evoluído em outra espécie. As bactérias, a forma de vida independente mais simples de todas, são ideais para esse tipo de pesquisa, com tempos de geração de vinte a trinta minutos, e as populações são alcançadas após dezoito horas. Mas, por 150 anos de ciência de bacteriologia, não existe nenhuma evidência de que uma espécie de bactéria se transformou em outra espécie.”[49]

Conclusões 

Darwin chamou seu livro Origem das Espécies de “um longo argumento” para sua teoria, mas Jerry Coyne nos deu um longo blefe. O livro Why Evolution Is True tenta defender a evolução darwinista pelo rearranjo do registro fóssil; pela deturpação do desenvolvimento dos embriões vertebrados; por ignorar a evidência para a funcionalidade dos alegados órgãos vestigiais e o DNA não codificante, e depois promover o darwinismo com argumentos teológicos sobre “design ruim”, por atribuir alguns padrões biogeográficos para convergência devido a supostos processos “bem conhecidos” de seleção natural e de especiação; e depois exagerar a evidência a favor da seleção e especiação e fazer parecer que elas pudessem realizar o que o darwinismo exige delas. 

A evidência concreta revela que as principais características do registro fóssil são embaraçosas para a evolução darwinista; que o desenvolvimento embrionário inicial é mais consistente com origens separadas do que com ancestralidade comum; que o DNA não codificante é plenamente funcional, e contrário às predições neodarwinistas; e que a seleção natural não pode realizar nada mais a não ser seleção artificial – o que significa dizer mudanças mínimas dentro das espécies existentes. 

Diante de tal evidência, qualquer outra teoria científica teria sido, provavelmente, abandonada há muito tempo. Julgado pelos critérios normais da ciência empírica, o Darwinismo é falso. Ele permanece, apesar da evidência, e o entusiasmo de Darwin e seus seguidores em defendê-lo com argumentos teológicos sobre a criação e design sugere que sua permanência não tem nada a ver com a ciência.[50] 

Apesar disso, os estudantes de biologia podem achar útil o livro de Coyne. Considerando-se a informação exata e a liberdade de exercer o pensamento crítico, os estudantes podem aprender do livro Why Evolution Is True como os darwinistas manipulam a evidência e a misturam com teologia a fim de reciclar uma teoria falsa que já deveria ter sido descartada há muito tempo. 

Notas: 

34. Darwin, The Origin of Espécies, Chapters XIII (p. 347-352) and XV (p. 419). Disponível online (2009) aqui.
35. Darwin, The Origin of Espécies, Chapters XII (p. 330-332). Disponível online (2009) aqui.
36. Alan Cooper, et al., C. Mourer-Chauviré, C. K. Chambers, A. von Haeseler, A. C. Wilson & S. Paabo, “Independent origins of New Zealand moas and kiwis”, Proceedings of the National Academy of Sciences USA 89 (1992): 8741-8744. Disponível online (2008) aqui. Oliver Haddrath & Allan J. Baker, “Complete mitochondrial DNA genome sequences of extinct birds: ratite phylogenetics and the vicariance biogeografia hypothesis”, Proceedings of the Royal Society of London B 268 (2001): 939-945. John Harshman, E. L. Braun, M. J. Braun, C. J. Huddleston, R. C. K. Bowie, J. L. Chojnowski, S. J. Hackett, K. L. Han, R. T. Kimball, B. D. Marks, K. J. Miglia, W. S. Moore, S. Reddy, F. H. Sheldon, D. W. Steadman, S. J. Steppan, C. C. Witt & T. Yuri, “Phylogenomic evidence for multiple losses of flight in ratite birds”, Proceedings of the National Academy of Sciences USA 105 (2008): 13462-13467. Abstract disponível online (2008) aqui. Giuseppe Sermonti, “L’evoluzione in Italia - La via torinese / How Evolution Came to Italy - The Turin Connection”, Rivista di Biologia/Biology Forum 94 (2001): 5-12. Disponível online (2008) aqui.
37. Giuseppe Colosi, “La distribuzione geografica dei Potamonidae”, Rivista di Biologia 3 (1921): 294-301. Disponível online (2009) aqui. Savel R. Daniels, N. Cumberlidge, M. Pérez-Losada, S. A. E. Marijnissen & K. A. Crandall, “Evolution of Afrotropical freshwater crab lineages obscured by morphological convergence”, Molecular Phylogenetics and Evolution 40 (2006): 227-235. Disponível online (2009) aqui. R. von Sternberg, N. Cumberlidge & G. Rodriguez, “On the marine sister groups of the freshwater crabs (Crustacea: Decapoda: Brachyura)”, Journal of Zoological Systematics and Evolutionary Research 37 (1999): 19-38. Darren C. J. Yeo, et al., “Global diversity of crabs (Crustacea: Decapoda: Brachyura) in freshwater”, Hydrobiology 595 (2008): 275-286.
38. Léon Croizat, Space, Time, Form: The Biological Synthesis. Publicado pelo autor (Deventer, Netherlands: N. V. Drukkerij Salland, 1962), p. iii. Robin C. Craw, “Léon Croizat’s Biogeographic Work: A Personal Appreciation”, Tuatara 27:1 (August 1984): 8-13. Disponível online (2009) aqui. John R. Grehan, “Evolution By Law: Croizat’s ‘Orthogeny’ and Darwin’s ‘Laws of Growth’”, Tuatara 27:1 (August 1984): 14-19. Disponível online (2009) aqui. Carmen Colacino, “Léon Croizat’s Biogeography and Macroevolution or... ‘Out of Nothing, Nothing Comes’”, The Philippine Scientist 34 (1997): 73-88. Ernst Mayr, The Growth of Biological Thought (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1982), p. 529-530.
39. Coyne, Why Evolution Is True, p. 92-94. 
40. Coyne, Why Evolution Is True, p. 116. Darwin, The Origin of Species, Capítulo IV (p. 70). Disponível online (2009) aqui. H. B. D. Kettlewell, “Darwin’s Missing Evidence”, Scientific American 200 (March, 1959): 48-53. 
41. Ernst Mayr, The Growth of Biological Thought (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1982), p. 403. Ernst Mayr, Populations, Species and Evolution (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1963), p. 10. Keith Stewart Thomson, “Natural Selection and Evolution’s Smoking Gun”, American Scientist 85 (1997): 516-518. 
42. Jerry A. Coyne & H. Allen Orr, Speciation (Sunderland, MA: Sinauer Associates, 2004), p. 25-39. Coyne, Why Evolution Is True, p. 174. 
43. Coyne, Why Evolution Is True, p. 188. 
44. Douglas J. Futuyma, Evolution (Sunderland, MA: Sinauer Associates, 2005), p. 398. 
45. Wells, The Politically Incorrect Guide to Darwinism and Intelligent Design, capítulo 5 (“The Ultimate Missing Link”), p. 49-59. 
46. Coyne, Why Evolution Is True, p. 129-130. 
47. Paul B. Rainey & Michael Travisano. “Adaptive radiation in a heterogeneous environment”, Nature 394 (1998): 69-72. Frederick M. Cohan, “What Are Bacterial Species?”, Annual Review of Microbiology 56 (2002): 457-482. Disponível online (2009) aqui
48. Coyne, Why Evolution Is True, p. 134. National Academy of Sciences, Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, Second edition (Washington, DC: National Academy of Sciences Press, 1999), Chapter on “Evidence Supporting Biological Evolution”, p. 10. Disponível online (2009) aqui. Phillip E. Johnson, “The Church of Darwin”, The Wall Street Journal (August 16, 1999): A14. Disponível online (2009) aqui
49. Alan H. Linton, “Scant Search for the Maker”, The Times Higher Education Supplement (April 20, 2001), Book Section, p. 29. Frederick M. Cohan, “What Are Bacterial Species?”, Annual Review of Microbiology 56 (2002): 457-482. Disponível online (2009) aqui
50. Paul A. Nelson, “The role of theology in current evolutionary reasoning”, Biology and Philosophy 11 (October 1996): 493 - 517. Abstract disponível online (2009) aqui. Jonathan Wells, “Darwin’s Straw God Argument”, Discovery Institute (December 2008). Disponível online (2009) aqui. Jonathan Wells, “Darwin’s Straw God Argument”, Discovery Institute (December 2008). Disponível online (2009) aqui. 

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Esta é a primeira vez que dedico uma postagem a alguém. Na verdade, é dedicada a Francisco Salzano, Sergio Pena e demais signatários de uma carta enviada , manifestando preocupação e [se declarando] afrontados com o avanço e a defesa da teoria do Design Inteligente por cientistas da ABC. Esses cientistas revelaram espírito anticientífico ao tentar intimidar vozes científicas dissidentes e céticas da robustez epistêmica das atuais teorias científicas sobre a origem e evolução do Universo e da vida. A ciência qua experiência humana é sujeita a revisão e até simples descarte de suas mais queridas teorias, e não é impedindo a divulgação de ideias diferentes que se promove o avanço da ciência. Francisco Salzano, Sergio Pena et al, que vergonha: vocês são contra a livre circulação e debates de ideias científicas nas universidades. A carta de vocês vai entrar para a História da Ciência como exemplo-mor de “patrulhamento ideológico”, censura, e de uma profunda covardia ao não mencionar para o presidente da Academia Brasileira de Ciências o nome do cientista de renome e saber científico que promove a teoria do Design Inteligente no Brasil: o nome dele é Prof. Dr. Marcos Nogueira Eberlin, o segundo cientista brasileiro mais citado em publicações científicas. Escrevi isso acima com profundo desprazer de um lado, e por outro lado com profunda alegria de desafiar a Nomenklatura científica e mostrar suas partes intestinais podres na defesa do materialismo filosófico que posa como se fosse ciência!”

Quarta-feira, Maio 23, 2012

Primeira prova da existência da Belém bíblica

Arqueólogos israelenses acharam em Jerusalém um selo de argila com a inscrição “Bat Lechem”, que se supõe ser a primeira evidência arqueológica da existência de Belém durante o período que aparece descrito na Bíblia, informou nesta quarta-feira a Autoridade de Antiguidades de Israel. Trata-se de uma espécie de esfera de argila que se usava para carimbar documentos e objetos, que foi encontrada nas polêmicas escavações do “Projeto Cidade de David”, situado no povoado palestino de Silwán, no território ocupado de Jerusalém Oriental. Datada entre os séculos VII e VIII a.C., a peça é meio milênio posterior às Cartas de Amarna, uma correspondência diplomática em língua acádia sobre tabuletas de argila entre a Administração do Egito faraônico e os grandes reinos da época e seus vassalos na zona.

O descobrimento anunciado nesta quarta-feira remete a uma época posterior, a do Primeiro Templo Judeu (1006-586 a.C.), citada no Antigo Testamento como parte do reino da Judeia.

“É a primeira vez que o nome de Belém aparece fora da Bíblia em uma inscrição do período do Primeiro Templo, o que prova que Belém era uma cidade no reino da Judeia e possivelmente também em períodos anteriores”, assinalou o responsável pelas escavações, Eli Shukron, em comunicado. “A peça é do grupo dos ‘fiscais’, ou seja, uma espécie de selo administrativo que era usado para carimbar cargas de impostos que se enviavam ao sistema fiscal do reino da Judeia no fim dos séculos VII e VIII a.C”, acrescenta a especialista.


Nota: Vez após vez, são encontrados vestígios que autenticam o pano de fundo histórico da Bíblia. Mais de 40 personagens e 40 lugares bíblicos foram confirmados pela arqueologia. Na verdade, a Bíblia é o documento antigo que mais conta com evidências históricas e arqueológicas a favor de sua autenticidade. Se a historicidade da Bíblia é precisa, por que não sua teologia? Leia mais sobre arqueologia bíblica aqui.[MB]

Enguia fóssil tem coluna parecida com a humana


Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) mostrou que uma enguia que viveu há cerca de 350 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] já tinha uma coluna vertebral semelhante à dos animais terrestres, incluindo os humanos. Em geral, os peixes têm uma anatomia mais simples, dividida apenas em duas partes – antes e depois da cauda. Já os animais terrestres têm a coluna separada em cinco seções – cervical (no pescoço), torácica (na parte de cima do tronco), lombar (na parte de baixo do tronco), sacrais (na altura da pélvis) e caudais (na cauda). As vértebras de cada uma dessas regiões possuem características próprias, que revelam a que parte ela pertence. O fóssil do Tarrasius problematicus, encontrado na Escócia, revela que essa enguia pré-histórica tinha a versão mais complexa, com as cinco subdivisões. A descoberta de Lauren Sallan, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, publicada pela revista científica Proceedings of the Royal Society B traz um problema para os paleontólogos. Normalmente, as características das vértebras eram usadas para determinar se um fóssil era de um animal aquático ou terrestre. Com a novidade, esse traço sozinho não será mais suficiente para revelar os hábitos de um animal pré-histórico.


Nota: Bota problematicus nisso esse novo fóssil! É mais uma evidência factual que mostra o quão pouco os darwinistas sabem sobre a história passada da vida na Terra. E esse não é o único problema com que eles têm que lidar. A questão é: Como explicar tremenda complexidade em tempos tão remotos, como ocorre com esta água viva, por exemplo? Como explicar que órgãos tão complexos tenham evoluído independentemente em seres tão diversos, como ocorre também com o olho da lula e do ser humano? E mais: Essa descoberta relacionada ao Tarrasius problematicus adiciona outro ponto constrangedor à história: durante muito tempo, animais aquáticos e terrestres foram diferenciados com certeza por essas características nas vértebras. É mais ou menos como a suposta evolução humana: as certezas do passado volta e meia são derrubadas por novas descobertas (geralmente fragmentos de ossos sujeitos a muita interpretação subjetiva). Sem dúvida, é um golpe no orgulho de pesquisadores que acham que já sabem de tudo sobre evolução e origem da vida. Repensar teorias não deveria doer tanto...[MB]

O artigo original (“Tetrapod-like axial regionalization in an early ray-finned fish”) pode ser lido aqui.

Mistério: O que causou o Dia Escuro?

O fenômeno aconteceu em 19 de maio de 1780 na Nova Inglaterra (EUA) e Canadá, e foi conhecido como o Dark Day ou Dia Escuro. Pelo nome, você já entendeu: foi um dia escuro. Nos últimos 232 anos, historiadores e cientistas têm discutido a origem do evento: seria um vulcão, uma nuvem de fumaça, um asteroide, ou algo mais sinistro? Com o pouco conhecimento da época, as pessoas estavam com medo, e alguns advogados de Connecticut (EUA) achavam que estava ocorrendo o Julgamento Final, principalmente porque nos dias anteriores, tanto o sol quanto a lua tiveram uma luz avermelhada. Mas o que poderia ter acontecido naquele dia de 1780?

O Departamento de Meteorologia apontou que uma nuvem espessa poderia baixar o suficiente para fazer as luzes das ruas acenderem e os carros terem que ligar os faróis. Mas é improvável que uma nuvem fosse capaz de causar todos os eventos do Dia Escuro. Um eclipse também foi descartado, por que esses eventos são previsíveis, e não há registro de um naquele dia. Além do mais, eclipses duram poucos minutos.

Outra possibilidade seria a erupção de um vulcão – a erupção do Eyjafjallajokull espalhou cinzas na atmosfera o suficiente para obrigar aeroportos a cancelarem pousos e decolagens por toda a Europa Setentrional. Além disso, as cinzas vulcânicas podem causar “dias amarelos”. Só que não há registro de atividade vulcânica naquele ano de 1780, o que faz com que uma nuvem vulcânica seja improvável. E a queda de um asteroide também é improvável, embora não possa ser descartada.

A resposta para esse enigma pode estar nas árvores, acreditam alguns cientistas. Acadêmicos do Departamento de Silvicultura da Universidade do Missouri (EUA) analisaram troncos de árvores da Nova Inglaterra, em uma região em que prevalecem os ventos vindos do oeste. Eles encontraram anéis com marcas de incêndio datando daquela época.

O professor associado de geografia William Blake, da Universidade de Plymouth (EUA), aponta que houve uma seca na região em 1780, fazendo com que um incêndio seja provável. Mas um incêndio florestal poderia causar um escurecimento como o relatado? O professor Blake conta que testemunhou incêndios na Austrália e que, quanto maior o incêndio, mais ele escurece o céu. E a combinação de fuligem e neblina pode fazer cair uma escuridão.

O relato de testemunhas oculares dá força à hipótese do incêndio florestal, já que alguns relatam que sentiram um cheiro estranho que parecia com o de uma casa de malte ou um forno a carvão.

O curioso é que dias escuros não são novidade. William Corliss, físico e cronista de eventos inexplicáveis, conseguiu reunir o relato de 46 dias escuros entre 1091 e 1971. Um deles assustou a população da mesma região em 1950, causado por um incêndio em Alberta (EUA). Algumas pessoas acharam que se tratava de um ataque nuclear ou um eclipse solar, pois a escuridão era tanta que parecia meia-noite para quem acordasse ao meio-dia.

E você, tem alguma outra explicação para o misterioso Dia Escuro?

(BBC, via Hypescience) 

Nota: Já que a matéria acima termina com uma pergunta, leia o que Mervyn Maxwell escreveu em seu ótimo livro Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse: “O nascer do sol na sexta-feira, dia dezenove, foi visível na maior parte da Nova Inglaterra, mas - tal como a Lua na noite anterior - o Sol permaneceu vermelho à medida que se erguia. Uma grande nuvem negra assomou, agourenta, no sudoeste. [...] A Assembleia Legislativa de Connecticut suspendeu a sessão às onze horas, pois os deputados não conseguiam ver os rostos uns dos outros." E o livro prossegue a descrição desse dia curioso e assustador que compreende, na profecia, um dos sinais do início do tempo do fim.[MB]
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