Palestra
apresentada pelo jornalista Michelson Borges no encontro de mulheres da
Associação Paulista Sudoeste da Igreja Adventista (Hortolândia, SP, maio de
2013),
quarta-feira, junho 19, 2013
terça-feira, junho 18, 2013
Jovem brasileira protesta contra a injustiça social
“Ai daquele que constrói o seu palácio por meios corruptos, seus aposentos, pela injustiça, fazendo os seus compatriotas trabalharem por nada, sem pagar-lhes o devido salário.” Jeremias 22:13 (NVI). “O Senhor prova o justo mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a Sua alma odeia.” Salmo 11:5 (NVI) [Via blog Minuto Profético]
Momento histórico de uma história que não muda
Em
1990, cansados de ver nossos professores receber salários humilhantes,
organizamos uma manifestação com cartazes, gritos de guerra e passeata pacífica
(fotos abaixo). A polícia acompanhou de perto, a TV apareceu, mas depois cada
um foi para sua casa, os professores entraram em greve e nada mudou. Os anos se
passaram e as reclamações de baixos salários por parte dos professores viraram
mantra de uma classe injustiçada e sem força política.
Em
1992, foi a vez de os "caras pintadas" irem às ruas exigir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Deu
certo. Collor saiu. Mas as coisas mudaram para melhor? Houve mais investimentos
nas tão faladas áreas da educação, saúde e segurança? A justiça social, a justa
distribuição de renda e a integridade/honestidade política passaram a ser
realidade? Pelo contrário. Com o escândalo do mensalão (2005/2006), ficou
evidente que os homens e as mulheres que regem este país (com raríssimas e
nobres exceções) são “farinha do mesmo saco”. Aqueles que em nossa juventude
defendemos com discursos inflamados e para os quais demos nosso precioso voto
agora estão aí fazendo quase nada do que prometeram.
![]() |
| Manifestação que organizamos em 1990, em Criciúma, SC |
![]() |
| O objetivo do nosso protesto foi mostrar simpatia à causa dos professores |
Sim,
é emocionante ver as multidões nas ruas exigindo seus direitos (embora muitos
nem saibam exatamente quais nem dependam tanto deles, por fazerem parte da
classe média que quase nem toma ônibus). Impressiona ver despertado um poder de mobilização que parecia não existir (e o povo tem mais é que se manifestar contra o desgoverno dos políticos). Mas a falta de organização também é gritante.
Protestam contra os gastos com a Copa depois de os estádios terem sido
construídos e bilhões de reais terem evaporado. Por que não protestaram quando
algo poderia ter sido feito? Vão fazer o que agora, demolir os coliseus do pão
e circo modernos? Protestam contra a corrupção, mas votam nos protagonistas dos
escândalos e das maracutaias. Protestam contra a Globo, mas são as mesmas
pessoas que garantem os altos índices de audiência da emissora que leva ao ar suas
novelas alienantes e os big brothers
da vida.
A
edição do Jornal Nacional de ontem, para mim, foi uma boa representação do
coração dividido desta nação. Enquanto Patrícia Poeta e repórteres de rua davam
informações sobre os protestos em várias capitais do Brasil, William Bonner
estampava um sorriso anacrônico, sem graça ao falar sobre a Copa das Confederações.
Fale-me sobre as revoltas, mas não deixe de me entreter com meu futebolzinho.
As duas principais pautas do JN de ontem não tinham “liga”, exatamente como não
se ligam o Carnaval, o “jeitinho brasileiro” e a idolatria futebolística com
esses ares de mudança que nunca chegam, porque o que se vê nas ruas depois
passa e tudo volta ao “normal” (espero sinceramente estar errado, desta vez). Onde estarão daqui a cinco, dez, vinte anos esses
estudantes que tomaram as ruas com seus cartazes? Estarão vestidos com seus ternos
de grife em escritórios climatizados em busca do “vil metal” ou, quem sabe,
escrevendo algum texto desiludido num blog qualquer?
Bem,
antes que você pense que estou na segunda categoria, deixe-me dizer-lhe que, em
1990, eu não fazia ideia de que o Grande Conflito é muito maior do que as
pessoas imaginam. Nossa luta não é simplesmente contra a corrupção e as injustiças sociais, por mais legítimo que seja isso. Eu não
imaginava que a verdadeira batalha não é travada nas ruas, mas no coração das
pessoas. E enquanto esse coração não for rendido Àquele que pode recriar
(porque “retoques” não resolvem nada), manifestações e mais manifestações se
seguirão e as coisas permanecerão basicamente as mesmas.
Mais de vinte anos após aquela manifestação singela de estudantes sonhadores em Criciúma, continuo inconformado com as injustiças do mundo. Mas hoje sei a que Autoridade recorrer.
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. [...] Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:6, 10).
Mais de vinte anos após aquela manifestação singela de estudantes sonhadores em Criciúma, continuo inconformado com as injustiças do mundo. Mas hoje sei a que Autoridade recorrer.
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. [...] Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:6, 10).
(Michelson Borges, um
jornalista desencantado com este mundo, mas encantado com o que virá)
Leia também: "¿Por qué Brasil y ahora?", "Além do voto" e "O reino de Deus e a cidade dos homens"
Leia também: "¿Por qué Brasil y ahora?", "Além do voto" e "O reino de Deus e a cidade dos homens"
segunda-feira, junho 17, 2013
Doença estranha transforma músculos em ossos
Em
listas de condições médicas bizarras/assustadoras, a fibrodysplasia ossificans
merece um lugar especial: músculos gradualmente se transformam em ossos e,
conforme a doença evolui, a pessoa tem dificuldade não apenas de se mover, mas
também de se alimentar e respirar. Extremamente rara (acredita-se que haja um
ou dois milhões de casos atualmente, e só algumas centenas foram relatadas),
essa condição é causada por uma mutação
no gene ACVR1, que serve para produzir uma
proteína que converte cartilagem em osso – um processo que, normalmente, ocorre de forma gradual e bastante
limitada da infância à vida adulta. Qualquer tipo de trauma físico em uma
pessoa com fibrodysplasia ossificans pode fazer com que os músculos na região
afetada comecem a ossificar. Esse processo também pode ser causado por doenças
virais, como gripe.
Em
geral, o problema se manifesta ainda na infância, com o enrijecimento do
pescoço e dos ombros e, infelizmente, não há cura conhecida (há uma proteína
que interrompe a ossificação em ratos, mas falta testar em humanos), e qualquer
intervenção cirúrgica pode agravar a situação. Até o momento, a única coisa que
uma pessoa com fibrodysplasia ossificans pode fazer é tomar muito cuidado para
evitar qualquer tipo de trauma físico.
Nota:
Note que essa doença grave é causada por apenas
uma mutação no gene ACVR1, que serve para produzir apenas uma proteína que converte cartilagem em
osso, e que esse processo normalmente ocorre de forma gradual e bastante
limitada da infância à vida adulta. Ou seja, para que ocorra a calcificação dos
nossos ossos (que devem ser calcificados), é necessária uma “engenharia” finamente
ajustada que depende do gene certo agindo no tempo certo com a produção da
proteína certa. Se apenas esse gene estiver ausente ou não funcionar
adequadamente, o processo desanda. Pergunto: Até que esse gene “aparecesse” e o
processo se ajustasse devidamente para fazer o que tem que fazer, como nossos
ancestrais não se extinguiram? O que impediu que todos os nossos supostos
ancestrais desenvolvessem fibrodysplasia ossificans e outras tantas doenças
fatais que são resultado de alterações mínimas no genoma?[MB]
A Descoberta: impressões dos leitores
“Minha
família e eu começamos a ler o livro A Descoberta e já estamos no quarto capítulo. Paramos contra a vontade, com
medo de terminar o livro em uma noite e acabar de participar dessa história
empolgante que nos conquistou. Parabéns pelo livro!” Carlos Alberto Mariano, médico
“Então...
não resisti e tive que ler tudo (rsrsr). O Carlos até ‘brigou’ comigo (rsrsrsr),
mas é impossível ler e parar! Parabéns, Michelson Borges e Denis Cruz pelo
livro. Ele é muito bom, magnífico! Um livro que consegue prender a leitura. Marcia Mariano, terapeuta
“Li
O Livro amargo, de Denis Cruz, e
gostei muito. Conheço todos os livros do Michelson Borges e muitas de
suas palestras sobre criacionismo, e nunca pensei que os autores escreveriam
juntos uma obra literária com romance, ateísmo, fé, muito conhecimento sobre o
evolucionismo em debate com o criacionismo, e tudo de acordo com nossos
princípios. Li esse livro numa sentada! É incrível como Denis Cruz e Michelson
Borges conseguiram juntar tanto conhecimento científico de uma forma tão
simples e com uma linguagem acessível. Indico esse livro para todos que gostam
de ler literatura, de ler sobre a criação, de ler sobre o evolucionismo; para
aqueles que têm algumas dúvidas sobre a origem do Universo; para todos os que
são cristãos e para os que não tem uma crença definida. Esse livro superou
minhas expectativas.” Fabiana Novakoski,
professora
PARTICIPE DO SORTEIO!
A comunidade do Facebook “Amo Livros Adventistas” está sorteando um exemplar do livro A Descoberta (clique aqui para adquirir) com a dedicatória dos autores Michelson Borges e Denis Cruz. Para concorrer, basta cumprir um dos requisitos a seguir:
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Se você cumprir os três requisitos, terá três chances de ganhar.
Participe!
P.S.: No dia 22 deste mês, os autores farão o lançamento oficial do livro na Igreja Adventista das Mangueiras, em Tatuí, SP (cidade na qual está localizada a Casa Publicadora Brasileira). Após as palestras e entrevista com os autores, haverá seção de dedicatórias.
domingo, junho 16, 2013
Teoria da evolução das estrelas estava incorreta
O
processo de evolução estelar ensinado nos livros de astronomia está incorreto -
ou, no mínimo, incompleto. O modo como as estrelas evoluem e terminam suas
vidas foi durante muitos anos um processo considerado bem compreendido. Modelos
computacionais detalhados preveem que estrelas com massa semelhante à do Sol
passem por uma fase no final das suas vidas, quando ocorre uma queima final de
combustível nuclear, e grande parte da massa das estrelas é perdida na forma de
gás e poeira, que literalmente iriam para o espaço. Esse é o chamado ramo
gigante assintótico ou AGB (sigla em inglês para asymptotic giant branch). Esse nome estranho é devido à posição que
essas estrelas ocupam no diagrama de Hertzsprung-Russel, um gráfico que mostra
o brilho das estrelas em função das suas cores. No entanto, novas observações
de um enorme aglomerado estelar, obtidas com o Very Large Telescope do ESO,
mostraram - contra todas as expectativas - que a maioria das estrelas estudadas
simplesmente não chega a essa fase de sua evolução. Uma equipe internacional
descobriu que a quantidade de sódio presente nas estrelas permite prever de
modo muito preciso como é que esses objetos terminarão suas vidas.
Durante
um curto período de tempo, o material ejetado para o espaço é iluminado pela
intensa radiação ultravioleta que vem da estrela, formando uma nebulosa
planetária. Esse material expelido é depois utilizado para formar uma nova
geração de estrelas, sendo esse ciclo de perda de massa e renascimento vital
para sustentar a atual explicação sobre a evolução química do Universo. Esse
processo fornece também o material necessário à formação de planetas - e contém
ainda os ingredientes necessários à vida orgânica.
No
entanto, o australiano Simon Campbell (Universidade Monash, Austrália),
especialista em teorias estelares, descobriu em artigos científicos antigos
indícios importantes de que algumas estrelas poderiam de algum modo não seguir
essas regras, pulando completamente a fase AGB. “Para um cientista de modelos
estelares, essas hipóteses pareciam loucas! Todas as estrelas passam pela fase
AGB, de acordo com os nossos modelos. Eu verifiquei e tornei a verificar todos
os estudos antigos sobre o assunto, e acabei por concluir que esse fato não
tinha sido estudado com o rigor necessário. Por isso decidi eu mesmo investigar
o assunto, apesar de ter pouca experiência observacional”, conta o pesquisador.
Campbell
e a sua equipe utilizaram o VLT para estudar com muito cuidado a radiação
emitida pelas estrelas do aglomerado estelar globular NGC 6752, situado na
constelação austral do Pavão. Essa enorme bola de estrelas antigas contém uma
primeira geração de estrelas e uma segunda geração, formada pouco tempo depois.
As duas gerações podem ser identificadas pelas quantidades diferentes de
elementos químicos leves, tais como carbono, nitrogênio e - crucial para esse
estudo - sódio.
Os
resultados revelaram-se surpreendentes. Todas as estrelas AGB do estudo eram da
primeira geração, com níveis de sódio baixos, e nenhuma das estrelas da segunda
geração, com níveis mais altos de sódio, tinha se tornado uma AGB. Um total de
70% das estrelas não estavam nessa fase final de queima nuclear com consequente
perda de massa. Em outras palavras, essas estrelas morrem muito mais jovens do
que se calculava, e sem a espalhafatosa fase de queima de hélio, quando a
estrela emite uma luz extremamente forte.
Isso
tem grande impacto não apenas sobre as teorias, mas também sobre as campanhas
observacionais: a enorme quantidade de estrelas que deveriam estar se tornando
superbrilhantes ao atingir a fase final das suas vidas simplesmente não existe.
“Parece
que as estrelas precisam de uma ‘dieta’ pobre em sódio para que possam atingir
a fase AGB no final das suas vidas. Essa observação é importante por várias
razões. Essas estrelas são as mais brilhantes nos aglomerados globulares - por
isso haverá 70% menos dessas estrelas tão brilhantes do que a teoria prevê. O
que significa também que os nossos modelos estelares estão incompletos e devem
ser corrigidos”, conclui Campbell.
A
equipe espera que sejam encontrados resultados semelhantes para outros
aglomerados estelares e está planejando mais observações. Ele levanta a
hipótese de que as estrelas que saltam a fase AGB evoluirão diretamente para
anãs brancas de hélio, arrefecendo gradualmente ao longo de muitos bilhões de
anos.
Não
se acredita que o sódio seja por si só a causa desse comportamento diferente,
embora o elemento deva estar fortemente ligado ao fenômeno, que permanece um
mistério.
Nota:
Interessante... Já destaquei em outras ocasiões o
fato de que em astronomia os paradigmas são mais facilmente modificados com
base em observações. E é assim que a ciência avança. Agora é o entendimento da
evolução estelar que pode sofrer modificações. Quando será que a ideia da
macroevolução sofrerá também mudanças, alterações e até descarte, visto que os
dados estão contra ela? Bem, aqui parece que o dogma é mais forte.[MB]
Túmulos cristãos são encontrados pichados em Israel
Túmulos
cristãos apareceram com pichações em um cemitério de Rafah, na periferia da
cidade israelense de Tel Aviv, depois da suposta ação de extremistas judeus,
informou a polícia israelense nesta quinta-feira. Os vândalos escreveram em
hebraico “O preço a pagar” e “Revanche” em sepulturas de um cemitério ortodoxo
em Rafah, região habitada tanto por judeus como por muçulmanos, afirmou à AFP o
porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld. Os pneus de cinco veículos estacionados
nas proximidades também foram apreendidos, acrescentou o representante da
polícia, explicando que “aparentemente o crime ocorreu à noite”.
Pichações
e insultos anticristãos em hebraico haviam aparecido em maio na parede da
igreja da Dormição, uma das principais de Jerusalém. Esse tinha sido o último
de uma série de atos de vandalismo contra cristãos.
Colonos
extremistas e ativistas de extrema direita atacam lugares de cultos muçulmanos
e cristãos e se opõem a palestinos e árabes israelenses, militantes pacifistas
israelenses e ao exército, assim como combatem decisões do governo que
consideram hostis aos seus interesses.
Apesar
da condenação sistemática desses atos por parte das autoridades de Israel, seus
autores raramente são presos ou muito menos processados.
(Terra)
Nota:
Não são apenas os extremistas que hostilizam cristãos por lá. Em 2011, o
programa de TV Toffee Ve-Ha Gorillah desrespeitou Jesus Cristo num episódio em
que um fantoche de macaco foi crucificado (confira aqui). No diálogo com o macaco, a apresentadora (cujos trajes deixam claro não
se tratar de uma ortodoxa) diz que Jesus era inimigo do povo judeu. Depois de
“pregado”, o macaco diz: “Meu Deus, por que me abandonaste?” Ao que a
apresentadora responde: “Você é um nazista, Yeshu, você é um nazista.” São situações
lamentáveis essas, que só alimentam o espírito de intolerância e ódio.[MB]
sexta-feira, junho 14, 2013
O pensamento hebraico comparado ao grego
Adotar uma perspectiva hebraica das
Escrituras ajuda a entender o pensamento dos autores bíblicos
Na Antiguidade, dentre as várias
cosmovisões existentes, duas, em especial, se destacavam. Grécia e Israel
tinham modos bem distintos de pensar. É preciso admitir que os gregos deixaram
uma herança muito rica para o Ocidente, nas artes, na ciência e na cultura. Sem
eles, não seríamos o que somos hoje. No entanto, do ponto de vista religioso, a
influência grega trouxe mais problemas do que vantagens. Se hoje temos tanta
dificuldade para entender a Bíblia, em grande parte, isso se deve à nossa mente
“helenizada” (é preciso lembrar que os autores bíblicos eram, em sua maioria,
hebreus e que até o Novo Testamento, escrito em grego, reflete o modo hebraico
de pensar). Daí a importância de entender mais a fundo a mentalidade hebraica
antiga.
No mês de julho, a revista Conexão2.0 vai trazer na íntegra essa matéria. Ela vai ajudar você a entender a
Bíblia, redefinir seu conceito de amor e experimentar a fé de um jeito novo.
Não deixe de ler!
Pesquisa confirma o que já sabíamos há anos
Nesta
semana, chamou a atenção (especialmente dos adventistas do sétimo dia) uma pesquisa realizada
na Califórnia segundo a qual pessoas que adotam uma dieta vegetariana (e os
pesquisados foram justamente membros vegetarianos da igreja adventista) têm
risco de morte 12% menor em comparação com as pessoas que comem carne. É
gratificante ver a ciência mais uma vez confirmando conselhos inspirados dados
há um século [!]. Para os adventistas que costumam ler os ótimos livros de Ellen White
(com destaque para o clássico A Ciência do Bom Viver),
pesquisas dessa natureza na verdade não são novidade. Leia as citações a seguir
(os itálicos e os trechos entre colchetes são meus. – MB):
“Se os adventistas do sétimo dia pusessem
em prática o que professam crer, se fossem sinceros reformadores da saúde, seriam realmente um espetáculo ao mundo,
aos anjos e aos homens. E revelariam um zelo bem maior pela salvação daqueles
que ignoram a verdade [note que a sensibilidade missionária está relacionada
também com o cuidado com a saúde]. Maiores
reformas devem-se ver entre o povo que professa aguardar o breve
aparecimento de Cristo. A reforma de saúde deve efetuar entre nosso povo uma
obra que ainda não se fez. Há pessoas que
devem ser despertadas para o perigo de comer carne, que ainda comem carne
de animais, pondo assim em risco a saúde
física, mental e espiritual” (Conselhos Sobre Saúde, p. 575).
“Tem-me sido repetidamente mostrado que
Deus está procurando nos levar de volta, passo a passo, a Seu desígnio original – que o ser humano
subsista com os produtos naturais da terra [Deus quer nos levar ao Seu desígnio
original em todos os aspectos: casamento heterossexual monogâmico,
vegetarianismo, criacionismo, etc.]. Entre os que estão aguardando a vinda do
Senhor, deve a alimentação cárnea ser
finalmente abandonada; a carne deixará de fazer parte de seu regime
alimentar. Devemos ter isto sempre em mente, e procurar agir firmemente nesse sentido” (Conselhos
Sobre Saúde, p. 450).
“A força dominante do apetite demonstrar-se-á
a ruína de milhares quando, se houvessem triunfado nesse ponto, teriam tido
força moral para ganhar a vitória sobre qualquer outra tentação de Satanás [se
não conseguirmos vencer o apetite pervertido, como poderemos vencer em questões
ainda mais probantes?]. Os que são escravos do apetite, no entanto, deixarão de
aperfeiçoar o caráter cristão. A incessante transgressão do ser humano através
de seis mil anos tem trazido em resultado doença, dor e morte. E, à medida que
nos aproximamos do fim do tempo, a tentação do inimigo para ceder ao apetite
será mais poderosa e difícil de vencer” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 59).
Note que, segundo os textos acima (e
muitos outros da mesma autora), a longevidade e a saúde física desfrutadas pelos
que adotam uma dieta o mais natural possível são “apenas” uma bênção adicional
no processo. O propósito principal é, sem dúvida, a maior consagração e o
refinamento dos sentidos, da sensibilidade e da capacidade de nos comunicarmos
com Deus. Se no passado (quando todos os alimentos eram bem mais saudáveis)
esse assunto não foi tão levado a sério, neste tempo – em que rapidamente nos
aproximamos do fim e os alimentos estão ainda mais insalubres –, é preciso dar
mais atenção ao tema da temperança. Não apenas nossa saúde física (importante
como possa ser) depende disso, mas, sobretudo, nossa espiritualidade e nosso
discernimento mental, que serão provados até o limite num momento crucial em
que a história humana terá seu desfecho.
Estejamos atentos às confirmações da
ciência (mais um “recadinho” de Deus), mas, principalmente, aos conselhos da
Revelação. Devemos dar a devida importância a esse assunto, “agir firmemente
nesse sentido” e fazer tudo com sabedoria e equilíbrio, buscando informações
corretas a fim de que a reforma de saúde realizada com muita oração
(reavivamento) faça dos reformadores um “espetáculo ao mundo”, não um show bizarro protagonizado por “atores”
desequilibrados e fanáticos.[MB]
A descoberta da origem do câncer de mama
Segundo
a revista IstoÉ desta semana, um novo estudo divulgado pela revista científica Stem Cell Reports acrescentou uma
informação valiosa para o entendimento dos mecanismos que levam ao câncer de
mama. Pesquisadores americanos e canadenses descobriram que um dos tipos de
células-tronco, as chamadas luminal progenitoras (que dão origem a um gênero de
tecido mamário), são geneticamente mais vulneráveis às transformações que levam
ao câncer. Elas estão situadas nos ductos, canais que conduzem o leite
produzido pela glândula mamária até os mamilos. Seria nessas estruturas,
portanto, que a enfermidade começaria. O motivo que as torna mais sujeitas a
apresentar os erros genéticos que deflagram o câncer é o fato de terem
telômeros menores do que as outras células que dão origem a outros tecidos das
mamas. Os telômeros são estruturas presentes nas extremidades dos cromossomos
(onde estão abrigados os genes que compõem o nosso código genético). Uma de suas
funções é proteger a integridade dos genes durante o processo de renovação
celular, impedindo, por exemplo, as fusões de cromossomos. Quando isso ocorre,
a célula pode ganhar ou perder um cromossomo, o que resulta em um defeito
genético.
Durante
o processo de envelhecimento, os telômeros vão encurtando, deixando as células
mais vulneráveis a essas alterações. O que o trabalho agora divulgado
demonstra, porém, é que eles são naturalmente menores nas células luminais
progenitoras, independentemente da idade. Significa que essas células são
normalmente mais expostas a erros de funcionamento que podem desencadear a
doença.
“Nosso
trabalho ajuda a entender melhor como a enfermidade começa a partir de mudanças
no DNA que podem, por exemplo, ligar ou desligar um gene envolvido na
replicação celular”, disse David Gilley, coordenador da pesquisa.
Nota:
Fica de novo no ar a pergunta: Se apenas pequenas modificações em partes
minúsculas dos genes (como os telômeros) podem acarretar sérios danos à vida,
como conceber a ideia de que a vida tenha começado de maneira rudimentar, sem
os mecanismos de reparo vitais às células, e chegado até nossos dias, depois de
tantos supostos milhões de anos? Doenças como o câncer (e tantas outras) já
teriam dizimado nossa espécie.[MB]
Leia também: "Os seios de Angelina e a prevenção radical", "Felicidade diminui risco de câncer de mama", "Amamentação protege de câncer de mama", "Vinho aumenta risco de câncer de mama" e "Super-heroínas fazem exame de câncer de mama"
Leia também: "Os seios de Angelina e a prevenção radical", "Felicidade diminui risco de câncer de mama", "Amamentação protege de câncer de mama", "Vinho aumenta risco de câncer de mama" e "Super-heroínas fazem exame de câncer de mama"
quinta-feira, junho 13, 2013
“Elo perdido” ou mais especulações?
O
estudo do rosto do chamado “Chico de la Gran Dolina”, um adolescente que viveu
na Sierra de Atapuerca, no norte da Espanha, há quase um milhão de anos
[segundo a cronologia evolucionista], confirma a hipótese de que pode se tratar
de uma nova espécie: o Homo antecessor,
do qual apenas encontraram restos
nessa região. Parte do estudo foi publicada na revista científica Plos One, informou José María Bermúdez
de Castro, um de seus autores e membro da equipe científica de Atapuerca,
nesta terça-feira (11). A análise, realizada por cientistas do Centro Nacional
de Pesquisa sobre a Evolução Humana e da Universidade de Nova York (EUA),
concluiu que o rosto tem traços modernos, já que é visível uma expansão
craniana e os dentes também são modernos, embora ainda possuam “traços
primitivos”. “Sem dúvida alguma”, de acordo com Bermúdez de Castro, se trata de
uma espécie distinta de todas encontradas até agora.
O
paleontólogo diz acreditar que o Homo antecessor pode estar “muito
próximo” ao antepassado comum entre o Homo
neandertal e o homem moderno, “inclusive poderia ser esse ancestral”, embora seja algo que ainda tem que ser
debatido com a comunidade científica. Trata-se de um tronco comum que deve ter
surgido em uma zona situada entre o leste da África e o sudoeste da Ásia entre
o Homo neandertal, que se expandiu
pela Eurásia, e o homem moderno, cuja origem é situada na África.
Bermúdez
de Castro reconhece que a comunidade científica não está totalmente de acordo
em relação a esse ponto e pede uma opinião, embora ele tenha lembrado que quase não foram feitos estudos sobre
restos do Homo antecessor do que os
realizados pelos membros da equipe de Atapuerca.
O
estudo foi focado no rosto mediante um remodelador facial que permitiu saber
qual teria sido o aspecto do adolescente - cujos restos foram encontrados em
escavações em 1995 - quando alcançasse a idade adulta.
Seus
restos também foram comparados aos de um Homo
ergaster, ser mais primitivo, encontrado em uma jazida em Marrocos e com a
mesma idade dental. Existem “diferenças evidentes” entre os dois, já que o
segundo apresenta uma menor reabsorção facial, por isso seus traços são “mais
primitivos”, além de possuir uma dentadura também menos evoluída e um crânio
menor.
Os
restos do Chico de la Gran Dolina, que morreu na Serra de Atapuerca, não são os
únicos que poderiam permitir estudos sobre essa espécie. Até agora, foram
localizados 140 restos de 11 indivíduos, embora a maioria deles seja de
crianças e adolescentes, havendo apenas restos de dois adultos.
Bermúdez
de Castro lembrou que os vestígios do Homo
antecessor foram encontrados em uma escavação e está convencido de que,
quando conseguirem escavar toda a extensão da região, encontrarão milhares de restos
mais, o que seria “uma orgia científica”.
No
entanto, também lembrou que ainda faltam
décadas para que se chegue a esse ponto, e por isso “é provável que sejam
meus netos os que irão vê-los”.
Nota:
Notou o grau de incerteza e quantas especulações estão contidas no texto?
Releia as partes grifadas. “Orgia científica” é sair publicando artigos com
base em poucos estudos (o pesquisador
admite isso) de apenas alguns restos,
a espera de que possam ser encontrados milhares de outros restos. Espera por
espera, os criacionistas também esperam que possam ser encontrados (ou não)
fósseis de seres humanos “gigantes”, algum dia, ou mesmo fósseis humanos com
fósseis de dinossauros (o que parece ser bem difícil, devido à diferença entre os
habitats desses dois tipos de criaturas). Perguntar não ofende: Caso pigmeus e
jogadores de basquete estivessem extintos há muito tempo e em locais diferentes
fossem encontrados fósseis desses dois tipos de seres humanos, quais seriam as
conclusões dos pesquisadores evolucionistas? Concluiriam se tratar de fósseis
de seres humanos que viveram na mesma época, sendo apenas variações de uma
mesma espécie? Pois é...[MB]
A barata e o mau uso da palavra “evolução”
Uma
das palavras mais mal usadas dentro do empreendimento científico é
inquestionavelmente a palavra “evolução”. Os evolucionistas usam a palavra
“evolução” para classificar a transformação de um réptil em ave (uma
impossibilidade científica), como também para classificar o fato de gatos
brancos gerarem gatos pretos, cinzentos ou brancos. No exemplo que se segue,
veremos como os evolucionistas usam essa mesma palavra para catalogar uma
transformação que em nada deve às fábulas de Darwin.
Embora
no mundo selvagem elas gostem de açúcar, as baratas aprenderam a evitar
armadilhas envenenadas cobertas de açúcar. Podem-se ver as baratas mais
inteligentes no vídeo que se encontra no site Live Science. Como normalmente acontece quando o assunto é evolução, as
manchetes das publicações científicas fizeram sua parte na guerra cultural
utilizando termos que não estão adequados aos fenômenos observados.
Stephanie
Pappas criou um título em que se lia: “Yikes! Baratas evoluíram para evitar armadilhas
açucaradas.” Os autores do artigo publicado na Science
alegaram que as baratas alemãs “evoluíram rapidamente uma aversão
comportamental adaptativa à glicose”. Eles falaram da aversão à glicose como o
“ganho de uma adaptação funcional” que “emergiu” durante o estudo das
populações de baratas.
No
entanto, os cientistas não declararam se as baratas que têm aversão à glicose são
uma nova espécie. Contrariamente ao que muitos crentes evolucionistas alegam, a
evolução darwiniana não se limita apenas às mudanças no comportamento
adaptativo que ocorrem dentro da espécie, mas sim ao aparecimento de uma nova
espécie. Se as baratas que têm aversão à glicose podem cruzar com as baratas
que não têm essa aversão à glicose, então não ocorreu qualquer tipo de evolução
(tal como entendemos o termo “evolução”).
Além
disso, o artigo presente no site Live Science revela que um dos autores admitiu que a aversão à glicose pode ser
uma característica antiga que emergiu dentro das novas condições ambientais
onde elas lidam com armadilhas feitas pelo ser humano: algumas plantas produzem
compostos agridoces tóxicos que as baratas teriam que evitar antes do “aparecimento”
dos seres humanos.
Para
piorar as coisas, as baratas que têm aversão à glicose podem até ser menos
saudáveis que as demais. No artigo do site Science Daily, o mesmo coautor admitiu que elas crescem mais devagar sem o estresse
ambiental.
As
baratas têm que se adaptar a uma variedade de fontes de alimento duvidosas, e a
aversão à glicose limita ainda mais o tipo de nutrição que elas podem obter. De
qualquer forma, essa observação não serve de evidência em favor da evolução
darwiniana – descendência comum através da seleção natural.
quarta-feira, junho 12, 2013
Palestra: Criacionismo na mídia (2013)
Palestra apresentada no Simpósio Universitário Adventista do Unasp (campus Engenheiro Coelho, SP), em maio.
Microrrobôs imitam comportamentos de seres vivos
Robôs
que entrem pelo corpo humano para executar procedimentos médicos servem de
inspiração para o trabalho de inúmeros roboticistas ao redor do mundo. Por
enquanto, eles só são eficazes no reino da ficção científica. Uma equipe
europeia está tentando transformar esse sonho em realidade por meio de um microrrobô
“vivo”, chamado Ciberplasma. Mas foi outro grupo, da Universidade Politécnica
de Madri, na Espanha, que saiu na frente. Alberto Brunete e seus colegas
construíram robôs de 25 milímetros de comprimento, cada um pesando cerca de 10
gramas. Os
microrrobôs são igualmente inspirados em seres vivos - eles se movimentam como
vermes, comunicam-se uns com os outros e possuem uma arquitetura de controle
baseada em algoritmos genéticos. Há uma grande flexibilidade também na forma,
uma vez que os robôs são construídos a partir de módulos, formando uma cadeia
que pode incorporar os módulos adequados para cada tarefa. O mais importante,
contudo, é a forma como os módulos interagem para trabalhar em conjunto.
“A
arquitetura de controle total é baseada em comportamentos e cada comportamento
dirige uma característica do microrrobô. A camada de comunicação é necessária
para assegurar que tanto os módulos, quanto os diferentes comportamentos
trabalhem em objetivos comuns”, explicou o professor Ernesto Gambao,
coordenador da equipe.
Para
que os módulos básicos se comuniquem uns com os outros, a fim de criar um robô
cuja funcionalidade total seja mais complexa do que a simples soma das
capacidades de cada segmento, foi necessário dotar cada módulo de um sistema de
controle e de uma interface de comunicação, que são comuns a todos. Essa
interface permite a conexão dos diferentes elementos de forma mecânica e elétrica
- a conexão elétrica inclui o sistema de comunicação.
O
resultado final é que o sistema de controle central do microrrobô recebe
informações de cada módulo e envia instruções a cada um deles, formando um
conjunto heterogêneo, mas interligado.
Embora
tenham as aplicações médicas como objetivo de longo prazo, os pesquisadores
afirmam que, no estágio em que estão, seus microrrobôs são adequados para
realizar limpeza ou monitoramento no interior de equipamentos e tubos de
pequenos diâmetros.
No
futuro, quem sabe, poderão também limpar veias e artérias entupidas.
Nota:
Mais uma vez fica claro que apenas para imitar (de longe) a complexidade dos
seres vivos os cientistas têm usado muita inteligência, muita tecnologia, muito
design e muito dinheiro – mas muitos
deles querem que acreditemos que os sistemas biológicos que os inspiram são
fruto do “acaso cego”! Eu faria apenas uma correção no primeiro parágrafo do
texto acima: microrrobôs que realizam “procedimentos médicos” não são coisa de
ficção científica. Eles já existem desde que a vida foi criada neste planeta.
São as nanomáquinas moleculares que habitam as
células e sem as quais a vida seria impossível. Elas realizam atividades fantásticas
e são tremendamente mais eficientes que qualquer coisa que o ser humano já
tenha inventado.[MB]
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