terça-feira, setembro 16, 2014

O segredo dos hunza, o povo que não envelhece

"Remédios" naturais
Sobre o vale do rio Hunza, na fronteira entre a Índia e o Paquistão, reside uma população que as pessoas conhecem como o “oásis da juventude” – e por mais de um motivo: seus habitantes vivem, em média, 120 anos, quase nunca ficam doentes e sua aparência é sempre jovem. Em relação às nações vizinhas, os moradores de Hunza se destacam por terem uma fisionomia semelhante à dos europeus, um idioma próprio (o burushaski, diferente de qualquer outro no mundo) e uma religião (a ismaelita) muito peculiar, parecida com a muçulmana. No entanto, o aspecto mais surpreendente dessa pequena nação é sua capacidade extraordinária de se manter sempre jovem e saudável. Seus habitantes tomam banhos imersos em águas geladas a 15 graus abaixo de zero, praticam esportes até os 100 anos de idade, as mulheres de 40 anos têm a aparência de adolescentes e é comum uma mulher dar à luz aos 65 anos. Durante o verão, as pessoas se alimentam de frutas e verduras cruas, enquanto no inverno, consomem damascos secos, grãos germinados e queijo de ovelha.

Robert McCarrison, um médico escocês, foi o primeiro a analisar e descrever a população do “vale feliz” e destacou o fato de os hunza consumirem uma dieta com restrição de proteínas. Ele comem, diariamente, uma média de 1.900 calorias, incluindo 50 gramas de proteína, 36 gramas de gordura e 365 gramas de carboidrato. E é precisamente essa dieta especial que, na opinião de McCarrison, permite a notável longevidade desse povo. Ao contrário dos países vizinhos, que compartilham a mesma condição climática, mas não possuem a mesma alimentação, os hunza não conhecem as doenças e têm uma expectativa de vida duas vezes maior. Os habitantes de Hunza, todavia, não escondem seu segredo: recomendam abertamente uma dieta vegetariana, trabalhar e se movimentar constantemente. Além disso, acrescentam que, entre muitos outros benefícios, o estilo de vida que levam permite estarem sempre de bom humor, sem tensão nem estresse.


Nota: Quem aplica as orientações de saúde deixadas pelo Criador colhe os bons frutos decorrentes dessa escolha. Que lição! [MB]

Há '44 milhões de anos' ácaro era ácaro e formiga, formiga

Nada de "evolução"
Uma luta entre um ácaro e uma formiga foi preservada por milhões de anos [segundo a majorada cronologia evolucionista], pois os animais ficaram presos em uma resina fóssil. O momento do ataque em que o parasita mordeu a cabeça da formiga foi eternizado em um pedaço de âmbar do tamanho de uma moeda de dez centavos e não sofreu deteriorações com o passar dos anos. O pequeno pedaço de âmbar foi adquirido por um colecionador que descobriu o tesouro nos países bálticos, na região nordeste da Europa. De acordo com análises, os animais datam de cerca de 44 a 49 milhões de anos atrás [idem]. O ácaro é um dos apenas 14 fósseis conhecidos de um grupo chamado de Laelapidae, cujos parentes modernos muitas vezes vivem entre as folhas caídas no chão das florestas e parasitam formigas. O motivo para que esse parasita seja tão raro de ser encontrado em fósseis é que para ele ser preservado era preciso um contexto muito particular. O ácaro precisava ficar muito tempo em árvores e fica preso na resina que escorre pelos troncos.


Nota: Curiosamente, os dois espécimes são praticamente idênticos aos seus parentes atuais. Quando não se parte para hipóteses baseadas em fósseis petrificados e muita imaginação para cobrir as supostas lacunas (elos) evolutivas entre animais de espécies diferentes (macroevolução), é isto o que temos: animais idênticos aos seus correspondentes modernos, isso tendo se passado tantos supostos milhões de anos de evolução. [MB]

segunda-feira, setembro 15, 2014

Bactérias evoluem para resistir a antibióticos?

Evolução ou simples adaptação?
É frequente nas aulas de Biologia se alegar que “a evolução já foi observada” em certos micróbios-germes uma vez que, com o passar do tempo, eles passam a resistir a certos antibióticos. Por exemplo, atualmente a penicilina é globalmente menos eficaz do que era no passado. Como consequência disso, foi necessário desenvolver drogas mais fortes e mais potentes, cada uma delas com benefícios iniciais, mas que, com o passar do tempo, são substituídas por drogas ainda mais potentes. Hoje em dia, os “supergermes” desafiam o tratamento. Pode-se perguntar: Será que esses germes unicelulares “evoluíram”? E será que isso prova que organismos unicelulares evoluíram para plantas e pessoas?

Como é normal, temos que distinguir a variação, a adaptação e a recombinação de traços já existentes (a erradamente chamada “microevolução”), do aparecimento de novos genes, novas partes corporais e novos traços (isto é, macroevolução, que é a evolução que todos têm em mente). Uma vez que cada espécie de germes continuou a ser da mesma espécie e nada de novo foi produzido, então a resposta é “não”, os germes não evoluíram e a resistência aos antibióticos não confirma a tese de que organismos unicelulares evoluíram para plantas e pessoas.

Eis aqui a forma como as coisas funcionam: numa dada população de bactérias, muitos genes se encontram presentes e eles se expressam numa variedade de formas e maneiras. Num ambiente natural, os genes (e os traços) se misturam livremente, mas quando as bactérias se deparam com antibióticos, a maior parte delas morre. Algumas, no entanto, e através de alguma recombinação genética fortuita, têm resistência ao antibiótico.

Aquelas bactérias com essa resistência ao antibiótico passam a ser, consequentemente, as únicas que sobrevivem e as únicas que se reproduzem, fazendo com que todos os seus descendentes tenham dentro de si a mesma resistência antibiótica. Com o passar do tempo, virtualmente todas as bactérias passam a ter a mesma resistência, o que faz com que a população deixe de produzir bactérias sensíveis ao antibiótico (isto é, aquelas que ainda podem ser atacadas pelo antibiótico). Nenhuma informação genética nova foi criada.

Evidentemente, quando a bactéria se encontra sob estresse, alguns micróbios entram em modo de mutação, produzindo rapidamente uma variedade de estirpes, aumentando desde logo as probabilidades de alguma dessas estirpes sobreviver ao estresse. Isso gerou algumas áreas de especulação para os criacionistas, mas ainda vai contra a teoria da evolução. Existe um tremendo alcance de potencial genético já presente na célula, mas a bactéria Escherichia coli antes do estresse e da mutação continua a ser uma bactéia Escherichia coli depois da mutação; uma variação menor ocorreu, mas não houve qualquer tipo de evolução.

Além disso, já ficou provado que a resistência a muitos dos antibióticos modernos já se encontrava presente nas bactérias antes da sua descoberta. No ano de 1845, marinheiros de uma expedição infeliz ao Ártico foram enterrados no “permafrost” e permaneceram profundamente congelados até que seus corpos foram exumados em 1986. A preservação foi tão completa que seis estirpes de bactérias do século 19 encontradas adormecidas dentro do conteúdo dos intestinos dos marinheiros foram ressuscitadas.

Quando essas bactérias do século 19 foram testadas, apurou-se que elas já tinham resistência a muitos antibióticos modernos, incluindo a penicilina (embora alguns desses mesmos antibióticos só tenham sido criados/descobertos bem depois do século 19). Isso demonstra que essa resistência já se encontrava na população das bactérias, e tudo o que essa resistência precisava para ser geneticamente expressa era algum tipo de estresse exterior (por exemplo, exposição a um tipo de antibiótico).

Uma vez que a resistência já se encontrava na população de bactérias antes de ela ser exposta aos antibióticos, isso demonstra também que a resistência não foi “evolução em ação”, mas, sim, uma recombinação de informação genética que já existia ANTES de a bactéria se deparar com esse antibiótico. Esses traços obviamente já estavam presentes antes da descoberta dos antibióticos, e, então, a evolução nunca pode ser creditada a um fenômeno que tem uma explicação não evolutiva (Medical Tribune, december 29, 1988, p. 1, 23).

Resumindo: as mutações, as adaptações, a variação, a diversificação, as mudanças populacionais e as transferências genéticas laterais ocorrem, mas nenhum destes fenômenos científicos é contra o criacionismo, e nenhum deles serve de evidência para a tese de que répteis evoluíram para pássaros e que animais terrestres evoluíram para baleias. Qualquer evolucionista que use a resistência aos antibióticos como evidência em favor da teoria da evolução está mentindo, ou desconhece os fatos (ou ambas as coisas).

(ICR, via Darwinismo)

domingo, setembro 14, 2014

Isaac & Charles: Inimigas?

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Livro A Descoberta ajuda jovem com dúvidas

“Tenho 16 anos e, como todo adolescente, passo pela fase das dúvidas. Nasci e cresci em um lar adventista e desde que me entendo como gente meus pais são líderes da igreja. Meu pai é ancião há muito tempo (a maior parte desse tempo como primeiro-ancião) e minha mãe atua no Ministério da Mulher, na Escola Sabatina e em pequenos grupos. Ela também é professora do ensino fundamental no Colégio Adventista. Do último ano para cá, uma série de questionamentos surgiu em minha mente, envolvendo desde política até questões religiosas – e essas eram as maiores e aparentemente mais difíceis de serem respondidas. Quando eu questionava sobre religião com meus pais, eles me diziam: ‘Leia mais a Bíblia.’ Cresci na igreja, conheci todas as histórias de profetas, reis, juízes, discípulos, e nenhuma delas conseguia responder minhas dúvidas, e a da criação era uma delas. Eu não conseguia procurar respostas com outras pessoas. ‘Nasci na igreja, não posso ter essas dúvidas’, eu pensava. Além disso, eu não podia simplesmente falar para meus pais das minhas grandes dúvidas; eu sabia qual seria a resposta deles. Para argumentar sobre a Igreja Adventista em si, eles são ‘craques’, mas, para argumentar sobre a criação e o criacionismo, limitavam-se ao Gênesis, e daquela história eu já sabia. Finalmente, minhas dúvidas acabaram me afastando de Deus e me fizeram duvidar da existência dEle.

“Mas, graças a Deus, meus pais chegaram da Casa Aberta com o livro de sua coautoria, A Descoberta: A experiência que revolucionou a vida de um cientista ateu. Inicialmente, fui atraído pela capa, mas coloquei-o na estante e o esqueci lá por alguns meses. Um dia eu o abri e a cada capítulo fui me envolvendo mais e mais. O enredo que vocês criaram é fantástico! Impossível de não se envolver! Me emocionei duas vezes: no fim do sermão e no reencontro do personagem com o pai dele. Enfim, o livro é fantástico e tirou todas, ABSOLUTAMENTE TODAS as dúvidas que eu tinha. Muito obrigado!”

(Matheus Filipe Dias Ferreira, União dos Palmares, AL)

sábado, setembro 13, 2014

O perigo da intemperança

Para um cristão preocupado com o preparo para a volta de Jesus, a temperança (abster-se do que faz mal e usar judiciosamente o que faz bem) é um meio não apenas de promover a manutenção da saúde, mas de ter uma mente clara a fim de discernir a verdade do erro, de compreender sua condição espiritual, e de perceber os “sinais dos tempos”. O lóbulo frontal é nossa “antena” de conexão com o Céu. Tudo o que comemos, os exercícios físicos que fazemos ou deixamos de fazer, o devido repouso, etc., afetam em maior ou menor grau essa importante região do cérebro.

Ser intemperante traz uma série de desvantagens e inconvenientes, mas o pior deles, sem dúvida, é ter uma mente ofuscada e uma espiritualidade débil e vacilante. O apóstolo Pedro recomenda: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge [ilustrado na animação acima pelos velociraptores], buscando a quem devorar” (1Pd 5:8). Ele vai devorar os despreparados e os indiferentes. Não seja esse o nosso caso. [MB]

sexta-feira, setembro 12, 2014

Participe do tuitaço com a hashtag #sabado

Memorial da criação
Nesta semana, os adventistas do sétimo dia em todo o mundo estudaram, por meio da Lição da Escola Sabatina, o importante tema do sábado bíblico, o quarto mandamento da lei de Deus (Êx 20:8-11). Para marcar esse estudo, sugiro que promovamos no Twitter um tuitaço (publicação de conteúdos em massa) com a hashtag #sabado, bastando para isso tuitar e retuitar frases, textos bíblicos, fotos e links relacionados com o sábado, esse dia especial da semana que serve de memorial da criação de Deus realizada neste planeta em seis dias literais de 24 horas (Gn 2:1-3), e que foi guardado por Jesus, o Criador, quando Ele esteve aqui na Terra (Lc 4:16). Ajude a divulgar esse evento. E, a partir das 18h, participe e convide outros a participar conosco! Seguem abaixo algumas sugestões de tuites, com links encurtados e com a hashtag. Basta copiá-los e colá-los e em seu Twitter, hoje, a partir das 18h (pra não esquecer!).

O verdadeiro dia de descanso http://goo.gl/Iw9IP9 #sabado

Sábado: feito para o ser humano http://goo.gl/2EA66E #sabado

Entrevista com o Dr. Alberto Timm sobre o sábado http://goo.gl/QmYzwk #sabado

A verdade sobre o sábado (em dois minutos) http://goo.gl/AohVl9 #sabado

Testemunho de um jogador adventista http://goo.gl/3nUEh2 #sabado

Donald Trump respeita quem guarda o sábado http://goo.gl/TS4o0Y #sabado

O sábado e o criacionismo http://goo.gl/MYjoDY #sabado

Cineasta adventista fala sobre o sábado em entrevista http://goo.gl/AnIO6l #sabado

O padre que guardou o sábado http://goo.gl/2Zex03 #sabado

Documento da IASD sobre a observância do sábado http://goo.gl/5M9QuT #sabado

Jornalista adventista dá testemunho em programa de TV http://goo.gl/zcRskW #sabado

Domingo sempre foi dia de descanso. FALSO. http://goo.gl/ZNBIyQ #sabado

O sábado está sendo guardado no dia certo? http://goo.gl/HypnZU #sabado

O direito dos guardadores do sábado http://goo.gl/1XPeUK #sabado

Desclassificado por guardar o sábado http://goo.gl/LSSwpM #sabado

O sobremesa da semana http://goo.gl/MPYG0H #sabado

Férias para a família http://goo.gl/Zgiu4a #sabado

Clima sabático http://goo.gl/Ln1utn #sabado

Um dia especial http://goo.gl/FbYTSA #sabado

O sábado e a “doença do tempo” http://goo.gl/myXAop #sabado

Um dia de deleite http://goo.gl/GA68qy #sabado

O biorritimo e o sétimo dia http://goo.gl/CWC2Gx #sabado

Sábado x domingo: a polarização profética http://goo.gl/7QxJ83 #sabado

quinta-feira, setembro 11, 2014

Tempestade solar atingirá a Terra nos próximos dias

A caminho do nosso planeta
Uma tempestade solar atingirá a atmosfera da Terra nos próximos dias, mas não deve causar nenhum problema para as pessoas, diz Tom Berger, diretor do Centro de Previsão do Tempo Espacial em Boulder, nos Estados Unidos. As informações são da AbcNews. De acordo com o cientista, a tempestade deve atingir o Norte da Terra. Ela pode causar uma leve alteração no campo magnético do planeta e provocar alterações em satélites e nas transmissões por rádio, mas nada grave. A tempestade se formou com uma enorme explosão eletromagnética no Sol, que liberou partículas de plasma magnetizado e energizado. Neste caso, as partículas estão viajando em direção à Terra em velocidade média, cerca de 4 milhões de quilômetros por hora. Já faz alguns anos desde que a última tempestade solar atingiu o planeta, afirma Berger. O plasma deve aumentar a intensidade das luzes coloridas que são vistas ao Norte, chamadas de aurora boreal, alargando a distância em que as pessoas ao Sul podem vê-las.

(Terra)

Nota: Este é um bom momento para agradecermos a Deus o fato de Ele ter criado um campo magnético para o nosso planeta. Se morássemos em Marte ou em Vênus, por exemplo, estaríamos literalmente fritos. [MB]

terça-feira, setembro 09, 2014

Análise de cometa lança por terra hipóteses evolutivas

Escuro demais e nada de água
Existem inúmeras técnicas concebidas para tentar medir o sucesso de uma empreitada científica. Mas parece que nenhuma se compara a uma métrica bem do tipo senso comum: o quão boquiabertos os cientistas ficam quando veem os resultados de seus esforços. E, por essa avaliação, os primeiros resultados obtidos pela sonda espacial Rosetta representam um sucesso inegável: os cientistas ainda não encontraram nada do que esperavam ao ver um cometa de perto. “À primeira vista”, porque a missão Rosetta está apenas no começo, olhando o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko ainda a meia distância, aproximando-se para enviar um módulo de pouso e depois persegui-lo por um ano durante sua aproximação do Sol. Desde que as primeiras imagens do cometa 67P chegaram, os cientistas ficaram meio sem saber o que fazer com suas teorias, que defendem que os cometas são essencialmente “pedras de gelo sujo”. A “sujeira” está lá, mas o gelo, que se acreditava responder pela larga maioria de sua massa, ainda não deu o ar da graça.

Agora, mais um instrumento a bordo da sonda Rosetta fez a sua primeira coleta de dados, e colocou em números o que as primeiras imagens já deixavam desconfiar. O instrumento, chamado Alice, começou a mapear a superfície do 67P, registrando o primeiro espectro de luz emitida por ele na faixa do ultravioleta extremo. A partir dos dados, a equipe do Alice constatou que o cometa é extraordinariamente escuro - mais escuro que carvão - quando visto nesses comprimentos de onda. O aparelho detectou hidrogênio e oxigênio na “atmosfera” do cometa, conhecida como coma, mas não moléculas de H2O.

O instrumento confirmou ainda que, ao contrário do que se esperava inicialmente, a superfície do cometa não possui sinais de gelo. “Estamos um pouco surpresos com o quão pouco reflexiva é a superfície do cometa e com quão pouca evidência há de gelo de água exposto”, disse Alan Stern, principal cientista do Alice, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, nos Estados Unidos, que construiu o instrumento com financiamento da NASA.

Ainda é muito cedo para dizer que o cometa 67P não tem água. O que dá para garantir é que ele não a tem na quantidade esperada, o que levanta grandes expectativas sobre os jatos emitidos em sua aproximação do Sol - que serão filmados de perto pela Rosetta.

A observação do cometa foi idealizada para ajudar os cientistas a entender mais sobre a origem e a evolução do nosso Sistema Solar, partindo do pressuposto de que os cometas seriam verdadeiras cápsulas do tempo desse processo de formação. Além disso, com a dificuldade de explicar a origem da vida, vinha ganhando força a ideia de que a vida teria se originado no espaço e vindo para a Terra a bordo dos cometas, congelada nesses hipotéticos blocos de gelo cósmicos.

E, até antes do que isso, com a dificuldade de explicar a origem da água na Terra, alguns cientistas já argumentavam que os oceanos da Terra foram enchidos com água trazida por cometas que se chocaram com nosso planeta.

Mais uma vez, a realidade está se mostrando um pouco mais complicada do que as teorias gostariam - e isso, sim, é o que sempre faz valer a pena grandes empreitadas científicas como as da sonda espacial Rosetta.


Nota: Nada como a ciência empírica, observacional, in loco para derrubar hipóteses evolucionistas. Se forem confirmadas as suspeitas de que não há água nesse e em outros cometas, ficará mais difícil para os evolucionistas justificarem a origem da vida em nosso planeta. Aqui eles já sabem que não seria possível, mesmo em três bilhões de anos. Cada vez fica mais claro que a Terra foi projetada para manter a vida, com atmosfera e gases ajustados nas proporções exatas e água suficiente em estado líquido. Uma joia rara neste vasto Universo. [MB]

domingo, setembro 07, 2014

Isaac & Charles: peixe cambriano


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Peixe vertebrado é encontrado no período Cambriano

Complexidade já na origem
Agora que alguns meses se passaram desde a descoberta de outro rico tesouro de fósseis Cambrianos a 42 km do Folhelho Burgess, cientistas estão iniciando a publicação dos achados do novo sítio Cânion Mármore. Um achado fabuloso, que acabou de ser publicado por Simon Conway Morris e Jean-Bernard Caron, está dando maior estampido na Explosão Cambriana. Não tanto tempo atrás, evolucionistas enfatizavam que não existia nenhum vertebrado no Cambriano. Eles sabiam que os vertebrados eram muito avançados para aquela primeira aparição de planos corpóreos multicelulares. Cordados primitivos, talvez - mas nada como peixes, até milhões [sic] de anos mais tarde. O Metaspriggina (originalmente nomeado a partir de uma espécie Ediacarana Spriggina, mas mais tarde determinada como desconexa) foi anteriormente considerada um cordado primitivo - um ancestral dos vertebrados. Agora, Conway Morris e Caron examinaram uma centena de fósseis a mais da Metaspriggina e compararam-nas com fósseis similares da China e do Folhelho Burgess. O grande detalhe visto nos espécimes do Cânion Mármore (considerado ser mais antigo que o Folhelho Burgess) confirma que esse animal foi muito mais que um cordado: ele foi um peixe vertebrado, justo lá no Cambriano inferior! Imagine um peixe vertebrado, com esqueleto, visão binocular, músculos, nervos, vísceras e vasos sanguíneos: é tão complexo comparado com o que havia anteriormente, que torna inegável o repentino e explosivo aumento de complexidade. 

Igualmente notável é o alcance dessa espécie. Desde que se correlaciona com espécimes dos depósitos de Chengjiang, na China, é claro que o peixe já era “cosmopolita” (no termo de Conway Morris) quando foi soterrado no Canadá - ele alastrou-se pelo globo! O resumo na Nature cataloga as surpresas ao autor “redescrever” o Metaspriggina:

“O conhecimento da evolução primária [sic] de peixes depende grandemente de materiais de corpo-mole do período Cambriano Inferior (série 2) do sul da China. Devido à raridade de algumas dessas formas e uma falta geral de material comparativo de outros depósitos, interpretações de várias características continuam controversas, como também suas relações mais amplas entre os vertebrados desmandibulados não esqueletizados anteriores. Neste artigo nós descrevemos o Metaspriggina em termos de novo material do Folhelho Burgess e de material excepcionalmente preservado coletado perto do Cânion Mármore, na Colúmbia Britânica, e três outros depósitos do tipo Cambriano do Folhelho Burgess da Laurência. Este peixe primitivo [sic] mostra inequívocas características vertebradas: uma notocorda, um par de proeminentes olhos de tipo câmera, sacos nasais pareados, possível crânio e arcualia, miômeros em forma de W, e uma nadadeira anal posterior. Uma impressionante característica é a área branquial [guelras] com uma matriz de barras bipartidas. À parte da barra mais anterior, que aparenta ser ligeiramente mais espessa, cada uma é associada com guelras localizadas externamente, possivelmente abrigadas em bolsas. A análise filogenética coloca o Metaspriggina como um vertebrado basal, aparentemente próximo dos táxons Haikouichtys e Millokunmingia, demonstrando também que este primitivo grupo de peixes era cosmopolita durante o período Baixo-Médio Cambriano (séries 2-3). Todavia, o arranjo da região branquial no Metaspriggina tem maiores implicações para a reconstrução da morfologia do vertebrado primitivo. Cada barra bipartida é identificada como sendo respectivamente equivalente à uma epibranquial e ceratobranquial. Essa configuração sugere que um arranjo bipartido é primitivo e reforça a visão de que a cesta branquial das lampreias é provavelmente dela derivada. Outras características do Metaspriggina, incluindo a posição externa das guelras e a possível falta de uma guelra oposta à barra mais-anterior mais robusta, são as características dos gnastotomados e então podem ser primitivos entre os vertebrados [sic].” (Ênfases do site Evolution News)

O cladograma mostra o Metaspriggina logo no mesmo ramo que os espécimes chineses, sugerindo que eles são “próximos” uns aos outros no tempo e nos traços, mesmo que encontrados em lados opostos do globo. Conway Morris diz que os espécimes chineses são “ligeiramente mais velhos”, mas de suas descrições, eles são similares ao Metaspriggina nos aspectos mais importantes. Se essas criaturas possuíam esqueletos ósseos ou cartilaginosos, não está claro.

A relação fortalece a identificação da espécie chinesa como peixe vertebrado. A Wikipedia tem reservas sobre essa descrição,  dizendo que o Myllokunmingia (anunciado em 1999), que é “considerado ser um vertebrado, embora não tenha sido provado de forma conclusiva”, e do Haikouichthys (encontrado em 2004), que tem sido “popularmente caracterizado como um dos peixes mais antigos... mas não possui características suficientes para ser incluído sem controvérsia mesmo em qualquer dos grupos-troncos” craniatas ou chordatas. Bem, essencialmente agora isso foi provado. 

Outra surpresa é que o Metaspriggina tem uma estrutura de guelras bipartidas, “característica dos gnastotomados”- os vertebrados mandibulados. Gnastotomados foram considerados como estando mais abaixo na linha evolucionária [sic], mas há traços similares encontrados ao tempo da Explosão Cambriana. Isso significa (em termos evolucionários) que os arranjos de guelras das lampreias (peixes sem mandíbula) são “derivados”, ao invés de intermediários aos gnastotomados.

Não é necessário dizer que a criatura que tem “um par de proeminentes olhos tipo câmera” e sacos nasais pareados mostra que esse é um animal sofisticado. Conway Morris não hesita em chamá-lo de peixe e vertebrado. O desenho no papel mostra “possíveis vasos sanguíneos”, e uma boca. Barbatanas não foram preservadas, fazendo-o parecer um pouco com um tonguefish* afinado, mas a falta de barbatanas pode ser um artefato de preservação. [N.T.: tonguefish, uma espécie de peixe da família Cynoglossidae]

A despeito das barbatanas, o Metaspriggina era um bom nadador, baseado nas suas estruturas musculares chamadas miômeros. Essas eram folhas de músculos em forma de W que você vê nos filés de salmão comprados no mercado; eles permitem ao peixe dobrar o corpo em movimentos ondulares para nadar. O Metaspriggina era, aparentemente, mais avançado [sic] que o Pikaia, um animal semelhante à enguia encontrado em 1911 por Charles Walcott no Folhelho Burgess: “Os miômeros, totalizando ao menos 40, são consideravelmente mais agudos do que no Pikaia e, em contraste com este cordado, Metaspriggina era, evidentemente, um nadador efetivo.” 

Todas essas características  mostram que o Metaspriggina não era um cordado primitivo intermediário às lampreias ou outro nadador cambriano extinto, mas de fato era mais “derivado” (avançado) em alguns aspectos que alguns dos alegados descendentes. O editor da revista concorda, asseverando claramente que os peixes vertebrados são agora inquestionavelmente parte do Cambriano primário:

“O Folhelho Burgess cambriano do Canadá produziu alguns dos mais intrigantes e espetaculares fósseis de vida animal primitiva [sic], embora fósseis vertebrados sejam raros ou não existentesNovas exposições próximas à localidade clássica remediaram essa deficiência com muitos fósseis espetaculares do até então enigmático fóssil Metasprigginarevelado nesse estudo - por Simon Conway Morris e Jean-Bernard Caron - como um dos primeiros e mais primitivos [sic] peixes conhecidos, basal à existência dos vertebrados tanto com ou sem mandíbulas. A estrutura das guelras do Metaspriggina é reveladora, mostrando uma estrutura simples que pressagia aquelas dos vertebrados de muitas formas, sugerindo que a cesta branquial vista em vertebrados sem mandíbula modernos como as lampreias é uma estrutura altamente derivada.” [Ênfases do site Evolution News]

Um peixe vertebrado nadador com olhos de câmera, vasos sanguíneos, sistema digestivo, nadador muscular e guelras no Cambriano Inferior: para darwinistas, isso seria dificilmente mais surpreendente do que encontrar um coelho pre-cambriano.

(Evolution News; tradução: Alexsander Silva)

sexta-feira, setembro 05, 2014

Pele tem células capazes de fazer cálculos avançados

"Computadores" espalhados pelo corpo
Um estudo da Universidade de Umeå, na Suécia, afirma que neurônios na pele humana conseguem realizar cálculos avançados. Anteriormente, acreditava-se que apenas o cérebro poderia realizar esse tipo de equação. A descoberta foi publicada na revista Nature Neuroscience. Uma característica fundamental das células que se estendem para a pele e registram o toque, os chamados neurônios de primeira ordem no sistema táctil, é que eles se ramificam de modo que cada neurônio comunique o toque de muitas zonas altamente sensíveis na pele. Segundo pesquisadores do Departamento de Biologia Integrativa Medicinal da instituição sueca, essa ramificação permite que os neurônios táteis de primeira ordem não só enviem sinais ao cérebro de que algo tocou a pele, mas também processem dados geométricos sobre o objeto que está em contato com a pele.

“Nosso trabalho mostrou que dois tipos de neurônios táteis de primeira ordem que abastecem a pele sensível nas pontas dos nossos dedos não apenas sinalizam informações sobre quando e com que intensidade um objeto é tocado, mas também sobre a forma do objeto tocado”, afirma Andrew Pruszynski, um dos pesquisadores por trás do estudo.

Essa pesquisa também mostra que a sensibilidade de neurônios individuais com a forma de um objeto depende da disposição na pele de zonas neuronais altamente sensíveis. “Talvez o resultado mais surpreendente do nosso estudo é que esses neurônios periféricos, que estão envolvidos quando um dedo examina um objeto, executam o mesmo tipo de cálculos feitos pelos neurônios no córtex cerebral”, conta Pruszynski. “Simplificando, isso significa que as nossas experiências de toque já são processadas ​​pelos neurônios na pele antes de chegar ao cérebro para processamento posterior”.


Nota: Computadores supersensíveis espalhados pelo corpo! “Graças Te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:14). [MB]

Os adventistas e a política

Exercício da cidadania
De dois em dois anos somos convocados a exercer nosso direito de escolher nossos representantes. Falando assim, parece até um paradoxo ser convocado a exercer um ato que, para ser um direito, deveríamos ser apenas convidados e não convocados. Mas, seja lá como for, o fato é que, de dois em dois anos, temos eleições no Brasil e temos que comparecer perante as urnas para exercer esse “direito-dever”. O problema é que para nós adventistas está se tornando cada vez mais difícil escolher alguém que, além de honesto, tenha um plano de governo que contemple toda a sociedade e, além disso, tenha pelo menos respeito aos valores que defendemos. Acompanho a política há muitos anos, porém, não consigo achar um candidato que reúna ao mesmo tempo qualidades como honestidade, interesse pelo social, capacidade administrava e que, pelo menos, tenha simpatia pelos valores que defendemos, além, é claro, de ser um ardente defensor da democracia.

Quando encontro alguém que tem simpatia pelos valores cristãos, por outro lado, é extremamente conservador com relação ao social e ardente defensor do laissez-faire, onde se acredita que o mercado pode resolver todos os problemas da humanidade. Por outro lado, quando encontramos alguém com maior sensibilidade para as causas sociais, em contrapartida, é uma pessoa que defende abertamente o aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e tem aversão ao criacionismo, etc. E, por fim, temos nossa mais completa falta de interesse pela política e pelos assuntos políticos, aos quais só nos referimos de dois em dois anos, assim mesmo de forma acanhada e efêmera. Alguém pode justificar essa conduta ou atitude argumentando que a política contém muito vícios e pouca virtude, daí que o cristão deva se afastar dela para “não se contaminar”.
      
Contudo, não vejo nessa justificativa algo muito saudável para a cidadania e para as mudanças que almejamos. Não penso que alguém consiga ter bom discernimento político ou faça uma boa escolha de seu representante atentando para o assunto somente em época de eleições. Além disso, devemos ter em mente que não existem espaços vazios no poder: se os bons ou melhores não ocupam esses espaços, obviamente eles serão ocupados pelos piores ou coisa parecida. Não estou com isso defendendo que o cristão se filie a um partido e saia por aí levantando bandeiras ou participando de comícios de forma apaixonada. Não é isso. Falo de estar cotidianamente informado dos assuntos relacionados à politica, acompanhando o trabalho do seu deputado, senador, vereador; procurando conhecer a historia dos partidos, comparando o que seu parlamentar defendeu no passado com o que ele está defendendo no presente, etc.
         
É assim mesmo. Ser politizado dá um pouco de trabalho, e para isso não se esqueça de ler muito e filtrar as informações, principalmente aquelas vindas da TV e do resto da grande imprensa. Lembrando sempre que não se deve usar a breve volta de Jesus como desculpa para se eximir de suas responsabilidades como cidadão, invocando aqueles velhos argumentos (clichês) de que tudo que está acontecendo é cumprimento de profecias; que a sociedade não tem mais jeito; que na política todo mundo é corrupto; coisas desse tipo, que podem nos deixar cada vez mais insensíveis à dor do outro. Devemos votar e votar de forma consciente, sabendo que com esse gesto podemos  contribuir para a melhoria da sociedade em que vivemos, levando em consideração que somos somente candidatos ao Céu, mas que o nosso passaporte é adquirido com base na vida que levamos agora.

Não tente construir o Paraíso aqui nem contribua para o crescimento do inferno que já estamos vivenciando. Use o bom senso e cumpra com seu dever de “forasteiro terrestre” e futuro cidadão do Céu, onde tudo será perfeito; onde teremos nossa sede de justiça saciada; onde todos estaremos sob o governo do amor e da justiça; onde o Rei é o Criador e mantenedor de todas as coisas.

(Kleiner Michiles, sociólogo e membro do Núcleo de Cultura Política do Amazonas)

quinta-feira, setembro 04, 2014

Shimon Peres propõe que papa presida “ONU das religiões”

Shimon Peres e papa Francisco
O papa Francisco recebeu nesta quinta-feira no Vaticano o ex-presidente de Israel Shimon Peres, que, ao longo do encontro, sugeriu ao pontífice a criação de uma nova Organização de Religiões Unidas - algo como “uma ONU das religiões”, como ele mesmo descreveu. Em entrevista à revista Famiglia Cristiana, realizada antes do encontro com o papa Francisco, Peres afirmou que pretendia abordar essa questão junto ao pontífice durante o encontro na Casa de Santa Marta, onde vive o Santo Padre. “O Santo Padre é um líder respeitado por tantas pessoas de várias religiões e por seus expoentes. Bom, acho que é o único líder verdadeiramente respeitado. Por isso me veio esta ideia de propor isso a Francisco”, explicou Peres. “A Organização das Nações Unidas teve seu tempo e, agora, o que vejo é uma ONU das religiões, uma Organização das Religiões Unidas”, disse Peres, que completou: “Seria a melhor maneira para acabar com o terrorismo que mata em nome da fé, já que a maioria das pessoas pratica suas religiões sem matar ninguém.”

Peres, de 91 anos, explicou que a atual ONU é “um organismo político, mas que não tem a mesma convicção vinculada às religiões”. Segundo ele, qualquer declaração de seu secretário-geral (da ONU) “não tem a mesma força e nem a eficácia de uma homilia do papa, que reúne mais de 500 mil pessoas na Praça de São Pedro”.

Além de sugerir a criação da “ONU das religiões”, Peres também abordou a atual situação entre palestinos e israelenses com o papa. Previamente, o escritório de imprensa de Peres havia explicado que eles abordariam as possíveis vias para conseguir a paz no Oriente Médio e “as respostas necessárias à onda de terrorismo na região, que utiliza a religião como justificativa para a violência e o extremismo”.

Peres e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, tinham participado da jornada da oração pela paz no Oriente Médio, organizada pelo pontífice no último dia 8 de junho no Vaticano.


Nota: Cada vez mais o papa conquista prestígio e apoio, despontando como autoridade religiosa internacional inquestionável. Essa “ONU das religiões” (ou alguma iniciativa semelhante) seria um tremendo impulso para a união das igrejas, um dos grandes objetivos do Vaticano. Resta saber, depois, o que essa coalizão religiosa considerará “extremismo”, e como punirá os “extremistas”... [MB]