terça-feira, dezembro 06, 2016

Tremendo desafio: pregar a uma sociedade que afunda

Enquanto em Portugal aborto pode ser matéria para alunos do 5º ano e educação sexual pode ser dada no pré-escolar (confira aqui), no Brasil, em Juazeiro do Norte, uma peça teatral apresentada no Sesc Cariri de Culturas, tem uma parte em que os atores andam nus no palco, em círculo, enquanto cada um deles enfia o dedo no ânus do outro (confira). Sim, é isso mesmo o que você leu. E tudo indica que essa “arte” tem financiamento do Governo Federal. Mas tem mais. Veja este relato de Leonardo Bruno:

“Passeava eu pela livraria da editora da UFPA, no campus da universidade, folheando livros, quando me deparei com um exemplar cujo título era, no mínimo, chamativo: ‘Abuso sexual’. Supus a princípio que fosse mais um trabalho acerca dos malefícios da pedofilia, dos transtornos psicológicos causados contra crianças abusadas ou violentadas sexualmente. Um simples detalhe não ficou despercebido: o livro coloca o abuso sexual entre aspas, como se o termo não fosse real. O autor, pesquisador da universidade, relativiza o abuso sexual como mero discurso moral, mais do que uma realidade. A partir dessas premissas e falsificando o próprio sentido das palavras, diz que a tentativa de proteger as crianças do sexo é apenas uma visão dentro de uma moralidade burguesa e cristã, e que, na prática, não corresponde aos anseios dos menores, já que, em outras épocas, a prática sexual entre adultos e crianças é tolerada. Aquilo me deixou espantando, embora não totalmente perplexo. Pois já sabia que a campanha ideológica a favor da pedofilia é outra mazela acadêmica que veio para nos aterrorizar” (confira).

E ele prossegue: “Que o movimento gay seja um grupo de sociopatas e dementes, isso já é bem sabido para quem o conhece. Todavia, o incentivo cada vez mais explícito da agenda gay de transferir a subcultura homossexual para o ambiente escolar já passou dos limites. Seria caso de polícia, se este país fosse decente.”

Leonardo destaca as palavras sintomáticas de certa professora universitária: “As ‘brincadeiras infantis’ também podem envolver outros: meninos buscando conhecer o corpo de outros meninos e meninas buscando conhecer os próprios corpos e de outras meninas e meninos. Então, quando meninos e meninas brincam sexualmente com seus corpos, com outros meninos e meninas, eles não estão sendo gays ou lésbicas, quando fazem isso com pares do mesmo sexo. Não é disso que se trata. Que deixem as crianças brincarem em paz, isso as tornará adolescentes e adultos mais inteligentes e potencialmente mais perspicazes no enfrentamento e na transformação do mundo que lhes deixamos.”

Dentro da lógica acima, as crianças mais velhas terão passe livre para abusar sexualmente das crianças mais frágeis. As meninas não escaparão disso, já que podem ser bolinadas, manipuladas ou seviciadas por meninos mais velhos e até adultos. A tal professora entende que isso é apenas uma “descoberta” e que vai transformá-las em indivíduos mais inteligentes e potencialmente perspicazes! “Poucas vezes se viu uma apologia tão descarada do estupro infantil e da corrupção de menores. Que mundo maravilhoso [a professora] deixa como herança, não é mesmo?”, pergunta Leonardo.

No outro lado do espectro da sexualidade, aqueles que procuram ter relações íntimas apenas com pessoas com as quais tenham afetividade, num contexto de romantismo, são tidos como “demissexualizados”, ou algo assim (confira). Ou seja, o sexo que deveria ser o mais próximo do ideal, segundo os valores cristãos, é considerado anômalo. Na sociedade em que vivemos, homossexualidade, aborto, sexo entre crianças e coisas afins são tidas como normais, ao passo que a sexualidade expressa em um contexto de amor, fidelidade e compromisso passa a ser encarada como algo ultrapassado e até anormal. Total inversão de valores!

E, para concluir, outro tipo de decadência que desencadeia uma série de males: Brasil cai em ranking mundial de educação em ciências, leitura e matemática. Os dados são do Pisa, prova feita em 70 países, e foram divulgados nesta terça-feira; Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática (confira).

Arranca-se da família (em franca desestruturação) o papel educador quanto ao caráter e à sexualidade e entrega-se essa missão ao sistema educacional com sua agenda. Nas áreas humanas, nas universidades, perde-se tempo considerável discutindo “questões de gênero” e sexualidade, concluindo, assim, a modelagem do “cidadão do futuro”, esse mesmo que mal sabe interpretar um texto, fazer um cálculo ou discutir temas ligados à ciência (no caso específico do Brasil e de outros países desafortunados).

Alguma dúvida sobre quem está há um bom tempo orquestrando tudo isso? Percebe o tamanho do desafio que se impõe àqueles que receberam a ordem de Cristo de ir e pregar o evangelho a todas as pessoas (Mc 16:15)? Cada vez mais a mensagem do evangelho (que pode, de fato, nos dar esperança e garantir a mudança de dentro para fora) torna-se contracultural. Cada vez mais os cristãos serão vistos como “intrusos” em um mundo que desejam abençoar e salvar. Cada vez será mais difícil falar de criacionismo para quem não sabe o que é ciência; falar de lógica e linguagem divina para quem não compreende matemática; e falar de profecias e estudo bíblico para quem não sabe ler. Mesmo assim, a despeito de tudo isso, o desafio evangelístico de Cristo permanece e a promessa de que Ele estará conosco até o fim, também.

Não foi fácil para Noé. Não foi fácil para os primeiros cristãos no Império Romana. E não será fácil para nós. Mas temos que prosseguir mesmo assim. [MB]

Suécia não quer ofender muçulmanos com Natal

Respeito só para eles?
A esquerda socialdemocrata que governa a Suécia escreveu mais um capítulo da história de uma das nações mais prósperas da civilização ocidental que está se rendendo e capitulando sem lutar ante ao hegemonismo muçulmano. O órgão encarregado da administração do transporte público no país emitiu uma ordem proibindo a instalação de iluminação natalina nos postes de luz e de energia elétrica administrados pelo poder público. A alegação oficial é de que a proibição se deve a razões de segurança: segundo Eilin Isaksson, dirigente da entidade nacional de transportes, os postes de iluminação pública não teriam sido projetados para sustentar o peso da iluminação natalina, daí o motivo da proibição. Trata-se obviamente de um argumento que beira ao surrealismo. Não é preciso ser engenheiro para saber que a colocação de iluminação natalina em postes metálicos ou de concreto nunca representou risco à segurança em lugar algum do mundo. O fato é que a Suécia é uma sociedade que vive sob um transe mental criado pelo multiculturalismo e pelo politicamente correto, no qual as afirmações delirantes a respeito da realidade são tomadas como sendo expressão dessa realidade.

Exemplo disso são as chamadas “crianças” muçulmanas constantemente acusadas de práticas de crimes sexuais: essas supostas crianças são em geral homens muçulmanos na faixa etária de vinte anos ou mais, e que ingressam no país como refugiados mentindo na hora de declarar sua idade. Essa mentira é tomada como verdade e passa a ser repetida e difundida pelas autoridades do estado socialista que reina no país há décadas. A Suécia é também o lugar onde a lei permite, em nome da liberdade de expressão, ostentar a bandeira do Estado Islâmico. Mas essa mesma lei possibilita que qualquer cidadão seja preso e condenado por racismo ou islamofobia se emitir uma opinião contrária à política imigratória pró-muçulmana adotada há anos pela socialdemocracia que governa o país.

A Suécia é ainda o país onde autoridades religiosas supostamente cristãs defendem a remoção de símbolos cristãos das igrejas, para possibilitar que muçulmanos utilizem os templos para práticas religiosas islâmicas. E, por fim, é o país onde as mulheres vítimas de estupros praticados por muçulmanos são aconselhadas por lideranças feministas e por assistentes sociais a se acostumarem com o risco e adotar precauções, uma vez que o risco recorrente de estupro é um preço que valeria a pena pagar para a construção de uma sociedade multiculturalista.

A bem da verdade, a proibição de iluminação natalina nas vias públicas vem no bojo de medidas que visam, na prática, a adoção da sharia, a lei muçulmana que basicamente estabelece a superioridade dos muçulmanos em relação aos demais integrantes da sociedade. O objetivo último da proibição é o mesmo de outras medidas semelhantes: não ofender os muçulmanos. E para que a sharia se imponha, como querem e desejam os muçulmanos e a esquerda que governa o país, é necessário praticamente banir o que ainda resta de vestígio de cristianismo no país, e a imposição de restrições a celebrações natalinas faz parte desse esforço. A proibição irá afetar principalmente as pequenas cidades, tanto em termos de tradição quanto em termos de atividade econômica.

A perseguição cultural ao cristianismo e a concessão permanente de direitos excepcionais aos muçulmanos são uma constante na vida pública sueca. No ano passado, a programação especial de véspera de Natal na televisão pública sueca foi transmitida por uma mulher muçulmana. Ainda esse ano, algumas localidades suecas iniciaram um programa de benefícios sociais, que incluem até mesmo a concessão de carteira de motorista a custo zero para militantes jihadistas do Estado Islâmico originários da Suécia que desejassem retornar ao país, sob pretexto de ajudá-los a se reintegrar na sociedade.

A Suécia é um país de 9,5 milhões de habitantes, cuja população muçulmana corresponde a 5% desse total. Somente em 2015, o país recebeu oficialmente 163 mil supostos refugiados muçulmanos. Os números podem ser maiores, pois o controle de imigração não é tão rígido. Tomando-se o número oficial de supostos refugiados e comparando com a população, seria o mesmo que o Brasil receber em um único ano cerca de 3,5 milhões de estrangeiros, em sua esmagadora maioria homens em idade militar, a quem fossem assegurados uma Bolsa Família e benefícios sociais de todo tipo, incluindo moradia e previdência social.

Não existe estrutura ou estado de bem-estar social capaz de suportar tal demanda. O resultado inevitável será o colapso do sistema e o acirramento de tensões sociais, como já ocorre na Suécia há anos com a onda de estupros e violência de gangs muçulmanas. Mas é exatamente para isso que a política de abertura de fronteiras para invasores muçulmanos foi adotada pela esquerda marxista de extração socialdemocrata que governa o país há décadas. Resta aos suecos perceber que o inimigo da sociedade sueca é a esquerda que quer desmantelar essa mesma sociedade, e que os muçulmanos [radicais] são o Cavalo de Troia trazido para dentro de seus portões.


Nota: Não quero, com a reprodução desse texto aqui, dar a ideia de que sou contra os praticantes da religião de Maomé. Não ignoro o fato de que muitas dessas pessoas são pacifistas e ordeiras, e que precisamos manter um diálogo respeitoso com elas. E também não ignoro outro fato: de que há cristãos que não merecem esse nome. Mas uma coisa é certa: a islamização da Europa ocorre porque o cristianismo lá está perdendo sua força. E por quê? Porque os cristãos, de modo geral, perderam a noção do poder do cristianismo; do Jesus cuja tumba está vazia; da religião que abalou o império romano e pode mudar vidas. O cristianismo se tornou apenas uma tradição. Na França, houve até proibição de se montarem presépios nas ruas, também para não ofender os muçulmanos. Alguém está preocupado com os cristãos que vêm sendo sistematicamente mortos por radicais islâmicos em países de maioria muçulmana? Alguém está preocupado em lutar pelos direitos dos cristãos nesses países? Mundo injusto... [MB]

domingo, dezembro 04, 2016

Relançado livro sobre influência da mídia na mente

O papel que a mídia pode exercer na mente das pessoas é a reflexão do livro de Michelson Borges

Quando o livro Nos Bastidores da Mídia foi lançado há dez anos pela Casa Publicadora Brasileira, as redes sociais ensaiavam seus primeiros passos. Poucas pessoas tinham Orkut (lembra dele?) e o Facebook ainda não havia sido devidamente popularizado. O Twitter não existia e o Instagram, então... Dá para imaginar esse cenário? O tempo passou, o mundo mudou rapidamente e muitos exemplos de produções midiáticas que o jornalista Michelson Borges usou na edição anterior se tornaram um tanto distanciados dos leitores atuais. Borges também é colunista do Portal Adventista e escreve mensalmente sobre ciência e religião.

As tendências e os princípios que ele analisa continuam os mesmos, mas o autor considerou que era necessária uma revisão desse livro e uma atualização do conteúdo dele, com a inclusão de outros tópicos. “Graças a Deus, Nos Bastidores da Mídia tem ajudado muitos leitores ao longo destes dez anos a tomar decisões que afetam não apenas sua visão de mundo, mas a própria maneira como vivem – porque ideias têm consequências”, afirma o autor, que é pastor e jornalista.

Segundo Borges, a mídia se transformou em uma entidade praticamente onipresente, ainda mais com a invenção dos dispositivos móveis de acesso à internet. Em quase qualquer lugar do planeta é possível obter informações, entretenimento e manter contato com alguém. “Obviamente, essa facilidade de acesso à informação e de conexão com as pessoas tem muitas vantagens – mas traz também grandes preocupações. Não é de hoje que os meios de comunicação vêm moldando pensamentos, atitudes, tendências e mesmo os rumos de nações. O que acontece neste tempo é uma potencialização de tudo isso, já que os conteúdos se tornaram disponíveis à distância de um clique ou dois. Mais do que nunca, é importante desenvolver uma visão crítica das coisas, a fim de saber lidar adequadamente com essa avalanche de informações e, ainda mais importante, não permitir que isso tudo afete nossa saúde mental e nossa espiritualidade”, diz o jornalista.

A primeira edição de Nos Bastidores da Mídia chegou à tiragem de quase 40 mil exemplares, e o texto de contracapa diz: “Mensagens subliminares, televisão, internet, histórias em quadrinhos, redes sociais, cinema, desenhos animados, música, videogames… a mídia de modo geral tem sido usada para manipular a maneira de pensar das pessoas e mesmo seu comportamento. Que interesses estão por trás dessa manipulação? Quem ou o que deseja controlar a mente humana, a fim de privá-la da liberdade de escolha? E mais importante: Como se tornar consciente dessa manipulação para se proteger dela? Lendo este livro é um bom começo”.


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Filme sobre Gênesis chega aos cinemas em fevereiro




Um filme cristão que abordará a historicidade do livro de Gênesis está chegando aos cinemas em fevereiro. Embora documentários nunca consigam ser sucesso de bilheteria, a intenção é divulgar “O Projeto Verdade”. A iniciativa é do Dr. Del Tackett, que passou anos pesquisando as reivindicações históricas do Gênesis em vários campos científicos, incluindo arqueologia, biologia, geologia e astronomia. O filme se chama “O Gênesis é história?” e será exibido nos cinemas dos Estados Unidos no dia 23 de fevereiro. A produção da Compass Cinema e da Fathom Events tem um objetivo, explica Tackett: “Milhões de pessoas têm dúvidas sobre as origens da Terra e da humanidade.”

“Há pontos de vista contrastantes de nossa história, uma das quais está no livro de Gênesis. A pergunta é: Qual ponto de vista está certo? ‘Gênesis é história?’ apresenta uma defesa de que a Bíblia é historicamente confiável”, afirmam seus produtores ao Christian Examiner.

Thomas Purifoy Jr., que trabalhou na concepção do documentário, afirma que ele pode ser assistido por adolescentes e pessoas que se consideram “leigas” no assunto, uma vez que a apresentação é bem didática e a linguagem, simples.

O filme irá abordar não apenas a precisão histórica de Gênesis, mas também o debate se o mundo foi criado em seis dias literais ou não. Além disso, serão analisadas as dúvidas mais comuns sobre os dinossauros e o tempo de formação do planeta.

Após a estreia do filme, o Dr. Tackett vai conduzir um painel de discussão com vários dos cientistas que aparecem na produção.

Não há previsão do longa chegar ao Brasil.


Nota: Espero que não nos decepcionemos...

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Militantes ateus usam acidente de avião para “pregar”

Falta de sensibilidade
Quando eu disse várias vezes que há uma diferença crucial entre um ateu tradicional – daqueles cujas influencias vem de Friedrich Nietzsche e Arthur Schopenhauer, dentre outros – para o neoateísmo – de embusteiros como Richard Dawkins e Sam Harris –, sempre apareciam alguns dizendo: “Qual a diferença?” Creio que este post macabro, insensível, desumano e psicopático da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), mas que não me representa nem aqui nem na China, fecha a questão. A Atea é claramente uma organização neoateísta. Seu líder é Daniel Sottomaior, que vive aparecendo em programas de TV – onde debate contra religiosos – e diz representar ateus e agnósticos. Evidentemente, o ódio que essa gente sente dos religiosos é tanto que não conseguiram sequer demonstrar respeito diante de toda uma nação que chorou pela morte de quase todo o time do Chapecoense no desastre de avião. Observe abaixo (a imagem, denunciada originalmente por Alexandre Borges, é de dar ânsia de vômito):


Nota: Como se não bastassem as barbaridades e a insensibilidade desses militantes ateus, publicações de circulação nacional como a Veja ainda lhes dão espaço e voz (confira aqui e aqui). Na época, solicitei um direito de resposta à revista, mas, uma vez mais, fui ignorado. Parabéns, Veja, por escolher tão bem os defensores das ideologias que permeiam suas páginas.

Veja, também, logo abaixo, o pedido de “desculpas” da Atea:

O amigo Marco Dourado destaca: “Observe como eles fogem da verdadeira questão: tripudiar sobre a dor de milhares de pessoas, além dos sobreviventes e parentes diretos dos envolvidos na tragédia, só para faturar pontos no debate ideológico. Imagine o que esses monstros (a)morais fariam se detivessem poder efetivo contra seus adversários. Epa! Pera lá! Já sabemos. É só olhar para o que os regimes ateus fizeram nos últimos cem anos.”

Infecção por HIV entre jovens gays cresce em SP

Maiores vítimas
Infecção entre homens que fazem sexo com homens mais que dobrou; dados são da Secretaria de Estado da Saúde

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, realizado por meio de seu Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT/DST-Aids) mostra que, embora a mortalidade por aids esteja diminuindo no Estado, a detecção das novas infecções pelo HIV cresceu exponencialmente entre jovens gays em SP. A taxa de mortalidade pela doença em 2015 foi de 6 por 100 mil habitantes, 23,5% a menos do que em 2006 e 73,8% inferior à registrada desde 1995. No ano passado morreram 2.573 pessoas com aids em todo o Estado, o que representa uma média de sete óbitos por dia. Já a detecção de novas infecção pelo HIV entre homens que fazem sexo com homens apresentou aumento de 121% desde 2010, passando de 1.686 casos para 3.728 em 2015. No mesmo período, a detecção entre homens heterossexuais também cresceu, mas em uma proporção bem menor: 28%.

As taxas de detecção do HIV na população como um todo cresceram 4,2 vezes entre 2000 e 2015, passando de 4,2 para 17,6 casos por 100 mil habitantes no período. Mas entre os homens o crescimento no período foi muito maior: 6,5 vezes, contra 1,8 no caso das mulheres. 

Em relação à idade, as maiores taxas de detecção do vírus em homens concentram-se entre jovens de 20 a 24 anos. Nessa faixa etária, o índice de detecção subiu de 30,8 para 79,4 casos por 100 mil habitantes no período de 2010 a 2015. Entre os homens de 25 a 29 anos, a taxa de detecção passou de 35,9 para 70,5 no mesmo período. Mesmo entre os jovens do sexo masculino de 15 a 19 anos há uma tendência crescente de detecção do HIV. A taxa para essa faixa etária cresceu de 7,4 para 20,6 casos entre 2010 e 2015. 

Desde 1980 o Estado de São Paulo registrou 251.133 casos de aids. A razão de sexo (homem/mulher), que apresentava declínio desde 2008 vem crescendo, de 1,7 caso por 1 para 2,8 por 1 em 2015.

(Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo)

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Descoberto mecanismo que desliga patas das cobras

Estaria em Gênesis a explicação?
[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Transformar lagartos primitivos em serpentes foi um truque complexo e lento operado pela seleção natural, mas uma equipe internacional de cientistas descobriu um possível elemento crucial dessa mágica: uma espécie de fechadura genética capaz de produzir vertebrados terrestres sem patas. [Qual teria sido a vantagem evolutiva em selecionar répteis sem patas que vivem na superfície?] Para ser mais exato, a tal fechadura (na verdade um pequeno trecho de poucas letras químicas de DNA, nos cafundós do genoma das cobras) foi parando de funcionar ao longo da evolução desses répteis [note que, quando os evolucionistas mencionam exemplos reais de “evolução”, o assunto sempre se refere à perda de funções, de órgãos e de informação genética. Nunca há ganho macroevolutivo]. Com isso, um gene essencial para o desenvolvimento dos membros deixou de ser “lido” pelo organismo, o que contribuiu para o surgimento do corpo característico de jiboias, cascavéis e jararacas ao longo de [supostos] milhões de anos. Os dados obtidos pelos pesquisadores podem indicar ainda que a mesma região do DNA esteve ligada a outras transições importantes na [suposta] história evolutiva dos membros dos vertebrados.

“Golfinhos e morcegos também apresentaram uma degeneração maior e um padrão ligeiramente diferente de regulação da ZRS [sigla que designa essa área do genoma]”, contou à Folha o biólogo brasileiro Uirá Melo, coautor do novo estudo. Em tese, isso pode significar que os mecanismos que transformaram patas “normais” nas asas dos morcegos e nas nadadeiras dos golfinhos também envolveram modificações na maneira como a ZRS atua (ou, aliás, deixa de atuar). [Note que degeneração e desligamento de funções previamente existentes são um fato observável. Dizer que patas teriam se transformado em asas, por exemplo, já se trata de especulação, o que fica claro com o uso da palavra “pode”.]

Os resultados obtidos pelo grupo reforçam a ideia de que nem só de genes vive o genoma – muitos eventos cruciais da evolução e do desenvolvimento dos seres vivos são controlados por áreas do DNA que nada têm a ver com os genes. Confuso? A questão é que, segundo a definição, um gene é uma região do DNA que contém o código [e de onde teria vindo esse código? Essa é a grande pergunta...] a partir do qual o organismo é capaz de produzir uma proteína (grosso modo; na prática, a situação é mais complexa). Como as proteínas são as grandes “carregadoras de piano” das células, realizando todo tipo de serviço essencial [sim, são verdadeiros robôs; máquinas moleculares ultraespecíficas e complexas, surgidas do nada...], durante muito tempo os cientistas acreditaram que os genes eram, disparado, o que de mais importante havia no DNA. Quase todo o resto poderia ser classificado como “DNA-lixo” – sobras moleculares da evolução [o fato é que cientistas evolucionistas ainda acreditam em muita coisa...]. Na verdade, áreas aparentemente inativas do genoma, distantes de genes, podem ser cruciais para regular como, onde e quando eles são ativados. Esse parece ser precisamente o caso da ZRS.

Quando Melo e seus colegas compararam o genoma de uma boa variedade de vertebrados, verificaram que quase sempre a ZRS estava altamente preservada. Faz sentido, pois já se sabe que alterações de uma única letra química no DNA da ZRS levam a problemas de má-formação de membros, como dedos a mais na mão humana [se alterações mínimas em poucas letras do DNA podem geral malformações, por que não encontramos milhões e milhões de seres aberrantes no registro fóssil? A simetria é a regra. O que isso revela?].

O intrigante, porém, era a quantidade relativamente grande de alterações na ZRS do grupo das serpentes, em especial nas que não possuem nenhum vestígio de membros, como as najas e cascavéis (enquanto as jiboias brasileiras, por incrível que pareça, têm patinhas de trás muito rudimentares, conhecidas como esporas pélvicas). A coisa ficou decididamente esquisita, no entanto, quando os pesquisadores se puseram a usar uma técnica de edição do genoma para inserir em embriões de camundongo versões da ZRS de diferentes vertebrados.

Ocorre que quase todas elas desencadearam a formação de patinhas nos roedores, com resultado aparentemente indistinguível da versão “natural” do DNA do bicho. Mas, quando a ZRS de duas serpentes (píton e naja) foi inserida no genoma dos camundongos, as patas desapareceram quase completamente, de forma tão marcante que o animal ficou com aparência “serpentizada”.

O passo final foi identificar quais as diferenças cruciais entre a ZRS das serpentes e a dos demais bichos, chegando a uma pequena área de 17 letras de DNA que foi “deletada” na linhagem das cobras. E se a região cortada fosse reposta? Foi o que eles fizeram, e desta vez a ZRS de serpente “restaurada” produziu patinhas normalmente nos camundongos.

A lógica não ditaria que, se a mesma coisa fosse feita com um embrião de cobra, o bichinho voltaria a ter patas? Mais ou menos, diz o biólogo brasileiro. “Seria superinteressante fazer isso. Mas é importante deixar uma ressalva. A forma como o DNA de diferentes espécies de vertebrados é expressa [ou seja, é ativada] varia muito. Ou seja, não seria cuidadoso afirmar que, se mudássemos apenas esse detalhe, as cobras nasceriam com patas”, explica Melo. Outras alterações genéticas que ainda não são conhecidas poderiam estar ligadas à perda dos membros nas serpentes, bem como a outras características dos bichos, como a distribuição peculiar de suas vértebras.

O estudo está publicado na revista científica Cell.

Do ponto de vista do homem, pode parecer estranho que a perda de membros determine o sucesso evolutivo de alguns bichos, mas foi isso o que aconteceu com a maioria das serpentes [na verdade, a perda é regra na natureza]. Existem duas hipóteses que explicam o motivo de os bichos serem assim [hipóteses explicam?]. No caso, a pressão seletiva (ou seja, uma espécie de “empurrãozinho do ambiente”) seria na direção de perder os membros – quanto menores, mais ágeis e versáteis se tornariam os bichos. A outra hipótese é que os répteis que acabaram gerando as serpentes tiveram uma fase fossória, ou seja, subterrânea.

“Embaixo da terra, ter membro é um estorvo”, diz o herpetologista (especialista em anfíbios e répteis) Carlos Jared, do Instituto Butantã. Outra característica de bichos que vivem embaixo da terra é a perda gradual ou total da visão [sempre perda]. “Como o homem é visualmente orientado e depende bastante de membros, é difícil conceber que um bicho vá perder membros ou olhos e que isso vai ser vantajoso”, diz Jared.

O mesmo tipo de adaptação também acontece com anfíbios, como as cobras-cegas (que de cobra só tem o nome e o jeitão do corpo). Depois de passar por um ambiente aquático ou subterrâneo, os ancestrais das serpentes modernas acabariam recolonizando o ambiente terrestre, com razoável eficácia, vale notar [e aí, se convenceu com essas hipóteses mirabolantes?].

(Reinaldo José Lopes, Folha de S. Paulo)

Nota: Gostaria de chamar a atenção para apenas mais um ponto na matéria acima: “Outras alterações genéticas que ainda não são conhecidas poderiam estar ligadas à perda dos membros nas serpentes.” Como as hipóteses levantadas para tentar explicar o mistério da perda das patas das serpentes não parecem razoáveis, permito-me pensar em outra. O livro de Gênesis descreve a forma como Satanás utilizou uma serpente como médium a fim de enganar Eva e dar origem à escalada de mal que assola este planeta há milênios. Para materializar claramente os efeitos do pecado, Deus “amaldiçoou” a serpente e ela começou a rastejar, exatamente como suas descendentes fazem hoje. Se antes as serpentes não rastejavam, isso significa que voavam ou andavam, ou ambas as coisas. Deus poderia muito bem ter desligado os genes responsáveis pela formação das patas das serpentes, estando aí uma boa explicação para a “maldição” e para a ausência de patas e presença de genes desativados nessas criaturas. Hipóteses por hipóteses, fico com essa. [MB]


Programa “Origens” estreia temporada sobre dinossauros


No próximo sábado, dia 3, às 15h30, estreia na TV Novo Tempo a nova temporada do programa “Origens”. O assunto será o mistério dos dinossauros. A série conta com imagens feitas nas escavações da Universidade Adventista do Sudoeste, em um dos maiores depósitos de fósseis de dinossauros do mundo, em Wyoming, nos Estados Unidos, nos grandes museus do hemisfério norte e também em uma visita especial ao Parque Nacional Toro Toro, na Bolívia, um dos melhores lugares na América do Sul para se ver pegadas de dinossauros. A produção foi feita em parceria com o Geoscience Research Institute, a instituição oficial da Igreja Adventista mundial responsável pela pesquisa e capacitação em criacionismo. Ao todo, serão 14 episódios.

Novidade: como várias pessoas gostam de legendas, a fim de ouvir o áudio original, a equipe do “Origens” colocará essa opção no YouTube. Na TV, continuará sendo usado o recurso de over voice.

quarta-feira, novembro 30, 2016

Aborto até terceiro mês de gestação não é crime?

Incentivo à irresponsabilidade
A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) abriu nesta terça-feira (29) uma nova jurisprudência e não viu crime na prática de aborto realizada durante o primeiro trimestre de gestação - independentemente do motivo que leve a mulher a interromper a gravidez. A decisão da 1ª Turma do STF valeu apenas para um caso, envolvendo funcionários e médicos de uma clínica de aborto em Duque de Caxias (RJ) que tiveram a prisão preventiva decretada. Mesmo assim, o entendimento da 1ª Turma pode embasar decisões feitas por juízes de outras instâncias em todo o país. Durante o julgamento desta terça-feira, os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Rosa Weber se manifestaram no sentido de que não é crime a interrupção voluntária da gestação efetivada no primeiro trimestre, além de não verem requisitos que legitimassem a prisão cautelar dos funcionários e médicos da clínica, como risco para a ordem pública, a ordem econômica ou à aplicação da lei penal.

Os ministros Luiz Fux e Marco Aurélio Mello, que também compõem a 1ª Turma, concordaram com a revogação da prisão preventiva por questões processuais, mas não se manifestaram sobre a criminalização do aborto realizado no primeiro trimestre.
http://t.dynad.net/pc/?dc=5550001892;ord=1480501148237
“Em temas moralmente divisivos, o papel adequado do Estado não é tomar partido e impor uma visão, mas permitir que as mulheres façam a sua escolha de forma autônoma. O Estado precisa estar do lado de quem deseja ter o filho. O Estado precisa estar do lado de quem não deseja - geralmente porque não pode - ter o filho. Em suma: por ter o dever de estar dos dois lados, o Estado não pode escolher um”, defendeu o ministro Barroso.


Nota 1: Criança com três meses não é gente? Tirar a vida de uma pessoa de até três meses não é assassinato? Quem disse que magistrados humanos têm o direito de autorizar o aborto que independe de motivo? E quem vai cuidar das meninas e das mulheres que abortarem por qualquer motivo e depois caírem em depressão? Essa é mais uma admissão de que o Estado não está conseguindo lidar com o crescente número de adolescentes grávidas e de abortos clandestinos. Em lugar de promover a conscientização quanto ao verdadeiro sexo seguro (no contexto do matrimônio e com responsabilidade), controlar a exibição da e o acesso fácil à pornografia e trabalhar em outras medidas preventivas dos comportamentos sexuais de risco, os detentores do poder e fazedores das leis preferem seguir a maré e fazer o que lhes parece mais fácil: autorizar a eliminação do problema, ou seja, matar as crianças geradas em grande medida por esse comportamento sexual irresponsável chancelado pelo Estado. Quando os governantes e legisladores não valorizam a vida, o que se pode esperar dos governados? O dia 29 ficará tristemente marcado na história deste país. Enquanto a nação chorava a morte de 76 pessoas indefesas em um voo que rumava para Medelim, juízes do STF aprovavam uma lei que permite a morte de pessoas que também não podem se defender. Quem vai chorar por esses milhões de bebês indefesos? [MB]

Nota 2: Só para lembrar: o sistema nervoso começa a ser formado por volta da terceira semana de desenvolvimento embrionário e se estende por toda a gestação. No fim da oitava semana, a estrutura básica do sistema nervoso está plenamente formada em um embrião com 1,6 cm de comprimento. Parabéns aos ministros que sabem tudo de embriologia!


Leia também: Como três ministros do STF passam por cima de uma nação para legislar sobre o aborto? e The biology of prenatal development

Clique aqui e leia mais sobre aborto.





“Ama como se fosses morrer hoje.”

Pensamento para lembrar todo dia
“Ama como se fosses morrer hoje.” Sêneca

“Demonstre seu amor hoje, como se você estivesse numa despedida. Fale com as pessoas de tal modo que elas guardem de você as palavras mais ternas. Não perca a oportunidade de mostrar seu afeto a cada pessoa que cruzar o seu caminho hoje. Não adie o amor, não adie o sorriso, o olhar de candura, a boa palavra, o abraço caloroso, o beijo de ternura, porque ninguém sabe se amanhã reencontraremos essas pessoas. Um dia sem amor é um dia perdido!” (Sêneca foi um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano)

Ecoando as palavras de Sêneca, o cantor e compositor brasileiro Renato Russo escreveu: É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque, se você parar pra pensar, na verdade não há.” Jesus disse que basta a cada dia o seu mal, ou seja, vivamos cada dia da melhor maneira possível, sem ficar com os olhos fitos apenas no futuro que nos é incerto. Vivamos sempre motivados pelo amor a Deus e aos outros. Na verdade, o único futuro garantido é aquele planejado por Deus. Esse, sim, deve ocupar nossos pensamentos. Até porque, se a volta de Jesus for o nosso alvo, viveremos correta, intensa e amorosamente o nosso presente. [MB]

terça-feira, novembro 29, 2016

Chapecoense: quando a tragédia entra em campo

O momento é para solidariedade
Eles certamente viajavam felizes e com a mente cheia de expectativas. O time estava em uma boa fase e voava a bordo de um avião com destino a Medellín, na Colômbia, onde disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, na quarta-feira, dia 30. Só Deus e talvez alguns familiares conheçam os sonhos que cada um alimentava, os planos, os projetos, as ambições. Talvez alguns tenham prometido gols para a namorada, a esposa ou os filhos. Possivelmente, outros sonhassem com o título inédito a fim de alegrar ainda mais o Natal e o Ano Novo. Sonhos, esperanças e projetos que ficaram definitivamente no passado. O avião que transportava 81 passageiros, entre os quais a equipe do time catarinense da Chapecoense, caiu nesta madrugada, quando se aproximava da capital colombiana. Pelo menos 76 pessoas morreram. A notícia chocou o Brasil na manhã desta terça-feira.

Toda vez que um evento dessa natureza acontece revive a sensação de que habitamos um mundo inseguro e injusto. E isso é fato. Tragédias não escolhem lugar nem data para acontecer. Elas simplesmente estão como que à espreita, aguardando o momento de “entrar em campo” e ceifar vidas, destruir sonhos. No campeonato da vida, somente vencerá aquele que jogar segundo as regras do Céu. Podem acontecer reveses pelo caminho e até a morte surpreender um ou outro “jogador”, mas, para aqueles que seguram firmemente a mão do Criador, a vitória já está garantida. O último inimigo a ser derrotado é a morte; e que venha logo esse dia!

É claro que Deus não deixou de proteger os passageiros e os tripulantes do voo que ia para a Colômbia, enquanto estaria livrando de todos os males Seus “queridinhos”. O assunto é muito mais complexo do que isso. Deus tem em vista o bem eterno de todas as Suas criaturas, e mesmo nas tragédias é possível ver a mão dEle atuando – ainda que os afetados pela perda e pela dor não consigam compreender o que se passa no momento. Tragédias, mortes e sofrimento são a especialidade de Satanás, o inimigo de Deus, o originador do mal no Universo. E sua jogada de mestre consiste em causar destruição e levar as pessoas a atribuir essas coisas a Deus. O mal não existe porque o Criador quer. Muito pelo contrário: o que Ele mais quer é destruir o mal de forma definitiva. E fará isso em breve. Por hora, o que Ele faz em nosso favor é usar o bem e até o mal que Ele não causa – se puder, com isso, nos lembrar de nossa finitude e de nosso desamparo; que temos um Céu a ganhar e uma morte eterna a evitar. Como escreveu C. S. Lewis, as tragédias, muitas vezes, são o megafone de Deus.

O que aproveito de tudo isso é a reflexão suscitada pelos fatos que me fazem pensar que a vida é frágil, a tragédia é uma realidade sempre presente, este não é o lar que Deus planejou para nós e que nossa existência é feita de decisões. E se seu avião caísse hoje, como estaria sua vida? Que legado você deixaria para sua família e seus amigos? Que esperança de futuro o acompanharia até a sepultura?

Não adianta dourar a pílula. A tragédia e a tristeza estão em campo e permanecerão aqui até a volta de Jesus. O que nos resta fazer é nos preparar para esse grande evento, correr agora mesmo para os braços do Pai e orar pelos que estão com o coração apertado pela dor da perda e da saudade.

Vem logo, Senhor Jesus!

Michelson Borges 

Leia também: Adventistas se solidarizam com familiares de vítimas da Chapecoense



Uma das reflexões mais bonitas que li sobre o acidente é de Felipe Sandrin:

“Quando um avião cai a gente cai junto. Um avião transporta mais do que vidas, transporta sonhos. É o pai que está indo reencontrar os filhos, é a mãe que está indo buscar o sustento de sua família, são pilotos que planejam estar em casa ao jantar e a aeromoça que leva na bagagem o perfume favorito do namorado.

“Quando cai um avião a gente cai junto, pois quantos de nós viram os sonhos começar dentro de um avião. A viagem tão esperada, a assinatura de um contrato, o encontro com alguém com que tanto sonhamos estar junto.

“Aviões partem rumo a sonhos, e era isso que cabia também nesse trágico voo que quase chegou a seu destino. Jogadores que representavam o sonho do menino que quer ser jogador, jogadores que representavam seus familiares, seus torcedores.

“Quando um avião cai todos nós caímos juntos. Morrem sonhos, morrem encontros que não vão mais ocorrer, morrem saudades que não vão ser vencidas e que dali por diante vão apenas crescer e se tornar um buraco junto a quem nunca chegou.

“Quando um avião cai a dor é compartilhada, pois todos nós somos torcedores, torcemos para quem amamos, torcemos para logo poder dar o abraço, torcemos, pois ninguém sonha sozinho.

“Hoje esse humilde time de Santa Catarina tem a maior torcida do mundo, pois quando sonhos despencam do céu a solidariedade é a única camisa que todos vestem, pois essa é a única camisa que nesse momento nos conforta.

“Fica meu abraço e sincera dor a familiares e torcedores desse triste voo. O Resto é silêncio.”