quarta-feira, junho 19, 2013

Darwin é acusado de se apropriar de ideias de Wallace

Considerado como um coadjuvante no descobrimento da Teoria da Evolução, Alfred Russel Wallace pode ter tido um papel muito mais proeminente, sugere um artigo de Roy Davies recentemente publicado na revista Biological Journal of the Linnean Society. Baseado em uma análise cronológica da produção científica de Wallace e Darwin e das correspondências trocadas pelos pesquisadores entre si e outros colegas, Davies questiona o pioneirismo individual de Darwin e sugere que ele pode ter se beneficiado das ideias de Wallace sem o devido reconhecimento e crédito. Diferentemente de Darwin, Wallace sempre valorizou a importância da geografia na compreensão da diversificação biológica no planeta, sendo considerado o fundador da biogeografia histórica. Em 1848, Wallace partiu em direção à sua primeira grande experiência em uma viagem para a Amazônia brasileira junto com Henry Walter Bates para aprofundar seus estudos em história natural e investigar a origem das espécies. Ele estudou aves, macacos e borboletas em seus habitats naturais e percebeu que barreiras físicas, como os rios da Amazônia, limitavam a distribuição de muitas espécies próximas.

Após quatro anos na Amazônia, Wallace deixou o Brasil em direção à Europa com espécimes e uma interpretação recém-concebida sobre a origem das espécies, mas por um capricho do destino praticamente todo o material coletado se perdeu em um barco afundado em pleno Atlântico. Se o período na Amazônia sugeriu a Wallace a importância dos rios como barreiras na diversificação da biota [note: diversificação; macroevolução é pura extrapolação], foi no sudeste Asiático onde ele levou essas ideias além e desenvolveu sua interpretação sobre a evolução biológica e sua expressão geográfica. Em 1855, Wallace publicou um artigo debatendo a importância da extinção e descendentes com modificação como elementos fundamentais no processo de mudança das espécies ao longo do tempo, que ficou conhecido como “Lei de Sarawak”. No ano seguinte, Wallace publicou um artigo sobre aves discutindo a ideia dos descendentes com modificação, inevitavelmente se firmando como um problema iminente ao pioneirismo de Darwin.

Wallace escreveu poucas cartas para Darwin, mas a análise de Davies ressalta que o conteúdo de duas cartas contendo suas principais ideias tenha sido determinante para Darwin complementar seu trabalho. Os fatos indicam que Darwin foi rapidamente incorporando essas ideias de Wallace, tendo escrito mais de 60 páginas após o conteúdo privilegiado ter chegado pelo correio. Darwin alegou um atraso de quatro meses para a primeira e doas semanas para a segunda carta de Wallace, mas segundo Davies os registros históricos dos correios na Inglaterra indicam que ele funcionava perfeitamente bem e as chances de um atraso longo e repetido nas duas cartas de Wallace é mínimo. Até então as ideias publicadas por Darwin não eram convincentes, mas a publicação de A Origem das Espécies em 1859 mostra que a incorporação dos conceitos apurados por Wallace anos antes foi imprescindível para a abrangência da teoria.

(Ricardo Braga-Neto é biólogo e especialista em ecologia de fungos da Amazônia. Artigo originalmente publicado no blog Biogeografia da Amazônia)

Leia também: "A Wallace o que é de Wallace" e "Comemoraremos o centenário da morte de Wallace?"

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Palestra: A mídia e a mulher



Palestra apresentada pelo jornalista Michelson Borges no encontro de mulheres da Associação Paulista Sudoeste da Igreja Adventista (Hortolândia, SP, maio de 2013),

terça-feira, junho 18, 2013

Jovem brasileira protesta contra a injustiça social


“Ai daquele que constrói o seu palácio por meios corruptos, seus aposentos, pela injustiça, fazendo os seus compatriotas trabalharem por nada, sem pagar-lhes o devido salário.” Jeremias 22:13 (NVI). “O Senhor prova o justo mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a Sua alma odeia.” Salmo 11:5 (NVI) [Via blog Minuto Profético]

Momento histórico de uma história que não muda

Em 1990, cansados de ver nossos professores receber salários humilhantes, organizamos uma manifestação com cartazes, gritos de guerra e passeata pacífica (fotos abaixo). A polícia acompanhou de perto, a TV apareceu, mas depois cada um foi para sua casa, os professores entraram em greve e nada mudou. Os anos se passaram e as reclamações de baixos salários por parte dos professores viraram mantra de uma classe injustiçada e sem força política.

Em 1992, foi a vez de os "caras pintadas" irem às ruas exigir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Deu certo. Collor saiu. Mas as coisas mudaram para melhor? Houve mais investimentos nas tão faladas áreas da educação, saúde e segurança? A justiça social, a justa distribuição de renda e a integridade/honestidade política passaram a ser realidade? Pelo contrário. Com o escândalo do mensalão (2005/2006), ficou evidente que os homens e as mulheres que regem este país (com raríssimas e nobres exceções) são “farinha do mesmo saco”. Aqueles que em nossa juventude defendemos com discursos inflamados e para os quais demos nosso precioso voto agora estão aí fazendo quase nada do que prometeram.

Manifestação que organizamos em 1990, em Criciúma, SC

O objetivo do nosso protesto foi mostrar simpatia à causa dos professores


Sim, é emocionante ver as multidões nas ruas exigindo seus direitos (embora muitos nem saibam exatamente quais nem dependam tanto deles, por fazerem parte da classe média que quase nem toma ônibus). Impressiona ver despertado um poder de mobilização que parecia não existir (e o povo tem mais é que se manifestar contra o desgoverno dos políticos). Mas a falta de organização também é gritante. Protestam contra os gastos com a Copa depois de os estádios terem sido construídos e bilhões de reais terem evaporado. Por que não protestaram quando algo poderia ter sido feito? Vão fazer o que agora, demolir os coliseus do pão e circo modernos? Protestam contra a corrupção, mas votam nos protagonistas dos escândalos e das maracutaias. Protestam contra a Globo, mas são as mesmas pessoas que garantem os altos índices de audiência da emissora que leva ao ar suas novelas alienantes e os big brothers da vida.

A edição do Jornal Nacional de ontem, para mim, foi uma boa representação do coração dividido desta nação. Enquanto Patrícia Poeta e repórteres de rua davam informações sobre os protestos em várias capitais do Brasil, William Bonner estampava um sorriso anacrônico, sem graça ao falar sobre a Copa das Confederações. Fale-me sobre as revoltas, mas não deixe de me entreter com meu futebolzinho. As duas principais pautas do JN de ontem não tinham “liga”, exatamente como não se ligam o Carnaval, o “jeitinho brasileiro” e a idolatria futebolística com esses ares de mudança que nunca chegam, porque o que se vê nas ruas depois passa e tudo volta ao “normal” (espero sinceramente estar errado, desta vez). Onde estarão daqui a cinco, dez, vinte anos esses estudantes que tomaram as ruas com seus cartazes? Estarão vestidos com seus ternos de grife em escritórios climatizados em busca do “vil metal” ou, quem sabe, escrevendo algum texto desiludido num blog qualquer?

Bem, antes que você pense que estou na segunda categoria, deixe-me dizer-lhe que, em 1990, eu não fazia ideia de que o Grande Conflito é muito maior do que as pessoas imaginam. Nossa luta não é simplesmente contra a corrupção e as injustiças sociais, por mais legítimo que seja isso. Eu não imaginava que a verdadeira batalha não é travada nas ruas, mas no coração das pessoas. E enquanto esse coração não for rendido Àquele que pode recriar (porque “retoques” não resolvem nada), manifestações e mais manifestações se seguirão e as coisas permanecerão basicamente as mesmas.

Mais de vinte anos após aquela manifestação singela de estudantes sonhadores em Criciúma, continuo inconformado com as injustiças do mundo. Mas hoje sei a que Autoridade recorrer.

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. [...] Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:6, 10).

(Michelson Borges, um jornalista desencantado com este mundo, mas encantado com o que virá)







Leia também: "¿Por qué Brasil y ahora?", "Além do voto" e "O reino de Deus e a cidade dos homens"

segunda-feira, junho 17, 2013

Doença estranha transforma músculos em ossos

Em listas de condições médicas bizarras/assustadoras, a fibrodysplasia ossificans merece um lugar especial: músculos gradualmente se transformam em ossos e, conforme a doença evolui, a pessoa tem dificuldade não apenas de se mover, mas também de se alimentar e respirar. Extremamente rara (acredita-se que haja um ou dois milhões de casos atualmente, e só algumas centenas foram relatadas), essa condição é causada por uma mutação no gene ACVR1, que serve para produzir uma proteína que converte cartilagem em osso – um processo que, normalmente, ocorre de forma gradual e bastante limitada da infância à vida adulta. Qualquer tipo de trauma físico em uma pessoa com fibrodysplasia ossificans pode fazer com que os músculos na região afetada comecem a ossificar. Esse processo também pode ser causado por doenças virais, como gripe.

Em geral, o problema se manifesta ainda na infância, com o enrijecimento do pescoço e dos ombros e, infelizmente, não há cura conhecida (há uma proteína que interrompe a ossificação em ratos, mas falta testar em humanos), e qualquer intervenção cirúrgica pode agravar a situação. Até o momento, a única coisa que uma pessoa com fibrodysplasia ossificans pode fazer é tomar muito cuidado para evitar qualquer tipo de trauma físico.


Nota: Note que essa doença grave é causada por apenas uma mutação no gene ACVR1, que serve para produzir apenas uma proteína que converte cartilagem em osso, e que esse processo normalmente ocorre de forma gradual e bastante limitada da infância à vida adulta. Ou seja, para que ocorra a calcificação dos nossos ossos (que devem ser calcificados), é necessária uma “engenharia” finamente ajustada que depende do gene certo agindo no tempo certo com a produção da proteína certa. Se apenas esse gene estiver ausente ou não funcionar adequadamente, o processo desanda. Pergunto: Até que esse gene “aparecesse” e o processo se ajustasse devidamente para fazer o que tem que fazer, como nossos ancestrais não se extinguiram? O que impediu que todos os nossos supostos ancestrais desenvolvessem fibrodysplasia ossificans e outras tantas doenças fatais que são resultado de alterações mínimas no genoma?[MB]

A Descoberta: impressões dos leitores

“Minha família e eu começamos a ler o livro A Descoberta e já estamos no quarto capítulo. Paramos contra a vontade, com medo de terminar o livro em uma noite e acabar de participar dessa história empolgante que nos conquistou. Parabéns pelo livro!” Carlos Alberto Mariano, médico

“Então... não resisti e tive que ler tudo (rsrsr). O Carlos até ‘brigou’ comigo (rsrsrsr), mas é impossível ler e parar! Parabéns, Michelson Borges e Denis Cruz pelo livro. Ele é muito bom, magnífico! Um livro que consegue prender a leitura. Marcia Mariano, terapeuta 

“Li O Livro amargo, de Denis Cruz, e gostei muito. Conheço todos os livros do Michelson Borges e muitas de suas palestras sobre criacionismo, e nunca pensei que os autores escreveriam juntos uma obra literária com romance, ateísmo, fé, muito conhecimento sobre o evolucionismo em debate com o criacionismo, e tudo de acordo com nossos princípios. Li esse livro numa sentada! É incrível como Denis Cruz e Michelson Borges conseguiram juntar tanto conhecimento científico de uma forma tão simples e com uma linguagem acessível. Indico esse livro para todos que gostam de ler literatura, de ler sobre a criação, de ler sobre o evolucionismo; para aqueles que têm algumas dúvidas sobre a origem do Universo; para todos os que são cristãos e para os que não tem uma crença definida. Esse livro superou minhas expectativas.” Fabiana Novakoski, professora


PARTICIPE DO SORTEIO!

A comunidade do Facebook “Amo Livros Adventistas” está sorteando um exemplar do livro A Descoberta (clique aqui para adquirir) com a dedicatória dos autores Michelson Borges e Denis Cruz. Para concorrer, basta cumprir um dos requisitos a seguir:

- Curtir a página "Amo Livros Adventistas" (aqui). 

- Curtir a imagem da promoção (aqui).

- Compartilhar a imagem da promoção: mesmo link acima

Se você cumprir os três requisitos, terá três chances de ganhar.  

Participe!

P.S.: No dia 22 deste mês, os autores farão o lançamento oficial do livro na Igreja Adventista das Mangueiras, em Tatuí, SP (cidade na qual está localizada a Casa Publicadora Brasileira). Após as palestras e entrevista com os autores, haverá seção de dedicatórias.

domingo, junho 16, 2013

Teoria da evolução das estrelas estava incorreta

O processo de evolução estelar ensinado nos livros de astronomia está incorreto - ou, no mínimo, incompleto. O modo como as estrelas evoluem e terminam suas vidas foi durante muitos anos um processo considerado bem compreendido. Modelos computacionais detalhados preveem que estrelas com massa semelhante à do Sol passem por uma fase no final das suas vidas, quando ocorre uma queima final de combustível nuclear, e grande parte da massa das estrelas é perdida na forma de gás e poeira, que literalmente iriam para o espaço. Esse é o chamado ramo gigante assintótico ou AGB (sigla em inglês para asymptotic giant branch). Esse nome estranho é devido à posição que essas estrelas ocupam no diagrama de Hertzsprung-Russel, um gráfico que mostra o brilho das estrelas em função das suas cores. No entanto, novas observações de um enorme aglomerado estelar, obtidas com o Very Large Telescope do ESO, mostraram - contra todas as expectativas - que a maioria das estrelas estudadas simplesmente não chega a essa fase de sua evolução. Uma equipe internacional descobriu que a quantidade de sódio presente nas estrelas permite prever de modo muito preciso como é que esses objetos terminarão suas vidas.

Durante um curto período de tempo, o material ejetado para o espaço é iluminado pela intensa radiação ultravioleta que vem da estrela, formando uma nebulosa planetária. Esse material expelido é depois utilizado para formar uma nova geração de estrelas, sendo esse ciclo de perda de massa e renascimento vital para sustentar a atual explicação sobre a evolução química do Universo. Esse processo fornece também o material necessário à formação de planetas - e contém ainda os ingredientes necessários à vida orgânica.

No entanto, o australiano Simon Campbell (Universidade Monash, Austrália), especialista em teorias estelares, descobriu em artigos científicos antigos indícios importantes de que algumas estrelas poderiam de algum modo não seguir essas regras, pulando completamente a fase AGB. “Para um cientista de modelos estelares, essas hipóteses pareciam loucas! Todas as estrelas passam pela fase AGB, de acordo com os nossos modelos. Eu verifiquei e tornei a verificar todos os estudos antigos sobre o assunto, e acabei por concluir que esse fato não tinha sido estudado com o rigor necessário. Por isso decidi eu mesmo investigar o assunto, apesar de ter pouca experiência observacional”, conta o pesquisador.

Campbell e a sua equipe utilizaram o VLT para estudar com muito cuidado a radiação emitida pelas estrelas do aglomerado estelar globular NGC 6752, situado na constelação austral do Pavão. Essa enorme bola de estrelas antigas contém uma primeira geração de estrelas e uma segunda geração, formada pouco tempo depois. As duas gerações podem ser identificadas pelas quantidades diferentes de elementos químicos leves, tais como carbono, nitrogênio e - crucial para esse estudo - sódio.

Os resultados revelaram-se surpreendentes. Todas as estrelas AGB do estudo eram da primeira geração, com níveis de sódio baixos, e nenhuma das estrelas da segunda geração, com níveis mais altos de sódio, tinha se tornado uma AGB. Um total de 70% das estrelas não estavam nessa fase final de queima nuclear com consequente perda de massa. Em outras palavras, essas estrelas morrem muito mais jovens do que se calculava, e sem a espalhafatosa fase de queima de hélio, quando a estrela emite uma luz extremamente forte.

Isso tem grande impacto não apenas sobre as teorias, mas também sobre as campanhas observacionais: a enorme quantidade de estrelas que deveriam estar se tornando superbrilhantes ao atingir a fase final das suas vidas simplesmente não existe.

“Parece que as estrelas precisam de uma ‘dieta’ pobre em sódio para que possam atingir a fase AGB no final das suas vidas. Essa observação é importante por várias razões. Essas estrelas são as mais brilhantes nos aglomerados globulares - por isso haverá 70% menos dessas estrelas tão brilhantes do que a teoria prevê. O que significa também que os nossos modelos estelares estão incompletos e devem ser corrigidos”, conclui Campbell.

A equipe espera que sejam encontrados resultados semelhantes para outros aglomerados estelares e está planejando mais observações. Ele levanta a hipótese de que as estrelas que saltam a fase AGB evoluirão diretamente para anãs brancas de hélio, arrefecendo gradualmente ao longo de muitos bilhões de anos.

Não se acredita que o sódio seja por si só a causa desse comportamento diferente, embora o elemento deva estar fortemente ligado ao fenômeno, que permanece um mistério.


Nota: Interessante... Já destaquei em outras ocasiões o fato de que em astronomia os paradigmas são mais facilmente modificados com base em observações. E é assim que a ciência avança. Agora é o entendimento da evolução estelar que pode sofrer modificações. Quando será que a ideia da macroevolução sofrerá também mudanças, alterações e até descarte, visto que os dados estão contra ela? Bem, aqui parece que o dogma é mais forte.[MB]

Túmulos cristãos são encontrados pichados em Israel

Túmulos cristãos apareceram com pichações em um cemitério de Rafah, na periferia da cidade israelense de Tel Aviv, depois da suposta ação de extremistas judeus, informou a polícia israelense nesta quinta-feira. Os vândalos escreveram em hebraico “O preço a pagar” e “Revanche” em sepulturas de um cemitério ortodoxo em Rafah, região habitada tanto por judeus como por muçulmanos, afirmou à AFP o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld. Os pneus de cinco veículos estacionados nas proximidades também foram apreendidos, acrescentou o representante da polícia, explicando que “aparentemente o crime ocorreu à noite”.

Pichações e insultos anticristãos em hebraico haviam aparecido em maio na parede da igreja da Dormição, uma das principais de Jerusalém. Esse tinha sido o último de uma série de atos de vandalismo contra cristãos.

Colonos extremistas e ativistas de extrema direita atacam lugares de cultos muçulmanos e cristãos e se opõem a palestinos e árabes israelenses, militantes pacifistas israelenses e ao exército, assim como combatem decisões do governo que consideram hostis aos seus interesses.

Apesar da condenação sistemática desses atos por parte das autoridades de Israel, seus autores raramente são presos ou muito menos processados.


Nota: Não são apenas os extremistas que hostilizam cristãos por lá. Em 2011, o programa de TV Toffee Ve-Ha Gorillah desrespeitou Jesus Cristo num episódio em que um fantoche de macaco foi crucificado (confira aqui). No diálogo com o macaco, a apresentadora (cujos trajes deixam claro não se tratar de uma ortodoxa) diz que Jesus era inimigo do povo judeu. Depois de “pregado”, o macaco diz: “Meu Deus, por que me abandonaste?” Ao que a apresentadora responde: “Você é um nazista, Yeshu, você é um nazista.” São situações lamentáveis essas, que só alimentam o espírito de intolerância e ódio.[MB]

A arte de dar estudos bíblicos

sexta-feira, junho 14, 2013

O pensamento hebraico comparado ao grego

Adotar uma perspectiva hebraica das Escrituras ajuda a entender o pensamento dos autores bíblicos

Na Antiguidade, dentre as várias cosmovisões existentes, duas, em especial, se destacavam. Grécia e Israel tinham modos bem distintos de pensar. É preciso admitir que os gregos deixaram uma herança muito rica para o Ocidente, nas artes, na ciência e na cultura. Sem eles, não seríamos o que somos hoje. No entanto, do ponto de vista religioso, a influência grega trouxe mais problemas do que vantagens. Se hoje temos tanta dificuldade para entender a Bíblia, em grande parte, isso se deve à nossa mente “helenizada” (é preciso lembrar que os autores bíblicos eram, em sua maioria, hebreus e que até o Novo Testamento, escrito em grego, reflete o modo hebraico de pensar). Daí a importância de entender mais a fundo a mentalidade hebraica antiga.

No mês de julho, a revista Conexão2.0 vai trazer na íntegra essa matéria. Ela vai ajudar você a entender a Bíblia, redefinir seu conceito de amor e experimentar a fé de um jeito novo. Não deixe de ler!

Pesquisa confirma o que já sabíamos há anos

Nesta semana, chamou a atenção (especialmente dos adventistas do sétimo dia) uma pesquisa realizada na Califórnia segundo a qual pessoas que adotam uma dieta vegetariana (e os pesquisados foram justamente membros vegetarianos da igreja adventista) têm risco de morte 12% menor em comparação com as pessoas que comem carne. É gratificante ver a ciência mais uma vez confirmando conselhos inspirados dados há um século [!]. Para os adventistas que costumam ler os ótimos livros de Ellen White (com destaque para o clássico A Ciência do Bom Viver), pesquisas dessa natureza na verdade não são novidade. Leia as citações a seguir (os itálicos e os trechos entre colchetes são meus. – MB):

“Se os adventistas do sétimo dia pusessem em prática o que professam crer, se fossem sinceros reformadores da saúde, seriam realmente um espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens. E revelariam um zelo bem maior pela salvação daqueles que ignoram a verdade [note que a sensibilidade missionária está relacionada também com o cuidado com a saúde]. Maiores reformas devem-se ver entre o povo que professa aguardar o breve aparecimento de Cristo. A reforma de saúde deve efetuar entre nosso povo uma obra que ainda não se fez. Há pessoas que devem ser despertadas para o perigo de comer carne, que ainda comem carne de animais, pondo assim em risco a saúde física, mental e espiritual” (Conselhos Sobre Saúde, p. 575).

“Tem-me sido repetidamente mostrado que Deus está procurando nos levar de volta, passo a passo, a Seu desígnio original – que o ser humano subsista com os produtos naturais da terra [Deus quer nos levar ao Seu desígnio original em todos os aspectos: casamento heterossexual monogâmico, vegetarianismo, criacionismo, etc.]. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada; a carne deixará de fazer parte de seu regime alimentar. Devemos ter isto sempre em mente, e procurar agir firmemente nesse sentido” (Conselhos Sobre Saúde, p. 450).

“A força dominante do apetite demonstrar-se-á a ruína de milhares quando, se houvessem triunfado nesse ponto, teriam tido força moral para ganhar a vitória sobre qualquer outra tentação de Satanás [se não conseguirmos vencer o apetite pervertido, como poderemos vencer em questões ainda mais probantes?]. Os que são escravos do apetite, no entanto, deixarão de aperfeiçoar o caráter cristão. A incessante transgressão do ser humano através de seis mil anos tem trazido em resultado doença, dor e morte. E, à medida que nos aproximamos do fim do tempo, a tentação do inimigo para ceder ao apetite será mais poderosa e difícil de vencer” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 59).


Note que, segundo os textos acima (e muitos outros da mesma autora), a longevidade e a saúde física desfrutadas pelos que adotam uma dieta o mais natural possível são “apenas” uma bênção adicional no processo. O propósito principal é, sem dúvida, a maior consagração e o refinamento dos sentidos, da sensibilidade e da capacidade de nos comunicarmos com Deus. Se no passado (quando todos os alimentos eram bem mais saudáveis) esse assunto não foi tão levado a sério, neste tempo – em que rapidamente nos aproximamos do fim e os alimentos estão ainda mais insalubres –, é preciso dar mais atenção ao tema da temperança. Não apenas nossa saúde física (importante como possa ser) depende disso, mas, sobretudo, nossa espiritualidade e nosso discernimento mental, que serão provados até o limite num momento crucial em que a história humana terá seu desfecho.

Estejamos atentos às confirmações da ciência (mais um “recadinho” de Deus), mas, principalmente, aos conselhos da Revelação. Devemos dar a devida importância a esse assunto, “agir firmemente nesse sentido” e fazer tudo com sabedoria e equilíbrio, buscando informações corretas a fim de que a reforma de saúde realizada com muita oração (reavivamento) faça dos reformadores um “espetáculo ao mundo”, não um show bizarro protagonizado por “atores” desequilibrados e fanáticos.[MB] 

A descoberta da origem do câncer de mama

Segundo a revista IstoÉ desta semana, um novo estudo divulgado pela revista científica Stem Cell Reports acrescentou uma informação valiosa para o entendimento dos mecanismos que levam ao câncer de mama. Pesquisadores americanos e canadenses descobriram que um dos tipos de células-tronco, as chamadas luminal progenitoras (que dão origem a um gênero de tecido mamário), são geneticamente mais vulneráveis às transformações que levam ao câncer. Elas estão situadas nos ductos, canais que conduzem o leite produzido pela glândula mamária até os mamilos. Seria nessas estruturas, portanto, que a enfermidade começaria. O motivo que as torna mais sujeitas a apresentar os erros genéticos que deflagram o câncer é o fato de terem telômeros menores do que as outras células que dão origem a outros tecidos das mamas. Os telômeros são estruturas presentes nas extremidades dos cromossomos (onde estão abrigados os genes que compõem o nosso código genético). Uma de suas funções é proteger a integridade dos genes durante o processo de renovação celular, impedindo, por exemplo, as fusões de cromossomos. Quando isso ocorre, a célula pode ganhar ou perder um cromossomo, o que resulta em um defeito genético.

Durante o processo de envelhecimento, os telômeros vão encurtando, deixando as células mais vulneráveis a essas alterações. O que o trabalho agora divulgado demonstra, porém, é que eles são naturalmente menores nas células luminais progenitoras, independentemente da idade. Significa que essas células são normalmente mais expostas a erros de funcionamento que podem desencadear a doença.

“Nosso trabalho ajuda a entender melhor como a enfermidade começa a partir de mudanças no DNA que podem, por exemplo, ligar ou desligar um gene envolvido na replicação celular”, disse David Gilley, coordenador da pesquisa.

Nota: Fica de novo no ar a pergunta: Se apenas pequenas modificações em partes minúsculas dos genes (como os telômeros) podem acarretar sérios danos à vida, como conceber a ideia de que a vida tenha começado de maneira rudimentar, sem os mecanismos de reparo vitais às células, e chegado até nossos dias, depois de tantos supostos milhões de anos? Doenças como o câncer (e tantas outras) já teriam dizimado nossa espécie.[MB]

Leia também: "Os seios de Angelina e a prevenção radical", "Felicidade diminui risco de câncer de mama", "Amamentação protege de câncer de mama", "Vinho aumenta risco de câncer de mama" e "Super-heroínas fazem exame de câncer de mama"

quinta-feira, junho 13, 2013

“Elo perdido” ou mais especulações?

O estudo do rosto do chamado “Chico de la Gran Dolina”, um adolescente que viveu na Sierra de Atapuerca, no norte da Espanha, há quase um milhão de anos [segundo a cronologia evolucionista], confirma a hipótese de que pode se tratar de uma nova espécie: o Homo antecessor, do qual apenas encontraram restos nessa região. Parte do estudo foi publicada na revista científica Plos One, informou José María Bermúdez de Castro, um de seus autores e membro da equipe científica de Atapuerca, nesta terça-feira (11). A análise, realizada por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa sobre a Evolução Humana e da Universidade de Nova York (EUA), concluiu que o rosto tem traços modernos, já que é visível uma expansão craniana e os dentes também são modernos, embora ainda possuam “traços primitivos”. “Sem dúvida alguma”, de acordo com Bermúdez de Castro, se trata de uma espécie distinta de todas encontradas até agora.

O paleontólogo diz acreditar que o Homo antecessor pode estar “muito próximo” ao antepassado comum entre o Homo neandertal e o homem moderno, “inclusive poderia ser esse ancestral”, embora seja algo que ainda tem que ser debatido com a comunidade científica. Trata-se de um tronco comum que deve ter surgido em uma zona situada entre o leste da África e o sudoeste da Ásia entre o Homo neandertal, que se expandiu pela Eurásia, e o homem moderno, cuja origem é situada na África.

Bermúdez de Castro reconhece que a comunidade científica não está totalmente de acordo em relação a esse ponto e pede uma opinião, embora ele tenha lembrado que quase não foram feitos estudos sobre restos do Homo antecessor do que os realizados pelos membros da equipe de Atapuerca.

O estudo foi focado no rosto mediante um remodelador facial que permitiu saber qual teria sido o aspecto do adolescente - cujos restos foram encontrados em escavações em 1995 - quando alcançasse a idade adulta.

Seus restos também foram comparados aos de um Homo ergaster, ser mais primitivo, encontrado em uma jazida em Marrocos e com a mesma idade dental. Existem “diferenças evidentes” entre os dois, já que o segundo apresenta uma menor reabsorção facial, por isso seus traços são “mais primitivos”, além de possuir uma dentadura também menos evoluída e um crânio menor.

Os restos do Chico de la Gran Dolina, que morreu na Serra de Atapuerca, não são os únicos que poderiam permitir estudos sobre essa espécie. Até agora, foram localizados 140 restos de 11 indivíduos, embora a maioria deles seja de crianças e adolescentes, havendo apenas restos de dois adultos.

Bermúdez de Castro lembrou que os vestígios do Homo antecessor foram encontrados em uma escavação e está convencido de que, quando conseguirem escavar toda a extensão da região, encontrarão milhares de restos mais, o que seria “uma orgia científica”.

No entanto, também lembrou que ainda faltam décadas para que se chegue a esse ponto, e por isso “é provável que sejam meus netos os que irão vê-los”. 


Nota: Notou o grau de incerteza e quantas especulações estão contidas no texto? Releia as partes grifadas. “Orgia científica” é sair publicando artigos com base em poucos estudos (o pesquisador admite isso) de apenas alguns restos, a espera de que possam ser encontrados milhares de outros restos. Espera por espera, os criacionistas também esperam que possam ser encontrados (ou não) fósseis de seres humanos “gigantes”, algum dia, ou mesmo fósseis humanos com fósseis de dinossauros (o que parece ser bem difícil, devido à diferença entre os habitats desses dois tipos de criaturas). Perguntar não ofende: Caso pigmeus e jogadores de basquete estivessem extintos há muito tempo e em locais diferentes fossem encontrados fósseis desses dois tipos de seres humanos, quais seriam as conclusões dos pesquisadores evolucionistas? Concluiriam se tratar de fósseis de seres humanos que viveram na mesma época, sendo apenas variações de uma mesma espécie? Pois é...[MB] 

A barata e o mau uso da palavra “evolução”

Uma das palavras mais mal usadas dentro do empreendimento científico é inquestionavelmente a palavra “evolução”. Os evolucionistas usam a palavra “evolução” para classificar a transformação de um réptil em ave (uma impossibilidade científica), como também para classificar o fato de gatos brancos gerarem gatos pretos, cinzentos ou brancos. No exemplo que se segue, veremos como os evolucionistas usam essa mesma palavra para catalogar uma transformação que em nada deve às fábulas de Darwin.

Embora no mundo selvagem elas gostem de açúcar, as baratas aprenderam a evitar armadilhas envenenadas cobertas de açúcar. Podem-se ver as baratas mais inteligentes no vídeo que se encontra no site Live Science. Como normalmente acontece quando o assunto é evolução, as manchetes das publicações científicas fizeram sua parte na guerra cultural utilizando termos que não estão adequados aos fenômenos observados.

Stephanie Pappas criou um título em que se lia: “Yikes! Baratas evoluíram para evitar armadilhas açucaradas.” Os autores do artigo publicado na Science alegaram que as baratas alemãs “evoluíram rapidamente uma aversão comportamental adaptativa à glicose”. Eles falaram da aversão à glicose como o “ganho de uma adaptação funcional” que “emergiu” durante o estudo das populações de baratas.

No entanto, os cientistas não declararam se as baratas que têm aversão à glicose são uma nova espécie. Contrariamente ao que muitos crentes evolucionistas alegam, a evolução darwiniana não se limita apenas às mudanças no comportamento adaptativo que ocorrem dentro da espécie, mas sim ao aparecimento de uma nova espécie. Se as baratas que têm aversão à glicose podem cruzar com as baratas que não têm essa aversão à glicose, então não ocorreu qualquer tipo de evolução (tal como entendemos o termo “evolução”).

Além disso, o artigo presente no site Live Science revela que um dos autores admitiu que a aversão à glicose pode ser uma característica antiga que emergiu dentro das novas condições ambientais onde elas lidam com armadilhas feitas pelo ser humano: algumas plantas produzem compostos agridoces tóxicos que as baratas teriam que evitar antes do “aparecimento” dos seres humanos.

Para piorar as coisas, as baratas que têm aversão à glicose podem até ser menos saudáveis que as demais. No artigo do site Science Daily, o mesmo coautor admitiu que elas crescem mais devagar sem o estresse ambiental.

As baratas têm que se adaptar a uma variedade de fontes de alimento duvidosas, e a aversão à glicose limita ainda mais o tipo de nutrição que elas podem obter. De qualquer forma, essa observação não serve de evidência em favor da evolução darwiniana – descendência comum através da seleção natural.