segunda-feira, maio 02, 2016

Atavismo: fato ou boato?

Vestígios de evolução?
A pedido de alguns leitores, aqui estou outra vez para tratar deste tema frequentemente divulgado como “verdade científica”. É preciso esclarecer que indivíduos que acreditam na transmutação das espécies entendem o “atavismo” como o reaparecimento de uma característica primitiva em seres vivos modernos, após várias gerações de ausência. Charles Darwin foi quem inicialmente compilou em A Origem das Espécies uma lista de potenciais “atavismos”, mas ele focou em dois exemplos principais: o cavalo e seu animal favorito, o pombo.[1] Uma questão intrigante quanto ao conceito de “atavismo” foi levantada pelo cientista M.Sc. Trevor Major em um de seus artigos: “Como podem as reversões [atavismos] contribuir para a evolução das espécies, se as formas contemporâneas se mantiverem regredindo para um estado anterior? Em seus primeiros anos de pesquisa, Darwin admitiu a possibilidade de que ‘qualquer grande mudança na espécie é reduzida por atavismo’ (Barrett, et al., 1987, p. 259). Então, ao longo do tempo, a população pode sofrer ciclos de evolução e involução, sem nunca se transformar em uma espécie diferente. Reversões podem mostrar como as populações podem variar, mas elas não podem provar mudança em grande escala durante longos períodos de tempo.”[1]

Essa observação de Trevor se apoia no princípio encontrado na “Lei de Dollo”, a qual diz que “a evolução não pode caminhar para trás”. A lei de Dollo, também conhecida como lei da irreversibilidade da evolução, foi sugerida em 1890 por um naturalista belga chamado Louis Dollo. No começo do século 20, a hipótese de Dollo foi confirmada por biólogos que chegaram a uma conclusão parecida com o auxílio de análises estatísticas.

Dessa forma, a ideia ou regra de irreversibilidade, baseada em probabilidades, passou a ser conhecida como “Lei de Dollo”. Se ela estiver correta, atavismos podem ocorrer muito raramente – isso se de fato ocorrerem. Em geral, essa lei da biologia evolutiva diz que uma vez que se perde a capacidade de se fazer algo, a perda será permanente.[2] Em outras palavras, se uma mutação pequena resultar na perda de uma estrutura como os mamilos ou os dedos adicionais, então a seleção natural já não poderia atuar sobre os elementos perdidos.

Em 2007, um estudo buscou traçar a história evolutiva de duas plantas com flores (angiospermas) que os biólogos evolucionistas acreditam estar intimamente relacionadas. Foram realizados experimentos de mutagênese a fim de que as plantas revertessem traços para um estado mais “primitivo”. Segundo os autores, eles não obtiveram sucesso, pois o processo esbarra em princípios básicos do design inteligente: “Uma vez que surgem novos personagens, e não por adições simples, mas pela integração de redes complexas de funções de genes que tornam muitos sistemas irredutivelmente complexos, esses sistemas não podem – de acordo com a lei de Dollo – simplesmente reverter para o estado original sem destruir inteiramente o padrão de integração garantindo a sobrevivência de uma espécie.”[3: p. 18] Portanto, vemos que a complexidade irredutível é um grande desafio para o conceito de “atavismo”.

Atualmente, os exemplos populares de “atavismo” e “estruturas vestigiais” são mais difíceis de documentar. Isso porque os dados atuais não mais sustentam essa crendice evolutiva. Sabemos hoje que “atavismos” nada têm a ver com a evolução dos seres vivos. As características – erroneamente associadas ao “atavismo” – que surgem nada mais são que defeitos genéticos como, por exemplo, a espinha bífida. Ao longo do tempo, cientistas sérios como o bioquímico Dr. Duane Gish (in memoriam) não aceitaram a conotação dada a deformações humanas como sendo “atavismos”.[4] Logo, o que é interpretado como atavismo, nada mais é que um exemplo de desenvolvimento embrionário anormal, ou de uma doença rara.[5]

Portanto, não se engane! Não é porque um resultado fenotípico (cauda e excesso de pelos em humanos, galinhas com dentes, cavalos com dedos extras, entre outros) apresente características morfológicas de primatas ou de outros mamíferos, segundo a interpretação evolucionista, que isso realmente signifique que um gene “oculto” em nosso genoma tenha sido “desreprimido” ou “ativado”.

Como sabemos disso? Podemos citar como exemplo uma pesquisa realizada com pessoas que possuem a doença hipertricose congênita generalizada, responsável pelo surgimento do excesso de pelos em humanos.[6] Os autores do estudo, Sun e colaboradores, dizem que essa doença foi considerada no passado um exemplo de “atavismo” e uma “prova” do elo (macaco-homem) que seria necessário para comprovar a teoria de Darwin.[6] Também não podemos nos esquecer de que os europeus se utilizaram do conceito de “atavismo” para fins de discriminação racial.[5] No entanto, as conclusões do estudo de Sun e colaborares demonstraram que a origem da doença encontra-se em mutações genéticas localizadas no cromossomo 17, a saber:

“Congenital generalized hypertrichosis (CGH), a condition characterized by excessive hair growth all over the body as compared to the normal of the same age, sex, and race, has attracted a great attention from the scientific community and the general public since the Middle Ages. It was considered an example of atavism and at one time even thought to be the missing ape-human link required to prove Darwin’s theory. It is now believed that most people with CGH have an unknown genetic defect.”[6: p. 807]

Conclusão: atavismo é uma desordem genética extremamente rara, ou seja, não é uma involução, como os evolucionistas insistem em propagar nos livros didáticos. Portanto, a ciência derruba por terra mais um boato evolucionista.

Quer saber mais sobre supostos “atavismos” e “órgãos vestigiais”? Acesse gratuitamente o e-book.

(Everton Fernando Alves é mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB])

Referências:
[1] Major T. Shadows of Evolution. Apologetics Press, 1994 [link].
[2] Standish TG. “Um golfinho mutante demonstra que a evolução é verdadeira... Ou talvez não.” Ciência das Origens, 2006, n 12.
[3] Lönnig WE, Stüber K, Saedler H, Kim JH. “Biodiversity and Dollo’s Law: To What Extent can the Phenotypic Differences between Misopates orontium and Antirrhinum majus be Bridged by Mutagenesis.” Biorem. Biodiv. Bioavail. 2007; 1(1):1-30 [link].
[4] Gish DT. “Evolution and the Human Tail.” Impact 1983; n 117.
 [5] Bergman J. “Darwin’s ape-men and the exploitation of deformed humans.” Journal of Creation 2002; 16(3):116-122 [link].
[6] Sun M, et al. “Copy-Number Mutations on Chromosome 17q24.2-q24.3 in Congenital Generalized Hypertrichosis Terminalis with or without Gingival Hyperplasia. ” Am J Hum Genet. 2009 Jun 12; 84(6): 807-813 [link].

Buracos negros “alinhados” intrigam cientistas

Jatos de energia na mesma direção
Algo estranho está acontecendo em um canto distante de nosso universo. Dezenas de buracos negros supermassivos estão lançando enormes jatos de energia para uma mesma direção. Poderia ser uma coincidência cósmica, mas alguns astrônomos suspeitam que há forças maiores em jogo. Buracos negros supermassivos, que são encontrados no centro de quase todas as galáxias, periodicamente entram em erupção, arremessando correntes de energia plasma no espaço intergaláctico. Por exemplo, o buraco negro de nossa galáxia, Sagitário A, irá eventualmente engolir uma estrela e liberar energias raio-x pela Via Láctea. Essas explosões são fascinantes para os astrônomos, mas elas são tipicamente conhecidas por serem eventos independentes.

Agora, uma pesquisa com 64 galáxias localizadas no meio do universo conhecido revelou um alinhamento bizarro dos jatos de energia explodindo vindos de buracos negros, e todos eles estão localizados a uma distância de centena de milhão de anos-luz de cada um. Um padrão como esse não deveria existir, a menos que isso esteja sendo conduzido por uma estrutura maior de nosso universo.

Isso é exatamente o que Russ Taylor, autor principal de um estudo que será publicado no Monthly Notices da Royal Astronomical Society, acha que pode estar acontecendo. Como reportado pelo Science News, Taylor suspeita que as explosões são todas dirigidas por filamentos, uma espécie de andaime cuja matéria é congregada em uma escala cósmica. Se a hipótese for correta, isso pode ajudar a explicar como a estrutura de nosso universo foi formada.

Nem todo mundo está convencido dessa tese. Alguns astrônomos acham que o número de galáxias no estudo era muito pequeno para tirar conclusões significativas, e o padrão seria apenas obra do acaso. No entanto, a ideia de um alinhamento cósmico é intrigante o suficiente para Taylor e seus colegas planejarem um acompanhamento do estudo com o objetivo de identificar mais buracos negros e ter mais precisão nas distâncias entre as galáxias que eles já estudaram.

Acho que se há uma mensagem nisso tudo para nós, terráqueos, é que existem forças assustadoras moldando nosso universo de formas que nós apenas estamos começando a entender.


Nota: Não sei por que, mas me lembrei destes textos: “E haverá sinais no Sol, na Lua e nas estrelas; e na Terra angústia das nações” (Lc 21:25; Mt 24:29; Mc 13:24-26, Ap 6:12-17). E Ellen White diz que os que contemplam esses prenúncios da vinda de Cristo devem saber que “está próximo, às portas” (Mt 24:33; O Grande Conflito, p. 37, 38). E ela escreveu mais: “A 16 de dezembro de 1848, o Senhor me deu uma visão acerca do abalo das potestades do céu. Vi que quando o Senhor disse ‘céu’, ao dar os sinais registrados por Mateus, Marcos e Lucas, Ele queria dizer céu, e quando disse: ‘Terra’, queria significar Terra. As potestades do céu são o Sol, a Lua e as estrelas. Seu governo é no firmamento. As potestades da Terra são as que governam sobre a Terra. As potestades do céu serão abaladas com a voz de Deus. Então o Sol, a Lua e as estrelas se moverão em seus lugares. Não passarão, mas serão abalados pela voz de Deus” (Primeiros Escritos, p. 41). Sei lá... [MB]

Exercício físico não precisa ser sinônimo de tortura

Mexa-se! Faça o que lhe agrada
Mesmo que existisse uma fórmula secreta para permanecer no peso ideal, ainda assim valeria a pena se exercitar. Afinal, o exercício físico, além de proporcionar benefícios estéticos, promove bem-estar e até diversão. Várias alternativas agradáveis podem tornar mais prazerosa a prática de exercícios físicos. É por isso que cada dia mais há cada vez menos desculpas para se acomodar à vida sedentária. O primeiro passo é escolher uma atividade física (ou esporte) com a qual você se identifique. É uma forma de viver a essência do famoso ditado “unir o útil ao agradável”. A ideia é cuidar da saúde física e mental de uma forma divertida. Pode acreditar! Foi-se o tempo em que as pessoas treinavam somente por obrigação. O mundo fitness proporciona maneiras criativas, descontraídas e nada monótonas de se exercitar. Diante disso, muitas pessoas estão aderindo a atividades que utilizam a natureza, ou que, simplesmente, dispõem de treinos diversificados com resultados rápidos. Atividades como o crossfit, treino funcional, stand up paddleslackline, patinação e ciclismo são algumas das opções para quem deseja fugir da rotina das atividades mais tradicionais. O que não falta é opção!

domingo, maio 01, 2016

Spotlight: os abusos que a Igreja quis esconder

O título do filme não poderia ser mais apropriado: “Spotlight: verdades reveladas.” Trata-se de uma história real e muito triste, mas bem conduzida pelo diretor Tom McCarthy (tanto que merecidamente ganhou o Oscar de melhor filme neste ano). Outra página negra na história da Igreja Católica é revelada pela equipe de jornalistas investigativos do jornal The Boston Globe, também conhecida como Spotlight. Para quem gosta de filmes de jornalismo, este é um dos bons. A equipe do Globe dá um verdadeiro show de reportagem: consulta muitas fontes, faz ampla pesquisa, ouve, desconfia, gasta sapato e revela muita coragem.

Geralmente, quando se trata de expor e punir “gente grande”, existe temor e a tendência é evitar o assunto. Isso fica claro no filme. Quando sabem que a reportagem da Spotlight vai revelar as entranhas de um comportamento criminoso mantido por muitos padres acobertados pelo arcebispo de Boston, as fontes geralmente ficam com receio – sentem vergonha de se expor, mas têm vontade de que seja feita justiça. Os próprios repórteres experimentam o peso do que estão prestes a revelar, mas vão em frente mesmo assim. O que acontece, depois, é mais um lembrete da relevância do jornalismo responsável e corajoso. De um jornalismo meio raro hoje em dia, mas que enche de orgulho aqueles que ainda acreditam na profissão.

sexta-feira, abril 29, 2016

National Geographic fala de experiências com a morte

Recheada de testemunhos e relatos de pessoas que passaram pela tal experiência de quase morte (EQM), a matéria de capa da edição de abril da revista National Geographic tem como título “A ciência explica a morte”. Só que, depois da leitura, a gente percebe que não explica coisa nenhuma, e o texto é apenas um apanhado requentado de várias pesquisas e muitas especulações. A verdade é que ninguém sabe o que é a morte nem por que morremos. Não existe explicação naturalista nem científica para esse evento dramático. Prova disso é que a matéria da National Geographic, como eu disse, está rechegada de experiências de pessoas que juram ter se “desprendido” do corpo ou caminhado pelo famoso túnel de luz. Fala em ciência, mas menciona espíritos e coisas do tipo, e deixa no ar uma sensação de mistério em lugar de explicações científicas. Só que há dois tipos de explicação para as EQMs: uma científica e outra teológica. Vamos lá.     

Uma pesquisa da Universidade do Kentucky, em Lexington (EUA), fez uma experiência de monitoramento cerebral. Eles descobriram que as situações de proximidade com a morte, durante um sono induzido por anestesia, ativam os mesmos mecanismos neurológicos que entram em ação quando uma pessoa tem sonhos lúcidos, com plena consciência do que está sonhando. Ambos seriam estimulados pelo córtex dorsolateral pré-frontal, uma área que normalmente só funciona quando estamos acordados.

O coordenador do estudo, Kevin Nelson, disse que os resultados da pesquisa indicam que uma “intrusão” do estado de sono REM contribui para as sensações de “quase morte”. “Vejo (o fenômeno) como uma ativação de certas regiões do cérebro que também estão ativas durante o estado de sonho”, disse Nelson ao jornal britânico Daily Telegraph.

Na Califórnia, existe o Centro de Pesquisas de Experiências Fora-do-corpo (OOBE Research Center, na sigla em inglês), especializado no assunto. Com base no estudo de Kentucky, os pesquisadores da Califórnia conduziram um estudo com quatro grupos de voluntários, cada grupo tendo entre 10 e 20 integrantes. Os participantes foram colocados para dormir, com a condição de imaginarem ao máximo a ideia de estarem entrando por um túnel com fim luminoso e tentarem sonhar com isso. Dezoito voluntários afirmaram terem sido capazes de sonhar com isso. Outros, embora não tenham conseguido, tiveram a experiência de “sair do corpo”, vendo a si mesmos flutuando e, às vezes, tendo a visão de um ente querido já falecido.

Entre os que “saíram do corpo”, o momento da ocorrência foi mensurável: em geral, acontecia durante a tênue linha entre estar acordado e adormecido. Isso se observou como ponto em comum entre todos os participantes, o que indica, segundo os pesquisadores, que se trata de um mecanismo cerebral pré-programado – tudo pode ser apenas um reflexo condicionado do cérebro, que gera um sonho com extremo realismo.

Um grupo de médicos da Universidade George Washington percebeu que a atividade cerebral de pessoas que estavam morrendo ia ficando cada vez menor. Mas, nos últimos momentos antes da morte, o córtex cerebral (área responsável pela consciência) simplesmente disparava, e permanecia 30 a 180 segundos num nível muito mais alto, antes de cessar de vez. Isso acontece porque, quando os neurônios ficam sem oxigênio, perdem a capacidade de reter energia e começam a disparar em sequência – num efeito dominó que poderia provocar alucinações. “Isso pode explicar as experiências extracorpóreas relatadas por pacientes que quase morreram”, afirma o estudo assinado pelos médicos.

Mas por que é tão comum o relato do tal túnel de luz? Vou tentar explicar com outro caso de uma pessoa que esteve à beira da morte e voltou para contar a história.

Orlando Mário Ritter é adventista do sétimo dia de nascimento e pastor há vários anos. Em 2014, devido a um sério problema de saúde, ele teve que passar por várias cirurgias, uma particularmente delicada que quase o levou à morte (leia o relato aqui). Sobre essa experiência, ele conta o seguinte: “Um médico espiritualista me perguntou, depois de uma breve explicação sobre minha ‘quase morte’: ‘Você passou pelo túnel de luz? Você viu os espíritos?’ E eu respondi: ‘Sim, passei pelo túnel de vidro, mas não vi nenhum espírito.’ Ele tornou a perguntar: ‘O que você viu, então?’ O que eu ‘vi’ de forma surpreendentemente clara – e não foi por pouco tempo – foi a história da humanidade, conforme o relato bíblico. Vi desde o fim do dilúvio até momentos antes da volta de Cristo, quando o mar começava a engolir as ilhas e cidades costeiras, até que subitamente tudo ficou escuro e não vi mais nada.”

O médico então perguntou novamente para o pastor Orlando: “Você não viu a luz no fim do túnel?” E ele respondeu que havia “visto” cenas incríveis da História, mas não luz alguma no fim do túnel. Então o médico explicou o que ocorre nesse estado de “quase morte”: conforme vai diminuindo a oxigenação do cérebro, começam a surgir imagens vindas do subconsciente na forma de “túnel”, e provavelmente ele não tenha visto o fim do túnel porque sua condição de oxigenação melhorou e o “sonho vívido” foi forte o suficiente para ficar gravado, mas sem ser finalizado.

Para o pastor Orlando, que também é formado em Química e Pedagogia, os sonhos podem revelar imagens que estão latentes no subconsciente e que, no caso dele, não incluíam “espíritos” de forma alguma, já que sua formação está alicerçada na Bíblia Sagrada.

A maioria das pessoas tem algum tipo de visão espiritualista da vida, ainda que sejam católicas ou evangélicas, já que essas correntes religiosas acreditam na imortalidade da alma e na existência de “espíritos”. Acreditam também em conceitos equivocados a respeito de céu e inferno, e são frequentes relatos de crentes que dizem ter sonhado com esses lugares mitológicos.

Também não podemos descartar a atuação do inimigo de Deus na mente das pessoas, no sentido de ajudar a reforçar e dar publicidade à sua mentira de que o ser humano possuiria imortalidade incondicional.

Uma pessoa cuja mente foi alimentada com as verdades da Palavra de Deus, segundo a qual os mortos estão como que dormindo aguardando a ressurreição por ocasião da volta de Jesus (veja o vídeo abaixo), dificilmente verá túneis de luz e espíritos.

Michelson Borges


Vida começa com um clarão de luz

Faíscas da fecundação do óvulo
A vida humana começa com um clarão de luz, no momento em que o espermatozoide encontra o óvulo. Foi o que cientistas da Northwestern University, em Chicago, nos Estados Unidos, mostraram pela primeira vez, capturando em vídeo os incríveis “fogos de artifício”. Em reportagem do The Telegraph, os pesquisadores explicam que uma explosão de pequenas faíscas irrompe do óvulo no exato momento da concepção. Cientistas já viram o fenômeno em outros animais, mas é a primeira vez que se comprova que isso também acontece com os humanos. O brilho ocorre porque quando o espermatozoide se insere no óvulo ocorre um súbito aumento de cálcio que desencadeia a liberação de zinco. Quando o zinco é solto, prende-se a pequenas moléculas que emitem uma fluorescência que pode ser captada por câmeras microscópicas. Não se trata apenas de um incrível espetáculo, que destaca o momento em que uma nova vida começa, como também o tamanho do brilho pode ser usado para determinar a qualidade do óvulo fertilizado.

Os pesquisadores reportaram que alguns óvulos brilham mais do que outros e isso se relaciona com a sua maior propensão a gerar um bebê saudável. “Foi memorável”, disse Teresa Woodruff, uma das autoras do estudo, ao jornal britânico. “Descobrimos as faíscas de zinco há apenas cinco anos em camundongos. Ver o mesmo acontecer em óvulos humanos foi de tirar o fôlego.”

“Toda a biologia começa na fecundação, mas ainda assim não sabemos quase nada sobre os eventos que acontecem na fecundação humana”, disse Woodruff.

No experimento, os cientistas usaram enzimas de espermatozoides em vez dos próprios espermatozoides para ver o que acontece no momento da concepção.

O estudo foi publicado em 26 de abril na revista Scientific Reports. Assista a um vídeo sobre a descoberta da Northwestern University:


Médico demitido por se posicionar contra homossexualidade

Proibido opinar
Em 2015, Kelvin Cochran, chefe dos bombeiros de Departamento de Bombeiros de Atlanta, Georgia, foi demitido após escrever um livro sobre o pecado original e suas consequências. Entre as afirmações, ele classifica a homossexualidade e o lesbianismo como “perversão sexual”. Por causa dos protestos de grupos LGBT, ele acabou sendo demitido. Diferentemente do Brasil, nos Estados Unidos, não existe a mesma estabilidade dos concursos públicos. Agora, o doutor Eric Walsh [foto ao lado] é quem luta na justiça contra sua demissão. Funcionário do Departamento de Saúde Pública da Geórgia, o motivo de sua exclusão do quadro funcional do Estado é o fato de ele ser pastor e pregar contra a homossexualidade [note: não contra os homossexuais]. Além de médico, ele foi ordenado [ao ministério] pela Igreja Adventista do Sétimo Dia e seus sermões estão disponíveis no YouTube.

Além de ser formado em Medicina, ele possui doutorado em Saúde Pública. Trata-se de um profissional reconhecido, tendo sido parte do Conselho Consultivo sobre o HIV/AIDS do presidente Barack Obama.

Seus advogados estão processando o governo da Georgia, baseados em uma Lei de Direitos Civis, de 1964, que proíbe decisões de empregadores que tenham como base motivos religiosos.

Documentos que foram divulgados pela sua defesa e comprovam que funcionários do Departamento de Saúde usaram como “prova” os sermões do pastor, nos quais ele defende o casamento tradicional. Para o médico, trata-se de algo orquestrado por militantes LGBT que já se manifestaram contra ele em um evento numa universidade.

O processo está em andamento desde 2014 e na época Walsh afirmou em comunicado que não “podia acreditar” que sua demissão foi por motivos alheios ao serviço. “Sou filho de uma mãe solteira que sempre me ensinou qual era a nossa fé. Aprendi na igreja a importância de estudar e esses valores [cristãos] me levaram a querer servir aos necessitados. Foi por isso que me tornei médico e continuarei divulgando minha crença. A minha fé é importante para mim; frequentemente falo sobre ela em igrejas e conferências”, disse.

E acrescentou: “Eu não posso acreditar que eles me demitiram por causa de coisas que eu falei em meus sermões. Não consegui mais emprego na saúde pública desde então. Ao rever meus sermões, me demitiram por causa das minhas crenças religiosas. O Estado da Geórgia destruiu a minha carreira no serviço público.”

Jeremy Dys, um dos advogados de Walsh, afirmou à imprensa: “Se é permitido ao governo demitir alguém com base no que disse em um sermão, então poderão vir atrás de qualquer um de nós por causa de nossas crenças... Precisamos garantir que cada cidadão tenha o direito de falar sobre sua fé na igreja, sem ser demitido ou impedido de trabalhar no serviço público.” 

quinta-feira, abril 28, 2016

Amor de mãe faz cérebro do filho se desenvolver mais

A importância dos primeiros anos
A autora que liderou o estudo, a psiquiatra infantil Joan Luby, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, descobriu que uma importante área do cérebro cresce duas vezes mais rápido em crianças cujas mães demonstravam afeto e apoio emocional, em comparação com as que eram mais distantes e frias. Imagens do cérebro mostraram que esse tipo de criação era mais benéfica para crianças com menos de seis anos – e que mesmo que uma mãe se torne mais afetuosa quando a filha ou filho é um pouco mais velho, não é possível compensar os anos em que esse amor foi negligenciado. Segundo Joan, o estudo sugere que isso ocorre porque há um período crucial em que o cérebro responde mais ativamente ao apoio materno, provavelmente por conta da maior plasticidade do cérebro quando as crianças são mais novas. Ou seja, esse amor materno é ainda mais importante nos primeiros anos de vida.

A pesquisa foi feita com 127 crianças, que faziam periodicamente exames de ressonância magnética no cérebro desde que começaram a frequentar a escola até a adolescência. Para qualificar o tipo de mãe, os pesquisadores a gravavam em uma situação em que ela tinha de fazer alguma tarefa estressante na presença dos filhos. Pediam às mães que concluíssem essas tarefas e, enquanto isso, davam aos filhos um presente em um pacote bem atrativo, que os filhos não podiam abrir imediatamente.

Situações similares ocorrem várias vezes ao dia em qualquer família, especialmente com crianças pequenas, que demandam atenção em momentos que, por um motivo ou outro, a mãe não pode dar. Seja porque está trabalhando em casa ou cuidando de outro filho.

Os pesquisadores explicaram que a razão por trás desse tipo de teste é que essas situações são enfrentadas diariamente por muitas mães e são verdadeiros desafios às habilidades maternas.

As mães que conseguiam manter o autocontrole e completar a tarefa, enquanto ofereciam algum tipo de apoio emocional ao filho, foram classificadas como mais afetuosas e mais acolhedoras. Já as que desprezavam ou ignoravam as crianças ou as que agiam de maneira punitiva recebiam notas menores do quesito apoio emocional.

As ressonâncias mostraram o impacto dessa diferença de comportamento materno no hipocampo das crianças – uma área no cérebro localizada nos lobos temporais, que é responsável por habilidades como memória, aprendizado e controle das emoções.

“Pequenas mudanças no apoio emocional geram grandes diferenças no resultado final. A relação entre uma criança e a mãe durante o período pré-escolar é vital, e ainda mais importante do que quando a criança é maior”, disse a psiquiatra ao site especializado em ciência Science Daily. “Acreditamos que isso se deve a uma maior plasticidade cerebral quando a criança é menor, o que significa que o cérebro é afetado mais fortemente por experiências no começo da vida. Isso sugere que é vital que crianças recebam apoio emocional e afeto nesses primeiros anos.”

A pesquisa mostrou ainda que a trajetória de crescimento do hipocampo estava associada com um desenvolvimento emocional mais saudável quando as crianças passavam para a adolescência.

De acordo com Joan, a pesquisa sugere que talvez seja possível ajudar as crianças a irem melhor na escola, a lidar melhor com a vida adulta e a se desenvolverem de maneira saudável ajudando os pais a aprenderem a oferecer mais apoio e afeto nos primeiros anos dos filhos. “Também sabemos que fornecer esse apoio aos pais pode ter um impacto positivo em outras características do desenvolvimento infantil, sejam comportamentais ou de adaptação. Então, temos uma razão muito lógica para encorajar políticas que ajudem os pais a oferecer mais apoio emocional aos filhos”, afirma a psiquiatra. [Na foto acima, a atleta americana Alysia Montano está com sua filha, Linnea Dori.]


Nota: No século 19, Ellen White, com base em princípios bíblicos, já falava sobre a importância dos primeiros anos de uma criança na formação dela e as consequências disso para toda a vida, e falava também sobre o papel importantíssimo e incomparável da mãe na formação dos filhos. Clique aqui e leia um texto importantíssimo. [MB]

Malásia: “aparição misteriosa” e fenômenos em escola

Assombração?
Uma escola no norte da Malásia foi temporariamente fechada depois do que a imprensa local chamou de um caso de “histeria coletiva”. O problema começou na semana passada, quando vários estudantes e professores de uma escola na cidade de Kota Bharu alegaram ter visto espíritos ou ter vivenciado experiências sobrenaturais. A escola, chamada SKM Pengkalan Chepa 2, fica no Estado de Kelantan, uma região muito tradicional e de religiosidade marcante. Autoridades do setor educacional decidiram fechar a escola e chamar especialistas em tradição islâmica, acadêmicos e até feiticeiros para fazer sessões de orações e “exorcismos”. No domingo, a escola foi reaberta e as autoridades disseram que a situação voltou ao normal. No entanto, nem todas as perguntas relativas ao episódio foram respondidas e o caso ainda desperta muito interesse no país.

Na semana passada, um pequeno grupo de estudantes começou a alegar que tinha visto uma “silhueta escura” nos corredores da escola. Depois disso, mais estudantes e até professores disseram ter visto a mesma figura ou sentido uma presença sobrenatural na escola. Uma professora disse ao canal local Astro Awani que sentiu uma presença “pesada” se agarrando a ela. Outra afirmou que uma “silhueta escura” estava tentando entrar no corpo dela. Um estudante disse ao jornal local Sinar Harian que sentiu dormência nas mãos enquanto sua mente estava “dispersa”. Uma funcionária da escola confirmou à BBC que cerca de cem pessoas, a maioria estudantes, foram afetadas. “Nossos estudantes foram possuídos e perturbados (por esses espíritos). Não sabemos exatamente por que aconteceu. Não sabemos o que nos afetou”, disse a funcionária, sem se identificar. “Mas o lugar é meio velho e crianças às vezes são desobedientes, às vezes elas jogam o lixo dentro da escola. Talvez elas tenham acertado alguns ‘djinns’ (fantasmas) e ofendido os espíritos.”

A escola fechou na quinta-feira e convidou religiosos islâmicos a recitar o Corão e fazer orações dentro de suas instalações. Autoridades locais também estão enviando consultores para a escola nesta semana. Já o Departamento Estadual de Educação de Kelantan não respondeu aos pedidos de entrevista da BBC.

Com base nas informações da imprensa, Robert Bartholomew, sociólogo que pesquisou histeria coletiva na Malásia, disse à BBC que este é um caso típico: histeria coletiva (ou ilusão coletiva) é definida por crenças falsas ou exageradas se espalhando rapidamente dentro de uma população. Tais episódios geralmente ocorrem dentro de pequenos grupos de pessoas, todas muito próximas, em ambientes fechados.

Vários casos famosos de histeria coletiva já foram registrados no mundo todo, inclusive um suposto “surto de dança” séculos atrás, quando pessoas começavam a dançar incontrolavelmente durante horas.

Em 2012, a cidade de LeRoy, em Nova York, EUA, foi parar no noticiário depois que estudantes começaram a apresentar estranhos tiques ou momentos de fala ininterrupta, sem nenhuma causa aparente. Depois, o Departamento Estadual de Saúde de Nova York descobriu que os estudantes afetados, em sua maioria meninas, estavam sofrendo de uma espécie de “distúrbio de conversação”, uma forma de histeria coletiva. [...]

“Malaios são suscetíveis por causa de suas crenças em uma variedade de espíritos”, acrescentou Bartholomew, afirmando ainda que geralmente esses incidentes ocorrem mais em colégios internos femininos, que são os mais severos. Medos ou crenças já existentes com frequência influenciam o que as pessoas apontam como causas para a histeria coletiva. [...]


Nota: É o mesmo de sempre: chamam um “especialista” que não estava no local e ele tenta colocar panos quentes buscando alguma explicação cética. Independentemente de ter isso um fenômeno espiritualista ou não, uma coisa fica clara: se uma “aparição sobrenatural” foi capaz de causar tanto alarde num país muçulmano, imagine se isso começar a acontecer com mais frequência e se até mesmo “extraterrestres” entrarem no “jogo”, como já vimos aqui... De uma forma ou de outra, o grande engano edênico (de que o ser humano seria imortal) se espalha mais e mais pelo mundo. [MB]

O fim depende do começo

Harmonia impressionante
Existe relação entre os primeiros e os últimos capítulos do Livro sagrado do cristianismo? As evidências bíblicas e científicas confirmam a literalidade da semana da criação?    

[Este artigo foi escrito por meus alunos de pós-graduação Márcio Tonetti, Reisner Martins, Sueli Ferreira de Oliveira, Ulisses Arruda e Valter Cândido. - MB]

A crença de que a semana da criação narrada no primeiro livro da Bíblia representaria um período de longas eras (ou de milhões de anos, segundo a cronologia evolucionista) se popularizou no meio cristão. Uma forte evidência disso é que já existem igrejas nos Estados Unidos que anualmente participam das comemorações do dia dedicado a Darwin (12 de fevereiro). Embora continuem atribuindo a Deus a origem da vida no planeta, os adeptos da evolução teísta não veem os "dias" descritos nos primeiros capítulos de Gênesis como períodos de 24 horas.

O Brasil quer se antecipar às profecias?

Manifestantes protestam
De acordo com o cenário pintado e antecipado pelo profeta João, no livro do Apocalipse, no fim dos tempos assistiremos a um ataque à democracia e às liberdades individuais, com o poder representado pela “besta” (Apocalipse 13) impondo um sistema de adoração e um dia não bíblico de repouso (confira aqui). Claro que essas imposições virão de uma potência mundial, mas no Brasil já tem gente querendo se antecipar às profecias. Pelo menos é o que parece, quando tomamos conhecimento de que uma deputada propôs prisão para quem “falar mal” de políticos na internet! Duvida? Assista aqui. E, como se não bastasse isso, deputados de Alagoas aprovaram lei que pune professores que manifestarem opinião em sala de aula. Duvida também? Veja aqui. A partir de agora, os professores de lá não podem mais opinar sobre política, religião ou qualquer outra “ideologia”, sob pena de até serem demitidos. Nos quesitos desigualdade social, corrupção, licenciosidade, injustiças e outros, já estamos entre os campeões. Será que vamos querer, também, bater recordes de intolerância e voltar a uma ditadura? [MB] 

quarta-feira, abril 27, 2016

A Bíblia é realmente muito antiga



Sempre surge alguém tentando descaracterizar a Bíblia Sagrada, argumentando que seu texto seria muito mais recente do que se crê e que, portanto, suas profecias não seriam realmente predições, mas histórias redigidas depois que os acontecimentos tiveram lugar.

Quanto ao Antigo Testamento, nunca é demais destacar a importância dos Manuscritos do Mar Morto. Até meados de 1947, o manuscrito mais antigo disponível no qual era baseada toda a tradução do Antigo Testamento datava de algo em torno do ano 900 depois de Cristo. Havia um lapso quase instransponível entre os originais perdidos e a única cópia à disposição dos acadêmicos. É bem no meio desse vasto e largo abismo que surgem os famosos Manuscritos do Mar Morto, descobertos acidentalmente em 1947 por um pastor de cabras, na região do Mar Morto, na Jordânia.

Criacionistas visitam centro de pesquisa paleontológica

Representantes do Numar visitam segundo maior sítio paleontológico do Brasil

Liderado pelo químico e professor universitário Rodrigo Meneghetti Pontes, um grupo de criacionistas ligados ao núcleo da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) em Maringá, PR, visitou Cruzeiro do Oeste na terça-feira (26), com o objetivo de conhecer a pesquisa paleontológica que se desenvolve no município. Eles foram recepcionados pela vice-prefeita Dayana Mazzer, na Prefeitura, onde conheceram fósseis de pterossauros com aproximadamente 80 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] e receberam informações sobre o andamento da pesquisa em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o projeto de construção em Cruzeiro do Oeste de um museu focado no turismo educacional.

O grupo, formado ainda pela doutoranda em Química Isabela Dancini Pontes, pela administradora Rosemeri Schneider, secretária do Numar/SCB, por Danilo Camargo de Oliveira, biólogo e interessado em um mestrado na área de Paleontologia, e Everton Fernando Alves, mestre em Ciências da Imunogenética e diretor de Ensino do Numar/SCB, visitou uma exposição no laboratório de pesquisa, acompanhados pela diretora de Cultura Idalina Manso e por Neurides Martins, também da Diretoria de Cultura.

Rodrigo, que é vice-presidente do núcleo maringaense da SCB, classificou o que viu de “patrimônio fantástico” e demonstrou interesse na possibilidade de retornar a Cruzeiro do Oeste para desenvolver pesquisas na área de química.

De acordo com Éverton Fernando, a Paleontologia é uma das áreas de interesse do criacionismo. Ele também falou do interesse de trazer a Cruzeiro do Oeste participantes do seminário “Filosofia das Origens”, de âmbito nacional, que será realizado pela SCB em Ivatuba, próximo a Maringá, no mês de outubro.

O criacionismo é a crença religiosa [sic] de que a humanidade, a vida, a Terra e o Universo são criação divina, conforme descrito simbolicamente [sic] na Bíblia. Embora façam o contraste com a teoria da evolução, formulada por Charles Darwin, os criacionistas não negam a ciência. Eles acreditam que o evolucionismo não explica adequadamente a história, a diversidade e a complexidade da vida na Terra.

terça-feira, abril 26, 2016

A Bíblia teria sido escrita antes do que pensávamos

Inscrições ajudam no estudo da Bíblia
Mesmo quem não tem religião conhece a influência gritante que a Bíblia exerce na sociedade ocidental há pelo menos três mil anos. Agora, uma pesquisa publicada no periódico PNAS promete mudar o que sabíamos sobre o texto sagrado do Cristianismo. Um time de pesquisadores, formado por matemáticos e arqueólogos, está usando inteligência artificial para criar uma estimativa de quantas pessoas poderiam ler e escrever durante certos períodos da Antiguidade. Conduzido pela matemática Shira Faigenbaum-Golovin, da Universidade de Tel Aviv, o grupo desenvolveu novas técnicas de processamento de imagens e reconhecimento de caligrafia. A tecnologia foi utilizada para investigar 16 inscrições que foram encontradas em um forte em Arad, próximo ao Mar Morto. 

Datadas de 600 antes de Cristo, as inscrições detalham alguns comandos militares comuns e pedidos de suprimentos. Foram escritos em um tipo de cerâmica chamada ostraca durante o período do Primeiro Templo, 24 anos antes que o Reino de Jerusalém fosse conquistado pelo reinado babilônico. Até aí, tudo bem: a maioria dos pesquisadores concorda que os textos mais antigos são dessa época, representando que uma pequena elite estaria lendo e escrevendo nesse período. Mas será mesmo?

Para tirar a dúvida, os pesquisadores recuperaram as inscrições usando os processadores de imagem e, então, utilizando a ferramenta de reconhecimento de caligrafia para determinar quantas pessoas realmente escreveram na cerâmica. Segundo o Gizmodo, “a análise revela pelo menos 16 autores diferentes na ostraca. Ao examinar o conteúdo do texto, os pesquisadores identificaram todas as posições militares de comando”. Arie Shaus, uma das matemáticas da pesquisa, explica: “Até os comandantes de nível mais baixo podiam se comunicar por meio da escrita. Foi bastante surpreendente.”

Logo, se até os militares de patente mais baixa conseguiam ler e escrever por volta dos anos 600 a.C., é possível entender que a “proliferação da literatura” já havia ocorrido muito antes, e que isso traz implicações para quando os primeiros livros da Bíblia foram escritos. Já que os escritos mais antigos representavam as ideologias políticas e teológicas dos autores, pondera Israel Finkelstein, “faz sentido pensar que pelo menos os literatos poderiam lê-los. Se um grande número de pessoas pudesse ler o texto, seria mais fácil distribuir essas ideias para a população”.

Isso pode empurrar a origem dos primeiros textos bíblicos pelo menos duzentos anos para o passado. Mas para chegar mais perto de respostas mais concretas, os pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de mais ferramentas que possam esmiuçar o quanto puderem de textos antigos. Com sorte (e mais evidências), talvez seja possível descobrir realmente quando os textos foram originados. Resta esperar para ver. 


Nota: Podem ainda não ser as cronologias mais precisas, mas já servem para silenciar alguns críticos defensores da ideia de que a Bíblia teria sido resultado de uma composição bem mais recente do que se crê. Ela é, sim, um documento histórico bastante antigo, o que chama ainda mais atenção para suas profecias detalhadas e precisamente cumpridas, embora tenham sido escritas séculos e até milênios antes de seu cumprimento. [MB]


segunda-feira, abril 25, 2016

Utah: pornografia é problema de saúde pública

Um vício que ganha o mundo
Utah se tornou o primeiro Estado norte-americano a declarar a pornografia um problema de saúde pública. Segundo o governador, Gary Herbert, que sancionou a nova lei, o objetivo é “proteger nossas famílias e nossa juventude”. [...] Um representante da indústria pornográfica chamou a lei de “antiquada”. Segundo o texto, a pornografia “perpetua um ambiente sexualmente tóxico” e “contribui para a hiperssexualização dos adolescentes, e até das crianças na pré-puberdade, na nossa sociedade”. A lei defende mudanças nos campos da “educação, prevenção, pesquisa e políticas em nível social e comunitário” contra o que chamou de epidemia. [...] Em 2009, um estudo da Escola de Negócios da Universidade de Harvard disse que Utah era o Estado com o maior percentual de usuários de pornografia online nos Estados Unidos. [...] A Free Speech Coalition, uma associação da indústria pornográfica, reivindicou maior abertura ao diálogo. “Devemos viver em uma sociedade em que a sexualidade é falada abertamente, e discutida de forma educada e nuançada, mas nunca estigmatizada”, afirmou Mike Stabile, porta-voz do grupo. [...]


Nota: Depois de muitos anos e muito sofrimento, foi tomada a decisão de advertir os consumidores de tabaco quanto à periculosidade do hábito de fumar. A nicotina nos cigarros vicia e destrói a saúde. Aos poucos, o álcool também vai sendo visto como inimigo da saúde, das famílias e da sociedade. E campanhas vão sendo feitas contra os dois: cigarro e bebidas alcoólicas. Quanto tempo mais será necessário para que se tomem medidas efetivas contra a pornografia? O problema não se restringe a Utah. Na verdade, essa epidemia tomou o mundo. Por meio da internet, as crianças têm acesso muito fácil a esse tipo de conteúdo, e milhares delas, talvez milhões estão viciadas em pornografia. Por isso, chega a ser revoltante a hipocrisia da Free Speech Coalition. É preciso falar abertamente sobre sexualidade? Claro que sim, mas da maneira certa e no momento certo. Sexualidade é um dom de Deus para ser desfrutado no casamento. E pesquisas mostram que somente assim ele é desfrutado plenamente, sem peso na consciência e com garantia de saúde física e emocional. É ridículo a bilionária indústria pornográfica falar em sexualidade, quando o que eles veiculam é adultério, perversão e vício.

A ex-atriz pornô Shelley Lubben, em seu livro Truth Behind the Fantasy of Porn (A Verdade por Trás da Fantasia da Pornografia), afirma que a pornografia é “a maior ilusão do mundo”. Segundo ela, muitas mulheres desse universo bebem e usam drogas para poder fingir que gostam do que fazem. Embora a indústria do sexo tente pintar outra realidade, Shelley revela que “as mulheres estão com uma dor indizível por ser espancadas, cuspidas e xingadas. [...] Pornografia é nada mais do que sexo falso, contusões e mentiras em vídeo”. 

Um grande número de jovens consumidores de pornografia na internet está sofrendo de ejaculação precoce, ereções poucos consistentes e dificuldades de sentir desejo com parceiras reais, é o que afirma reportagem publicada na revista Psychology Today. Pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, indicou que 70% dos homens jovens que procuravam neurologistas por ter um desempenho sexual ruim admitiam o consumo frequente de pornografia na internet.

Outros estudos de comportamento sugerem que a perda da libido acontece porque esses grandes consumidores de pornografia estão abafando a reposta natural do cérebro ao prazer. Anos substituindo os limites naturais da libido por uma intensa estimulação acabariam prejudicando a resposta desses homens à dopamina. Esse neurotransmissor está por trás do desejo, da motivação – e dos vícios. Ele rege a busca por recompensas. Uma vez que o prazer está fortemente ligado à pornografia, o sexo real parece não oferecer recompensa. Então essa seria a causa da falta de desejo em muitos homens.

A socióloga americana Gail Dines é uma das fundadoras do movimento Stop Porn Culture, dá aulas de sociologia e gênero na Faculdade Wheelock, em Boston, e é uma grande crítica da indústria pornográfica. Ela é autora do livro Pornland e destaca que a pornografia relaciona sexualidade ao menosprezo pelas mulheres. “É uma combinação muito ruim, especialmente quando pensamos que os meninos veem pornografia pela primeira vez por volta dos 13 anos”, diz ela. “O que significa para um menino que ainda está desenvolvendo sua sexualidade ver esse tipo de pornografia?”, pergunta Gail. “Quanto mais erotizamos essas imagens, mais dizemos aos homens que é dessa maneira que eles devem tratar as mulheres, que eles devem achar isso excitante. E os garotos vão construir sua identidade sexual em torno dessas imagens.”

A ex-atriz pornô Jennifer Case admite que os consumidores de pornografia têm parte da culpa pelas mazelas sofridas pelos envolvidos com esse mundo, mas ela diz que compreende que só com a ajuda de Deus os homens conseguem sair do vício, assim como foi com a ajuda de Deus que ela deixou essa indústria. Ela diz o seguinte aos homens: “Se você está vendo pornografia ou está viciado em pornografia, você está tentando encher um vazio dentro de você que só Deus pode preencher. Toda vez que você vê pornografia, você está aumentando o vazio, e você destruirá sua vida.” Ela diz ainda que a pornografia é “maligna” e “é uma droga, veneno e mentira”. “Se você pensa que poderá guardá-la no escuro, Deus a tirará para fora, para a luz, para deter você e curar você. [...] Atores e atrizes pornôs morrem o tempo todo de aids, overdose de drogas, suicídio, etc. Por favor, parem de olhar pornografia!”, apela Jennifer.

Como qualquer vício, o da pornografia geralmente começa com o descuido e a curiosidade e vai se aprofundando, até que a pessoa se dá conta de estar escravizada pelo hábito destrutivo. Só com a ajuda de Deus se pode conseguir a libertação do vício. Portanto, se você vive esse drama, intensifique sua comunhão com Deus por meio da oração sincera, do estudo devocional diário da Bíblia, das boas companhias e da frequência regular à igreja. Quando Jesus controla nossa mente, os pensamentos e desejos se tornam puros e corretos. [MB]