quarta-feira, julho 01, 2015

Obama: religiosos precisam aceitar o casamento gay

O que teremos que aceitar depois?
Depois que a Suprema Corte dos EUA aprovou o casamento gay nos EUA, a Casa Branca foi iluminada com as cores do arco-íris, símbolo mundial do movimento LGBT. O presidente Barack Obama, que lutava por isso desde que ganhou a primeira eleição, usou sua conta no Twitter para afirmar “O amor vence”, frase que se popularizou na internet logo em seguida. Mas uma de suas falas nos dias seguintes teve pouca repercussão na grande mídia, embora tenha irritado muitos líderes religiosos. O presidente norte-americano disse que as pessoas precisam mudar suas convicções [religiosas] e aceitar o casamento gay. Para que isso aconteça, incentivou os defensores da união entre homossexuais que “ajudem” os demais a superar seus pontos de vista, que estão profundamente enraizados.

Ao mesmo tempo, afirma que seu governo tem “profundo compromisso com a liberdade religiosa”.  “Mudança nos corações e mentes é possível”, acrescentou. “Aqueles que chegaram tão longe em sua luta pela igualdade têm a responsabilidade de ajudar os outros para que se juntem a eles. Porque, apesar de todas as nossas diferenças, somos um povo. Somos mais fortes juntos do que jamais seríamos sozinhos.”

Curiosamente, enquanto concorria ao Senado, em 2004, Obama afirmou: “Acredito que o casamento é entre um homem e uma mulher. [...] Na minha fé, um homem e uma mulher, quando se casam, estão realizando alguma coisa diante de Deus, e não é simplesmente duas pessoas que estão juntas.”

Durante muitos anos, Obama afirmou ser evangélico, mas um quarto dos americanos acredita que ele é o Anticristo. Pastores influentes já afirmaram que ele está apenas abrindo o caminho para a chegada do Anticristo.

Durante um painel da Heritage Foundation, o procurador-geral norte-americano Donald Verrilli, terceiro oficial mais graduado do Departamento de Justiça e que pode falar em nome da administração de Obama em processos judiciais chocou a plateia. Perguntado se com a decisão da Suprema Corte as escolas religiosas seriam obrigadas a oferecer alojamentos a casais do mesmo sexo, ele asseverou: “Isso certamente vai ser um problema.” Alguns seminários e universidades evangélicos lutam na justiça há mais de uma década pelo direito de não aceitarem alunos homossexuais. 


Nota: Agora é o “casamento” gay, mas o que virá depois? O que o governo dos EUA vai querer que aceitemos? Que outras leis a Suprema Corte norte-americana vai empurrar goela abaixo do povo, devidamente doutrinado para aceitar tudo? Aguardemos e veremos. [MB]

Extinção em massa já começou

Patrimônio ameaçado
Uma equipe de cientistas norte-americanos afirma que seu estudo mostra “sem qualquer dúvida significativa” que estamos entrando na sexta grande extinção em massa. O estudo diz que as espécies estão desaparecendo a uma taxa 100 vezes mais rápida do que seria normalmente esperado. Uma perda tão catastrófica como a prevista de espécies animais representa uma ameaça real para a existência humana, alertam os especialistas. Ecossistemas cruciais, tais como a polinização das culturas por insetos e de purificação de água em zonas úmidas em risco, seriam fatores essenciais para o equilíbrio na Terra. No ritmo atual de perda de espécies, os seres humanos perderão muitos dos benefícios da biodiversidade no prazo de três gerações, de acordo com Paul Ehrlich, professor de Estudos Populacionais em Biologia e membro sênior do Instituto Woods para o Meio Ambiente, em Stanford, nos EUA, que liderou a pesquisa. “Estamos serrando o galho no qual estamos sentados”, metaforizou Ehrlich.

O estudo adverte que os seres humanos estão causando um espasmo mundial de perda de biodiversidade, e que a janela para a conservação de espécies ameaçadas está se fechando rapidamente. “O estudo mostra, sem dúvida significativa alguma, que estamos entrando no sexto grande evento de extinção em massa”, afirmou Ehrlich. O estudo, publicado na revista Science Advances, mostra que, mesmo com estimativas extremamente conservadoras, as espécies estão atualmente desaparecendo de forma assustadora.

“Se permitirem que isso continue, a vida levaria milhões de anos para se recuperar, e a nossa própria espécie provavelmente desapareceria logo no início do processo”, disse o autor do estudo, Gerardo Ceballos, da Universidade Autônoma do México.

Os autores temem que 75% das espécies na Terra, hoje, poderiam desaparecer em apenas duas gerações. “Ressaltamos que nossos cálculos, muito provavelmente, subestimam a gravidade da crise de extinção, porque o nosso objetivo era colocar um limite inferior realista sobre o impacto da humanidade sobre a biodiversidade”, escrevem os pesquisadores.

Durante toda a história humana, o consumo per capita e a desigualdade econômica vem alterando ou destruindo habitats naturais. Agora, o espectro da extinção paira sobre cerca de 41% de todas as espécies de anfíbios e 26% de todos os mamíferos, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, que mantém uma lista oficial de espécies ameaçadas e extintas.

Apesar do cenário sombrio, há uma maneira significativa de combate, de acordo com Ehrlich e seus colegas. “Evitar uma verdadeira sexta extinção em massa exigirá esforços muito rápidos, intensificando a conservação das espécies ameaçadas desde já, para aliviar as pressões sobre as suas populações. Principalmente pela perda de habitat, exploração para o ganho econômico e mudanças climáticas”, disseram os autores do estudo.

“Eu estou otimista no sentido de que os seres humanos reajam. No passado, fizemos saltos quânticos quando trabalhamos juntos para resolver nossos problemas”, acrescentou Ceballos.

Os pesquisadores esperam que seu trabalho intensifique os esforços de conservação, a manutenção dos serviços dos ecossistemas e políticas públicas.


terça-feira, junho 30, 2015

Programa Origens: complexidade irredutível

Papa recebe tchecos e recorda Huss, que a igreja matou

Huss morreu como mártir
No final da manhã [de] segunda-feira (15/6), o papa Francisco recebeu em audiência uma delegação da República Tcheca por ocasião dos 600 anos da morte de Jan Hus [John Huss]. Hus foi um teólogo e reformador religioso da Boêmia, além de Reitor da Universidade Carolina de Praga. No seu discurso aos ilustres representantes da Igreja tcheco-eslovaca hussita e da Igreja evangélica dos Irmãos tchecos, Francisco afirmou que o encontro oferecia a oportunidade para renovar e aprofundar as relações entre as comunidades. Muitas disputas do passado – continuou o Santo Padre – pedem para serem revistas à luz do novo contexto no qual vivemos; acordos e convergências serão alcançados se afrontarmos as tradicionais questões que provocam conflitos com um olhar novo, acrescentou o papa. Sobretudo, não podemos esquecer que a compartilhada profissão de fé em Deus Pai, no Filho e no Espírito Santo, na qual fomos batizados, já nos une em vínculos de autêntica fraternidade.

O Santo Padre recordou em seguida que já em 1999, São João Paulo II, falando durante um Simpósio internacional dedicado a este nobre personagem, expressou a sua “tristeza pela cruel morte a ele infligida e o inseriu entre os reformadores da Igreja”. À luz de tal abordagem, exortou o papa, é necessário continuar o estudo sobre a pessoa e a atividade de Jan Hus, que por muito tempo foi objeto de conflito entre cristãos, enquanto hoje se tornou motivo de diálogo. Essa pesquisa, conduzida sem condicionamentos de tipo ideológico, será um importante serviço à verdade histórica, a todos os cristãos e a toda a sociedade, também para além das fronteiras da nação.

O papa, depois de citar o Concílio Vaticano II, que afirmou que a “renovação da Igreja” é sem dúvida a razão do movimento em direção da unidade, fez votos de que “respondendo ao chamado de Cristo a uma contínua conversão, da qual tanto necessitamos, possamos progredir juntos no caminho da reconciliação e da paz. Ao longo desta estrada aprendemos, por graça de Deus, a nos reconhecermos uns aos outros como amigos e a considerar as motivações dos outros na melhor luz possível.


Nota: Ironicamente, John Huss foi queimado vivo há 600 anos pelo poder perseguidor de Roma papal. É como se tem dito entre muitos cristãos: o protesto terminou, o que abre ainda mais o caminho para a prevista união das igrejas. Ocorre que continuam aí as falsas doutrinas às quais se opuseram John Huss e tantos outros reformadores. A Igreja de Roma não mudou nesse aspecto, apenas adotou uma face conciliadora. Se estivessem vivos, homens como Huss certamente ficariam de queixo no chão com o desprezo dos crentes pelas verdades bíblicas em nome da união ecumênica (como já fizeram os valdenses). [MB]

“Sendo de novo exortado [pelos bispos] a retratar-se, replicou [Huss], voltando-se para o povo: ‘Com que cara, pois, contemplaria eu os Céus? Como olharia para as multidões de homens a quem preguei o evangelho puro? Não! aprecio sua salvação mais do que este pobre corpo, ora destinado à morte.’ [...] Quando estava atado ao poste, e tudo pronto para acender-se o fogo, o mártir uma vez mais foi exortado a salvar-se renunciando aos seus erros. ‘A que erros’, disse Huss, ‘renunciarei eu? Não me julgo culpado de nenhum. Invoco a Deus para testemunhar que tudo que escrevi e preguei assim foi feito com o fim de livrar almas do pecado e perdição; e, portanto, muito alegremente confirmarei com meu sangue a verdade que escrevi e preguei.’ Quando as chamas começaram a envolvê-lo, pôs-se a cantar: ‘Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim’, e assim continuou até que sua voz silenciou para sempre” (Ellen G. White, O Grande Conflito, capítulo 6).

Calça apertada pode colocá-la no hospital

Saúde x vaidade
As famosas calças jeans skinny parecem inofensivas, mas não são. Pelo menos em um caso, elas já mandaram uma mulher para o hospital. A paciente, de 35 anos, passou dias em um leito hospitalar após perder a sensibilidade nas pernas. Seu caso virou um estudo publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry. A mulher havia passado o dia ajudando um parente a fazer uma mudança, ficando horas de cócoras enquanto esvaziava armários. Quando estava caminhando para casa naquela noite, seus pés ficaram dormentes, e ela caiu. Imobilizada, passou horas no chão antes de ser encontrada e levada para o hospital. “Nós culpamos o que aconteceu a uma combinação de cócoras prolongada por horas e os jeans apertados que ela estava usando”, disse o Dr. Thomas Kimber, professor do Royal Hospital Adelaide, na Austrália, que tratou a paciente. Segundo os profissionais que cuidaram da mulher, agachar em jeans skinny pode danificar nervos e músculos. Os médicos foram forçados a cortar a calça das pernas da paciente, porque elas haviam ficado muito inchadas.

“Normalmente, os músculos podem expandir para compensar o inchaço, mas houve um efeito de torniquete criado pela calça, de modo que os músculos tiveram de expandir para dentro e compactaram vasos sanguíneos e nervos”, explica Kimber. Como resultado, a paciente perdeu a circulação em suas pernas e não pode mover seus tornozelos ou pés corretamente.

Caso você não tenha entendido totalmente a gravidade do problema, os médicos afirmam que se a mulher não tivesse sido capaz de chegar ao hospital quando chegou, a compressão poderia ter sido prolongada e causado danos residuais nos nervos. A paciente só foi liberada após ficar quatro dias sob terapia intravenosa, até ser capaz de andar novamente.

Portanto, se você não quiser ser mais uma vítima da moda, pense duas vezes antes de adquirir um par de jeans skinny muito apertado. 


Nota: Não é à toa que há mais de cem anos Ellen White já recomendava que, por motivos de saúde e, obviamente, de decência, não se usassem roupas apertadas. Ela dizia exatamente o que poderia acontecer como no caso acima: roupas apertadas prejudicam a circulação. Mas as calças apertadas podem trazer problemas também de ordem íntima (confira). [MB]

Casamento e sábado: instituições sob ataque (vídeo)

segunda-feira, junho 29, 2015

Casamento e sábado: instituições sob ataque

Criados por Deus
Em Gênesis 1:27 e 28, lemos: “Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a.” E em Gênesis 2:23 e 24 está escrito: “E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa [mulher], porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Jesus reafirmou essa verdade ao dizer que “no princípio da criação Deus ‘os fez homem e mulher’. ‘Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne” (Marcos 10:6-8). A concepção bíblica/criacionista de casamento permaneceu relativamente segura através dos séculos, com uma ou outra tentativa de fazer uma releitura dessa instituição. Mas isso mudou radicalmente no dia 26 de junho de 2015, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos aprovou o “casamento” de pessoas do mesmo sexo. A ironia está no fato de que uma nação fundada sobre princípios cristãos aprova uma lei que vai contra esses mesmos princípios.

É claro que a doutrinação favorável ao “casamento” gay vem sendo feita há muitos anos por meio de filmes, seriados, músicas, enfim, da mídia de modo quase geral. No Brasil não é diferente: em maio de 2011, uma novela exibiu o primeiro beijo gay na TV em nosso país. Foi um alarde. Discussão pra todo lado. Polêmicas. Ataques e defesas. Etc. Pouco tempo depois, a maior emissora do país levou ao ar uma novela em que os personagens principais eram homossexuais. No último capítulo, os dois protagonizaram também uma cena de beijo. A polêmica foi menor e até senhoras donas de casa (que certamente antes se escandalizariam com a cena) passaram a defender o romance dos dois rapazes. Finalmente, numa novela intitulada Babilônia, o beijo gay, desta vez envolvendo duas idosas lésbicas, foi exibido logo no primeiro episódio. E recebeu muitos elogios.

Zuckerberg apoiou a causa
Depois da aprovação do “casamento” gay pela Suprema Corte norte-americana, foi desencadeada uma onda de apoio aos homossexuais. Mark Zuckerberg, criador e dono do Facebook, alterou a foto de seu perfil na rede, aplicando nela as cores do arco-íris gay (que tem seis cores, em lugar do verdadeiro arco-íris, que tem sete). Foi uma febre instantânea. Pessoas e empresas, no Twitter, no Face e em outras redes sociais, passaram a exibir suas fotos e seus logos com as cores do movimento LGBT.

Levam a coisa na brincadeira e parecem ignorar as consequências de tudo isso. Dawn Stefanowic, filha de um “casal” homossexual e autora do livro Out From Under, escreveu num artigo publicado na internet: “A liberdade para pensar livremente a respeito do casamento entre homem e mulher, família e sexualidade é hoje restrita [no Canadá]. A grande maioria das comunidades de fé se tornaram ‘politicamente corretas’ a fim de evitar multas e cassações de seu status caritativo. A mídia canadense está restrita pela Comissão Canadense de Rádio, Televisão e Telecomunicações. Se a mídia publica qualquer coisa considerada discriminatória, suas licenças de transmissão podem ser revogadas, bem como serem multadas e sofrerem restrições de novas publicações no futuro.”

Em um artigo publicado no site da revista Time, Rod Dreher analisa riscos semelhantes aos quais os Estados Unidos podem estar colocando os cristãos ditos “ortodoxos”, ou seja, aqueles que querem continuar fieis à Palavra de Deus. O título do artigo de Dreher é “Cristãos ortodoxos devem aprender a viver como exilados em seu próprio país”.

Em seu livro O Maior Discurso de Cristo (p. 63, 64), Ellen White escreveu: “Então tiveram origem o casamento e o sábado, instituições gêmeas para a glória de Deus no benefício da humanidade. Então, ao unir o Criador as mãos do santo par em matrimônio, dizendo: Um homem ‘deixará... o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne’ (Gn 2:24), enunciou a lei do matrimônio para todos os filhos de Adão, até ao fim do tempo. Aquilo que o próprio Pai Eterno declarou bom, era a lei da mais elevada bênção e desenvolvimento para o homem.”

E no livro Educação (p. 250) ela afirma que “o sábado e a família foram, semelhantemente, instituídos no Éden, e no propósito de Deus acham-se indissoluvelmente ligados um ao outro”.

Note que ela relaciona intimamente as duas instituições e chega a considerar o casamento heterossexual monogâmico uma lei divina, assim como o sábado do quarto mandamento também o é (Êxodo 20:8-11) (assista a este vídeo). E ambas as instituições vêm sendo atacadas ao mesmo tempo. Além disso, é bom notar como, da noite para o dia, os Estados Unidos aprovaram uma lei que contraria a lei de Deus. Desta vez foi a lei do casamento. Mas o que virá a seguir?

É só lembrar da defesa que o papa Francisco faz do domingo como o novo shabbat, como se o sábado pudesse ser substituído por outro dia, assim como o casamento vem sendo substituído por outro tipo de união. Na encíclica Laudato Si, Francisco apresenta o primeiro dia da semana como uma possível solução para o aquecimento global. E esse esforço do papa em favor do meio ambiente foi saudado e elogiado por Barack Obama, que espera discutir mais a fundo o assunto com o líder católico e convidou os líderes mundiais a igualmente apoiá-lo (assista a este vídeo).

Você tem alguma dúvida de que estamos vivendo tempos solenes, de decisões rápidas e cumprimento profético? Eu não.

“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17).

Michelson Borges

Um alerta vindo do Canadá

Pode acontecer também nos EUA
Nos é dito todos os dias que “permitir a casais do mesmo sexo o acesso a designação de casamento não irá retirar o direito de ninguém”. Isso é mentira.

Quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado no Canadá em 2005, a paternidade foi imediatamente redefinida. A Lei do Casamento Gay Canadense (Bill C-38) incluiu a determinação de apagar o termo “paternidade biológica” e a substituir por todo o país com o termo “paternidade legal” através de uma lei federal. Agora todas as crianças possuem apenas “pais legais”, como definido pelo Estado. Apagando através da força legal a paternidade biológica, o Estado ignora um dos direitos mais básicos das crianças: o direito imutável, inalienável e intrínseco de conhecerem e serem formados pelos seus pais biológicos.

Pais e mães trazem a seus filhos dons únicos e complementares. Muito ao contrário da lógica do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a identidade sexual dos pais importa muito para um desenvolvimento saudável das crianças. Sabemos, por exemplo, que a maioria dos homens encarcerados não tiveram a companhia de seus pais em casa. Pais pela sua própria natureza e identidade são seguros, estimulam disciplina e traçam limites, apontam direções claras ao mesmo tempo que sabem assumir riscos, se tornando assim um exemplo aos seus filhos para toda a vida. Mas pais não podem gerar crianças num útero, dar à luz e amamentar bebês em seus peitos. Mães criam seus filhos de uma maneira única e de uma forma tão benéfica que não podem ser replicados pelos seus pais.

Não é preciso um cientista espacial para sabermos que homem e mulher são anatomicamente, biologicamente, fisiologicamente, psicologicamente, hormonalmente e neurologicamente diferentes entre si. Essas características únicas proporcionam benefícios perenes para suas crianças e não podem ser replicados por “pais legais” do mesmo sexo, mesmo quando esses se esforcem para agir em diferentes papéis numa clara tentativa de substituir a identidade sexual masculina ou feminina faltante nesta casa.

Com efeito, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não apenas priva crianças de usufruir seu direito a paternidade natural, mas dá ao Estado o poder de sobrepor a autonomia dos pais biológicos, o que significa que os direitos dos pais foram usurpados pelo governo.

Crianças não são produtos que podem ser retirados de seus pais naturais e negociados entre adultos desconexos. Crianças em lares com pais homossexuais irão frequentemente negar sua aflição e fingir que não sentem falta de dos seus pais biológicos, se sentindo pressionados a falar positivamente graças as políticas LGBTs. Contudo, quando uma criança perde um de seus pais biológicos devido a morte, divórcio, adoção ou a reprodução artificial, eles experimentam um vazio doloroso. Foi exatamente isso quando nosso pai homossexual trouxe seu parceiro do mesmo sexo para dentro de nossas vidas. Seus parceiros não poderão nunca substituir a ausência de um pai biológico.

No Canadá, é considerado discriminatório dizer que casamento é entre homem e mulher ou até que cada criança deveria conhecer e ser criado por seus pais biológicos unidos em casamento. Não é apenas politicamente incorreto, você também pode ser multado legalmente em dezenas de milhares de dólares e mesmo forçado a passar por “tratamentos de sensibilidade”.

Qualquer pessoa que se sentir ofendido por qualquer coisa que você tenha dito ou escrito pode fazer uma reclamação para a Comissão de Direitos Humanos ou mesmo nos Tribunais de Justiça. No Canadá, essas organizações fiscalizam o que é dito, penalizando cidadãos por qualquer expressão contrária a um comportamento sexual em particular ou a grupos protegidos identificados como de “orientação sexual”. Basta uma única queixa contra uma pessoa para que esta seja intimada diante de um tribunal, custando ao acusado dezenas de milhares de dólares em taxas legais pelo simples fato de ter sido acusado. Essas comissões possuem poder para entrar em residências privadas e a remover qualquer item pertinente as suas investigações em busca de evidências de “discurso de ódio”.

O acusador que faz a queixa tem todas as suas custas processuais pagos pelo governo. Mas não o acusado que faz a sua defesa. E mesmo que este prove sua inocência ele não pode ter reembolso das custas processuais. E se é condenado, também precisará pagar por danos à pessoa que fez a queixa.

Se as suas crenças, valores e opiniões políticas forem diferentes daquelas endossadas pelo Estado, você assume o risco de perder sua licença profissional, seu emprego e até mesmo seus filhos. Veja o caso do grupo Judeu-Ortodoxo Lev Tahor. Muitos dos seus membros, que estiveram envolvidos numa batalha sobre a custódia de crianças aos cuidados de serviços de proteção tiveram de deixar a cidade de Chatham, Ontario, para a Guatemala em março de 2014, como uma forma de escapar da perseguição jurídica contra suas crenças religiosas, que não estava de acordo com as políticas regionais sobre educação religiosa. Dos mais de 200 membros deste grupo religioso, restaram apenas 6 famílias na cidade de Chatham.

Pais podem esperar interferência estatal quando se trata de valores morais, paternidade e educação - e não apenas lá nas escolas. O Estado tem acesso a sua casa para supervisionar você como pai para julgar sua adequação educativa. E se o Estado não gostar do que você está ensinando aos seus filhos, o Estado irá fazer o necessário para remover seus filhos de sua casa.

Professores não podem fazer comentários em suas redes sociais, escrever cartas para editores, debater publicamente, ou mesmo votar de acordo com suas consciências mesmo fora do ambiente profissional. Eles podem ser “disciplinados”, sendo obrigados a participar de aulas de reeducação ou mesmo de treinamentos de sensibilidade, quando não acabam demitidos por seus pensamentos politicamente incorretos.

Quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi criado no Canadá, a linguagem de gênero-neutro se tornou legalmente obrigatório. Essa “novílingua” proclama que é discriminatório assumir que um ser humano possa ser masculino ou feminino, ou mesmo heterossexual. Então, para ser inclusivo, toda uma nova linguagem de gênero-neutro passou a ser usado pela mídia, pelo governo, em ambientes de trabalho, e especialmente em escolas, que querem evitar a todo custo serem recriminadas como ignorantes, homofóbicas ou discriminatórias. Um curriculum especial vem sendo usado em muitas escolas para ensinar os alunos como usar apropriadamente a linguagem do gênero-neutro. Sem o conhecimento de muitos pais, o uso de termos que descrevem marido e esposa, pai e mãe, dia dos Pais e das Mães, e mesmo “ele” e “ela” estão sendo radicalmente erradicados das escolas canadenses.

Organizadores de casamento, donos de salões de festas, proprietários de pousadas, floristas, fotógrafos e boleiros já viram suas liberdades civis e religiosas bem como seus direitos a objeção de consciência destruídas no Canadá. Mas isso não está reduzido apenas a indústria do casamento. Qualquer empresário que não tiver uma consciência em linha com as decisões do governo sobre orientação sexual e suas leis de não-discriminação de gênero, não terá permissão de influenciar suas práticas profissionais de acordo com suas próprias convicções. No final das contas, é o Estado quem basicamente dita o que e como os cidadãos podem se expressar.

A liberdade para pensar livremente a respeito do casamento entre homem e mulher, família e sexualidade é hoje restrita. A grande maioria das comunidades de fé se tornaram “politicamente corretas” a fim de evitar multas e cassações de seus status caritativos. A mídia canadense está restrita pela Comissão Canadense de Rádio, Televisão e Telecomunicações. Se a mídia publica qualquer coisa considerada discriminatória, suas licenças de transmissão podem ser revogadas, bem como serem multadas e sofrerem restrições de novas publicações no futuro.

Um exemplo de cerceamento e punição legal sobre opiniões discordantes a respeito da homossexualidade no Canadá envolve um caso chamado Case of Bill Whatcott, que foi preso por “discurso de ódio” em abril de 2014 após este distribuir panfletos com críticas ao comportamento homossexual. Independente se você concorda ou não com o que este homem disse, você deveria se horrorizar a este ato de sanção estatal. Livros, DVDs e outros materiais também podem ser confiscados nas fronteiras canadenses se tais conteúdos forem considerados “odiáveis”.

Os americanos precisam se preparar para o mesmo tipo de vigilância estatal se sua Suprema Corte decidir legislar e banir o casamento como uma instituição feita entre homem e mulher. Isso significa que não importa o que você acredite, o governo terá toda liberdade para regular suas opiniões, seus escritos, suas associações e mesmo se você poderá ou não expressar sua consciência. Os americanos precisam entender que a meta final para muitos ativistas do movimento LGBT envolve um poder centralizado estatal - e o fim das liberdades previstas na primeira emenda constitucional. 


Dawn Stefanowicz é autora e palestrante internacional. Ela foi criada por pais homossexuais e foi ouvida pela Suprema Corte Norte-Americana. Ela é membro do Comitê Internacional de Direito Infantil. Seu livro, Out from Under: O impacto da paternidade homossexual, está disponível aqui

Vaticano assina primeiro acordo histórico com a Palestina

E cresce o poder de influência
A Santa Sé e o “Estado da Palestina” assinaram [na] sexta-feira (26) no Vaticano um histórico acordo sobre os direitos da Igreja Católica nos territórios palestinos, anunciou o Vaticano em um comunicado. A preparação desse texto por uma comissão bilateral levou 15 anos. Embora o Vaticano se refira ao “Estado da Palestina” desde o início de 2013, os palestinos consideram que a assinatura do acordo equivale a um reconhecimento de fato de seu Estado, o que irrita Israel. Israel lamentou o acordo e advertiu que isso pode ser nocivo para os esforços para a paz na região. O ministério israelense das Relações Exteriores “lamentou a decisão do Vaticano de reconhecer oficialmente a Autoridade palestina como um Estado no acordo assinado hoje”, afirmou o porta-voz da chancelaria, Emmanuel Nahshon, citado em um comunicado.

O acordo foi assinado no Palácio pontifício pelo secretário para as relações com os Estados (ministro das Relações Exteriores), pelo prelado britânico Paul Richard Gallagher e pelo ministro palestino de Relações Exteriores, Riyad al-Maliki.

O acordo expressa o apoio do Vaticano a uma solução “do conflito entre israelenses e palestinos no âmbito da fórmula de dois Estados”, havia explicado em maio o monsenhor Antoine Camilleri, chefe da delegação da Santa Sé.

Para a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), esse acordo converte o Vaticano no 136º país a reconhecer o Estado da Palestina. Para Israel, por sua vez, “uma decisão como essa não faz o processo de paz avançar e afasta a direção palestina das negociações bilaterais”.

A Santa Sé tem relações com Israel desde 1993. Negocia desde 1999 um acordo sobre os direitos jurídicos e patrimoniais das congregações católicas no Estado hebreu, mas cada reunião semestral termina com um fracasso.


Nota: Agora imagine se Francisco consegue negociar a paz e interferir positivamente nas relação entre Israel e a OLP, como fez com Cuba e EUA... Sua influência global cresceria estratosfericamente, e todo mundo sairia anunciando “paz, paz” (1Ts 5:3). [MB]

Leia também: Holy See, Palestine Sign Treaty Protecting Religious Liberty

domingo, junho 28, 2015

A linha de montagem de fabricação do espermatozoide

Linhas de produção surgem do nada?
Os testículos humanos são verdadeiros mestres da produção em massa, cuspindo espermatozoides a uma taxa de 200 milhões por dia. Esse número fica mais impressionante quando se aprende que o processo não é nada rápido – leva 64 dias para fazer um espermatozoide. O órgão mantém a contagem alta com uma linha de montagem muito eficaz, que dimensiona o desenvolvimento de esperma. Cerca de 300 “pacotes” de túbulos seminíferos se escondem debaixo da parede fibrosa de um testículo. Cada pacote contém 1 a 3 túbulos. Os túbulos são ocos, e a maior parte do desenvolvimento do espermatozoide acontece nas suas paredes. A parede do túbulo é constituída por dois tipos de células: as células de Sertoli e as espermatogônias. Espermatogônias são células germinativas: as células-mãe que dão origem a todos os espermatozoides. Elas se amontoam na borda exterior da parede, rodeadas pelas células de Sertoli.

Quando uma espermatogônia começa a se tornar espermatozoide, se divide e divide seus pares de cromossomos, tornando-se primeiro dois espermatócitos e então quatro espermátides. Conforme faz isso, células de Sertoli adjacentes cercam cada conjunto de células filhas movendo-as, como uma correia transportadora biológica, em direção ao centro do túbulo. Durante todo esse tempo, as células de Sertoli secretam proteínas para nutrir o espermatozoide em desenvolvimento e empurrá-lo para a maturação.

À medida que as espermátides amadurecem, condensam seus cromossomos e crescem as caudas que usarão para nadar, também abandonam a maior parte de seu citoplasma e outras organelas celulares a fim de ficarem menores e mais velozes. Por conta disso, as células de Sertoli também atuam como “governantas”, absorvendo toda a gosma que as espermátides jogam fora.

Quando você olha atentamente para o interior de um túbulo seminífero, é possível ver a linha de montagem de espermatozoide em ação. Entre cada par de células de Sertoli, ao longo de cada túbulo, espermatócitos em desenvolvimento são empilhados no início da cavidade, e milhões de espermátides se preparam para se mover por conta própria no final da linha.


Nota: Se eu lhe dissesse que surgiu por acaso – por meio de mutações aleatórias selecionadas naturalmente – uma linha de montagem automatizada capaz de produzir 200 milhões de nanomáquinas por dia, com um grau de precisão impressionante, você acreditaria nisso? E mais: se eu lhe dissesse ainda que toda essa maquinaria evoluiu de modo independente em um tipo de organismo, e que outra maquinaria igualmente impressionante, mas totalmente distinta, evoluiu em outro tipo de organismo, e que ambas as maquinarias evoluídas de modo distinto são perfeitamente compatíveis, capazes de gerar outro ser com suas próprias maquinarias... Você acreditaria? Mas sabia que tem gente que acredita? E eu que sou crente... [MB]

sábado, junho 27, 2015

O “casamento gay” em uma nação “cristã”

Votação surpreendente nos EUA
Numa decisão histórica, a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou nesta sexta-feira (26) o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. Os 13 estados que ainda proibiam não podem mais barrar os casamentos entre homossexuais, que passam a ser legalizados em todos os 50 estados americanos. A decisão veio por cinco votos contra quatro. O casamento tem sido uma instituição central na sociedade desde os tempos antigos, afirmou o tribunal, “mas ele não está isolado das evoluções no direito e na sociedade”. Ao excluir casais do mesmo sexo do casamento, explicou, nega-se a eles “a constelação de benefícios que os estados relacionaram ao casamento”. O tribunal acrescentou: “O casamento encarna um amor que pode perdurar até mesmo após a morte. Estaria equivocado dizer que estes homens e mulheres desrespeitam a ideia de casamento... Eles pedem direitos iguais aos olhos da lei. A Constituição lhes concede esse direito”, ressaltou, segundo a agência AFP. [...]

O caso analisado pela decisão desta sexta se referia aos estados de Kentucky, Michigan, Ohio e Tennessee, onde o casamento é definido como a união entre um homem e uma mulher. Esses estados não permitiram que os casais do mesmo sexo se casassem em seu território e também se negaram a reconhecer os casamentos válidos em outros estados do país. [...]

Como informa a agência EFE, o governo do presidente Barack Obama já tinha manifestado abertamente sua postura a favor do casamento homossexual depois que, pela primeira vez, o próprio líder declarou apoio à causa em 2012. Obama disse no Twitter que a aprovação é um grande passo para a igualdade de direitos. “Casais de gays e lésbicas têm agora o direito de se casar, como todas as outras pessoas. #Oamorvence”, disse o presidente. [...]


Casa Branca colorida
Nota: Levando em conta a notícia acima, que teve ampla repercussão em todo o mundo e grande apoio nas redes sociais, com pessoas e instituições (a Casa Branca mudou a imagem do seu perfil no Facebook) adotando as cores do arco-íris em apoio à causa gay, quero tratar aqui de, pelo menos, três pontos:

1. Já disse várias vezes aqui que não posso ser contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo, pois cada um faz o que bem entende da sua vida e o Estado tem o dever de garantir certos direitos aos cidadãos, sejam eles quem forem, tenham a orientação sexual que tiverem. O que não posso aceitar é a redefinição da palavra “casamento”, e que isso venha de uma nação fundada sobre bases bíblicas, por protestantes vindos da Europa com o objetivo inicial de ser fiéis à Palavra de Deus. Embora Obama tenha cantado o tradicional hino evangélico “Amazing Grace” no funeral de uma senadora (confira), a verdade é que, com sua atitude em relação ao “casamento” gay, ele deixa claro que sua religião é nominal, não se importando com o que diz a Bíblia – exatamente como a maioria dos cristãos hoje em dia. Alguém poderia dizer: “Mas ele cantou sobre a graça de Deus, que é inclusiva e perdoadora.” Sim, é. Mas, como diz Judas 4, não é correto valer-se da graça de Deus para acobertar o pecado. A graça nos livra do pecado, nos dá poder para vencê-lo, não passa a mão na cabeça do pecador. E aqui é preciso deixar claro, também, outro detalhe nessa discussão: ter tendências homossexuais não é pecado, praticar relações homossexuais, sim. Todo ser humano tem seus pontos fracos e suas lutas contra tentações específicas. O que não podemos é nos render a essas tentações como se pecar fosse algo inevitável ou até desejável.

2. Essa aceitação da união entre pessoas do mesmo sexo como se fosse casamento igual ao dos heterossexuais é outra evidência de que a crença criacionista foi pro ralo nos Estados Unidos e em quase todo o mundo. A Bíblia apresenta o primeiro casamento tendo sido celebrado por Deus, envolvendo um homem (Adão) e uma mulher (Eva). E Jesus Cristo reforçou isso em Marcos 10:6-8: “Mas no princípio da criação Deus ‘os fez homem e mulher’. ‘Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne.” Uma só carne (casamento) = homem + mulher. A descrença na literalidade dos primeiros capítulos de Gênesis levou não apenas à dissolução da crença no casamento monogâmico heterossexual, mas também à descrença no sábado bíblico, abrindo caminho para a aceitação do falso dia de guarda, o domingo. Está tudo no mesmo “balaio”: o falso casamento e o falso dia de guarda. Quando se abandonam as verdades sustentadas pela visão criacionista bíblica, escancara-se a porta para uma série de absurdos religiosos e comportamentais. Assim, as duas instituições edênicas – o casamento e o sábado – foram substituídas por contrafações.


Onda gay nas redes sociais
3. Com a doutrinação adequada, leis antes tidas como absurdas acabam sendo aceitas naturalmente. Anos de glamourização dos relacionamentos homossexuais em filmes, seriados e novelas acabaram “fazendo a cabeça” do povo. Isso também aconteceu no Brasil, com as novelas exibindo beijos gays em horário nobre, de forma que, com o tempo, praticamente todo mundo passou a ver isso como algo aceitável e até admirável. Você duvida que, com a insistência do Vaticano/papa na defesa do domingo como dia da família e da natureza, será bem fácil promulgar uma lei que o torne obrigatório? O Parlamento Europeu já concorda com isso. Outros países também. Assim como outros países já permitiam o “casamento” gay. Mas, quando os EUA tornam isso obrigatório, essas leis têm mais força e muitos outros lhe seguem o exemplo. Muitas pessoas adotaram as cores do arco-íris em seus perfis nas redes sociais simplesmente para embarcar na “onda”. Quantas outras ondas e leis virão por aí? [MB]



Assista também a este vídeo (aqui, em inglês) pata entender as possíveis consequências para as igrejas dessa decisão da Suprema Corte norte-americana.

Detalhe curioso sobre a bandeira gay: enquanto o arco-íris tem sete cores (número bíblico da perfeição), a bandeira gay tem seis.

sexta-feira, junho 26, 2015

Professor da UFRGS chama criacionismo de 'crença infantil'

Educador por excelência

Um exemplo de vida
Orlando Ritter dedicou mais de 60 anos ao ensino e ao criacionismo, duas de suas paixões
No modesto apartamento em que vive com a esposa Edda, em Campo Grande (MS), Orlando Rubem Ritter ainda guarda algumas orquídeas de sua coleção que chegou a cerca de 600 exemplares, quando morava no campus paulistano do Unasp, na casa nº 7, que ocupou por 56 anos, enquanto lecionou e exerceu cargos administrativos naquela instituição. Além das orquídeas, Orlando guarda também a preciosa coleção de selos que exibe com orgulho, descrevendo em detalhes a história de cada um. Embora o peso dos 91 anos completados neste mês esteja visível no corpo, a mente do professor Ritter (ou “Ritão”, como muitos de seus alunos o conheciam) continua viva, clara e prodigiosa.

Filho do pastor e administrador Germano Ritter, Orlando nasceu em Porto Alegre (RS), no ano de 1924. O pai valorizava muito a educação adventista e ajudou a fundar colégios como o IAP, no Paraná, e o Iasp, em Hortolândia (SP). Por conta de sua função na organização adventista, Germano viajava muito de trem, tendo levado o filho em algumas dessas viagens. Não foi por acaso que Orlando se apaixonou pelas duas coisas: educação e trens.

Em 1930, com apenas seis anos, Orlando visitou pela primeira vez o Colégio Adventista de São Paulo, na região praticamente deserta do Capão Redondo (hoje uma “loucura” de prédios, casas, comércio e trânsito intenso). Na época, o “nosso Colégio” (como era mais conhecido) tinha apenas 15 anos de existência, e o pequeno Ritter não poderia ter imaginado que viveria 67 anos naquela “ilha” de saber e de tranquilidade – a colina de onde saíram centenas de pastores e profissionais para servir à obra adventista no Brasil e fora dele.

Em 1932, enquanto o mundo enfrentava a crise decorrente da quebra da bolsa de valores de Nova York, Orlando (já alfabetizado graças à leitura de livros e revistas da Casa Publicadora Brasileira) começou seus estudos formais no Colégio Adventista. Em certo culto jovem (na época chamados de reunião dos Missionários Voluntários), Orlando teve a oportunidade de ver a apresentação de um menino que lhe chamou a atenção: Siegfried Schwantes, que anos depois seria seu professor.

Com 13 anos de idade, em março de 1938, Orlando tomou uma decisão importante: abriu mão de férias prolongadas no Rio Grande do Sul para voltar a São Paulo e se matricular no primeiro ano ginasial. Embarcou num trem em Cachoeira do Sul, fez conexão em Santa Maria e chegou a São Paulo. Foi sua primeira grande viagem sozinho. Em sua autobiografia O Professor, ele recorda: “Jamais me esquecerei das paisagens sulistas, bem como da decisão de ter preferido a educação adventista a um bom período de férias em minha terra natal.”

O DESAFIO DA USP

Aluno dedicado, Orlando prosseguiu brilhantemente na vida escolar. Seu objetivo era concluir os estudos pré-universitários para, então, ingressar no curso de Teologia e se tornar pastor. Mas Deus tinha outros planos para ele. Em 1943, o diretor de Educação da União Sul-­Brasileira, professor Renato Oberg, desafiou alguns alunos de bom aproveitamento a ingressar na Universidade de São Paulo (USP), a fim de se prepararem para ser professores no Colégio Adventista. Nevil Gorski e Orlando aceitaram o desafio e se tornaram os primeiros professores adventistas no Brasil com formação em universidade pública. Ambos cursaram Matemática.

A partir de 1944, Orlando teve que conciliar seus estudos universitários com o magistério de matemática e física no Colégio Adventista. De um ano para o outro, Ritter passou de aluno a professor e não mais parou de lecionar até sua aposentadoria, no fim de 2003.

Em 1949, Orlando se casou com Edda Martinelli Balzi. A lua de mel foi no Rio de Janeiro. E eles foram de trem a bordo do Cruzeiro do Sul, num camarote especial reservado para viajantes ilustres. Um presente de amigos.

Na parede do orquidário da casa nº 7 podia ser lido: “Neste lugar Deus também é adorado / Em meio aos resplendores da natureza / Por haver ele estas joias assim criado / Com tanto amor, com tanta beleza!” Nessa casa, Orlando e Edda criaram seus quatro filhos.

Em 1950, Orlando começou a lecionar Astronomia e Geologia Criacionista para o curso de Teologia. Mais tarde, essas disciplinas foram agrupadas numa só, conhecida como Ciência e Religião. Orlando elaborou um material didático pioneiro: as apostilas “Estudos em Ciência e Religião”. E lecionou essa matéria por 42 anos.

Quando subia ao púlpito, esse homem quieto e circunspecto se tornava um gigante da oratória. Quem teve o privilégio de assistir a pelo menos uma de suas palestras deve se recordar dos argumentos claros, da lógica impecável, do português irretocável e da autoridade impressa em cada palavra.

PIONEIRISMO CRIACIONISTA

A ideia de se organizar uma entidade criacionista, no fim de 1971, está diretamente ligada à pessoa de Orlando Ritter e à realização de uma semana cultural organizada no ano anterior, em São Carlos, pelo pastor Leondenis Vendramin, então distrital na cidade. Nesse evento, vários palestrantes, na maioria professores do Colégio Adventista (então rebatizado como Instituto Adventista de Ensino), foram convidados a expor assuntos de interesse cultural e científico. O professor Ritter apresentou uma palestra sobre datação com carbono radioativo. No fim de sua fala, ele indicou bibliografia crítica sobre o assunto, fazendo menção à Creation Research Society, entidade criacionista norte-americana, fundada havia cerca de dez anos e que vinha publicando sua revista trimestral com artigos muito bem fundamentados.

O impacto desse contato do professor Ritter com os futuros fundadores da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) os inspirou a publicar, inicialmente, traduções em português dos artigos daquele periódico dos Estados Unidos. “Dessa forma, com o influxo inicial proporcionado pelo professor Ritter, e com o subsequente apoio da Creation Research Society, que autorizou a tradução dos artigos, foi possível estabelecer informalmente a Sociedade Criacionista Brasileira”, conta o Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira, presidente-fundador da SCB.

No mês de março, por ocasião de uma celebração alusiva aos cem anos do Unasp, Orlando Ritter foi homenageado com outras figuras importantes do criacionismo no Brasil. No fim da tarde do sábado, dia 7, com o Salão de Atos lotado, Ritter pegou o microfone e falou brevemente sobre a regularidade e a predizibilidade das séries de eclipses do Sol e da Lua, por meio dos quais é possível confirmar as datas dos reinos de Israel, Judá, Assíria e Babilônia e a própria interpretação profética. Agradeceu a homenagem e adicionou mais uma pequena aula às suas mais de 40 mil aulas ministradas durante sua carreira.

E uma vez mais o “Ritão” se mostrou como o gigante que é.

(Michelson Borges, Revista Adventista)

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