terça-feira, maio 24, 2016

Desenhos animados a serviço da mentira

Está chegando aí mais uma animação “A Era do Gelo”, desta vez com o título “O Big Bang” (“Collision Course”, em inglês). No primeiro filme, a sugestão de evolucionismo é muito evidente, especialmente quando o personagem Sid vê numa caverna de gelo sua “história evolutiva” (veja a imagem lá emaixo). Com sucesso estrondoso, a franquia chega ao seu quinto filme, e no trailer já se pode ver claramente o deboche em relação ao criacionismo. Diz o narrador, com voz apoteótica: “Desde os primórdios dos tempos, queremos saber como o Universo foi criado. Um plano gloriosamente orquestrado ou algo muito, muito mais bobo?” E o filme segue com a “versão boba”, desconsiderando a origem “gloriosa”. Aliás, todo mundo sabe que o Big Bang, evento que dá nome à versão brasileira da produção, é a teoria naturalista para a origem do Universo. Versão que, via de regra, dispensa o Deus Criador e se baseia no acaso.

Não é de hoje que as produções hollywoodianas, muitas das quais para crianças, vêm enaltecendo e divulgando o espiritualismo, com a crença na alma imortal, e o evolucionismo, com o consequente e natural desprezo pelo sábado da criação. Essas ideologias compõem as duas principais facetas da grande mentira satânica gestada no Éden e amplificada à enésima potência em nossos dias. Ambas pregam a independência de Deus e uma suposta evolução – espiritual ou biológica – independente de uma divindade superior. No âmago das três mensagens de Apocalipse 14 está a doutrina da justificação pela fé, ou seja, da total dependência humana de Deus. No âmago da mentira satânica estão a independência de Deus (“sereis como Deus”) e as pretensas soluções humanas (“justificação” pelas obras). Qual ideia vem sendo apregoada pela indústria cultural há muito tempo e mais ainda neste tempo? Mas tem outro ponto importante.

Além da doutrinação evolucionista e espiritualista, em todas as produções hollywoodianas o fim do mundo sempre é algo para se temer e evitar, não um evento relacionado ao fim da dor, do sofrimento, da morte, ou seja, a volta de Jesus. É assim em “A Era do Gelo 5” e em dezenas e dezenas de filmes apocalípticos. Aliás, a palavra “Apocalipse” cada vez mais vem sendo associada com algo ruim. Em “X-Men Apocalipse”, o inimigo dos mutantes e dos seres humanos é um ser todo-poderoso que leva o nome do último livro da Bíblia, e ele é derrotado. Em “Batman vs. Superman”, Apocalypse também é o nome do inimigo superpoderoso que precisa ser derrotado. Apocalipse sempre é sinônimo de coisa ruim, e pode e deve ser detido. Só que, na Bíblia, Apocalipse é a revelação de Jesus Cristo, um livro um tanto enigmático, sim, mas que é claro para os que o estudam e tem um desfecho feliz; um ponto final cheio de esperança, afinal, trata da segunda vinda de Cristo e do estabelecimento do reino eterno de Deus. E não há nada que se possa fazer para deter os planos de Deus, que são de paz para os que os aceitam, não de destruição – a não ser para aqueles que os rejeitam e desprezam a salvação.

Apocalipse e Apocalypse
Somos imortais, vamos evoluir sempre e o fim do mundo não deve e não vai acontecer. É isso que o inimigo de Deus quer que as pessoas pensem, especialmente as crianças, esta geração em que ele está investindo pesado e que não podemos deixar de lado. A única maneira de enfrentar a mentira é com a verdade, mas precisamos apresentar e viver a verdade de maneira muito mais interessante do que as produções de Hollywood pintam suas ilusões. Quando conhecerem de fato o que Deus tem para elas, as pessoas perceberão como a mentira é sem graça, ainda que tenha sido dourada com efeitos especiais.


(Michelson Borges, Ciência e Religião)

Minha abordagem com as testemunhas de Jeová

Eles vêm até nós; aproveitemos!
Tem gente que se impacienta quando testemunhas de Jeová batem à sua porta. Eu faço diferente: aproveito quando vão à minha casa e procuro lhes perguntar e dizer algumas coisas. Domingo pela manhã, conversei com dois senhores dessa denominação religiosa. Quem começou a conversa foi o menos experiente, talvez um aprendiz. Esperei que ele falasse algumas coisas sobre a condição do mundo e o fim dos tempos e então perguntei: “Jesus voltará ou já está presente desde 1914?” A pergunta o deixou meio surpreso e aí quem assumiu foi o homem mais experiente. Ele me disse o que eu já esperava – que Jesus está presente, mas não visivelmente, e que Sua vinda será entre as nuvens do céu, portanto, invisível – e então se pôs a me explicar o significado de parousia. Voltei a perguntar: “Você conhece o grego?” Ele me disse que não – como geralmente me dizem as testemunhas. Para não deixá-lo mais constrangido, voltei às perguntas: “Se Jesus já ‘veio’, para que realizar o Culto Memorial (como eles chamam a Santa Ceia) em memória dEle até que Ele venha?” “Se Ele já veio, por que ainda temos que nos preocupar com os sinais de Sua vinda?” “Se Ele já veio, onde estão os mortos que deveriam ter ressuscitado na vinda visível dEle, ao soar a última trombeta?” “Se Jesus já voltou, por que os salvos ainda estão aqui, uma vez que Ele prometeu levá-los para o Céu, depois de Se encontrar com eles nas nuvens?” Como eu imaginava, nada de respostas bíblicas, apenas metáforas e comparações forçadas. (Leia mais aqui sobre a segunda vinda visível e literal de Jesus.)

Depois de eu falar um pouco mais do que significa parousia e da impropriedade do suposto ano profético de 1914 (você pode ler sobre isso aqui), eles resolveram mudar de assunto (outra tática previsível), e enveredamos para a pessoa de Jesus. Aí, nesse ponto, eu fico realmente indignado, pois sei que as testemunhas entendem Jesus como um semideus criado por Jeová. E isso é inadmissível! Na verdade, atende aos interesses de Lúcifer, que invejou a posição de Jesus no Céu e vive querendo rebaixá-Lo. Fiz outra série de perguntas, insisti nas respostas, e nada. “Se Jesus era um deus criado, por que aceitou adoração e Se identificou como o Eu Sou?” “Se Jesus era apenas um ser criado, por que João O identifica como o Verbo de Deus, o próprio Deus?” E expliquei por que a tradução Novo Mundo das testemunhas de Jeová traduz de forma totalmente equivocada João 1:1. Perguntei também: “Se Jesus é um ser criado, por que Ele Se identifica como o alfa e o ômega, no Apocalipse? Deveria, então, ser o beta e o ômega, ou algo assim.” “Por que Isaías O chama de ‘Deus forte’, ‘Pai da eternidade’, e Miqueias apresenta Sua eternidade (5:2)?” Disse-lhes que, quando Jesus Se identificou como o Eu Sou, os judeus monoteístas e conhecedores das Escrituras pegaram pedras para apedrejá-Lo, pois entenderam muito o bem o que o Messias havia dito, e que hoje as testemunhas de Jeová não entendem uma verdade tão clara e vital: que Jesus é Deus, tão divino quanto o Pai e o Espírito Santo (confira aqui, aqui e aqui).
  
Eles usaram algumas passagens dos Evangelhos que se referem à auto-subordinação de Jesus ao Pai, enquanto esteve na Terra. Expliquei-lhes esse ponto, falei sobre a missão e a encarnação de Jesus e mencionei Paulo, segundo o qual Jesus Se esvaziou de Sua divindade a fim de morrer pelos pecadores (Filipenses 2:6-8). Em seguida, perguntei-lhes: “Somente quem pode se esvaziar?” Não esperei a resposta, que é óbvia, e completei: “Somente quem está cheio. Se Jesus Se esvaziou de Sua divindade, é porque Ele estava pleno dela e a ‘retomou’ depois. Ele sempre foi eterno e todo-poderoso, e sempre será eterno e todo-poderoso. Ele é o Senhor dos Exércitos, o grande Eu Sou, o Anjo do Senhor apresentado no Antigo Testamento. E é Emanuel (Deus conosco) e Miguel (aquele que é como Deus), no Novo Testamento. O Deus-homem que aceita adoração e perdoa pecados, e que seria um blasfemador, caso não fosse plenamente Deus.”

A conversa já se estendia por quase uma hora e eu sabia que ali o impasse não seria resolvido, e que eu teria que depois orar por aqueles dois homens aparentemente sinceros no que creem, pedindo ao Espírito Santo que lhes fizesse lembrar de tudo o que havíamos conversado, e então eu disse com a máxima solenidade que pude dar às minhas palavras: “Quero lhes dizer uma última coisa. Por favor, prestem atenção. Daqui a algum tempo, haverá uma polarização neste planeta entre os que adoram a besta e recebem sua marca, o domingo, e os que adoram a Deus e recebem a marca dEle, o santo sábado, memorial da criação (confira aqui). Será decretada uma lei nos Estados Unidos obrigando as pessoas a guardar o domingo, o que chamamos de ‘decreto dominical’ (confira aqui). Isso vai acontecer, e vou orar para que, quando acontecer, vocês se lembrem do que estou lhes dizendo neste momento e aproveitem a oportunidade para fazer a escolha ao lado do Senhor Jesus e de Sua verdade.”

Em seguida, convidei-os a conhecer meu blog (pois sabia que não aceitariam um livro de presente), apertamos as mãos e nos despedimos.

Não gosto de criticar outras denominações religiosas, e posto este relato aqui apenas para lhe lançar um desafio: as testemunhas de Jeová são um “campo missionário” que geralmente vem até nós, em nossa casa. Sejamos educados e receptivos com eles e aproveitemos para lhes dizer algumas coisas importantes. Depois o trabalho é com o Espírito Santo, no sentido de fazer crescer as “minhocas” que implantamos na mente deles. Estude a Bíblia, conheça as crenças jeovistas e aproveite essa oportunidade. Afinal, a ordem de Jesus é para que preguemos a todas as pessoas, o que inclui as testemunhas de Jeová.

Michelson Borges

segunda-feira, maio 23, 2016

Ainda sobre o Carbono 14 em ossos de dinossauros

Seriam realmente tão antigos?
Nas últimas décadas, “quantidades facilmente detectáveis ​​de Carbono 14”, mesmo em carvão,[1,2] diamantes,[3, 4] madeiras,[5, 6] conchas de amonitas[6] e vários outros fósseis, “têm sido a regra e não a exceção”[7: p. 49; 8]. Os evolucionistas afirmam que as amostras em todos os casos devem ter sido contaminadas por carbono externo. Por outro lado, seria de esperar encontrar Carbono 14 (C-14) em tais amostras se os relatos bíblicos da criação e do dilúvio fossem verdadeiros. Cientistas criacionistas alegam que as técnicas modernas de “medidas por AMS [Espectrometria de Massa com Aceleradores, em português] eliminam cuidadosamente todas as possíveis fontes de contaminação de carbono. Estas incluem qualquer traço de C-14 que eventualmente poderia ter entrado nas amostras em épocas recentes, ou C-14 introduzido durante a preparação e a análise da amostra”[7: p. 50] Portanto, as hipóteses de contaminação, uma após a outra, têm sido rejeitadas.[8]

Quanto ao resumo aceito e publicado na forma de pôster, na sessão Biogeociência, e depois removido da página da conferência em Cingapura (confira aqui), ele não trouxe a descrição minuciosa dos procedimentos metodológicos adotados pelos autores devido à quantidade predeterminada de palavras que deveria conter (embora tenha sido apresentado com detalhes na forma oral pelo Dr. Thomas Seiler, em seus 15 minutos, conforme mostra o vídeo da palestra). Mas, para aqueles que querem maiores detalhes a respeito da condução do estudo, basta acessar o site oficial do grupo de Paleocronologia.[9]

Além disso, o grupo de Paleocronologia (Paleogrupo) publicou outros trabalhos acerca da descoberta de C-14 em ossos de dinossauros. Em 2009, um artigo revisado por pares foi aceito e publicado em italiano em uma conferência realizada pelo Conselho de Pesquisas Nacionais da Itália, na cidade de Roma. O mesmo artigo foi publicado em inglês em uma conferência realizada pela Gustav Siewerth Academie, no sul da Alemanha. Esse artigo trouxe uma descrição minuciosa da metodologia adotada pelos pesquisadores.[10] Inclusive o resumo desse artigo foi incluído em dois livros,[11, 12] e criticado posteriormente em uma das publicações da Science[13] e da Scientific American.[14]

Críticas têm sido feitas ao longo do tempo, direcionadas ao trabalho apresentado em 2012 em Cingapura, alegando contaminação das amostras por resina e outros conservantes químicos.[15] Se as críticas realmente fazem algum sentido, por que motivo ano após ano o Paleogrupo tem sido autorizado a apresentar seus resultados em conferências internacionais na área de ciências Geofísicas? No dia 17 de dezembro de 2014, por exemplo, o Paleogrupo apresentou informações na forma de pôster na reunião da American Geophysical Union (AGU), em San Francisco (EUA).[16] Em 5 de agosto de 2015, por sua vez, na reunião da Asia Oceania Geosciences Society (AOGS), em Cingapura [17].

A fim de esclarecer a controvérsia e dar a oportunidade para que “o outro lado da história” seja apresentado, nossa equipe enviou um e-mail para obter mais informações direto da fonte. O geólogo John Michael Fischer, relações públicas do Paleogrupo, nos enviou uma resposta na qual diz: “A crítica no site Physics Stack Exchange foi escrita por alguém que não entende o que foi feito e nunca nos pediu [informações]. Eles confundem um relatório feito há 25 anos com o recente trabalho, e colágeno, resina, contaminação, etc. são problemas comuns que todo aquele que faz testes de radiocarbono sabe como lidar. Infelizmente, eles não nos deixarão responder-lhes.”

Fischer, inclusive, nos enviou a matéria publicada em 1991 que criticava o teste de espectroscopia de massa a laser aplicado em ossos de dinossauros a fim de investigar C-14, conduzidos por russos da Universidade Estadual de Moscou em parceria com Hugh Miller, líder da então Creation Research, Science Education Foundation (CRSEF).

Hugh Miller, no ano anterior a esse relatório, havia publicado seus primeiros achados de C-14 em ossos de dinossauros.[18] Segundo Fischer, muitos evolucionistas ainda hoje fazem uma associação equivocada da matéria divulgada em 1991 com as pesquisas recentes do Paleogrupo.[19] É possível encontrar ambas, a matéria com as críticas divulgada em 1991 e a resposta de Hugh Miller em relação às críticas, no site oficial do Paleogrupo.

A fim de dar ainda mais transparência às evidências apresentadas nesta matéria, disponibilizaremos os e-mails dos membros do Paleogrupo:

Michael Fischer, relações públicas do Paleogrupo (mike@newgeology.us)
Hugh Miller, consultor químico e coordenador do Grupo Internacional Paleocronologia de Columbus Ohio (hugoc14@aol.com)
Joe Taylor, paleontólogo de campo e diretor do Mt. Blanco Fossil Museum, Crosbyton, Texas (mtblanco1@aol.com)
Kevin Miller, “caçador de fósseis” (datethefossilsnottherocks@gmail.com)
Hugh Owen, diretor do Centro Kolbe para o Estudo da Criação, Mt Jackson, Virginia (director@kolbecenter.org)

(Everton F. Alves, enfermeiro e mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB])

Referências:                 
[1] Schleicher, M., Grootes, P.M., Nadeau, M.-J., and Schoon, A., “The Carbonate 14C Background and Its Components at the Leibniz AMS Facility”, Radiocarbon, 40(1998), p. 85-93.
[2] Baumgardner JR, Snelling AA, Humphreys DR, Austin SA. “Measurable 14C in Fossilized Organic Materials: Confirming the Young Earth Creation-Flood Model.” In: Ivey Jr RL (ed.). Proceedings of the Fifth International Conference on Creationism. Pittsburgh, Pennsylvania: Creation Science Fellowship, 2003, p. 127-147.
[3] Baumgardner JR. “14C Evidence for a Recent Global Flood and a Young Earth.” In: Vardiman L, Snelling AA, Chaffin  EF (eds.). “Radioisotopes and the Age of the Earth: Results of a Young-Earth Creationist Research Initiative.” El Cajon, California: Institute for Creation Research, and Chino Valley, Arizona: Creation Research Society, 2005, p. 587-630.
[4] Taylor RE, Southon J. “Use of Natural Diamonds to Monitor 14C AMS Instrument Backgrounds.” Nuclear Instruments and Methods in Physics Research B 259 (2007): 282-287.
[5] Snelling AA. “Geological Conflict: Young Radiocarbon Date for ‘Ancient’ Fossil Wood Challenges Fossil Dating.” Creation (April-June 2000), p. 44-47.
[6] Snelling AA. “Radiocarbon Ages for Fossil Ammonites and Wood in Cretaceous Strata near Redding, California.” Answers Research Journal 1 (2008): 123-144.
[7] De Young D. Thousands... Not Billions. Green Forest, AR: Master Books, 2005.
[8] Giem P. “Carbon-14 Content of Fossil Carbon.” Origins. 2001; 51:6-30. Disponível em: http://www.grisda.org/origins/51006.htm
[9] Holzschuh J, Pontcharra J, Miller H. “Recent C-14 Dating of Fossils including Dinosaur Bone Collagen.” Disponível em: http://www.sciencevsevolution.org/Holzschuh.htm
[10] Fischer JM. “Carbon-14-dated dinosaur bones are less than 40,000 years old.” New Geology, 2015. Disponível em: http://newgeology.us/presentation48.html; acesse também o site oficial do grupo de Paleocronologia: http://www.dinosaurc14ages.com/
[11] De Mattei R (ed.). Evoluzionismo: Il tramonto di una ipotesi. Siena: Cantagalli, 2009. P.125-155. ISBN 88-8272-500-6.
[12] Gerhard Hess Verlag. Evolution and the Sciences: A Critical Examination. Bad Schussenried, Germany, 2012, p. 295-321.
[13] Margottini L. “Italy Science Agency Helps Publish Creationism Book.” Science News, 2009. Disponível em: http://www.sciencemag.org/news/2009/12/italy-science-agency-helps-publish-creationism-book
[14] Harmon K. “Italy science council funds creationist book.” Scientific American, 2009. Disponível em: http://blogs.scientificamerican.com/observations/italy-science-council-funds-creationist-book/
[15] “Is it a problem with radiometric dating that carbon 14 is found in materials dated to millions of years old?” Physics Stack Exchange. Disponível em: http://physics.stackexchange.com/questions/154588/is-it-a-problem-with-radiometric-dating-that-carbon-14-is-found-in-materials-dat
[16] Miller H, Bennett R, de Pontcharra J, Giertych M, Kline O, van Oosterwych MC, Owen H,  Taylor J. “A comparison of δ13C & pMC values for ten Cretaceous-Jurassic dinosaur bones from Texas to Alaska USA, China, and Europe with that of coal and diamonds presented in the 2003 AGU meeting.” AGU Fall Meeting 2014, 15 to 19 Dec, 2014, San Francisco, Abstract #B31E-0068. Disponível em: https://agu.confex.com/agu/fm14/meetingapp.cgi/Paper/29800
[17] Miller H, Bennett R, Owen H, de Pontcharra J, Giertych M, van Oosterwych MC, Kline O, White B, Taylor J. “Soft Tissue, Collagen and Significant 14C Content in Dinosaur Bones – What Does it Mean?” AOGS 12th Annual Meeting, 2 to 7 Aug, 2015, Singapore, Abstract BG01-D3-PM2-P-006 (BG01-A013). Disponível em: http://www.dinosaurc14ages.com/singabs.pdf
[18] Dahmer L, Kouznetsov D, Ivenov A, Hall J, Whitmore J, Detwiler G, Miller H. “Report on chemical analysis and further dating of dinosaur bones and dinosaur petroglyphs.” In Proceedings of the Second International Conference on Creationism held July 30-August 4, 1990, Volume 2, “Technical symposium sessions and related topics”, ed. by R. E. Walsh and C. L. Brooks, p. 371-374. Pittsburgh: Christian Science Fellowship, Inc.
[19] Lafferty MB. “Creationists Say Dinosaurs Lived With Man.” Columbus Dispatch, 1991, p. 1B-2B, November 3.

“Sexto sentido” é desativado quando dirigimos ao celular

Atrás do volante, dirija
Quando nos sentados atrás do volante e nos preparamos para sair com o carro, nosso cérebro aciona involuntariamente uma espécie de “sexto sentido” que, de forma inconsciente, nos faz evitar erros na estrada. No entanto, segundo um estudo recente, esse mecanismo importante deixa de funcionar quando mexemos no celular enquanto dirigimos. Para a pesquisa, 59 voluntários permaneceram sentados diante de simuladores de direção de alta-fidelidade com quatro cenários de condução. No primeiro, eles guiavam o volante em condições normais, sem distrações. No segundo, eram feitas perguntas difíceis que tentavam tirar o foco dos voluntários. A terceira parte consistia em responder questões emotivas para deixar os participantes emocionalmente perturbados e, na última parte do teste, os motoristas precisavam mandar mensagens de texto no celular enquanto dirigiam. Em todas as condições adversas as pessoas testadas se atrapalhavam na direção, mas no único momento em que elas não conseguiam permanecer em linhas retas e desviam da pista era quando utilizavam o celular para digitar textos. A pesquisa apenas reitera dados revelados em diversos estudos que confirmam que usar o celular no volante aumenta as chances de acidentes por desvio de foco e atenção. Portanto, se você insiste em encarar o hábito como algo inocente, saiba que está colocando em risco a sua vida e de seus familiares.

Workout com peso vivo



O grande desafio para muitos pais é encontrar tempo para os filhos e para cuidar de si mesmos. Como conciliar os exercícios físicos tão necessários com os não menos importantes momentos em família? Assista a este vídeo e conheça uma forma simples e divertida de brincar se exercitando.

C-14 em ossos de dinossauro: pesquisa censurada

Lutando contra os fatos
Uma equipe de pesquisadores fez uma apresentação em um encontro anual de Geofísica do Pacífico Ocidental, em Cingapura, de 13 a 17 de agosto de 2012, no qual mostrou resultados de datação de carbono 14 (C-14) de múltiplas amostras de ossos a partir de oito espécimes de dinossauros. Todos deram positivos para C-14, com idades variando de 22.000 a 39.000 anos de radiocarbono, bem “aproximado” do que é previsto pelos criacionistas.[1] Mas se os dinossauros tivessem realmente milhões de anos, não deveria existir sequer um átomo de C-14 restante neles. Esse foi um evento conjunto da União Americana de Geofísica (AGU) e da Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS). Parece que os pesquisadores abordaram o assunto com profissionalismo considerável, inclusive tomando medidas para eliminar a possibilidade de contaminação com carbono moderno como uma fonte de sinal de C-14 nos ossos. O apresentador do trabalho foi o Dr. Thomas Seiler, um físico alemão cujo PhD é da Universidade Técnica de Munique. O vídeo de sua apresentação (clique aqui para ver) foi postado no YouTube no momento da redação deste artigo.

Os pesquisadores parecem estar associados a grupos criacionistas católicos, os quais têm divulgado relatórios sobre a conferência com mais antecedência e intensidade do que os criacionistas evangélicos. Um desses relatórios afirma que depois “o resumo foi retirado do site da conferência por dois presidentes porque eles não podiam aceitar as conclusões. Recusando-se a desafiar os dados abertamente, eles apagaram o resumo da vista do público, sem comunicar os autores ou membros os oficiais da AOGS, mesmo após uma investigação. Isso não vai ser restaurado”.[2]

Na verdade, é possível acessar online a captura de tela feita do programa original (confira). Mas, indo para o site oficial da conferência, pode-se ver que a conversa foi claramente removida. A verdade apresentada foi pesada demais para a suposta abertura da ciência aos dados. O “poder do paradigma”' pôde ser visto claramente.

Dois dos físicos e coautores do trabalho, Dr. Robert Bennett e Dr. Jean de Pontcharra, até recentemente associados ao Centro de Pesquisa Grenoble da Comissão Francesa de Energia Atômica, estão estimulando colegas a fazer sua própria datação por carbono de ossos de dinossauros. Eles dizem que a mídia deveria estar encorajando os cientistas a fazer isso também e apresentar os resultados de forma aberta e honesta em conferências similares. Isso certamente deveria estar entre os interesses da verdade científica – especialmente seguindo os achados repetidos de tecidos moles em ossos de dinossauros, e agora mesmo no aparentemente irrefutável DNA em espécimes de dinossauros.[3] O público tem o direito de conhecer a cronologia real dos dinossauros, e a verdadeira história da Terra.

É claro que as pessoas que você conhece geralmente não vão tomar conhecimento dessas poderosas informações a partir de fontes regulares. Temos sido repetidamente surpreendidos em excursões ministeriais ao ver como poucas pessoas sequer sabem sobre tecidos moles encontrados por cientistas seculares. Este é um momento emocionante para ser um criacionista, ambos recebendo esse tipo de informação, e sendo capazes de transmiti-lo. Por isso é mais importante do que nunca ser não apenas assinante, mas apoiador das organizações criacionistas respeitáveis [como a Sociedade Criacionista Brasileira, por exemplo], não sensacionalistas e comprometidas com essa importante tarefa. [...]

(Texto traduzido do original Wieland[4] por Everton F. Alves, enfermeiro e mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB])


Notas e referências:
[1] Não seria de esperar que uma amostra que se apresente da era do dilúvio apresentasse “idade de radiocarbono” de cerca de 5.000 anos, mas, sim, de 20.000-50.000 anos. Na verdade, essa é a idade que consistentemente se obtém de amostras de petróleo, gás e madeira fóssil de camadas supostamente de “milhões de anos” de idade. A razão é: datação por radiocarbono assume que a taxa atual de 14C/12C de cerca de um em um trilhão (após o ajuste para a Revolução Industrial) foi a razão inicial para os objetos datados. Mas essa relação teria sido muito menor antes do dilúvio, que removeu praticamente todo o carbono vivo da biosfera por meio do sepultamento. Devido ao fato de os pré e para-objetos diluvianos terem começado com uma taxa inicial muito menor de 14C/12C, a quantidade medida hoje também poderia ser menor, e ser (mal) interpretada como muito mais antiga. Veja o artigo: “What about carbon dating?”, capítulo 4, The Creation Answers Book.
[2] Miller H, Owen H, Bennett R, De Pontcharra J, Giertych M, Taylor J, Van Oosterwych MC, Kline O, Wilder D, Dunkel B. “A comparison of δ13C&pMC Values for Ten Cretaceous-jurassic Dinosaur Bones from Texas to Alaska, USA, China and Europe.” In: AOGS 9th Annual General Meeting. 13 to 17 Aug 2012, Singapore. Disponível em: newgeology.us/presentation48.html  
[3] Sarfati JD. “DNA and bone cells found in dinosaur bone.” Creation.com (11/12/2012). Disponível em: http://creation.com/dino-dna-bone-cells
[4] Wieland C. “Radiocarbon in dino bones: International conference result censored.” Creation.com. (22/1/2013). Disponível em: http://creation.com/c14-dinos

sexta-feira, maio 20, 2016

Evolucionismo, lesbianismo e poligamia

A conveniência de uma ficção
A teoria da evolução volta e meia é tirada da manga dos prestidigitadores darwinistas para explicar até mesmo comportamentos antagônicos como a monogamia e o adultério: se o homem costuma pular a cerca é porque ele foi “projetado” pela evolução para espalhar seus genes por aí (confira); se tem comportamento monogâmico, é porque esse tipo de comportamento foi selecionado por trazer vantagens evolutivas (confira). Se o cérebro estivesse aumentando de tamanho, isso seria evolução; mas, como está diminuindo, isso é – adivinhe! – evolução (confira). Se entendem que um novo órgão funcional surgiu em alguma espécie (isso com base apenas na análise de fósseis), isso é evolução. Se a espécie perdeu alguma função biológica, isso também é evolução (confira). Como se pode ver, a teoria da evolução é tremendamente “elástica”, versátil, camaleônica. É uma verdadeira teoria-explica-tudo. Mas ocorre que uma teoria que explica tudo, na verdade, não explica nada.

A “explicação” evolucionista da vez tem que ver com os comportamentos sexuais das mulheres, o que alguns chamam de “fluidez sexual feminina”. Quem está propondo a nova teoria é o Dr. Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, que apresentou suas ideias em um artigo na revista científica Biological Reviews e que já está causando sensação entre os pesquisadores da área. Segundo Kanazawa, as mulheres podem ter evoluído para serem “sexualmente fluidas”, o que significa que elas seriam capazes de mudar seus desejos sexuais e suas identidades, de heterossexuais para bissexuais, lésbicas e novamente heterossexuais. Mas para quê, se todo mundo sabe que a evolução depende da reprodução, e que, portanto, comportamentos homossexuais seriam um tiro evolutivo no pé?

A resposta proposta pelo cientista é a seguinte: o objetivo dessa fluidez sexual seria permitir que as mulheres tivessem relações sexuais com suas companheiras em “casamentos” polígamos, o que reduziria o conflito e a tensão inerentes a esse tipo de relacionamento, ao mesmo tempo em que não impediria que essas mulheres continuassem se reproduzindo com o marido. Pronto. Resolvido o mistério.

Kanazawa diz que “as mulheres podem não ter orientações sexuais no mesmo sentido que os homens. Em vez de serem hetero ou gay, o alvo da atração sexual das mulheres pode depender em grande parte do parceiro em particular, do seu estado reprodutivo e de outras circunstâncias”. E com essa explicação, que é pura ficção, ele conquistou seus 15 minutos de fama científica.

Não sei se Julian Huxley disse mesmo isto, mas a frase é mais do que certa: “A razão de nos lançarmos sobre A Origem das Espécies é que a ideia de Deus interfere com nossos hábitos sexuais.” Sim, a Bíblia defende a monogamia, a fidelidade, a heterossexualidade e o casamento, e condena tudo o que se opõe a essas coisas. Mas por que condena? Por que quer nos privar de prazer? Muito pelo contrário. Como nosso Criador, Deus sabe o que é melhor para nós e nos orientou quanto aos prazeres lícitos e que não deixam sequelas físicas, emocionais e espirituais. Prazeres que nos fazem realmente bem e promovem nosso crescimento como seres humanos.

O evolucionismo serve como uma luva na mão dos que defendem valores opostos aos defendidos pelos criacionistas que se pautam pela cosmovisão bíblica. E no afã de justificar seus comportamentos, os evolucionistas e os naturalistas apelam para histórias e hipóteses sem muito fundamento, como essa proposta por Kanazawa.

Vai um criacionista propor qualquer história para tentar explicar comportamentos, eventos e fatos! Vai um criacionista apresentar um artigo científico que cheire a evidência de algum relato ou princípio bíblico! Será rechaçado na hora! O direito de contar histórias no meio científico, por mais estapafúrdias que sejam, pertence aos evolucionistas, e só a eles.

Michelson Borges

Como o diabo ficou vermelho e ganhou chifres?

A conveniência de ser ridículo
[Meus comentários seguem entre colchetes e no fim do texto. – MB.] Se alguém te pedisse para imaginar o diabo, provavelmente viria à mente um demônio com um tridente nas mãos. No entanto, por centenas de anos, o diabo cristão não foi retratado pela arte religiosa e, quando finalmente surgiu, era azul e não tinha chifres ou cascos. A imagem mais familiar para nós surgiu pelas mãos de gerações de artistas e escritores que pegaram o pouco que é dito pela Bíblia sobre Satanás e o reinventaram ao longo do tempo. A Bíblia diz que Satanás era o maior adversário de Deus. Na Bíblia judaica, o diabo é apenas outro agente subordinado a Deus, um anjo do mal, uma alegoria [a Bíblia não trata Satanás como alegoria, mas como um ser real] que simbolizava a inclinação maligna dos homens e mulheres. Esse personagem foi desenvolvido pelos cristãos até transformá-lo em uma representação da maldade suprema. A doutrina cristã diz que Satanás assumiu a forma de uma serpente [na verdade, ele incorporou a serpente] e tentou Eva no Jardim do Éden, mas não há nenhuma menção ao diabo no livro do Genesis [embora ele esteja lá o tempo todo, como o instigador do mal]. Foi só mais tarde que os cristãos interpretaram a serpente como uma encarnação de Satanás.

Também se acredita que Satanás foi expulso do Céu após desafiar a autoridade de Deus [isso está claro no Apocalipse e nas palavras de Jesus, que disse ter visto Satanás caindo do Céu]. Porém, na Bíblia, um personagem misterioso é expulso após rebelar-se contra Deus. A caracterização de Satanás como um anjo caído deriva dessa tradição [não se trata de tradição; é bíblico]. A imagem de um Satanás que governa o inferno e inflige tortura e castigo aos pecadores também não encontra correspondência no texto sagrado [isso é fato]. O livro das Revelações [Apocalipse] profetiza que Satanás será enviado ao inferno [lago de fogo], mas sem qualquer status especial e sofrendo as mesmas torturas que os demais pecadores.

Nos primeiros séculos do Cristianismo, não havia muita necessidade de representar o mal na arte religiosa. Os cristãos acreditavam que os deuses pagãos rivais, como o egípcio Bes e o grego Pan, eram demônios responsáveis por guerras, doenças e desastres naturais. Cem anos depois, quando o diabo apareceu na arte ocidental, algumas representações incorporaram os atributos físicos desses deuses, como o pêlo facial de Bes e as patas de cabra de Pan.

Na idade média, surgiu o retrato de Satanás mais reconhecível [obra dos artistas e não descrição bíblica]. Foi uma época de muito sofrimento, que ficou ainda pior com o surto de peste negra, a epidemia mais devastadora da história humana, com milhões de mortos na Europa. Como a Igreja [Católica] não podia proteger os fiéis da doença, as representações de Satanás centraram-se nos horrores do inferno, refletindo o ânimo do momento e lembrando por que não se devia pecar.

Há uma longa tradição de associar o diabo aos inimigos do Cristianismo dentro e fora da Igreja. Quando ela se dividiu durante a Reforma, católicos e protestantes se acusaram mutuamente de estarem sob a influência do diabo com propagandas jocosas e grotescas sobre essa corrupção.

No início do período moderno, pessoas eram acusadas de fazer pactos com o diabo e praticar bruxaria. Satanás era frequentemente representado como um sedutor e se achava que as mulheres eram especialmente vulneráveis a seus encantos. Imagens mostravam mulheres em atos sexuais com o diabo, por elas serem consideradas o sexo frágil e mais propensas a caírem em pecado por serem incapazes de dominar seus desejos carnais. Se Satanás conseguia corromper o corpo femino, era uma ameaça à segurança familiar, à santidade e até mesmo à fertilidade da comunidade.

Os escritores e pensadores iluministas reinterpretaram a história do diabo para que se ajustasse às preocupações políticas da época. John Milton descreveu um Lúcifer psicologicamente complexo no poema Paraíso Perdido, que conta a queda em degraça de Satanás. Enquanto os textos religiosos anteriores haviam examinado a motivação de Satanás para condená-lo, o Lúcifer de Milton é um personagem atraente e solidário que encarna os sentimentos de rebeldia do republicanismo do século 17.

Para alguns artistas românticos e iluministas, Satanás era um nobre rebelde que travava uma batalha contra a autoridade tirânica de Deus.

Quando a ciência conseguiu explicar a morte, as doenças e os desastres naturais, a figura do diabo ficou ameaçada. Havia lugar no mundo laico para Satanás? Foi quando um diabo urbano e sofisticado entrou em cena. Seguindo uma tradição de identificá-lo com inimigos políticos e religiosos, o diabo foi usado para ilustrar a oposição política por meio de caricaturas e sátiras. Além disso, Satanás encontrou seu lugar no mundo comercial, tornando-se sinônimo de excessos pecaminosos, aparecendo em propagandas para vender desde chocolate e champagne até carros de luxo.


Nota 1: O livro mais antigo do cânon bíblico é Jó, cuja autoria é atribuída ao mesmo autor de Gênesis: Moisés. Nesse livro, Lúcifer/Satanás aparece claramente e o conflito entre o bem e o mal é descortinado ao leitor. Como a Bíblia desmascara o anjo caído e revela seus propósitos e sua forma de agir, é evidente que ele e seus milhares de anjos do mal trataram de, ao longo da história, orquestrar calúnias cujo objetivo não é outro senão ridicularizar sua figura a fim de que ninguém creia em sua existência. É muito mais fácil agir quando as pessoas pensam que ele não existe. Melhor ainda: é muito conveniente para ele que as pessoas atribuam a Deus as ações que ele, o diabo, realiza. Quem já não ouviu coisas do tipo, depois de uma tragédia: “Por que Deus fez isso?” Ou: “Onde estava Deus?” Se o diabo não existe, como explicar a existência do mal? Deus criou o bem e o mal? Se o diabo não existe, como explicar a origem do conflito entre o bem e o mal? Não se esqueça de que o conflito cósmico teve início quando um anjo poderoso lançou dúvidas sobre o caráter de Deus. Portanto, é muito conveniente para esse anjo ser visto como uma figura mitológica ridícula, a fim de que Deus leve a culpa por tudo o que há de ruim no mundo. Clique aqui para saber o que a Bíblia ensina sobre a origem de Lúcifer e do mal. [MB]

Nota 2: "Satanás está alerta, a fim de poder encontrar a mente num momento de desatenção, e assim tomar posse dela. Não precisamos ficar ignorantes de suas estratégias, tampouco ser por elas vencidos. Ele se agrada com as gravuras que o apresentam como tendo cornos e patas fendidas, pois é inteligente; foi outrora um anjo de luz" (Ellen White, Mente, Caráter e Personalidade, p. 24).

quinta-feira, maio 19, 2016

Livro e autora adventistas na lista dos mais citados

A 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada nessa quarta-feira, 18, apresentou um panorama sobre livros e leitores no País. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Pró-Livro e ouviu 5.012 pessoas de todo o Brasil entre os dias 23 de novembro e 14 de dezembro do ano passado. Foi elaborada uma lista dos 18 livros mais mencionados pelas pessoas, ou seja, os que elas já tinham lido ou estavam lendo no momento da pesquisa. Nessa lista, o livro mais lido foi a Bíblia e o 18º foi a obra A Única Esperança, de autoria de Alejandro Bullón. Detalhe: em 2014, os adventistas distribuíram gratuitamente mais de 20 milhões de exemplares da obra em oito países sul-americanos, grande parte no Brasil. Já na lista dos 15 autores mais citados, Ellen White, uma das fundadoras da Igreja Adventista e escritora com dezenas de obras publicadas no mundo inteiro, ficou no 10º lugar entre os mais mencionados pelas pessoas pesquisadas. Chama a atenção nessas duas listas o fato de a maioria dos autores e dos livros destacados pelas pessoas serem sobre temas religiosos ou de cunho espiritual.

A Pesquisa constatou que 52% dos entrevistados são mulheres. Em relação ao local onde moram, a maioria do público ouvido (55%) vive em cidades com mais de 100 mil habitantes. No quesito formação escolar, 54% das pessoas possui nível médio. Nas respostas, apurou-se que a principal motivação para a leitura de um livro é o gosto pessoal, seguido pela necessidade de atualização cultural ou conhecimento geral. Percebeu-se, ainda, que o tema ou assunto do livro influencia mais a escolha de adultos e daqueles com escolaridade mais alta, o que atingiu 45% das menções entre os que têm ensino superior. Já a capa de um livro é o principal motivo de escolha na faixa etária entre 5 e 13 anos. Em relação àqueles que estão nos ciclos da escolarização básica (ensino fundamental e médio), as dicas dos professores são as que mais influenciam alunos com idades entre 5 e 10 anos.

A pesquisa conceitua o que é um leitor. Trata-se da pessoa que leu, inteiro ou em partes, pelo menos um livro nos últimos três meses. Especificamente falando de leitores, verifica-se que a média de leitura é de 4,54 exemplares nos últimos três meses. Entre estudantes, essa média aumenta um pouco para 4,91 livros. Mas, quando se soma toda a amostra da pesquisa, o índice é menor: 2,54 livros no trimestre. Entre os leitores, 48% afirmam receber livros como presentes da família.

Para o pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista em oito países sul-americanos, esses dados, principalmente a menção de A Única Esperança e da escritora Ellen White, reforçam a importância de ações como o Impacto Esperança. “É uma prova de que a semente está sendo plantada. O evangelho está sendo pregado por meio de projetos desse tipo”, comenta.

Em 2017, o livro missionário será uma versão adaptada da obra História da Redenção, justamente de Ellen White, agora presente na lista dos autores mais mencionados pelos brasileiros em 2015.

(Felipe Lemos, ASN)

quarta-feira, maio 18, 2016

Carbono 14 encontrado em ossos de dinossauros

Será que eles têm milhões de anos?
Buscai e achareis: criacionistas entram livremente onde nenhum evolucionista jamais esteve

Com o recente anúncio de tecidos moles em fósseis de ossos de dinossauros em museus, a questão que se levanta é a seguinte: Haverá carbono 14 (C-14) nesses tecidos? Devido à meia-vida do isótopo (5.730 anos), não deveria haver nenhum C-14 detectável ​​após 100 mil anos. Assim, a presença de uma quantidade mensurável de C-14 nos fósseis de ossos invalidaria a crença/consenso de que os dinossauros teriam vivido e se tornado extintos há mais de 65 milhões de anos. Paleontólogos evolucionistas consideram um desperdício de tempo testar C-14 em fósseis de ossos de dinossauros. Não se deve encontrar nada ali. Ossos com milhões de anos de idade, incluindo os de todos os dinossauros, devem estar “radiocarbonicamente inertes”. Mas, como Mary Schweitzer disse sobre os tecidos moles em geral: “Se você não quer, você não vai encontrar. Mas se você fizer isso, nunca se sabe.”

Os membros da Creation Research Society (CRS), uma organização de cientistas criacionistas bíblicos que existe desde 1963, começaram a investigação. Na edição de primavera de 2015 da revista revisada por pares CRS Quarterly (51:4), dois pesquisadores publicaram um artigo especial sobre os resultados de seu projeto iDINO: uma pesquisa sobre os restos de tecidos moles em ossos de dinossauros. (Esse número foi preparado e impresso antes do anúncio feito na Nature Communications.) O anúncio bombástico de que foi encontrada uma proporção mensurável de C-14 em fósseis de ossos de dinossauros. Brian Thomas e Vance Nelson relataram:

“Quantidades mensuráveis de radiocarbono têm sido consistentemente detectadas dentro de materiais carbonáceos por todos os estratos fanerozoicos. Sob pressupostos uniformitaristas, esses estratos não deveriam conter quantidades mensuráveis ​​de radiocarbono. Secularistas afirmam que esses resultados desafiadores são decorrentes de contaminação sistemática, mas a hipótese de contaminação endógena deve ser considerada. Assumindo que esses estratos foram em grande parte depositados pelo dilúvio de Noé, que teria acontecido dentro do prazo da detectabilidade de radiocarbono com equipamentos modernos, sob pressupostos uniformitaristas, propomos que os fósseis de todas as três eratemas, incluindo fósseis de dinossauros, deveriam conter também quantidades mensuráveis ​​de radiocarbono. Consistente com essa hipótese, relatamos quantidades detectáveis ​​de radiocarbono em todas as nossas 16 amostras. As tentativas de refutar nossa hipótese fracassaram, incluindo uma comparação de nossos dados com publicações anteriores de fósseis datados com carbono. Conclui-se que fósseis e outros materiais carbonáceos encontrados em todos os estratos fanerozoicos contêm quantidades mensuráveis ​​de radiocarbono provavelmente endógeno.”

Thomas e Nelson começaram a prever a presença de radiocarbono em ossos de dinossauros com base em relatos publicados de radiocarbono mensurável em carvão, diamantes e outros materiais assumidos por geólogos evolucionistas como tendo milhões de anos de idade. Eles coletaram 16 amostras de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozoica, Mesozoica e Paleozoica. As amostras vieram de uma variedade de locais ao redor do planeta, incluindo Canadá, Alemanha e Austrália. Cerca de metade pertencia a ossos de dinossauros (sete espécimes). Todas as amostras foram preparadas seguindo os procedimentos convencionais para remover a possibilidade de contaminação, e, em seguida, submetidas a um laboratório para a espectrometria de massa atômica (AMS).

Inesperadamente, todas as 16 amostras submetidas à medição continham C-14. Encontramos quantidade mensurável de C-14 em todas as 14 amostras de nossos fósseis, dinossauros e outros. Além disso, verificou-se uma consistência surpreendente nesses dados, que variaram de cerca de 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono.

Deve ser entendido que o termo “anos de radiocarbono” não indica necessariamente verdadeiras idades das amostras, pois a calibração depende de suposições sobre as condições atmosféricas anteriores a essas datas que se podem comprovar frente a registros arqueológicos. Não era objetivo do projeto datar os espécimes, mas simplesmente determinar se ainda havia a presença de radiocarbono.

No artigo, os pesquisadores consideraram se acaso foi um dia ruim no laboratório em que eles realizaram os testes, levando a resultados uniformemente tendenciosos. Isso, argumentam eles, é altamente improvável, porque outros quatro laboratórios reportaram a presença de radiocarbono em amostras que se pensava ter milhões de anos. Esses relatórios se comparam favoravelmente com os novos resultados, obtendo-se as idades de radiocarbono no mesmo intervalo finito. Surpreendentemente, não importa se os espécimes são designados como do Cenozoico, Mesozoico ou Paleozoico: cada época abrange o intervalo de “idades” radiocarbônicas resultantes de testes.

Eles também consideraram se águas subterrâneas puderam ter infiltrado C-14 no interior das amostras. Nesse caso, seria de se esperar que amostras provenientes de condições mais secas fossem diferentes daquelas de locais mais úmidos, ou porções recolhidas do interior de um osso diferissem das mais próximas do exterior. Nenhuma dessas tendências foi encontrada; além disso, as datas obtidas foram consistentes com os resultados publicados anteriormente de um fóssil a 900 metros de profundidade, bem abaixo do lençol freático.

Como as idades de radiocarbono são recentes em várias ordens de magnitude do que é comumente aceito, e são consistentes em seus limites superior e inferior, independentemente do local ou da era assumida, os autores concluem que todos os estratos geológicos com seus fósseis devem ter sido depositados em um curto período, conforme descrito no registro histórico do dilúvio bíblico.

Os outros cinco artigos nos CRS Quarterly fornecem um suporte cumulativo para esse novo e fundamental teste de idades de fósseis:

Brian Thomas analisou relatórios de biomateriais originais em fósseis.
Mark Armitage apresentou seus resultados de achados de tecidos moles em chifres de um Triceratops da Formação Hell Creek, em Montana. (Esta é uma atualização para um periódico criacionista de seu artigo anterior [originalmente publicado na Acta Histochemica no ano passado]) e que lhe custou a expulsão da Universidade Estadual da Califórnia, em Northridge).
Kevin Anderson criticou a teoria de que o tecido mole não seria primordial, mas apenas um molde feito pelo biofilme bacteriano.
John M. e Edward Boudreaux de Massa investigaram processos que levam à degradação dos peptídeos.
Timothy Clarey, geólogo associado do Institute for Creation research (ICR), descreveu as características temporais e geológicas da Formação Hell Creek.

Thomas e Nelson se esforçaram para tentar falsear seus próprios resultados, mas alguns evolucionistas, sem dúvida, permanecerão insatisfeitos com qualquer artigo publicado em um periódico criacionista. Agora que a Nature – periódico científico secular líder no mundo – relatou que tecidos moles em ossos de dinossauros parecem ser comuns, começa a corrida para encontrar mais. Chegará o momento em que os não criacionistas serão levados a realizar seus próprios testes de C-14 para eliminar qualquer tipo de dúvidas.

No editorial de abertura da revista, o Dr. Danny Faulkner diz que “é conveniente que os criacionistas assumam a liderança no estudo dos tecidos moles em fósseis”, dado que o mundo científico “apenas aceitou com relutância” as evidências de tecidos moles. Permanece mais trabalho para o projeto iDINO (Investigação de Osteotecidos Intactos de Dinossauros), ele diz, e já começaram as filmagens preliminares para um vídeo. O projeto CRS é inteiramente financiado por doações privadas.

(Texto traduzido do original Coppedge[1] por Everton F. Alves, enfermeiro e mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB])

Nota do autor: “Cientistas criacionistas estão assumindo a liderança! O que os criacionistas da Terra antiga e os evolucionistas vão fazer agora? Esses achados, basicamente, colapsam toda a coluna geológica, e destroem a narrativa evolucionista de milhões de anos. Irão abaixo os rótulos dos parques nacionais, filmes de Hollywood e as descrições de dinossauros de brinquedos nas lojas de presentes em museus. Devido a tudo o que está em jogo, podemos esperar que alguns evolucionistas reagirão como os velociraptores. Não há necessidade de responder na mesma moeda; apenas foque nos resultados e diga: ‘Aqui estão os dados científicos. Você tem uma teoria melhor?’

“Se um adepto da Terra velha responder: ‘Sim, mas os dados também não se encaixam em sua cronologia bíblica’, deve-se insistir: ‘Esses dados refutam os milhões de anos. Sim ou não?’ Se a resposta for ‘sim’, então a pergunta mudou. Não se trata mais sobre se os ossos de dinossauros são jovens, mas simplesmente quão jovem eles são. Essa é uma questão interessante e muito válida, contudo, desde os fósseis do Cambriano até Lucy entraram em colapso em uma linha do tempo que é de ordens de grandeza mais jovem do que foi ensinado a todos nós; agora se trata de uma partida totalmente diferente, na qual Darwin já não tem papel de árbitro.”

Leia também: Ainda sobre o Carbono 14 em ossos de dinossauros

Referência:
[1] Coppedge D. “Carbon-14 Found in Dinosaur Bone.” Creation-Evolution Headlines (18/6/2015). Disponível em: http://crev.info/2015/06/c14-dinosaur-bone/

terça-feira, maio 17, 2016

Pictogramas chineses e o dilúvio bíblico

Uma das principais evidências de que o relato criacionista bíblico é verdadeiro e singular entre os demais é a própria construção da história secular. Entre lendas, mitos e costumes inseridos nas culturas, podemos encontrar enormes pontos de ligação com os primeiros capítulos do livro de Gênesis. Esses pontos apontam para uma origem, apontam para algo que realmente aconteceu e foi tão marcante que culturas em todo o planeta decidiram registrar. Uma das mais impressionantes evidências são os pictogramas chineses. Então vamos entender primeiramente quais pontos devemos observar. O que são pictogramas?

Pictograma é um símbolo que representa um objeto ou conceito por meio de desenhos figurativos. Pictografia é a forma de escrita pela qual ideias e objetivos são transmitidos por meio de desenhos. Ossos encontrados em Honan (China) mencionam governantes da dinastia de Shang (1766 a.C. – 1123 a.C.), o que nos dá a certeza de que a escrita chinesa tem pelo menos essa idade. Certamente é a mais antiga língua usada na atualidade. A língua chinesa contém cerca de 600 símbolos básicos, que são palavras básicas. Outras palavras podem ser formadas pela combinação desses símbolos básicos para as figuras mais complicadas. 

A China antes de Buda
Quando falamos em 2.000 a.C., estamos falando de um período anterior ao budismo, pois o nascimento de Buda se deu por volta de 600 a.C. A língua chinesa teve origem por volta de 2.500 a.C., e o livro de Gênesis foi escrito quase mil anos depois disso. Então, uma breve cronologia seguiria esta ordem:

3000 a.C.: evento Torre de Babel
2500 a.C.: início da escrita chinesa
1400 a.C.: Gênesis foi escrito por Moisés
600 a.C.: nascimento de Buda
240 a.C.: início do budismo como religião

Antes de Buda e do budismo, a religião chinesa era muito parecida com a religião do povo que habitava a terra após o evento da Torre de Babel. Durante as três primeiras dinastias (Hsia, Shang e Shou), os chineses adoravam um único Deus. Esse Deus era chamado por eles de Shang Di, que traduzido quer dizer “Deus dos céus”.

Chineses migraram para o Oeste
Depois da Torre de Babel, a Bíblia nos ensina que as nações foram espalhadas pela terra. Isso ocorreu mais ou menos 500 anos antes do surgimento da escrita chinesa. E, de acordo com os estudos sobre a origem do povo chinês, sabe-se que eles migraram da região onde hoje está localizado o Iraque, antiga Babilônia. Por coincidência, essa região era onde se localizava a Torre de Babel... E como evidência criacionista de que o relato bíblico é fiel, todas as nações se originaram desse evento. Então, qualquer vestígio cultural que possamos encontrar nos remete à origem desse costume e de onde ele veio.

Rastreando a migração dos antepassados chineses, eles deveriam ter migrado do Oeste, isolando-se por trás de cadeias de montanhas que, em determinado período, ficaram inacessíveis aos demais povos. Isso explica a singularidade física do povo chinês em relação aos outros povos. O isolamento genético fez seu trabalho nos séculos seguintes, deixando os chineses com uma característica ímpar.


Podemos ter certeza disso analisando o primeiro pictograma chinês. Perceba que os pictogramas simples das palavras “grande”, “divisão”, “Oeste” e “passeio” formam o ideograma (que exprime a ideia) de “migrar”. Então concluímos que a formação dos ideogramas e fundamentada em experiências reais.


Podemos achar que talvez isso seja uma coincidência contida no idioma chinês; no meio de tantos símbolos, talvez alguns realmente tenham algo em comum. Um argumento comum dos céticos quanto à universalidade dos relatos bíblicos, sobretudo os eventos do Gênesis (a criação, o Éden e o dilúvio), é o de que civilizações antigas como a China não têm [aparentemente] nenhuma ligação cultural e religiosa com a visão teísta-criacionista das Escrituras. Entretanto, os autores C. H. Kang e a Dra. Ethel R. Nelson, em sua obra Descoberta do Gênesis na Língua Chinesa (The Discovery of Genesis), mostram justamente o oposto. Publicado em 1979, foi lançado em português somente em 2011, pela Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br).

A Dra. Ethel Nelson explica: “Um estudo dos mais antigos escritos chineses, artigos de bronze e oracle bone writing [escritos em cascos de tartarugas ou ossos, feitos por adivinhadores], apoia a ideia de seu [dos chineses] conhecimento detalhado do mundo pré-diluviano. Essas formas de escrita primitiva são mais pictográficas (pictogramas) do que a taquigrafia de hoje. Os caracteres mais primitivos e básicos, chamados ‘radicais’, servem como o ‘ABC’ da escrita. Quando os radicais são combinados, eles formam um tipo de caractere mais complexo, chamado ‘ideograma’, que relata uma história ou conceito.”

A evidência dos relatos do Gênesis na escrita milenar dos chineses é algo precioso histórica, cultural e teologicamente falando. Como bem frisou Paul Zimmerman, presidente do Concordia Teachers College (River Forrest, Illinois): “À semelhança de arqueólogos pacientes e cuidadosos, os autores juntaram as evidências. Muitos hão de concordar. Outros, sem dúvida, colocarão em cheque esse trabalho. Mas as evidências parecem pedir que se cave mais fundo, pois não podem ser ignoradas. Não, as evidências não podem ser colocadas de lado, como se os pontos correspondentes entre os seis ideogramas chineses e o Gênesis fossem mero produto do acaso. Não, esse livro clama por consideração muito mais séria.”

Vamos analisar alguns pictogramas encontrados na escrita chinesa que apontam para os primeiros capítulos do livro de Gênesis.


A Bíblia, em Gênesis 2:27, traz a seguinte narrativa: “Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente.” Perceba a conexão entre os pictogramas. A palavra “boca” também representa “homem” ou “pessoa”. Por esse ideograma podemos entender “uma pessoa viva de pó”. Ainda podemos relacionar a palavra “falar” com “caminhar” para formar o pictograma “criar”, em chinês. 


Ainda podemos relacionar as palavras “vivo”, “pó” e “homem” e formar o ideograma “primeiro”, em chinês. Seria muita coincidência esses ideogramas comporem justamente as palavras que confirmam o relato bíblico.


No princípio, o homem desfrutava de comunhão com Deus. Havia verdadeira felicidade no relacionamento entre o homem e seu Criador. No jardim, Deus abençoou o homem vivente, e no jardim ele desfrutou de felicidade e comunhão. Confira os relatos em Gênesis 1:26 ou Gênesis 3:9.


Uma criança chinesa pode em algum momento ter perguntado de onde veio o primeiro homem. Como já vimos anteriormente, os chineses migraram do Oeste. E o ideograma de representação da palavra “oeste” é composto pelas palavras “um”, “homem” e “jardim fechado”.


Essa mesma criança poderia ter perguntado sobre a origem da primeira mulher. E mais uma vez os ideogramas mostram uma fina sintonia com o primeiro livro da Bíblia. A mulher foi desejada pelo homem e podemos observar que a palavra “oeste” aparece nas duas concepções de ideogramas (Gênesis 2:18).


Na Bíblia, também encontramos o relato de como começou a humanidade. Foi com duas pessoas: Adão e Eva. E delas toda a humanidade se originou.


Em Gênesis 2:8 e 9, lemos que Deus plantou um jardim no oriente. Havia muitas árvores, mas apenas duas especiais. Deus havia proibido o homem de comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:16, 17). O homem foi proibido de comer o fruto de uma árvore e, se desobedecesse, a outra (árvore da vida) seria tirada dele também.


Em Gênesis 3:1-8, lemos que a serpente, enganou a mulher. E, depois disso, homem e mulher cobiçaram o fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal, e ambos pecaram diante de Deus. Como já vimos, a palavra “desejar” tem contida a palavra “mulher”. E, se mudarmos para cobiça, temos a ideia formada por “duas árvores” e uma “mulher”. 


Sabemos pela Bíblia que Satanás, o tentador, foi responsável por induzir Adão e Eva ao pecado no jardim do Éden. Na palavra “diabo” temos a ocorrência de um segredo contado para as pessoas em um jardim. E na palavra “tentador” temos a ocorrência das duas árvores.



O livro de Gênesis também relata o que aconteceu imediatamente após terem comido o fruto proibido: Adão e Eva viram que estavam nus. Uma das palavras que descreve “homem” é associada à palavra “fruta” para compor a ideia de “nudez”.


Sabemos que houve um castigo aplicado ao homem e à mulher por desobedecerem às ordens de Deus. Ao homem foi dito que com suor tiraria o alimento da terra, e a terra produziria ervas daninhas. A mulher sentiria dor no parto e isso seria uma espécie de punição pelo erro cometido. As ideias de dor e tristeza são compostas por elementos das histórias relatadas em Gênesis.



Quando analisamos o grande dilúvio global de Gênesis, vemos que apenas oito pessoas se salvaram. A ideia de “navio” é composta pelas palavras “boca”, “oito” e “barco”. Logicamente, o evento foi tão marcante para os descendentes de Noé que ficou registrado na escrita.


Até para formarmos a ideia de “total” temos que unir as palavras “oito”, “unidos” e “terra”, numa clara alusão aos oito sobreviventes da arca de Noé que formaram a totalidade dos seres vivos após o dilúvio.


Conforme a Bíblia, o dilúvio se estendeu por toda a terra. Se adicionarmos a ideia de “água” e a ideia de “total”, teremos o ideograma que representa “dilúvio” ou “inundação”. 


O estudo desses pictogramas evidencia o fato de que o registro de Gênesis não é exclusivo do povo hebreu. E atesta que o registro de Gênesis é fiel ao que realmente aconteceu. A tradição oral e os vestígios culturais ficaram presos ao tempo e nos mostram evidências de que a verdade está presente até os dias atuais.