quinta-feira, julho 20, 2017

Bate-papo jurássico: vlogueiro mirim entrevista autor de Terra de Gigantes

Um dos maiores mistérios da Terra tem que ver com a origem e a extinção dos dinossauros, esses grandes répteis que incendeiam a imaginação de crianças e adultos. Será que eles foram criados por Deus? O que os teria levado à extinção? Haverá dinossauros na Nova Terra? Essas e outras perguntas são consideradas pelo jornalista e escritor Michelson Borges nesta entrevista concedida ao vlogueiro Eliel BS. Confira. 

A Trindade: quem é o Espírito Santo

O Espírito Santo é um ser apresentado na Bíblia envolto em mistério. Será que Ele é uma pessoa ou uma espécie de força ou energia? Será que Ele realmente é divino? O que a Palavra de Deus revela sobre essa que é tida como a terceira pessoa da Trindade, e o que ela pode fazer por aqueles que se deixam guiar por ela? Confira nesta palestra do pastor, jornalista e mestre em Teologia Michelson Borges.


segunda-feira, julho 17, 2017

Dieta do Éden: a busca pela alimentação “perfeita”

A busca pela dieta perfeita tem atraído muitos reformadores da saúde contemporâneos da mesma forma que a mitológica fonte da juventude atraiu milhares de pessoas ao longo dos séculos. Entre os diferentes grupos que buscam a dieta perfeita estão os que defendem a dieta edênica como padrão dietético para nossos dias, alegando que a dieta originalmente dada a Adão e Eva é válida para nosso tempo. Porém, uma análise dessa proposta não resiste ao escrutínio teológico nem ao científico. Ela mostra sérias inconsistências nessas duas áreas, como pontuaremos.

1. É impossível ter uma dieta perfeita neste mundo imperfeito, em que os seres humanos e toda a criação sofrem as consequências do pecado (Rm 8:22). Isso significa que, em menor ou maior quantidade, todos os alimentos possuem algum ingrediente tóxico. Fitatos, fitohemaglutinina, ácido fítico, tanino, cianetos, solaninas, oxalatos, urushiol e goitrogênicos são alguns elementos tóxicos presentes em muitos alimentos considerados saudáveis, entre eles castanha de caju, trigo, repolho, brócolis, tomate, maçã, cereja, amêndoa, feijões e espinafre, para citar alguns exemplos. Em resumo, eles são considerados alimentos bons, mas não perfeitos. Mesmo a germinação não consegue neutralizar as toxinas presentes em alguns alimentos. O segredo para reduzir os efeitos dessas toxinas a longo prazo é buscar uma alimentação variada com produtos da estação, dando ao organismo a oportunidade de metabolizá-los em tempos diferentes e evitando o acúmulo em um nível que possa ser prejudicial.

2. A dieta edênica também defende o crudivorismo, ou seja, consumir os alimentos crus. O problema é que muitas substâncias tóxicas perigosas neles presentes são neutralizadas pelo cozimento e, paradoxalmente, certos nutrientes, como o licopeno (existente no tomate), são potencializados quando cozidos. Portanto, comer alimentos crus com alimentos cozidos é uma escolha estratégica e equilibrada. Uma dieta crudívora por um período de tempo pode ter efeitos positivos na recuperação de enfermidades, mas como estilo de vida pode ter efeitos não desejáveis.

3. A dieta edênica original continha o fruto da árvore da vida, ao qual não temos acesso desde a entrada do pecado na Terra (Gn 3:22). Na realidade, um estudo dos primeiros livros da Bíblia nos revela que, para cada período, Deus indicou uma dieta especial: a edênica, a pós-edênica, a pós-diluviana e a israelita. O regime para o nosso tempo (do fim) é descrito por Ellen White como constituindo-se de “cereais, nozes, frutas e verduras”. E inclui alimentos que nascem debaixo da terra, como a batata.

4. Deus não exige nossa perfeição em termos de alimentação, mas sim que cada um busque os alimentos mais saudáveis dentro da sua realidade, aproveitando cada oportunidade que Ele nos deu para escolher o melhor disponível. Isso significa, por exemplo, que a população ribeirinha do Amazonas, que tem uma dieta à base de peixe e farinha e vive onde há carência de frutas, verduras e cereais integrais, deve ser orientada de maneira diferente das pessoas que moram em regiões onde existe variedade de alimentos. No contexto da selva, o conselho aos ribeirinhos é para que evitem os animais imundos (Lv 11), cuidem da higiene pessoal e ambiental e busquem alternativas mais saudáveis quando disponíveis.

5. Os componentes da dieta edênica foram preservados por Deus e voltaremos a usar esse regime na nova Terra. Lá tornaremos a comer do fruto da árvore da vida, e os animais desfrutarão da dieta originalmente dada a eles (Gn 1:30; Is 65:25). Porém, até lá, temos que fazer nosso melhor, sempre com responsabilidade e equilíbrio, nas condições imperfeitas em que vivemos.

(Dr. Silmar Cristo, Revista Adventista)

domingo, julho 16, 2017

Jornalista homossexual é contra “casamento” gay

Jean Pierre Delaume-Myard é um jornalista francês. Ele é o realizador e um dos porta-vozes da Manif pour Tous [Manifestação para Todos], um grande movimento pró-família que levou centenas de milhares de pessoas às ruas da França para defender o matrimônio natural diante dos ataques do governo de François Hollande. E atenção: trata-se de ataques não porque o governo apenas defendesse o chamado “casamento” gay, mas porque o governo reprimia a liberdade de expressão daqueles que contestavam que a união civil homossexual equivalesse ao matrimônio natural entre um homem e uma mulher abertos à geração de novas vidas humanas. Jean Pierre Delaume-Myard se opõe ao chamado “matrimônio para todos” e à adoção de crianças por casais gays porque não concorda que a união civil homossexual seja equivalente ao conceito de matrimônio natural.

sexta-feira, julho 14, 2017

Mutação genética é evolução?

A reprodução seletiva nada mais faz do que combinar genes existentes, sendo assim, a única maneira de levar a evolução a novos níveis de complexidade é introduzir um novo material genético. A única fonte natural de material genético novo na natureza são as mutações. No neodarwinismo atual, o mecanismo central para a evolução são a mutação aleatória e a seleção natural. O conceito de mutação foi popularizado para o segmento mais jovem, há poucos anos, pelas adolescentes Tartarugas Ninjas Mutantes e os X-Men, por exemplo, e hoje praticamente qualquer filme de ficção científica apresenta esse tipo de mutação. Mas o que é exatamente isso? Mutação é evolução ? 

quinta-feira, julho 13, 2017

A Explosão Cambriana ou o “big bang” da vida

Livros-texto descrevem o registro fóssil como a “melhor evidência” para a evolução. Eles clamam que o registro fóssil prova a evolução porque parece haver uma sucessão das formas mais simples de vida para as mais complexas, e uma sucessão das formas marinhas para as terrestres. Charles Darwin sugeriu que toda a vida tem um ancestral comum. “Todos os seres orgânicos que já viveram na Terra podem ter descendido de alguma forma primordial.”[1] Darwin descreveu a história da vida como uma árvore, com o ancestral comum como sua raiz. A dimensão vertical representa tempo, enquanto a dimensão horizontal representa variação morfológica.

Quando Darwin escreveu A Origem das Espécies, os fósseis mais antigos conhecidos eram das camadas do Cambriano (período geológico que se iniciou há cerca de [supostos] 540 milhões de anos, de acordo com a datação radiométrica). Ele percebeu que o padrão fóssil do Cambriano não se adequava à sua teoria. “Para a pergunta por que nós não encontramos ricos depósitos fossilíferos pertencentes a esses períodos assumidos os mais antigos, antes do sistema Cambriano, eu não posso dar uma resposta satisfatória.”[1] Por que o registro fóssil Cambriano foi um problema para Darwin? Porque se a evolução biológica ocorreu de um modo gradual e contínuo, então (1) poucas formas fósseis (baixa diversidade) deveriam ocorrer nas camadas inferiores do registro sedimentar ou coluna geológica, (2) a diversidade deveria crescer em direção ao topo da coluna geológica (assim como o tempo), (3) as formas mais antigas deveriam ser mais generalistas e simples (baixa especialização), não altamente especializadas, (4) maior especialização deveria ocorrer nos organismos das camadas superiores, (5) novas formas deveriam estar substituindo formas ancestrais com sinais de mudança gradual (organismos intermediários ou transicionais) e (6) um ancestral comum deveria ser encontrado.

Darwin reconheceu a existência de uma “anomalia” no registro fóssil que representava um grande problema para sua teoria de evolução gradual a partir de um ancestral comum: o surgimento abrupto de formas de vida altamente complexas nas camadas basais do Cambriano. Seu aparecimento é tão abrupto que foi apelidado de a Explosão Cambriana.

O registro fóssil das camadas inferiores do período Cambriano consiste de variadas formas de animais interpretadas como tendo vivido na base do oceano. Elas são representativas da maior parte dos filos modernos, incluindo equinodermas (estrelas-do-mar, ouriços-do-mar), esponjas, moluscos, artrópodes, etc.

Foi sugerido que todos os ancestrais dos organismos Cambrianos tiveram partes moles e, portanto, não foram fossilizados. Esse argumento não é válido porque há muitos fósseis de organismos de corpo mole no registro sedimentar, incluindo muitos dos fósseis Cambrianos. As águas-do-mar têm muitas partes moles e, no entanto, deixaram muitos fósseis distintos nas rochas do Cambriano. Não é que não existam fósseis nas rochas abaixo das camadas do Cambriano. Eles existem na verdade em várias partes do mundo, e são chamados de fauna Pré-Cambriana Ediacarana. A fauna Ediacarana antecede a explosão Cambriana em 25 milhões de anos na escala do tempo evolucionária. A fauna Cambriana é descendente da fauna Ediacarana? A fauna Ediacarana consiste em animais de corpo mole, enquanto a fauna Cambriana corresponde a criaturas de corpo mole e de corpo duro (com conchas). Os animais Ediacaranos não foram os ancestrais dos animais Cambrianos.

Os cientistas estão intrigados pelas vastas mudanças evolutivas que ocorreram em tão pouco tempo. Muitos paleontólogos acreditam que a fauna Cambriana representa a substituição completa das formas Pré-Cambrianas Ediacaranas (animais de corpo mole, sem esqueleto, que pré-datam a Explosão Cambriana em 25 milhões de anos na escala de tempo evolucionária) após uma extinção em massa, não a mudança gradual simples. Mas não há evidência para essa especulação. E o modelo darwiniano para a origem dos animais requer a existência de ancestrais dos organismos Cambrianos. Mas eles não são encontrados em lugar algum e não parece que pesquisas futuras resolverão o problema. Quais são algumas das especulações para o rápido surgimento dos fósseis Cambrianos? Paul Smith, um paleobiólogo do Museu de História Natural da Universidade de Oxford, disse em uma entrevista para a livecience.com que “há cerca de 30 hipóteses por aí para a Explosão Cambriana”. Os cientistas têm sugerido tudo, desde variações genéticas a mudanças geoquímicas, e até mesmo um padrão luminoso estrelado na Via Láctea, para explicar a explosão repentina na diversidade.[2]

Foi sugerido que o aumento no conteúdo de oxigênio há cerca de 700 milhões de anos desencadeou a evolução de estruturas corpóreas mais complexas. Mas pesquisas têm demonstrado que o conteúdo de oxigênio nas rochas de alegadamente 2,1 bilhões de anos foi provavelmente o mesmo do período em que a Explosão Cambriana ocorreu.[3] Mesmo se um aumento de oxigênio ocorreu algum tempo antes do Cambriano essa hipótese não explica o porquê de uma ocorrência repentina e não um surgimento gradual.

Alguns tem sugerido que a Explosão Cambriana foi desencadeada por uma subida global do nível do mar com a consequência da inundação das áreas continentais rasas e planas. As áreas inundadas teriam provido um vasto habitat para os organismos aquáticos, mas seriam erodidas, liberando para a água do mar muitos minerais, tais como cálcio e estrôncio. Esses minerais são tóxicos para as células e os organismos teriam que evoluir a habilidade de excretar os minerais tóxicos. Consequentemente, o que eles fizeram foi incorporar esses minerais em seus exoesqueletos, possibilitando planos corpóreos muito mais complexos e alimentando adaptações. O problema para essa hipótese é que ela pressupõe que as superfícies de terra Cambrianas foram erodidas, que os minerais foram liberados para o mar e absorvidos nos esqueletos e que tudo isso desencadeou evolução. Não há evidência conhecida para essa cascata de eventos, e, portanto, eles não podem ser usados para explicar por que a fauna Cambriana surgiu repentinamente.

Outra especulação é que uma extinção ocorreu um pouco antes do Cambriano e abriu nichos ecológicos ou “espaços adaptativos” que as novas formas exploraram.[4] Um grande problema para essa hipótese é que não há evidência para tal extinção Pré-Cambriana, exceto para a extinção da fauna Ediacarana, que, no entanto, não está de nenhuma forma relacionada à fauna Cambriana. Além disso, seria necessário explicar tanto a extinção Pré-Cambriana quanto a origem desses organismos Pré-Cambrianos.

Alguns paleontologistas têm sugerido que fatores genéticos foram cruciais para o rápido surgimento da fauna Cambriana.[2] Eles propõem que a evolução gradual de um “kit” de genes ocorreu antes da Explosão Cambriana. Esses genes controlaram os processos de desenvolvimento. Um período sem precedentes de mudanças genéticas ocorreu, o que desencadeou o aparecimento de muitas novas formas biológicas (diversidade) e o desaparecimento de muitas outras. Apenas os planos corpóreos adaptados vieram a dominar a biosfera. Os problemas com esse modelo são vários. Primeiro, essa ideia é puramente especulativa, não baseada em espécimes Pré-Cambrianas reais. Segundo, o cenário é plausível, mas ainda não explica a surgimento abrupto observado no Cambriano. E terceiro, a última afirmação – de que apenas planos corpóreos que se tornaram mais adaptados vieram a dominar a biosfera – é um raciocínio circular.

Essas hipóteses são apenas uma amostra das muitas já sugeridas. É importante notar que o que elas oferecem é um número de possíveis eventos ambientais, genéticos e geoquímicos associados com a rápida origem da fauna Cambriana, mas não como a fauna Cambriana se originou. Há uma diferença fundamental entre afirmar o que pode ter ocorrido durante o surgimento da fauna Cambriana e como a fauna surgiu em passos graduais a partir de um ancestral comum. O que necessitamos é de um mecanismo para a origem repentina, não uma descrição dos resultados.

A Explosão Cambriana é um problema tremendo para a teoria da evolução. Não há evidência de como os organismos Pré-Cambrianos unicelulares ou multicelulares de corpo mole poderiam ter evoluído para os organismos de carapaça e de corpo mole altamente complexos e diversificados. Os animais complexos do Cambriano aparecem abruptamente no registro fóssil com cada órgão e estrutura completos e prontos para a sua função. Algumas das estruturas biológicas mais complexas já estão presentes nos organismos Cambrianos, tais como o olho da lula, que é muito similar ao olho humano.

Tanto os fósseis Cambrianos quanto os Pré-Cambrianos indicam surgimento repentino de (1) alta complexidade, (2) alta diversidade e (3) ampla distribuição geográfica. Essas feições são um problema para a teoria da evolução porque não são esperadas dentro de um modelo de aparecimento gradual e mudança com o tempo. De acordo com o modelo de evolução darwiniano, os primeiros organismos deveriam ser muito simples (baixa complexidade) e mostrar baixa diversificação (deveria haver poucas formas). As formas iniciais deveriam ser muito similares (baixa disparidade) e se diferenciar progressivamente. Ao invés disso, encontramos alta disparidade desde o começo do registro fóssil animal. Todas essas feições estão em assinalada contradição com as pressuposições e predições darwinianas.

Existe uma alternativa para os modelos evolutivos? Podemos prover uma hipótese razoável dentro de um modelo de dilúvio bíblico de curto tempo? A resposta é sim. O modelo do dilúvio provê uma explicação razoável para a Explosão Cambriana. Primeiro, ele explica por que os ancestrais do Cambriano não foram fossilizados – porque, na realidade, eles não existiram. Segundo, ele provê um cenário para o soterramento e fossilização dos organismos Cambrianos. Provavelmente os fósseis Cambrianos foram espécies que viveram no fundo oceânico pré-diluviano e foram os primeiros soterrados pelo sedimento levado para os oceanos. Ou eles podem ter sido soterrados no começo do dilúvio, quando “todas as fontes do grande abismo se romperam” (Gênesis 7:11). A abertura dessas fontes deve ter sido um evento catastrófico que pode ter causado terremotos subaquáticos, grandes ondas, correntes, e a remoção e transporte de grandes massas de sedimento, que provavelmente foram depositadas cobrindo superfícies excessivamente amplas do fundo marinho, soterrando, dessa forma, seus habitantes – a fauna Cambriana. A fauna Pré-Cambriana teria sido de animais e organismos unicelulares soterrados e fossilizados durante eventos de sedimentação ocorridos após a queda e antes do dilúvio.

(Raúl Esperante, Geoscience Research Institute, Loma Linda, Califórnia; https://grisda.wordpress.com/2015/05/11/the-cambrian-explosion/; tradução de Hérlon Costa e David Pereira)

Referências:
[1] Darwin, C. 1872. The Origin of Species, 6th edition, p. 289.
[2] Levinton, J. S. (2008). The Cambrian Explosion: How do we use the evidence? Bioscience, 58(9), 856-864.
[3] Oxygen is not the cause of the Cambrian explosion. Astrobiology Magazine, October 22, 2013.
[4] Marshall, C. R. (2006). Explaining the Cambrian “Explosion” of animals. Annual Review of Earth and Planetary Sciences, 34(1), 355-384.

A complexidade da evolução: morcego

Quando falamos em complexidade irredutível, sempre gosto de dar o exemplo do morcego. Os evolucionistas propõem que o morcego se desenvolveu de uma pequena criatura, semelhante ao rato, cujos membros dianteiros (os “dedos frontais”) transformaram-se em asas em passos gradativos. Mas imagine os passos: à medida que os “dedos frontais” tornavam-se maiores e a pele começava a crescer entre eles, o animal não podia mais correr sem tropeçar nos próprios dedos; por outro lado, os membros dianteiros ainda não eram longos o bastante para funcionar como asas. Assim, durante a maior parte de seus hipotéticos estágios transitórios, a pobre criatura teria membros muito longos para correr e muito curtos para voar. Ela se tornaria indefesa e logo estaria extinta. Não há maneira concebível pela qual asas de morcego sejam formadas em estágios graduais. 

Essa conclusão é confirmada pela pesquisa de fósseis, na qual não encontramos nenhum fóssil intermediário que nos leve ao morcego. Desde a primeira vez que os morcegos aparecem na pesquisa de fósseis eles já estão completamente formados e virtualmente idênticos aos morcegos modernos.

Com este exemplo, não estou dizendo que não há adaptações nas espécies que podemos claramente observar. Talvez alguns possam até considerar essas “adaptações” como evolução. Porém, a extrapolação nunca existiu. Ou seja, peixes não se tornaram em anfíbios, não habitaram em árvores nem começaram a caminhar de forma ereta bilhões de anos atrás.


quarta-feira, julho 12, 2017

A profunda ignorância dos cientistas sobre a origem da vida

Embora o público em geral seja desconcertadamente desconhecedor, o simples fato científico é que os cientistas ainda não têm a menor ideia de como a vida pode ter começado através de um processo natural não guiado com a ausência da intervenção de uma força criadora consciente. Eis aqui algumas declarações sobre a origem da vida:

James Tour, professor de Química na Universidade Rice, 2016: “[Há] ignorância coletiva. [...] Aqueles que dizem que isso já está bem elaborado não sabem de nada, nada sobre a síntese química... Aqueles que pensam que os cientistas entendem os detalhes da origem da vida estão completamente desinformados. Ninguém entende. [...] Quando a comunidade científica confessará ao mundo que eles não têm pistas sobre a origem da vida, que o imperador está nu?”

Eugene Koonin, microbiólogo, 2011: “A origem da vida é um fracasso.”

Lee Hartwell, laureado com o Prêmio Nobel em Medicina, 2011: “Com respeito à origem da vida, eu descubro que quanto mais aprendemos sobre as células, mais complexas elas parecem; elas simplesmente são coisas incrivelmente complexas, e partir do que nós podemos ver hoje e tentar raciocinar de onde veio, eu acho que é realmente impossível.”

Paul Davies, físico teórico da Universidade Estadual do Arizona, 2010: “Como [a vida começou]? Nós não temos ideia.”

Franklin Harold, biólogo molecular da Universidade Estadual do Colorado, 2001: “Para mim, a origem da vida parece tão incompreensível quanto antes, uma questão para se maravilhar, mas não para explicação.”

Hubert Yockey, físico e renomado teórico da informação, 1981: “Uma vez que a ciência não tem a menor ideia de como a vida na Terra se originou... seria somente honesto confessar isso para os outros cientistas, para os financiadores, e para o público em geral.”

Basta dizer que não somente a ciência não tem progredido nessa área desde que Charles Darwin publicou seu famoso tratado de 1859, A Origem das Espécies, mas, ao contrário, regrediu em muitas ordens de grandeza.

O que quero dizer com regredir torna-se claro se traçarmos o dilema da origem da vida em um gráfico X-Y padrão; com o eixo X horizontal representando o entendimento de uma origem naturalista da vida de 1859 até o presente. É uma linha reta começando com zero (entendimento em 1859) e terminando com zero (entendimento em 2017). Que o eixo Y represente o nível de entendimento desde 1859 da magnitude do problema que precisa ser resolvido. Em 1859, era tido como sendo uma questão relativamente trivial (i.e. próxima de zero); todavia, devido aos avanços surpreendentes em genética, bioquímica, e microbiologia desde então, a linha do eixo Y já saiu do gráfico.

Como o bioquímico Klaus Dose escreveu: “A experimentação da origem da vida... tem levado a uma melhor percepção da imensidade do problema da origem da vida na Terra em vez de sua solução.” Os pesquisadores Carl Woese e Gunter Wachtershauser concordam: “Embora nós não tenhamos uma solução, agora temos uma noção da magnitude do problema.”

Por que os pesquisadores estão enfrentando tais dificuldades em descobrir uma origem naturalista da vida? “Certamente”, disse Koonin, “isso não é devido a uma falta de esforço experimental e teórico, mas à extraordinária intrínseca dificuldade e complexidade do problema. Uma sucessão de etapas extremamente improváveis é essencial para a origem da vida... Isso faz o resultado final parecer quase que um milagre.”

Em outras palavras, descobrir como que forças naturais não guiadas poderiam montar uma célula viva – uma máquina molecular mais sofisticada e funcionalmente complexa do que qualquer tecnologia humana já produzida – é um problema de proporções atormentadoras como um pesadelo.

O conjunto de peças LEGO de um modelo da ponte do Brooklyn tem 852 peças; cada peça foi intencional e especificamente planejada para construir o modelo da ponte. Imagine que a você foi designada a tarefa de descobrir um caminho para a montagem bem-sucedida do modelo da ponte usando somente forças naturais não guiadas (calor, raio, luz solar, vento, radiação, etc....).


Clique aqui para entender um pouco mais a tremenda dificuldade em se explicar a origem da vida do ponto de vista naturalista.


terça-feira, julho 11, 2017

Restos de “gigantes” de 5.000 anos são encontrados na China

Arqueólogos chineses encontraram esqueletos de 5.000 anos pertencentes a indivíduos com tamanho e força fora do normal para a época, anunciou a agência de notícias do governo Xinhua, na última semana. Os “gigantes” foram descobertos durante uma escavação na província de Shandong, no leste da China. O mais alto deles, do sexo masculino, chegava a medir 1,90 metro, enquanto os demais tinham por volta de 1,80 metro de altura. Segundo as estimativas dos cientistas, mesmo que não se saiba exatamente qual era a média de altura da época para aquela região, estudos apontam que, nesse mesmo período na Europa, homens mediam 1,65 metro – muito abaixo da média dos indivíduos recém-descobertos na China.

As relíquias encontradas pertencem à cultura Longshan, uma civilização neolítica que se instalou no meio e baixo do rio Amarelo. A descoberta prova que Estados “arcaicos” já existiam na região naquele período e explica como aquele povo atingiu um tamanho e força incomuns graças a uma rica alimentação, à base de milho e carne de porco. “Já agrícolas na época, as pessoas tinham diversos recursos alimentares e, por isso, seu físico mudou”, explica Fang Hui, pesquisador da Universidade de Shandong University, responsável pela descoberta.

Os arqueólogos iniciaram as escavações em 2016, examinando ruínas de 104 casas, 205 túmulos e 20 locais em que eram realizados sacrifícios em uma vila na capital da província. De acordo com o pesquisador, a estimativa da altura dos “gigantes” chineses foi feita com base no tamanho da estrutura óssea. “Se fosse uma pessoa viva, a altura poderia certamente ultrapassar 1,90 metro”, disse Fan Hui à agência de notícias Xinhua. Para se ter uma ideia do tamanho desses indivíduos, nos dias atuais, em que o acesso a uma boa alimentação é bem mais abrangente do que naquela época, a média de altura na região para homens com 18 anos é de 1,75 metro.

Segundo os pesquisadores, homens mais altos foram encontrados em túmulos maiores, possivelmente porque essas pessoas tinham um status elevado e conseguiam adquirir alimentos melhores e mais nutritivos. Acredita-se que a área fosse, há 5.000 anos, o centro político, econômico e cultural do norte de Shandong. Junto aos esqueletos, foram encontrados também artigos coloridos de cerâmica e argila.

“Estudos futuros e mais escavações são de grande valor para a nossa compreensão da origem da cultura no leste da China”, disse Zhou Xiaobo, vice-chefe da divisão provincial de patrimônio cultural de Shandong.


Nota 1: Deixando de lado toda a parte interpretativa e a margem de erro das datações, é interessante ver evidências de gigantismo e de civilização avançada em épocas tão antigas. Note que o próprio texto destaca o fato de que, mesmo com uma nutrição adequada, pessoas que vivem na mesma região atualmente não têm a estatura daqueles “gigantes”. A Bíblia fala em gigantes e várias descobertas paleontológicas confirmam que o gigantismo realmente existiu neste planeta, com fauna e flora bem maiores e exuberantes que as atuais. Por enquanto, não existem evidências concretas da descoberta de gigantes antediluvianos, que seriam bem maiores que os descobertos na China. É preciso aguardar para ver o que o futuras descobertas revelarão. [MB]

Nota 2: Duas perguntas recorrentes são estas: (1) Por que ainda não foi descoberto o fóssil de um gigante antediluviano e (2) por que não são descobertos fósseis de humanos junto com fósseis de dinossauros? (1) A Bíblia diz que, após o dilúvio, Deus enviou um forte vento para secar as águas e certamente foi esse vendaval que varreu os cadáveres para longe, sendo muito provavelmente sepultados em encostas de montanhas, onde teriam ficado “represados”. Assim, escavações e pesquisas feitas em planícies africanas, por exemplo, dificilmente revelarão fósseis de homens e mulheres antediluvianos. (2) Se ocorresse um dilúvio hoje em dia, dificilmente seriam soterrados seres humanos junto com tigres, por exemplo. E por quê? Porque humanos e tigres não dividem o mesmo espaço geográfico. Assim, pelo mesmo motivo, dificilmente (o que não significa ser impossível) humanos e dinossauros serão encontrados juntos no registro fóssil. [MB]

Leia mais sobre gigantes aqui.

Cuidado com dietas, terapias e tratamentos mágicos

Há mais de um século a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com base na Bíblia e nos escritos de Ellen White, vem promovendo os chamados oito remédios naturais (que eu tenho chamado de oito dicas do Fabricante): água, luz solar, ar puro, exercício físico, repouso adequado, alimentação natural, equilíbrio e confiança em Deus. É claro que, para adotar um estilo de vida pautado por essas recomendações, é preciso tomar decisões e ser perseverante. No entanto, os resultados compensam o esforço: maior longevidade e uma vida mais saudável. Pesquisas têm confirmado que esse estilo de vida funciona, basta mencionar os dados divulgados por universidades como a de Loma Linda, na Califórnia, e do Estudo Advento, da USP. Adventistas que utilizam os oito remédios naturais podem viver até uma década a mais que o restante da população. Só que, como dá algum trabalho comer de maneira saudável, dormir mais cedo e praticar exercícios, por exemplo, há pessoas que preferem apelar para “atalhos” e dar ouvidos a conselheiros que as afastam das orientações inspiradas. Aí adotam modismos dietéticos e comportamentais e acabam colhendo os frutos amargos disso.

Muitas ideias sobre “tratamentos naturais” aparecem diante da igreja e são rapidamente espalhadas, mas grande parte delas está bem distante do princípio da prevenção expresso em Êxodo 15:26: “E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de Seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos Seus mandamentos, e guardares todos os Seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque Eu sou o Senhor que te sara.”

É especialmente complicado e até perigoso quando alguns profissionais de saúde, naturopatas e até médicos se valem de sua formação para falar de áreas nas quais não são especialistas. Para o grande público, o fato de alguém ser médico, por exemplo, já credencia essa pessoa a falar sobre qualquer aspecto da saúde. É a mesma coisa se um cardiologista usasse sua especialidade como ponte para se credenciar como autoridade em Gastroenterologia ou Neurologia. Isso para não falar nas tais terapias alternativas que se valem de procedimentos e tratamentos duvidosos como a iridologia e a homeopatia, para citar apenas dois.

Mas atrapalha tanto assim seguir os conselhos de certos médicos midiáticos? Temos tanta informação de qualidade disponível na literatura adventista, especialmente a que é produzida pela Casa Publicadora Brasileira, que informações distorcidas e de segunda mão só atrapalham.

Semana passada, um amigo médico atendeu uma paciente que antes estava com colesterol borderline e que tinha recebido dele a indicação para mudança de estilo de vida, atividade física, etc. Ela voltou depois de quatro meses com colesterol total de 385! O médico passou uns 20 minutos conversando com a paciente, tentando entender o que tinha “saído errado”. Foi quando voltou para o básico e perguntou: “Com que frequência a senhora está comendo ovos?” “Como dois ovos todos os dias”, ela respondeu. “Por quê?”, o médico voltou a perguntar. “Porque vi um vídeo em que o doutor fulano recomenda isso”, foi a resposta dela.

E lá foi o meu amigo conversar mais 30 minutos sobre mudança de estilo de vida. A conclusão dele é que as pessoas gostam de soluções mágicas como as que são apresentadas por alguns especialistas na internet e por vários que aparecem no meio adventista. Isso é mais fácil que fazer as mudanças reais.

Infelizmente, há muitas pessoas cortando indiscriminadamente isso e aquilo da dieta, tomando hormônios para emagrecer, buscando atalhos absurdos e achando que isso é “reforma de saúde”. Alguns estão adquirindo uma aparência cadavérica e adoecendo aos poucos. E o pior: ensinando aos outros que essas atitudes extremas são da vontade de Deus. Não, isso não é reforma de saúde! Isso é um fardo desnecessário e uma atitude que só atrai zombaria sobre uma causa que deveria impressionar o mundo e atraí-lo para a luz da revelação divina.

O diabo continua sendo bem-sucedido em lançar as pessoas para os extremos: ou o da intemperança e desconsideração para com os conselhos de saúde, ou o do extremismo e da adoção de práticas que não são da vontade do Criador. Que Deus nos ajude a alcançar o equilíbrio regido pela revelação e pelo bom senso.

Michelson Borges

segunda-feira, julho 10, 2017

Cientistas investigam por que ave de Galápagos deixou de voar

Um dos vários mistérios naturais que despertaram a curiosidade do naturalista britânico Charles Robert Darwin (1809-1882) e o estimularam a propor uma teoria para a evolução biológica teve suas bases moleculares decifradas. Um estudo publicado na revista Science revelou que uma série de genes pode estar envolvida na perda da capacidade de voar de uma ave aquática, o cormorão das ilhas Galápagos. E, surpreendentemente, os genes que estariam por trás das asas atrofiadas são semelhantes àqueles associados a problemas ósseos em seres humanos. Algumas aves voam e outras não, como avestruzes, galinhas e emas, mas o caso do cormorão é ainda mais curioso, já que, das cerca de 40 espécies dessas aves, apenas uma não consegue voar – aquela que Darwin encontrou nas Galápagos (nome científico Phalacrocorax harrisi).

A evolução da perda de voo é uma das modificações de membros mais recorrentes na natureza. Para Darwin, seria mais um argumento em prol da sua teoria da evolução através da seleção natural.

Pode-se definir a seleção natural como o processo na natureza pelo qual os organismos mais bem adaptados ao seu ambiente tendem a sobreviver e a transmitir suas características genéticas. Ou, como diz a versão pop, “a sobrevivência dos mais aptos”. O isolamento geográfico desse arquipélago no oceano Pacífico pertencente ao Equador contribuiu para que não houvesse nenhum grande predador terrestre, como os leões africanos. O topo da cadeia alimentar é constituído por aves de rapina, um tipo de gavião e um de coruja. Ou seja, não há predadores que demandariam que os cormorões mantivessem a capacidade de voo. Para Darwin, isso seria tanto resultado da “seleção natural positiva” para corpos maiores ou de uma seleção mais relaxada devido à ausência de predadores.

O que a equipe de Alejandro Burga e Leonid Kruglyak da Universidade da Califórnia em Los Angeles (oeste dos EUA) fez foi comparar os genomas do cormorão de Galápagos com o de outras três espécies de cormorões. Na ave das Galápagos, mas não nas outras três, foi achado um grande enriquecimento de genes associados a distúrbios do desenvolvimento humano, notadamente os que afetam o desenvolvimento dos membros. “Darwin, apenas examinando essas mudanças, inferiu o processo de evolução por seleção natural. Agora, temos ferramentas genéticas sofisticadas para reexaminar esses exemplos clássicos e descobrir o que aconteceu no nível molecular”, disse Kruglyak.


Nota do químico Marcos Eberlin, da Unicamp: “Hoje alguém colocou essa reportagem em minha caixa de correio, e adicionou o comentário: ‘Cientistas de verdade.’ Acho que o autor da adição ‘de verdade’ julgou ser a reportagem a respeito de uma prova da evolução. Mas leia e perceba. Ave isolada em ilha sem predadores acumula mutações deletérias e deixa de voar. E isso é evolução? Algo que me causa profunda consternação é ver tamanho absurdo ser classificado como ciência. E ciência verdadeira. Pois o que a [teoria da] evolução teria que explicar é como dinos teriam virado canário; qual o mecanismo que teria criado nessa ave as suas asas para que a seleção natural tivesse algo útil para selecionar. E não como um defeito genético em uma ave plenamente pronta e altamente sofisticada fisiológica e geneticamente foi preservado por falta de predadores e, assim, por falta da ‘faxina genética’ que a seleção natural faz. Cientistas de verdade percebem de pronto o verdadeiro papel da seleção natural e seus limites, e o absurdo evidente de tal argumentação falaciosa.”



A confusão no uso dos termos “evolução” e “evolucionismo”

Tenho percebido ao longo do tempo que é difícil remover o estigma da palavra “evolução” na comunidade criacionista. Em nível popular, conforme o dicionário Houaiss da língua portuguesa, “‘evolução’ é qualquer processo gradativo e progressivo de transformação, de mudança de estado ou condição”. Porém, de acordo com a bióloga Gabriela Saldanha, diretora do departamento de extensão do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB), “muitos criacionistas não gostam de usar o termo ‘evolução’ em momento algum em suas falas ou textos para porventura não fazerem apologia à ‘Teoria da Evolução’ ou ‘Evolucionismo’ (esses, sim, sinônimos). Porém, é muito importante que nós, criacionistas, nos tornemos irrepreensíveis, inclusive no uso correto de significados e da Língua Portuguesa, por exemplo, deixando de usar a palavra ‘evolução’ como sinônimo de ‘Teoria da Evolução’. Devemos ser exemplos no uso correto dos termos e estar aptos a explicar e corrigir sempre seu mau uso”.

Para o biólogo e mestre em Biologia Animal Ebenézer Lobão Cruz, “há um erro que nós estudiosos do tema não podemos cometer, que é o de achar que o termo ‘evolução’ é sinônimo de ‘evolucionismo’, achar que tudo relacionado à ‘evolução’ está se referindo à Darwin ou às teorias neodarwinistas ou sintéticas. ‘Evolucionismo’ é uma corrente filosófica cheia de erros e direcionamentos impróprios, enquanto ‘evolução’ é só um substantivo derivado do verbo evoluir e pode ser usado em diversos sentidos. Acredito na possibilidade de mudança, inclusive genética, dos seres. E isso é ‘evolução’, não há o que se discutir. Porém, acreditar nos ditames da teoria darwiniana como explicativa do surgimento e desenvolvimento dos seres já é demais. Outro exemplo é o uso das palavras ‘adaptação’ e ‘evolução’, embora sejam palavras diferentes, elas não são divergentes. Quando há adaptação e essa adaptação não é apenas pontual, ela se mantém como sendo uma modificação para a sobrevida de uma espécie no ambiente, isso é um processo evolutivo no verdadeiro sentido da palavra ‘evolução’. Portanto, posso estar falando sobre ‘evolução’ sem estar concordando com as ideias de Darwin.”

sexta-feira, julho 07, 2017

Ciência divina vs. ciência humana

Quanto maior a influência do pecado, mais precisamos desconfiar do pensamento intuitivo. Os racionalistas tendiam a supervalorizar a filosofia humana e redefinir a ciência como uma empreitada humana, uma construção social. Terreno fértil para todo tipo de engano. Foi graças a estudos da Bíblia e da natureza combinadas que os pioneiros da revolução científica concluíram que Deus criou tudo usando Matemática e que só assim poderíamos nos aprofundar no que Ele deixou escrito na natureza. A experiência tem mostrado que eles tinham razão, que é impossível um aprofundamento além de certo ponto sem esses métodos (aprendidos na própria natureza) e que nos enganamos com muitíssimo mais frequência quando não os usamos. Por isso definiram ciência como o uso desses métodos. Infelizmente, as pessoas tendem a misturar até mesmo o uso de bons métodos com filosofias aleatórias ou, pior ainda, concentrar-se nessas filosofias e deixar inteiramente de lado a ciência.

Quanto mais utilizarmos corretamente os métodos de pesquisa para entender a Bíblia e a natureza, mais seguras serão nossas conclusões sobre ambas. Em particular, em todos os casos em que isso foi feito (trabalhando na camada do conhecimento, matema), descobertas posteriores apenas confirmaram ou aprofundaram conclusões anteriores. Já nos demais casos, em que o foco foi a camada filosófica (trabalhando na camada do entendimento, gnósis, sem suficiente suporte matemático), novas descobertas frequentemente obrigam a comunidade a jogar fora ideias velhas e a propor novas, conforme Thomas Kuhn descreveu. E a diferença de exatidão e detalhamento também é gigantesca quando comparamos métodos qualitativos com métodos da ciência. Quanto menos quisermos confiar na razão humana, mais precisaremos nos basear em métodos e fontes seguras. As fontes mais seguras são a Bíblia e a natureza. Os métodos mais seguros são os da ciência verdadeira. Mas as pessoas precisam aprender a reconhecer esses métodos.

Resumindo: não usar a ciência corresponde a apoiar-se na razão humana (seja para entender a Bíblia ou para entender a natureza). A ciência serve justamente para não dependermos disso.

(Eduardo Lütz é físico e engenheiro de software)

Cabeça do bebê se deforma durante o parto normal

Fotos de bebês recém-nascidos já costumam ser poderosas o suficiente, mas algumas imagens de bebês logo após o parto vaginal são ainda mais impressionantes por conta da deformação temporária da cabeça. Isso demonstra como o parto é um momento único e que envolve muita força e adaptação tanto para a mãe quanto para o filho. Um bebê em particular chamado Graham, nascido nos Estados Unidos, chamou atenção na internet recentemente. A fotógrafa Kayla Reeder captou o momento no dia 14 de fevereiro de 2017, o Dia de São Valentim, também conhecido como Dia dos Namorados em vários países. Naquele dia, ela recebeu uma ligação informando que sua cliente, Nikki, estava em trabalho de parto. O bebê estava posicionado de forma ligeiramente torta, e Nikki o empurrou por uma hora e meia. Tirando essa dificuldade, o parto correu normalmente. “O formato da cabeça de Graham foi muito dramático por conta dessa posição”, explica a fotografa. “A cabeça dele estava um pouco virada para o lado, então ela não estava centralizada e isso fez com que a mamãe dele tivesse que empurrar por mais tempo do que se ele estivesse em uma posição melhor. Logo depois do parto a deformidade passou e em poucos dias ele tinha a cabeça com formato perfeito”, relata a fotógrafa.

Recém-nascidos não têm o crânio completamente formado no nascimento. Eles têm as placas ósseas unidas por um material fibroso chamado sutura. Essas suturas permitem que os ossos se movimentem durante o parto para ajudar o bebê a passar pelo estreito canal vaginal. Além disso, os bebês têm alguns pontos moles no topo da cabeça, onde os ossos ainda não se uniram. Isso é popularmente conhecido como moleira, mas seu nome médico é fontanela. O cérebro do recém-nascido possui quatro fontanelas. Até o segundo ano de vida da criança essas fontanelas “se fecham”, quando o espaço entre as placas se ossidifica. [...]


Nota: Trata-se de mais uma evidência de design inteligente e de complexidade irredutível, afinal, pode-se perguntar: O que aconteceria com o primeiro bebê que se atrevesse a nascer por parto vaginal sem dispor de um crânio flexível? Seria morte certa para ele e para a mãe. A verdade é que tanto a gestação quanto o parto dependem de muitos detalhes técnicos programados sem os quais o primeiro nascimento teria sido um fracasso total. Confira os textos a seguir. [MB]

quinta-feira, julho 06, 2017

Concreto de dois mil anos é muito melhor do que o que produzimos hoje

Um dos mais fascinantes mistérios da Roma Antiga é a impressionante longevidade de suas estruturas portuárias. Apesar de ser bombardeado por ondas do mar há 2.000 anos, o concreto romano segue firme e até se fortalece com o tempo, enquanto nossas misturas modernas corroem em meras décadas. Agora os cientistas estão mais perto de descobrir a receita incrível por trás desse fenômeno. Pesquisadores liderados pela geóloga Marie Jackson, da Universidade de Utah, nos EUA, mapearam a estrutura cristalina de amostras de concreto romano coletado de vários portos ao longo da costa italiana, descobrindo com precisão como esse material antigo se solidifica ao longo do tempo. O concreto moderno é tipicamente feito com cimento, uma mistura de areia de sílica, pedra calcária, argila, giz e outros ingredientes fundidos. Pedaços de rocha e pedra são agregados a essa pasta. Esse “agregado” tem que ser inerte, porque qualquer reação química indesejada pode causar fissuras no concreto, levando a erosão e desmoronamento. É por isso que o concreto não tem a longevidade das rochas naturais.

Mas não é assim que o concreto romano funciona. Ele é criado com cinzas vulcânicas, lima e água do mar, aproveitando uma reação química que os romanos podem ter observado em depósitos de cinzas vulcânicas naturalmente cimentadas, chamados de tufo ou pedra-pomes. A essa mistura, os romanos adicionavam mais rocha vulcânica como agregado, o que continuava a reagir com o material, tornando o cimento muito mais durável.

Usando técnicas avançadas como microscopia eletrônica, microdifração de raios-X e espectroscopia Raman, os cientistas identificaram os grãos minerais produzidos no antigo concreto ao longo dos séculos.

Os pesquisadores estavam particularmente interessados na presença de tobermorita de alumínio, um mineral à base de sílica resistente, muito raro e difícil de fazer no laboratório, mas abundante no concreto antigo. Na verdade, a tobermorita e um mineral relacionado chamado filipsita crescem no concreto romano graças à água do mar que desliza em torno dele, dissolvendo lentamente a cinza vulcânica e dando espaço para desenvolver uma estrutura reforçada a partir desses cristais interligados. “Os romanos criaram um concreto parecido com uma rocha que prospera em troca química aberta com água do mar”, explica Jackson. Isso é exatamente o oposto do que acontece no concreto moderno, que se desgasta quando a água salgada lava os compostos que mantêm o material unido.

A concretização da forma como os romanos a faziam seria uma benção para a indústria moderna da construção, especialmente para estruturas costeiras, como pilares constantemente maltratados pelas ondas ou marés. Só que, infelizmente, não existe nenhuma receita pronta perdida por aí. Logo, os cientistas ainda precisam trabalhar duro para tentar recriar o material antigo através de engenharia reversa, ou seja, com base no que aprendemos sobre suas propriedades químicas. Além disso, as fontes que os romanos usavam não são exatamente acessíveis. “Os romanos tiveram sorte no tipo de material disponível que tinham para trabalhar”, afirma Jackson. “Nós não temos essas rochas em grande parte do mundo, então teria que haver substituições.”


Nota: Duas coisas me chamaram a atenção na notícia acima: (1) povos do passado dispunham de tecnologia e conhecimentos bem avançados (pense nas pirâmides, por exemplo), o que contraria o senso comum contaminado pelo pensamento evolucionista de que à medida que o tempo avança a humanidade evolui gradativamente para níveis superiores, e (2) a engenharia reversa pode ser aplicada a sistemas complexos dos quais se desconfia que tenham sido criados por pessoas inteligentes. Se construções feitas com concreto revelam design inteligente, ainda que não haja documentos mostrando inequivocamente o processo de sua construção nem se saiba exatamente como foram feitas, o que dizer de coisas vivas como a célula, com suas organelas e máquinas moleculares ultracomplexas, seu DNA rico em informação, seu sistema de reparo, sua capacidade de duplicação e por aí vai? O que dizer de sistemas de ecolocalização como o dos morcegos e dos golfinhos? O que dizer do GPS das aves e das formigas? E das válvulas dispostas ao longo do pescoço das girafas, que regulam a pressão sanguínea impedindo que elas tenham um AVC quando abaixam a cabeça? Basta aplicar a engenharia reversa na natureza para perceber que existe a assinatura de um grande Arquiteto nela, assim como há nas obras dos romanos de dois mil anos atrás. [MB]

Pastor ex-dançarino fala de um ótimo livro da CPB

O livro Novo Ritmo, da Casa Publicadora Brasileira (CPB), conta a história de Ivor Myers, cantor de uma famosa banda norte-americana de hip-hop que, posteriormente, abandonou a carreira musical promissora e tornou-se adventista do sétimo dia. O entrevistado deste episódio do CPB Books é o pastor brasileiro Richard Ogalha, campeão nacional de dança de rua, cuja história em parte se assemelha à de Myers. O testemunho de Ogalha e o livro de Myers com certeza vão enriquecer sua vida espiritual e deixam claro que Deus pode alcançar qualquer pessoa em qualquer lugar. [MB]

quarta-feira, julho 05, 2017

Teoria da evolução sempre justificando o pecado

Dar uma conferidinha em alguém bonito que passa na sua frente quando você já está acompanhado pode gerar conflitos para alguns casais, mas para outros pode ser encarado com naturalidade. Embora muita gente tente reprimir essa vontade, ela pode parecer irresistível em alguns momentos. Isso acontece porque fomos configurados pela evolução a fazer isso. O terapeuta familiar Jeremiah Gibson, de Massassuchetts (EUA), diz que esse comportamento é normal e que só se torna um problema quando o casal já havia se comprometido anteriormente a não “olhar para outras pessoas” ou se isso acontece enquanto o parceiro está compartilhando alguma informação séria ou íntima. Seres humanos são animais, e como animais a prioridade é procriar e espalhar os genes pela Terra. Faz parte da existência humana procurar por parceiros em potencial para aumentar as chances de sobrevivência da raça. Mesmo que tentemos controlar alguns instintos primitivos como esses, eles ainda estão lá e aparecem quando menos esperamos.

Um estudo publicado na revista Evolutionary Psychology em 2013 mostra que as mulheres tendem a notar primeiro a parte superior dos homens, e que elas preferem homens com maior distribuição de massa nos ombros, braços e abdômen. Esse tipo físico está associado com dominância, saúde e boa imunocompetência. Já os homens notam primeiro os seios, quadril e cintura, para identificar mulheres com bom potencial para gerar, parir e criar com sucesso os possíveis descendentes. Esse estudo utilizou um software que acompanha o olhar dos participantes para mapear a atividade visual.

Normalmente, isso não é um caso para terminar o relacionamento. Quando uma pessoa atraente passa e capta a atenção do parceiro ou parceira, isso não significa que ele ou ela sente qualquer emoção em relação à essa pessoa.

A psicóloga Michele Barton explica, porém, que enquanto não há problema algum em reconhecer a beleza dos outros, o que prejudica o relacionamento é ignorar a companhia original.

Um estudo de 2009 publicado no Journal of Experimental Psychology mostrou que quem está em um relacionamento gasta menos tempo olhando para pessoas bonitas do que pessoas solteiras. E outro publicado na Personality and Social Psychology Bulletin concluiu que pessoas que não notam atratividade em desconhecidos tendem a ser mais felizes e satisfeitos com seus relacionamentos.


Nota: Não é a primeira vez que uma pesquisa com viés evolucionista tenta normalizar um comportamento reprovável (confira aqui, aqui e aqui). Uma coisa é reconhecer a beleza de outra pessoa, outra é pensar nela como um objeto de satisfação sexual cujo propósito, segundo os pesquisadores evolucionistas, é servir de meio para a propagação de genes. Embora em Mateus 5:28 Jesus afirme que olhar para uma mulher (ou homem) com intenção impura caracterize adultério mental, os naturalistas seguidores de Darwin dão de ombros e sustentam que somos apenas animais racionais dotados de “instintos primitivos” e “configurados pela evolução” para trair – de fato ou em pensamento. Aliás, para um naturalista, o próprio conceito de pecado e de bem e mal não tem sentido algum, já que a moralidade é relativa e a própria consciência é um atributo da matéria, sendo o cérebro apenas um amontoado de moléculas. Além do conceito de pecado, cai por terra igualmente o conceito de gêneros e de casamento heteromonogâmico. Assim, nunca é demais repetir: ideias têm consequências. [MB]