sexta-feira, maio 26, 2017

Um livro para causar impacto

Um Busca de Esperança é a versão compacta do best-seller de Ellen White História da Redenção, um livro realmente especial que será distribuído amanhã gratuitamente a milhões de pessoas na América do Sul. Nele, a autora oferece uma visão geral da história do grande conflito entre o mal e o bem, sua origem e seu desfecho, passando pelos grandes temas da Bíblia e as lindas histórias que ilustram essa batalha na qual, quer queiramos ou não, estamos envolvidos. Mas a tônica da obra está no fato de que existe salvação para todo aquele que aceita os planos de Deus e busca nEle a verdadeira esperança. Tive o prazer e o privilégio de ser um dos editores responsáveis pela atualização da linguagem (da tradução em português) desse livro escrito no século 19, mas sempre atual. Essa revisão foi um trabalho muito criterioso. Procuramos substituir termos em desuso e construções arcaicas, sempre consultando o original em inglês e dicionários do tempo da autora, a fim de preservar o sentido dado por ela a cada frase. Você precisa ler esse livro! Se alguém lhe oferecer um, não perca a oportunidade. E se você for convidado para participar da campanha de distribuição, saiba que estará espalhando uma obra das mais relevantes; estará incentivando a leitura e a cultura bíblica; sobretudo, estará espalhando esperança! [MB]




quinta-feira, maio 25, 2017

Definindo nossa cosmovisão bíblica criacionista

Todo ser humano tem uma cosmovisão e, por meio dela, é possível enxergar o mundo ao seu redor. Podemos comparar a cosmovisão a um par de óculos de lentes coloridas que interferem no modo como enxergamos as evidências no mundo físico. Igual à história de Pollyana, vendo a vida através do seu óculos cor-de-rosa. Aquilo que pensamos do mundo, o que defendemos, o que vivemos, nossas expectativas, de onde viemos e para onde vamos fazem parte de nossa cosmovisão. Cosmovisão é a estrutura abrangente das crenças básicas de uma pessoa sobre as coisas. Mesmo quando não temos ideia das respostas a essas perguntas temos uma cosmovisão. Os cristãos bíblicos criacionistas vivem de acordo com a cosmovisão bíblica. Como a humanidade é diversificada ao extremo, nos mais distintos aspectos, existe uma gama muito variada de cosmovisões.

Para todo e qualquer cristão ser mais eficiente no cumprimento da sua grande comissão (Mateus 28:19, 20), é importante conhecer as premissas que caracterizam e diferenciam as variadas cosmovisões existentes. Para aquele que enxerga na apologética uma ferramenta útil para a propagação do Evangelho, o discernimento das cosmovisões é essencial.

Empresto as palavras de um grande teólogo e apologista quanto à definição do termo cosmovisão: “Modo pelo qual a pessoa vê ou interpreta a realidade. A palavra alemã é weltanschauung, que significa um ‘mundo e uma visão da vida’, ou ‘um paradigma’. É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino.”[1]

Criacionismo e evolucionismo: assunto para crianças?

[Tive a alegria de orientar o trabalho de conclusão de pós-graduação da minha colega editora Anne Lizie Hirle. Pela relevância do assunto pesquisado, pedi que ela escrevesse o pequeno artigo a seguir, pois ele tem potencial de suscitar reflexões por parte dos pais e dos educadores. – MB.]

Quantas vezes você já disse frases como: “Isso não é coisa para criança”, “Explico quando você crescer”? Essas “explicações” são frequentes no diálogo entre adultos e crianças. Isso porque, nas mãos do adulto, está o filtro que separa os assuntos que devem ou não ser conversados com os menores. Na maioria das vezes, o que determina o veto é a ideia de que certos temas são inadequados ou complexos demais para a mentalidade infantil. Os adultos têm razão nesse sentido? Pesquisas mostram que é equivocada a ideia de que as crianças não têm capacidade para compreender determinados assuntos. O que se afirma é que a criança já conta com recursos cognitivos variados, como observação, formulação e teste de hipóteses, e processos de generalização e abstração.

Obviamente, entender que a criança é capaz de assimilar determinados conceitos não significa que ela esteja apta para lidar com todo tipo de assunto. É preciso ter bom senso. O que deve ser repensando, entretanto, é a ideia de que temas mais complexos serão sempre incompreendidos pelos menores. Diante disso, o que dizer de assuntos científicos, como as teorias de origem da vida? A partir de qual idade é possível explicá-las para as crianças?

Diversos psicólogos e estudiosos já se detiveram a estudar a problemática do desenvolvimento mental infantil. Vigostki, por exemplo, cita o conceito de prazos ótimos de aprendizagem, que seria o período mais adequado para determinado tipo de aquisição. Esse conceito remete ainda à zona de desenvolvimento proximal (ZDP), definida como um período em que os processos estão em fase de maturação na mente da criança. Assim, a fase mais adequada para o progresso de uma função psicológica seria aquela em que essa função se encontra em processo de maturação. Esses conceitos são importantes para compreender que a criança precisa estar preparada para assimilar determinados assuntos.

Seguindo as teorias que dividem o desenvolvimento infantil em fases, formulou-se uma pesquisa comparativa entre duas etapas específicas do progresso cognitivo infantil: antes e depois dos sete anos. Essa idade não foi escolhida aleatoriamente. Tomei como base duas fontes teóricas: a crise dos sete anos, de Vigotski, e os estágios do desenvolvimento intelectual, apresentados por Piaget.

Durante o período de pesquisa, 200 crianças entre 4 e 11 anos foram entrevistadas. A entrevista consistia em quatro perguntas sobre a origem da vida: (1) Você sabe como o mundo foi criado/surgiu? Onde você aprendeu isso?; (2) E o ser humano (as pessoas), você sabe de onde ele veio?; (3) Você já ouviu a palavra “evolucionismo/evolução”? Sabe o que significa?; (4) E “criacionismo/criação”? Sabe o que é?

A análise dos dados coletados mostrou indícios do crescimento cognitivo infantil entre as crianças de 7 a 9 anos, já que elas apresentaram um pequeno avanço na compreensão dos assuntos relacionados à origem da vida. As crianças dessa faixa etária demonstraram mais conhecimento em alguns aspectos, quando comparadas com o grupo de 4 a 6 anos. Por exemplo, ao serem questionadas sobre as palavras “evolução” e “criação”, foram capazes de arriscar palpites, como dizer “evolução é algo que evolui”; “criação é quando alguém cria alguma coisa”. Ao contrário, as crianças menores ficavam confusas, e ainda que muitas tenham arriscado respostas, era nítida a diferença das explicações fornecidas pelo outro grupo.

É importante destacar que, entre as crianças de 4 a 6 anos, nenhuma forneceu resposta adequada sobre as teorias evolucionista e criacionista, enquanto entre o grupo de 7 a 9 anos o número começou a crescer (5% souberam responder sobre a evolução, e 18% sobre a criação). Cabe salientar que o fato de algumas crianças entre 7 e 9 anos terem sido capazes de responder corretamente aos questionamentos propostos sem que estes tenham sido ensinados a elas na escola (já que esse conteúdo é ministrado apenas a partir dos 10 ou 11 anos) mostra que houve um ensinamento anterior. Para essas crianças, o ensino escolar veio para se somar a um aprendizado inicial. Nesse contexto, fica claro que a realidade social em que a criança está inserida justifica o fato de crianças da mesma idade estarem em diferentes estágios do desenvolvimento mental.

Assim, os dados coletados e analisados confirmam as ideias defendidas pelas teorias referentes ao desenvolvimento cognitivo entre as crianças a partir de 7 anos. Mesmo que o índice mais significativo tenha sido entre as crianças de 10 e 11 anos, foi possível perceber que algumas crianças antes dessa faixa etária já se mostravam aptas para entrar em contato com tais conceitos científicos. Os resultados da pesquisa mostram a importante tarefa que está nas mãos dos adultos: fornecer conhecimento adequado para as crianças a fim de que elas se desenvolvam mentalmente e conheçam suas origens. Essa educação não pode ser negligenciada, pois é nos primeiros anos que o caráter se forma. “Nunca será demais acentuar a importância da educação ministrada à criança em seus primeiros anos. As lições que a criança aprende durante os primeiros sete anos de vida têm mais que ver com a formação do seu caráter que tudo que ela aprenda em anos posteriores” (Ellen G. White, Orientação da Criança, p. 119).

(Anne Lizie Hirle é editora associada da revista Nosso Amiguinho e pós-graduanda em Teologia e Estudos Adventistas)

Referências:
ARCE, A.; SILVA, D. A. S. M; VAROTTO, M. (Orgs.). Ensinando Ciências na educação infantil. Campinas: Alínea, 2011.
COLINVAUX, Dominique. Ciências e Crianças: delineando caminhos de uma iniciação às ciências para crianças pequenas. Contrapontos, Itajaí, v. 4, n. 1, 2004.
VIGOTSKI, L. S. A crise dos sete anos. Traduzido de: VIGOTSKI, L. S. La crisis de los siete años. Obras escogidas. Tomo IV. Madrid: Visor y A. Machado Libros, 2006. p. 377386.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. S. Paulo: Martins Fontes, 1991.
WHITE, Ellen G. Orientação da Criança. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2014.

Maringá sediará simpósio criacionista com participação de cientistas

Estão abertas as inscrições para o simpósio “Diálogos Sobre a Origem da Vida”, que será realizado em Maringá, PR, no Centro Universitário Cesumar (UniCesumar), entre os dias 2 e 3 de junho de 2017. O debate científico, que é aberto ao público, é resultado de uma parceria entre a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) e o Núcleo Maringaense da SCB (Numar-SCB). O evento é uma oportunidade imperdível para a comunidade acadêmica e interessados no tema, de troca de informações e interação com cientistas engajados, em um ambiente voltado para a construção do conhecimento e o incentivo do pensamento reflexivo. As palestras vão explorar eixos temáticos como: O que é ciência?, astronomia, paleontologia e a complexidade da vida, datação radiométrica, criacionismo na mídia, etc.

quarta-feira, maio 24, 2017

Não sabem de onde viemos, mas querem que acreditemos neles

Fósseis encontrados na Grécia e na Bulgária de uma criatura parecida com um símio que viveu há [supostos] 7,2 milhões de anos podem ter alterado de forma fundamental nossa compreensão sobre a origem humana, lançando dúvidas sobre o fato [?] de a linhagem evolutiva que conduziu até nós ter surgido em África. Segundo uma equipe internacional de cientistas, a criatura, com o nome científico Graecopithecus freybergi e de que se tem apenas uma mandíbula inferior e um dente isolado, pode ser o membro mais antigo conhecido da linhagem humana iniciada depois de ter ocorrido a separação evolutiva da linhagem que levou aos chimpanzés, os nossos parentes mais próximos [sic]. A mandíbula, que tem dentes, foi desenterrada em 1944, perto de Atenas. E o dente isolado, um pré-molar, foi encontrado no Sul da Bulgária, em 2009 [!]. Os investigadores examinaram os ossos com tecnologias sofisticadas, incluindo tomografia computorizada, e determinaram sua idade através da datação das rochas sedimentares onde os fósseis foram encontrados [portanto, a data é das rochas, não dos fósseis].

E descobriram, segundo o trabalho que foi publicado em dois artigos nesta semana na revista Plos One, que o desenvolvimento da raiz dos dentes tinha características humanas que não se observam nos chimpanzés e nos seus antepassados, o que coloca o Graecopithecus dentro da linhagem humana, conhecida como hominídeos. Até agora, o hominídeo mais antigo conhecido era o Sahelanthropus, que viveu entre [supostos] seis e sete milhões de anos atrás no Chade.

Há muito tempo que o consenso científico [sempre o “consenso científico”...] aponta que os hominídeos tenham tido origem na África. Tendo em conta que o Graecopithecus é dos Balcãs, a região Leste do Mediterrâneo pode ter, assim, dado origem à linhagem humana, diz a equipe de pesquisadores, coordenada por Madelaine Böhme (da Universidade de Tubingem, na Alemanha) e Nikolai Spassov (da Academia Búlgara de Ciências).

A descoberta de forma alguma põe em cheque que nossa espécie, o Homo sapiens, apareceu primeiro na África há cerca de 200 mil anos [segundo a cronologia evolucionista] e depois migrou para outras partes do mundo, sublinha a equipe [ainda tentam salvar a hipótese]. “Nossa espécie evoluiu na África. Nossa linhagem é que pode ter sido assim”, disse a paleoantropóloga Madelaine Böhme, acrescentando que essa descoberta “pode alterar radicalmente nossa compreensão da origem dos primeiros hominídeos”.

Homo sapiens é apenas o último de uma longa linha evolutiva dos hominídeos, que começou majoritariamente com espécies parecidas com símios [portanto, macacos, por mais que os evolucionistas insistam que não ensinam que viemos dos macacos], seguidas de uma sucessão de espécies que adquiriram cada vez mais traços humanos ao longo do tempo. [Essa é a historinha.]

O paleoantropólogo David Begun, da Universidade de Toronto (Canadá) e também da equipe, considera que a possibilidade de a separação evolutiva entre a linhagem que levou aos humanos e a linhagem que levou aos chimpanzés ter ocorrido fora da África não é incongruente com o aparecimento posterior ali de espécies de hominídeos. “Sabemos que muitos mamíferos da África tiveram, na realidade, origem na Eurásia e dispersaram-se para a África na época em que viveu o Graecopithecus”, disse David Begun. “Por que não também o Graecopithecus?”

A espécie Graecopithecus é misteriosa porque seus fósseis são muito parcos [na verdade, é quase sempre assim, veja o caso da Lucy, por exemplo]. Era sensivelmente do tamanho de uma fêmea chimpanzé e vivia em um ambiente de floresta e pastagem relativamente seco, semelhante à savana africana atual, ao lado de antílopes, girafas, rinocerontes, elefantes, hienas e javalis.


Nota 1: Mais uma vez um achado lança dúvidas sobre algo que, na mídia popular e nos livros didáticos, sempre é apresentado como certeza: a origem da humanidade. Isso deixa evidente, mais uma vez, que o assunto está longe de ser resolvido. Note, também, que se trata de outro achado com evidências mínimas: uma mandíbula inferior e um dente (encontrados em lugares diferentes), mas, mesmo assim, os pesquisadores elaboram toda uma história com base nesses poucos ossos e conseguem reconstituir todo o cenário onde essas criaturas teriam vivido. Isso é impressionante! O fato é que a humanidade “surgiu” no Éden (com um casal plenamente humano) e, depois, se dispersou a partir da Ásia (Ararate), após o dilúvio. E há evidências disso (confira).

Nota 2: Quanto ao tal “consenso científico”, veja o que está escrito no prefácio do ótimo livro Manual Politicamente Incorreto da Ciência, de Tom Bethell: “O truque básico usado atualmente é simples em sua descrição, sofisticado em sua execução extremamente efetivo em seus resultados: trata-se de vender a ideia de que consenso é sinônimo de verdade científica. Ou seja, se todos (ou quase todos) os cientistas apoiam ou aprovam uma determinada teoria, ela é verdadeira. Essa ideia falsa e é o exato oposto da ciência, ramo da atividade humana em que um único indivíduo pode estar certo e toda a sua comunidade, errada. Aliás, a ciência só progride verdadeiramente por saltos, que se dão quando certo endivido, contra todos e contra suas próprias concepções, descobre um fenômeno ou situação que demanda uma nova teoria, um novo conjunto de concepções, uma visão diferente (às vezes completamente) de todo o seu campo de estudos. Mas para a grande mídia, se todos os cientistas (não todos, mas todos aqueles que estão dispostos a manipular a mídia) concordam com algo, isto é então verdade científica imutável” (p. 8).

Ao meu professor, com carinho

Quando cheguei à Casa Publicadora Brasileira (CPB), em 1998, era um jovem de 26 anos, recém-graduado em Jornalismo, recém-casado, cheio de sonhos e planos, mas precisava ser moldado e “comer muito feijão com arroz” para que pudesse me tornar digno de ocupar a função para a qual havia sido chamado: editor na maior entre as sessenta editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia espalhadas pelo mundo! Trata-se de um púlpito muito elevado e, na verdade, por mais que os anos passem, nunca estamos devidamente prontos para tamanha responsabilidade. Fazemos o que fazemos somente pela misericórdia de Deus.

Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que desembarquei do ônibus em frente à editora, a fim de realizar a entrevista e o teste que revelariam se eu iria trabalhar ali ou não. Dentro do Viação Cometa, vindo de São Paulo a Tatuí, reconheci um dos editores da CPB, o pastor e jornalista Zinaldo Santos. Confesso que meu coração acelerou. Eu conhecia todos os editores que trabalhavam na CPB. Na verdade, conhecia o rosto deles pelas fotos e lia tudo o que escreviam. Posso dizer que sempre fui “fã” dos “escribas” da igreja. Observei aquele senhor de bigode descer do ônibus e pensei: “Será que algum dia serei um editor como ele?” Mas procurei afastar esse pensamento, afinal, poderia não passar no teste. Era melhor não alimentar a ideia.

Quando desci do veículo, logo depois do pastor Zinaldo, pude ver o logotipo metálico da CPB majestosamente colocado em frente ao gramado da portaria externa. Lágrimas encheram meus olhos. Somente aqueles que amam a Deus, Seus servos e Sua igreja, podem entender a emoção que, naquele momento, tomou conta de mim. Pela primeira vez eu estava ali, em frente à editora da igreja responsável por livros e revistas que haviam feito tanta diferença em minha vida e contribuído para minha conversão.

Identifiquei-me na portaria, fui até a recepção e aguardei alguns instantes, enquanto a recepcionista ligava para alguém. Tudo na instituição era (e é) muito bonito e bem cuidado, desde os jardins até as instalações internas. “O melhor para Deus”, pensei. Pouco tempo depois, ali estava ele: um senhor magro, de sorriso gentil e de um olhar que revelava sabedoria: o pastor Rubens da Silva Lessa, então redator-chefe da Casa Publicadora Brasileira. Ele apertou minha mão e me conduziu até sua sala, no setor de Redação. Cumprimentamos a secretária, a simpática Andréa, e entramos no escritório repleto de livros. Sentei-me na cadeira diante da grande mesa de madeira. Não, na verdade me senti afundar na cadeira, considerando-me pequeno na presença daquele homem tão culto, de português impecável e com tantos anos de experiência ministerial e editorial. Enquanto conversava com ele, pensava que meu futuro e da minha família dependiam daquele momento. Orei a Deus em pensamento e coloquei tudo mais uma vez nas mãos dEle.

Antes de deixarmos a Redação, no fim daquele dia memorável, o pastor Lessa me levou para conhecer a editora, mostrou-me uma sala vazia e disse, como que profetizando ou me dando um lampejo de esperança: “Esse escritório ainda pode ser o seu.”

Resumindo: um longo mês depois dessa entrevista, estava me mudando para Tatuí com minha esposa e os pouquíssimos móveis que possuíamos. Por indicação da esposa do meu chefe, a amável irmã Charlotte, alugamos uma casa em frente à casa deles. O casal Lessa nos adotou como filhos e nos ajudou a suportar a saudade dos nossos familiares e da nossa Santa Catarina, tão distante. Fazíamos o culto do pôr do sol juntos e frequentemente almoçávamos com eles. Levei algum tempo para conseguir comprar um carro, e não foram poucas as vezes em que meu vizinho foi à nossa casa para entregar a chave do Monza dele. “Pegue, vá dar uma volta com sua esposa.”

Editores da CPB no ano 2000
O pastor Lessa me convidou para ajudá-lo a cuidar de uma pequena igreja na cidade de Boituva, distante cerca de 25 km de Tatuí. Trabalhamos juntos ali, como anciãos, por mais de dois anos. Aprendi muito com ele. Com tato, ele ajudou a refinar meu modo de falar e de pregar. No trabalho, foi muito paciente, ensinando-me a escrever para a igreja, corrigindo meus erros e me mostrando que, acima de tudo, um bom texto se escreve com os joelhos mais do que com as mãos. E posso dizer que, ter convivido de perto com esse homem de Deus valeu mais do que muitas faculdades.

Acima de tudo, aprendi com ele que devemos ser íntegros, fiéis a Deus, à Sua Palavra e à Sua igreja. E isso Rubens Lessa ensina por preceito e exemplo. Um verdadeiro professor. Um verdadeiro pastor. Um verdadeiro editor. Mas, sobretudo, um verdadeiro amigo.

Hoje meu amigo completa 80 anos. Uma vida longa e abençoada, ainda gozando de ótima saúde, lucidez e ânimo para continuar pregando e escrevendo sobre o amor de Deus. Eu não poderia ter tido melhor professor!

Feliz aniversário, pastor Lessa!

Michelson

Nota: Aproveito para expressar minha gratidão também a outros “professores” que me serviram de exemplo aqui na Redação da CPB e que hoje estão aposentados: ao jornalista Ivacy Furtado de Oliveira, editor com quem tive a alegria de trabalhar inicialmente na editoria de livros didáticos e que, igualmente, me ensinou muita coisa; e aos editores Márcio Dias Guarda, Abigail Liedke, Rubem Scheffel, Zinaldo Santos, Francisco Lemos e Paulo Pinheiro. Cada um de vocês deixou uma marca em minha vida e em meu ministério. Muito obrigado!

terça-feira, maio 23, 2017

Nova miss EUA é negra, cientista e antifeminista

A cientista nuclear Kara McCullough venceu 50 candidatas e foi coroada Miss Estados Unidos, na noite de domingo, 14, em Las Vegas. Ela tem 25 anos, nasceu em Veneza, na Itália, e cresceu em Virginia Beach, na Virgínia. Kara tem licenciatura em química, trabalha na Comissão Reguladora Nuclear dos EUA e disse que quer incentivar jovens a seguir carreira na ciência. Respondendo às perguntas do concurso, ela mostrou que tem opiniões polêmicas. A Miss EUA 2017 afirmou que não se considera feminista, “já que não é intransigente”, e disse que prefere falar em igualdade. “Mulheres são iguais aos homens no mercado do trabalho”, justificou. Nas redes sociais, as respostas da nova Miss EUA dividiram opiniões. Para desespero das feministas militantes, mulheres como Kara e a atriz Gal Gadot (confira), que interpreta a Mulher Maravilha no cinema, têm manifestado posicionamento antifeminista, mostrando que reconhecem as diferenças óbvias entre os sexos masculino e feminino, e que ambos devem conviver em harmonia, completando-se, exatamente segundo o plano original de Deus.

segunda-feira, maio 22, 2017

Fotos comprovam: Coreia do Norte é aliada da NASA

O governo da Coreia do Norte divulgou uma série de fotos da Terra tiradas por uma câmera instalada no míssil lançado ontem. As imagens mostram uma visão de nosso planeta a partir de camadas superiores da atmosfera, em uma aparente tentativa de Pyongyang de demonstrar seu domínio da tecnologia para projéteis balísticos. O Rodong Sinmun, jornal oficial do Partido dos Trabalhadores, publicou hoje dezenas de fotos em cores do lançamento do míssil Pukguksong 2. Entre as imagens também estão retratos do ditador Kim Jong-un e do momento do lançamento do projétil. O míssil voou cerca de 500 quilômetros, alcançando uma altitude de 560 quilômetros. O explosivo caiu no mar, na costa leste da Coreia do Norte, segundo as forças militares de Pyongyang. Essa é a primeira vez que o regime de Kim Jong-un divulga fotos tiradas de uma câmera acoplada a um dos seus mísseis. As novas imagens podem ajudar os especialistas a analisar a tecnologia desenvolvida pelo governo de Pyongyang e descobrir se os mísseis norte-coreanos suportam a vibração e o calor da fase terminal do voo antes de causar impacto.




Nota 1: Talvez você esteja se perguntando o porquê do título acima, e peço perdão pelo tom sensacionalista – é que o assunto de que vou tratar aqui combina com sensacionalismo e piada. Já vou explicar. Antes, porém, permita-me perguntar: Você reparou nas fotos da Terra tiradas pelas câmeras acopladas no míssil norte-coreano, a mais de 500 km de altitude? Percebeu a curvatura do planeta? Sim, eu sei que parece óbvio o que estou perguntando, mas ocorre que, para um grupo de seguidores de teorias conspiratórias (incluindo cristãos, infelizmente), a Terra seria plana. Isto mesmo: um disco achatado com a atmosfera coberta por uma cúpula sólida, tendo o Sol e a Lua dentro dessa abóbada, sendo esses dois astros, evidentemente, muito menores do que o nosso planeta! O líder desse “movimento” anticientífico e inimigo do bom senso, chamado de “Terra plana”, é o norte-americano Daniel Shenton, um evolucionista declarado (confira aqui e aqui). E aí é que está a ironia: cristãos mal orientados, achando que estão defendendo a Bíblia, seguem, na verdade, um “movimento” liderado por quem não respeita a literalidade dos primeiros capítulos das Escrituras. Seguem uma ideia que faz parecer ridícula a religião cristã que pensam estar defendendo. Para os terraplanistas, as evidências apresentadas em favor da esfericidade da Terra são manipulações da Agência Especial Americana, a NASA, eleita inimiga número um desse pessoal. Segundo eles, a NASA distorce as fotos da Estação Espacial Internacional para que a Terra pareça arredondada nelas. Ah, claro, o homem jamais pisou na Lua, as naves e os satélites espaciais são outra mentira e tudo o que a Agência faz é torrar bilhões de dólares para enganar a humanidade. Acontece que, ontem, novas fotos do nosso planeta azul foram divulgadas, mas não pela NASA, e sim pelo atual inimigo número um dos Estados Unidos, a Coreia do Norte. O que pensar disso, então? Ou a Coreia do Norte é aliada da NASA e a gente não sabia, ou resolveu, ela também, investir milhões de uones para dar sua parcela de contribuição na manutenção da mentira da Terra redonda. Faça-me o favor! [MB]

Nota 2: Clique nos links a seguir e assista aos vídeos abaixo para saber mais sobre essa sandice ideia da Terra plana: aqui, aqui, aqui e aqui.




Milhões de anos?

Detalhe da máquina de Anticítera
Artefatos e vestígios humanos contradizem a escala de tempo evolucionista

Antes de começarmos a listar alguns dos artefatos mais intrigantes do mundo – e possivelmente mais embaraçosos para a cronologia evolucionista (você decidirá no fim da leitura) –, vamos ao conceito de artefato. Em arqueologia, artefato é qualquer objeto feito ou modificado por um ser humano em uma cultura arqueológica, que dê evidência da atividade e da vida do homem num passado remoto. Exemplos de artefatos podem incluir ferramentas de pedra, ruínas de construções, documentos, monumentos, instrumentos talhados em pedra, cerâmica, entre outros.

Em 22 de junho de 1844, o jornal London Times publicou uma notícia curiosa: “Poucos dias atrás, enquanto alguns operários trabalhavam para extrair uma rocha próximo ao Tweed, a cerca de 400 metros abaixo do moinho de Rutherford, descobriram um cordão de ouro incrustado na pedra a uma profundidade de 2,4 metros.”[1:p. 152] Posteriormente, em 1985, um pesquisador do Instituto Britânico de Pesquisas Geológicas garantiu que a pedra é da era do Carbonífero Primitivo, que se acredita ter entre 320 e 360 milhões de anos, segundo a cronologia evolucionista. O que esse cordão fazia lá?

Em 5 de junho de 1852, a revista Scientific American noticiou o achado de uma tigela de metal com belos detalhes em prata, incrustada em uma rocha em Meeting House Hill, em Dorchester.[1:p. 153; 2] O que a tigela de metal estaria fazendo dentro da pedra? Segundo levantamento geológico recente, o pedaço de rocha, hoje chamado Conglomerado de Roxburry, tem idade pré-cambriana (entre 570 e 593 milhões de anos). Basta dizer que, segundo os evolucionistas, os primeiros hominídeos surgiram há apenas cerca de 7 milhões de anos atrás do tempo presente. Tanto a tigela de Dorchester quanto o colar de ouro indicam que a cronologia evolucionista atual tem falhas e que deve ter havido alguma catástrofe aquática para prender esses artefatos na lama que, posteriormente, se tornou rocha.

Em 1862, o periódico científico The Geologist documentou um esqueleto humano desenterrado de uma profundidade de 27 metros, no estado de Illinois.[3] Mais de 60 centímetros de ardósia inteira cobriam diretamente o esqueleto. Novamente, um geólogo oficial lidou com o caso. Ele datou as camadas geológicas e concluiu que o esqueleto tinha 300 milhões de anos de idade.

Em 1885, quando um trabalhador de uma fundição de ferro na Áustria estava quebrando blocos de carvão na aldeia de Wolfsegg, ele encontrou um objeto cúbico de ferro, embora um pouco deformado. O Ferro de Wolfsegg (ou Cubo Salzburgo) é um pequeno pedaço de ferro encontrado em um bloco de rocha sedimentar lignite, considerado do depósito terciário (cerca de supostos 65 milhões de anos). Um artigo publicado na revista científica Nature descreve o objeto como “quase um cubo”, “com uma profunda incisão”.[4:p. 36] Outra publicação sobre o objeto foi feita na revista científica francesa L’Astronomie.[5:p. 114] O objeto tem 67 mm de altura, 67 mm de largura e 47 mm na parte mais grossa (espessura). Pesa 785 gramas e sua gravidade específica é de 7,75.


O Ferro de Wolfsegg foi examinado em 1966 no Museu de História Natural de Viena. A opinião final do Dr. Kurat, do Museu, e do Geologisches Bundesanstalt, de Viena, é de que o objeto é de ferro fundido e simplesmente artificial. Poderia ser que esses objetos de ferro fossem utilizados como lastro para operar máquinas primitivas. No entanto, não há nenhuma evidência de que esses blocos de ferro tenham sido fabricados para a mineração, e apenas um foi encontrado, o que depõe contra essa ideia.

Em 1901, um grupo de mergulhadores que apanhavam esponjas próximo à ilha de Anticítera, na Grécia, encontrou um instrumento utilizado para cálculos astronômicos, para uso na navegação, construído por volta do século 2 a.C. As peças foram retiradas de um naufrágio a 42 metros de profundidade. A data estimada do naufrágio é 65 a.C. Esse objeto chamado “mecanismo de Anticítera” é tão complexo que pode ser considerado precursor dos atuais computadores. Segundo o estudo, o Mecanismo de Anticítera, resultado da engenhosidade dos gregos antigos, era mais sofisticado tecnologicamente do que qualquer outro mecanismo inventado por qualquer outra civilização pelo menos nos mil anos seguintes. Um ponto interessante é o fato de o engenho estar “embutido em uma rocha”, e que ela foi previamente analisada com raio X para se saber o que estava em seu interior – uma clara admissão de que a formação de rochas não demora “milhões de anos”.[6]


O dispositivo, um engenhoso arranjo com pelo menos 30 engrenagens de alta precisão, todas feitas de bronze, era capaz de calcular movimentos astronômicos com precisão notável, maior do que se supunha até pouco tempo atrás. O computador mecânico permitia acompanhar os movimentos da Lua – inclusive recriando sua órbita irregular –, do Sol, de alguns planetas e até prever eclipses. Os resultados da pesquisa estão na edição de 30 de novembro de 2006 da revista Nature, e foram comentados em uma conferência em Atenas, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro do mesmo ano.[7] O grupo, liderado por Mike Edmunds e Tony Freeth, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, empregou tecnologias de imagem e de tomografia em raio X de alta resolução para estudar os fragmentos remanescentes do mecanismo.

Em 1912, foi descoberta na Pensilvânia, em uma Usina Elétrica Municipal de Sulphur City, Oklahoma, uma panela de ferro fundido dentro de um grande pedaço de carvão. Essa panela hoje está exposta no Creation Evidence Museum, em Glen Rose, Texas.

Em 1971, um artigo publicado na CRS Quarterly analisou essa panela e relatou que o carvão, no qual ela estava, tinha sido extraído em Wilburton, Oklahoma.[8] O artigo informa que o artefato é certificado e documentado. Nesse caso, há uma carta autenticada, escrita de próprio punho por quem descobriu o objeto, documentando a autenticidade da descoberta. 

Entre 1934 e 1936, Max Hahn e sua esposa, Emma, estavam em uma caminhada próximo à margem do rio Red Creek, na cidade de Londres, no estado do Texas (EUA), quando perceberam uma pedra com madeira saindo de seu interior. Eles decidiram levar a rocha calcária para casa e mais tarde a quebraram com um martelo e um formão. Eles encontraram dentro o que parecia um martelo primitivo. Eles entregaram a descoberta nas mãos de uma equipe de arqueólogos, que dataram a rocha do Período Ordoviciano (500 a 440 milhões de anos), muito mais antigo que o primeiro registo de civilização humana na Terra.[9] Além disso, algo curioso é que parte do cabo do martelo já estava se transformando em carvão.


Análise do Batelle Memorial Laboratory, em Columbus, Olhio (EUA), mostra um resultado intrigante. A cabeça do martelo é feita de mais de 96% de ferro, 0,74% de enxofre e 2,6% de cloro, indicando que o objeto não enferruja e é muito mais puro do que qualquer coisa que a natureza poderia ter conseguido sem a interferência de tecnologia moderna.[9] Sabe-se que nas condições atmosféricas de hoje não é possível combinar ferro com cloro, então se conclui que esse martelo foi forjado em um período em que as condições atmosféricas eram diferentes (a pressão atmosférica antediluviana era possivelmente cerca de seis vezes maior que a de hoje), tornando possível a criação do artefato. Esse martelo hoje está exposto no Creation Evidence Museum, em Glen Rose, Texas.

Embora reconheçam que a concreção de pedra é real, muitos céticos posteriormente alegaram ser um martelo de mineiro do século 18 ou 19. Entretanto, mesmo que esse martelo fosse recente, ainda assim seria constrangedor para a teoria da evolução explicar a formação rápida de rocha em volta de objetos. Se os minerais dissolvidos de estratos antigos podem endurecer em torno de um objeto recente, como afirmado em 1985 pelo investigador John Cole, do NCSE, logo, isso corroboraria a hipótese criacionista sobre a formação rápida de camadas sedimentares (tais como alguns estratos da coluna geológica), em poucas dezenas de anos ou até menos, como no período do dilúvio.[10]

Em 1994, foi publicado na revista Creation a descoberta de chaves de carro incrustadas em uma formação rochosa do sandstone, na costa pacífica dos Estados Unidos.[11] A peça, contendo as chaves, foi encontrada na costa de Oregon. Ela foi entregue ao professor Richard Niessen, na Califórnia, e agora as chaves são exibidas no Museu de Criação e História da Terra, que pertenceu ao Institute for Creation Research (ICR), em San Diego. Acredita-se que as chaves, unidas a uma corrente de plástico, pertençam a um automóvel do início da década de 1960. O curador do museu do ICR, John Rajca, diz que as teclas incrustadas de rochas mostram que a ideia comumente aceita de formação lenta de rochas está claramente errada nesse caso. A rocha que envolvia as chaves teve que endurecer rapidamente. Portanto, a formação de rocha não é necessariamente um processo lento de milhões de anos.

Em 19 de janeiro de 2013, A Voz da Rússia, um serviço internacional de radiodifusão russa, relatou que, ao acender fogo na chaminé, um habitante de Vladivostok descobriu uma cremalheira de metal presa em carvão.[12] O homem entregou o achado extraordinário a cientistas da cidade. Após uma análise minuciosa, os pesquisadores concluíram que o carvão em que foi achada a peça extraordinária tem uma idade de 300 milhões de anos. Por isso os cientistas concluíram que a peça metálica deve ter a mesma idade e foi fabricada por um ser vivo.

Quando pesquisadores quebraram com cuidado o fragmento de carvão, descobriram uma peça, que lembra uma moderna roda dentada, de sete centímetros de comprimento, feita de uma liga de alumínio (98%) e magnésio (2%). O alumínio puro é muito raro na natureza e foi feita uma suposição de que a peça tenha origem artificial. Ao mesmo tempo, a liga não ordinária permitiu explicar o bom estado de conservação do artefato. O alumínio puro produz uma película resistente de óxidos na superfície, o que impede a corrosão. Em resultado, a liga com o teor de alumínio de 98% resiste a altas pressões, temperaturas extremas e a um meio ambiente agressivo.


Diante desses artefatos, muitos veículos de divulgação têm levantado a possibilidade de que civilizações avançadas teriam povoado a Terra em um passado remoto, uma vez que existem muitas evidências que apontam para essa direção. Mas a questão mais importante é quem habitou a Terra naquela época. Raças extraterrestres? Viajantes do tempo? Ou apenas seres humanos mais avançados que os de hoje?

Se os pesquisadores conseguissem visualizar as evidências a partir da ótica criacionista, não precisariam fantasiar que “civilizações extraterrestres teriam rondado nosso planeta”. Na verdade, civilizações muito avançadas (intelectualmente) viveram em nosso planeta há não muito tempo. Isso poderia explicar o fato de terem sido encontrados esses artefatos de metal em rochas datadas de supostos milhões de anos. Com o achado na mão, parece que os pesquisadores podem chegar a apenas três conclusões: (1) os métodos de datação estão errados e a rocha pode ser recente, (2) alienígenas inteligentes fabricaram esses artefatos há milhões de anos, ou (3) havia seres humanos inteligentes e tecnológicos no passado remoto da Terra. Em relação a esta última hipótese, os diversos artefatos (tigela, panela, martelo, etc.) poderiam ser fortes evidências da veracidade do relato a respeito de Tubalcaim, em Gênesis 4:22, que forjou metais antes do dilúvio. Porém, tudo indica que os pesquisadores preferem optar pela alternativa 2, por mais inverossímil que seja.

(Michelson Borges é jornalista pela UFSC, autor de livros sobre criacionismo e mestre em teologia pelo Unasp; Everton F. Alves é mestre em Ciências [Imunogenética] pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB]; seu e-book pode ser lido aqui: https://www.widbook.com/ebook/teoria-do-design-inteligente)

Referências:
1.    Cremo MA, Thompson RL. A História secreta da raça humana. São Paulo: Aleph, 2004, p.152-153.
2.    A Relic of a By-Gone Age. Scientific American 1852; 7(38):298.
3.    Fossil man. The Geologist. 1862; 5:470.
4.    Nature. 1886; 35(889):34-37.
5.    Uranolithe fossile. L’Astronomie (in French). 1888; 10(7):114. Disponível em: https://archive.org/stream/lastronomie02flamgoog#page/n129/mode/1up
6.    Scientists unlock mystery of 2,000-year-old computer. CBC News, (30/11/2006). Disonível em: http://www.cbc.ca/news/technology/scientists-unlock-mystery-of-2-000-year-old-computer-1.590991
7.    Freeth T, et al. Decoding the ancient Greek astronomical calculator known as the Antikythera Mechanism. Nature. 2006; 444:587-591.
8.    Rusch WR. Human Footprints in Rocks. Creation Research Society Quarterly 1971; 7(4):201-213.
9.    Mackay J. Pre-Flood Hammer Update. Creation Ex Nihilo 1985; 8(1).
10.    Cole, John R. 1985. If I Had a Hammer. Creation/Evolution. 5(1):47-56.
11.    Keys to rapid rock formation. Creation. 1994;17(1):45.
12.    Zamanskaya Y. 300-million-year-old UFO tooth-wheel found in Russian city of Vladivostok. The Voice of Russia (19/01/2013). Disponível em: https://sputniknews.com/voiceofrussia/2013_01_19/300-million-year-old-UFO-tooth-wheel-found-in-Russian-city-of-Vladivostok/

domingo, maio 21, 2017

Sistema Solar foi projetado para abrigar vida

Nossa casa benfeita
São 400 bilhões de estrelas que integram a Via Láctea, e o Sol - e o Sistema Solar - está em posição privilegiada em relação à maioria delas. O ponto onde o Sol está localizado é uma região propícia para o desenvolvimento da vida, uma vez que não cruza os braços espirais da galáxia. A descoberta é resultado do trabalho de cientistas brasileiros, liderados por Jacques Lépine, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. O artigo científico que explica o estudo foi publicado na revista especializada Astrophysical Journal. A nossa galáxia funciona de forma semelhante ao Sistema Solar, dadas as devidas proporções de magnitude, é claro. Se organiza em forma de um disco achatado com um centro gravitacional em torno do qual estrelas e nuvens de gás giram - no Sistema Solar, são planetas orbitando o Sol. Além de estrelas e gases, contudo, a Via Láctea tem ainda os tais dois principais braços espirais da Via Láctea, Sagittaruis e Perseus, que são estruturas de matéria mais brilhantes de estrelas jovens e luminosas. Pelo que se sabe, as condições nesses braços seriam improváveis para o surgimento [sic] de vida. “Sempre se especulou sobre o que acontecia cada vez que o Sol atravessa os braços, e se pensava que isso acontecia periodicamente, por exemplo a cada 150 milhões de anos”, relata o professor Jacques Lépine. “Mas, de acordo com os nossos cálculos, isso não acontece nunca.”

O que Lépine e sua equipe descobriram é que o Sol jamais cruza tais braços espirais. Especula-se que, caso houve esse encontro entre nosso sistema e os braços espirais, poderia haver extinções em massa na Terra.

Os cálculos desenvolvidos no trabalho garantem que nossa estrela se movimenta pela galáxia com a mesma velocidade que Sagittarius e Perseus. Ou seja, orbitando todos no mesmo ritmo não há risco de se atravessarem - levam aproximadamente 200 milhões de anos para dar uma volta galáctica. E isso só acontece porque o Sol está localizado em uma faixa específica da Via Láctea: é a velocidade característica das estrelas a aproximadamente 26.000 anos-luz do centro da galáxia. “No entanto, até agora, não foi proposto nenhum mecanismo específico para a origem do braço local [estrelas na mesma posição que o Sol]. Esse peculiar comportamento do Sol poderia ter inúmeras consequências para a nossa compreensão da cinemática local das estrelas, a Zona Habitacional Galáctica e a evolução do Sistema Solar”, afirma o estudo.

(Vix)

Nota: A verdade é que o Universo, nossa galáxia, o sistema solar e a Terra (confira) foram projetados para nos receber, tamanhas são as “coincidências” necessárias para que a matéria e a vida existam. A grande pergunta: Por que existe tudo, ao invés de nada?” continua sem resposta, do ponto de vista naturalista. As probabilidades de que tudo desandasse (se é que alguma vez acontecesse) são tão altas que a origem do universo e da vida estão na categoria dos milagres. Pena que muitos cientistas continuem rejeitando o óbvio e ensinando multidões a dar as costas para esse óbvio. [MB]