sábado, janeiro 19, 2019

Cultura popular: criacionista e evolucionista

Ao falar de criacionismo e evolucionismo, não tem como não pensar nas imagens populares que representam essas cosmovisões. Minha mente já viaja para o teto da Capela Sistina, para a pintura de Michelangelo e a famosa imagem que mostra uma linha de evolução do pequeno macaquinho até a postura ereta do homem moderno. Mas, a título de informação e curiosidade, você sabe realmente o que essas imagens representam?

Criação de Adão pintada no teto da Capela Sistina
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 Evolução do homem

A criação de Adão


Utilizando uma técnica chamada afresco, em que a pintura é feita sobre uma argamassa de cal e areia, o artista toscano Michelangelo Buonarroti ficou quatro anos, de 1508 a 1512, pintando a Capela Sistina. A obra tornou-se uma das mais importantes obras-primas da história e é, hoje, uma das maiores atrações do Vaticano.

O que pouca gente sabe é que, a princípio, Michelangelo não queria o serviço. Primeiro, porque considerava a pintura uma arte inferior. Ele gostava mesmo era de esculpir. Segundo, porque não se dava bem com o papa Júlio II, que fez a encomenda.

A divisão principal do teto está feita em nove painéis que representam cenas do livro do Gênesis. Essa escolha do tema teológico estabelece uma ligação entre os primórdios da história do ser humano e a vinda de Cristo, sendo que a figura de Cristo não se encontra presente na composição pictórica do teto.

Painéis da Capela Sistina

O quarto painel é a criação de Adão, uma das imagens mais difundidas e reconhecidas mundialmente. Adão está encostado, como se com preguiça e quase que obrigando Deus a um último esforço para conseguir tocar nos dedos dele e, assim, poder dar-lhe a centelha da vida. Deus é dotado de movimento e energia, e até Seus cabelos se movem com a brisa invisível. Debaixo do braço esquerdo Deus leva a figura de Eva que intimamente segura em Seu braço e pacientemente espera que Adão receba a centelha da vida para também ela poder recebê-la.

Existem várias teorias sobre o significado da composição original de "A Criação de Adão", levantadas principalmente por causa do amplo conhecimento que Michelangelo possuía em anatomia. Em 1990, um médico chamado Frank Lynn Meshberger, em artigo no Journal of the American Medical Association, afirmou que a figura em que Deus está apoiado tem o formato anatômico de um cérebro, incluindo lobo frontal, nervo ótico, glândula pituitária e cerebelo. Também observou que o manto branco de Deus tem o formato de um útero, e que a echarpe verde que sai de Seu ventre poderia ser um cordão umbilical.* Além do cérebro na criação de Adão, outros órgãos são encontrados nos demais painéis.

Era comum os artistas esconderem easters eggs em suas obras na época de Michelangelo. Leonardo da Vinci adorava fazer isso e foi popularizado pelos livros de Dan Brown. Acredito que Michelangelo também deixou a marca dele, já que gostava de anatomia. Talvez até tenha feito uma crítica ao sistema de crenças colocando a criação de Adão apoiada no cérebro humano. 

O teólogo John MacArthur afirma que Michelangelo, ao pintar "A Criação de Adão", teria dado um umbigo enorme a Adão, o que lhe trouxe observações repressivas por parte de alguns teólogos da época.

A realidade é que a pintura é apenas uma ilustração usada para tipificar a ideia da criação. Eu até usei diversas vezes em cartazes e ilustrações porque é a figura popular para falar do ato divino de Deus dando vida ao homem. Criacionistas não possuem nenhuma propriedade ou sentimento de idolatria pela imagem. Não passa de uma ilustração popular que usamos para aproveitar o "gancho" do marketing

Os pilares da criação

Muitos identificam essa formação com uma "mão criadora". Porém, os pilares da criação são aglomerados de poeira e gás com tamanho interestelar na nebulosa da Águia, situada a cerca de 6.500-7.000 anos-luz da Terra. Então por que eles foram apelidados de “Pilares da Criação”? Porque são o berço de um número incontável de novas estrelas. Os pilares, compostos inteiramente de gás e poeira, têm tão altas densidades que a gravidade faz com que o gás resultante se comprima e forme estrelas.


Para descrever o comprimento dos pilares temos de recorrer a anos-luz. O pilar mais à esquerda tem uma estimativa de quatro anos-luz de comprimento. Vamos fazer alguns cálculos. 60 segundos em um minuto. 60 minutos em uma hora. 24 horas em um dia. 365 dias em um ano. 4 anos.


60 x 60 x 24 x 365 x 4 x 299.800 (velocidade da luz) = 37.817.971.200.000 quilômetros. 37 trilhões, 817 bilhões, 971 milhões e 200 mil quilômetros.

Mas espere! Os "Pilares da Criação" deixaram a melhor surpresa para o final. Se houvesse alguma forma de se teletransportar para lá agora, você veria essas belas estruturas, certo? Na verdade, não. Sabemos que elas não existem mais. Na verdade, elas não existem há quase seis mil anos, mas nós ainda podemos vê-las aqui da Terra. Parece impossível?

Acontece que a luz leva tempo para viajar, como dito acima. Estamos vendo essas estruturas agora como elas eram sete mil anos atrás, pois somente agora a luz que foi emitida naquela época está chegando à Terra. O mesmo pode ser dito do Sol. Se ele, hipoteticamente, deixasse de existir agora, somente veríamos a escuridão daqui a oito minutos, pois esse é o tempo que a luz solar demora para chegar à Terra. Ver os "Pilares da Criação" é como fazer uma viagem ao passado.

Ilustração da evolução

É uma ilustração do volume Early Humans, da enciclopédia Life Nature Library, publicado em 1965. O título original da ilustração é "O Caminho para Homo sapiens". Foi chamada de "Marcha para o Progresso", e o autor é Clarck Howell. 

A ilustração original (1965) com propagação estendida (superior) e dobrada (parte inferior)

A imagem se popularizou e originou diversas paródias e muitas críticas da comunidade evolucionista. Alguns comentam que a imagem está errada do ponto de vista científico, como também serve de combustível para criacionistas alegarem nossa evolução como o inevitável progresso até o ser humano. A proposta que mais bem atende à ideia evolucionista permite a observação de chimpanzés e outros chamados macacos atuais em outros ramos evolutivos de onde possuem um ancestral comum. 

Imagem que, segundo evolucionistas, representa
melhor o esquema da ancestralidade comum

O fato é que como a pintura de Michelangelo a ilustração de Clarck Howell é apenas algo popular que exprime uma ideia. 

O peixe Ichthus com pernas

O Ichthus é um símbolo que consiste em dois arcos que se cruzam para formar o perfil de um peixe, sendo um dos símbolos mais antigos do cristianismo.
Ichthus, símbolo cristão


O peixe Darwin é um símbolo de peixe com pernas e pés "evoluídos", e muitas vezes aparece com a palavra "Darwin". Simboliza as teorias científicas da evolução, para as quais Charles Darwin estabeleceu um fundamento, em contraste com o criacionismo, que é uma marca registrada do cristianismo norte-americano. É uma sátira ao criacionismo. Uma provocação.

Peixe com pernas de Darwin
Claro que nessa briga de marketing surgiram diversas variações desse símbolo. Os cristãos mais "briguentos" produziram uma versão em que a verdade engole o peixe Darwin.
 Versão em que a verdade (Truth) devora o pequeno peixe com pernas
Em todos esses casos não existe nenhum apego a nenhuma simbologia popular desses símbolos. São utilizados nos dias atuais apenas como gatilho para ideias, já que estão enraizados na mente visual das pessoas. É necessário que estudemos mais a fundo as cosmovisões para que saibamos o que realmente dizem. Devemos colocar as cartas sobre a mesa e avaliar as evidências. Apenas dessa forma podemos saber realmente o que cada visão de mundo quer dizer. 

Como criacionista, posso dizer que tenho a vantagem de ter a revelação natural por meio da qual posso conhecer pelo estudo da ciência o mundo físico ao meu redor, que é a criação de Deus (Rm 1:20, Sl 19:1-4). E tenho a revelação especial, direta, que é a Palavra de Deus. E por essa Palavra tenho a certeza de que escolhi muito bem minha cosmovisão, pois as duas revelações não entram em contradição e apontam para o Criador.

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Terraplanistas fretam cruzeiro para ir até a beirada da Terra

A Conferência Internacional da Terra Plana (FEIC, na sigla em inglês) decidiu fretar um navio de cruzeiro no ano que vem com o absurdo propósito de chegar aos limites da Terra. Segundo uma parte dos seguidores dessa corrente, que defende que a Terra não é esférica, o planeta acaba num muro de gelo que nos separa do espaço exterior, aonde pretendem chegar nesse cruzeiro. Será “a maior, mais audaz e melhor aventura já feita”, alardeia o site da organização. A FEIC anunciou o projeto em sua conferência anual, conforme noticiou o jornal britânico The Guardian. O ex-capitão naval Henk Keijer lembrou a esse jornal que todas as cartas náuticas e os sistemas de navegação foram desenvolvidos sob a premissa de que a Terra é esférica, a que navegação desse cruzeiro deverá ser “muito complicada” se a tripulação discordar disso.

“Os navios navegam baseando-se no princípio de que a Terra é redonda. As cartas náuticas são desenhadas com isso em mente: que a Terra é redonda”, recorda o ex-capitão, acrescentando que os navios usam “um moderno sistema de navegação que se chama ECDIS, que proporciona uma grande melhora na segurança da navegação”. A própria existência do GPS é outra prova de que a Terra é esférica, indica Keijer, já que o sistema se baseia em 24 satélites que orbitam a Terra. “Se fosse plana, três satélites seriam suficientes para proporcionar os dados”, argumenta.

Existem várias teorias entre os que acreditam que a Terra é plana, embora a principal, apresentada após “uma extensa experimentação, análise e investigação”, diz que a Terra é um disco gigante, com o polo norte no centro e rodeado de “um paredão de gelo: a Antártida”, segundo a sociedade terraplanista. “Até onde sabemos, ninguém conseguiu ir muito além do muro de gelo e voltou para contar. O que sabemos é que ele cerca a Terra, serve para conter os oceanos e ajuda a nos proteger do que possa haver além dele”, assegura a Flatpedia, a Wikipedia dos terraplanistas.

Os organizadores do cruzeiro advertem, portanto, que não garantem chegar ao muro, mas asseguram que os viajantes encontrarão “evidências” suficientes para dar a viagem como proveitosa. Além de navegar na beira do precipício, os terraplanistas poderão desfrutar de restaurantes e piscinas de ondas aptas para a prática do surfe. Não foi informado o custo de fretar o cruzeiro nem os preços dos camarotes. Questionada a respeito pelo The Guardian, a FEIC não respondeu.

Para começar, a organização terá que encontrar uma tripulação que não acredite que a terra é esférica, uma missão altamente complicada, segundo Keijer. “Naveguei dois milhões de milhas, mais ou menos, e nunca encontrei um capitão de navio que acreditasse que a Terra é plana”, diz, do alto de seus 23 anos de experiência nos lemes.

Nos fóruns terraplanistas já foram publicadas fotos que “demonstram a existência desse muro”. Na verdade, são grandes lâminas de gelo ártico que, ao se desprenderem de forma cada vez mais frequente devido ao aquecimento global, deixam grandes cortes verticais que se assemelham a muralhas.

A Sociedade da Terra Plana afirma que “as agências espaciais do mundo” conspiraram para falsificar “a viagem espacial e a exploração”. “Provavelmente começou durante a Guerra Fria. A URSS e os Estados Unidos estavam obcecados em serem os melhores quanto a chegar ao espaço, a tal ponto que cada um fingia seus feitos numa tentativa de seguir o ritmo dos supostos feitos do rival”, afirmam.


sexta-feira, janeiro 11, 2019

Damares Alves é criticada por defender ensino do criacionismo

Uma nova polêmica foi criada em torno da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves: sua opinião a respeito da teoria da evolução. Nas imagens de uma entrevista concedida por ela em 2013, Damares responde sobre o papel da igreja evangélica na política e observa que os cristãos perderam influência nas escolas. “A igreja evangélica perdeu espaço na história. Nós perdemos o espaço na ciência quando deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas, quando nós não questionamos. Quando nós não fomos ocupar a ciência. A igreja evangélica deixou a ciência para lá e ‘vamos deixar a ciência sozinha, caminhando sozinha’. E aí cientistas tomaram conta dessa área”, diz a ministra no vídeo. Em nota, o ministério informou que “a declaração ocorreu no contexto de uma exposição teológica que não tem qualquer relação com as políticas públicas que serão fomentadas” pela pasta.

A teoria da evolução, reconhecida por grande parte da comunidade científica, defende que, a partir de ancestrais comuns, os seres humanos e outros tipos de vida sofrem mudanças evolutivas de uma geração para outra. No entanto, ela ainda é questionada por muitos cientistas, como o físico Adauto Lourenço, mestre em Física pela Clemson University (EUA). Ele apresenta evidências científicas que desmentem a tese defendida pelos evolucionistas.

“O problema é que o que sabemos hoje de seleção natural está ligado à quantidade de informação genética que um organismo tem. Para que a seleção natural ocorra, algo deve se transformar em outra coisa. Mas a informação genética disponível não faz com que ‘isso’ se transforme ‘naquilo’”, disse Lourenço em entrevista ao Guiame.

“Vamos pegar um exemplo prático: a boa pata de um réptil. Vamos imaginar que essa boa pata iria evoluir e, lá na frente, esse animal se tornaria uma ave. Para que essa boa pata se transforme em uma boa asa, no meio [do processo] ela não seria nem uma boa pata, nem uma boa asa. A seleção natural faria com que isso deixasse de existir. A seleção natural é um mecanismo que impede o processo evolutivo; exatamente o contrário daquilo que muitos acreditavam”, esclarece.

Lourenço lembra que o naturalista Charles Darwin, quando escreveu seu livro, disse que o maior problema com sua teoria é que não havia evidências de evolução. “A quantidade de evidências mostrando que a evolução nunca aconteceu, no registro fóssil, na genética, na biologia, nos processos naturais, é esmagadora. Continua sendo ensinado aquele mecanismo de forçar a pessoa a aceitar por intimidação. Hoje um aluno não pode mais dizer que não concorda com isso”, observa. [...]

O mestre em ciências Everton Alves, membro da Sociedade Brasileira do Design Inteligente e da Sociedade Criacionista Brasileira, disse ao Guiame que as evidências que comprovam o criacionismo são muitas, mas elas não são divulgadas pela mídia.

“A ciência, ano após ano, vem comprovando todo o relato bíblico, principalmente quanto à literalidade do livro de Gênesis, se formos tratar de Adão e Eva, Noé e sua família ou até mesmo do episódio do Dilúvio. Podemos ter dentro da própria Bíblia informações que atestam a veracidade desse primeiro livro”, Everton afirma.

Ele destaca que a veracidade da Bíblia está sendo comprovada principalmente na arqueologia. “A cada ano, vem sendo descoberta uma nova civilização, um túmulo ou objeto com nome de algum personagem que já estava descrito na Bíblia, sendo que antes eram considerados como mitológicos ou metafóricos”, explica.


Nota: Minha posição, assim como a da Sociedade Criacionista Brasileira, continua sendo pelo não ensino do criacionismo nas escolas públicas, não porque ele não merecesse ser ensinado ao lado da hipótese da evolução, mas porque o modelo seria distorcido ou mal explicado por professores que só conhecem (quando conhecem) o evolucionismo. Além disso, em um estado laico, não convém levar para as aulas de ciência e biologia uma estrutura conceitual que integra ciência e religião. Mas isso seria um grande problema? E o evolucionismo seria mesmo ciência pura? E se não, seria conveniente apresentá-lo como fato, verdade absoluta? Em outro post voltarei a essas três perguntas. Agora quero ponderar outro aspecto da celeuma.

O vídeo em que a ministra fala sobre o ensino da teoria da evolução é de cinco anos atrás e foi gravado em um contexto totalmente diferente do atual. É verdade que as palavras de Damares não têm aquele rigor científico nem filosófico, mas expressam uma opinião dela que, em partes, tem lá sua razão. Vejamos.

Ela disse: “Nós perdemos o espaço na ciência quando deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas, quando nós não questionamos.” Damares tem razão. A ciência foi descoberta por homens de profunda convicção religiosa e fé na Bíblia Sagrada. Cientistas como Newton, Galileu, Pascal e outros nos legaram o pensamento científico e o harmonizavam bem com a religião. Faziam pesquisa científica para descobrir como Deus criou o Universo e a vida. Quando o darwinismo dominou o ambiente acadêmico, acabou impedindo a discussão ampla a respeito das origens. Os evolucionistas mais honestos e bem informados admitem que a teoria da evolução contém graves insuficiências epistêmicas e falha em responder muitas perguntas, mas procuram evitar esses questionamentos justamente para não dar espaço para a “hipótese concorrente”, o criacionismo. E por quê? Porque querem manter sua posição naturalista, dando as costas para tudo o que não pertença aos domínios do mundo dito natural.

Damares também fala em “questionamento”. E que mal há nisso? Não deveria ser justamente na universidade que o pluralismo de ideias teria que ser aceito e promovido? Não é papel da imprensa questionar e apresentar pelo menos duas faces de uma mesma história? Mas não. Ao tornar hegemônica e inquestionável a teoria da evolução, essas mesmas pessoas blindam esse modelo conceitual e o tornam inquestionável.

A ministra (que na época não era ministra) disse também: “A igreja evangélica deixou a ciência para lá e ‘vamos deixar a ciência sozinha, caminhando sozinha’. E aí cientistas tomaram conta dessa área.’” Bem, os cientistas têm mesmo que “tomar conta” dessa “área”. Mas que os evangélicos se distanciaram da ciência, isso é verdade. Essa atitude inclusive faz com que muitos cristãos abracem crendices, desprezem o estudo profundo das Escrituras Sagradas (deixando de lado, por exemplo, a arqueologia, a hermenêutica e a exegese, por exemplo) e digam verdadeiras asneiras quando o assunto é ciência (terraplanistas e militantes antivacinação que o digam...).

Só mais um detalhe: quando os presidentes anteriores indicavam algum ministro, quase ninguém se interessava pelo assunto, a não ser quando essa pessoa era citada em alguma investigação por corrupção. É interessante e positivo o recente interesse por política e pela vida das pessoas que estão sendo indicadas para cargos públicos, mas chega a ser hipocrisia ficar vasculhando vídeos e declarações antigos para tentar minar a autoridade e o currículo dessas recém-empossadas autoridades.

Em outro post vou analisar outros aspectos dessa polêmica. [MB]