domingo, abril 30, 2017

Carta ao Editor: uma ferramenta científica útil

Oportunidade a ser aproveitada
O gênero Carta ao Editor é considerado uma publicação científica e tem sido foco de interesse na área do design inteligente. Cartas ao Editor representam a correspondência entre diversos autores e os leitores, através dos editores das revistas.[1] Portanto, uma Carta irá ser avaliada pelo Editor, que avaliará a pertinência de sua publicação. Dessa forma, elas oferecem a oportunidade de debater em um fórum aberto, e contribuem para a validação da pesquisa. Praticamente todas as grandes revistas científicas têm, na atualidade, uma seção de Cartas ao Editor, que possui basicamente duas funções: 1) servir de Opiniões e comentários sobre um artigo específico publicado nos últimos números da Revista; 2) servir de espaço para que autores possam apresentar resultados preliminares de suas próprias pesquisas ou sobre temas de relevância científica de interesse à comunidade tais como a descrição de riscos à saúde pública ou avanços em uma nova área da ciência.[1]

Em relação à primeira função, tem sido a mais frequente entre os trabalhos publicados nesse tipo de seção. Os leitores constantemente apresentam suas críticas ou solicitam esclarecimento de eventuais dúvidas suscitadas por um artigo publicado na revista.[1] Nesse formato, há a possibilidade de haver réplica por parte do autor do artigo que está sendo criticado, e até mesmo uma tréplica por parte do leitor que apresentou a crítica. A depender do periódico, há um prazo, que varia entre 15 dias e 3 meses, para comentar um artigo depois de sua publicação.

Ainda em relação à função da Carta ao Editor, pesquisadores concordam que “mesmo com a nítida melhora da produção científica e do rigor metodológico dos artigos publicados, não há trabalho científico perfeito, vieses pós-publicação podem ser identificados e motivar até mesmo a retratação dos autores ou, em caso de se constatar fraude ou manipulação dos resultados, a retirada do artigo da revista. Em outros casos, erros estatísticos podem ser evidenciados, ou, ainda, mínimas correções requeridas, não comprometendo as conclusões do artigo”.[1: p. 1]

Em 2004, por exemplo, o professor mestre em História da Ciência Enézio Eugênio de Almeida Filho, o então coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente (NBDI), enviou uma Carta ao Editor para a revista História, Ciências, Saúde-Manguinhos onde questionava especificamente alguns pontos de um artigo publicado na revista, e o criticava afirmando que o trabalho, “documentalmente infundado”, distorceria a realidade.[2]

O artigo criticado, intitulado “De Darwin, de caixas-pretas e do surpreendente retorno do criacionismo”, publicado no Dossiê Darwinismo de 2001, afirmava a equiparação, no segundo semestre de 1999, da teoria da evolução de Darwin ao texto bíblico do Gênesis nos currículos escolares de um estado norte-americano.[3] Para o professor Enézio, este ponto não corresponde aos fatos, e suas críticas direcionadas ao artigo são justificadas diante da tendenciosa análise e crítica de seu autor para com o livro A caixa preta de Darwin, do bioquímico Michael Behe. Além disso, o artigo criticado por Enézio identificou os proponentes do design inteligente como “criacionistas”, polarizando o tema em “ciência versus religião” quando o que estava em debate era a questão científica da “complexidade irredutível” levantada por Behe.[2]

A propósito, considero uma das maiores publicações científicas no design inteligente exatamente uma Carta ao Editor escrita por Michael Behe.[4] Em 2009, Behe escreveu essa carta a fim de exercer o direito de resposta a um artigo original publicado no ano de 2008, cujo objetivo do autor era expor as supostas falhas de Behe acerca dos limites matemáticos para a evolução darwiniana, publicadas no ano de 2007 em seu livro The Edge of Evolution. Para entendermos melhor a situação é necessário analisarmos o que dizia o livro de Behe. No livro, baseando-se em estudos de saúde pública sobre a malária, Behe observou que um novo aparecimento de resistência à cloroquina em parasitas da malária foi um evento de probabilidade de 1 em 1020 (para o cálculo, a propósito, ele utilizou uma estatística empírica da literatura).[5]

Assim, a probabilidade de ocorrer em seres humanos uma dupla mutação simultânea por acaso seria de 1 para 10 bilhões.[5] Isso exigiria mais organismos e gerações do que os que estiveram disponíveis ao longo de toda a história da Terra. Portanto, quando múltiplas mutações devem estar presentes simultaneamente para haver ganho de uma vantagem funcional, a evolução darwiniana fica limitada. Diante disso, em 2008, numa tentativa improdutiva de expor supostas falhas nos argumentos de Behe, os biólogos Rick Durrett e Deena Schmidt acabaram reconhecendo a contragosto que o argumento de Behe estava basicamente correto.[6]

Na ocasião, os biólogos usaram uma estimativa teórica a partir de um modelo de genética populacional para calcular a probabilidade de duas mutações simultâneas ocorrer por evolução darwiniana em uma população de seres humanos. Para Behe, o modelo utilizado pelos biólogos para o cálculo é inadequado [4]. Durrett e Schmidt descobriram que um evento como esse levaria 216 milhões de anos para acontecer, enquanto o cálculo de Behe foi “5 milhões de vezes maior” do que eles encontraram [6: p. 1507]. Ainda assim, 216 milhões de anos continuavam sendo um tempo demasiadamente longo. Tendo em vista que os humanos supostamente divergiram de seu ancestral comum com os chimpanzés há apenas 6 milhões de anos, eles reconheceram que tais mutações são “muito pouco prováveis de acontecer em uma escala razoável de tempo”.[4; 5: p. 1507]

Em 2015, eu também contribuí com o movimento do design inteligente ao publicar uma Carta no Clinical and Biomedical Research, periódico revisado por pares situado no campo de interface entre Biologia e Medicina. Foi mais uma divulgação com o objetivo exclusivo de apresentar e defender a proposta da Teoria do Design Inteligente (TDI) em uma revista revisada por pares na área de Biomedicina. A propósito, a convite do próprio editor da revista!

Através desse convite, pude abordar os principais conceitos ligados à teoria, ressaltar questões de relevância da TDI para o progresso científico e desmitificar alguns argumentos equivocados, constantemente divulgados por seus oponentes a fim de descaracterizar o design inteligente. Também apresentei a história do movimento do design inteligente ao redor do mundo, bem como de suas publicações científicas. Ademais, citei os principais objetivos, compromissos e desafios da TDI para o seu estabelecimento como teoria científica, seus critérios metodológicos, sua literatura especializada nacional e internacional, além de deixar registrada minha perspectiva futura em relação às futuras publicações científicas baseadas em design.

Essas evidências nos mostram a influência e/ou poder que uma Carta ao Editor pode exercer sobre uma determinada área da ciência.

Everton F. Alves é mestre em Ciências [Imunogenética] pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB]; seu e-book pode ser lido aqui: https://www.widbook.com/ebook/teoria-do-design-inteligente)

Referências:
[1] Amorim MMR, Souza ASR. A cultura da carta ao editor. Femina. 2013; 41(1):1-4. [Link]
[2] Almeida Filho EE. Cartas. Hist. cienc. saude-Manguinhos. 2004; 11(2):519-20. [Link]
[3] Martins MV. De Darwin, de caixas-pretas e do surpreendente retorno do ‘criacionismo’. Hist. cienc. saude-Manguinhos. 2001; 8(3):739-756. [Link]
[4] Behe MJ. Waiting Longer for Two Mutations. Genetics. 2009; 181(2): 819–820. [Link]
[5] Behe MJ. The Edge of Evolution: The Search for the Limits of Darwinism. New York: Free Press, 2007.
[6] Durrett R, Schmidt D. Waiting for Two Mutations: With Applications to Regulatory Sequence Evolution and the Limits of Darwinian Evolution. Genetics 2008; 180(3):1501-1509. [Link]

sexta-feira, abril 28, 2017

Jesus veio como Adão antes ou depois do pecado?

Que diferença isso faz? Muita!
A pergunta do título deste post vem ocupando o tempo e os esforços dos teólogos por muitos anos. Quando o assunto é a divindade e a encarnação do Filho de Deus, é preciso tirar as sandálias e estudar o assunto com muita humildade, guiados pelo Espírito Santo, do contrário, conceitos errôneos poderão afetar não apenas nossos conceitos, mas também nosso comportamento e nossa vivência da religião. Ideias têm consequências, e isso é tão verdade com respeito à natureza de Cristo quanto com quase qualquer outro assunto que tem que ver com fé e teologia. Nosso relacionamento com Jesus Cristo e nosso conceito do que seja pecado e como vencê-lo igualmente dependem muito do que sabemos e pensamos a respeito de quem é o Mestre: Até que ponto Ele é nosso exemplo? Até que ponto Ele é nosso redentor? Como essas duas coisas se inter-relacionam? Essas perguntas merecem resposta – mas sempre tendo em mente as limitações de seres finitos limitados pelo pecado tentando compreender temas infinitos relacionados com um Ser eterno e sem pecado.

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quarta-feira, abril 26, 2017

Ellen White, a Bíblia e a ciência

Harmonia perfeita
Comparando o Salmo 19 com Romanos 1, aprendemos que a natureza revela a glória de Deus e que a cada dia podemos obter novos ensinamentos dela. Além disso, a natureza revela atributos de Deus, não apenas sua existência. A Bíblia tem pequenas falhas: erros de cópia e talvez de escrita no original (é possível trocar uma letra aqui ou ali). Equívocos em traduções, porque foram muitas ao longo da história. Mas a mensagem básica está correta; os princípios permanecem intocados. O mesmo ocorre com a natureza. O pecado tocou em circunstâncias, mas não em princípios, em leis, pois essas coisas são diretamente controladas pelo próprio Deus. Acompanhe esta série de textos de Ellen White que esclarecem pontos mais específicos: “Hoje os homens declaram que os ensinos de Cristo concernentes a Deus não podem ser provados pelas coisas do mundo natural, que a natureza não está em harmonia com as escrituras do Antigo e Novo Testamentos. Não existe essa suposta falta de harmonia entre a natureza e a ciência. A Palavra do Deus do Céu não está em harmonia com a ciência humana, mas em perfeito acordo com Sua própria ciência criada” (Olhando para o Alto [MM 1983], 21 de setembro).

Livro criacionista da SCB sai em formato digital

A Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) acaba de lançar, agora em formato digital, a obra Em Seis dias: Por que 50 cientistas decidiram aceitar a criação. O livro foi organizado pelo australiano John Ashton e consiste em uma coletânea de depoimentos de 50 cientistas influentes a respeito de razões que os levaram a crer na criação do mundo tal como descrito no relato bíblico de Gênesis. A versão impressa já estava disponível no site da SCB. Na coletânea de depoimentos, são apresentados argumentos científicos em várias áreas do conhecimento humano, como biologia, engenharia, física, química, geologia e outras. Todos os autores possuem doutorado obtido em universidades públicas de prestígio na Austrália, EUA, Reino Unido, Canadá, África do Sul e Alemanha. São professores universitários e pesquisadores, geólogos, zoólogos, biólogos, botânicos, físicos, químicos, matemáticos, pesquisadores biomédicos e engenheiros. “A minha experiência ao organizar esse livro é que existe um número crescente de cientistas academicamente bem qualificados, com espírito crítico, que têm sérias dúvidas a respeito das evidências a favor da evolução darwinista, e que escolheram acreditar na versão bíblica da criação”, comenta Ashton no prefácio do livro.


Nota: Em meu livro Por Que Creio: Dozepesquisadores falam sobre ciência e religião, fiz algo parecido com a iniciativa de Ashton, mas com cientistas brasileiros (com exceção de um: Michael Behe). [MB]

terça-feira, abril 25, 2017

O argumento ontológico (parte 1)

Vamos a mais um argumento estudado na filosofia da religião a fim de dar evidências da existência de Deus. Só relembrando algo que escrevi no post sobre o argumento cosmológico: você terá muita dificuldade em encontrar um filósofo da religião (monoteísta) que creia que um argumento sozinho sirva como evidência suficiente. Existem, de forma bem generalizada, dois grandes grupos: aqueles que acreditam que nenhuma evidência funcione (esses não são apenas ateus; muitos teístas apoiam essa ideia) e aqueles que acreditam que apenas todos os argumentos juntos conseguem formar uma defesa cumulativa para a existência justificada em Deus.

Os argumentos ontológicos são fascinantes, pois são argumentos que dizem ter premissas elaboradas da razão apenas, sem ajuda de qualquer informação do mundo “lá fora”. Diferente, por exemplo, do argumento cosmológico, que observa que tudo o que existe tem um início, o ontológico não precisa de “fatos do mundo” para funcionar. Isso se conhece na filosofia como premissas a priori, ou seja, que vêm antes do nosso contato com o mundo (a posteriori).

Eu vou dividir o argumento ontológico em dois posts porque quero falar para vocês dos argumentos elaborados na era moderna e na era contemporânea. Vamos começar do começo.

O argumento ontológico mais famoso veio de um filósofo cabeção chamado Anselmo, do 11o século. O início da sua obra Proslogion é uma oração em que ele clama a Deus por uma prova racional para a Sua existência. É aí que ele recebe a grande epifania, que podemos resumir em um silogismo mais ou menos semelhante a este:

1. Nós concebemos Deus como um ser sobre o qual nada de melhor poderia ser concebido.
2. Esse ser sobre o qual nada de melhor poderia ser concebido existe apenas na mente ou tanto na mente quanto na realidade. 
3. Vamos presumir que esse ser só possa ser concebido na mente.
     a) Existir tanto na mente quanto na realidade é melhor do que existir apenas na mente.
     b) Esse ser, existindo apenas na mente, também pode ser concebido como existindo na realidade.
     c) Esse ser existindo apenas na mente, então, não é o ser sobre o qual nada de melhor poderia ser concebido.
4. Portanto, esse ser sobre o qual nada de melhor poderia ser concebido existe tanto na realidade quanto na mente.

Parece complexo, né? Enfim, a ideia básica é: O que é melhor, existir só na mente ou existir na realidade e na mente? Existir na realidade e na mente! Se Deus é o ser que podemos conceber como o mais perfeito possível, então Ele existe na realidade.

O argumento de Anselmo foi quase que imediatamente criticado por seu colega de profissão, Gaunilo. Gaunilo disse que ele conseguia conceber uma ilha sobre a qual nada de melhor poderia ser concebido. É muito provável, porém, que essa ilha não exista. E daí, Anselmo? Anselmo respondeu que não existia contradição em dizer que a ilha perfeita não existia, mas existe contradição quando dizemos que Deus não existe, se entendemos Deus como sendo o ser mais perfeito do universo. 

O próximo a tentar elaborar algo parecido foi René Descartes, na quinta meditação, na qual ele diz ter um argumento para a existência de Deus partindo da ideia de que Deus é um ser supremamente perfeito. Um ser supremamente perfeito não poderia falhar em existir, portanto Deus existe!

Gottfried Leibniz, no século 18, não achou o argumento de Descartes completo, pois ele teria que ter provado que é possível existir um ser perfeito, ou que pelo menos a ideia de um ser perfeito é coerente. Leibniz argumentou que perfeições não podem ser analisadas, então é impossível demonstrar que perfeições são incompatíveis. Assim, ele concluiu que todas as perfeições podem existir em um único ser. 

Immanuel Kant, no século 19, trouxe uma avassaladora crítica ao pobre Anselmo e seu argumento: existência não é um atributo, portanto, ela não pode ser usada para provar perfeição, muito menos Deus.

Será que os filósofos pararam por aí, deixando a crítica de Kant vencer o dia? Jamais! Filósofos (muito menos os teístas) não desistem tão rápido.

No próximo post veremos quais foram as reformulações que aparentemente fugiram do problema de Kant.

(Marina Garner Assis, Filosofia da Religião)

segunda-feira, abril 24, 2017

Como prevenir o suicídio entre os jovens

Eles precisam de ajuda
Recentemente, a plataforma de vídeos Netflix estreou uma série de produção própria intitulada “13 Reasons Why” (Treze Porquês, em tradução livre), na qual um dos protagonistas, uma adolescente norte-americana, comete suicídio e deixa treze fitas cassetes gravadas, explicando, contando e fazendo referências aos motivos e às pessoas que a levaram a tirar a própria vida. Sem contar o final ou dar spoilers, a série causou grande discussão mundial nas mídias e nas redes sociais: Como falar sobre suicídio de jovens? Em “13 Reasons Why”, o bullying, o machismo, a violência, o assédio sexual e a falta de diálogo com os pais são alguns dos temas trabalhados e todos sabemos que o suicídio é ainda considerado um tabu pela maioria da sociedade; inclusive, há quem diga que os grandes veículos de comunicação não publicam mais casos de suicídio para evitar uma exposição maior do tema, como se ao abordá-lo aumentassem as chances de alguém tirar a própria vida, e é disso que algumas pessoas reclamam da abordagem da série, como se ela pudesse atuar como um gatilho.

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Interior de São Paulo já foi coberto pelo mar

Evidências de uma catástrofe hídrica
Um levantamento realizado por pesquisadores de sete universidades brasileiras e portuguesas apontou que há 260 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] o interior de São Paulo era coberto por água. O chamado “mar de Irati” tinha um milhão de quilômetros quadrados e acabou secando após uma série de mudanças geológicas. Entretanto, fósseis de animais marinhos e vestígios de algas ainda podem ser encontrados em algumas regiões, como no município de Santa Rosa de Viterbo (SP), a 300 quilômetros da capital paulista, onde ficava uma das praias de águas limpas, claras, rasas e quentes, como descreve o estudo. As primeiras descobertas ocorreram na década de 1970, durante os trabalhos de escavação em uma mina de calcário que, mais tarde, se tornou um sítio arqueológico. Agora, as informações foram reunidas em um inventário geológico, publicado na revista científica GeoHeritage. O documento é assinado por geocientistas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFScar), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Florestal e Instituto Geológico de São Paulo.

Segundo os pesquisadores, os elementos que comprovam a existência do mar de Irati estão embaixo da terra, a até 25 metros de profundidade: os estromatólitos são rochas que se formam no fundo de mares rasos a partir de micro-organismos solidificados, que se acumulam como um tapete de limo.

Em Santa Rosa, com a retirada do calcário pela mineração, foram descobertos estromatólitos gigantes, que só haviam sido encontrados na Namíbia. O engenheiro de minas Marco Antônio Cornetti explica que esse tipo de rocha geralmente é pequeno, mas no interior de São Paulo há alguns com até três metros.

“Uma infinidade de algas morreu e o calcário começa a sedimentar em cima delas. Ninguém sabe por que essas algas não sedimentavam de forma plana, elas formam uma estrutura. Por que elas assumiram essa forma, ninguém sabe o motivo”, diz.

Cornetti trabalhou na pedreira em 1972, quando os primeiros indícios de vida marinha foram descobertos, e também atuou ao lado dos pesquisadores entre 2012 e 2015, na elaboração do inventário atual. Ele conta que o grupo também achou coprólitos, fezes fossilizadas de peixes e tartarugas.

“Elas têm formas diferentes: uma mais cilíndrica e outra mais redonda. Isso vai mostrar a origem de um e de outro [animal]. Esses coprólitos e os restos de conchas estão nessa camada [de rocha], o que comprova ambiente marinho nesse local”, afirma.

Nas áreas de mineração, os geocientistas ainda identificaram fragmentos de ossos de um vertebrado que antecedeu os dinossauros, o Mesosaurus brasiliensis. O animal vivia no mar de Irati e era parecido com um lagarto com um metro de comprimento, segundo Cornetti. “Ele ficava em cima do estromatólito, morria e caía entre dois estromatólitos. A onda ficava balançando e, por isso, você não encontra o corpo do Mesosaurus completo, porque a água do mar ficava balançando e separava todos os pedacinhos”, explica.

O mar de Irati se estendia pelos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e até partes do Uruguai, Paraguai e Argentina. Segundo os pesquisadores, movimentos geológicos fizeram quase toda água escoar para o oceano Atlântico.

“Na região de Uberlândia o solo foi levantando e foi expulsando o mar em direção à foz do Rio Paraná. Em Santa Rosa, ficou um mar fechado, com mais ou menos três mil hectares. Não entrou mais água, esse mar secou e na hora que foi secando, foi depositando calcário”, diz Cornetti.

O engenheiro explica que o Irati era um mar raso, com aproximadamente 200 metros de profundidade, e levou cerca de 20 milhões de anos para secar. Logo depois, a região virou um deserto e, lentamente, a vegetação foi se recompondo. As rochas existentes no local ajudaram a formar o maior reservatório de água do mundo: o Aquífero Guarani.

“Depois do mar, se formou um lago com lama argilosa. Aí, aparecem os derrames basálticos e a formação do que, todo mundo conhece, os aquíferos Guarani, Botucatu e Piraboia, que estão muito acima topograficamente dessa formação, são bem mais recentes”, diz.


Nota: Os óculos conceituais com que a pessoa observa a natureza fazem variar e muito as conclusões a que ela chega. Sob o ponto de vista do modelo diluvianista/catastrofista fica bem fácil entender esse cenário: uma inundação de proporções gigantescas cobriu os continentes, arrastando e sepultando sob lama inúmeras formas de vida, misturando-as e, em alguns casos, desarticulando-as. Isso ajuda a explicar por que cerca da metade dos sedimentos continentais é de origem marinha. E ajuda a explicar, também, a tremenda abundância de fósseis em todos os continentes, já que, para que ocorra a fossilização, é preciso que os organismos sejam rapidamente sepultados debaixo de lama. Note que o texto acima afirma que as algas no Irati sedimentaram em forma de estruturas, não de forma plana. Não seria outra evidência de catástrofe? E a desarticulação do Mesosaurus não se deveria igualmente a isso? Segundo o pesquisador, o mar era raso e levou 200 milhões de anos para secar. Fácil afirmar, difícil explicar como... A notícia menciona ainda derrames basálticos e elevação de terreno, o que está em plena consonância com as previsões criacionistas. E o acúmulo de águas em aquíferos não seria uma referência às “fontes do abismo”, sobre as quais a Bíblia fala? [MB]

quinta-feira, abril 20, 2017

Rússia proíbe atividades das testemunhas de Jeová

Grupo extremista?
Suprema Corte da Rússia proibiu nesta quinta-feira (20) a atuação da organização Testemunhas de Jeová, de acordo com a agência France Presse. O ministério da Justiça russo havia apresentado uma ação no Supremo Tribunal considerando as Testemunhas de Jeová “uma ameaça para os direitos das pessoas, da ordem pública e da segurança pública”. O juiz Yury Ivanenko afirmou na sentença que a organização “deverá entregar à Federação russa suas propriedades”. Um líder russo das Testemunhas de Jeová, Iaroslav Sivoulski, declarou estar “chocado” com a decisão dos juízes e anunciou que a organização religiosa vai apelar. “Não pensava que algo assim poderia acontecer na Rússia moderna, onde a Constituição garante a liberdade de religião”, disse ele. Em março, o Ministério da Justiça já tinha suspendido as atividades do grupo, acusado de armazenar e difundir literatura religiosa de caráter extremista. Na ocasião, o Centro de Direção das Testemunhas de Jeová na Rússia, que dirige todas as filiais regionais e locais da comunidade religiosa, foi incluído na lista de organizações não governamentais e religiosas que foram suspensas por extremismo.

[Continue lendo e veja as implicações dessa decisão arbitrária.]

Filósofo ateu diz que Lúcifer foi empreendedor

Elogio à rebeldia
O filósofo Leandro Karnal, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), tem quase um milhão de seguidores e ganhou fama por abordar de forma clara temas complexos da filosofia. Entre seus livros está o Pecar e Perdoar, publicado em 2014 e que acaba de ser relançado, no qual ele propõe uma reflexão sobre o julgamento tendo como fio condutor a Bíblia. Em entrevista ao jornal O Globo, Karnal é provocativo ao analisar o Antigo e o Novo Testamentos, busca associar com nossos dias personagens como Lúcifer, o anjo caído, e toca em outros assuntos. Detalhe: Karnal é ateu declarado e por isso fiquei curioso pelo fato de ele dedicar tanta atenção a um ser que, se Deus não existir, é ele também mitológico. Em nenhum momento o filósofo se refere a Satanás como mito. Pior, menciona a postura do anjo rebelde como digna de elogio. Quero adiantar que respeito Karnal e admiro sua inteligência e capacidade. As críticas que faço aqui são pontuais e não pessoais, evidentemente. Leia a seguir alguns trechos da entrevista, com meus comentários entre colchetes [MB].

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Jogo da Baleia Azul (para os pais)

Muito depende dos pais
50 provas para os pais livrarem seus filhos da morte:
1. Ame seu filho incondicionalmente.
2. Corrija seu filho sempre que necessário.
3. Ensine-o a falar “por favor” e “obrigado”.
4. Ensine-o a falar “sim, senhor” ou “sim, senhora”.
5. Ensine-o a “pedir licença”.
6. Brinque com seu filho periodicamente de carrinho, de luta, de bola.
7. Brinque com sua filha de boneca, de casinha, de fogãozinho.
8. Passeie com seus filhos (para tomar um picolé, pelo menos).
9. Assista a um programa legal com eles (próprio para a idade deles).
10. Vá sempre às reuniões de pais e mestres da escola e pergunte como está seu filho.
11. Quando ele falar palavrão, não ache graça e corrija imediatamente.
12. Quando ele brigar com alguém, ensine-o a respeitar, refletir, dialogar e resolver.

quarta-feira, abril 19, 2017

48 horas de “resplendor sexual”

Bênçãos da intimidade
O sexo desempenha papel central na reprodução e pode ser prazeroso. Mas novas descobertas sugerem que ele pode servir a um propósito adicional: unir intimamente os parceiros. Um estudo de casais recém-casados indica que os parceiros experimentam um “resplendor” (afterglow) sexual que dura até dois dias, e esse resplendor está ligado com a qualidade do relacionamento a longo prazo. “Nossa pesquisa mostra que a satisfação sexual permanece por 48 horas após o sexo”, diz o cientista psicológico Andrea Meltzer (Florida State University), autor principal do estudo. “E pessoas com um resplendor sexual mais vigoroso – ou seja, as que experimentam maior nível de satisfação sexual 48 horas após o sexo – relatam níveis mais elevados de satisfação no relacionamento vários meses mais tarde.” Pesquisadores teorizaram que o sexo desempenha um papel crucial na “aderência”, na união do casal, mas a maioria dos adultos relata um hiato de alguns dias entre suas relações sexuais e não uma frequência diária.


Meltzer e seus colegas levantaram a hipótese de que o sexo pode fornecer um impulso de curto prazo na satisfação sexual, sustentando o vínculo do par entre as experiências sexuais e aumentando a satisfação do relacionamento dos parceiros a longo prazo. Para testar a hipótese, os pesquisadores examinaram dados de dois estudos independentes, longitudinais, um com 96 casais recém-casados ​​e outro com 118 casais também recém-casados. Todos os casais tinham completado pelo menos três dias consecutivos de um diário de 14 dias como parte de um estudo maior.

terça-feira, abril 18, 2017

Epístolas Católicas do Apóstolo Pedro

Sociedade Criacionista Brasileira tem a satisfação de lançar este livro sobre a vida e os ensinos do apóstolo São Pedro, escrito a partir do texto bíblico dos Evangelhos e do livro de Atos dos Apóstolos, de comentários inspirados da escritora Ellen G. White transcritos como pano de fundo, e do próprio texto das duas epístolas de autoria do apóstolo. Com vistas a um público interessado em maior conhecimento não só sobre a vida, mas também a época em que o discípulo Pedro se torna o grande apóstolo da Igreja primitiva, foram também inseridas informações de caráter histórico sobre usos e costumes, bem como sobre crenças do mundo greco-romano, paralelas ou contrárias às revelações trazidas pelo então nascente Cristianismo. Nesse sentido, é recomendável também a leitura de outra publicação da Sociedade Criacionista Brasileira, intitulada Relato da Criação nas Edições Católicas da Bíblia, agora em segunda edição, com a inclusão de um Apêndice contendo algumas considerações achadas úteis para destacar a relação entre os dias da criação e o “Credo” apostólico, que logo em seu início declara a crença católica no “Deus Pai, todo poderoso, Criador dos céus e da terra”. 

[Clique aqui e saiba mais sobre esse ótimo livro que pode ajudar e muito no estudo da Lição da Escola Sabatina deste trimestre.]

segunda-feira, abril 17, 2017

Teatro na igreja e a condenação de Jesus

Parábola do rico e Lázaro
Recebi alguns e-mails em reação ao post sobre o uso de dramatizações na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Respeito a opinião de cada um e tenho a minha, que está alinhada com a posição do Dr. Alberto Timm, diretor associado do White Estate, e com a da organização adventista. Em que sentido? No de que Ellen White mesma incentiva a igreja a utilizar todos os recursos lícitos para pregar o evangelho (pela falta de tempo, não colocarei aqui as citações, o que, em tempos de internet, não é difícil de encontrar). Aliás, falando em internet, será que alguém hoje teria dúvida de que a web é um tremendo recurso para alcançar as pessoas onde elas estão? Mas trata-se de uma tecnologia criada para fins militares e que hoje dissemina conteúdos que são um lixo, para dizer o mínimo… E o que dizer do rádio? Quando o pastor H. M. S. Richards, criador da Voz da Profecia, começou a usar esse meio de comunicação para pregar, teve que ouvir muitas críticas. O mesmo aconteceu com o pastor Roberto Rabelo. Onde já se viu usar o rádio para pregar! Televisão? A mesma coisa. O “diabo de chifres” (no tempo em que os aparelhos tinham aquelas duas anteninhas) é profano! Hoje alguém tem dúvidas de que TV Novo Tempo é uma grande bênção? As novas gerações já quase não ouvem rádio nem assistem à TV. Onde estão essas pessoas? Na internet. E o que elas fazem lá para se entreter? Entre outras coisas, assistem a vídeos no YouTube. Então vamos fazer vídeos para o YouTube a fim de pregar o evangelho a toda criatura, incluindo essas criaturas.

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domingo, abril 16, 2017

A ave migratória que desafia a evolução

Verdadeiro plano de voo
Esta é a tarambola dourada siberiana, ou Pluvialis fulva. Ela pesa 200g e coloca ovos que demoram 24 dias pra abrir. São aves migratórias, e isso é espetacular! De uma forma realmente singular para essa espécie. Por quê? Porque essas aves não sabem nadar. Ou seja, se caírem na água, morrem. Além disso, elas vivem no Alaska. No inverno, elas migram para o Havaí. É simplesmente um voo de 88 horas, e são 88 horas ininterruptas. Não dá pra parar porque não tem terra alguma no trajeto: apenas mar, e isso, pra essa ave, seria a morte. Para se prepararem para esse voo de 88 horas ininterruptas, elas começam a comer desmedidamente, e ganham cerca de 70g de energia queimável. Durante o voo, essa ave queima, em média, 1g por hora da energia que consumiu na alimentação, e aí há um problema. Isso dá 70 horas de combustível para a ave, em um voo de 88 horas. Ela conseguiria sobreviver mais um pouco até o desgaste e a morte. Sim, elas chegam ao Havaí. Como?

As tarambolas douradas siberianas voam em formação, e alternam os líderes dessa formação em tempos cronometrados (a exemplo da maioria das aves migratórias). Quem está mais atrás consome menos energia por causa do vento que é barrado pelos que estão na frente. Quanto mais na frente, na formação, mais energia se gasta.

Além da comida, elas perdem cerca de metade do peso corporal para conseguir chegar ao Havaí. Imagine você viajar com 100kg e chegar com 50kg!

A questão é: elas chegam exatamente na hora em que não conseguiriam mais seguir em frente (88 horas exatas). Se o voo tivesse 89 horas, morreriam.

Segundo a teoria da evolução, essa ave teve que ir se adaptando, melhorando a capacidade de voo até conseguir queimar os 70g de energia, entrar em formação com líderes cronometrados, e voar 88 horas ininterruptas entre o Alaska e o Havaí. Acontece que qualquer ave anterior a essa, que teria evoluído para a tarambola dourada siberiana, não conseguiria evoluir porque morreria no processo. Qualquer animal supostamente anterior a ela não conseguiria fazer o que ela faz e, portanto, morreria, não evoluiria.

(Lucas Mombaque e Ebenezer Lobão, biólogo e mestre em zoologia)

Séries estão trazendo podridão para dentro de casa

Estupro e incesto no cardápio
Desde seu primeiro episódio, em 2011, a série Game of Thrones, da HBO, levou ao ar cenas de sexo de uma forma jamais vista na TV americana: incesto, sexo oral, orgias, bordeis, seios, seios e mais seios. No ano seguinte, outro novo seriado na mesma HBO, Girls, ganhou a mídia por um motivo parecido: a inclinação de suas jovens estrelas de tirar a roupa para protagonizar cenas de sexo de alta voltagem. Ao raiar de 2013, depois de tanta nudez e tantos encontros picantes, uma série inteira sobre sexo já parecia algo quase corriqueiro. Mesmo assim, Masters of Sex – drama sobre o trabalho inusitado dos sexólogos William Masters e Virginia Johnson nos anos 50 – estreou no canal Showtime e, agora [2015], está em sua terceira temporada, sendo exibida no Brasil pela HBO. Na época em que Masters of Sex se passa, o sexo era um tema tão tabu que até casais unidos pelo santo matrimônio em seriados como I Love Lucy tinham que ser mostrados dormindo em camas separadas. Mas nos anos 70, marido e mulher já podiam dividir a mesma cama, e falar sobre sexo não era algo tão proibitivo. Tanto que Maude, da série de mesmo nome, acaba fazendo um aborto, enquanto Mary do The Mary Tyler Moore Show dá a entender que toma anticoncepcionais.

[Continue lendo e veja a incoerência de muitos cristãos]

sexta-feira, abril 14, 2017

O uso de dramatizações na Igreja Adventista

Quando pode e quando não pode
De quando em quando se levanta alguém na igreja com algum tipo de “nova luz” ou com uma ênfase um tanto exagerada ou desequilibrada sobre certos assuntos. Essas pessoas se valem de textos bíblicos ou de citações de livros de Ellen White fora do seu contexto ou com aplicação indevida e criam, assim, situações que mais promovem desunião e agitação nas igrejas do que o desejo de um reavivamento e uma reforma genuínos, promovidos pelos Espírito Santo, com mansidão e sem comprometer a tão preciosa unidade pela qual Jesus orou em João 17. Essas pessoas deveriam compreender (já que usam tanto os escritos de Ellen White) que Deus está guiando Sua igreja e tem pessoas sábias e consagradas, colocadas no lugar certo e fazendo o trabalho dEle. Uma dessas pessoas a quem conheço pessoalmente, de quem fui aluno e sou admirador, é o pastor Alberto Timm, PhD em Teologia e diretor associado do White Estate, na sede mundial da Igreja Adventista, nos Estados Unidos. Em setembro de 1996, a Revista Adventista (órgão informativo oficial da igreja no Brasil) publicou um artigo dele sobre o uso de dramatizações em nossas programações. Como esse tema é recorrente e a polêmica às vezes se instala, resolvi postar aqui o artigo, que é bastante elucidativo. Logo após, coloquei um link para outro documento, do Centro de Pesquisas Ellen White, localizado no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp, campus Engenheiro Coelho), e adicionei uma nota sobre “ficção” e o que Ellen White escreveu sobre isso, tema que se assemelha, de certa forma, à questão das dramatizações, pois ocorre que alguns também polemizam o assunto usando igualmente textos fora de contexto. Espero que o material a seguir lhe seja útil e que as pessoas entendam que Deus está guiando Sua igreja, um povo, não vozes dissonantes e inconsequentes. [MB]

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Doutoranda muçulmana defende erro da Terra plana

O problema do literalismo
Escândalo no mundo universitário árabe: uma estudante de doutorado tunisiana estava prestes a defender uma tese de doutorado afirmando explicitamente que a Terra tem apenas 13,5 mil anos, é plana e imóvel no centro do universo. E ela não parou por aí: ainda defende que a nossa galáxia é a única que existe, que o Sol tem 1.135 quilômetros de diâmetro (e não 1,4 milhão de km), que a Lua tem apenas 908 km de diâmetro, e que as estrelas, cujo número é “limitado”, não passam de 292 km de diâmetro. É um verdadeiro strike em tudo que a ciência nos ensina sobre o universo. Copérnico, Galileu, Newton, Kepler, Einstein, Hubble, Lemaître, toda a cosmologia, a geologia [a geometria e a óptica] e sabe-se mais o quê, tudo isso é negado pela tese que por pouco não teve o feliz desfecho de sua aprovação. O astrofísico Nidhal Guessoum explica que a tese levou cinco anos para ficar pronta e passou por uma primeira fase de aprovação; a próxima seria a defesa propriamente dita. Foi aí que um ex-presidente da Associação Astronômica Tunisiana botou as mãos no texto e tocou a sirene, colocando no Facebook trechos da tese. A autora já tinha publicado um artigo em uma revista obscura, dessas em que, segundo Guessoum, basta pagar para conseguir a publicação.

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O Resgate: salvação ao extremo

quarta-feira, abril 12, 2017

A Igreja Adventista, a Nasa e a Terra plana

Ciência de verdade
O portal de notícias da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul noticiou hoje que “Jay Johnson, professor de Engenharia da Universidade Andrews, instituição administrada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia nos Estados Unidos, foi notificado recentemente de que duas propostas de subsídios para um estudo no qual ele é pesquisador foram selecionadas pela agência espacial norte-americana (Nasa). O aporte de aproximadamente 1,5 milhão de dólares financiará dois projetos de pesquisas diferentes, porém relacionados. A primeira subvenção será usada para estudar como os eventos de rápido fluxo trazem a energia armazenada na cauda da magnetosfera para a Terra e como o fluxo de energia, por fim, acelera os elétrons e os íons próximos ao planeta. ‘Esse projeto investigará como o fluxo rápido estimula as ondas cinéticas ou de pequena escala que transportam energia ao longo das linhas de campo para a ionosfera’, esclarece Johnson. ‘Essas ondas podem levar à precipitação do elétron (responsável pela Aurora Boreal/Austral) e o fluxo de íons da ionosfera.’
“O segundo subsídio é para um projeto de pesquisa que estuda o vazamento das partículas do vento solar através do perímetro magnetosférico para a magnetosfera. Esse vazamento é provocado pela colisão entre as partículas e ondas de pequena escala. ‘A magnetosfera ao redor da Terra cria um tipo de ‘rocha’ na corrente do vento solar’, explica o pesquisador. ‘Ela não está de fato se movendo se comparada com o vento solar, e assim você tem uma instabilidade que se desenvolve no perímetro, que começa a receber uma onda e desenvolve ondulações.’”
[Continue lendo e saiba o que isso tem a ver com a tese mirabolante da Terra plana]

Design inteligente na morte?

Fatores intervieram no design
Argumento evolucionista: “O design inteligente é capaz de verificar um projeto intencional nas garras e dentes de um leão que os utiliza para caçar e matar um antílope a fim de saciar sua fome? Em outras palavras: é capaz de identificar um projeto intencional na morte?

Argumento do design: Alguns adeptos da Teoria do Design Inteligente (TDI) até poderiam levantar objeções de natureza moral a esse respeito, porque muitas vezes a intencionalidade desperta essa questão. Mas devemos nos restringir apenas ao campo científico. Nesse sentido, o design está especificamente comprometido com forma e função (Ex.: como lindas e eficientes facas de cozinha). A propósito, as espadas são projetos formidáveis (design para a morte).

Mas em relação a questionamentos como esse, precisamos separar o que é científico do que não é científico. Esse tipo de argumento é científico, mas a analogia não. Por quê? Porque estão sendo usadas duas coisas ontologicamente diferentes: uma teoria e um leão. Uma teoria científica é uma tentativa LÓGICA de nos levar ao conhecimento. O leão é um ser.

Essa pergunta científica se reduziria a pó numa análise filosófica. Por quê? Porque está atribuindo à TDI o status de TEORIA DO TUDO – capaz de identificar um projeto intencional de morte! Os proponentes do design buscam esclarecer que a TDI é uma teoria científica minimalista que IDENTIFICA sinais de inteligência. Só isso!

Quanto ao leão, se realmente suas garras e dentes foram projetados para matar, por que nem sempre ele mata um antílope? Quanto ao antílope, se suas pernas foram projetadas para correr, por que nem sempre sobrevive? Aqui entramos em outro ponto. É preciso entender que a TDI possui um comprometimento mínimo com o grau de otimização (eficiência) de um projeto. Aliás, esse comprometimento mínimo está relacionado às regras básicas de sistemas. Portanto, uma das predições da TDI é que existem fatores que podem vir a interferir no design de um projeto.

(Everton Fernando Alves, com Junior Eskelsen, responsável pelo portal tdibrasil.org)

terça-feira, abril 11, 2017

ISIS tentará matar o papa Francisco no Egito

Sob a mira dos terroristas
O papa sofre enorme risco de ser alvo de um atentado terrorista durante sua visita ao Egito, no fim do mês, e sua viagem deveria ser cancelada. O ISIS, também conhecido como Grupo Estado Islâmico ou Daesh, e outras organizações radicais presentes no território egípcio, certamente já têm planos para o ataque. Para complicar, o Egito, comandado pelo autocrata Sissi, aliado dos EUA, não tem a menor capacidade de proteger o papa. Basta ver o fiasco que seu governo tem sido para proteger os cristãos egípcios. […] Como sabemos, mais de 40 cristãos coptas foram mortos em atentados do ISIS contra uma igreja no delta do Nilo e uma catedral em Alexandria. O papa, no entanto, não tem medo e deve ir mesmo assim ao Egito mostrar solidariedade aos cristãos e ao papa copta Teodoro II, que quase foi morto em um dos ataques, e para dialogar com tradicionais autoridades islâmicas. E Francisco ainda tem o agravante de se recusar a adotar algumas medidas de segurança, como observamos na viagem dele ao Rio. É bonito e admirável ver um papa identificado com a população como ele, mas o risco dessa aproximação física é enorme e passa a ser gigantesca no Egito.

[Continue lendo esse texto escrito por um especialista em política internacional e, em seguida, minha nota relacionando isso com o cenário profético.]

segunda-feira, abril 10, 2017

Rumores de guerra e o mundo à beira do caos

Ele não está de brincadeira
Faz algum tempo que ler Mateus 24 é como folhear um jornal do dia. Em nossa época, isso é mais verdade do que nunca. Em represália ao ataque envolvendo armas químicas na Síria, em uma ação sem apoio da ONU, os Estados Unidos lançaram 50 mísseis sobre uma base aérea síria, criando, assim, uma situação de grande instabilidade e deixando claro que Donald Trump não se importa muito com a opinião alheia quando se trata de defender os interesses de seu país. A Rússia, alinhada com o governo de Bashar al-Assad, não gostou nem um pouco do ataque, e até já tirou da“garagem” o maior submarino nuclear do mundo. Outro que reclamou da ação e a considerou provocativa foi o ditador da Coreia do Norte, país sob atenção de Washington por causa de seu programa nuclear, pelo fato de ter feito um teste de mísseis muito próximo do Japão e por estar desenvolvendo uma ogiva que seria capaz de alcançar o território norte-americano. Trump ordenou que uma frota de guerra se aproximasse do mar da Coreia, em uma clara atitude de intimidação e demonstração de poder. Como se pode ver uma vez mais na história, estamos sentados num barril de pólvora prestes a explodir. A grande pergunta é: Até quando os anjos do Apocalipse vão segurar os ventos que prenunciam guerras destruidoras e o fim da aparente estabilidade? Aproveitemos o tempo.

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domingo, abril 09, 2017

O jogo da baleia azul é sintoma de uma era

Veronika: uma das vítimas do jogo
Sintomática de uma era, vem causando espanto e muita preocupação uma onda de suicídios na Rússia, motivados por um jogo intitulado Blue Whale (Baleia Azul, alusão ao cetáceo que está em extinção). Os participantes seguem uma série de instruções que os deixam fragilizados e motivados a tirar a própria vida. O jogo é viral e está se espalhando pela internet, chegando aos poucos ao Brasil. A pessoa que comanda o jogo se chama “curador” e envia pequenos desafios aos jogadores todas as madrugadas, justamente quando os pais desavisados estão alheios às atividades virtuais dos filhos. Com duração de cinquenta dias, o jogo termina com o desafio final: o suicídio. As russas Yulia Konstantinova e Veronika Volkova estão entre as primeiras vítimas do jogo; jovens que, como muitos outros, precisavam apenas de um “empurrão” para levar a cabo a trágica decisão. Centenas de jovens já foram empurrados para a morte motivados pelo diabólico Baleia Azul.

Entre as “missões”, as mais fáceis consistem em acordar em horários específicos da noite, assistir a filmes de terror e ouvir sem parar músicas que deixam a pessoa triste. Isso predispõe o jogador para as próximas tarefas, criando nele um estado depressivo. Os passos seguintes incluem automutilação, arriscar-se em lugares altos e perigosos, etc. Autoridades russas creem que os curadores sejam pessoas mais velhas e persuasivas, pois convencem os jovens de que eles não podem sair do jogo. “Temos certeza de que são adultos aliciando crianças”, afirmou um representante do FSB Secret Service ao jornal Novaya Gazeta.