sexta-feira, setembro 20, 2019

Pesquisadores israelenses descobrem o reino bíblico de Edom


Pesquisadores israelenses descobriram evidências que corroboram o relato bíblico do antigo reino de Edom, informou a CBN News. O reino de Edom existiu durante os séculos 12 a 11 a.C. e foi fundado pelo filho mais velho de Isaac, Esaú. Estava localizado na Transjordânia, entre Moabe (a nordeste), Arabah (a oeste), e o vasto deserto da Arábia (ao sul e leste). O capítulo 36 do livro de Gênesis mostra que Edom era uma terra próspera, muito antes de “qualquer rei israelita reinar”. Mas, durante anos, os especialistas não encontraram praticamente nenhum registro arqueológico confirmando quando e onde Edom existiu. Um estudo inovador publicado pelo PLOS One, por uma equipe de cientistas israelenses e americanos, descobriu que Edom realmente existiu na época e no local que a Bíblia descreve.

“Usando a evolução tecnológica, fomos capazes de identificar e caracterizar o surgimento do reino bíblico de Edom. Nossos resultados provam que o reino surgiu antes do que se pensava anteriormente e de acordo com a descrição bíblica”, explicou o professor Ben-Yosef, do Central Timna Valley Project, da Universidade de Tel Aviv.

Ben-Yosef, o professor Tom Levy, da Universidade da Califórnia, em San Diego nos EUA, e sua equipe foram ao deserto de Arava, no atual Israel e na Jordânia, para analisar a fonte da riqueza do reino: o cobre. Especificamente, a equipe analisou o resíduo restante da extração de cobre, para determinar que Edom não só existiu no momento em que a Bíblia descreve, mas também que era um reino poderoso e tecnologicamente avançado.

“Com técnicas avançadas de análise química, análise arqueológica e investigação microscópica, conseguimos entender como as pessoas produziam cobre. Os resultados são surpreendentes e eles nos dizem que algo grande estava acontecendo muito cedo, pelo menos no século 11 a.C.”, disse Ben-Yosef à CBN News.

A análise do cobre data o reino de Edom cerca de 300 anos antes do que se pensava – exatamente na época em que a Bíblia diz e antes de qualquer rei governar os filhos de Israel. “Isso apoia a noção de que de fato não só havia pessoas na região naquele período, mas um reino forte. Que foi responsável por realizar uma indústria de larga escala na produção de cobre. Você não pode exagerar na importância do cobre naquela época”, disse Ben-Yosef.

O cobre era um material precioso, usado nos tempos antigos para criar armas, escudos de defesa, ferramentas agrícolas e muito mais. “Se você quisesse ser forte, precisava ter cobre”, disse Ben-Yosef.

A equipe também encontrou evidências ligando Edom a outro grande evento bíblico: a invasão da Terra Santa pelo faraó Sheshonk I – o bíblico rei Sisaque, citado em 2 Crônicas 12:2 –, que invadiu Jerusalém no século 10 a.C.


Ben-Yosef disse que o faraó não estava interessado em destruir os edomitas, mas os apresentou à tecnologia de cobre que transformou completamente a região. “Como consumidor de cobre importado, o Egito tinha um grande interesse em agilizar a indústria. Parece que, através de seus laços de longa distância, eles foram um catalisador de inovações tecnológicas em toda a região. Por exemplo, o camelo apareceu pela primeira vez na região imediatamente após a chegada de Sheshonk I”, disse Ben-Yosef.

O professor Ben-Yosef explicou que suas novas descobertas comprovam fortemente a veracidade da Bíblia, mesmo quando as evidências arqueológicas originais não pareciam somar. “Nossas novas descobertas contradizem a visão de muitos arqueólogos de que o Arava foi povoado por uma aliança frouxa de tribos, e elas são consistentes com a história bíblica de que havia um reino edomita aqui”, concluiu Ben-Yosef.

A Pré-História em filmes: "O Bom Dinossauro"

Em diversas áreas do conhecimento existe uma espécie de círculo viciante que nos empurra a pré-definir algumas coisas. Quando eu falo de dinossauros, a agressividade e a violência desses animais já me vêm a mente. E, assim, o cinema deu aquele "empurrãozinho" para nos viciar em certas ideias que muitas vezes são visões opostas do que de fato ocorreu. No exemplo dos dinossauros, os animais selvagens atualmente não se comportam da forma que vemos nos filmes. Grande parte deles nem carnívora era. Desconstruir a ideia de "dinossauros são do mal" dá muito trabalho. Existem vários conceitos pré-formados que insistem em estampar a capa dos livros. A "evolução do homem" é um dos grandes exemplos. A tentativa constante de "macaquizar" o homem e humanizar os macacos está sempre na mídia.

Decidimos comentar alguns filmes que retratam a Pré-História e falar sobre alguns pontos desses círculos viciantes. Segundo Kindersley:[1]

"A Pré-História corresponde ao período da História que antecede a invenção da escrita, desde o começo dos tempos históricos registrados até aproximadamente 3500 a.C. É estudada pela antropologia, arqueologia e paleontologia."

Assim, podemos entender que a Pré-História se deu em momentos diferentes nos continentes. Quando os portugueses chegaram a nossas praias, encontraram o continente vivendo uma pré-história. Porém, na Europa e Ásia a pré-história já tinha ficado para trás dezenas de séculos antes.

Nas palestras do Onze de Gênesis, fizemos uma sequência de seis semanas, comentando filmes da Pré-História sob a ótica criacionista. Os detalhes que separei flertam com a cosmovisão criacionista e por isso achei interessante colocar essas cartas sobre a mesa para debate. Separei os seguintes filmes:

A Era do Gelo (2002) 
Apocalypto (2006) 
10.000 a.C. (2008) 
Os Croods (2013) 
O Bom Dinossauro (2015) 
Alfa (2018)

Claro que existem muitos outros bons, como o "Ao: The Last Hunter", ou a série "Elo Perdido", mas focamos em filmes mais populares. O primeiro dessa série é o filme "O Bom Dinossauro".

Numa linha do tempo alternativa, os dinossauros escaparam da extinção quando o asteroide passou diretamente pela Terra, sem atingi-la. Milhões de anos mais tarde, numa fazenda, um casal de Apatossauros agricultores, Henry e Ida, tem três filhos de 11 anos: Buck, Libby, e o último a chocar, Arlo. As crianças têm que deixar sua marca no silo da fazenda por algo grande que fizeram.

1. Extinção dos dinossauros

Cena do filme que mostra o meteoro que extinguiu os dinossauros errando a rota de colisão com a Terra

Na narrativa do filme, a extinção dos dinossauros dada por um impacto de asteroide não acontece. O comentário que quero destacar aqui neste trecho é o fato de a maioria dos paleontólogos concordar que houve uma extinção em massa no fim do período Cretáceo.  A teoria que é mais aceita pela comunidade científica é a de que um asteroide com aproximadamente 10 km de diâmetro tenha atingido a superfície da Terra, gerando uma explosão semelhante a 100 trilhões de toneladas de TNT.[2] Outra teoria é a de que certos movimentos sofridos pelos continentes provocaram mudanças nas correntes marítimas e também no clima do planeta. Isso fez a temperatura baixar, o que causou invernos mais rigorosos, consequentemente levando ao desaparecimento dos seres vivos que habitavam a Terra.[3]

Sob o ponto de vista criacionista, dinossauros existiram, foram criados por Deus e desapareceram da face da Terra. Um dos motivos do desaparecimento dos dinossauros pode ter sido o dilúvio bíblico, como é defendido por alguns criacionistas. O dilúvio bíblico e o grande asteroide que atingiu a Terra no fim do Cretáceo parecem ser eventos diferentes, mas podemos traçar uma convergência de dados. O evento pode ter sido o mesmo, narrado sob óticas diferentes.

Sobre o modelo da extinção dos dinossauros, Everton Fernando Alves escreveu:[4]
O modelo criacionista prevê que apenas um meteorito provavelmente não seria capaz disso nem responderia pela existência de tantos fósseis no mundo inteiro. Mas pense numa enxurrada de meteoritos caindo em terra e mar há bem menos tempo do que supõe a esticada cronologia evolutiva. Os que caíram na terra acabaram rachando a crosta, dando origem aos deslocamentos de placas tectônicas, aos terremotos e aos derrames de lavas. Os que caíram em mar poderiam gerar tsunamis de centenas de metros de altura, varrendo os continentes e destruindo tudo pela frente, sepultando quantidades incríveis de rochas, plantas e animais.
Então, tanto criacionistas quanto evolucionistas podem estar narrando o mesmo evento no caso da extinção dos dinossauros.

2. Montanhas e gelo

Cena do filme que mostra altas montanhas com gelo

O filme retrata a Terra antes do dilúvio, e no modelo criacionista a geologia do planeta é bem diferente dessa cena. Não há altas montanhas e existe um clima ameno. A Terra era uma grande estufa, havia um só continente com pequenas elevações. As grandes montanhas e formações com gelo são previstas apenas após o dilúvio.

Cena do filme que mostra altas montanhas com gelo

O dilúvio realizou um grande trabalho geológico. Corroer sedimentos aqui, reposicioná-los ali, elevar continentes, elevar planaltos, desnudar terrenos, etc., para que a Terra hoje fosse bem diferente de antes. Hoje, mesmo as cadeias de montanhas se elevam acima do mar.[5] A Bíblia relata que todas as montanhas foram cobertas; montanhas que existiam no momento do dilúvio, pois as montanhas atuais não existiam. Na geologia atual, algumas montanhas perderam altitude nos últimos anos e outras ganham a cada ano. Então, comparando a cena do filme com o cenário criacionista, vale a pena entender que de fato isso não ocorreu nesse período.

3. Dieta vegetariana

Cena do filme que mostra o humano caçando insetos para alimentar o dinossauro.


Cena do filme que mostra o humano caçando animais para alimentar o dinossauro

Cena do filme que mostra o dinossauro aceitando a dieta vegetariana

No filme, o personagem principal é um apatossauro. O apatossauro (do grego "lagarto enganoso") viveu na América do Norte durante o período Jurássico, e esse dinossauro saurópode chegava, em média, a mais de 23 metros de comprimento e 30 toneladas. O apatossauro se alimentava de plantas como samambaias, cavalinhas e gimnospermas, e devia comer em torno de 400 kg de vegetação por dia, engolindo junto pequenas pedras para ajudar a moer o alimento (gastrólitos).

Logicamente que o personagem do filme não comeria nada diferente da sua dieta. Mas o curioso é que, quando vemos os filmes de dinossauros, os ditos carnívoros é que chamam mais atenção. Eles são indômitos e saem devorando tudo o que está na frente deles. Será mesmo que os animais na natureza expressam esse comportamento?

Grande parte dos dinossauros era herbívora. Até alguns terópodes (família dos tiranossauros) eram herbívoros. Um estudo de paleontólogos americanos do Museu Field, em Chicago, indica que a maior parte dos dinossauros terópodes, exceto pelo Tiranossauro Rex e pelo Velociraptor, era herbívora e não carnívora, como se acreditava.[6]

Lindsay Zanno e Peter Makovicky concluíram com base em análises estatísticas que o regime alimentar de 90 espécies de dinossauros terópodes era constituído por plantas. Esses resultados contradizem a visão comum entre os paleontólogos de que quase todos os dinossauros terópodes caçavam para se alimentar, especialmente os antepassados mais próximos das aves.

"Grande parte dos terópodes estava claramente adaptada a uma vida de predador mas, em certo momento da evolução até as aves, esses dinossauros se tornaram herbívoros", explicou Lindsay Zanno. Os dois pesquisadores encontraram cerca de meia-dúzia de traços anatômicos que, estatisticamente, ligam a maior parte dos terópodes ao comportamento herbívoro, incluindo um bico desprovido de dentes.

Aplicando essa análise, os pesquisadores determinaram que 44% dos terópodes, distribuídos em seis grandes linhagens, eram herbívoros. Já que o número de terópodes herbívoros era tão importante, super-carnívoros como o Tiranossauro rex e o Velociraptor deveriam ser vistos "mais como uma exceção do que como uma regra", concluem os pesquisadores.

4. Serpente com patas

Cena do filme que mostra a serpente com patas



Logo nos vem a mente a narrativa bíblica, onde a punição da serpente foi de rastejar sobre o próprio ventre. Em Gênesis 3:14, 15 lemos:
“Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais e feras dos campos; andarás de rastos sobre o teu ventre e comerás o pó todos os dias de tua vida. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.”
A maioria dos cristãos tenta imaginar o que era esse animal chamado de serpente. Alguns tentam especular o fato de as serpentes terem pernas e as perdido após a punição de Deus.

O fato é que temos evidências de serpentes com patas no registro fóssil. O fóssil, encontrado na Formação Crato, na Bacia do Araripe, interior do Ceará, está circundado por fezes de peixes igualmente fossilizadas, o que sugere que o animal morreu soterrado por água e lama. Segundo os pesquisadores, essa cobra de quatro patas vivia no supercontinente Gondwana, integrante da parte sul da Pangea. Leia mais sobre isso aqui.

No entanto, algo mais real pode estar por trás disso. A serpente do Éden poderia ter patas ou poderia ter asas. Praticamente todas as culturas do mundo referenciaram monstros sobrenaturais em seus contos folclóricos - e alguns desses monstros assumem a forma de répteis escamosos, alados e que cospem fogo. "Dragões", como são conhecidos no oeste, geralmente são retratados como enormes, perigosos e ferozmente antissociais, e quase sempre acabam sendo mortos pelo proverbial "cavaleiro de armadura brilhante" ao fim de um ataque violento. 

Antes de explorarmos o vínculo entre dragões e dinossauros, é importante estabelecer exatamente o que é um dragão. A palavra "dragão" vem do grego dracon, que significa "serpente" ou "cobra d'água" - e, de fato, os primeiros dragões mitológicos se parecem mais com cobras do que com dinossauros ou pterossauros (répteis voadores). Também é importante reconhecer que os dragões não são exclusivos da tradição ocidental; esses monstros aparecem fortemente na mitologia asiática, onde recebem o nome chinês de "longo".

A serpente do Éden era um dragão? Um dinossauro? Ou uma espécie de serpente extinta? Leia mais sobre isso em nosso texto sobre o dragão de Da Vinci.

5. Pterossauros

Cena do filme que mostra os pterossauros caçadores

Nessa parte do bate-papo abordamos a grande verdade que a maioria dos espectadores não sabe: pterossauros não eram dinossauros. Eram répteis voadores. E sempre trago algumas curiosidades sobre esses animais lindos. Uma delas é que a região onde eu moro (Sul do Brasil) é rica em fósseis de pterossauros.

O pterossauro Keresdrakon vilsoni, o mais recente deles, foi apresentado em um artigo publicado em agosto de 2019 na revista da Academia Brasileira de Ciências. Segundo os paleontólogos, o pterossauro viveu "em um ambiente desértico periférico, onde existiam oásis com água e certa vegetação".

Keresdrakon é a junção de "keres", que, segundo a mitologia Grega, são espíritos que personificaram a morte violenta e estão associados à fatalidade; e "drakon", palavra para dragão no grego antigo. Já vilsoni foi uma homenagem a Vilson Greinert, um voluntário que dedicou centenas de horas preparando a maioria dos espécimes do "cemitério dos pterossauros" que fazem parte do acervo do Cenpaleo.

6. Tiranossauros bonzinhos

Cena do filme que mostra os tiranossauros bonzinhos

Nesta parte do filme vemos a interação do personagem principal com os tiranossauros. E para minha surpresa, não contribuíram com a má fama dos tiranossauros. No filme, eles são bonzinhos e ajudam o apatossauro a voltar para casa. Claro que eles cuidam da "comida", que é o "gado". São carnívoros, mas não demonstram aquele comportamento voraz, destruidor a que estamos acostumados.

Temos que desconstruir a imagem da agressividade extrema desses animais. Deus criou tudo bom e perfeito, e após o pecado muitas deformidades vieram a acontecer na criação. Não conseguimos ainda determinar direito como isso ocorreu, mas, comparando com os animais selvagens atuais, é fato que o cinema ás vezes exagera.

Cena do filme que mostra o "gado" cuidado pelos tiranossauros

8. Raptores emplumados

Raptores emplumados

Nessa cena representaram os raptores com algumas plumas saindo da cauda. E, de fato,  encontramos isso no registro fóssil. Existiram dinossauros com penas.

Para a cosmovisão criacionista, existe um fator que é discutido com polêmica. O fato de se admitir que dinossauros tinham penas pode corroborar com a evolução de dinossauros para aves. No entanto, isso é uma falsa premissa. Existiam répteis emplumados, e as aves fazem parte de outra categoria. É comum os seres vivos compartilharem características. E isso não comprova a macroevolução, mas comprova o design comum.

Cena do filme que mostra aves vivendo com dinossauros

Encontramos no registro fóssil aves vivendo com os dinossauros, e até antes de alguns deles.[7] Não encontramos de forma contundente no registro fóssil essa transição de dinossauros para aves. Não temos muitos fósseis dessa época na América do Norte, e menos ainda apresentam características que nos dão uma boa ideia de como eram na vida, mas sabemos que eles definitivamente existiam de alguma forma. O oxpickers, nativos da África, são especializados em comer parasitas sugadores de sangue de animais grandes, é um exemplo de ave que se acredita habitou com os dinossauros.

Na cosmovisão criacionista, cremos que Deus criou todos os seres vivos com aporte necessário para sofrer mutações. No entanto, dentro da mesma família. Sem saltos evolutivos que mudariam a espécie/família. Então, as aves variam e continuam aves. Dinossauros variam e continuam dinossauros. Algumas estruturas (como escamas, garras e penas) são compartilhadas.

Alex Kretzschmar

Referência:

[1] Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 15 

[2] Hildebrand AR, Pilkington M, Connors M, Ortiz-Aleman C, Chavez RE. Size and structure of the Chicxulub crater revealed by horizontal gravity gradients and cenotes. Nature. 2002; 376:415-417. 

[3] Price GD, Nunn EV. Valanginianisotopevariation in glendonitesandbelemnitesfromArctic Svalbard: Transient glacial temperaturesduringtheCretaceousgreenhouse. Geology. 2010;38(3):251-254. 

[4] ALVES, Everton Fernando; BORGES, Michelson. A extinção dos dinossauros: semelhanças entre as propostas evolucionista e criacionista. In:________. Revisitando as Origens. Maringá: Editorial NumarSCB, 2018, p.79-87. 

[5] Batten, D. (Ed.), Catchpoole, D. , Sarfati, J. e Wieland, C., Capítulo 11, E a deriva continental? O Livro de Respostas da Criação , Publicadores de Livros da Criação, 2006. 

[6] Lindsay E. Zanno e Peter J. Makovicky. Ecomorfologia herbívora e padrões de especialização na evolução de dinossauros terópodes . Anais da Academia Nacional de Ciências , 2010; DOI: 10.1073 / pnas.1011924108 

[7] Xing, Lida, et al. “Reanálise de Wupus Agilis (início do Cretáceo) de Chongqing, China, como um grande traço aviário: diferenciando entre grandes faixas de aves e pequenas faixas de terópodes não aviárias.” Plos One, vol. 10, n. 5, 2015, doi: 10.1371 / journal.pone.0124039.

terça-feira, setembro 17, 2019

Os 500 anos da primeira globonavegação

No dia 6 de setembro de 1522, dezoito marinheiros magros, exaustos e cabeludos, da expedição espanhola liderada inicialmente pelo português Fernão de Magalhães, chegaram com a nau Victoria quase destruída ao porto espanhol de Sanlúcar de Barrameda. Era o que havia sobrado das cinco embarcações e dos 243 navegadores que haviam deixado o mesmo porto três anos antes, com o objetivo de estabelecer uma rota comercial até as ilhas Molucas (hoje Filipinas), mas que acabaram por circunavegar o globo terrestre. Magalhães não completou o périplo mundial, pois acabou morto em 27 de abril de 1521, durante uma batalha.
No ano passado, visitei Portugal e lá conheci alguns pontos turísticos históricos, como o local de onde as embarcações portuguesas saíram para singrar os mares e a igreja onde estão os restos mortais de outro navegador famoso: Vasco da Gama. Esses exploradores corajosos merecem realmente todo o respeito, afinal, graças a eles a visão da humanidade a respeito do mundo foi grandemente ampliada. E foi graças a eles, também, que cálculos feitos pelos antigos matemáticos gregos puderam ser comprovados na prática, mostrando sem sombra de dúvida que a Terra de fato é um globo.

segunda-feira, setembro 16, 2019

Fantástico exibe reportagem sobre a Terra plana

O programa dominical de TV “Fantástico” exibiu ontem uma reportagem alusiva aos 500 anos da primeira viagem de circunavegação de Fernão de Magalhães, e tratou também da teoria conspiratória da Terra plana (veja aqui a matéria). Graças a Deus, desta vez os repórteres não relacionaram essa ideia mirabolante com o criacionismo nem com a Bíblia. Sim, porque, infelizmente, os chamados terraplanistas (que, por sinal, estão organizando um encontro no Brasil para o mês que vem) frequentemente se identificam como defensores das Escrituras Sagradas, do criacionismo e até do design inteligente (DI), como um rapaz que tem um canal no YouTube aparentemente criado para defender a TDI, mas que ultimamente mais se ocupa de tentar mostrar que o homem não pisou na Lua e que a Terra seria um disco tipo pizza! O que esse pessoal mais consegue, na verdade, é atrair o escárnio e denegrir o cristianismo/criacionismo diante do público em geral. Por isso o diabo gosta tanto dessa ideia e leva as pessoas a perder tanto tempo com ela. E por isso, a Sociedade Criacionista Brasileira teve que emitir em 2017 uma nota de esclarecimento em que deixa claro não ser de forma alguma terraplanista (leia a nota).
Vou deixar aqui embaixo alguns vídeos para que você possa se inteirar desse assunto e dois links para textos que refutam o terraplanismo (veja aqui e aqui). E MAIS IMPORTANTE: deixo aqui o link para um extenso documento escrito por meu amigo astrofísico Eduardo Lütz, até agora não refutado por nenhum terraplanista. É bem evidente que esse pessoal não gosta de matemática nem da verdadeira ciência, essa, sim, em harmonia com a Bíblia Sagrada e o verdadeiro criacionismo. [MB]

terça-feira, setembro 10, 2019

Arqueólogos encontram selo de Adonias, filho de Davi


Arqueólogos encontraram o que seria o selo de um dos filhos do rei Davi, Adonias, durante escavações no Muro das Lamentações, em Israel. O objeto tem cerca de 2.600 anos e era usado para selar cartas. O selo tem a escrita “pertence a Adonias, o mordomo real”, e seu comprimento é de apenas um centímetro. A relíquia foi encontrada durante escavações feitas nas fundações do Muro das Lamentações, ponto importante para os judeus por se tratar da única parte ainda em pé do chamado Terceiro Templo, ou mais conhecido como Templo de Herodes. O selo seria de Adonias. Acredita-se que este seria o mesmo Adonias descrito no livro bíblico de 1 Crônicas, onde ele é referido como filho do rei Davi, o mais proeminente monarca judeu na Bíblia. De acordo com a Fundação Cidade de Davi, existem três pessoas com o nome Adonias na Bíblia, sendo o mais famoso um dos filhos do rei Davi.

No selo, Adonias é descrito como um mordomo real, em hebraico “asher al habayit”. Esse posto seria de extrema importância nos assuntos reais. É com essa mesma designação que José, filho de Jacó, foi referido ao se tornar governador do Egito, conforme o livro bíblico de Gêneses descreve.

O achado surpreendeu os pesquisadores israelenses. Eli Shukron, um dos arqueólogos da equipe, falou da importância do selo em entrevista ao The Times of Israel. “Depois de 2.600 anos, você pega este selo que era usado para selar cartas escritas há 2.600 anos pelo maior ministro do reino. Isso é uma coisa incrível. [...] Isso faz meu coração parar de tanta emoção”, disse Shukron.

Segundo Shukron, o selo poderá resolver outros mistérios da história de Israel. Em 1870, uma sepultura com os dizeres “mordomo real” foi achada no país. Arqueólogos querem agora saber se essa seria a sepultura de Adonias.

segunda-feira, setembro 02, 2019

A Amazônia não é um pulmão, é o coração


Amazônia! Nunca se falou tanto sobre o assunto como nos últimos dias. Entre fatos e fake news, todos os canais midiáticos estavam voltados para o assunto do momento: “A Amazônia arde!” Diante de uma enxurrada de informações que deixaram a população mais confusa que informada, dezenas de jornais alarmaram o planeta: “Estão destruindo o pulmão do mundo!” Algumas figuras públicas até falaram com precisão: “A Amazônia, pulmão do nosso planeta que produz 20% do nosso oxigênio, está em chamas.”[1] Alguns pesquisadores contestam essas informações, dentre eles, a bióloga Mutue Toyota Fujii, do Instituto de Botânica de São Paulo, que afirma que são as algas, não a Amazônia, que levariam o título de “pulmões do mundo”. Somente as algas produzem mais de 50% do oxigênio do planeta. “O excesso de gás liberado na água passa para a atmosfera e fica disponível para os outros seres vivos”, afirma a bióloga.[2]

A Floresta Amazônica libera na atmosfera cerca de 1,5 bilhão de toneladas de oxigênio. Só que esse valor é algo muito pequeno: 0,001% do oxigênio do planeta, explica o climatologista Carlos Nobre. “Isso não anula a importância ecológica das florestas. A Amazônia é a grande responsável pelo equilíbrio climático do mundo”, conclui Hugo Huth da Universidade Federal de Minas Gerais.[3] Vale ressaltar, também, que essa exuberante floresta retém dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa. Gostaria, então, de convidar você para conhecer um pouco mais sobre um dos mais ousados e colossais sistemas já elaborado: a Amazônia.

Localizada na porção sul do continente americano, a maior floresta tropical do mundo abriga não somente a maior bacia hidrográfica do planeta – a Bacia Amazônica –, mas o maior reservatório de água doce, de acordo com a Agência Nacional de Águas: o Aquífero Alter do Chão, que chega a ser duas vezes maior que o Aquífero Guarani, mundialmente conhecido.[4] Porém, o mais espantoso é que a colossal floresta tropical além de possuir gigantescos rios debaixo da terra, imensas drenagens em sua superfície, possui um verdadeiro “rio voador”.

Para entendermos o mecanismo desses rios voadores, precisamos partir da maior fonte de água do planeta: o oceano. Os ventos carregados de umidade vindos do oceano despejam chuvas torrenciais sobre o continente. Porém, à medida que essas correntes de ar adentram o continente, era esperado que o ar perdesse a umidade por conta das chuvas e ficasse mais seco. Algum mecanismo precisaria existir para fazer com que esse ar continuasse úmido. Daí, então, entra em ação um grande fator chave: as árvores. Com raízes bastante profundas, as árvores da floresta Amazônica são capazes de captar água dos imensos reservatórios contidos em rochas areníticas, a cerca de 60, 80 metros de profundidades. Suas folhas são estruturas fantásticas de evaporação. Uma árvore com copa de 20 metros de diâmetro pode despejar na atmosfera cerca de mil litros de água em um dia. Em toda a Amazônia, esse valor pode ultrapassar os 20 bilhões de toneladas de massa de ar úmida em um dia.[5] Para você ter ideia, o rio Amazonas despeja algo em torno de 17 bilhões de toneladas de água diariamente nos oceanos. Logo, esse “rio de vapor” que ascende é maior que o próprio rio Amazonas![6]

Os aerossóis que existem na atmosfera sobre a Floresta Amazônica são considerados os núcleos de condensação de nuvem. A floresta é capaz de fabricar sua própria chuva. E mais: essa chuva viaja dezenas de quilômetros de distância, sendo vital para outras regiões do planeta. Esses são os “rios voadores”. Ou, tecnicamente, jatos de baixos níveis.

Ao percorrer toda a América do Sul, esses rios de umidade são barrados pelas gigantescas montanhas da Cordilheira dos Andes, mudam sua rota e voltam a alimentar as nascentes dos rios da Amazônia. É um ciclo perfeito de imensa interação entre os seres vivos e não vivos, árvores e atmosfera, que ultrapassa os limites da evolução e interação biológica. São as maravilhas de um mundo perfeitamente planejado!

Ao colidirem com as cordilheiras, essas imensas colunas de umidade condensam-se em forma de chuva e erodem as rochas por onde passam, carregando consigo toneladas de sedimentos siliciclásticos que, ao chegarem nos rios, “caminham” em direção ao oceano. Os rios levam para os oceanos não somente um aporte gigantesco de sedimentos, mas uma rica fonte de sílica, fundamental para a existência e multiplicação de algas responsáveis pela maior parte da produção de oxigênio no planeta: as diatomáceas.

Completamente dependentes dessa interação orquestrada entre o oceano e a Floresta Amazônica, as diatomáceas compõem um aglomerado de microalgas capazes de realizar fotossíntese, conhecidas como fitoplâncton. Essas algas, que são micro-organismos eucariontes unicelulares, ocorrem nos mais diversos ambientes úmidos e aquáticos, suspensos na coluna d’água ou aderidos a diversos substratos: macrófitas (epifíticas), rochas (epilíticas), animais (epizóicas), grãos de areia (episâmicas), sedimento (epipélicas). São fotossintetizantes, possuindo clorofilas do tipo a e c, mas algumas poucas espécies são capazes de resistir heterotroficamente a condições de pouca luz e de baixa disponibilidade de matéria orgânica.[7]

A principal característica morfológica das diatomáceas é a parede celular impregnada de sílica (SIO2.nH2O), envolvida por uma fina camada de matéria orgânica, conhecida como frústula. É da imensa quantidade de sedimentos despejados nos oceanos que as diatomáceas retiram a sílica necessária para suas carapaças, o que lhes possibilita não somente sobreviver, mas se proliferar.

As diatomáceas fazem parte de um conjunto de algas responsáveis pela grande produção de oxigênio essencial para a manutenção da vida nos oceanos e fora deles.[8] As diatomáceas não sabem que a imensidão da Floresta Amazônica exerce papel fundamental para sua sobrevivência, dando suprimento necessário para que continuem a produzir nosso oxigênio. Mas tudo ocorre de modo incrivelmente perfeito. Se a Amazônia não pode ser considerada o pulmão do mundo, sem dúvida podemos considera-la o coração! Como no corpo o coração bombeia o sangue transportador de gases da ventilação pulmonar, no ecossistema global a Amazônia “bombeia” por meio dos rios sedimentos ricos em sílica indispensáveis para a manutenção orgânica das algas diatomáceas.

Os fatores bióticos e abióticos interagem como que orquestrados por uma mente inteligente, capaz de pensar em cada minucioso detalhe para a manutenção do nosso complexo ecossistema. Tudo é interligado. Tudo foi criteriosamente pensado. Tudo foi perfeitamente projetado – por um Designer inteligente.

Sobre o ser humano repousa a imensa responsabilidade de não somente utilizar, mas garantir que toda a diversidade de sistemas, vivos e não vivos, que interagem perfeitamente, siga seu curso natural: manter a vida.

Hérlon Costa

Referências:
Nobre, A.D., 2014. O Futuro Climático da Amazônia.
Nobre, A.D., 2005. Is the Amazon Forest a Sitting Duck for Climate Change? Models Need yet to Capture the Complex Mutual Conditioning between Vegetation and Rainfall, in: Silva Dias, P.L., Ribeiro, W.C., Nunes, L.H. (Eds.), A Contribution to Understanding the Regional Impacts of Global Change in South América. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, São Paulo, pp. 107–114.
VIDOTTI, E.C. & ROLLEMBERG, M. do C. Algas: da economia nos ambientes aquáticos à bioremediação e à química analítica. São Paulo, Química Nova, v.27, n.01, Jan/fev, 2004.

Arqueólogos descobrem evidências de acontecimento narrado na Bíblia


Um grupo de arqueólogos descobriu no Monte Sião (Israel), novas evidências da conquista de Jerusalém pela Babilônia entre 587 e 586 a.C., um acontecimento narrado na Bíblia. Em meados de agosto de 2019, a Universidade da Carolina do Norte (UNC), em Charlotte, Estados Unidos, anunciou que sua equipe de pesquisa descobriu uma série de objetos que provariam a riqueza das elites de Jerusalém antes da conquista babilônica. O local da escavação está dentro do parque Sovev Homot, administrado pela Autoridade de Natureza e Parques de Israel. A descoberta inclui um depósito com cinzas, pontas de flecha, vasos, lamparinas e uma importante peça de joalheria da época: um brinco ou pingente feito de ouro e prata. Também há sinais de uma estrutura significativa da Idade do Ferro.

O projeto arqueológico se chama The Mount Zion Archaeological Project e é co-dirigido pelo professor de história da UNC Charlotte, Shimon Gibson, pelo professor titular em Ashkelon Academic College e membro da Universidade de Haifa, Rafi Lewis, e pelo professor de estudos religiosos da UNC Charlotte, James Tabor. Para a sua realização, o projeto contou com a ajuda de voluntários, incluindo estudantes da UNC Charlotte.

O centro de estudos afirma que “a descoberta atual é uma das mais antigas e talvez a mais proeminente em sua importância histórica, pois a conquista babilônica de Jerusalém é um momento importante na história judaica”.

A equipe acredita que o depósito encontrado pode ser datado no acontecimento específico da conquista devido à combinação única de artefatos e materiais encontrados: cerâmica e lâmpadas, juntamente com evidências do cerco babilônico representado por madeira e cinzas, além de várias pontas de flechas de bronze e ferro típicas desse período.

“Para os arqueólogos, uma camada de cinzas pode significar várias coisas diferentes. Poderiam ser depósitos de cinzas retirados dos fornos; ou poderia ser a queima localizada de lixo. Entretanto, neste caso, a combinação de uma camada de cinzas cheia de artefatos, misturada com pontas de flechas e um ornamento muito especial indica algum tipo de devastação e destruição. Ninguém abandona as joias de ouro e ninguém tem pontas de flechas no lixo doméstico”, disse Gibson, um dos diretores do projeto.

Em outro momento, o especialista disse que “gosta de pensar” que está “escavando dentro das ‘casas dos poderosos’ mencionadas no segundo livro de Reis 25:9”. “Este lugar estaria em uma localização ideal, pois fica perto do cume ocidental da cidade, com uma boa vista sobre o Templo de Salomão e o Monte Moriá, a nordeste. Temos grandes expectativas de encontrar muito mais da cidade da Idade do Ferro em futuras temporadas de trabalho”, afirmou o especialista.

O incêndio e a conquista de Jerusalém e o desmantelamento do templo do Rei Salomão teriam sido cometidos há mais de 2.600 anos por um comandante da guarda de Nabucodonosor, rei da Babilônia. Esse acontecimento é narrado no livro de Jeremias 52:13-34 e em 2 Reis 25:1-9, no Antigo Testamento. A história indica que o então rei de Jerusalém, Zedequias, foi preso e levado para a Babilônia e que os judeus foram deportados.

Também assinala que o comandante da guarda, Nebuzaradã, “incendiou a Casa do Senhor, a casa do rei e todas as casas de Jerusalém, e incendiou todas as casas dos nobres. Depois, o exército dos caldeus, que estava com o comandante da guarda, derrubou todas as muralhas que cercavam Jerusalém”.

O cerco babilônico de Jerusalém durou muito tempo, apesar do fato de muitos habitantes quererem se render.

UNC Charlotte realiza escavações arqueológicas em Jerusalém desde 2006 e muitas informações relevantes são constantemente extraídas das operações de escavação.