sexta-feira, outubro 20, 2017

Sob a luz da profecia (22 de outubro)



“Lâmpada para meus pés é Tua palavra, e luz para o meu caminho.” Salmo 119:105  

É difícil encontrar alguém, principalmente crianças e mulheres, que não tenha medo do escuro. A sensação de desconforto, insegurança, dúvida e temor brota instantaneamente ao sermos envolvidos pela escuridão. Por quê? Simplesmente porque fomos feitos para a luz, para enxergar as coisas ao redor. Todavia, não desejamos ver apenas os elementos do mundo físico, mas também ter o intelecto e o espírito iluminados por uma claridade proveniente de fonte superior. Necessitamos de “lâmpadas” que nos ajudem a afugentar os “terrores noturnos”: a superstição e a ignorância, os fantasmas morais e existenciais, bem como as trevas espirituais.

Inegavelmente, o mundo tem à sua disposição muitas ferramentas que ampliam o seu poder de visão. As luzes de um progresso sempre crescente se verificam no âmbito das ciências e do conhecimento em geral. Porém, tem-se ainda a sensação pesada de que a História encontra-se rodeada de trevas, precisando daquele fiat lux que lance seus holofotes sobre o passado inalcançável, o presente sombrio e, sobretudo, sobre o desconhecido e incerto futuro. É preciso admitir: “Em parte, conhecemos, e em parte profetizamos” (1 Coríntios 13:9). Nesse sentido, quaisquer luzes provenientes só da razão e da ciência são fracas lanternas tentando iluminar o Universo. Logo, nem a ciência, nem a filosofia, nem qualquer outra luz humana possui um poder de alcance tão vasto e amplo como tem a profecia. Para escândalo das mentalidades antropocêntricas e racionalistas, só existe uma “lâmpada” capaz de tornar claro o extenso e nebuloso caminho da História: a Palavra de Deus, especificamente suas declarações proféticas, as quais espalham um potente facho luminoso sobre esta era de escuridão.

A profecia bíblica, embora desprezada por muitos ou enlouquecida por outros com interpretações estranhas e bizarras, quando corretamente entendida é o farol divino a apontar para o horizonte onde a vista humana não consegue enxergar. Certamente, “há, sim, por trás do nevoeiro do mundo, um rosto cuja providência dirige o curso da história e cujo amor traz redenção para seus dramas”. Noutras palavras, precisamos “andar na escuridão [...], precisamos cruzar um cenário desconhecido, com a esperança de chegar a salvo ao destino. Não vemos claramente o caminho à nossa frente, porém cremos que o Senhor nos guiará ao lar. [...] Nosso lugar é no caminho, não acima dele. Um dia, cremos com firmeza, tudo se tornará claro [...]. A escuridão, porém, não é total. Os autores bíblicos usaram muitas vezes a figura da luz para lembrar que Deus não nos deixou em completa escuridão!” A Bíblia nos guia na caminhada, sendo lâmpada para nossos pés e luz para nossos caminhos. Assim, “essa imagem significativa sugere a iluminação de uma área em volta de nós enquanto andamos, mas não da paisagem toda”. 

Os adventistas do sétimo dia, uma denominação cristã com crenças distintivas, aceitam a luz proveniente da palavra profética, mantendo a mente e o coração abertos à revelação. Estudiosos do texto sagrado, para eles a Bíblia possui porções importantes acerca de acontecimentos dramáticos que ocorreram e ocorrerão no palco da história, com implicações espirituais solenes e de consequências eternas. Os adventistas estão convictos de que esse conhecimento iluminador – a verdade presente – precisa ser compartilhado com o mundo, pois ele preparará a humanidade para a segunda vinda de Jesus Cristo à Terra, conforme a promessa feita pelo Salvador: “Voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (João 14:3).

Adotando o sistema do historicismo, os adventistas afirmam que tal sistema “prevê determinados eventos que ocorrem no transcurso da história desde o tempo em que o material profético foi veiculado até a consumação final. Portanto, em seu amplo escopo, ele abarca os postulados do preterismo e do futurismo e supre a deficiência básica desses sistemas. Não é justo supor que Deus, no cumprimento de Seu propósito de salvação, atue apenas no longínquo passado, ou no próximo futuro. A ação divina se verifica no todo da história humana, e é disso que, fundamentalmente, tratam as profecias”. Um bom exemplo do historicismo é a profecia do capítulo 2 do livro de Daniel, transformada no belo poema abaixo, cujos versos narram a história passada, presente e futura da humanidade.

Sobre as riquezas de um mistério estranho / E no esplendor imperial dourado, / Babilônia floriu e o seu tamanho era o do próprio mundo do passado.

Mas feneceu este poder de antanho; / Medo-Pérsia, temido e respeitado, / Ergueu-se pela espada, e nesse ganho, / transformou-se no reino prateado.

Surgiu a Grécia, brônzea do saber; / Depois a Roma, férrea do poder, / que em dez reinos partiu-se, e então eis isto: / Um reino de paz e de bondade, reino eterno de justiça e de verdade: / O reino que há de vir de Jesus Cristo.

A Bíblia contém uma profecia bíblica singular, que envolve um longo período de tempo: Daniel 8:14. Após estudar com oração Daniel 8:14 – “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” – o movimento adventista do século 19 chegou à significativa data de 22 de outubro de 1844, quando, por um equívoco de interpretação, ocorreu o Grande Desapontamento. Entretanto, como se diz, “desapontamento não é estranho aos cristãos, especialmente quando eles erram na interpretação do significado dos acontecimentos. A experiência dos discípulos entre a morte de Seu Mestre e Sua ressurreição foi decepcionante. Essa também foi a experiência dos mileritas em 1844”. Além do mais, “com frequência, os cientistas dizem que um resultado negativo também constitui resultado. A história nos fala de muitas descobertas originárias de erros”, e a grande descoberta decorrente desse erro interpretativo sobre Daniel 8:14 foi a verdade central acerca das duas fases do ministério de Cristo no santuário celestial.

Em 22 de outubro de 1844, de acordo com o cômputo historicista, dá-se início à obra do juízo investigativo, momento em que Jesus começa Sua atuação no segundo compartimento do verdadeiro santuário, do qual o tabernáculo da Terra era um tipo, “para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hebreus 9:24). Assim, de 1844 para cá vivemos o grande dia da expiação, em que se inicia o anúncio solene de que “é chegada a hora do Seu juízo” (Apocalipse 14:7). A partir desse momento, “já não haverá demora” (Apocalipse 10:6).

Um ponto essencial precisa ser ressaltado. Deve-se ter em mente que o elemento profético do material bíblico não constitui um fim em si mesmo, já que “qualquer interpretação profética descentralizada de Cristo é antibíblica”. Dessa forma, temas proféticos e apocalípticos como o juízo investigativo, ecumenismo religioso, decreto dominical, fechamento da porta da graça, a grande tribulação e a segunda vinda de Cristo, assuntos familiares aos adventistas do sétimo dia, necessitam de uma abordagem cristocêntrica, pois “o fato de Cristo ser o centro da História e da profecia, bem como a razão de ser e o assunto essencial da segunda, tem suas maravilhosas implicações para a compreensão do que Deus nos revela. [...] É em virtude do que ocorreu na cruz que Deus opera em todo o tempo, salvando. Passado, presente e futuro estão incorporados no processo transtemporal de salvação provido por ela. Ademais, a invisível atuação de Deus no curso da História, cumprindo seu propósito de salvação, se torna visível na manifestação do Filho de Deus na História”.        
     
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” (2 Pedro 1:19). Enquanto navegamos no mar religioso do mundo, enfrentamos tormentas difíceis e perigosas. No barco – a igreja remanescente –, o leme está bem seguro nas mãos dAquele que sabe como Se desviar das tempestades, enfrentando-as e vencendo-as. Porém, alguns “tripulantes” têm procurado arrebatar o leme das mãos de Jesus para as suas próprias mãos humanas. A luz aponta para uma direção, mas estes buscam “iluminar” em outra: nos rochedos ou nos abismos, contrariando, assim, a revelação enviada. Estão se desviando da rota.

Quando a vontade do homem procura contradizer os oráculos divinos, sobrepujando o “assim diz o Senhor”, o resultado será sempre desastroso. A narrativa contida em 1 Reis 13 ilustra fielmente as consequências de se deixar a rota profética bíblica para andar em caminhos considerados mais “interessantes”, nos quais uma “nova luz” incide sobre o conhecimento já apresentado por Deus. Em questões proféticas, que nunca deixarão de ser difíceis de entender (e por isso mesmo um terreno fértil para a especulação e fantasia), a atenção e o discernimento espiritual devem estar afinados com o Céu, a fim de que um “profeta velho” não desencaminhe o “homem de Deus”.

A profecia bíblica já iluminou nossa estrada estreita até a Nova Jerusalém. Estamos sob sua luz; por isso, não tememos as densas sombras do mundo. Com a lâmpada, a Escritura, e ouvindo a instrução do Espírito Santo, o Intérprete, focaremos o olhar em Cristo, no qual todas as profecias, que um dia serão “aniquiladas” (1 Coríntios 13:8), se cumprem e encontram sentido. Podemos estar seguros de que o caminho profético do adventismo passa pelos ensinos e pela vida de Jesus, o Profeta por excelência.

(Frank de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos, Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe)

quinta-feira, outubro 19, 2017

Uma introdução à história do criacionismo adventista no Brasil

Este livro apresenta os fatos que marcaram a vida daqueles que se dedicaram a defender a ideia de um Criador como sendo intelectualmente relevante para um mundo cada vez mais secularizado e materialista. Sua originalidade reside na tentativa de apresentar um esboço reunindo os principais personagens que defenderam e defendem o criacionismo bíblico dentro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, uma das denominações mais importantes na divulgação do criacionismo. Dessa maneira, procuramos destacar a história de vida, conversão, trajetória acadêmica e, principalmente, o engajamento dos primeiros adventistas na defesa do criacionismo. É nosso desejo que ao ler cada história apresentada neste livro o leitor veja, sobretudo, pessoas comuns, de “carne o osso”, e não apenas suas realizações profissionais e acadêmicas.

Os homens e mulheres apresentados neste livro nem sempre tiveram apoio para divulgar esse tema. O criacionismo foi difundido dentro da Igreja por meio de pessoas de visão, inspiradas e apaixonadas pela obra de Deus, que se dispuseram a estudar, pesquisar e disseminar conteúdos em diversas áreas para apresentar evidências de um Criador cuidadoso e intencional. Muitos deles não puderam realizar tudo o que gostariam ou poderiam, mas cada um deixou seu legado, e juntos construíram uma linda história de uma igreja que tem membros que proclamam o Criador.

Salvar do pecado e guiar no serviço não é uma missão apenas para pastores. Essa também é uma responsabilidade de doutores, pesquisadores, professores e mestres. Esse é o papel de todo aquele que crê em Jesus, o único que nos permitirá um dia retornar ao estado da perfeita criação! Essa deve ser nossa real inspiração e motivação, assim como foi para todos os personagens deste livro.

Que a despeito das dificuldades e decepções, nunca percamos de vista o desejo e empenho de apontar a Cristo como Criador de todas as coisas e o único que é capaz de transformar vidas.

Autor: Dr. Wellington dos Santos Silva

CLIQUE AQUI e compre agora mesmo esse livro inédito e imperdível.

quarta-feira, outubro 18, 2017

Em O Reino da Fala, Tom Wolfe caminha na contramão de Darwin

O que nos separa dos outros animais? A racionalidade, certo. Além de certas peculiaridades, como, por exemplo, saber rir... Ok, as hienas também sabem rir, mas não falam; apenas conversam (ou ladram) entre si, não têm o poder da linguagem, como não o têm papagaios e macacos, que conseguem tão bem nos imitar. “A linguagem é o nosso Rubicão, e nenhuma besta ousará cruzá-lo”, bradou o renomado linguista Max Müller, ao final de uma palestra na Royal Institution de Londres, em 1861. E desde então, só no cinema, primeiro com Walt Disney, as bestas cruzaram o Rubicão. 

Em 1861 fazia apenas dois anos que Charles Darwin publicara seu tratado sobre a evolução das espécies. Mesmo acreditando que o homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança e não por um processo de seleção natural que nos reconheceu descendentes do macaco [sic], os criacionistas não tinham por que se opor à tese de que só os humanos têm o poder da linguagem. Mas como adquirimos tal poder? Os criacionistas não tinham por que se preocupar com essa questão. Os evolucionistas até hoje não chegaram a uma conclusão. Sabe-se que o cérebro humano evoluiu e nossa laringe adquiriu uma forma capaz de produzir sons que nossos primos primatas não conseguem emitir, mas desconhecemos como isso ocorreu [sabe-se, mas não se sabe como...]. Os linguistas também já entregaram os pontos. [Será por que é bem complicado explicar quem surgiu primeiro – se as cordas vocais, se a laringe, ou se os neurônios especializados na fala? De que adiantaria um órgão ou uma função relacionada com a fala sem que os demais órgãos e as demais funções existissem e fossem funcionais? Por que um órgão adaptado a um tipo de função se modificaria para assumir outra função específica?]

Ano passado, o decano do Novo Jornalismo Tom Wolfe esbarrou na internet com um artigo sobre “o mistério da evolução da linguagem”, em que uma plêiade de evolucionistas pesos-pesados, entre os quais o linguista Noam Chomsky, comunicava ter desistido da questão de onde a fala – a linguagem – vem e como funciona. “Jamais ouvira falar de um grupo de especialistas se reunindo para anunciar que eram fracassados abjetos”, pensou Wolfe. Os especialistas só confessaram, honestamente, seu fracasso; o “abjetos” foi uma ilação de Wolfe, que sacou na hora o tema de seu próximo livro. 

Ali estava mais uma controvérsia – a incompetência de naturalistas, linguistas e biólogos – para ele aumentar seu rol de desafetos, chamar atenção da mídia e confeccionar outro best seller. Já comprara briga com os “radicais chiques” da esquerda intelectual nova-iorquina, o Olimpo literário americano, os praticantes e teóricos da arte moderna (A Palavra Pintada) e os arquitetos contemporâneos (De Bauhaus ao Nosso Caos). Com The Kingdom of Speech (aqui editado pela Rocco: O Reino da Fala) chegou a vez do establishment científico. Polemizar é o seu “cheiro de napalm pela manhã”. [...]

Wolfe não duvida que a Terra seja redonda, mas, qual um quinta-coluna do criacionismo, desqualifica a teoria do Big Bang como vagamente ridícula e reduz a Teoria da Evolução à “mera hipótese científica”, desprovida de prova material [quando alguém, por mais genial e inteligente que seja, vai contra a todo-poderosa teoria da evolução, começa a ser desacreditado na mídia]. E os quase cinco anos que Darwin pesquisou a bordo do Beagle? E as evidências (anatomia comparativa, fósseis e distribuição geográfica das espécies, etc.) por ele apresentadas? E as pesquisas hoje feitas em laboratórios com micróbios e insetos? [Nenhuma dessas observações e pesquisas prova a macroevolução. Simples assim. Ponto para Wolfe.]

Para incrementar sua iconoclastia, Wolfe providenciou um Salieri evolucionista para Darwin: Alfred Russell Wallace. Enfurnado numa ilha da Malásia, a coletar plantas e espantar mosquitos, Wallace teria chegado ao princípio da evolução por seleção natural antes de Darwin. É uma história fascinante. Com um desfecho melancólico: Wallace um dia virou espírita, passou a comunicar-se com o além e, zás!, recolheu-se de novo à sua insignificância. 

Se Daniel Everett, o Salieri de Chomsky, mais parece uma versão masculina de Eve Harrington, a malvada de A Malvada, a culpa é do venenoso e perverso Wolfe, embora sua intenção primeira tenha sido sujar a reputação do sumo linguista do MIT, a quem apelidou de “Noam Charisma”. Esse carisma é, no mínimo, uma ironia. Wolfe não consegue olhar para o Chomsky linguista revolucionário sem ver o Chomsky militante de esquerda. O mais janota jornalista à direita de Gay Talese é um conservador tão imaculado quanto os alvos ternos que nunca tira do corpo e já foram motivo de piada até na série dos Simpsons. [Quando alguém, por mais genial e inteligente que seja, vai contra o todo-poderosa marxismo cultural, começa a ser desacreditado na mídia.]

Sobre a origem da fala – fruto da evolução da espécie, para Darwin, e uma qualidade inata dos humanos, para Chomsky – Wolfe tem sua própria tese. Os humanos teriam inventado a linguagem como um processo mnemônico, como um aide-mémoire. "Pedra...pedra...pedra”, ruminava o homem das cavernas para não esquecer de recolher uns cascalhos no meio do caminho. [E aqui até ele escorrega, ao não cogitar que a fala tenha sido um dom inerente dado à humanidade pelo Criador.] [...]


terça-feira, outubro 17, 2017

Novela prega que transexualidade é evolução humana

No capítulo de sábado (14) de “A Força do Querer”, uma conversa entre Eugênio (Dan Stulbach) e Joyce (Maria Fernanda Cândido) lançou uma teoria a respeito da transexualidade. “Talvez faça parte da evolução humana”, diz o advogado. “Evolução?”, contesta a socialite. “É. A humanidade sempre destruiu barreiras para poder avançar. A gente venceu as barreiras impostas pela natureza. Quem sabe agora a gente não esteja vencendo as barreiras impostas pelo gênero?” O casal vive um dilema: aceitar ou não que o filho trans, Ivan (Carol Duarte), faça a retirada dos seios. Conservadora e preocupada com o status social do clã, Joyce não cede. Ela define a cirurgia pretendida por sua “ex-bonequinha Ivana” como “aberração”.

sexta-feira, outubro 13, 2017

Dan Brown diz que Deus vai desaparecer

Dan Brown, o guru e profeta dos leitores que gostam de entretenimento sem fundamento volta à carga com uma nova produção literária já mirando o lucrativo mercado cinematográfico e com frases de efeito calculadas para fazer o deleite de editores que precisam mais do que nunca vender jornais e revistas. Para chamar atenção e “causar”, nada como dizer que Deus vai desaparecer ou que a religião será superada. E funcionou. A matéria viralizou e rodou o mundo, ajudando e muito a divulgar a nova obra cujo título é Origem. O famoso autor do best-seller O Código Da Vinci já havia se valido de mentiras históricas para produzir romances e encher os bolsos. Agora ele traz à luz um novo livro tendo como base outra mentira: o evolucionismo naturalista.  

Segundo Brown, a humanidade não precisa mais de Deus, mas pode desenvolver uma nova forma de consciência coletiva, com a ajuda da inteligência artificial, que poderia cumprir a função da religião. “Será que somos ingênuos hoje por acreditar que o Deus do presente sobreviverá e estará aqui em cem anos?”, indagou o escritor na coletiva de imprensa em Frankfurt.

Brown disse ter feito profunda pesquisa e passado muito tempo conversando com... futuristas (!) para criar a trama de Origem. Para escrever O Código Da Vinci, ele se valeu de manuscritos questionáveis e de uma história totalmente especulativa sobre uma suposta relação afetiva entre Jesus e Maria Madalena. A fórmula funcionou e ele a vem aplicando ao longo dos anos.

Ele disse mais na coletiva: “Nossa necessidade de um deus exterior, sentado nos julgando, vai diminuir e eventualmente desaparecer”, e ele aposta em “alguma forma de consciência global que perceberemos e se tornará nosso divino”. Se ele prefere acreditar nas especulações de seus amigos futuristas, tudo bem. De minha parte, prefiro dar ouvidos aos profetas inspirados por Deus. Brown tenta destruir uma das ideias centrais da Bíblia, ou seja, a de um juízo universal – por causa do qual Jesus morreu e por causa do qual os salvos serão redimidos para sempre. Dizer que Deus Se tornará desnecessário é como se um celular dissesse: não preciso mais me conectar à tomada para recarregar a bateria. Posso existir e funcionar por mim mesmo. E confiar na consciência humana, individual ou global, é a coisa mais arriscada do mundo. Ao longo dos últimos milênios a consciência humana desassistida já provou do que é capaz...

Quanto às afirmações brownianas de que a ciência vai superar a religião, também prefiro a opinião de alguém muito mais respeitado e digno de consideração: Louis Pasteur. O grande cientista disse certa vez: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” Como Deus é o autor tanto da Bíblia quanto da verdadeira ciência, quando corretamente compreendidas ambas estão em perfeita conformidade. A má compreensão tanto de uma quanto de outra (ou das duas) é que leva a contradições e mal-entendidos – e também ajuda a dar origem a livros desnecessários que prestam desserviço à humanidade.

Quase que numa paráfrase a Pasteur, o cientista da computação Marco Dourado escreveu: “Semianalfabetismo nos faz apreciar Dan Brown. Pleno amor à literatura nos faz dependentes das Escrituras.”

Marco disse mais: “Esse aí é uma espécie de Paulo Coelho como a criadora do Harry Potter. Segue uma fórmula pré-testada, ao gosto dos mecenas globalistas e em sintonia com os produtores de Hollywood. E agora, para não deixar a peteca cair e ainda promover o próximo filme, chama a imprensa e pendura uma melancia no pescoço. O que vai lhe acontecer? Vai continuar forrando a conta bancária até saturar seu filão e ter de abrir espaço para o próximo oportunista do turno, com outro tema diferente, um pouco mais picante e polêmico – e por aí vai, condicionando o rebanho e conduzindo-o ao grand finale.”

O pastor Gilberto Theiss lamenta: “O mais trágico é imaginar que o sucesso das ficções de Brown ganham e ganharão espaço mesmo entre cristãos – obviamente secularizados. Depois indagam sobre os motivos de termos uma sociedade tão vazia, desprovida de informação coerente e sem muita utilidade cognitiva. E ainda haverá aqueles que tentarão transformar o reles de Brown em verdade. Como sempre, a literatura realmente útil encherá de pó nas prateleiras enquanto o lixo literário será vendido aos milhões ao redor do mundo.”

Infelizmente, obras como a de Brown, com a profundidade de um pires e a grande ajuda de um marketing agressivo, se espalham rapidamente e fazem grandes estragos em mentes desprovidas de conteúdo sólido que as ajudariam a separar o joio do trigo.

Michelson Borges

quarta-feira, outubro 11, 2017

Sexualidade e questões de gênero. Proteja as crianças!

O American College of Pediatricians exorta profissionais de saúde, educadores e legisladores a rejeitar as políticas que condicionam as crianças a aceitar como normal uma vida de representação química e cirúrgica do sexo oposto (confira). Confira algumas afirmações dessa associação de pediatras quanto à ideologia de gênero:

1. A sexualidade humana é um traço binário biológico objetivo: “XY” e “XX” marcadores genéticos de macho e fêmea, respectivamente, e não marcadores genéticos de um transtorno. A sexualidade humana é binária e o propósito óbvio é reprodução da espécie. Há transtornos do desenvolvimento sexual, como a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita, que são muito raros e identificados pela ciência como desvios da norma binária sexual e reconhecidos como transtornos do designhumano. Pessoas com esses transtornos não constituem um terceiro sexo (“Clinical Guidelines for the Management of Disorders of Sex Development in Childhood.” Intersex Society of North America, March 25, 2006).


“Homem e mulher os criou.” Gênesis 1:27

Asas de aviões poderão ser tão silenciosas quanto as asas da coruja

Matemáticos encontraram a solução para uma equação que promete nada menos do que ajudar a minimizar o ruído e maximizar a sustentação das asas dos aviões. Como se baseia em um modelo genérico - um aerofólio poroso - o cálculo também deverá ajudar na melhoria da aerodinâmica dos automóveis e outros veículos e de outras estruturas aerodinâmicas, como as pás dos geradores eólicos. A inspiração veio das corujas, que conseguem suprimir o ruído de suas asas em frequências acima de 1,6 kilohertz (kHz). Isso as ajuda a se aproximar de suas presas sem ser notadas, mas a supressão sonora também inclui a faixa na qual o ouvido humano é mais sensível, o que fez os pesquisadores se interessarem pela questão em busca de soluções para reduzir o ruído dos aviões.

A dificuldade era que a capacidade de voo silencioso das corujas parece derivar da porosidade de suas asas - a propriedade que permite que o ar passe pelas penas. Contudo, ninguém havia conseguido calcular como a porosidade afeta a aerodinâmica das asas - apenas se presumia que a porosidade compete com a sustentação. Agora, Rozhin Hajian e Justin Jaworski, da Universidade Lehigh, nos EUA, conseguiram formular e resolver as cargas aerodinâmicas exatas em um aerofólio, uma estrutura genérica tipo asa bidimensional.

A fórmula matemática usa distribuições arbitrárias de porosidade realísticas, que podem ser usadas em conjunto com uma teoria aeroacústica para determinar a compensação aerodinâmica dos projetos de asas porosas biomiméticas.

“Nosso resultado geral - uma expressão única e explícita que resolve o problema matemático central sem aproximação - tem o potencial para ser integrado ao projeto aerodinâmico/aeroacústico das asas e lâminas de veículos aéreos pequenos, turbinas eólicas ou drones que buscam minimizar sua pegada de ruído através de meios passivos”, disse Jaworski.

Para alguém que talvez possa se surpreender com os poderes práticos da Matemática - e falando apenas de coisas bem recentes, claro - é só lembrar que a solução de cálculos específicos melhorou a reciclagem do alumínio, revolucionou a tecnologia das baterias de lítio, ajudou a cerveja a gelar mais rápido, acelerou a internet, explicou os cristais líquidos e até esclareceu algumas incertezas do tempo.


Nota: A biomimética (imitação do design da natureza) é uma das grandes evidências de que a natureza revela, sim, design inteligente. Se os pesquisadores humanos precisam usar inteligência e muito dinheiro para imitar as tecnologias presentes na criação, o que dizer da inteligência do Criador nas obras de quem nos inspiramos para “criar”? [MB]

Leia mais sobre biomimética aqui.

segunda-feira, outubro 09, 2017

Uma clássica fórmula para o Pi foi encontrada em átomos de hidrogênio

Pela primeira vez cientistas encontraram uma clássica fórmula para o Pi no mundo da física quântica. Pi é a razão entre a circunferência de um círculo e seu diâmetro, e é incrivelmente importante em matemática pura, mas agora cientistas também a encontraram “espreitando” no mundo da física, ao se utilizar mecânica quântica para comparar os níveis de energia de um átomo de hidrogênio. Por que isso é empolgante? Bem, isso revela uma conexão incrivelmente especial e desconhecida anteriormente entre física quântica e matemática. “Eu acho fascinante que uma fórmula puramente matemática do século 17 caracterize um sistema físico que foi descoberto 300 anos depois”, afirma um dos pesquisadores chefe, Tamar Friedmann, matemático da Universidade de Rochester, nos EUA. De fato, uau!

A descoberta foi feita quando Carl Hagen, um físico de partículas da Universidade de Rochester, estava dando uma aula de mecânica quântica e explicando a seus alunos como utilizar a técnica da mecânica quântica conhecida como “princípio da variação” para aproximar os estados da energia de um átomo de hidrogênio. Enquanto comparava esses valores com cálculos convencionais, ele percebeu uma tendência não usual nas razões. Ele pediu a Friedmann que o ajudasse a trabalhar nessa tendência, e eles logo perceberam que esta era de fato a manifestação da fórmula de Wallis para o Pi – a primeira vez que ela havia sido derivada da física.

“Nós não estávamos procurando a fórmula de Wallis para o Pi. Ela simplesmente caiu em nosso colo”, afirmou Hagen. “Foi uma completa surpresa”, acrescentou Friedmann. “Eu pulei para cima e para baixo quando extraímos a fórmula de Wallis das equações para o átomo de hidrogênio.”

Desde 1655 existem inúmeras comprovações da fórmula de Wallis, mas todas vieram do mundo da matemática, e com os novos resultados há pessoas enlouquecendo. Os resultados foram publicados no Jornal de Física Matemática.

Duas páginas do livro Arithmetica Infinitorum, de Wallis, podem ser vistas abaixo:


“Isso quase parece mágica”, escreveu o colaborador de matemática Kevin Knudson para a Forbes. “Que uma fórmula para o π esteja escondida dentro da mecânica quântica do átomo de hidrogênio é surpreendente e agradável.”

“A natureza manteve esse segredo pelos últimos 80 anos”, disse Friedmann. “Estou feliz por o termos revelado.”

Tudo que podemos fazer é imaginar que outras conexões secretas estejam espreitando entre a mecânica quântica e a matemática pura.

(Science Alert)

Nota do físico Eduardo Lütz: É interessante notar que desde a descoberta da Ciência tem havido um ciclo de processamento de conhecimentos entre físicos e matemáticos, conhecimentos esses vindos da natureza e expressos em linguagens formais (que permitem o raciocínio formal, também conhecido como linguagem matemática). Esse ciclo tende a otimizar o conhecimento e descobertas como o Cálculo Diferencial e Integral, que tornou possível descobrir a lei divina mais fundamental no século 18, e as consequências dessas descobertas têm possibilitado prever em detalhes e com exatidão uma série de fenômenos e até leis antes desconhecidos. Note: isso tem acontecido antes de observações e experimentos. A surpresa desse pessoal é que, nesse caso, uma particular maneira de calcular Pi emergiu naturalmente de um problema de Mecânica Quântica. Porém, se olharmos mais de perto esse tipo de coisas, veremos que se trata de apenas mais um exemplo de eventos que acontecem frequentemente nesse ciclo de refinamento e aprofundamento de conhecimentos entre físicos e matemáticos. Uma diferença na visão de ambos é que os físicos que lidam com leis mais fundamentais tendem a perceber a Matemática como algo que transcende o universo, pois veem padrões mais gerais do que as leis físicas emergindo delas o tempo todo, ao passo que matemáticos tendem a ver a Matemática como um joguinho de montar (a la Lego).

terça-feira, outubro 03, 2017

Por que só falo em volta de Jesus e criacionismo?

Recentemente recebi um e-mail em que a pessoa me perguntava por que só falo em volta de Jesus e criacionismo. Quem lê o que escrevo em meus blogs e assiste aos vídeos que posto em meu canal sabe que falo sobre muitos outros assuntos, além da segunda vinda de Cristo, de profecias e criacionismo. Mas devo admitir que esses dois temas atraem minha atenção de modo especial há mais de vinte anos, desde que entreguei minha vida a Jesus, meu Criador e Salvador, e me tornei adventista do sétimo dia. Aliás, se você prestou atenção, o nome da “minha” igreja já expressa resumidamente aquilo em que creio e reflete exatamente meus temas prediletos.

Sou adventista porque creio no advento de Cristo. Sou adventista porque amo a Jesus e tudo o que mais quero é morar com Ele para sempre em um mundo onde não mais haverá sofrimento, injustiças, dor nem morte. Sou adventista do sétimo dia porque guardo o sábado como o memorial da criação realizada por Deus em seis dias literais de 24 horas cada, há cerca de seis mil anos. Portanto, sou criacionista e reconheço a Deus como meu Criador, como o Criador do universo, da vida, do ser humano e das leis que regem tudo isso. E entendo que viver de acordo com essas leis é simplesmente viver como uma criatura deve viver.

Como adventista do sétimo dia compreendo que as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12 constituem uma advertência muito importante, especialmente para estes dias. O âmago dessas mensagens é a justificação pela fé, nossa dependência absoluta de Deus, especialmente no que diz respeito à salvação. Dependemos do Deus Criador do universo e da vida. Portanto, a mensagem dos três anjos é eminentemente criacionista. Mas é também restauradora, uma vez que envolve a reforma do nosso estilo de vida e nos convida a uma relação séria com Jesus e com a verdade expressa na Bíblia Sagrada. Como adventista quero me afastar cada vez mais de Babilônia e me aproximar cada vez mais do reino de Deus, da Jerusalém celestial.  

O logotipo da igreja que eu abracei resume graficamente tudo isso. O centro da nossa fé e da nossa esperança é a cruz de Cristo, ou seja, aquilo que Ele fez por nós quando entregou a vida pela nossa salvação. A base da nossa crença é a Bíblia, nossa única regra de fé e prática. O Espírito Santo está representado pela chama tripla que circunda um globo subentendido, o que mostra que sabemos que somente pela capacitação que vem do Alto, pelo poder do Deus triúno é que conseguiremos cumprir a missão de advertir um planeta perdido.

Não falo somente de volta de Jesus, profecias e criacionismo, mas admito que sou apaixonado por esses assuntos, porque no âmago deles está a pessoa que mais amo: meu Criador, meu Senhor e meu Salvador Jesus Cristo.

Se você encontrar um adventista que não fala em volta de Jesus, criacionismo e na benção de guardar o sábado, desconfie dessa pessoa.

Michelson Borges 

segunda-feira, outubro 02, 2017

Exibição sobre a criação será aberta na sede mundial da IASD

Em preparação para o Sábado da Criação, em 28 de outubro de 2017, o Geoscience Research Institute (Instituto de Pesquisa em Geociências, GRI) está criando uma série de painéis cientificamente precisos e de fortalecimento da fé. A exibição estará aberta durante o Conselho Outonal deste ano do Comitê Executivo da Associação Geral, que será realizado entre 5 e 11 de outubro na sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Silver Spring, Maryland. “Os painéis apresentarão evidências físicas que apontam para o design inteligente na natureza e catástrofe no registro de rochas”, diz o Dr. Jim Gibson, diretor do GRI. “As Escrituras provêm explicações convincentes para tais evidências. Esses painéis são um testemunho tanto da fidelidade da Igreja à criação bíblica quanto ao estudo científico das origens.”

A exibição mostrará exemplos de beleza biológica e outras evidências de design inteligente, tal como a complexidade irredutível. Outros exemplos de design incluirão a maneira como peixes são projetados para nadar, pássaros para voar, olhos para ver, e conchas de amonoides fossilizados para o movimento na água.

Diversos painéis apresentarão abundantes evidências do dilúvio universal registrado na Bíblia. A maioria dos cientistas concorda com a ocorrência de catástrofes globais no passado, tal como impactos de objetos extraterrestres e fluxos imensos de lava, mas muitos negam que possam ser associados com o dilúvio registrado em Gênesis ou em qualquer outro lugar, de acordo com o Dr. Tim Standish, cientista sênior do GRI. “Esa evidência de uma catástrofe global estará inclusa nos painéis.”

“O tempo é uma questão na qual a explicação científica mais amplamente aceita de se adotar milhões de anos se contrapõe com o claro registro dado na Escritura de milhares de anos desde a criação”, afirma Standish. “Os adventistas não ignoram essa tensão e isso estará refletido nos painéis.” Entretanto, o registro da Escritura é robusto. Por exemplo, um painel irá examinar diversos padrões no registro fóssil que mostram a atividade de Deus na natureza, independentemente do tempo determinado dos fósseis envolvidos.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma longa história de interesse no relacionamento entre a história registrada na Bíblia e o estudo da natureza utilizando-se métodos científicos. A pioneira da Igreja, Ellen G. White, explicou a abordagem adventista há mais de um século:

Visto como o livro da natureza e o da revelação apresentam indícios da mesma mente superior, não podem eles deixar de estar em harmonia mútua. Por métodos diferentes em diversas línguas, dão testemunho das mesmas grandes verdades. A ciência está sempre a descobrir novas maravilhas; mas nada traz de suas pesquisas que, corretamente compreendido, esteja em conflito com a revelação divina. O livro da natureza e a palavra escrita lançam luz um sobre o outro. Familiarizam-nos com Deus, ensinando-nos algo das leis por cujo meio Ele opera” (Educaçãop. 130).

O Sábado da Criação, agendado para 28 de outubro, é uma oportunidade de celebrar essa abordagem inspirada pela Bíblia para o estudo da natureza, de acordo com o Dr. Ted N. C. Wilson, presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia. “A história da criação e o dilúvio universal explicam tanto, e nós ainda temos questões que precisam ser respondidas. De toda forma, a Palavra de Deus é certa!”, afirma Wilson.

A fé no relato Bíblico levando a descobertas e utilizando os métodos da ciência tem sido a marca da contribuição dos adventistas para o entendimento da natureza. Compreendendo que muitas questões permanecem por ser respondidas, tem se mostrado um incentivo produtivo para se fazer ciência, conforme Standish. Na esfera da ciência médica, tal motivação tem dirigido o trabalho pioneiro do Dr. Harry Miller em nutrição, inovações em neurocirurgia do Dr. Ben Carson, e na revolucionária técnica de cateterização do Dr. Melvin P. Judkins utilizando cateteres projetados por ele.

Nas ciências da paleontologia e geologia, a abordagem adventista, inspirada pela confiança na Bíblia, motivou o estudo do Dr. Harold Coffin sobre florestas fossilizadas no Parque Nacional de Yellowstone, afirma Standish. Isso levou a um novo e mais amplo modelo de explicação de sua formação.

O Dr. Leonard Brand tem sido inspirado a examinar a evidência das muito comuns camadas de rocha que aparentam ter sido rapidamente cobertas por água ao longo da América do Norte. Também apresentada nos painéis na sede mundial adventista está a pesquisa do Dr. Arthur Chadwick, mostrando movimentos de água em escala global em padrões distintos.

Os painéis da criação são gratuitos e abertos ao público. Eles estarão em exibição na sede mundial até Março de 2018, e têm por objetivo ilustrar como a fé no relato bíblico da história tem produtivamente inspirado a ciência.

“Ao mostrar algumas das abundantes evidências que apontam para um Deus Criador e um dilúvio universal, esses painéis irão encorajar confiança no relato bíblico da história”, afirma Gibson. “Em adição, os fósseis e outras evidências apresentadas são intrinsicamente fascinantes, revelando que ‘grandes são as obras do Senhor, procuradas por todos os que nelas tomam prazer’” (Salmo 111:2, ACF).

Para mais informações e materiais para o Sábado da Criação, visite: http://www.creationsabbath.net/

(Timothy G. Standish, PhD, é cientista senior do Geoscience Research Institute; tradxução de Leonardo Serafim)

sexta-feira, setembro 29, 2017

Sete fatos científicos que provam que a Terra NÃO é plana

Por mais que o ser humano já saiba que a Terra é redonda há centenas de anos, algumas pessoas ainda aparentam mostrar dúvidas sobre a questão. Por isso separamos sete fatos científicos que vão te ajudar a convencer aquele colega que não tem tanta certeza sobre o formato do nosso planeta, de que ele não é – e não pode ser – plano.

Observe um barco - Quando um barco desaparece no horizonte ele não vai ficando menor e menor até não conseguimos vê-lo. Na realidade, o que ocorre é que partes da estrutura vão sumindo antes das outras: primeiro o casco da embarcação e só no fim a ponta da vela. Isso ocorre justamente porque a Terra é redonda. Para compreender melhor, basta utilizar um binóculo ou telescópio para observar o horizonte na sua próxima ida à praia.

Olhe para as estrelas - Aristóteles descobriu esse fato cerca de 350 anos antes de Cristo e nada mudou desde então. Diferentes constelações são visíveis de diferentes latitudes. Provavelmente, os dois exemplos mais marcantes são o Big Dipper e a Southern Cross. O Big Dipper, um conjunto de sete estrelas que se parece com uma concha, é sempre visível em latitudes de 41 graus Norte ou superior, mas não abaixo de 25 graus sul. Essas diferentes visões só fazem sentido se você imaginar a Terra como um globo, de modo que olhar “para cima” realmente significa olhar para uma faixa de espaço diferente do hemisfério sul ou norte.

Assista a um eclipse - Aristóteles também provou sua teoria com a observação de que, durante os eclipses lunares, a sombra da Terra na face do Sol é curvada. Uma vez que essa forma curva existe durante todos esses fenômenos, apesar do fato de que o planeta está girando, o filósofo intuiu corretamente a partir da penumbra que a Terra é curvilínea por toda parte – em outras palavras, uma esfera.

Escale uma árvore - Se a Terra fosse plana, seria possível enxergar tudo independentemente de onde você está, mas, ao contrário disso, quanto mais altos estamos mais podemos visualizar. Um bom exemplo são as estrelas: podemos vê-las, mesmo elas estando milhares de quilômetros distantes. Ao olhar para os lados de Salvador, por exemplo, não é possível ver as luzes de Belo Horizonte, que está a uma distância bem menor do que estamos dos astros. A explicação? A Terra é esférica.

Faça uma viagem ao redor do mundo - Se você tiver a sorte de ter uma visão desobstruída do horizonte e um voo comercial suficientemente alto, você pode até mesmo descobrir a curvatura da Terra a olho nu. De acordo com um artigo de 2008 na revista Applied Optics, a curva da Terra torna-se sutilmente visível a uma altitude de cerca de 35.000 pés, desde que o observador tenha pelo menos um campo de visão de 60 graus (o que pode ser difícil a partir de uma janela do avião do passageiro). A curvatura torna-se mais visível acima de 50.000 pés. Os passageiros de um jato supersônico, por exemplo, tem uma visão do horizonte curvo enquanto voam a 60.000 pés.

Compre um balão meteorológico - Em janeiro de 2017, estudantes da Universidade de Leicester, no Reino Unido, amarraram algumas câmeras em um balão meteorológico e enviaram-no para o céu. O balão subiu 77.429 pés (23,6 quilômetros) acima da superfície, bem mais que o nível necessário para ver as curvas do planeta. O instrumento a bordo do balão enviou imagens deslumbrantes que mostram a curva do horizonte.

Compare sombras - A primeira pessoa a estimar a circunferência da Terra foi um matemático grego chamado Eratóstenes, que nasceu em 276 a.C. Ele fez isso comparando os tamanhos de sombras no dia do solstício de verão onde hoje fica Assuão, no Egito, com uma cidade mais a leste de Alexandria. Ao meio dia, quando o sol estava diretamente sobre a cabeça em Assuão, não havia penumbra, entretanto, uma vara colocada no chão da outra cidade lançou uma sombra. Em uma Terra plana, não haveria nenhuma diferença entre o comprimento das sombras. A posição do sol seria a mesma, em relação ao solo. Apenas um planeta em forma de globo explica por que a posição do sol deve ser diferente em duas cidades a poucas milhas de distância.

(LiveScience, via Galileu)

Leia mais sobre a mirabolante ideia da Terra plana. Clique aqui.

Nota do físico Eduardo Lütz: "Essa das sombras os terraplanistas explicam dizendo que o Sol está bem perto da Terra e é pequeno. Isso explicaria (grosso modo) ângulos diferentes da sombra em locais diferentes. Mas quero ver conseguirem uma explicação não absurda para a existência da noite. Se o Sol ficasse sempre circulando acima do disco da Terra, jamais haveria noite e o Sol seria sempre visível. E outra, se a Lua ficasse na mesma altitude do Sol, sempre a veríamos parcialmente iluminada (como nas fases minguante ou crescente), e não haveria Lua cheia ou nova. Para haver Lua cheia, ela teria de estar muito mais alta do que o Sol e aparecer durante o dia próxima à posição do Sol (o que nunca acontece). E nunca haveria eclipse da Lua. E só haveria Lua cheia. Se estivesse muito abaixo, só haveria Lua nova, mesmo que a Lua estivesse em oposição ao Sol."

segunda-feira, setembro 25, 2017

O ser humano precisava comer da árvore da vida para viver para sempre?

De acordo com Romanos 1:19 e 20, o que se pode saber sobre Deus está escrito na natureza. Note: não apenas permite saber que existe um Criador, mas ter acesso ao que é possível saber sobre Ele. Na natureza aprendemos coisas específicas tremendas sobre a personalidade de Deus e sobre como funcionam as coisas que Ele cria. Mas essas informações são inacessíveis à ciência humana, falsamente chamada ciência, baseada em filosofia. Mas são acessíveis à verdadeira ciência, baseada em Matemática de maneira consistente. Muitas dessas informações estão descritas em detalhes finos na natureza, mas são apenas sugeridas de passagem na Bíblia. A Bíblia nos fala especialmente do plano da salvação e nos dá importantes diretrizes de vida, mas praticamente não entra em detalhes sobre como as coisas funcionam.

A fonte básica de informações sobre como as coisas funcionam é a natureza. E note que as informações que encontramos na natureza não são naturalistas, mas falam de uma realidade mais ampla. Quando não levamos em conta esses detalhes que estão escritos na natureza, frequentemente temos a tendência de desenvolver um pensamento místico, de que Deus simplesmente realiza mágicas, coisas inexplicáveis. Mas a Bíblia não apoia esse tipo de visão, embora alguns tomem certas passagens isoladas para tentar estabelecer uma linha mística.

Deus está além de nossa compreensão, mas as regras que Ele usa para manter tudo existindo e funcionando corretamente estão escritas na natureza e são acessíveis ao estudo.

Ele é a fonte da existência. Ele é a fonte do funcionamento das leis físicas. Ele é a fonte da vida. Mas essas coisas não são independentes entre si. Por exemplo, Deus mantém as leis físicas, mas Ele não precisa simular essas leis. Por exemplo, para que um avião respeite as leis da aerodinâmica e voe, não é necessário que Deus o erga diretamente.

Assim também é com a vida. Ela funciona segundo as mesmas leis físicas que fazem tudo existir. As coisas funcionam como mecanismos com muitas engrenagens interconectadas (isso é figura de linguagem, claro). Se você faz um relógio mecânico e fica girando uma alavanca para movimentá-lo, não é necessário ficar empurrando individualmente cada engrenagem da máquina como se a conexão entre elas fosse apenas uma ilusão e não funcionasse na prática.

Deus criou leis e uma realidade baseada nelas de tal maneira que é possível a existência de seres vivos e muitas outras coisas. Os seres vivos funcionam como mecanismos tremendamente complexos capazes de processar informação. Tudo o que tem informação tem entropia, por definição. Onde existe entropia e tempo, vale a segunda lei da Termodinâmica. Porém, havendo fontes de energia externas e um mecanismo adequado de reparo, é possível manter o sistema em bom funcionamento indefinidamente.

O relato bíblico indica que a Árvore da Vida fazia parte desse mecanismo de reparo. Note, por exemplo, Gênesis 3:22. O texto diz que se a humanidade continuasse comendo da Árvore da Vida duraria para sempre, mesmo após o pecado. Mas, então, qual seria o problema? Se pecadores pudessem durar para sempre, seriam perpetuados o sofrimento e a injustiça, o que não é compatível com o caráter de Deus. Sofrimento eterno seria algo injusto e Deus não toleraria uma coisa dessas. Por isso foi cortado o acesso da humanidade à Árvore da Vida.

(Eduardo Lütz é físico e engenheiro de software)