terça-feira, maio 21, 2019

Gênesis ensina que o Sol foi criado no quarto dia?

De acordo com Gênesis 1:14-18, o Sol, a Lua e as estrelas foram criados no quarto dia da semana da criação, correto? Bem, pode-se ter essa impressão após uma leitura apressada, mas há detalhes interessantes nesse capítulo, na Bíblia como um todo e na natureza que precisam ser levados em conta ao analisar-se o texto. (Antes de continuar, recomendo a leitura deste post.)

É importante manter em mente que a narrativa de Gênesis 1 corresponde ao que alguém testemunharia se estivesse na superfície da Terra ou próximo a ela. Não se trata de algum referencial absoluto, muito menos divino. O destinatário desse texto é a raça humana, com toda a sua ignorância, e o texto tem essa perspectiva em sua didática.

A própria estrutura do capítulo nos ajuda a entender o sentido dos detalhes mencionados. Um dos pontos importantes é que, em cada etapa, Deus prepara condições para as próximas. Ele poderia, por exemplo, criar seres vivos antes de haver uma atmosfera respirável para eles. Deus poderia mantê-los vivos assim mesmo, pois Ele tem poder para isso. Mas não o fez. Por quê? Para responder a essa pergunta precisamos prestar atenção a um princípio fundamental que pode ser observado em tudo o que Deus faz.

A Bíblia ensina que Deus é perfeito e tudo o que Ele faz é muito bom. Em outras palavras, existe um princípio de otimização à base de tudo o que Deus cria e por trás de cada uma de Suas ações. No século 18, Pierre Louis Moreau de Maupertuis (1698-1759) percebeu que isso tinha implicações importantes sobre as próprias leis físicas. Isso é chamado hoje em dia de “princípio da ação mínima”, que costumamos expressar por meio da seguinte equação diferencial funcional: δS=0. Naquele mesmo século, Euler e Lagrange mostraram que é possível deduzir equações de leis físicas a partir desse princípio. Conseguiram, por exemplo, reproduzir a mecânica newtoniana a partir de equações geradas por esse princípio.

De fato, descobrimos que todas as leis físicas básicas obedecem a esse princípio, que tem sido usado como um dos instrumentos matemáticos mais importantes na pesquisa avançada. Ele permite deduzir coisas como as leis do eletromagnetismo (que regem a Química, entre outras coisas), as leis da Relatividade Especial e Geral, as leis da Teoria Quântica de Campos, da Eletrodinâmica Quântica, das cordas e assim por diante.

Resumindo, as leis físicas básicas (das quais as demais são consequência) realmente são otimizadas. E isso foi deduzido a partir da noção de que Deus faz tudo da forma mais eficiente possível. Uma das muitas lições que tiramos disso é que Deus não faz qualquer coisa de qualquer jeito só porque pode; pelo contrário, Ele faz tudo da melhor maneira possível.

Além de isso nos permitir deduzir as equações diferenciais que regem a realidade, também nos permite chegar a algumas conclusões interessantes mesmo sem fazer cálculos explicitamente. Por exemplo, podemos responder à pergunta que fizemos antes: Por que Deus não criou os seres vivos antes de preparar a atmosfera para sustentá-los? Porque isso seria ineficiente, isto é, Ele precisaria fazer algo desnecessariamente complexo para atender às necessidades de seres vivos antes de ter um ambiente adequado para eles. Para evitar isso, basta inverter a ordem da criação: criar as condições necessárias primeiro e os seres vivos depois.

Notemos agora que esse padrão aparece ao longo do relato da criação. Primeiro Deus regula a duração do ciclo noite-dia (versos 2 a 5). A velocidade de rotação do planeta é essencial para as demais condições necessárias à vida, além de permitir também a contagem de tempo usando o dia como unidade a partir do primeiro dia. Depois disso, a atmosfera sofre a primeira organização, depois a organização do solo e da água líquida da superfície, criação de plantas antes da criação de animais, limpeza da atmosfera para que se pudesse observar o Sol, a Lua e as estrelas, criação de animais marinhos e aves, animais terrestres e a humanidade. Em todos os casos, se B depende de A, A é preparado antes de B.

O que isso tem a ver com a criação do Sol no quarto dia? Tudo. O dia, definido como primeiro passo na terraformação descrita em Gênesis 1, ocorre em relação à posição do Sol no espaço. Isso está ligado tanto à rotação da Terra em relação ao Sol (não em relação ao Universo) quanto ao movimento de translação em torno dele. Deus poderia criar uma outra fonte de luz e gravidade no lugar do Sol para funcionar entre o primeiro e o quarto dia? Ele mesmo não poderia fazer esse papel? Certamente. Mas isso seria ineficiente. Ele precisaria manter uma situação desnecessariamente complexa que poderia ser evitada simplesmente com a alteração na ordem de fazer as coisas: bastaria criar o Sol primeiro para depois ajustar a rotação da Terra no primeiro dia da semana. Por que, então, Deus esperou para criar o Sol só no quarto dia? Mas será que esperou mesmo?

Nos versos 14 e 15, é dito que Deus fez aparecer os grandes luminares no céu. O Sol não precisa ser criado cada vez que aparece no céu. Por que então imaginar que aparecer no céu necessariamente significa criação?

Os versos 16 a 18 funcionam como um aposto, isto é, um comentário que abre algum detalhe do texto anterior, como é o padrão de todo esse capítulo. Detalhes assim não necessariamente referem-se a eventos que ocorrem na mesma ocasião da narrativa principal. Vejamos um exemplo: "Semana passada, visitei Isadora. Ela herdou de seu pai a casa onde mora." Pode-se concluir deste texto que Isadora herdou sua casa na semana passada? É evidente que não. Da mesma forma, esses versos mencionam a criação e a finalidade dos dois grandes luminares (Sol e Lua): Deus criou o maior para dominar o dia e o menor para dominar a noite e as estrelas. Quando ocorreu essa criação? No quarto dia? Antes? Esses versos não deixam claro. Entretanto, se o Sol fosse criado no quarto dia, teríamos uma quebra no princípio da otimização, algo que destoa completamente de tudo o que a Bíblia ensina sobre a perfeição e a meticulosidade de Deus, assim como tudo o que observamos na natureza em todas as escalas, lugares e situações, mesmo nos milagres mencionados na Bíblia.

Resumindo, ao fazer uma leitura superficial de Gênesis 1:14-18 podemos imaginar que o Sol e a Lua foram criados no quarto dia. Porém, se prestarmos atenção aos detalhes, mesmo observando apenas o texto localmente, sem o contexto maior da Bíblia, constatamos pelo menos dois pontos importantes: (1) o texto não afirma a criação desses astros no quarto dia e (2) toda a sequência da criação sempre mostra Deus criando a dependência antes do dependente, o que, no caso do Sol, indica que ele já existia quando Deus disse "haja luz". Mesmo se forçarmos a interpretação para imaginar que o Sol poderia ter sido criado exatamente naquele instante, essa ideia não tem qualquer base física ou escriturística, além de ir em sentido contrário a outras evidências que temos.

Eduardo Lütz 

sexta-feira, maio 17, 2019

Estadão tenta “lacrar” requentando velhos argumentos anticriacionistas


Com o título infame “Fósseis transicionais, evolução biológica e a infâmia do criacionismo”, o jornal O Estado de S. Paulo publicou na editoria de ciência uma matéria que tenta associar os movimentos tectônicos (para os quais há muitas evidências, como os terremotos) com a teoria da evolução, na qual ainda hoje há muitas lacunas, especialmente quando o assunto é a macroevolução. Trata-se de argumentos requentados e reapresentados com o intuito de reforçar o discurso evolucionista e acuar os criacionistas. Para que o discurso se mantenha, é preciso que de quando em quando uma matéria “lacradora” seja publicada em algum jornal ou alguma revista de divulgação popular, de preferência com um título bombástico tipo “a infâmia do criacionismo”. Já que a maioria absoluta das pessoas lê apenas os títulos das matérias, o propósito se cumpre, pois elas seguem para o dia a dia pensando que mais uma vez o criacionismo foi encurralado.

Vamos analisar alguns trechos da matéria:

“A união, no passado distante, dos continentes que hoje conhecemos também é notável, por exemplo, no perfeito encaixe entre a América do Sul e África, bem como nos fósseis encontrados nas rochas de um lado e de outro do Atlântico.”

Eles começam com um fato notório e inquestionável, preparando o terreno para afirmações não tão factuais, como esta: “Para alguns [religiosos], fatos como a evolução biológica e o movimento dos continentes são abomináveis, quando não os próprios cientistas.” 

De quem estão falando exatamente? O título da matéria menciona o “criacionismo”, então por que não perguntaram a um pesquisador criacionista? Um geólogo criacionista, por exemplo, desmontaria essa afirmação leviana ao dizer que, sim, criacionistas acreditam na deriva continental e no trincamento dos continentes causado por uma catástrofe de proporções globais (mas obviamente que o repórter mudaria de assunto para não ter que ouvir a respeito dessa catástrofe). O repórter poderia também descobrir que, em lugar de “abominar” os cientistas, centros de pesquisa como o Geoscience Research Institute e outros mantêm cientistas em seus quadros, realizando pesquisas sérias e publicando seus dados. Mas isso desmontaria a espinha dorsal do artigo. Melhor não perguntar e só afirmar, afinal, o objetivo é “lacrar” e manter o discurso, não conhecer a verdade dos fatos.

Outro parágrafo bombástico: “O criacionismo nasceu da rejeição à ciência, da falta de entendimento dos textos bíblicos e na busca por explicações dos fenômenos naturais. Usando, em especial, os dois primeiros capítulos do livro de Gênesis, e versículos no Velho e Novo Testamentos, criacionistas tentam explicar o que nem mesmo era a intenção de Moisés, de outros profetas e dos apóstolos.”

Evolucionistas sabem de tudo! De geologia e biologia até teologia! Falta aos teólogos criacionistas que se dedicam ao estudo da Bíblia o que sobra nos autores do texto do Estadão: entendimento dos textos bíblicos. Como assim o criacionismo nasceu da rejeição à ciência?! Os precursores da ciência, como se sabe, eram em sua maioria cristãos devotos. Newton, Copérnico, Galileu, Pascal e vários outros criam em Deus e na Bíblia, e nos legaram as bases do pensamento científico que ainda sustenta o emprego dos pesquisadores de hoje.

A matéria do Estadão continua:O fato [Fato?! Cadê os números?] é que a maioria dos cristãos vive apavorada com as promessas de terríveis castigos determinados àqueles que ‘desobedecerem à palavra de Deus’. Como desconhecem o sentido das metáforas, preferem não arriscar, e entendem as escrituras ao pé da letra: ‘Deus criou tudo, incluindo Adão e Eva, nos sete primeiros dias.’” 

Sou criacionista há três décadas e não vivo apavorado com “promessas de terríveis castigos”. Na verdade, vivo animado com a expectativa de viver no mundo que meu Criador vai recriar. Vivo animado com a esperança de que o mesmo Deus que criou o Universo e este planeta tem poder para transformá-lo de novo no Éden perdido. Quando era evolucionista é que eu vivia sem esperança, afinal, havia aprendido que tudo terminaria (1) em um big crunch cósmico, ou (2) na expansão eterna de toda a matéria, ou ainda (3) na calcinação da Terra por um Sol moribundo. De qualquer forma, pela concepção naturalista/evolucionista, a vida está fadada à extinção. Então, não me venham falar em medo do futuro e desesperança!  

“Já os grandes dinossauros e todas as outras criaturas extintas morreram e foram soterrados no dilúvio.” Bem, apresentem-me explicação melhor para a abundância de fósseis bem preservados em todos os continentes... A hipótese não unânime do meteorito de Yucatán explica esse fenômeno? Fossilização depende basicamente de soterramento rápido sob lama.

“Sobre a organização estratigráfica dos fósseis, isto é, seu empilhamento lógico e ordenado nas sucessivas camadas de rochas; e os grandes eventos de explosão de diversidade seguidos à terríveis extinções em massa, preferem não comentar.” 

Pelo contrário, comentamos, sim. Especialmente a pedra no sapato dos evolucionistas chamada “explosão cambriana” (apontada como um grande problema pelos evolucionistas honestos). Como explicar que a vida (os principais filos) surja já complexa lá no período Cambriano? Como explicar que complexidade exista em toda a coluna geológica, de alto a baixo, sem evidências de ancentrais menos complexos antes do “big bang da vida”. Querem mesmo falar sobre isso?

A seguir a reportagem se aventura a falar na suposta história evolutiva do ser humano, mas não menciona as inúmeras revisões e fraudes envolvendo esse conto das cavernas; histórias amplamente documentadas aqui neste blog.

E o texto termina assim: “É impossível rejeitar a evolução, bem como a imensa idade da Terra. [...] O trabalho dos cientistas é brilhante, pois buscam a verdade de forma honesta e aberta. Já os criacionistas se perderam dos propósitos originais de Deus e da Bíblia, tornando-se piores que Tomé, pois cegados pela infâmia em que se meteram, negando a evolução, nem mesmo podem ver para crer.”

É impossível rejeitar qual evolução? Aquela que ensina que bactérias desenvolvem resistência a antibióticos, mas continuam sendo bactérias? Aquela que afirma que iguanas de Galápagos evoluíram porque passaram a comer algas e ficaram mais escuras, mas são idênticas às iguanas do continente? Enfim, aquela que chama de evolução meras adaptações ou diversificações de baixo nível? Ou a teoria da evolução que sustenta a ideia hipotética de que toda a biodiversidade existente no mundo teria provindo de uma suposta protocélula primordial? É preciso antes de mais nada delimitar o termo antes de falar dele. Mas a confusão semântica se presta bem aos propósitos dessa matéria anticriacionista.

Ah, sim, os cientistas buscam a verdade de forma honesta, inclusive os cientistas criacionistas, que não se “perderam dos propósitos de Deus e da Bíblia” (obviamente conhecidos dos autores do texto), que, segundo o apóstolo Paulo em Romanos 1:19 e 20, é também revelar Seu poder criador por meio das coisas criadas. Cientistas criacionistas buscam entender o mundo que os rodeia e encontrar as assinaturas do Designer; cientistas evolucionistas dão as costas para essa possibilidade, porque decidiram a priori que ou Deus não existe ou não criou o mundo como narra a Bíblia.

Finalizo perguntando: Quem é o pior cego, aquele que rejeita enxergar o mundo com as lentes da verdadeira ciência e da boa teologia, ou aquele que, como Newton e outros, aceita seguir as evidências, levem aonde levar, e não procura salvar a hipótese dos fatos, mantendo um discurso a todo o custo?  

Michelson Borges é jornalista, mestre em Teologia e pós-graduando em Biologia Molecular

segunda-feira, maio 13, 2019

Ouroboros e o raciocínio circular evolucionista

Dezenas de baleias fossilizadas, na mesma posição de morte, no deserto mais alto do mundo, foram envenenadas por algas ao longo de milhares de anos. Nenhuma alga foi encontrada (confira). 

Raciocínio circular é como um ouroboros, ou uma cobra que come a própria cauda, na mitologia de antigas civilizações. Curiosamente, uma das coisas que o ouroboros representa é a evolução da vida. Um raciocínio circular, de acordo com o método científico, se forma quando uma afirmação explica outra afirmação, que por sua vez é a explicação da primeira. Ficou perdido? não se preocupe, com um exemplo fica mais claro: imagine que alguém diga que "o mar é azul porque reflete o céu, e o céu é azul por causa do mar". Isso se chama tautologia, do grego tautós (mesmo) e logos (assunto), e pode representar um tipo de falácia.[1]

Pois bem, na matéria abaixo, da BBC, podemos ver uma situação em que o raciocínio circular do evolucionismo acontece de maneira não tão sutil. Não estou dizendo aqui que os cientistas envolvidos foram tautológicos nem falaciosos. Fizeram um trabalho formidável, sem dúvida, mas, infelizmente, nossa sociedade está presa a algumas "verdades" que podem estar nos impedindo de enxergar o que parece óbvio (vou explorar isso em outro post).

Em síntese, as baleias fossilizadas foram encontradas em número surpreendente no Chile, mortas e soterradas aparentemente todas em conjunto.

Os cientistas foram pesquisar como isso poderia ter acontecido, afinal, não é todo dia que se acha um cemitério de mais de 40 cetáceos e dezenas de outros espécimes marinhos soterrados em um deserto na cordilheira dos Andes. Para um criacionista bíblico, pouca dúvida restaria sobre a causa desse sepultamento em massa. Mas boa parte dos cientistas infelizmente não considera seriamente o relato bíblico e, portanto, precisa encontrar uma explicação que se encaixe no paradigma atual.

Não estou defendendo que a ciência deva abrir espaço para misticismo e esoterismo - que não é o caso da Bíblia (não há espaço aqui para explicar por que, agora; prometo um post futuro), mas a premissa de excluir ex-ante (de antemão) a possibilidade de o relato bíblico ser verdadeiro tem levado a mais complicações do que explicações.

As baleias "morreram envenenadas por algas, ao longo de milhares de anos". No mesmo lugar. Soterradas, sucessivamente, na mesma posição corporal. Mais ou menos como aquele cidadão que tropeçou e caiu na faca do desafeto dele. Dezessete vezes.

E assim se forma o círculo: a evolução provê um cenário hipotético (imaginário) do passado, e as evidências atuais do nosso ambiente proveem explicação para esse passado. E isso seria altamente esperado, se as evidências contemporâneas não tivessem que ser paulatinamente "ajustadas" (hum... "marretadas") para se encaixarem na cosmovisão evolucionista.


Diz um amigo meu que, nesse processo de marretar evidências para caberem nas teorias, você junta perna de aranha, asa de morcego, pó de giz, tomilho, kichute e, quando menos percebe, está explicando o processo de amamentação dos aracnídeos. Ele é da área de finanças, mas a metáfora é perfeita.

Mas já falei o suficiente. Abaixo está a reportagem, você poderá ler e tirar suas conclusões. Eu retornarei no fim para um fechamento.

O esplêndido cemitério chileno de baleias fossilizadas explicado

É uma das descobertas fósseis mais surpreendentes dos últimos anos - um cemitério de baleias encontradas ao lado da Rodovia Panamericana no Chile. E agora os cientistas acreditam que podem explicar como tantos animais foram preservados em um único local há mais de cinco milhões de anos [sic]. Foi o resultado de não um, mas quatro encalhamentos em massa separados, relatam em um jornal da Royal Society.

A evidência sugere fortemente que todas as baleias ingeriram algas tóxicas. Os mamíferos mortos e moribundos foram então levados para um estuário e para as areias planas onde foram enterrados ao longo do tempo.

Era bem sabido que esta área no Deserto de Atacama do Chile preservava fósseis de baleias. Seus ossos podiam ser vistos saindo das faces das rochas, e o local adquiriu o nome Cerro Ballena ("colina das baleias") como resultado. Mas foi somente quando foi feito um corte para ampliar a Rodovia Pan-Americana que pesquisadores americanos e chilenos tiveram a oportunidade de estudar completamente os leitos fósseis.

Eles receberam apenas duas semanas para concluir seu trabalho de campo antes que a empreiteira voltasse para concluir a construção da nova estrada. A equipe [de cientistas] começou a gravar o máximo de detalhes possível, incluindo a criação de modelos digitais 3D do esqueleto in situ e a remoção de ossos para estudos adicionais no laboratório.

Identificados nos leitos havia mais de 40 rorquais  [N.T.: baleias da família Balaenopteridae] individuais - o tipo de cetáceo grande que inclui as modernas baleias azuis, finas e minke. Entre eles estavam outros importantes predadores marinhos e herbívoros.

"Encontramos criaturas extintas, como as baleias morsas - golfinhos que desenvolveram um rosto parecido com uma morsa. E havia essas bizarras preguiças aquáticas", lembra Nicholas Pyenson, paleontólogo do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian.

"Para mim, é incrível que em 240 metros de estrada cortada nós conseguimos provar todas as superstars do mundo de mamíferos marinhos fósseis na América do Sul no final do Mioceno. Simplesmente uma acumulação incrivelmente densa de espécies", disse ele à BBC News.

A equipe notou imediatamente que os esqueletos estavam quase completos e que suas poses de morte tinham claras semelhanças. Muitos vieram para descansar enfrentando na mesma direção e de cabeça para baixo, por exemplo. Tudo isso apontava para as criaturas sucumbindo à mesma catástrofe súbita; só que os diferentes níveis fósseis indicaram que não foi um evento, mas quatro episódios separados, distribuídos por um período de vários milhares de anos [sic] [N.T.: o Smithsonian se refere a 10 a 16 mil anos[3] (sic)].

A melhor explicação é que esses animais foram todos envenenados pelas toxinas que podem ser geradas em algumas flores de algas. Essas flores são uma das causas prevalentes de repetidos encalhes em massa observados nos animais marinhos de hoje. Se grandes quantidades de presas contaminadas são consumidas, ou as algas são simplesmente inaladas, a morte pode ser rápida.

"Todas as criaturas que encontramos - seja baleias, focas ou peixes - se alimentaram bem alto nas cadeias alimentares marinhas e isso as tornaria muito suscetíveis à proliferação de algas nocivas", disse Pyenson.

Os pesquisadores acreditam que a configuração do litoral em Cerro Ballena, no final da Época Miocena [N.T.: aproximadamente 5,3 a 23 milhões de anos atrás, segundo a cronologia evolucionista], trabalhou para canalizar as carcaças em uma área restrita, onde foram erguidas em planícies de areia logo acima da maré alta, talvez por ondas de tempestade. Isso colocaria os corpos fora do alcance dos catadores marinhos [N.T.: animais necrófagos como os camarões, por exemplo]. E, sendo uma região desértica, também haveria pouquíssimas criaturas terrestres para roubar ossos.

Muitos dos fósseis no Cerro Ballena são perfeitos, senão por alguns cortes causados por caranguejos.

Os pesquisadores não estão em posição de dizer com certeza que as proliferações de algas prejudiciais foram responsáveis pelos encalhes em massa. Não havia fragmentos distintos de células de algas nos sedimentos; tal presença poderia ter sido uma "arma fumegante". O que a equipe encontrou, no entanto, foram vários grãos incrustados em óxidos de ferro que poderiam sugerir atividade de algas no passado.

"Há minúsculas esferas de cerca de 20 mícrons de diâmetro - exatamente o tamanho certo para serem cistos dinoflagelados", disse Pyenson. "Eles são encontrados em esteiras de algas em todo o sítio. Não podemos dizer se essas foram as algas assassinas, mas elas não falsificam o argumento de que a proliferação de algas prejudiciais é a causa na forma como a sedimentologia falsifica o tsunami como uma causa potencial [sic]."

Cerro Ballena é agora considerado como um dos locais fósseis mais densos do mundo - certamente para baleias e outros mamíferos marinhos extintos. Os cientistas calculam que pode haver centenas de espécimes na área ainda esperando para serem descobertos e investigados. A Universidade do Chile em Santiago está atualmente trabalhando para estabelecer uma estação de pesquisa para realizar isso. Para coincidir com a publicação de um artigo acadêmico no Proceedings B da Royal Society [N.T.: seção especial da revista científica], o Smithsonian colocou grande parte de seus dados digitais, incluindo digitalizações em 3D e mapas, online em cerroballena.si.edu.

[Destaques acrescentados.]

Comentário final: Note que a teoria do "tsunami" foi descartada rapidamente pela análise dos sedimentos. Possivelmente porque, se aceito o tsunami, a queda dos dominós em sequência poderia bater sabe-se lá onde. E lembre-se: não é um tsunami. É o tsunami. Esse tsunami global muito provavelmente se comportaria de maneira bastante diferente dos regionais e poderia apresentar padrões complexos de sedimentação, o que inclusive já foi estudado e cujo material está disponível para consulta na Sociedade Criacionista Brasileira.

Tudo o que se tem são uma imensidão de fósseis marinhos soterrados nos andes (o maior sítio fóssil marinho do mundo) e microesferas de 20 mícrons, do tamanho de cistos de dinoflagelados. Mas não se afirmou serem mesmo de dinoflagelados. Por quê?

Embora o Dr. Pyenson tenha dito que essas esferas encontradas são "do tamanho exato" de cistos dinoflagelados, os cistos desse tipo podem ter de 15 a 100 mícrons,[2] deixando uma margem muito grande de erro. E se forem mesmo evidência do dito dinoflagelado, não há evidência maior de que tenham sido esses os reais causadores das mortes. Se fossem réus em um tribunal pela morte das baleias, teriam boas chances de serem inocentados.

De qualquer forma, o Museu Smithsonian afirma que "essa é a única explicação" para a morte das baleias.[3]

Que pena. Olha o raciocínio circular aí...

Ninguém deve acreditar na Bíblia ou em Deus por questões meramente científicas (embora estas sejam um dos caminhos que levam ao Criador, de acordo com Paulo). Não funciona assim, e é completamente inútil se você quer a salvação pelo Cristo da Bíblia.

Deus espera apenas que você escute a história dEle, e não a rejeite. É aqui que entra o papel deste post.

Você não precisa acreditar que está sendo menos racional ou menos honesto consigo mesmo se você duvidar da interpretação evolucionista, e acreditar no que está escrito lá naquele bom Livro. Afinal de contas, lá tem muita ciência. E temos muita evidência.

Alexander Silva

Referências:

1. https://pt.wikipedia.org/wiki/Tautologia
2. https://en.wikipedia.org/wiki/Dinocyst
3. https://www.si.edu/newsdesk/factsheets/cerro-ballena-fact-sheet

domingo, maio 12, 2019

Flores deixam néctar mais doce ao ouvir zumbido de abelhas

As plantas são organismos eucarióticos (cujo núcleo das células é envolvido por uma membrana, o nucléolo), multicelulares e fotossintetizantes. Os vegetais são encontrados em quase todos os biomas da Terra, adaptando-se aos extremos climáticos como no Ártico e no Deserto.[3] E se, além de utilizarem dióxido de carbono e água para obter glicose através da energia solar, esses organismos clorofilados pudessem ouvir? O conceito de comunicação floral tem sido controverso, especialmente depois de décadas de afirmações pseudocientíficas sobre plantas crescendo bem para a música clássica ou sintonizadas com emoções humanas. Essas alegações falsas “nunca foram substanciadas por experimentos rigorosos”, diz especialista em interações entre plantas e pragas da Universidade da Califórnia em Davis. Contudo, uma nova pesquisa sugere que algumas flores são capazes de detectar o zumbido de insetos e, consequentemente, aprimoram seu néctar.[3]

Para espanto de muitos, esse foi o tema de uma pesquisa publicada pela National Geografic em 22 de janeiro deste ano. Os cientistas dos departamentos de Zoologia e Ciências de Plantas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, descobriram como as plantas respondem ao zumbido das abelhas: elas ouvem as abelhas se aproximando e tentam atraí-las com um néctar mais doce. “É preciso entender que a audição não é exclusividade dos ouvidos”, diz a pesquisadora Lilach Hadany.[1]

A “audição” das plantas é de fato uma grande surpresa para a maioria dos pesquisadores, tendo em vista que os vegetais não têm ouvidos. O ceticismo perdurou por muito tempo em virtude de os cientistas não acreditarem na possibilidade de esses seres vivos possuírem órgãos estruturais que lhes permitissem detectar e processar as ondas sonoras.[3] (Lembrando que o som é uma série de vibrações criadas por ondas mecânicas de pressão e transmitidas através de um meio, como ar ou água.)

Mas se as plantas podem ouvir, então, quais são as “orelhas” delas? A resposta da equipe é surpreendente: são as próprias flores. Eles usaram lasers para mostrar que as pétalas da prímula vibram quando atingidas pelos sons das batidas das asas de uma abelha. Se eles cobriam as flores com potes de vidro, essas vibrações não ocorriam e o néctar não adoçava. A flor, então, poderia agir como as dobras carnudas dos nossos ouvidos externos, canalizando o som para dentro da planta. (Onde? Ninguém sabe ainda!) Nos vários experimentos realizados, descobriram que tocar gravações de áudio de abelhas zumbindo em torno de determinadas flores faz com que a concentração de açúcar no néctar suba em cerca de 20% em torno de três minutos. Anteriormente, nunca havia sido relatada uma reação tão rápida das plantas ao som.[1]

As flores vibram em resposta ao som e aumentam a concentração de açúcar no néctar (direita). Flores cobertas com vidro não respondem (no meio). (Imagem: Universidade de Tel Aviv)

Captando o som

Quando a equipe refletiu sobre a fisiologia do som, por meio da transmissão e interpretação de vibrações, o papel das flores se tornou cada vez mais intrigante. Embora as flores tenham grande variação de formato e tamanho, boa parte delas é côncava e em forma de tigela, o que as torna perfeitas para receber e amplificar ondas sonoras de maneira bem semelhante a uma antena parabólica.[1]

Os autores apontam que o comportamento está realmente alinhado com a ordem natural das coisas, considerando que a capacidade de uma planta de sentir seu ambiente e responder a ele é crítica para sua sobrevivência. “É preciso considerar que as flores evoluíram junto com os polinizadores por um bom tempo”, afirma Hadany. Entretanto, Karban tem suas dúvidas, especificamente sobre as vantagens evolucionárias que as respostas sonoras oferecem às plantas.

Estudos anteriores

Bem, essa não é a primeira vez que elas reagem ao que estão ouvindo ao redor. Em um estudo de 2009, a Royal Horticultural Society da Grã-Bretanha descobriu que a voz das mulheres ajuda a fazer as plantas crescer mais rapidamente. Nesse experimento, descobriu-se que as plantas de tomate crescem até cinco centímetros mais altas quando são cuidadas por um jardineiro feminino. “Os resultados confirmam os comentários feitos pelo príncipe Charles de que ele fala com suas plantas, embora eles sugiram que, para resultados máximos, seria melhor recrutar a duquesa da Cornualha”, escreveu o The Telegraph na época.

Um estudo australiano de 2017 descobriu que algumas flores eram capazes de sentir ruídos, como o fluxo de água através de um tubo. “As vibrações sonoras podem desencadear uma resposta da planta via mecanorreceptores – podem ser estruturas muito finas e peludas, qualquer coisa que funcione como uma membrana”, disse o biólogo Michael Schöner à revista Scientific American.[2]

Considerações finais do estudo

Para convencer os críticos, Hadany e sua equipe claramente precisam fazer mais experimentos. Eles pretendem repetir o estudo em um ambiente mais natural, ao ar livre, para avaliar se esses sons são transmitidos em meio a ruídos ambientais. “Também precisamos testar organismos relevantes específicos para ver se eles respondem”, diz Hadany. “E, claro, a perspectiva mais interessante para nós é: plantas capazes de ouvir os sons das plantas?”[2]

Nota: Como é difícil estudar os mundos sensoriais de organismos tão diferentes de nós. Como bióloga, estudei as estruturas anatômicas e morfofisiológicas dos animais e vegetais. Tendo em vista os registros fósseis de plantas ancestrais, percebe-se que mesmo os tipos mais básicos desses seres clorofilados possuem notória complexidade. A evolução gradual não explica, por meio de suas etapas consecutivas, o desenvolvimento de “habilidades” ou “adaptações” que não fossem funcionais. Nesse sentido, a “comunicação floral” não pode ser consequência de processos evolutivos.

É preciso muita energia para tornar o néctar mais doce, e ainda esse produto resultante pode ser degradado por micróbios ou “roubado” por outros indivíduos não polinizadores. Nesse sentido, existe um momento certo para adoçar esse fluído e o estímulo que indica a hora perfeita para isso é o zumbido de uma abelha. Como explicar a “evolução” individual e independente desses dois indivíduos, para que atingissem, ao acaso, essa perfeita interação? Não vejo resposta evolutiva à luz das evidências da ciência!

É mais coerente perceber que um Designer inteligente arquitetou a natureza, inclusive a forma côncava das flores, propositalmente, para que fossem capazes de perceber a vibração de seus polinizadores e, com isso, serem capazes de aprimorar a qualidade de seu néctar, no momento exato!

Concluo com o seguinte pensamento: “Os sons da natureza são encantadores, há música na criação de Deus, a mais bela de que poderíamos desfrutar. Simplesmente aquiete-se e ouça” (Matth Seraph).

(Liziane Nunes Conrad Costa é formada em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia [UNIPAR], especialista em Morfofisiologia Animal [UFLA] e mestranda em Biociências e Saúde [UNIOESTE]. É diretora-presidente do Núcleo cascavelense da SCB [Nuvel-SCB])

Referências:

Leituras sugeridas:

terça-feira, maio 07, 2019

O dragão de Leonardo da Vinci

O mês de maio de 2019 marca o 500º aniversário da morte de Leonardo da Vinci (15 de abril de 1452 - 2 de maio de 1519). O polímata era bem conhecido por suas contribuições para a ciência, história, engenharia, arquitetura, o desenho e especialmente a pintura, com sua pintura mais famosa sendo a Mona Lisa. Para este aniversário, a Royal Collection Trust do Reino Unido está exibindo algumas das coleções de desenhos de Leonardo em 12 locais diferentes. Um desenho em particular está causando agitação. Intitulado "Gatos, leões e um dragão", desenhado por volta de 1517 a 18, você pode começar a adivinhar o motivo da agitação. A imagem da caneta e da tinta mostra vividamente gatos e leões em várias poses realistas. A nota na parte inferior do desenho diz: “De flexão e extensão. Essa espécie animal, da qual o leão é o príncipe, por causa de sua coluna espinhal é flexível.” Isso sugere que o desenho está relacionado com a gama de movimentos alcançáveis ​​pelos gatos. Alguns relacionaram isso a uma nota de Leonardo indicando que ela pode ter sido usada em um estudo maior sobre animais que andam sobre os quatro pés.[1] Leonardo teria sido capaz de observar gatos comuns com facilidade, e “os leões eram bem conhecidos na Itália na época - eles eram, por exemplo, mantidos em uma gaiola atrás do Palazzo della Signoria, em Florença, como um dos símbolos da cidade.”[2] Leonardo ainda teria construído um leão robô para entreter o rei Francisco I da França.[3] 
Royal Collection Trust / © Sua Majestade a Rainha Elizabeth II 2019

As descrições dos desenhos de gatos e leões chegam à mesma conclusão - que foram extraídas de observações diretas. No entanto, quando se trata do dragão na imagem, o Royal Collection Trust afirma que “o dragão foi adicionado simplesmente como um caso ainda mais extremo (limitado apenas pela imaginação do artista e não pela anatomia real)”. Mas seria esse o caso? Certamente essa é apenas uma enorme suposição. Parece basear-se unicamente em uma compreensão evolucionista da história que alega que os dinossauros (dragões) morreram há 65 milhões de anos, nunca vivendo com a humanidade. Faria muito mais sentido ser consistente e também atribuir o desenho do dragão à observação direta, em vez do desenho de um animal imaginário entre os reais. Além disso, a pergunta fica: Sem Leonardo literalmente olhando para o "dragão", como ele seria capaz de desenhar um animal extinto com tanta exatidão?

Livro de Derek Isaacs que especula sobre os relatos de
dragões serem avistamentos reais de dinossauros 

A palavra "dinossauro" foi inventada por Sir Richard Owen em 1841. Antes disso, a palavra "dragão" cobria grande variedade de animais cujas descrições frequentemente coincidem muito com os dinossauros e outros répteis extintos. Se esse é o caso, o desenho do dragão de Leonardo corresponde a algum dos dinossauros conhecidos hoje? O especialista em dinoartefato Vance Nelson [4] fala sobre isso: "Esta era uma representação típica na Europa, do que costumavam ser classificados como 'prossaurópodes'. Eles agora são classificados em vários grupos dentro de um grupo maior, os sauropodomorfos basais. Embora a cabeça tenha a estilização típica do século 16, a morfologia, no entanto, facilita a identificação dentro desse grupo."

O dragão de Leonardo mostra que as suposições evolucionistas modernas sobre o passado podem estar completamente erradas.

O que é interessante sobre os dinossauros que se enquadram nesse grupo, como os Lessemsauridae, é que suas patas dianteiras e traseiras tinham uma curvatura distinta, em oposição a membros colunares de cima para baixo. Eles também tinham cinco garras, tal como descrito por Leonardo (veja o pé traseiro direito). Poderiam tais detalhes específicos ser fabricados apenas a partir da mente?

A interpretação de Leonardo do dragão com uma cauda enrolada não é incomum ao longo da história, e pode ter sido um artifício artístico. No entanto, observando que a primeira parte da cauda ligada ao corpo é relativamente rígida, assim como ocorre em outros dinossauros saurópodes, existem outras opções. Pode ser que alguns dinossauros tenham uma cauda preênsil, como alguns lagartos hoje, facilmente capazes de assumir a mesma forma que no desenho. O dinossauro também está notavelmente no que parece ser uma postura defensiva, de modo que a cauda poderia ter sido desenhada capturando-o "meio chicote".[5] A capacidade de enrolar uma cauda seria útil, como quando se está dormindo, se movendo em espaços apertados ou até mesmo desenhando-a defensivamente. Nós não podemos mais observar os dinossauros hoje, então há algum grau de especulação sobre a amplitude total de movimento das caudas de sauropodomorpha.

Lessemsaurus

O dragão de Leonardo mostra que temos muito ainda que especular sobre o passado e a idade desses dinossauros. Acrescenta-se ao grande corpo de desenhos e representações de dinossauros desde que eles saíram da Arca de Noé, cerca de 4.500 anos atrás. Enquanto eles podem estar extintos hoje, sua existência contemporânea com os humanos parece ser relativamente bem documentada. Se Deus criou todos os animais terrestres no sexto dia, não é de se estranhar que tenhamos por certo período convivido juntos.

(Texto original de Philip Robinson, traduzido e adaptado por Alex Kretzschmar)

Referências

[1] Leonardo da Vinci, Paris Manuscrito E, XIV, Anatomia, Zoologia e Fisiologia, 825, c. 1513–14. 
[2] Royal Collection Trust., Gatos, leões e um dragão c. 1517-18, rct.uk. 
[3] Di Angelo, P., Leão mecânico de Leonardo, gingkoedizioni.it, 16 de fevereiro de 2017. 
[4] Bates, G., Desenterrando evidências empolgantes para a criação: Gary Bates entrevista o pesquisador de fósseis Vance Nelson, Criação 41 (2), 12–15, 2019. Retorne ao texto.
[5] Geggel, L., Chicotes da cauda do dinossauro poderiam ter quebrado barreira do som, livescience.com, 21 de outubro de 2015; cf. Dinossauros chicoteavam companheiros em linha? 

segunda-feira, maio 06, 2019

Evolução da baleia: fato ou fake news?


No início do mês de abril foi noticiada a descoberta de partes de um fóssil de uma suposta “baleia de quatro patas”, com cerca de quatro metros de comprimento, chamada de Peregocetus pacificus, em um deserto no litoral sul do Peru,[1] num local chamado de Playa Media Luna, em 2011. Essa notícia também foi replicada em outros sites de notícias.[2, 3, 4, 5] Nesta última referência, além da notícia da descoberta, são feitos comentários sobre o exagero das inferências dos cientistas, desamparadas dos dados que eles mesmos coletaram. Se você observar o desenho de reconstrução da suposta baleia feito pelos cientistas, verá que a cauda no fim do rabo do animal se parece com a de uma baleia, mas a legenda na imagem informa que isso é especulativo.[6] E, se observar os fragmentos recuperados do fóssil (linhas contínuas escuras na figura 1), verá que da cabeça apenas a mandíbula inferior foi recuperada, além de outros ossos da cola, parte de costelas, bacia, rabo e pernas dianteiras e traseiras. As demais partes do esqueleto foram reconstruídas por inferência.[6, 7] No artigo original, o animal é chamado de baleia anfíbia.[8]

Figura 1: Partes preservadas do esqueleto do Peregocetus pacificus.


Créditos: Lambert, Olivier, et al. CURRENT BIOLOGY.

Assim, inferir que o fóssil encontrado, Peregocetus pacificus, era um ancestral de baleia é “torturar” o fóssil para dizer coisa que ele não diz.

O animal encontrado era um quadrúpede com rabo, e apresentava semelhança com as lontras e castores, pelos ossos do rabo, só que possuindo mais do que o dobro do tamanho das lontras que vivem atualmente. O fóssil apresenta ainda características terrestres, pois possui pequenos cascos nas pontas dos dedos e pela orientação dos ossos do quadril, sugerindo marcha quadrúpede em terra. Os dedos dos pés, pelo seu tamanho, sugerem pés palmípedes, ou seja, semelhante aos das lontras. É bem possível que o fóssil realmente tenha sido uma espécie de lontra gigante, compatível em tamanho com a megafauna então existente.

Inferências exageradas me lembram outras ações deliberadas, baseadas na teoria da evolução, para fazer os fósseis dizerem coisas que eles não dizem, tais como a fraude perpetrada pelo advogado e arqueólogo amador Charles Dawson, em 1912, quando forjou o homem de Piltdown, também chamado de Eoanthropus dawsonii,[9] em que visava dar sustentação à origem do homem a partir de primatas. Outra experiência dirigida buscou fraudar os dados, no caso da mariposa Biston betularia, tentando demonstrar a seleção natural ocorrendo, fraude realizada pelo biólogo e lepidopterista amador Bernard Kettlewell. Tal experiência foi citada, durante muitos anos, como exemplo de evolução ocorrendo.[10] Outra fraude famosa foi a dos embriões falsos de Ernst von Haeckel, zoólogo alemão, em 1874. Ele fez “uma série de desenhos de embriões de vertebrados – peixes, galinhas, seres humanos – que mostravam similaridades marcantes em seus primeiros estágios. Segundo ele, seria a prova de um ancestral comum, ponto essencial à teoria da evolução”.[11, 12] Somente em 1997 foi descoberta a fraude.

Mesmo considerando que o Peregocetus pacificus não seja um fóssil que mostre a evolução das baleias ou cetáceos,[13, 14] será que os fósseis alegados ancestrais das baleias, o Pakicetus,[15, 16] o Ambulocetus[17, 18] e o Rodhocetus,[19, 20] são o que os cientistas dizem que eles são?

As figuras 2, 3 e 4 mostram esses supostos ancestrais das baleias:




Créditos: Pavel, Riha. Wikipedia. 2008.
           
Se você ler o conteúdo das referências 13 a 20, pensará que a suposta teoria da evolução das baleias está bem documentada e, na cosmovisão evolucionista, esse é um fato científico. Mas um pesquisador, Dr. Carl Werner,[21] biólogo, médico e documentarista, descobriu que não é bem assim. Em um trabalho de pesquisa de vinte anos, resumido em livros e documentários em vídeo,[21] Evolution: The Grand Experiment, volume 1, e Living Fossils. Evolution: The Grand Experiment, volume 2, ele conta a história da descoberta de que os fósseis que seriam os pilares da teoria da suposta evolução das baleias, o Pakicetus, o Ambulocetus e o Rodhocetus, realmente não permitem tal inferência.

Em suas viagens de pesquisas, visitando museus de história natural pelo mundo, o Dr. Werner descobriu, especificamente sobre a teoria da evolução das baleias, que as réplicas dos fósseis de Pakicetus, o Ambulocetus e o Rodhocetus não são fiéis aos originais, mas sofreram acréscimos das partes que não foram preservadas e não encontradas pelos paleontologistas. Só que tais partes, nesses casos, são essenciais para definir se o fóssil encontrado tinha as características de baleia ou não.

Como tais partes não foram encontradas, os paleontólogos inferiram quais características deveriam ter, e criaram as referidas partes, e construíram as réplicas, como um esqueleto completo do fóssil. Só que essas características não foram encontradas em fósseis reais, logo, toda a teoria da evolução das baleias é apenas uma inferência, não apoiada em dados! Ou seja, as características são falsas, induzindo uma compreensão errada sobre esses fósseis e os animais que eles representam.

As réplicas desses fosseis foram expostas ou estão expostas como que sustentando a teoria da suposta evolução das baleias nos museus de história natural do mundo, como no Museu Americano de História Natural de Nova York, no Museu Carnegie, em Pittsburgh, no Museu Nacional de Natureza e Ciência de Tóquio, no Museu de História Natural de Paris, no Museu Naturalis, em Leiden, Holanda, no Museu Storia Naturale di Pisa, no Museu Canadense da Natureza e no Museu de Melbourne, na Austrália.[21] E, também, o site do Museu de História Natural de Londres exibe atualmente um crânio e modelo falsos.[21]

O Dr. Werner descobriu isso observando os fósseis expostos e entrevistando os dois cientistas que encontraram e reconstruíram os fósseis, o Dr. Hans Thewissen, professor de Anatomia na Universidade de Medicina do Nordeste de Ohio, especialista em evolução das baleias e famoso por descobrir a chamada baleia ambulante, Ambulocetus e um esqueleto quase completo de outra, o Pakicetus,[21] e o Dr. Phil Gingerich, curador do Museu de Paleontologia da Universidade de Michigan, outra autoridade mundial em evolução das baleias, e que encontrou o Rodhocetus, outra suposta baleia ambulante, um animal com quatro patas, uma cauda de baleia (chamada de barbatana) e nadadeiras dianteiras de baleia.[21]

Esses dois cientistas criaram os desenhos e as réplicas reconstruídas em gesso, com detalhes acrescentados, dos três fósseis citados e os distribuíram pelos museus e revistas especializadas que tratam desse assunto. Construíram a melhor evidência da suposta evolução das baleias.

Ressalte-se que é muito difícil encontrar um fóssil completo, e então as características faltantes foram criadas, dando sustentação à teoria da suposta evolução da baleia. Em todos os casos, os fósseis incompletos eram de mamíferos terrestres.

Quando outros fósseis dos mesmos animais foram encontrados, e as características introduzidas nos primeiros fósseis não existiam na realidade, não foi feita a correção dos primeiros fósseis, nem nas réplicas, nem nos modelos, e eles se perpetuaram até hoje, como se fosse real a suposta evolução das baleias.

Dr. Werner destaca: “Suspeito que alguns curadores não estejam cientes do significado dessas substituições nem estejam cientes dos fósseis atualizados. Agora os museus devem remover todos os esqueletos, crânios e desenhos alterados, uma vez que as partes mais importantes dessas ‘baleias ambulantes’ são reconhecidamente inventadas. Os museus também terão que excluir essas imagens de seus sites, pois estão enganando o público.”[21]

A trajetória da descoberta dessas inferências destituídas de evidências concretas – no linguajar popular de hoje: pura fake news – começou em 2001, quando o Dr. Werner foi entrevistar o Dr. Phil Gingerich, curador do Museu de Paleontologia da Universidade de Michigan, descobridor do Rodhocetus. Werner observou que os fósseis reais não tinham as características que existiam nas réplicas em gesso, tais como braços e cauda, enquanto que as réplicas tinham nadadeiras e uma cauda de baleia. O que foi confirmado pelo Dr. Phil Gingerich, de que realmente o fóssil não tinha essas partes quando descoberto. Admissão tácita de que tais partes, validando a suposta evolução da baleia, foi acrescentada sem nenhuma evidência. Você pode ver parte dessa entrevista na referência 22.

Em 2013 o Dr. Werner entrevistou o Dr. Hans Thewissen (ex-aluno do Dr. Gingerich), que encontrou a chamada baleia ambulante Ambulocetus. O mesmo ocorreu quando o Dr. Werner observou o fóssil real, reconstituído em cima de uma mesa: faltavam as partes que seriam as possíveis evidências da suposta evolução da baleia e esse espécime seria uma possível prova.

Faltava o furo no crânio para que o suposto animal pudesse respirar na água, como as atuais baleias. O Dr. Thewissen confirmou, quando questionado, que realmente não foi encontrada essa parte do fóssil, mas foi inferida e reconstruída dessa forma.

Nessa entrevista ainda ficou claro que as sete características apresentadas para inferir que esse fóssil fosse um suposto ancestral das baleias modernas não se sustentavam, tais como a bochecha do Ambulocetus, que deveria ser como a das baleias e dos golfinhos, nem tampouco o osso do ouvido, chamado sigmoide, ou tímpano, se parecia com o das baleias. O Dr. Thewissen, quando questionado na entrevista, admitiu que esse osso do ouvido “se parecia mais com um osso da orelha de rato-toupeira”.[21] Você pode ver parte dessa entrevista nas referências 23 e 24.

O terceiro fóssil, que supostamente constitui evidência para a inferência da evolução das baleias é o Pakicetus, encontrado na década de 1980 pelo Dr. Gingerich.

A reconstrução desse esqueleto fóssil também incluiu partes não encontradas, mas que foram acrescentadas para que pudessem sustentar a teoria da evolução das baleias. Tais reconstruções do crânio foram para os museus Americano de História Natural de Nova York, o Museu Nacional de História Natural de Ditsong, em Pretória, além de subsidiar um especial da televisão da National Geographic, “When Whales Had Legs”. Além de desenho para a capa da revista Science de 1983, só que completo, com nadadeiras, ouvido e pescoço de baleia.[21]

Em 2001 foi encontrado um esqueleto completo desse mamífero terrestre e nenhuma das características inferidas e acrescentadas existiam, na realidade. Nem orifício para respirar no topo do crânio, nem nadadeiras (havia apenas cascos), nem pescoço de baleia. Mesmo assim as réplicas ainda continuam sendo expostas nos dois museus citados.[21]

Artigos com análise dessas fake news que apoiam a suposta evolução da baleia foram produzidos por Don Batten [24, 25, 26] e por Alexander Williams e Jonathan Sarfati.[27]

Se você observar a árvore filogenética mostrando as relações entre famílias de cetáceos, das referências 13 e 14, verá que o Pakicetus e o Ambulocetus estão na base da suposta evolução da baleia. E a figura do cladograma dos cetáceos mostra o Rodhocetus. Com eles eliminados, conforme análise relatada acima, a suposta evolução da baleia não existe, pois as evidências que eventualmente lhe dariam suporte desapareceram.

É impressionante a fé dos cientistas evolucionistas na certeza da ocorrência da evolução da baleia, inferindo características de sua suposta evolução, e incluindo essas inferências em sua análise e reconstrução dos fósseis, que, por fim, se demonstraram não existentes, mas a suposta evolução ainda é mantida, com os fósseis fake news mantidos na árvore filogenética.

Até quando as evidências serão desprezadas em função de um paradigma?

(Celio João Pires é pesquisador e autor de livros criacionistas)

Referências:

[1] Dunham, Will. Baleia de quatro patas do Peru caminhava e nadava há 43 milhões de anos, dizem pesquisadores. Reuters. 4/4/2019. Disponível em: https://br.reuters.com/article/topNews/idBRKCN1RG2HB-OBRTP. Acesso em: 15/4/2019.
[2] Reuters. “Cientistas descobrem baleia de quatro patas que andava e nadava.” Exame. 4/4/2019. Disponível em: https://exame.abril.com.br/ciencia/cientistas-descobrem-baleia-de-4-patas-que-andava-e-nadava. Acesso em: 15/4/2019.
[3] O Globo. “Baleia de quatro patas descoberta no Peru nadava no mar e andava em terra.” 4/4/2019. Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/baleia-de-quatro-patas-descoberta-no-peru-nadava-no-mar-andava-em-terra-23573435. Acesso em: 15/4/2019.
[4] Dvorsky, George. “Espécie desconhecida de baleia antiga de quatro patas é descoberta no Peru.” GIZMODO Brasil. 5/4/2019. Disponível em: https://gizmodo.uol.com.br/baleia-antiga-quatro-patas-descoberta-peru/. Acesso em: 15/1/2019.
[5] Belo, Petrius da Silva e Dourado, Marco. Baleia de quatro patas ou mais imaginação fértil? Criacionismo. 6/4/2019. Disponível em: www.criacionismo.com.br/2019/04/baleia-de-quatro-patas-ou-mais.html. Acesso em: 15/4/2019.
[6] Mike. Four-Legged Whale Ancestor from the Eocene of Peru. Peregocetus pacificus – The Travelling Whale that Reached the Pacific. Everything Dinosaur. 5/4/2019. Disponível em: https://blog.everythingdinosaur.co.uk/blog/_archives/2019/04/05/four-legged-whale-ancestor-from-the-eocene-of-peru.html. Acesso em: 15/4/2019.
[7] Dvorsky, George. Espécie desconhecida de baleia antiga de quatro patas é descoberta no Peru. GIZMODO Brasil. 5/4/2019. Disponível em: https://gizmodo.uol.com.br/baleia-antiga-quatro-patas-descoberta-peru/. Acesso em: 15/10/2019.
[8] Lambert, Olivier. Et al. An Amphibious Whale from the Middle Eocene of Peru Reveals Early South Pacific Dispersal of Quadrupedal Cetaceans. Current Biology. 4/4/2019. Disponível em: www.cell.com/current-biology/fulltext/S0960-9822(19)30220-9#secsectitle0025. Acesso em: 15/10/2019.
[9] Wasiuk, Nelson Ivan. Especialistas esclarecem maior fraude científica da História. Criacionismo. 13.08.2016. Disponível em: www.criacionismo.com.br/2016/08/especialistas-esclarecem-maior-fraude.html. Acesso em: 15.04.2019.
[10] Judith Hooper. The Moth That Failed. An Evolutionary Tale: The Untold Story of Science and the Peppered Moth. 25.08.2002. The New York Times. Nova York. Ilustrado, p. 377. Disponível em: www.nytimes.com/2002/08/25/books/the-moth-that-failed.html. Acesso em: 15.04.2019.
[11] Borges, Michelson. As grandes fraudes da Ciência. 06.06.2011. Criacionismo. Disponnível em: www.criacionismo.com.br/2011/06/as-grandes-fraudes-da-ciencia.html. Acesso em: 15.04.2019. Resumo da revista Aventuras da História do mês de maio 2011.
[12] A fraude dos embriões de Haeckel. Criacionismo. 01.10.2015. Disponível em: www.criacionismo.com.br/2015/10/a-fraude-dos-embrioes-de-haeckel.html. Acesso em: 15.04.2019. ALVES, Everton Fernando. Os embriões de Haeckel: "uma das maiores fraudes em biologia". In:________. Teoria do Design Inteligente. Maringá: Editorial NUMARSCB, 2018, p.23-27.
[13] Evolução dos cetáceos. Wikipedia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Evolução_dos_cetáceos. Acesso em: 16.04.2019.
[14] Evolution of cetaceans. Wikipedia. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Evolution_of_cetaceans>. Acesso em: 16.04.2019.
[15] Pakicetus. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Pakicetus>. Acesso em: 16.04.2019.
[16] Pakicetus. Wikipedia. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Pakicetus>. Acesso em: 16.04.2019.
[17] Ambulocetus. Wikipedia. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Ambulocetus>. Acesso em: 16.04.2019.
[18] Ambulocetus natan. Wikipedia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Ambulocetus_natans>. Acesso em: 16.04.2019.
[19] Rodhocetus. Wikipedia. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Rodhocetus>. Acesso em: 16.04.2019.
[20] Rodhocetus. Wikipedia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Rodhocetus>. Acesso em: 16.04.2019.
[21] Werner, Carl. Evolution: The Grande Experiment. Disponível em: <http://thegrandexperiment.com/whale-evolution.html>. Acesso em: 12.04.2019.
[22] Dr Phil Gingerich Interview About Rodhocetus. Creation Ministries International. YouTube.com. 27.04.2015. Disponível em: <www.youtube.com/watch?v=N--Xtcr8h7k>. Acesso em: 16.04.2019.
[23] Dr Hans Thewissen Interviewed About Walking Whale Ambulocetus. Creation Ministries International. YouTube.com. 27.04.2015. Disponível em:  <www.youtube.com/watch?v=S4gmeI9TFKA>. Acesso em: 16.04.2019.
[24] Dr Hans Thewissen Interviewed About Blow Hole of Ambulocetus. Creation Ministries International. YouTube.com. 27.04.2015. Disponível em: . Acesso em: 16.04.2019.
[25] Batten, Don. Whale evolution fraud. Creation Ministries International. 12.04.2014. Disponível em: <https://creation.com/whale-evolution-fraud>. Acesso em 16.04.2019.
[26] Batten, Don. A whale of a tale? Creation Ministries International. Abr.1994. Disponível em: . Acesso em 16.04.2019.
[27] Batten, Don. Rodhocetus and other stories of whale evolution. Creation Ministries International. Jul. 2011. Disponível em: . Acesso em 16.04.2019.
[28] Williams, Alexander e Sarfati, Jonathan. Not at all like a whale. Creation Ministries International. Mar. 2005. Disponível em: . Acesso em 16.04.2019.
Referências das Figuras:
[Figura 1] An Amphibious Whale from the Middle Eocene of Peru Reveals Early South Pacific Dispersal of Quadrupedal Cetaceans. Current Biology. 04.04.2019. Disponível em: <www.cell.com/current-biology/fulltext/S0960-9822(19)30220-9#secsectitle0025>. Acesso em: 15.10.2019. In: <https://marlin-prod.literatumonline.com/cms/attachment/9b1d458e-d079-4ce8-ac87-98822fd1d8af/gr2_lrg.jpg>. Acesso em: 16.04.2019.
[Figura 2] Tamura, Nobu.  Pakicetus. Wikipedia. 2007. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/34/Pakicetus_BW.jpg>. Acesso em: 16.04.2019.
[Figura 3] Tamura, Nobu. Ambulocetus. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b1/Ambulocetus_new_NT_small.jpg>. Acesso em: 16.04.2019.
[Figura 4] Pavel, Riha. Wikipedia. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1a/Rodhocetus.jpg>. Acesso em: 16.04.2019.