segunda-feira, maio 22, 2017

Milhões de anos?

Detalhe da máquina de Anticítera
Artefatos e vestígios humanos contradizem a escala de tempo evolucionista

Antes de começarmos a listar alguns dos artefatos mais intrigantes do mundo – e possivelmente mais embaraçosos para a cronologia evolucionista (você decidirá no fim da leitura) –, vamos ao conceito de artefato. Em arqueologia, artefato é qualquer objeto feito ou modificado por um ser humano em uma cultura arqueológica, que dê evidência da atividade e da vida do homem num passado remoto. Exemplos de artefatos podem incluir ferramentas de pedra, ruínas de construções, documentos, monumentos, instrumentos talhados em pedra, cerâmica, entre outros.

Em 22 de junho de 1844, o jornal London Times publicou uma notícia curiosa: “Poucos dias atrás, enquanto alguns operários trabalhavam para extrair uma rocha próximo ao Tweed, a cerca de 400 metros abaixo do moinho de Rutherford, descobriram um cordão de ouro incrustado na pedra a uma profundidade de 2,4 metros.”[1:p. 152] Posteriormente, em 1985, um pesquisador do Instituto Britânico de Pesquisas Geológicas garantiu que a pedra é da era do Carbonífero Primitivo, que se acredita ter entre 320 e 360 milhões de anos, segundo a cronologia evolucionista. O que esse cordão fazia lá?

Em 5 de junho de 1852, a revista Scientific American noticiou o achado de uma tigela de metal com belos detalhes em prata, incrustada em uma rocha em Meeting House Hill, em Dorchester.[1:p. 153; 2] O que a tigela de metal estaria fazendo dentro da pedra? Segundo levantamento geológico recente, o pedaço de rocha, hoje chamado Conglomerado de Roxburry, tem idade pré-cambriana (entre 570 e 593 milhões de anos). Basta dizer que, segundo os evolucionistas, os primeiros hominídeos surgiram há apenas cerca de 7 milhões de anos atrás do tempo presente. Tanto a tigela de Dorchester quanto o colar de ouro indicam que a cronologia evolucionista atual tem falhas e que deve ter havido alguma catástrofe aquática para prender esses artefatos na lama que, posteriormente, se tornou rocha.

Em 1862, o periódico científico The Geologist documentou um esqueleto humano desenterrado de uma profundidade de 27 metros, no estado de Illinois.[3] Mais de 60 centímetros de ardósia inteira cobriam diretamente o esqueleto. Novamente, um geólogo oficial lidou com o caso. Ele datou as camadas geológicas e concluiu que o esqueleto tinha 300 milhões de anos de idade.

Em 1885, quando um trabalhador de uma fundição de ferro na Áustria estava quebrando blocos de carvão na aldeia de Wolfsegg, ele encontrou um objeto cúbico de ferro, embora um pouco deformado. O Ferro de Wolfsegg (ou Cubo Salzburgo) é um pequeno pedaço de ferro encontrado em um bloco de rocha sedimentar lignite, considerado do depósito terciário (cerca de supostos 65 milhões de anos). Um artigo publicado na revista científica Nature descreve o objeto como “quase um cubo”, “com uma profunda incisão”.[4:p. 36] Outra publicação sobre o objeto foi feita na revista científica francesa L’Astronomie.[5:p. 114] O objeto tem 67 mm de altura, 67 mm de largura e 47 mm na parte mais grossa (espessura). Pesa 785 gramas e sua gravidade específica é de 7,75.


O Ferro de Wolfsegg foi examinado em 1966 no Museu de História Natural de Viena. A opinião final do Dr. Kurat, do Museu, e do Geologisches Bundesanstalt, de Viena, é de que o objeto é de ferro fundido e simplesmente artificial. Poderia ser que esses objetos de ferro fossem utilizados como lastro para operar máquinas primitivas. No entanto, não há nenhuma evidência de que esses blocos de ferro tenham sido fabricados para a mineração, e apenas um foi encontrado, o que depõe contra essa ideia.

Em 1901, um grupo de mergulhadores que apanhavam esponjas próximo à ilha de Anticítera, na Grécia, encontrou um instrumento utilizado para cálculos astronômicos, para uso na navegação, construído por volta do século 2 a.C. As peças foram retiradas de um naufrágio a 42 metros de profundidade. A data estimada do naufrágio é 65 a.C. Esse objeto chamado “mecanismo de Anticítera” é tão complexo que pode ser considerado precursor dos atuais computadores. Segundo o estudo, o Mecanismo de Anticítera, resultado da engenhosidade dos gregos antigos, era mais sofisticado tecnologicamente do que qualquer outro mecanismo inventado por qualquer outra civilização pelo menos nos mil anos seguintes. Um ponto interessante é o fato de o engenho estar “embutido em uma rocha”, e que ela foi previamente analisada com raio X para se saber o que estava em seu interior – uma clara admissão de que a formação de rochas não demora “milhões de anos”.[6]


O dispositivo, um engenhoso arranjo com pelo menos 30 engrenagens de alta precisão, todas feitas de bronze, era capaz de calcular movimentos astronômicos com precisão notável, maior do que se supunha até pouco tempo atrás. O computador mecânico permitia acompanhar os movimentos da Lua – inclusive recriando sua órbita irregular –, do Sol, de alguns planetas e até prever eclipses. Os resultados da pesquisa estão na edição de 30 de novembro de 2006 da revista Nature, e foram comentados em uma conferência em Atenas, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro do mesmo ano.[7] O grupo, liderado por Mike Edmunds e Tony Freeth, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, empregou tecnologias de imagem e de tomografia em raio X de alta resolução para estudar os fragmentos remanescentes do mecanismo.

Em 1912, foi descoberta na Pensilvânia, em uma Usina Elétrica Municipal de Sulphur City, Oklahoma, uma panela de ferro fundido dentro de um grande pedaço de carvão. Essa panela hoje está exposta no Creation Evidence Museum, em Glen Rose, Texas.

Em 1971, um artigo publicado na CRS Quarterly analisou essa panela e relatou que o carvão, no qual ela estava, tinha sido extraído em Wilburton, Oklahoma.[8] O artigo informa que o artefato é certificado e documentado. Nesse caso, há uma carta autenticada, escrita de próprio punho por quem descobriu o objeto, documentando a autenticidade da descoberta. 

Entre 1934 e 1936, Max Hahn e sua esposa, Emma, estavam em uma caminhada próximo à margem do rio Red Creek, na cidade de Londres, no estado do Texas (EUA), quando perceberam uma pedra com madeira saindo de seu interior. Eles decidiram levar a rocha calcária para casa e mais tarde a quebraram com um martelo e um formão. Eles encontraram dentro o que parecia um martelo primitivo. Eles entregaram a descoberta nas mãos de uma equipe de arqueólogos, que dataram a rocha do Período Ordoviciano (500 a 440 milhões de anos), muito mais antigo que o primeiro registo de civilização humana na Terra.[9] Além disso, algo curioso é que parte do cabo do martelo já estava se transformando em carvão.


Análise do Batelle Memorial Laboratory, em Columbus, Olhio (EUA), mostra um resultado intrigante. A cabeça do martelo é feita de mais de 96% de ferro, 0,74% de enxofre e 2,6% de cloro, indicando que o objeto não enferruja e é muito mais puro do que qualquer coisa que a natureza poderia ter conseguido sem a interferência de tecnologia moderna.[9] Sabe-se que nas condições atmosféricas de hoje não é possível combinar ferro com cloro, então se conclui que esse martelo foi forjado em um período em que as condições atmosféricas eram diferentes (a pressão atmosférica antediluviana era possivelmente cerca de seis vezes maior que a de hoje), tornando possível a criação do artefato. Esse martelo hoje está exposto no Creation Evidence Museum, em Glen Rose, Texas.

Embora reconheçam que a concreção de pedra é real, muitos céticos posteriormente alegaram ser um martelo de mineiro do século 18 ou 19. Entretanto, mesmo que esse martelo fosse recente, ainda assim seria constrangedor para a teoria da evolução explicar a formação rápida de rocha em volta de objetos. Se os minerais dissolvidos de estratos antigos podem endurecer em torno de um objeto recente, como afirmado em 1985 pelo investigador John Cole, do NCSE, logo, isso corroboraria a hipótese criacionista sobre a formação rápida de camadas sedimentares (tais como alguns estratos da coluna geológica), em poucas dezenas de anos ou até menos, como no período do dilúvio.[10]

Em 1994, foi publicado na revista Creation a descoberta de chaves de carro incrustadas em uma formação rochosa do sandstone, na costa pacífica dos Estados Unidos.[11] A peça, contendo as chaves, foi encontrada na costa de Oregon. Ela foi entregue ao professor Richard Niessen, na Califórnia, e agora as chaves são exibidas no Museu de Criação e História da Terra, que pertenceu ao Institute for Creation Research (ICR), em San Diego. Acredita-se que as chaves, unidas a uma corrente de plástico, pertençam a um automóvel do início da década de 1960. O curador do museu do ICR, John Rajca, diz que as teclas incrustadas de rochas mostram que a ideia comumente aceita de formação lenta de rochas está claramente errada nesse caso. A rocha que envolvia as chaves teve que endurecer rapidamente. Portanto, a formação de rocha não é necessariamente um processo lento de milhões de anos.

Em 19 de janeiro de 2013, A Voz da Rússia, um serviço internacional de radiodifusão russa, relatou que, ao acender fogo na chaminé, um habitante de Vladivostok descobriu uma cremalheira de metal presa em carvão.[12] O homem entregou o achado extraordinário a cientistas da cidade. Após uma análise minuciosa, os pesquisadores concluíram que o carvão em que foi achada a peça extraordinária tem uma idade de 300 milhões de anos. Por isso os cientistas concluíram que a peça metálica deve ter a mesma idade e foi fabricada por um ser vivo.

Quando pesquisadores quebraram com cuidado o fragmento de carvão, descobriram uma peça, que lembra uma moderna roda dentada, de sete centímetros de comprimento, feita de uma liga de alumínio (98%) e magnésio (2%). O alumínio puro é muito raro na natureza e foi feita uma suposição de que a peça tenha origem artificial. Ao mesmo tempo, a liga não ordinária permitiu explicar o bom estado de conservação do artefato. O alumínio puro produz uma película resistente de óxidos na superfície, o que impede a corrosão. Em resultado, a liga com o teor de alumínio de 98% resiste a altas pressões, temperaturas extremas e a um meio ambiente agressivo.


Diante desses artefatos, muitos veículos de divulgação têm levantado a possibilidade de que civilizações avançadas teriam povoado a Terra em um passado remoto, uma vez que existem muitas evidências que apontam para essa direção. Mas a questão mais importante é quem habitou a Terra naquela época. Raças extraterrestres? Viajantes do tempo? Ou apenas seres humanos mais avançados que os de hoje?

Se os pesquisadores conseguissem visualizar as evidências a partir da ótica criacionista, não precisariam fantasiar que “civilizações extraterrestres teriam rondado nosso planeta”. Na verdade, civilizações muito avançadas (intelectualmente) viveram em nosso planeta há não muito tempo. Isso poderia explicar o fato de terem sido encontrados esses artefatos de metal em rochas datadas de supostos milhões de anos. Com o achado na mão, parece que os pesquisadores podem chegar a apenas três conclusões: (1) os métodos de datação estão errados e a rocha pode ser recente, (2) alienígenas inteligentes fabricaram esses artefatos há milhões de anos, ou (3) havia seres humanos inteligentes e tecnológicos no passado remoto da Terra. Em relação a esta última hipótese, os diversos artefatos (tigela, panela, martelo, etc.) poderiam ser fortes evidências da veracidade do relato a respeito de Tubalcaim, em Gênesis 4:22, que forjou metais antes do dilúvio. Porém, tudo indica que os pesquisadores preferem optar pela alternativa 2, por mais inverossímil que seja.

(Michelson Borges é jornalista pela UFSC, autor de livros sobre criacionismo e mestre em teologia pelo Unasp; Everton F. Alves é mestre em Ciências [Imunogenética] pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB]; seu e-book pode ser lido aqui: https://www.widbook.com/ebook/teoria-do-design-inteligente)

Referências:
1.    Cremo MA, Thompson RL. A História secreta da raça humana. São Paulo: Aleph, 2004, p.152-153.
2.    A Relic of a By-Gone Age. Scientific American 1852; 7(38):298.
3.    Fossil man. The Geologist. 1862; 5:470.
4.    Nature. 1886; 35(889):34-37.
5.    Uranolithe fossile. L’Astronomie (in French). 1888; 10(7):114. Disponível em: https://archive.org/stream/lastronomie02flamgoog#page/n129/mode/1up
6.    Scientists unlock mystery of 2,000-year-old computer. CBC News, (30/11/2006). Disonível em: http://www.cbc.ca/news/technology/scientists-unlock-mystery-of-2-000-year-old-computer-1.590991
7.    Freeth T, et al. Decoding the ancient Greek astronomical calculator known as the Antikythera Mechanism. Nature. 2006; 444:587-591.
8.    Rusch WR. Human Footprints in Rocks. Creation Research Society Quarterly 1971; 7(4):201-213.
9.    Mackay J. Pre-Flood Hammer Update. Creation Ex Nihilo 1985; 8(1).
10.    Cole, John R. 1985. If I Had a Hammer. Creation/Evolution. 5(1):47-56.
11.    Keys to rapid rock formation. Creation. 1994;17(1):45.
12.    Zamanskaya Y. 300-million-year-old UFO tooth-wheel found in Russian city of Vladivostok. The Voice of Russia (19/01/2013). Disponível em: https://sputniknews.com/voiceofrussia/2013_01_19/300-million-year-old-UFO-tooth-wheel-found-in-Russian-city-of-Vladivostok/