quarta-feira, maio 31, 2017

Eu, Darwin e os pombos

Como criador do projeto “Onze de Gênesis”, tenho algo em comum com Charles Darwin. Ambos temos experiência na criação de pombos. Na minha infância e adolescência, passei alguns anos ajudando meus avós na criação de pombos. Acompanhei desde a alimentação, comportamento e reprodução. Selecionava as cores, os tamanhos e os melhores. Na Inglaterra Vitoriana, a criação de pombos era extremamente popular, e quando Darwin retornou de sua famosa viagem marítima às ilhas Galápagos, começou a criar pombos. Nas mãos hábeis de um criador, o pombo pode desenvolver uma cauda em leque, com penas semelhantes às de um leque chinês; pode tornar-se semelhante ao pelicano, com um enorme papo avultando por sob o bico, e pode se tornar um jacobino, com um “capuz” de penas sobre a parte traseira e sobre os lados da cabeça, assemelhando-se aos capuzes usados pelos monges jacobinos. Contudo, a despeito dessa grande diversidade, todos são descendentes do pombo comum, o vulgar pássaro cinza que infesta nossos parques urbanos. 

Apesar da extraordinária variedade de caudas e penas, todos os pombos que Darwin observou continuavam sendo pombos. Eles representavam uma mudança cíclica na frequência genética, mas não uma nova informação genética.

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