sexta-feira, novembro 17, 2017

O que os cientistas criacionistas entendem por “ciência”?

Para esclarecer esse assunto, nosso colunista Everton Fernando Alves entrevistou outro de nossos colunistas, o físico Eduardo Lütz, que também é mestre em Astrofísica, membro e palestrante oficial da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), além de editor da revista Origem em Revista.

Everton Alves: O que os cientistas criacionistas entendem por “ciência”?

Eduardo Lütz: O termo “teoria científica” tem sido utilizado de duas formas:

1. No conceito mais popular, trata-se de hipóteses sobre temas de interesse acadêmico.

2. No conceito um pouco mais acadêmico, trata-se de um modelo ou framework conceitual.

A “teoria sintética da evolução” é uma teoria no segundo sentido, acadêmico-popular. Mas não se baseia sequer na metodologia de Aristóteles, que muitos chamam de método científico, embora contenha elementos baseados em observações e se façam pesquisas científicas de verdade em alguns ramos dessa área.

O objetivo não é desmerecer o “evolucionismo”, pelo contrário, é mostrar que a nova geração de cientistas deve retornar ao antigo conceito de ciência seguido pelos próprios pais da ciência (Galileu, Kepler, Newton...). Em evolução, também se desenvolvem modelos científicos (matemáticos). Mas eles ainda não atingiram massa crítica para derrubar alguns dogmas mais importantes. Ainda tratam de questões periféricas, como dinâmica de populações, por exemplo. Nessa área, é muito útil expressar leis como algoritmos para ser usados em simulações de computador.