Evidência de adaptação. E só |
Um
estudo recente demonstrou as capacidades adaptativas de espécies como os
tentilhões.[1] Os mesmos tentilhões nas ilhas Galápagos que há décadas vem
sendo declarados como exemplos decisivamente poderosos da teoria da evolução.
As várias espécies desse pássaro têm, sim, capacidades de adaptação
fantásticas, mas não é fato o surgimento de novas espécies a partir dessas que
ocorre por meio de sucessivas mutações acumuladas e selecionadas naturalmente.
Em vez disso, os autores observaram que há uma mudança rápida entre modelos
pré-existentes, e ativados por mecanismos também pré-existentes. Isto é, as
aves são rápidas em se adaptar, mas elas estão simplesmente seguindo o ambiente
e a oferta de alimentos.
Devido à escassez de comida (insetos) nas ilhas, os tentilhões são obrigados a alargar (mudar) seus hábitos alimentares. Eles exploram os recursos florais e agem como polinizadores potenciais em todo o arquipélago, tornando mais generalizada sua rede de contatos pássaro-flor do que seus homólogos presentes no continente. O resultado disso é sua flexibilidade e adaptabilidade. Como afirmou o pós-doutor Willemoes, do Museu de História Nacional da Dinamarca, “não houve evolução especializada em longo prazo”.[2] Assim, a partir desse estudo, é possível perceber que a adaptação (“microevolução”) não está relacionada à evolução em grande escala (surgimento de novas espécies).
Devido à escassez de comida (insetos) nas ilhas, os tentilhões são obrigados a alargar (mudar) seus hábitos alimentares. Eles exploram os recursos florais e agem como polinizadores potenciais em todo o arquipélago, tornando mais generalizada sua rede de contatos pássaro-flor do que seus homólogos presentes no continente. O resultado disso é sua flexibilidade e adaptabilidade. Como afirmou o pós-doutor Willemoes, do Museu de História Nacional da Dinamarca, “não houve evolução especializada em longo prazo”.[2] Assim, a partir desse estudo, é possível perceber que a adaptação (“microevolução”) não está relacionada à evolução em grande escala (surgimento de novas espécies).
(Everton Alves)
Referências:
1. Traveset A, Olesen JM, Nogales M, Vargas P, Jaramillo P, Antolín E, Trigo
MM, Heleno R. “Bird–flower visitation networks in the Galápagos unveil a
widespread interaction release.” Nat
Commun. 2015; 6:6376.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25757227
2. Entrevista concedida por Mikkel Willemoes. “Birds on the Galápagos Islands have developed new eating habits.” [Mar. 2015]. Entrevistador: Johan Skov Andersen. ScienceNordic, 2015. Disponível em: http://sciencenordic.com/birds-galápagos-islands-have-developed-new-eating-habits-0
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25757227
2. Entrevista concedida por Mikkel Willemoes. “Birds on the Galápagos Islands have developed new eating habits.” [Mar. 2015]. Entrevistador: Johan Skov Andersen. ScienceNordic, 2015. Disponível em: http://sciencenordic.com/birds-galápagos-islands-have-developed-new-eating-habits-0