quinta-feira, maio 14, 2015

Seres humanos são 50% bananas?

Sequência de DNA não é tudo
[Quando publiquei no ano passado a tirinha abaixo, sites evolucionistas me acusaram de apresentar dados sem referências (E como poderia fazer isso no espaço de uma tirinha?). Agradeço ao amigo Everton por se lembrar disso e fornecer as evidências necessárias. – MB.]

Em 2012, o consórcio internacional de cientistas de plantas sequenciou o genoma da banana e descobriu que ela contém mais de 36.000 genes, portanto, praticamente o dobro do genoma humano.[1, 2, 3] Genomas de plantas são incrivelmente dinâmicos, o que as torna um dos organismos mais fascinantes e ao mesmo tempo mais difíceis de estudar, afirma Eric Lyons, um dos coautores do estudo.[4]

Frequentemente, os evolucionistas utilizam a homologia (semelhança de DNA) como base científica para a sugestão de ancestralidade comum. No entanto, semelhanças genéticas poderiam facilmente ser vistas como resultado de um projeto comum, em vez de descendência comumAgentes inteligentes regularmente reutilizam peças que funcionam em diferentes sistemas (por exemplo, rodas para automóveis e rodas para aviões).

Por vezes, até mesmo organizações assumidamente evolucionistas parecem concordar com nosso entendimento a respeito desse ponto ao afirmar que "alguns desses trechos conservados do DNA devem possuir informações essenciais para a sobrevivência desses seres vivos tão diferentes, [...] trechos comuns que asseguram as funções vitais dessas duas espécies."[5].

Portanto, a sequência de DNA não é tudo o que distingue os diferentes tipos de organismos. E o que dizer, então, da banana? Cientistas têm alegado que o ser humano compartilha 50% de seus genes com a banana.[6, 7] O evolucionista Steve Jones, geneticista britânico de renome, com humor, disse: “Nós também compartilhamos cerca de 50% de nosso DNA com bananas e isso não nos faz meia banana a partir da cintura para cima ou da cintura para baixo.”[7]

(Everton Fernando Alves é mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB]; seu e-book pode ser lido aqui)

Referências:
2. MGC Project Team. “The completion of the Mammalian Gene Collection (MGC).” Genome Res. 2009; 19(12):2324-2333. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19767417 
3. Ezkurdia IJuan DRodriguez JMFrankish ADiekhans MHarrow JVazquez JValencia ATress ML. “Multiple evidence strands suggest that there may be as few as 19 000 human protein-coding genes.” Hum Mol Genet. 2014; 23(22):5866-78. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24939910
4. “Banana Genome Sequenced.” [Jul. 2012]. Sci-NewsDisponível em: http://www.sci-news.com/genetics/article00477.html

5. Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Céulas-Tronco.  O que a comparação entre espécies nos informa? Disponível em: http://www.ib.usp.br/biologia/projetosemear/diferentes/o-que-a-comparacao-entre-especies-nos-informa.html
6. Robert McCredie May, citado por Coglan A, Boyce N. “The End of the Beginning: The first draft of the human genome signals a new era for humanity.” New Scientist magazine (1 Jul 2000), 167:5.
7. Jones S. Entrevista ao Museu Australiano em The Science Show, transmitido pela rádio ABC, 12 Janeiro de 2002.