quarta-feira, agosto 19, 2015

O dilúvio e as evidências de águas subterrâneas

"Fontes das grandes profundezas"
Gênesis 7:11 diz: “No dia em que Noé completou seiscentos anos um mês e dezessete dias, precisamente nesse mesmo dia, todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se romperam.” Portanto, a Bíblia diz que primeiro veio água debaixo, e depois água de cima. Mas será que existem evidências que corroboram essa afirmação? Sim, existem evidências técnicas e científicas sobre a origem da água do dilúvio. Em primeiro lugar, vamos focar nas evidências técnicas. Em 1989, um projeto iniciado na península de Kola, Rússia, perfurou um poço de 12.262 m, considerado um dos poços mais profundos já perfurados. O objetivo era analisar o que havia entre a camada de granito e basalto, mais especificamente na zona intermediária. Eles ficaram surpresos com os achados. Havia água salina e extremamente quente (a 180 ºC).

Em 1994, outra equipe perfurou um poço na Bavária (Alemanha) e atingiu a profundidade de 9.101 m. Eles encontraram água quente e salina com um teor duas vezes maior que as águas de nossos mares na superfície. Como foi parar lá toda essa água salgada? Note que ambos os poços não estavam próximos ao mar, portanto, não teria como as rochas ou as camadas terem prendido água salgada entre elas. Ademais, ambas as profundidades vão muito além de qualquer poço artesiano que capta água de lençóis freáticos. Eles encontraram essa camada de água subterrânea a cerca de 11.500 m de profundidade, com uma espessura de 1 km preenchida por água.

Na busca pela verdade, baseando-se no relato bíblico e nos achados técnicos de perfuração de poços ultraprofundos, o engenheiro mecânico Dr. Walter Brown, cientista criacionista, propôs em 1980 a Teoria das Hidroplacas – atualmente, a teoria mais coerente a respeito do clima na Terra “primitiva” (antes do dilúvio) e de um dilúvio universal que deixou seus rastros no registro fóssil espalhado pelo planeta. De fato, a Bíblia informa de onde veio toda a água do dilúvio. Mas para onde ela foi após a inundação? Sabe-se que parte dela está por aí nos oceanos e mares. E a respeito da outra parte? Ao que tudo indica, essa outra parte teria voltado ao seu lugar de origem.

Em 2014, um estudo publicado na revista Nature analisou um cristal microscópico de um mineral nunca antes visto em uma rocha terrestre que detém pistas para a presença de uma enorme reserva de água escondida no centro da Terra.[1] A descoberta foi feita a partir de um diamante com peso inferior a um décimo de um grama, encontrado no Brasil. A maioria dos diamantes se forma em profundidades de cerca de 150 a 200 quilômetros, mas diamantes ultraprofundos vêm de uma região do manto conhecida como “zona de transição”, localizada a 410-660 quilômetros abaixo da superfície. Os autores sugerem que a reserva poderia conter o equivalente a todos os oceanos combinados.

Em 2014, outro estudo publicado na revista Science descobriu um vasto reservatório de água a 660 km (400 milhas) abaixo da crosta da Terra, na zona de transição, suficiente para encher os oceanos da Terra três vezes.[2]

A conclusão é esta: a ciência, mesmo com anos de atraso, acaba confirmando o relato bíblico.

(Everton Fernando Alves é mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB]; seu e-book pode ser lido aqui)

Referências:
[1] Pearson DGBrenker FENestola FMcNeill JNasdala LHutchison MTMatveev SMather KSilversmit GSchmitz SVekemans BVincze L. "Hydrous mantle transition zone indicated by ringwoodite included within diamond." Nature. 2014; 507(7491):221-4. http://www.nature.com/nature/journal/v507/n7491/full/nature13080.html
[2] Schmandt BJacobsen SDBecker TWLiu ZDueker KG. Earth’s interior. Dehydration melting at the top of the lower mantle. Science. 2014; 344(6189):1265-8.