segunda-feira, setembro 13, 2021

A descoberta da cidade de Babilônia

O livro bíblico de Daniel é um dos textos mais importantes do antigo testamento. Suas páginas estão repletas de profecias e histórias que falam sobre o terrível cativeiro do povo de Israel em Babilônia. Durante muito tempo, acadêmicos e arqueólogos diziam que Babilônia era uma lenda criada pela imaginação dos escritores da Bíblia, e que essa cidade nunca tinha existido. No entanto, essa visão cética foi colocada por terra quando, no fim do século 19, Robert Koldewey, arqueólogo e arquiteto alemão, descobriu as ruínas da antiga capital imperial de Nabucodonosor.

É interessante dizer que antes de essa descoberta acontecer, Heródoto, famoso historiador grego da antiguidade, já havia relatado e documentado sua visita à cidade em um passado longínquo. Em sua passagem pela metrópole, Heródoto descreveu as dimensões e características da cidade com detalhes.[1] Mesmo com esses textos extrabíblicos, muitos historiadores ainda insistiam em negar a existência de Babilônia. Uma das lições dessa descoberta arqueológica é que a ausência de evidência não é, necessariamente, evidência de ausência. Nem sempre a falta de comprovações empíricas sobre determinados fatos históricos significa que aqueles objetos não existiram.

Foi justamente na virada do século 20, mais especificamente a partir de 1899, que o tiro saiu pela culatra. Em uma incessante escavação nas regiões de Bagdá, atual Iraque, Koldewey se deparou com um tesouro milenar que estava coberto havia séculos. A partir desse momento, a arquitetura de Babilônia estava revelada e aberta para pesquisa e estudo – pesquisa essa que foi feita por muitos céticos que antes se referiam à cidade como mitológica.

A descoberta não tinha sido feita antes porque muitas pessoas procuravam escavar à beira do Eufrates, já que os relatos falavam que a cidade fazia divisa com o rio. O problema é que ao longo dos anos o Eufrates foi desviado diversas vezes; sendo assim, uma pesquisa próxima ao rio já não era uma opção interessante. Ao andar pela região, Koldewey percebeu que os beduínos locais sempre visitavam a área montanhosa de Hillah para pegar tijolos e usa-los como matéria-prima de construção.[2] Durante muito tempo, esses habitantes locais utilizaram os tijolos da antiga Babilônia (figura 1) para construir residências e outras estruturas vernaculares. Isso já aconteceu em outras ocasiões na história da arquitetura. Muitos habitantes que viveram em locais em que o Império Romano foi pujante usavam o mármore das construções imperiais para praticar sua arquitetura local – o Coliseu, por exemplo, foi utilizado como “jazida” pelos romanos que viviam em suas proximidades.

 

Figura 1: escavação em Babilônia, Iraque. Fonte: Wikimedia Commons (domínio público)

Durante as escavações, muitos artefatos importantes foram encontradas, tais como manuscritos cuneiformes, objetos religiosos e edificações que testemunhavam de uma civilização rica e próspera. O Portal de Ishtar (figura 2), entrada principal da cidade e que hoje fica no Pergamum Museum de Berlin, é uma das partes mais bem preservadas do complexo. No portal é possível observar tijolos de lápis-lazúli, material raro encontrado apenas na Mesopotâmia e em algumas partes do Chile.[3] A fachada do portal é composta por desenhos de leões alados, dragões e bois em alto-relevo. Todas essas características são uma demonstração clara da glória da antiga Babilônia.

 

Figura 2: Portal de Ishtar, Pergamum Museum, Berlin. Fonte: Wikimedia Commons (domínio público)

O portal também possui uma entrada com um grande arco semicircular. Essa é uma das evidências mais antigas dos arcos na história da arquitetura. Os romanos fizeram uso abundante dos arcos em seus aquedutos,[4] mas graças à incrível descoberta do Portal de Ishtar é possível concluir que essa técnica foi, possivelmente, uma invenção dos povos que habitaram a região do crescente fértil, principalmente os mesopotâmicos.

O interessante é que o livro de Daniel possui diversas passagens que trazem, de maneira simbólica e profética, esses mesmos animais encontrados no Portal de Ishtar. Na profecia, o leão com duas asas representa o próprio reino de Babilônia, cujo rei mais conhecido foi Nabucodonosor. O leão é sempre visto como o rei dos animais e a águia, a rainha das aves. Esse animal é um leão que tem duas asas de águia (figura 3), simbolizando a rapidez avassaladora que o reino de Babilônia teria diante de seus inimigos. Mas esse poder não duraria para sempre, segundo a profecia: suas asas seriam arrancadas, ou seja, seu poder lhe seria retirado. A história mostra que essa glória foi tirada por Ciro, o persa, no ano 539 a.C.

 

Figura 3: leão Alado no Caminho Processional, Pergamum Museum, Berlin. Fonte: Unsplash

Durante o governo de Sadam Hussein, várias edificações foram reconstruídas na busca por fortalecer o nacionalismo do regime ditatorial.[5] O ditador se considerava herdeiro de Nabucodonosor e, para tornar isso ainda mais claro, passou por cima de diversos princípios e práticas de restauro e conservação. Hussein recebeu várias críticas de entidades internacionais por sua maneira de lidar com o patrimônio local.

Com essa descoberta, todos os livros de história da arquitetura publicados nos anos que sucederam a escavação tiveram que trazer Babilônia como um fato histórico. Hoje muitas escavações ainda continuam sendo feitas na região. O objetivo é procurar por fatos que não só demonstrem os costumes e as tradições dos mesopotâmicos, mas que também comprovem ainda mais a veracidade histórica da Bíblia Sagrada.

(Bruno Perenha é arquiteto [Unicesumar, Maringá] e especialista em História da Arquitetura [Birkbeck, University of London]; conheça mais sobre o trabalho dele no Instagram: @brunoperenha e no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC4jx8wH1THB-0Usc7ryzUHQ)

Referências:

[1]  STRASSLER, Robert B. The Landmark Herodotus. London: Quercus Publishing Plc, 2008.

[2]  LYON, David Gordon. In: Vo. 11 (3). Recent Excavations at Babylon. The Harvard Theological Review: 1918. Pag. 307-321.

[3]  FELSTINER, John & Neruda, Pablo. In: Vol. 32 (No. 4). Lapis Lazuli in Chile. The American Poetry Review. Philadelphia: Old City Publishing, Inc, 2003. Pag. 6.

[4]  GLANCEY, Jonathan. A História da Arquitetura. São Paulo: Edições Loyola, 2001. Pag. 30-32.

[5]  MACFARQUHAR, Neil. Hussein's Babylon: A Beloved Atrocity. The New York Times, Aug. 19, 2003. Section A, Pag 11. Available in: <https://www.nytimes.com/2003/08/19/world/hussein-s-babylon-a-beloved-atrocity.html>. Access: Aug. 20, 2021.

quarta-feira, setembro 08, 2021

Não! Vocês não fazem parte da família

A ideia de que o homem moderno (Homo sapiens sapiens) compartilha um ancestral comum com grandes macacos (e.g. orangotangos, gorilas e chimpanzés) tem sido difundida como uma verdade inquestionável desde a ampla adoção da teoria darwinista nos círculos acadêmicos no fim do século 19 e início do século 20. A temática da evolução humana engloba várias disciplinas, como antropologia, arqueologia, primatologia e genética. No entanto, com o advento de tecnologias de sequenciamento genômico, as análises genéticas passaram a ter proeminência em estudos filogenéticos humanos, pois elas fornecem dados objetivos e mensuráveis, tanto no âmbito quantitativo quanto qualitativo. Dentre essas análises, destacam-se as relacionadas ao campo de pesquisa biológico denominado de genômica comparada.

Como o próprio nome sugere, a genômica comparada é um campo de pesquisa biológica em que as características genômicas de diferentes seres vivos são comparadas. Infelizmente, na prática, esse campo de pesquisa acabou sendo mesclado com a teoria evolucionista de tal forma que todas as diferenças genéticas verificadas entre os organismos são interpretadas como havendo surgido durante a história evolucionária. Nesse contexto, a premissa da ancestralidade comum muitas vezes se sobrepõe à objetividade dos dados analisados. Os dados genéticos que têm sido utilizados de forma mais recorrente para respaldar nosso suposto parentesco evolutivo com os grandes macacos e justificar a inserção deles na família hominidae são os oriundos da comparação do genoma humano (Homo sapiens sapiens) com o genoma do chimpanzé (Pan troglodytes).[1]

As primeiras análises de comparação genômica realizada pelo Chimpanzee Sequencing and Analysis Consortium apontaram uma diferença de apenas 1,23% para o genoma humano.[2] Entretanto, essa porcentagem refletia apenas as substituições de bases e não considerava os muitos trechos de DNA que estavam ausentes ou presentes em apenas um genoma. Posteriormente, uma análise computacional dirigida pelo cientista Matthew Hahn considerou as diferenças do número de cópias gênicas e chegou a uma diferença de 6,4% entre os genomas do Homo sapiens sapiens e Pan troglodyte.[3]

Ou seja, a diferença genômica de 1 a 2%, ensinada e difundida por diversas instituições de ensino ao redor do mundo até os dias de hoje, não passa de um mito. Além disso, a apresentação dessa diferença em termos de porcentagem acaba mascarando sua real magnitude. Há por volta de 40-45 milhões de bases presentes em humanos que estão ausentes em chimpanzés, e aproximadamente o mesmo número presente nos chimpanzés e ausentes em humanos; 689 genes são encontrados apenas no genoma humano e 86 genes são exclusivos do genoma do chimpanzé.[3] As diferenças incluem diferenças no tipo e número de DNA genômico repetitivo e transposons, abundância e distribuição de retrovírus endógenos, presença e extensão de polimorfismos alélicos, polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs), diferenças de sequência gênica, duplicações gênicas, diferenças de expressão gênica e variações de splicing de RNA mensageiro.[4]

Além disso, ao se realizar uma análise comparativa da estrutura e do número de cromossomos das duas espécies, as seguintes diferenças são verificadas: (a) a região dos telômeros (sequências repetitivas de DNA no final dos cromossomos) é muito maior em chimpanzés do que em humanos;[5] (b) os genes e marcadores nos cromossomos 4, 9 e 12 não estão na mesma ordem em humanos e chimpanzés;[6] (c) a análise do mapa do cromossomo 21 permite identificar várias regiões que são específicas do genoma humano;[7] (d) o cromossomo Y possui tamanhos diferentes e muitos marcadores que não se alinham entre humanos e chimpanzés;[8] (e) o chimpanzé tem 24 pares de cromossomos, enquanto os humanos têm apenas 23 pares.

No entanto, essas muitas diferenças não bastam para que os cientistas darwinistas questionem o paradigma da ancestralidade comum entre humanos e chimpanzés. Como exemplo dessa recusa pode ser citada a explicação dada para a diferença de 48 para 46 cromossomos verificada entre chimpanzés e humanos, respectivamente. Segundo os evolucionistas, o cromossomo humano 2 teria sido formado pela fusão de dois cromossomos pequenos em um ancestral simiesco da linhagem humana. No entanto, essa explicação levanta os seguintes questionamentos: (a) Qual seria o mecanismo pelo qual uma anormalidade cromossômica poderia se tornar universal em uma linhagem tão grande como a humana?; (b) Qual seria a vantagem seletiva de se possuir um cromossomo resultante de uma fusão?

As respostas práticas e viáveis para essas perguntas são um desafio para os cientistas que continuam sustentando a evolução humana. Ademais, mesmo se houvesse evidências concretas que sustentassem a origem do cromossomo 2 humano a partir de uma fusão de dois cromossomos menores, ela não poderia ser utilizada para respaldar a ideia de que humanos e chimpanzés compartilharam um ancestral comum há cinco milhões de anos. Essa fusão teria que haver surgido depois que a linhagem humana se separou da dos chimpanzés, ou seja, ela só forneceria evidências para ligar os indivíduos que a compartilhassem.

Ao me deparar com explicações meramente especulativas e falácias lógicas como a supracitada, as quais muitas vezes são utilizadas para sustentar o edifício epistemológico da teoria evolucionista, lembro-me da declaração do biólogo evolucionista Richard Lewontin:

“Nós ficamos do lado da ciência, apesar do patente absurdo de algumas de suas construções, apesar de seu fracasso para cumprir muitas de suas extravagantes promessas em relação à saúde e à vida, apesar da tolerância da comunidade científica em prol de teorias certamente não comprovadas, porque temos um compromisso prévio, um compromisso com o materialismo. Não é que os métodos e as instituições da ciência de algum modo nos compelem a aceitar uma explicação material dos fenômenos do mundo, mas, ao contrário, somos forçados por nossa prévia adesão à concepção materialista do Universo a criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produzam explicações materialistas, não importa quão contraditórias, quão enganosas e quão mitificadas para os nãos iniciados. Além disso, para nós o materialismo é absoluto, não podemos permitir que o ‘pé divino’ entre por nossa porta.”[9]

A adesão de muitos cientistas a uma concepção materialista os impede de reconhecer a obviedade de que somos muito diferentes de qualquer animal e que processos evolutivos não podem originar essas diferenças. A narrativa do livro de Gênesis escancara o abismo que há entre o ser humano e outros organismos. Plantas, aves e animais terrestres e aquáticos foram criados “conforme a sua espécie” (Gênesis 1:11-25), mas o ser humano foi criado “à imagem e semelhança de Deus” (Gênesis 1:26). Obviamente há semelhanças entre o ser humano e outros organismos, que podem ir desde o genótipo até o fenótipo, mas essas semelhanças podem ser entendidas como padrões utilizados pelo Criador – a assinatura de um Deus criativo e todo-poderoso – e não necessariamente como evidências de ancestralidade comum. Dessa forma, tomando por base a Bíblia Sagradas e diversas evidências científicas, podemos dizer para orangotangos, gorilas e chimpanzés: “Não! Vocês não fazem parte da família Hominidae!”

(Tiago Alves Jorge de Souza é doutor em Ciências Biológicas na área de concentração em Genética)

Referências:

1. Cohen,  J.  News Focus on Evolutionary Biology, Relative Differences: The Myth of 1%, Science, v. 316., n. 5833, p. 1836, 2007.

2. Khaitovich, P., Hellmann, I., Enard, W., et al.. "Parallel patterns of evolution in the genomes and transcriptomes of humans and chimpanzees". Science, v. 309, n. 5742. p. 1850–4, 2005.

3. Demuth, J. P. , Bie, T. D., Stajich, J. E., Cristianini, N., Hahn, M.W. The Evolution of Mammalian Gene Families. PLoS ONE 1(1): e85, 2006.

4. Gagneux,, P., Varki, A.. ‘Genetic differences between humans and great apes.’ Mol Phylogenet Evol. v. 18, p. 2-13,  2001.

5. Kakuo, S., Asaoka, K.,  Ide, T. ‘Human is a unique species among primates in terms of telomere length.’ Biochem Biophys Res Commun , v. 263, p. 308-31, 1999.

6. Gibbons, A.. ‘Which of our genes make us human?’ Science, v. 281, p. 1432-1434, 1998.

7. Fujiyama, A., Watanabe, H., Toyoda, A., et al. ‘Construction and analysis of a Human-Chimpanzee Comparative Clone Map.’ Science v. 295, p. 131-134., 2002.

8. Archidiacono, N., Storlazzi, C.T., Spalluto, C., Ricco, A.S., Marzella, R., Rocchi, M. ‘Evolution of chromosome Y in primates.’ Chromosoma, v.  107, p. 241-246, 1998.

9. Lewontin R. C. Billions and Billions of Demons. The New York Review of Books, 1997.

terça-feira, agosto 10, 2021

O design inteligente do sexo original

Sob a ótica criacionista, o ato sexual original (conforme apresentado no relato da criação, em Gênesis) é uma das grandes evidências de design inteligente na natureza. Para os evolucionistas, um mistério não resolvido, segundo admitiu Richard Leakey, na introdução de uma das edições do livro A Origem das Espécies; ou então um “grande paradoxo”, na definição de Richard Dawkins. E não é pra menos, afinal, quando são formados os gametas (espermatozoides e óvulos), uma divisão meiótica ocorre e metade dos genes é removida. Então, quando o espermatozoide fecunda o óvulo, o descendente contém a integralidade dos genes. No cenário darwiniano, a reprodução assexuada é duplamente mais eficiente e “simples” que a sexuada, pois todos os genes são transferidos para cada um dos descendentes. Por isso, evolutivamente falando, é difícil explicar o surgimento da reprodução via ato sexual, afinal, pra que “inventar” um meio de reprodução tão complexo e dispendioso do ponto de vista do gasto de energia e dos riscos envolvidos no processo todo? Por isso os evolucionistas evitam tocar no delicado e difícil tema da origem da reprodução sexuada e da complexidade envolvida na interdependência dos órgãos sexuais feminino e masculino, que precisariam ter evoluído separadamente e, mesmo assim, ser perfeitamente compatíveis – um tipo de mutação dupla independente, na mesma geração e funcional.

Mas tem mais; muito mais!

O design inteligente da vagina

O “surgimento” da vagina (assim como o de qualquer outro órgão complexo) é um grande problema para os evolucionistas. Os defensores do darwinismo afirmam que a vagina é uma estrutura completamente nova na suposta história evolutiva – ela não tem homólogo em anfíbios nem répteis. Se é completamente nova, foi necessário o acréscimo de grande quantidade de informação genética para que passasse a existir. De onde teria vindo essa informação? Além disso, como qualquer outro sistema de complexidade irredutível, o sistema reprodutor feminino, para funcionar bem, depende de vários mecanismos interligados que não poderiam “surgir” aos poucos, já que são interdependentes. O sistema reprodutor feminino não se trata apenas de um tubo de carne. Ele é de uma complexidade maravilhosa, com seus músculos especializados, glândulas, terminações nervosas (que presenteiam a mulher com o prazer do sexo) e a capacidade de abrigar uma (ou mais de uma) nova forma de vida, suprindo-lhe as necessidades por nove meses.

Alguns anos atrás, o portal de informações norte-americano sobre saúde Healthline afirmou que o uso do termo médico/biológico “vagina” não é “linguagem inclusiva de gênero”, e então usou intercambiavelmente a expressão “orifício frontal”. “É imperativo que guias sexuais seguros se tornem mais inclusivos para as pessoas LGBTQIA e não binárias”, afirmou o guia da Healthline. “Para os fins deste guia, vamos nos referir à vagina como o ‘orifício da frente’, em vez de usar apenas o termo médico ‘vagina’”, diz o documento. “Essa é uma linguagem inclusiva de gênero que considera o fato de que algumas pessoas trans não se identificam com os rótulos [sic] que a comunidade médica atribui aos genitais.”

 

O guia diz ainda que algumas pessoas trans e não binárias designadas como femininas ao nascer podem gostar de ser participantes do “sexo penetrativo”, mas não se sentem confortáveis quando essa parte de seu corpo é mencionada usando uma palavra que a sociedade e as comunidades profissionais associam com feminilidade. “Uma alternativa que está se tornando cada vez mais popular em comunidades trans e queer é o ‘buraco’ ou ‘orifício’ da frente.” E então, renomeando-a, a vagina deixa de ser vagina e passa a ser comparada ao “orifício de trás”.

 

Embora o site afirme que não se trata de uma redefinição de palavras, admite usar no guia a expressão “front hole” (“orifício da frente”) em lugar de vagina, a fim de não ofender pessoas transgêneros com uma palavra tipicamente feminina.

 

A vagina, órgão projetado por Deus para permitir a união abençoada entre um homem e uma mulher, e o órgão por onde o bebê chega ao mundo, acaba sendo comparada ao órgão excretor por onde são evacuados os resíduos digestivos.

 

Cabe aqui uma boa reflexão sobre o design inteligente da vagina e do ânus e as enormes diferenças que há entre uma e o outro. Pedi ajuda aos amigos médicos Ivan Stabnov e Angela Andrade. Ele é gastroenterologista e endoscopista digestivo e ela é ginecologista e obstetra. Vamos às comparações:

 

Reto e ânus:

 

1. O reto é um local com muitos microrganismos, ou seja, potencialmente infectante.

2. Apesar de ser um local preparado para enfrentar resistência a micro-organismos, a estrutura é mais frágil porque só tem uma camada de células.

3. Como há mais linfócitos na região é mais fácil adquirir a infecção pelo HIV, já que os linfócitos são células-alvo.

4. Como a função do local é de absorção de fluidos, a junção disso com presença de linfócitos e maior risco de fissuras torna bem maior a chance de se adquirir uma doença séria como a Aids.

5. Pela presença de fezes aumenta o risco de infecção urinária no penetrante.

6. O risco de fazer fissuras (pequenas feridas) é maior no reto pela falta de lubrificação e maior atrito.

7. A cobertura de células colunares é mais delgada que na vagina e isso torna maior o risco de fissuras.

8. Em caso de sexo anal e a seguir vaginal, sem a devida higiene, há riscos para a mulher de infecções vaginais e urinárias.

9. Pela manipulação anal há o aumento de transferência de bactérias fecais para a uretra, aumentando também a incidência de infecção do trato urinário.

10. O ânus e o reto são órgãos de excreção, portanto, o caminho natural é para fora.

11. A presença de válvula (ânus) confere maior possibilidade de traumas durante a penetração.

 

Vagina:

 

1. O epitélio vaginal é descamativo, epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado. Isso significa que há várias camadas de células uma sobre a outra, o que forma uma barreira natural.

2. Por ser o epitélio vaginal mais espesso (tem espessura de 150 a 200 µm) o vírus da Aids, quando chega ali, encontra um ambiente desfavorável; ele não consegue entrar no epitélio vaginal, a não ser que haja lesões nesse epitélio, chegando ao conjuntivo.

3. A vagina é um órgão preparado fisiologicamente para recepção do pênis, adaptada a fricção pela síntese de muco pelas glândulas ali presentes, o que garante lubrificação.

4. As dobras da mucosa vaginal permitem que ela se distenda e fique maior e mais larga no caso de uma penetração, o que diminui a possibilidade de traumas.

5. A vagina não possui válvula, o que facilita a penetração e também diminui traumas.

 

Resumindo: o reto foi projetado para duas funções básicas: a primeira é armazenar fezes para que o ser não necessite evacuar a cada momento; a segunda é absorver água para que as fezes não sejam diarreicas, ou melhor, tenham formato e consistência confortáveis para a realização do ato da evacuação. O ânus é um esfíncter com dupla válvula, uma de controle externo – ou seja, temos o controle dela –, e outra de controle interno, autorregulado pelo organismo. A função do ânus é de regular a saída das fezes. Ambas as estruturas têm seu caminho habitual, seu vetor, no sentido interno para o externo. A introdução de algo pelo ânus até o reto é contrária à fisiologia.

 

A vagina tem mais funções. Serve como conduto para a saída do feto após a gestação. É o local utilizado pelo organismo para expulsar o conteúdo menstrual após a maturação do endométrio, sem que haja gravidez. Também é o órgão sexual feminino que recebe o órgão sexual masculino, portanto, tem fisiologia normal tanto para entrada quanto para saída de algo.

 

Podem redefinir as palavras e os conceitos o quanto quiserem, mas vagina continuará sendo vagina e ânus continuará sendo ânus, com suas funções especificamente projetadas por Deus. Nenhuma ideologia do mundo mudará isso.

 


O design inteligente do pênis

Estudo desenvolvido na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, desvendou os processos químicos que levam o homem a manter uma ereção. A pesquisa foi publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e confirmou que a liberação de óxido nítrico, neurotransmissor produzido no tecido nervoso, provoca a ereção, pois relaxa os músculos, permitindo que o sangue chegue ao pênis. “Sabíamos que esse era apenas um estímulo inicial. Por isso, queríamos descobrir o que permite que a ereção se mantenha”, disse o coordenador do estudo, Arthur Burnett.

Burnett e sua equipe descobriram que o sistema nervoso, depois de liberar com estímulos físicos e do cérebro ondas de óxido nítrico, produz uma cascata de substâncias químicas geradas com a ereção. Isso faz com que a liberação do neurotransmissor continue por mais tempo, dentro de um modelo cíclico. 

Vamos à pergunta de sempre: O que “surgiu” primeiro, o pênis ou o neurotransmissor que causa a ereção? Para que serviria tanto um quanto o outro, antes que todo o sistema estivesse pronto, interconectado e funcional? E mais: Para que serviria esse neurotransmissor (e o pênis), se o indivíduo fosse incapaz de manter a ereção graças à tal “cascata de substâncias químicas”? Note que a ereção e a manutenção dela não dependem de apenas uma substância química. A verdade é que cada célula, cada tecido, cada órgão e cada sistema dos seres vivos revelam as digitais, a assinatura de Quem os criou.


O design inteligente dos seios

A revista Veja alguns anos atrás publicou a reportagem “Adeus aos grandes, é a vez dos pequenos!”, sobre um novo padrão estético que predomina nas clínicas de cirurgia plástica: o uso de próteses de silicone em tamanho menor. A matéria segue por aí, mencionando, inclusive, atrizes que retiraram próteses grandes e as substituíram por pequenas. Mas o que chamou minha atenção não foi o assunto da reportagem, em si. Foi seu último parágrafo: “A maioria dos mamíferos só desenvolve seios durante o aleitamento dos filhotes. Os humanos são a exceção, com peitos salientes desde a adolescência. Uma das explicações mais aceitas para essa fascinante particularidade é o fato de os seios servirem de atrativo sexual. Na pré-história, antes da descoberta do fogo, o homem muitas vezes dependia do tato para escolher uma parceira dentro das cavernas escuras. Os seios, portanto, seriam primordiais. Eles ainda o são e sempre serão – com ou sem silicone. E independentemente do tamanho.

Tem horas, quando leio certas coisas, que tenho vontade de me beliscar para ver se estou acordado. Em primeiro lugar, esse parágrafo final é totalmente dispensável e serve apenas para reforçar a doutrinação evolucionista. Está fora de contexto. Imagine se o repórter terminasse assim sua matéria: “A maioria dos mamíferos só desenvolve seios durante o aleitamento dos filhotes. Os humanos são a exceção, com peitos salientes desde a adolescência. Uma das explicações mais aceitas para essa fascinante particularidade é o fato de os seios servirem de atrativo sexual. Deus não criou o homem e a mulher apenas para procriar. Ele os criou para se unir numa relação de amor. E criou o sexo também para dar prazer aos cônjuges. Criou o homem para considerar a mulher esteticamente atraente e a mulher para considerar o homem esteticamente atraente. E é exatamente isso o que ocorre.”

Outra peculiaridade humana é a inexistência do cio, o que evidencia uma vez mais que o sexo, nos humanos, não foi feito simplesmente para procriação, sendo uma resposta a instintos previamente programados. Em nós, o sexo é algo muito mais complexo. Mais belo.

O autor do artigo da semanal afirma que, “na pré-história [sic], antes da descoberta do fogo, o homem muitas vezes dependia do tato para escolher uma parceira dentro das cavernas escuras. Os seios, portanto, seriam primordiais”. Não sabemos muita coisa sobre como os seres humanos funcionam hoje em dia, mas alguns se atrevem, com base apenas em especulação, a afirmar coisas sobre supostos comportamentos ancestrais. E a ficção é aceita sem questionamento.


O design inteligente do esperma

Em 2011, foi publicado na revista Scientific American um artigo sobre o estudo que concluiu que o esperma age como um remédio natural para depressão. Segundo o estudo, feito por Gallup e Rebecca Burch, em conjunto com o psicólogo Steven Platek, da Universidade de Liverpool, é possível que o esperma atue sobre as mulheres como um antidepressivo natural. Aparentemente, logo que o esperma é absorvido pela vagina, ele age sobre os hormônios femininos. O sêmen masculino é rico em componentes químicos como neurotransmissores, hormônios, endorfinas e imunossupressores, entre eles a serotonina, um dos mais famosos e conhecidos antidepressivos, e ocitocina, conhecido como o hormônio da confiança e do amor.

Segundo Gallup, as mulheres em relacionamentos estáveis que tinham relações sexuais sem preservativos foram muito mais devastadas e negativamente afetadas depois de um rompimento do que aquelas que faziam uso de preservativos, prova de que a ligação neuroquímica emocional é um fato. Isso faz pensar no conselho do apóstolo Paulo aos casados, em 1 Coríntios 7:5: “Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência.” E poderíamos adicionar: “Para que a esposa não fique deprimida.”

Cada vez as pesquisas surpreendem mais os estudantes da sexualidade humana. A interação perfeita entre os sexos masculino e feminino é algo impressionante e aponta para o design inteligente! Como explicar de outra forma a fina interação química entre o sêmen e os hormônios femininos? Como já vimos, já é difícil (senão impossível) do ponto de vista darwinista explicar a diferenciação anatômica e fisiológica compatível entre macho e fêmea (uma dupla mutação que deveria ter ocorrido numa mesma época e num mesmo espaço geográfico), agora imagine explicar na base da tentativa e erro esses requintes emocionais relacionados com neurotransmissores, hormônios, endorfinas e imunossupressores. Essa pesquisa sugere também que os órgãos sexuais anatômica e bioquimicamente projetados para o sexo são o pênis e a vagina.

O design inteligente da interação óvulo-espermatozoide

Em 16 de fevereiro de 2010, a revista Veja publicou:Os espermatozoides, as células reprodutivas masculinas [produzidas graças à ação de um único gene exclusivo dos machos, o Boule], são depositados pela ejaculação no colo do útero e dali partem numa acirrada corrida pelos 15 centímetros que os separam da trompa de Falópio, onde se encontra o óvulo. Só um deles, mais rápido e forte, conseguirá penetrar no óvulo e dar início a uma nova vida. Pensava-se que os espermatozoides, assim como os aviões e os carros de corrida, dispunham de uma reserva de combustível para ser gasta nessa viagem. Sabe-se agora que não é bem assim. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e publicado na edição [de fevereiro de 2010 da] revista Cell, revelou elementos até agora desconhecidos no processo de fecundação. O trabalho identifica e explica, pela primeira vez, o mecanismo que faz com que os espermatozoides liguem uma espécie de motor turbo na fase final de aproximação do óvulo. Esse motor não só aumenta a velocidade do espermatozoide como lhe dá vigor extra para romper a membrana celular do óvulo. [...]

“Um dos fatores cruciais para determinar a velocidade dos espermatozoides é o pH do meio onde eles se encontram. Quanto mais ácido o pH, mais lentamente eles se movimentam. Isso explica por que os gametas masculinos permanecem imóveis dentro do trato reprodutivo masculino, que é ácido, começam a mover-se quando estão no líquido seminal, que é alcalino, e se tornam agitados em contato com o aparelho reprodutor feminino, onde o pH é mais alcalino. Os pesquisadores foram além dessa constatação e descobriram que a aproximação do óvulo ativa estruturas localizadas na cauda do espermatozoide, as Hv1. Uma vez abertas, elas funcionam como comportas, pelas quais são expulsos íons de hidrogênio do interior do gameta masculino. Esse curso aumenta imediatamente o pH interno do espermatozoide, facilitando sua mobilidade. ‘O mecanismo que descobrimos é como uma mudança de marcha para que o carro ultrapasse uma barreira. Ele fornece o impulso extra que permite romper a proteção externa do óvulo’, disse a Veja a pesquisadora Polina Lishko, coautora do estudo.

“O gatilho que põe a corrente de íons em funcionamento fica nos arredores do óvulo. Nessa região, há dois fatores extremamente favoráveis à mobilidade das células masculinas. O primeiro é a baixa oferta de zinco, que em quantidade mais alta inibe a movimentação dos espermatozoides. A outra é a alta concentração de moléculas de anandamida, substância secretada pelos neurônios e presente também nas células de proteção dos óvulos.”

Se pela inibição de apenas uma chave bioquímica se impede a fecundação; se problemas com a mobilidade dos espermatozoides (mecanismo que depende de uma conjunção de fatores) impedem a fecundação; se alterações de pH no homem e na mulher atrapalham o processo; a questão é: Até que todos esses mecanismos que dependem de uma série de fatores interligados e interdependentes tivesse evoluído aos poucos, como os seres sexuados teriam se reproduzido? Estaríamos aqui hoje para estudar este assunto?

Mas tem mais...

Em 2010, cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, descreveram pela primeira vez a estrutura 3D de um receptor completo do óvulo que se liga ao espermatozoide no início da fecundação. A pesquisa foi publicada na revista científica Cell. No início da concepção, os espermatozoides se ligam a proteínas no revestimento extracelular do óvulo, chamado zona pelúcida (ZP). Mas os detalhes moleculares desse evento biológico fundamental permaneciam obscuros.

Luca Jovine e sua equipe conseguiram determinar a estrutura tridimensional do receptor molecular que se liga ao espermatozoide, chamado ZP3. As informações estruturais detalhadas, baseadas em dados coletados no European Synchrotron Radiation Facility (ESRF), tornaram possível começar a explorar em nível molecular como o óvulo interage com os espermatozoides no processo de fecundação.

Os resultados têm implicações importantes para a medicina reprodutiva humana, uma vez que podem explicar como mutações no gene do receptor de esperma podem causar a infertilidade. “Os resultados dão uma imagem notável do lado feminino da fecundação”, disse Jovine. “Mas esta é, naturalmente, apenas metade da história. O próximo passo será descobrir as moléculas correspondentes no espermatozoide que lhe permitem se ligar ao óvulo.”

Puro design inteligente de dois seres que foram criados um para o outro!

O design inteligente da concepção e do nascimento

No mês de outubro de 2008, numa das edições do programa de TV dominical “Fantástico”, o Dr. Dráuzio Varela abordou o tema atração sexual e gravidez. A reportagem começou informando que a atração sexual também depende do nariz, pois ele detecta a “compatibilidade genética” por meio dos feromônios. Segundo a matéria, essa substância carrega informações detalhadas sobre genes, saúde e capacidade de resistir a doenças. Depois, Varela descreveu a “química da paixão”, explicando que uma descarga de adrenalina ocorre quando vemos a pessoa amada, e isso faz o coração bater acelerado e dilata a pupila. Em seguida, a dopamina, neurotransmissor que causa o bem-estar, leva à euforia. A dependência desse coquetel químico nos faz querer ficar mais tempo perto da pessoa amada.

Com o tempo, o casal deseja algo mais duradouro: o casamento. Segundo o médico, um bom relacionamento existirá apenas se a química (entre outros fatores) for favorável. O sexo causa encantamento e reforça a relação. Durante a relação sexual é liberado o hormônio ocitocina, que aumenta a afetividade e os laços entre o casal. Ele é importante também para a sobrevivência do feto e na produção do leite materno (alimento perfeitamente projetado para atender exatamente às necessidades do bebê).

Com imagens do interior do corpo humano e recursos 3D, a reportagem prosseguiu descrevendo a maravilha da concepção. Explicou que o óvulo é a maior célula humana, ao passo que o espermatozóide é a menor. Cerca de 300 milhões deles são expelidos em cada ejaculação. Na vagina, a missão deles não é fácil, pois têm que sobreviver às condições hostis do ambiente. Milhões de espermatozóides são destruídos ali. Os mais fortes que sobrevivem e chegam ao colo do útero são beneficiados por suaves contrações musculares. Apenas uns poucos milhões chegam perto do óvulo e um único espermatozóide o fertiliza: o mais preparado e saudável. Um verdadeiro controle de qualidade!

Por fora a gravidez é inicialmente imperceptível. Em 40 semanas, uma única célula se especializa em diferentes tipos de células, tecidos, órgãos... e se transforma em um bebê.

Através de uma membrana, a mãe passa os nutrientes para o bebê. Ele ganha mais de 850g em 10 semanas. O útero aumenta muito para poder abrigar o feto. O corpo materno tem que se reorganizar para poder abrigar o bebê em crescimento. Os órgãos são rearranjados: eles ficam apertados nas costas ou pressionados contra o tórax. Eles também têm que trabalhar em dobro, como os pulmões e o coração.

Os músculos das costas relaxam e se curvam. O estômago gira e é “esmagado”. A mãe consegue comer pouco a cada vez, mesmo que o bebê esteja exigindo dela muito mais nutrientes do que antes.

Depois de nove meses (em média) um bebê com cerca de três quilos vai ser expulso. A musculatura pélvica relaxa e o corpo do bebê gira para passar pelos ossos da bacia da mãe (mesmo que eventualmente um homem pudesse abrigar um bebê na barriga, ele não conseguiria passar pela pelve masculina, que é diferente da da mulher). Aliás, a criança nem teria por onde nascer...

A reportagem deixou claro que a concepção, gestação e nascimento de uma nova vida depende de uma série de fatores que deveriam funcionar corretamente desde o início ou, do contrário, o primeiro bebê jamais teria vindo ao mundo. É um processo que precisou ser inteligentemente planejado para funcionar corretamente já na primeira vez. Já é difícil explicar o surgimento simultâneo de dois sexos totalmente compatíveis. Agora imagine explicar pela ótica darwinista a origem casual e por etapas sucessivas do complexo processo da concepção e da gravidez...

Em abril de 2010, a revista Ciência Hoje publicou uma matéria de capa simplesmente impressionante! Título: “Por que a mãe não rejeita o feto.” Assinado por Priscila Vianna e José Artur Bogo Chies, do Laboratório de Imunogenética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o artigo explica os mecanismos biológicos que impedem que o feto seja identificado pelo organismo da mãe como um corpo estranho e acabe sendo rejeitado. O texto começa com inegável linguagem de design inteligente: “A evolução da gestação, o nascimento do bebê e a produção de leite para alimentá-lo compõem uma sequência natural e bem planejada, com vistas a acolher um novo ser. A interação imunológica entre mãe e filho que acontece ao longo da gestação é mantida até o período de amamentação. O aleitamento transfere anticorpos da mãe para o filho e esses anticorpos permitirão à criança reconhecer agentes causadores de doenças, protegendo-a durante seu desenvolvimento.”

O texto prossegue com explicações técnicas minuciosas e a pergunta que fica no ar e que nem de longe é tratada pela matéria é: Até que esses processos e mecanismos bioquímicos evoluíssem, como os seres humanos (ou quaisquer outros seres que se reproduzem sexualmente) sobreviveram? A complexidade irredutível envolvida em cada descrição no texto é tão grande, que em momento algum a palavra “evolução”, no contexto darwinista, é evocada – o que é curiosamente típico em pesquisas científicas que tratam de complexidade nesse nível.

Segundo os autores do artigo, “na gestação, o corpo feminino sofre diversas alterações hormonais e físicas, além de mudanças no perfil imunológico. O sistema imune materno precisa aprender a conviver com o feto, que pode ser comparado a um transplante, pois a presença de 50% de material genético paterno o torna, para o organismo da mãe, um ‘estranho’”.

Detalhe: o sistema imune materno “precisa aprender”, mas sabe exatamente o que fazer quando a mulher engravida – e precisa saber. A fim de que o feto não seja rejeitado, a placenta o isola parcialmente, para protegê-lo, atuando como um filtro semipermeável que permite a troca de oxigênio e nutrientes, assim como a comunicação imunológica ao longo da gestação. Bem, se os seres sexuados tivessem evoluído a partir de assexuados, é de se supor que a placenta não estivesse presente logo de início. O que serviria, então, de “filtro” para o feto? Como ele teria sobrevivido sem o devido aporte de oxigênio e nutrientes e sob o ataque do organismo materno?

O texto prossegue: “Para que uma gestação se desenvolva com sucesso, é importante que o sistema imune materno reconheça o feto, sem rejeitá-lo, e induza uma resposta de aceitação, gerando um ambiente adequado para a boa evolução do futuro bebê. A relação harmoniosa entre mãe e filho envolve a interação de aspectos da imunologia celular e humoral (por meio de citocinas [células que auxiliam na comunicação entre as células em um organismo] e anticorpos) e de outros componentes. Vários mecanismos protetores regulam a resposta imune materna ao feto e garantem sua aceitação, entre eles (1) a presença da placenta (tecido de origem embrionária), que isola física e imunologicamente o feto da mãe, e (2) a presença de uma resposta do tipo TH2 [célula auxiliar] na mãe, que evita um ataque do sistema de defesa ao feto.”

O interessante é que não há ligação direta entre vasos sanguíneos maternos e fetais, o que isola o feto, protegendo-o de um possível “ataque” do sistema imunológico materno. Para que a aceitação do feto ocorra, o corpo da mulher apresenta alterações imunológicas ao longo da gestação: mudanças no padrão de produção e liberação de citocinas, inibição localizada da proliferação de certas células do sistema imune (as que atacam corpos estranhos) ou indução da expressão de certas moléculas protetoras na superfície das células. Tudo de forma organizada e no tempo certo. Conforme o artigo, “é necessária uma delicada regulação de todo esse equilíbrio na produção de citocinas e na inibição de respostas celulares ao longo da gestação. Momentos distintos do tempo gestacional exigem perfis diferentes de equilíbrio entre esses vários fatores. O atraso na ativação ou inibição de qualquer uma dessas vias pode resultar em complicações da gestação, ou mesmo em aborto”.

Resumindo: além dos mecanismos certos, especificamente desenhados para funcionar corretamente desde a primeira vez, há também o fator tempo, ou seja, esses mecanismos tinham e têm que funcionar no momento exato em que eram/são necessários.

O feto também participa nesse processo todo, sendo estabelecida uma verdadeira “conversa” química entre ele e a mãe. Se eventualmente alguma célula de defesa da mulher ultrapassar a barreira placentária, o sistema imune do feto será capaz de evitar o “ataque”. “Isso é feito por meio de células T reguladoras fetais, que reagem à presença das células da mãe, liberando citocinas, que podem controlar ou inativar respostas danosas contra as células maternas, induzindo o estado de tolerância”, explicam os autores.

Mais interessante ainda: essas células do feto podem permanecer em circulação por até 17 anos após o nascimento, como memória imunológica, sendo capazes de reconhecer as células maternas. “O estudo inovador mostrou como mãe e feto mantêm um contato muito mais íntimo do que se imaginava anteriormente”, e mostrou também que o sistema imunológico do feto já é bastante ativo antes do nascimento. Eu já sabia que nunca conseguiria ser tão íntimo de meus filhos quanto minha esposa. Agora estou ainda mais conformado...

O artigo conclui falando do perigo da pré-eclâmpsia, aumento da pressão sanguínea que coloca em risco tanto o feto quanto a mãe (na primeira gestação). É a segunda causa de morte materna no mundo e a primeira no Brasil, sendo responsável por até 10% das mortes de fetos ou mães durante a gravidez. Essa doença surge quando o organismo da mãe não consegue se modificar para “aceitar” o feto e aumenta a pressão sanguínea para “eliminar” o “corpo estranho”.

Voltamos à pergunta que não quer calar: E antes que esse complexo mecanismo “evoluísse”, como se dava essa modificação dirigida e interrelacionada dos sistemas imunes da mãe e do feto, capaz de evitar a pré-eclâmpsia e outros problemas fatais?

Davi não entendia de embriologia e imunologia, mas conseguiu expressar bem o assombro que nos envolve quando pensamos no maravilhoso processo de concepção e gestação de uma nova vida: “Graças Te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis” (Salmo 139:14).

E Jó, há mais de 3.500 anos, também se maravilhou: “Não me derramaste como leite e não me coalhaste como queijo? [concepção?] De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste [desenvolvimento embrionário?]. Vida me concedeste na Tua benevolência, e o Teu cuidado a mim me guardou” (Jó 10:8-12).

 Só posso concordar com o evolucionista Richard Leakey: do ponto de vista darwinista, a origem dos sexos é um mistério insondável. Mas, do ponto de vista criacionista, um presente do Criador e um tremendo projeto de design inteligente.

(Michelson Borges é jornalista, editor da revista Vida e Saúde e pós-graduado em Biologia Molecular e Celular) 




sábado, agosto 07, 2021

Pesquisadores encontram estromatólitos em cavernas de MG

No mês de julho deste ano, os portais de notícias da Universidade Federal de Uberlândia (UFU)[1] e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)[2] publicaram matéria intrigante sobre uma recente descoberta que reforça a tese de que o mar já esteve presente na região de Minas Gerais. A pesquisa foi realizada por pesquisadores da UFU e Unifesp, que fazem parte do Grupo Alto Paranaíba de Espeleologia (Gape). O projeto é coordenado por Marco Delinardo Silva, especialista em Geologia Estrutural e professor da UFU,[1] e vice-coordenado por Fernanda Quaglio, especialista em Paleontologia e professora do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva (Debe) do Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF/Unifesp), Campus Diadema.[2]

Essa equipe de pesquisadores, que que se dedica a estudar, preservar, conservar e promover o patrimônio espeleológico brasileiro, com ênfase na região do Alto Paranaíba, descobriu, no interior das cavernas de Coromandel, icnofósseis (vestígios que ficaram preservados) da era Neoproterozóica [sic]. Segundo o professor coordenador, os icnofósseis identificados são chamados de estromatólitos, que representam estruturas bio-induzidas (cuja deposição é determinada pela ação de organismos) edificadas em carbonato de cálcio (CaCO3).[1]

Estromatólitos são fósseis vivos e supostamente as formas de vida mais antigas em nosso planeta. O nome deriva do grego, stroma, que significa “colchão”, e lithos, que quer dizer “pedra”. Estromatólito significa literalmente “rocha em camadas”.

Como o desenvolvimento de estromatólitos ocorre em ambiente marinho raso, a presença deles em Coromandel reforça a tese de que o mar já esteve presente na região, afirma o geocientista Silva. “Os estromatólitos representam uma das principais evidências que sustentam essa hipótese, pois esses icnofósseis são vestígios de organismos que vivem em ambiente marinho, especialmente na região costeira. Nós reconhecemos o ambiente onde esses organismos vivos ocorreram no passado por meio de análogos modernos, como os estromatólitos que ocorrem nas praias de Shark Bay, no extremo oeste da Austrália”, ressalta.[1]

Fernanda Quaglio, vice-coordenadora do projeto, traz alguns questionamentos que acompanham a descoberta: “Sabemos de ocorrências dessas rochas mais para o norte. Mas, nessa região, esses fósseis podem acrescentar informações sobre o mar que existia ali. Os estromatólitos indicam água rasa, porque o tapete microbiano precisa ter proximidade com a luz para poder fazer fotossíntese. Mas como era essa água? Havia ondas? Ocorreram ciclos climáticos importantes, por exemplo, com uma queda brusca ou subida do nível do mar?”[3]

Mardem Melo Silva, um dos membros fundadores do Gape, cedeu entrevista ao portal da UFU: “Acredito que a descoberta mais significativa que o Gape realizou foi a identificação dos fósseis de estromatólitos no interior de algumas cavidades de Coromandel, MG, especialmente na Gruta do Ronan I. Estromatólitos são vestígios de organismos que constroem estruturas biossedimentares, resultantes da interação de comunidades microbianas bentônicas (cianobactérias e bactérias) com o meio em que vivem. Estromatólitos são considerados importantes registros para a compreensão da origem e diversificação da vida na Terra, sendo merecedores de proteção e conservação.”[1]

(Liziane Nunes Conrad Costa é formada em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia [UNIPAR], especialista em Morfofisiologia Animal [UFLA] e mestranda em Biociências e Saúde [UNIOESTE]. É vice-presidente do Núcleo Cascavelense da SCB [Nuvel-SCB])

Nota: De tempos em tempos, temos nos deparado com descobertas de fósseis marinhos em localidades muito distantes da costa, como no caso dos estromatólitos das cavernas de Coromandel, MG. Na verdade, fósseis marinhos em áreas continentais e montanhosas não deveriam causar estranheza, considerando que são encontrados em diversos locais ao redor do mundo. Grande parte dos sedimentos continentais são de origem marinha, conforme referências presentes no livro A História da Vida. Descobertas como essa vêm reforçar os relatos bíblicos de Gênesis, os quais indicam a existência de um período em que toda a Terra foi coberta pelas águas.

Ademais, a existência da grande variedade de espécies fossilizadas em diversas localidades pelo mundo fornece forte evidência de que houve uma catástrofe hídrica global, responsável pelo sepultamento repentino de tantos seres vivos. Muitos desses fósseis foram preservados em estado de agonia e sufocamento; alguns foram pegos de surpresa, abocanhando sua presa; outros animais foram fossilizados em pleno ato de dar à luz. Na sequência, seguem dois artigos que relatam a descoberta de sítios encontrados com manadas inteiras: confira aquiaqui e aqui.

É valido lembrar que existem pesquisas não criacionistas que já admitem inundações catastróficas (confira aquiaqui e aqui).

Referências:

[1] PORTAL DE NOTÍCIAS DA UBU:

http://www.comunica.ufu.br/noticia/2021/07/pesquisadores-da-ufu-identificam-cavernas-em-coromandel

[2] PORTAL DE NOTÍCIAS DA UNIFESP:

https://www.unifesp.br/reitoria/dci/noticias-anteriores-dci/item/5279-projeto-de-pesquisa-realiza-expedicoes-em-cavernas-de-minas-gerais

[3] SUPERINTERRESANTE:

https://super.abril.com.br/ciencia/fosseis-de-bacteria-em-cavernas-de-minas-mostram-que-o-estado-ja-teve-mar/

LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO

http://www.criacionismo.com.br/2008/05/dilvio-lenda-ou-fato.html

http://www.criacionismo.com.br/2013/01/pesquisador-diz-que-encontrou-novas.html

http://www.criacionismo.com.br/2014/06/retracao-de-geleira-expoe-grandes.html

http://www.criacionismo.com.br/2011/01/diluvio-universal-e-suas-implicacoes.html

http://www.criacionismo.com.br/2019/02/gordura-fossilizada-e-encontrada-pela.html

segunda-feira, agosto 02, 2021

Histórias sobre a origem humana são incompatíveis com registro fóssil

Em pesquisa publicada no início de maio de 2021, o pesquisador Sergio Almécija, da Divisão de Antropologia do Museu de História Natural Americano, afirma que há dificuldade em conciliar o registro fóssil e a narrativa da evolução humana defendida pela teoria da evolução. 
A frase “o homem veio do macaco” representa um raciocínio errado, mas é muito popular quando mencionado o paradigma da evolução, especialmente a humana. De acordo com a teoria da evolução popularizada e sistematizada por Darwin no século 19, a vida teria surgiu muito tempo atrás, de forma espontânea e ao longo dos milhões de anos, e pela ação da seleção natural foi se diversificando e produzindo todas as formas de vida que conhecemos hoje.

Darwin ainda no século 19, em seu livro A descendência do homem e seleção em relação ao sexo afirmou, sem base alguma de registro fóssil, que, de acordo com o conceito da ancestralidade comum, teríamos surgido do mesmo ancestral que deu origem aos macacos. Como os símios são encontrados na África, ele afirmou que os seres humanos teriam surgido naquele continente e de lá se espalhado para todos os cantos do mundo.




quarta-feira, julho 07, 2021

Vida no planeta Terra – um projeto inteligente

De acordo com a teoria da evolução, a vida teria surgido há mais de três bilhões de anos, numa “sopa primordial” que nada mais era que o nosso oceano “temperado” com aminoácidos e outras moléculas orgânicas. A partir dessas primeiras moléculas, a vida teria evoluído em suas diversas formas, através do mecanismo da seleção natural proposto por Charles Darwin. Inclusive a própria definição de vida, de acordo com a Agência Espacial Americana (NASA) deixa muito claro o viés evolucionista ao declarar que “a vida é um sistema químico autossuficiente com a capacidade de ter uma evolução darwiniana”. É importante deixar muito claro que, ao contrário do que a narrativa evolucionista afirma como fato, as hipóteses sobre a origem da vida na Terra estão apenas no campo das ideias, sendo uma questão que ainda está em aberto e continuará dessa forma.[1] Isso porque qualquer tipo de hipótese a respeito da origem inorgânica da vida ao acaso num passado distante não pode ser testada empiricamente, ou seja, com experimentos em laboratório. Além disso, eventos que teriam acontecido no passado não podem ser reproduzidos, observados, testados e repetidos. Portanto, considerando o próprio conceito de ciência aceito hoje, hipóteses sobre a origem da vida não podem ser falseadas, não podendo ser consideradas científicas.

Além de considerar a hipótese de que a vida teria surgido de forma espontânea em nosso planeta, cientistas têm explorado outras ideias. Desde a criação do programa Search for Extraterrestrial Intelligence [Busca por Inteligência Extraterrestre, em português] (SETI) da NASA, nos anos 1970, temos visto muitas iniciativas de diversas agências pelo mundo na tentativa de encontrar vida em outros lugares do espaço. São lançadas sondas espaciais, realizados estudos com imagens de telescópios e outros equipamentos de última geração. Até agora, não temos qualquer evidência conclusiva de que exista vida em outro lugar do cosmo que não seja na Terra. Alguns cientistas querem até mesmo mudar o conceito de vida para forçar uma grande descoberta científica, já que encontrar vida como conhecemos em nosso planeta tem sido uma tarefa muito desafiadora.[2]

Mas por que procurar vida em outros lugares do espaço? Se pensarmos pela perspectiva da teoria da evolução, duas respostas principais a essa pergunta se destacam: encontrar vida em outro planeta pode ajudar a entender como a vida teria surgido aqui na Terra, ou encontrar vida em outro planeta pode esclarecer dúvidas sobre como a vida poderia ter chegado aqui, já que existem alguns cientistas que acreditam que a vida ou as primeiras moléculas orgânicas teriam vindo ao nosso planeta na “carona” de um meteoro, uma ideia conhecida como panspermia cósmica.

Levando em conta esses aspectos, astrobiólogos consideram a presença de água em um planeta que orbita uma estrela nos mesmos moldes do nosso Sol como condições determinantes para a existência de vida. Pesquisadores da Universidade de Nápoles e do Observatório Astronômico Capodimonte estudaram níveis de luz recebidos por dez exoplanetadas (planetas que estão fora do nosso sistema solar) potencialmente habitáveis, que estão na órbita de diferentes tipos de estrelas, e falharam em encontrar condições similares às da Terra. Considerando até mesmo o mais simples dos planetas pelos padrões terrestres, é necessário ter ampla luz solar, mas não qualquer tipo de luz. É preciso lembrar que organismos fotossintetizantes (que de acordo com a teoria da evolução foram fundamentais na modificação da atmosfera e produção de oxigênio) precisam de luz com a frequência exata e a correta quantidade de energia para transformar dióxido de carbono em glicose. Um desequilíbrio dessas condições destruiria prováveis proteínas já existentes. Ao testar a hipótese de que existiria tal estrela com a capacidade de emitir essa energia, os pesquisadores descobriram que condições similares às da Terra encontradas em outros planetas podem ser bem menos comuns do que eles imaginavam. Dentre os planetas considerados no estudo, nenhum deles teria condições suficientes de produzir um sistema fotossintético capaz de fazer o ciclo do carbono acontecer, como o que encontramos aqui.[3] Até parece que todas essas condições foram planejadas para que a existência e a manutenção da vida fossem possíveis, não é mesmo?

É interessante perceber que quanto mais pesquisas são feitas, mais a teoria da evolução parece estar enfraquecida e a ideia de um ser inteligente que planejou todas as coisas se fortalece. Ao lançar seu livro Alone in the Universe: Why Our Planet is Unique (Sozinhos no Universo: Por que Nosso Planeta É Único), o astrofísico John Gribbin acredita ser difícil a possibilidade da existência de vida em outro planeta do sistema solar, e diz ser impossível encontrar vida “complexa e inteligente como em nosso planeta”. Ele também afirma que a possibilidade de encontrar “ETs” é “baseada mais na fé do que na ciência”, e que “a vida em galáxias distantes não é palpável para nós”.[4]

Como disse um grande cientista do século 19, Louis Pasteur: “Pouca ciência nos afasta de Deus. Muita, nos aproxima.”

(Maura Brandão é bióloga e doutora em Ciências)

 Referências:

[1] https://cienciahoje.org.br/artigo/quando-a-vida-surgiu-no-universo/

[2] https://oglobo.globo.com/epoca/mundo/por-que-um-grupo-de-cientistas-quer-mudar-conceito-de-vida-como-isso-pode-revolucionar-busca-por-ets-1-24586099

[3] https://www.sciencealert.com/photosynthesis-made-our-atmosphere-what-it-is-and-it-could-be-an-extremely-rare-thing

[4] https://veja.abril.com.br/ciencia/nao-adianta-procurar-vida-inteligente-fora-da-terra/